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Abril 23, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

Neste Dia Mundial do Livro segue uma sugestão que recebi do colega Henrique e que agora compartilho com vocês. Trata-se de um site onde você pode trocar livros pela internet.

Funciona da seguinte maneira: 

 

1. Você cria uma lista dos seus livros, aqueles que você quer trocar


Lista

 

2. Quando outro usuário solicitar algum livro da sua lista, você o envia pelo correio


Envelope
 

3. Você confirma o envio e ganha 1 crédito para solicitar 1 livro

 

Solicitação

 

Achou interessante? Então acesse o site: www.trocandolivros.com.br

Faça Troca de Livros Pela Internet

Brasil Troque livros com pessoas de todo o Brasil

 

 

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Palavras-chave: Literatura, Troca de livros

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Abril 21, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

 

Unesco lança sua Biblioteca Digital Mundial

 

A Unesco lança oficialmente nesta terça-feira a Biblioteca Digital Mundial, um site que oferecerá gratuitamente um acervo excepcional de livros, manuscritos e documentos visuais e sonoros procedentes de bibliotecas e arquivos do mundo todo.

O site da Biblioteca Digital Mundial (BDM) funcionará em sete idiomas (árabe, chinês espanhol, francês, inglês, português e russo).

A Unesco sempre considerou as bibliotecas a continuação da escola. "A escola prepara as pessoas para ir às bibliotecas e hoje as bibliotecas se tornaram digitais", resumiu Abdelaziz Abid, coordenador do projeto.

O endereço do da BDM será divulgado no dia de seu lançamento.

Entre os inúmeros tesouros culturais da nova biblioteca digital estão reproduções das mais antigas grafias e fotografias raras da América Latina.

O lançamento acontecerá na sede parisiense da Unesco, na presença de seu diretor-geral Koichiro Matsuura, e de James H. Billington, diretor da Biblioteca do Congresso americano.

Em 2005, a Biblioteca do Congreso propôs a organização de uma BDM para oferecer gratuitamente uma ampla gama de livros, mapas, filmes e gravações oriundas de bibliotecas nacionais.

O projeto, no qual participam a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e outras 32 instituições associadas, foi desenvolvido por uma equipe da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e participam nele instituições da Arábia Saudita, Brasil, Egito, China, Estados Unidos, Rússia, França, Iraque, Israel, Japão, Grã-Bretanha, México e África do Sul, entre outros países.

Sem esquecer a contribuição de Estados como o Marrocos, Uganda, Qatar, México e Eslováquia.

"Os países emergentes querem ver como isso funciona para criar em seguida bibliotecas digitais nacionais", destacou Abid, precisando que a Unesco proporá ajuda a seus membros que não tiverem meios técnicos ou financeiros para digitalizar seus acervos.

O criação da BDM estará acompanhada por uma campanha de mobilização que tenta reunir até o fim de 2009 cerca de 60 países associados.

Fonte: AFP

 

Biblioteca Digital Mundial da UNESCO já está disponível na Internet e é gratuita

 

 

Se o leitor for à Internet ao sítio www.wdl.org, tem, desde hoje, acesso gratuito à Biblioteca Digital Mundial (BDM), um novo programa de informação e divulgação cultural que acaba de ser posto em linha numa iniciativa conjunta da UNESCO, da Biblioteca do Congresso Americano e da Biblioteca de Alexandria.

Nesse novo endereço, entre mais de mil documentos, vai poder encontrar, por exemplo, aquele que é apresentado como “o primeiro mapa de Portugal de que se tem conhecimento”: trata-se da Descrição atual [sim, já com a grafia do novo acordo ortográfico, ainda que com várias imprecisões no português utilizado] e precisa de Portugal, antiga Lusitânia, datado de 1561 e de autoria do matemático e cartógrafo Fernando Álvares Seco. Mas terá também outro mapa, relativo ao Reino do Algarve (século XVIII); uma fotografia (1906) de um guineense junto com uma descrição desta província portuguesa; ou ainda um Diário da Viagem de Magalhães (1525), atribuído ao veneziano António Pigafetta.

Relativa à história do mundo em geral – que, na nova BDM, está dividido em nove zonas geográficas e culturais –, podem encontrar-se outros mapas e cartografias, livros e manuscritos, gravuras e fotografias, filmes e gravações sonoras. E entre eles estão tesouros como a jóia da literatura japonesa O Diário de Genji, de Murasaki Shikibu, uma autora do século X/XI; o primeiro mapa com referência ao continente americano, datado de 1507 e feito pelo monge alemão Martin Waldseemueller e ainda, segundo os responsáveis, aquele que é a peça mais antiga, uma pintura descoberta na África do Sul, que terá oito mil anos e representa antílopes ensanguentados.

