Stoa :: Ana A. S. Cesar :: Blog :: USP

Janeiro 25, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

USP 75 anos: universidade celebra aniversário com concerto e exposição

Homenagem inclui o lançamento do selo comemorativo dos Correios; ex-alunos e professores que ajudaram a construir a história da universidade serão homenageados

Osquestra Sinfônica da USP fará concerto comemorativo
Osquestra Sinfônica da USP fará concerto comemorativo

 

A USP (Universidade de São Paulo) completará 75 anos no dia 25 de janeiro e, para celebrar o aniversário, a universidade contará com dois dias de eventos. O primeiro, no Teatro Alfa, está marcado para este domingo (25), e o segundo será na segunda-feira (26), no Memorial da América Latina. Ambos têm entrada gratuita e são abertos ao público.

No domingo, a Orquestra Sinfônica da USP se apresentará no Teatro Alfa, a partir das 20h. Um dos destaques do concerto comemorativo é a execução inédita do Hino da USP, criado recentemente pelo poeta Paulo Bomfim e por Julio Medaglia, maestro regente da orquestra. Os interessados em assistir à apresentação deverão enviar e-mail para o endereço cerimo@usp.br ou entrar em contato com o Cerimonial da Reitoria pelo telefone (11) 3091-3402.

Na segunda, acontecerá a sessão solene do Conselho Universitário a partir das 14h, no Auditório Simon Bolívar no Memorial da América Latina. Durante a sessão, serão homenageadas importantes figuras que ajudaram a construir a USP. Ex-reitores receberão a medalha Armando de Salles Oliveira e personalidades como o professor Paschoal Américo Ernesto Senise, o primeiro doutor da USP, e a professora mais antiga da universidade, Dra. Berta Lange, serão homenageadas.

O hall de entrada do auditório do Memorial abrigará a exposição “USP em Obras – A Construção da Cidade Universitária”, que reúne 60 imagens do acervo da universidade que vão de 1952 a 1972. E, no mesmo dia, haverá o lançamento do selo e do carimbo comemorativos dos 75 anos da USP pelos Correios.

Agenda dos 75 anos

Além dos dois dias de celebrações, outros acontecimentos marcarão os 75 anos da USP. Um deles é a exposição “Tesouros da USP”, que estará na Oca do Parque Ibirapuera, do dia 1º de agosto a 1º de outubro. A mostra reúne peças de várias instituições ligadas à universidade, como o Museu de Arte Contemporânea (MAC), o Museu Oceanográfico, a Estação Ciência, o Museu de Geologia, o Museu de Anatomia, o Museu da Ciência, o Museu de Zoologia, o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), o Parque Cientec, o Museu Paulista e o Museu Republicano.

Na agenda dos 75 anos também está incluída a publicação de obras dos professores estrangeiros que fundaram a USP. Entre os livros que serão relançados pela Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) estão "Navette Literária França-Brasil (A Crítica de Roger Bastide)", com organização de Glória Carneiro do Amaral; "Fidelino de Figueiredo: Visto por ele mesmo e pelos outros", com organização de Claudio Giordano e Nuno Fidelino de Figueiredo e "Fernand Braudel e o Brasil. Vivência e Brasilianismo (1935-1945)”, de Luis Correa Lima.

Ainda no primeiro semestre de 2009, a Edusp também publicará o livro com as imagens da exposição "USP em Obras - A Construção da Cidade Universitária".

Ao longo do ano, está prevista a continuidade de uma série de palestras chamada “Fronteiras do Conhecimento”, cujo objetivo é aproximar importantes cientistas internacionais dos grupos de pesquisa da USP. Em setembro do ano passado, o geneticista inglês Oliver Smithies, Prêmio Nobel de Medicina em 2007, esteve na USP para receber o título de Doutor Honoris Causa. Em janeiro deste ano, o físico norte-americano William D. Phillips apresentou palestras no campus de São Carlos da USP e na Cidade Universitária, em São Paulo.

 

Você faz a USP

Minha homenagem na Galeria de Fotos

Ana César
Ana César

http://www.usp.br/75anos/galeria/cache/75-anos__anacesar.