Os destinatários desta BDM, disponível em sete línguas, são os estudantes, professores e o público em geral. Dantes, “a escola preparava os jovens para ir à biblioteca, mas, hoje, as bibliotecas tornaram-se digitais”, constata, citado pela AFP, o tunisino Abdelaziz Abid, coordenador deste projecto que, para já, reúne trinta bibliotecas de outros tantos países em todo o mundo (incluindo o Iraque, a Rússia, a China, o Uganda, o Egipto e o Brasil), mas que, até final do ano, quer duplicar os participantes.

O principal responsável por este projecto é James H. Billington, director da Biblioteca do Congresso Americano e ex-professor de História em Harvard. Foi ele que, em 2005, o propôs à UNESCO, assegurando que o espírito da nova biblioteca digital universal não seria “competir”, mas complementar dois outros programas congéneres já existentes: o Google Book Search, também lançado em 2005 e que actualmente tem sete milhões de obras acessíveis ao publico; e a Europeana, uma biblioteca criada em Novembro do ano passado, que conheceu também um êxito inesperado e já disponibiliza 4,6 milhões de documentos – esperando chegar aos 10 milhões até 2010.

fonte: P (Público) em 21/04/2009.

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dia_mundial_livro1

No próximo dia 23 de abril será comemorado o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor. A data foi instituída pela Conferência Geral da UNESCO para prestar tributo a grandes autores da literatura mundial que nasceram ou morreram nesse dia.

Neste dia, muitas pessoas irão promover o BookCrossing que tem como objetivo transformar o mundo inteiro numa biblioteca.

É muito simples de participar:

Temos recomendado tantos livros que você pode escolher um livro legal, escrever dentro dele (na contracapa) algo que estimule ou que indique esse livro a alguém, e "esquecer" esse livro num lugar público da sua cidade.

Observe que é importante que você escolha um título interessante, que desperte interesse nas pessoas. E é possível que daqui a alguns anos pessoas ainda estejam lendo o livro que você "esqueceu" num banco da cidade.  

Se você quiser participar desta jornada de "esquecimento de livros", comece já a pensar em algum livro que possa circular por este mundo. E mãos à obra!

Agende-se! O início será no dia 23 de abril. Depois envie seu comentário neste blog.

"A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde." (Emile Salomon Wilhelm Herzog, romancista e ensaísta francês)

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Abril 20, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

Objetivo é recuperar hábito de leitura

Campinas como polo de cultura, arte e educação

As crianças de hoje chegam à escola com a imagem de uma Emília ou de um Visconde de Sabugosa já construída pela televisão. Uma realidade diferente de outras gerações que chegavam ao fim de um livro justamente por imaginar como seriam as aventuras de uma boneca de pano e um sabugo de milho humanizados. Um sabugo, aliás, que era a figura do sábio, do leitor assíduo, do intelectual interessado no conteúdo dos livros, o que estimulava o interesse pela leitura. Além disso, tinha uma avó com tempo para contar histórias. Como seguir os passos de Monteiro Lobato e provocar a imaginação e o interesse de crianças de um século em que a imagem chega antes das letras e, por sinal, influencia comportamentos. Como mostrar a esses pequenos cidadãos, privilegiados pela tecnologia, o quanto o hábito de ler fará diferença na sua vida? Uma tenda de 30x15 metros, ambientada para abrigar palestras, oficinas, narração de histórias, música e uma feira de livros com 50 estandes de editoras é a proposta do 1º Festival Internacional de Leitura de Campinas (Filc) para recuperar o hábito de ler não só de pequenos, mas também de grandes cidadãos. O evento acontece deste sábado (18) a 26 de abril, das 10 às 22 horas, no Centro de Inclusão e Integração Social – Estação Guanabara da Unicamp. Como não poderia deixar de ser – e Monteiro Lobato agradeceria por assim ser homenageado –, o evento reserva três dias da programação para a participação de escolas, segundo Renata Sunega, coordenadora do Filc pela Prefeitura Municipal de Campinas.

Habib, Tadeu Jorge e Oliveira: resgate do hábito de leituraDurante coquetel realizado para a apresentação do evento, quinta-feira, na Estação Guanabara, ela explicou que o agendamento para os dias 22, 23 ou 24 pode ser feito por responsáveis das unidades escolares na página do evento. Mais que comprar livros de culinária, as pessoas poderão participar de oficinas com chefs em tendas de gastronomia. Mais que folhear uma literatura infantil, as crianças terão uma tenda de narração de histórias. Além de adquirir um livro, os leitores poderão ter um encontro com autores. Muito mais que vender livros de música, o evento também garante concertos e apresentações musicais na ampla programação rigorosamente preparada pela Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Unicamp e a Prefeitura Municipal de Campinas para a difusão da literatura. “É mais que uma feira de livros. O festival acontece no sentido de mostrar a Campinas e região que a cidade tem condições de ser um pólo de discussão de cultura, arte e educação”, diz Renata, assessora de projetos especiais da Coordenadoria de Comunicação da prefeitura.

“O Filc é um projeto de recuperação de um hábito que o ser humano precisa ter. A leitura é muito importante quando falamos de desenvolvimento humano; ela é um estímulo ao crescimento da capacidade de imaginação do ser humano, a partir do momento que ele cria seu próprio cenário para a história que está lendo”, diz o pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da Unicamp, Mohamed Habib, coordenador do Filc pela Universidade. O evento, na sua opinião, é uma oportunidade de fazer com que jovens e adultos compreendam a inter-relação entre cidadania e leitura. “É uma satisfação saber que este evento já nasce com a intenção de continuidade. A oportunidade que a Prefeitura de Campinas e a Unicamp dão à população de participar de mesas literárias com a presença de autores de nossa academia é importante para alavancar a cultura”, acrescenta Habib.

Artur Gonçalves, Sérgio Benassi, Villagra, Tadeu Jorge, Habib e RenataA Unicamp não poderia assistir de fora o esforço de um projeto de recuperação do hábito de leitura como o Filc, na opinião do reitor da Universidade, José Tadeu Jorge. Para ele, o evento tem um compromisso importante de fazer chegar ao público algo que possa contribuir para sua melhor formação cultural. “O estímulo à leitura é fundamental se o país quiser construir um projeto de educação adequado que passe pela compreensão de um texto, de uma fala”, diz.

O Filc chega na melhor hora não só para Campinas, mas também para o País, num momento em que o governo federal discute projetos de estímulo para recuperar o hábito da leitura, na opinião do secretário da Educação de Campinas, Graciliano Oliveira Neto. “É um projeto inovador, que incentiva o hábito de ler, e a leitura é fundamental no processo de letramento e alfabetização em que a Educação em Campinas está empenhada e também para a formação da pessoa”, acrescenta.

O vice-prefeito de Campinas, Demétrio Villagra, lembrou que o Filc é de grande importância para um país que concentra um pouco mais de 2.400 livrarias, enquanto países desenvolvidos concentram quase 10 mil; em que a população lê menos de dois livros por ano, enquanto a de países avançados lê em torno de sete. A parceira com a Unicamp, a seu ver, é de grande importância para a realização do evento. “A Unicamp é o orgulho de Campinas”, disse.

fonte: portal da Unicamp

www.unicamp.br

Palavras-chave: Leitura, Literatura, Unicamp

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

A "Introdução ao Método de Leonardo da Vinci" ilustra com perfeição a ideia de que é o ensaísta que constrói o objeto do seu ensaio.

O puro artista da mente, o gênio da fantasia exata erigido por Valéry como o supremo ideal da sua própria arte de escritor, é um dos Leonardos possíveis que a memória do Renascimento italiano nos legou.

Entender essa imagem de Leonardo é a via real para compreender a poética de Valéry. O poeta-crítico tinha apenas 23 anos, em 1894, quando redigiu a primeira versão desse texto, que, no entanto, consegue levantar problemas originais em torno de um mito literalmente submerso por 300 anos de grandes louvores e miúdas curiosidades. Valéry, com um golpe de intuição certeira, foi logo ao cerne da questão, ignorando a massa de escritos anedóticos que obstruíam a visão do gênio.

Importava-lhe descobrir como Leonardo pensava o seu próprio modo de conhecer e de criar. E o ensaio cumpriu fielmente seu propósito.

O poeta de "Charmes" já se revelava, nestes seus primeiros escritos, refratário àquele hábito intelectual que o nosso irreverente José Paulo Paes chamava "obnubilação bibliográfica", que é o vezo tedioso de só enxergar o seu objeto através das lentes de outros leitores, o que resulta em uma fieira pedante de citações.