 

Painel de fotos Você Faz a USP

 
     
 
Veridiana MunfordVeridiana Munfod
Everton J. GonçalvesEverton J. Gonçalves
Sérgio F. da SilvaSérgio F. da Silva
Francisco E. ColtroFrancisco E. Coltro
Ana Paula F. RochaAna Paula F. Rocha
Roberto C. SantosRoberto C. Santos
Ana de O. MartinsAna de O. Martins
Angela HeiffigAngela Heiffig
Mauro MiazakiMauro Miazaki
Thaís C. CorrêaThaís C. Corrêa
Leandro R. CastilhoLeandro R. Castilho
Ana CésarAna César
Gláucia S. BuchmannGláucia S. Buchmann
Lucas B. Vilas BoasLucas B. Vilas Boas
Mariana P. InácioMariana P. Inácio
Mariana M. F. GomesMariana M. F. Gomes
Fátima ChuquiFátima Chuqui
Antonio R. DechenAntonio R. Dechen

...

Palavras-chave: Aniversário, Concerto, Homenagem, OSUSP, USP

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

Janeiro 24, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar
http://livramentense.files.wordpress.com/2006/07/livros1.jpg

 

Em março será o lançamento do meu livro "Poesias com Jesus".

 

Palavras-chave: Lançamento, Literatura, Poesias, USP

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

Janeiro 06, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

http://www.terranobre.com.br/imagens/upload/turismo_virtual/MAC%20Sede%201.JPG

 

 

Exposição no Museu de Arte Contemporânea USP - Cidade Universitária - SP

 

ANTONIO BANDEIRA. Retrospectiva com 140 obras, Desconfigurações reúne pinturas, desenhos e colagens do artista cearense. Trata-se de um belo recorte da produção menos conhecida de Antônio Bandeira (1922-1967), um dos pioneiros do abstracionismo informal no Brasil.

MAC-USP. Rua da Reitoria, 160, 11-3091-3039. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 10h às 16h. Grátis. Até dia 25/01.

Artista plástico e poeta, Antônio Bandeira (1922-Fortaleza / Paris-1967) começou a desenhar ainda criança no Colégio Cearense. Depois, ainda adolescente, estudou sob orientação de D. Mundica, professora de pintura de paisagens com montanhas nevadas.

Quando ainda prestava o serviço militar, em junho de 1941, foi um dos fundadores do Centro Cultural de Belas Artes - CCBA, associação que reunia artistas de origem trabalhadora. Em sua maioria eram retocadores de fotografias, pintores de placas, cartazes de cinema e anúncios. Posteriormente, com adesão ao grupo de escritores e jovens intelectuais do meio universitário, o CCBA deixa de existir para dar lugar à Sociedade Cearense de Artes Plásticas – SCAP, com maior penetração junto às camadas sociais dominantes.

No Ceará, no tempo da Segunda Guerra, foi implantada uma base aérea militar em Fortaleza. Um ponto de pouso e abastecimento no intenso fluxo das tropas e equipamentos dos Estados Unidos e forças aliadas entre América, África e Europa.

Como numa avalanche de informação, os artistas de Fortaleza puderam ter acesso a todos os movimentos artísticos ocorridos na Europa desde o Impressionismo. E nomes que se escutava remotamente passaram a estar em livros com imagens coloridas nas vitrinas das livrarias da cidade juntamente com jornais e revistas estrangeiras. Materiais de pintura, como pigmentos, óleos, vernizes e telas e papéis de qualidade podiam ser adquiridos nas lojas locais. Essa situação estabeleceu condições objetivas de comunicação e aproximação entre pessoas de culturas diversas, criando conexões que permitiram um verdadeiro salto no tranqüilo discurso das artes cearenses.

Rápida foi a absorção dos avanços estéticos pós-impressionistas que caminhavam com modorra no solo cearense. Pode-se facilmente perceber forte influência das artes de Cézanne e Matisse entre os artistas mais jovens, inclusive Antônio Bandeira ( 1922-1968).

Passada a Guerra, ainda em 1945, vários foram os artistas residentes no Ceará que buscaram no sul do Brasil uma vida profissional que a terra natal não proporcionava: Aldemir Martins, Barboza Leite, Carmélio Cruz, Inimá de Paula, Raimundo Cela, Sérvulo Esmeraldo e Antônio Bandeira, os mais destacados.

No Rio de Janeiro, depois de ter exposto individualmente no Instituto dos Arquitetos do Brasil, foi distinguido com uma bolsa de estudos pelo Governo Francês, para onde se transfere em abril de 1946.

 

fonte: Museu de Arte Contemporânea

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição, Não-Comercial.

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

Janeiro 04, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Los Angeles Times


Unique L.A. hospital undergoes complex operation

Barlow Respiratory Hospital,
Dr. David Nelson, medical director at Barlow Respiratory Hospital, says if the hospital can't figure out a way to rebuild before 2013, it could be forced to close.

Barlow Respiratory in Elysian Park has the look of a pastoral summer camp. The 25-acre property is being redeveloped to enlarge the treatment facility while maintaining the campus' homey feel.


The old cottage was lost long ago to the folds of a hillside in Elysian Park, near Dodger Stadium. You do not need a key to get inside.

The door was left ajar some years ago and is now stuck open on a stubborn pile of leaves. Inside, there are faint suggestions of life -- a fork and spoon on a shelf, a frayed Brillo pad. But the elements have corroded the place inside and out. Windows are cracked. There are holes in the roof. The green shower tile is still there, but you can look through the drain into the dirt below.

 
  • Map

Here, 106 years ago, W. Jarvis Barlow built one of the more unusual and venerable pieces of Southern California's healthcare network. Barlow Respiratory Hospital was launched largely to serve tuberculosis patients; Barlow, a New York physician, was himself a patient, prompting his move to California for the warm, dry air, the chief remedy at the time. Patients lived in these cottages, sometimes for years, once they were well enough to leave the central sanatorium.

The hospital has always felt timeless, partly because it looks like a borscht belt summer camp and partly because its central mission -- helping people breathe -- has always been so fundamental. Lately, the hospital has taken on another fundamental mission -- survival.

To achieve that, big changes are afoot on the hospital campus, a scenario that will include a new hospital and the extraordinary opportunity to redevelop 25 acres of pastoral, privately owned land just two miles north of downtown.

The hospital has hired Jensen + Partners, a downtown project management firm, to oversee two dozen urban planners, architects, geologists, traffic analysts, civil engineers, historians and others who have begun piecing together preliminary ideas for the site.

Sarah Jensen, the president and founding partner of Jensen + Partners, said when she started, she attempted to find what are known in the world of real estate as "comps" -- comparable properties that help determine value and demand. "There is no 'comp,' " she said.

That suggests this isn't going to be easy. Barlow, in fact, once tried to sell some of its grounds to the highest bidder to raise money for renovations. It didn't work out.

After the 1994 Northridge earthquake, 11 hospitals were closed, at least partially, because of damage. The state adopted new seismic standards to help ensure that hospitals could continue operating in the event of a large quake -- "and not," said Barlow CEO Margaret Crane, "in parking lots with strobe lights."

"It's a worthy law," Crane said. It is also, in today's economic climate, a tremendous challenge for many facilities.

This is particularly true at a specialty hospital like Barlow, which has just 49 beds and treats complex cases.

A typical patient has at least one chronic disease in addition to an acute medical problem, such as pneumonia, said the medical director, Dr. David R. Nelson.

The average stay is 30 days, 10 times longer than the average at many larger, general hospitals.

If the hospital can't figure out a way to rebuild before 2013, it could be forced to close, Jensen said.

Hospital administrators determined quickly that retrofitting the hospital's main infirmary would be impossible. Barlow is a famously quirky and dated facility, with narrow hallways and nursing stations that are crowded on the best days, and unworkable on the worst.

Five years ago, Barlow decided to sell some of its property to raise enough money to build a replacement hospital. It was a mess from the start.

Prospective buyers declined to tell Barlow what they planned to do with the land. The site abuts neighborhoods that were emptied to make way for Dodger Stadium, and many nearby residents are fiercely insular and protective.

Further complicating the deal, prospective buyers wanted all of the land. Barlow would have had to move. Administrators looked for a place to build "for 2 1/2 years," Crane said. "We went from a one-mile [radius] to two to five to 10. We can't move."