Como Leonardo, Paul Valéry queria começar olhando o mundo com os seus próprios olhos. O que Valéry colhe no "Tratado da Pintura" é, em primeiro lugar, o elogio vibrante que o artista fazia da imagem e, portanto, da visão como o caminho por excelência do conhecimento.

Sabe-se a que extremos chegou Leonardo na sua comparação das artes plásticas com as artes da palavra, relegando estas ao modesto lugar platônico de cópias de segunda mão, sombras de objetos que o pintor _e só o pintor_ transpõe e fixa com o seu engenho ao mesmo tempo mimético e construtivo. Valéry, retomando livremente Leonardo, diz: "A maioria das pessoas vê com o intelecto muito mais frequentemente do que com os olhos. Em vez de espaços coloridos, elas tomam conhecimento de conceitos. Uma forma cúbica, esbranquiçada, vista em altura, e vazada de reflexos de vidro, é, para elas, imediatamente uma casa: a Casa! Ideia complexa, acorde de qualidades abstratas. Se elas se deslocam, o movimento das fileiras de janelas e a translação das superfícies que desfigura continuamente as suas sensações lhes escapam _pois o conceito não muda".

E adiante: "Mas as pessoas se deleitam com um conceito que pulula de palavras". O campo infinitamente vário do visível com as suas modulações de luz e sombras (como não pensar no mestre do "sfumato"?) ou o movimento incessante das ondas do mar, que a linha horizontal do pensamento abstrato ignora, são para o artista os verdadeiros objetos de sua invenção plástica.

É o que Valéry sugere nas suas anotações à margem da "Introdução": "Uma obra de arte deveria sempre nos ensinar que nós não tínhamos visto o que vemos". E em nível mais alto de generalização: "A educação profunda consiste em desfazer a primeira educação".

Trata-se de uma renovada disciplina do olhar e pelo olhar. Valéry, atento à aventura da mente criadora, parece não interessar-se pela gênese cultural das ideias de Leonardo. É o processo interno de um pensamento ousado que o atrai. No entanto, as ideias têm a sua história e a sua função no âmbito de cada momento da arte ocidental. Leonardo conheceu, na Florença dos fins do século 15, a convivência tensa do idealismo dos neoplatônicos prestigiados no círculo de Lorenzo de Médici e o naturalismo pujante do novo "ethos" renascentista.

Quem examina de perto os seus fragmentos, às vezes concisos como enigmas, pode recortar ora passagens em que a mente humana é exaltada em si mesma como infinitamente mais rica do que a natureza, ora descrições entusiásticas do corpo humano, de que ele foi um dos primeiros anatomistas, ou da paisagem toscana ou alpina, onde tudo é cor, movimento, vida.

No primeiro caso, a pintura é "cosa mentale": objeto da inteligência elaborado com "hostinato rigore" ("hostinato", com "h", em vez do correto "ostinato", tem a ver com um Leonardo alheio à erudição letrada do seu tempo...). Trata-se aqui do rigor geométrico da perspectiva, criação então recente e que subordinava a matéria da visão à racionalidade de um olho centralizador. A perspectiva era, para Leonardo, a ponte que unia arte e ciência.

No segundo caso, a pintura é técnica em perene estado de experiência e invenção, perícia no uso dos materiais com o fim de figurar e transfigurar a variedade das formas corpóreas, os matizes, o jogo da luz e da sombra. Leonardo, no dizer de Valéry, é o "mestre dos rostos, das anatomias, das máquinas, aquele que sabe do que se faz um sorriso".

De todo modo, Valéry alcançou reconstituir um artista-modelo intelectualmente coeso, um pensador que não só experimenta sem cessar, mas também reflete sobre o sentido do seu trabalho. Não é possível nem desejável resumir as sutis observações que se multiplicam ao longo da "Introdução" ou na "Nota e Digressão", de 1919; ou enfim na carta a Léo Ferrero, publicada em 1929 sob o título de "Leonardo e os Filósofos". Este último texto é particularmente rico de reflexões ainda bastante atuais sobre o caráter redutor e uniformizante das estéticas que se pretendem universais.

Em contraponto, o crítico valoriza as descobertas que os próprios poetas e pintores fazem quando falam da sua arte. A tradução da obra é cuidadosa, sendo poucos os reparos que valeria a pena fazer. Muito feliz a ideia de apresentar ao lado da versão brasileira o texto francês. Quando o prosador é Paul Valéry, dar a conhecer o original é um presente.