The cost of rebuilding, meanwhile, continued to climb -- $42 million, then $63 million, then $100 million. Barlow made a decision: It would rebuild on one corner of the property. And it would take on a new role. Instead of selling the land, Barlow would become its own developer.

Today, Barlow's agents are taking care of the duties that would have fallen to a developer in a typical land deal -- conducting traffic studies at intersections; leading efforts to ease zoning restrictions at City Hall and making sure there aren't any endangered animals on the site that require special protection.

"It's incumbent on everyone associated with this to do the right thing," Jensen said.

Designing the new hospital, a three-story facility that will bump the bed count to 56, was the fun part.

An industrial engineer on Jensen's team followed nurses with a pedometer and determined that some walked five miles a day without finding the time to see many patients; the new design is expected to cut in half the time nurses will have to spend retrieving supplies and doing paperwork.

Every room will be private; currently there are just 10 private rooms.

Every patient will have a direct sight line to Barlow's campus, which -- even while many of its 42 buildings have fallen into disrepair -- remains leafy and well-maintained.
 


Los Angeles Times
January 04, 2009

Palavras-chave: Notícia, USP

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição, Não-Comercial.

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

Dezembro 30, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

eXato acidente                    capa de eXato acidente
TONY MONTI
Editora:
Hedra


SOBRE O AUTOR: Doutorando em literatura pela Universidade de São Paulo, Monti lança agora o seu terceiro livro de contos. O primeiro, “O Mentiroso” (2003), recebeu o Prêmio Nascente, promovido pela USP.


TEMA: As historietas tratam do cotidiano, mas de um cotidiano sem encaixes lógicos, em que girafas passeiam pela cidade e tigres moram em apartamentos.


POR QUE LER: Monti recebeu uma bolsa do PAC pelo projeto deste volume. Sua prosa é seca e direta, e as surpresas ficam para os elementos quase oníricos que, não raro, saltam aos olhos do leitor logo nos primeiros parágrafos.

"Há nos contos de Tony Monti um prazer evidente pelos detalhes inusitados e pelos paradoxos da lógica. Uma atmosfera fantástica que por vezes lembra Kafka, mas sem a gravidade claustrofóbica do escritor tcheco, remetendo antes às traquinagens lúdicas de um Italo Calvino ou de um Julio Cortázar. Imaginação e frescor, em suma, em doses um tanto raras nas letras brasileiras de hoje." (Terra Magazine)

Sorriso

Palavras-chave: Contos, Literatura Brasileira, USP

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição, Não-Comercial.

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 1 comentário

Dezembro 06, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

A boa notícia é que agora todos estão falando sobre qualidade na educação. Superamos a fase do “lugar de criança é na escola”, com a universalização das vagas praticamente conquistada. Agora, trata-se de debater a qualidade do que acontece dentro das escolas, do ensino oferecido.

É neste contexto que se intensificou por aqui, a exemplo do que há tempos ocorre nos Estados Unidos, uma política de realização de exames nacionais e estaduais para avaliar a qualidade do ensino em todos os níveis, da Educação Infantil ao Ensino Superior. A perspectiva é simples (simplista?): as escolas e universidades existem para ensinar, logo devemos avaliar seu desempenho testando o nível do aprendizado dos estudantes a partir de provas objetivas. Com resultados claros em mãos, os governos são capazes de rankiar as instituições, determinando as melhores e piores. Estes rankings produzem manchetes na mídia que todos entendem e políticas específicas podem ser adotadas em direção às “piores”. Mas, a questão do aprendizado não é tão simples assim.

Há muito tempo, mais de um século, as teorias em educação tratam dos limites do ensino chamado conteúdista, que prioriza o processo de memorização, que é justamente a habilidade mais avaliada em uma prova, sobretudo a prova-teste. Mais recentemente, os avanços das ciências da cognição têm confirmado que o aprendizado só ocorre quando o corpo se mobiliza, a pessoa se envolve emocionalmente com a informação e a experimenta ou pratica. Estas idéias já estão consolidadas nas ciências da educação e foram, inclusive, incorporadas à Lei de Diretrizes e Bases de 1996 e, poucos anos depois, aos Parâmetros Curriculares Nacionais.