Este texto é de Alfredo Bosi (*), publicado na Folha de São Paulo em 12 de dezembro de 1998.   © Copyright Empresa Folha da Manhã Ltda.

(*)Alfredo Bosi é professor universitário, crítico e historiador de literatura, se formou em Letras pela USP e lecionou italiano na universidade por 10 anos. Embora professor de literatura italiana, Bosi sentia-se dividido interiormente por causa de seu grande interesse pela literatura brasileira, o qual o levou a escrever os livros: Pré-Modernismo (1966) e História Concisa da Literatura Brasileira (1970).

Em 1972, Bosi decidiu-se pelo ensino de literatura brasileira no departamento de letras clássicas e vernáculas da FFLCH USP.

Bosi é editor da revista Estudos Avançados desde 1989.

Entre outras atividades no IEA, coordenou o Programa Educação para a Cidadania (1991-96), integrou a comissão coordenadora da Cátedra Simón Bolívar (convênio entre a USP e a Fundação Memorial da América Latina) e coordenou a Comissão de Defesa da Universidade Pública (1998).

Bosi é autor, entre outras obras, de História Concisa da Literatura Brasileira (1970), O Ser e o Tempo da Poesia (1977), Céu Inferno: ensaios de crítica literária e ideológica (1988), Dialética da Colonização (1992) e Machado de Assis: o Enigma do Olhar (1999).

Palavras-chave: Arte, Literatura

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Abril 17, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

Prezados alunos da FCSH turma de LB - História e Antologia 

Peço que retirem os textos corrigidos na secretaria Pró-Aluno. Estão nos "caninhos".

Excepcionalmente, a resenha que seria para o dia 14/4 entreguem no dia 23/4 por causa do feriado do dia 21 de abril.

Leitura: CÂNDIDO, António e CASTELLO, José Aderaldo. Presença da Literatura Brasileira. História e Antologia. 12.ª. São Paulo: Bertrand Brasil, 1996.

Nas pastas 380 e 481 estão os textos para as próximas aulas, até o final do mês. 

Profa. Ana

 

A FIM/AFIM
 
Afim: parente por afinidade; semelhante. Não podem casar os afins.
A fim (de): para. Ele veio a fim de ajudar.
 
ENFIM/ EM FIM
 
ENFIM = finalmente. Enfim sós.
EM FIM =  no final. Ele está em fim de carreira.
 
SE NÃO/ SENÃO

SE NÃO: caso não. Viajarei se não chover.
SENÃO : caso contrário; a não ser; mas. Vá, senão eu vou.
 

Palavras-chave: Gramática, Literatura, Textos

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

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Abril 09, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

Eventos Especiais

PROGRAMAÇÃO DE ABRIL


FUTEBOL
CENTRO CULTURAL DA JUVENTUDE RUTH CARDOSO / ZONA NORTE / GRÁTIS

CCJ VISITA: MUSEU DO FUTEBOL
Visita monitorada. Coord.: Fernando Aquino (arte-educador).
Neste mês, o projeto CCJ Visita vai ao Museu do Futebol. Localizado no Estádio do Pacaembu, o espaço retrata esse esporte de forma interativa, tecnológica e sensorial. O museu conta a história dessa modalidade a partir de três eixos: emoção, história e diversão. Possui acervo multimídia com referências baseadas nos grandes fatos do esporte que ocorreram no Brasil durante o século 20.
/ 48 vagas. Inscrições na recepção do CCJ. Saída: hall de entrada. Dia 18, 9h

CAFÉ CULTURAL: VENENO REMÉDIO – O FUTEBOL E O BRASIL
Palestra com José Miguel Wisnik (professor de literatura brasileira na USP, ensaísta, músico, compositor, autor de obras como O coro dos contrários – a música em torno da Semana de 22, pela Livraria Duas Cidades; e O som e o sentido, pela Companhia das Letras). No encontro, Wisnik analisa o jogo da bola e sua evolução ao longo das décadas.
/ 50 vagas. Inscrições na recepção do CCJ. Biblioteca. Dia 19, 16h

DIÁLOGOS COM RAÍ
Palestra com o ex-jogador de futebol Raí, contando sua trajetória profissional e seu envolvimento com a entidade filantrópica Fundação Gol de Letra, criada por ele e pelo também ex-jogador Leonardo. Dono na camisa 10, Raí foi um dos grandes nomes do São Paulo Futebol Clube. Jogou, também, com a camisa da seleção brasileira na conquista do Tetra Campeonato.
/ 50 vagas. Inscrições na recepção do CCJ. Dia 23, 15h