Se observarmos com atenção algumas destas provas elaboradas pelas equipes técnicas dos governos, veremos claramente o caráter desconexo do tipo de conhecimento que está sendo avaliado. Por exemplo, em 2007 um exame do governo de São Paulo teve como resultado uma situação que foi classificada pelos jornais como “trágica”: mais de 80% dos estudantes não atingiram os conhecimentos esperados pela Secretaria de Educação. A situação trágica foi diagnosticada com testes que pediam para estudantes de 12 anos calcularem o número de blocos necessários para a construção de uma mureta, considerando dimensões específicas dos blocos e da mureta desejada. Estudantes de 14 anos tinham que calcular a distância entre uma pessoa e um objeto a partir da localização deste objeto em relação a um morro, considerando a altura do morro e o raio de visão de quem está em seu topo. Estudantes de 17 anos deveriam calcular a altura de um edifício, considerando o ângulo obtido por um engenheiro localizado a uma distância específica do edifício com o uso de um teodolito. Pergunto ao leitor: você sabe responder a estas perguntas? Já teve necessidade de construir uma mureta calculando a dimensão dos tijolos? Já precisou calcular a distância em relação a um morro? E a altura de um edifício? Se você não é um engenheiro, provavelmente nunca precisou fazer nada disso, mesmo que seja um profissional bem sucedido e cidadão pleno de direitos. A Folha de S.Paulo, por exemplo, errou ao publicar os enunciados de duas destas questões, como bem foi apontado pelo ombudsman na semana seguinte. O erro passou por jornalistas, revisores, editores e milhares de leitores que nem se deram conta. Então, por que esperar que os jovens o façam? Por que medir a qualidade de uma escola com base na sua capacidade de treinar os estudantes a responderem este tipo de pergunta, mesmo sabendo que poucos anos (ou meses) depois das provas, eles já terão esquecido a resposta dada?

Em oposição a uma prova que mede o “rendimento escolar” - algo mais propício ao que Paulo Freire chamou de “educação bancária” – a avaliação pode ser um instrumento de pesquisa em favor da emancipação. Para isso, ela precisa reconhecer e valorizar os saberes que as pessoas têm e que normalmente são negados pela escola e pela visão “trágica”. Por exemplo, em uma aula de matemática da educação de jovens e adultos, um pedreiro mostrou ser capaz de calcular a área de uma janela apenas olhando para ela. Quando a professora usou os instrumentos da matemática para fazer a medição, concluiu que ele havia acertado com precisão. Outro estudante, um marceneiro, auxiliava os colegas com os cálculos algébricos, para os quais tinha grande facilidade. Quando o projeto era a realização de uma horta comunitária, as habilidades dos estudantes que eram sitiantes para estimar a área a ser plantada foram valorizadas. E a avaliação dava-se continuamente, com os registros diários das descobertas, dos cálculos realizados e das dificuldades encontradas. Era uma avaliação-pesquisa, voltada para a auto-reflexão permanente de estudantes e educadores.  

O problema é que as avaliações tipo teste competem com a avaliação-pesquisa. Trata-se de visões opostas com implicações contrárias na forma como se organiza o espaço e o tempo escolares, como se orientam as aulas, como se comportam estudantes e educadores. Ou bem a escola prepara os estudantes para responder perguntas sem significado ou orienta-se pela LDB e pelos PCN e se dedica de fato aos processos de aprendizagem, transformando-se em uma comunidade de produção de conhecimento.

Mas, muitos argumentarão que não é possível fazer avaliações do tipo pesquisa em larga escala, para o país todo. Sim, é verdade que as escolas e universidades do país deveriam ser avaliadas com base em questionários com perguntas bem simples. Estudantes, professores, funcionários, gestores e pais deveriam responder de forma direta e objetiva sobre o seu grau de satisfação em relação ao desempenho dos professores, funcionários e gestores, ao aprendizado dos estudantes, à participação da comunidade na instituição. Esta sim seria uma verdadeira avaliação que justificaria manchetes que determinam “as melhores” e “as piores” instituições de ensino do país e políticas direcionadas para as últimas.

 

Helena Singer é pesquisadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Diversidade da Unicamp e uma das fundadoras da Associação Politeia http://www.politeia.org.br

 

 

 

Palavras-chave: Educação, IEA, Unicamp, USP

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 2 comentários

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar


Desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), este portal dá acesso ao texto completo das revistas produzidas no campi, além daquelas credenciadas pelo Programa de Apoio às Publicações Científicas Periódicas da instituição.

Atualmente, ele disponibiliza 30 títulos, entre eles Acolhendo a Alfabetização nos Países de Língua Portuguesa, Almanack Braziliense, Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, Estudos Econômicos (São Paulo), Journal of Applied Oral Science, Papéis Avulsos de Zoologia, Psicologia USP, Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, Revista de Antropologia, Revista de Saúde Pública e Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo. A intenção é incluir os demais títulos já credenciados, além de outros à medida que atenderem aos critérios de credenciamento do programa.

Segundo a USP, a iniciativa tem como objetivos ampliar a facilidade de acesso dos usuários ao texto completo das publicações e possibilitar a obtenção de indicadores da produção científica, como relatórios de índices de citação e de co-autoria, além de ampliar a visibilidade desses periódicos nacional e internacionalmente.

A iniciativa conta com parceria do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme), por meio do SciELO (Scientific Electronic Library Online), programa de biblioteca eletrônica virtual de revistas científicas brasileiras mantido pela Bireme e Fapesp.

tags: São Paulo SP jornalismo-midia usp revista revistas revistas-cientificas revistas-academicas academia universidade universidade-de-sao-paulo publicacoes-cientificas periodicos scielo bireme fapesp pos-graduacao mestrado doutorado

Palavras-chave: Doutorado, Mestrado, USP

Postado por Ana A. S. Cesar | 2 usuários votaram. 2 votos | 0 comentário

default user icon

Novembro 28, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar
USP e Record formarão autores de novela

 

 

A audiência das novelas na TV brasileira não pára de cair. Por causa disso, a Universidade de São Paulo (USP), que tem um núcleo de pesquisas voltado para o assunto, estuda iniciar em 2009 um curso de especialização em dramaturgia. Com aulas teóricas e práticas, o curso formaria autores capazes de dar novo fôlego ao gênero, gasto pelo excesso de uso com poucas diferenças entre os vários folhetins produzidos no país, o formato em cartaz é o mesmo desde a década de 1970. O projeto poderá dar a um dos alunos a chance de participar de uma novela da Record, emissora que vem investindo pesado para fazer frente à Globo na área.

"Os autores não estão conseguindo fazer um texto atraente. Existe uma queda visível na qualidade", disse a VEJA.com a professora Renata Pallottini, um dos nomes à frente do projeto da USP. Renata é autora do livro O que É Dramaturgia, sobre a arte de escrever roteiros. Para ela, prova de que o texto precisa ser repensado é que a Record arrancou parte da audiência da Globo com uma novela que, ainda que de gosto questionável, inovou na linguagem: Os Mutantes - Caminhos do Coração (na foto acima).

Outro problema da Globo diz respeito à renovação de atores. Os grandes nomes da casa estão envelhecendo e não aparecem tantos talentos à altura para ocupar o lugar deles até porque a Globo prioriza a contratação de beldades. "É um equívoco sério o da Globo procurar atores jovens entre os mais bonitos. Precisa procurar talento", diz Renata. Vale dizer que, além da Record, a Globo enfrenta a concorrência de outras mídias, como a internet, a TV paga e o DVD. Enquanto a emissora carioca tenta achar uma forma de levantar a audiência, USP e Record seguem conversando sobre a parceria para a formação de dramaturgos. Agora é aguardar os próximos capítulos.

fonte: revista Veja 28/11/2008 - Variedades/televisão - por Carolina Maia

Palavras-chave: ECA, Televisão, USP

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

Novembro 21, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

Tem uma foto que tirei da FFLCH numa manhã de sol para as comemorações de aniversário da USP. Demorou um pouco para editarem, mas agora está postada no http://www.usp.br/75anos/galeria/index.php?album=75-anos&

Dêem uma olhada... 

 

Palavras-chave: Fotos, USP

Postado por Ana A. S. Cesar | 3 usuários votaram. 3 votos | 5 comentários

Próxima >>