MOSTRA: O PIOR CEGO É O QUE SÓ VÊ A BOLA
CENTRO CULTURAL DA JUVENTUDE RUTH CARDOSO / ANFITEATRO / ZONA NORTE / DE 1º A 30 / 4ª E 5ª / 20H

Usando como título a célebre frase do dramaturgo Nelson Rodrigues, fanático declarado por futebol, a mostra reúne produções que abordam o tema.
Todas as projeções têm suporte em DVD.

PENALIDADE MÁXIMA
(Inglaterra, 2001, 99 min). Dir.: Barry Skolnick. Com Vinnie Jones, David Kelly e outros.
Após ser preso por agredir um guarda, ídolo do futebol recebe a missão de treinar o time de guardas da penitenciária.
/ Dia 1º

A COPA
(Butão, 1999, 94 min). Dir.: Khyentse Norbu. Com Jamyang Lodro, Orgyen Tobgyal e outros.
Grupo de jovens monges budistas tenta assistir às partidas de futebol da Copa do Mundo de 1998.
/ Dia 2

DRIBLANDO O DESTINO
(Inglaterra, 2002, 112 min). Dir.: Gurinder Chadha. Com Jonathan Rhys-Meyers, Parminder K. Nagra e outros.
Família indiana mora na Inglaterra e enfrenta problemas quando a filha caçula decide que não quer seguir as tradições de seu país para se tornar jogadora profissional de futebol.
/ Dia 8

O CASAMENTO DE ROMEU E JULIETA
(Brasil, 2004, 93 min). Dir.: Bruno Barreto. Com Luana Piovanni, Marco Ricca, Luiz Gustavo e outros.
Torcedora fanática pelo Palmeiras se apaixona por um corintiano.
/ Dia 9

HOOLIGANS
(Inglaterra, 2005, 109 min). Dir.: Masayuki Suo. Com Elijah Wood, Claire Forlani e outros.
Depois de ser expulso da universidade, rapaz decide ir para a casa da irmã, em Londres. Lá, é apresentado pelo cunhado ao universo dos hooligans (torcedores fanáticos).
/ Dia 15

LINHA DE PASSE    
(Brasil, 2008, 108 min). Dir.: Walter Salles e Daniela Thomas. Com Vinícius de Oliveira, João Baldasserini, Sandra Corveloni e outros.
O cotidiano de uma família da periferia na qual a mãe é uma empregada doméstica que está grávida e seus quatro filhos têm diferentes objetivos de vida. Por sua atuação, Sandra Corveloni recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes em 2008.
/ Dia 16

O MILAGRE DE BERNA
(Alemanha, 2003, 118 min). Dir.: Sönke Wortmann. Com Louis Klamroth, Peter Lohmeyer e outros.
Por meio de uma família que mora em uma pequena cidade, é relembrado o jogo histórico que deu à Alemanha seu primeiro título na Copa do Mundo.
/ Dia 22

O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS
(Brasil, 2006, 110 min). Dir.: Cao Hamburger. Com Michel Joelsas, Simone Spoladore, Paulo Autran e outros.
Menino mineiro adora futebol e jogos de botão. Sua vida muda completamente quando seus pais desaparecem durante a ditadura militar e ele passar a viver com o avô no bairro do Bom Retiro, em São Paulo.
/ Dia 29

FUTEBOL – O JOGADOR
(Brasil, 1998, 86 min). Dir.: João Moreira Salles e Arthur Fontes.
Documentário que trata das expectativas de adolescentes que tentam ser convocados pelos grandes clubes de futebol brasileiros. O filme faz parte de uma trilogia e os demais títulos estarão disponíveis para consulta na biblioteca do CCJ.
/ Dia 30

PROGRAMAÇÃO DE LANÇAMENTO DO DVD
CAMARGO GUARNIERI – 3 CONCERTOS PARA VIOLINO E ORQUESTRA
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO / CENTRO / GRÁTIS

A Secretaria Municipal de Cultura, juntamente com a Petrobras e a Lua Music, lança, no Centro Cultural São Paulo, dia 22, o DVD Camargo Guarnieri – 3 concertos para violino e orquestra. O trabalho é resultado do espetáculo especial interpretado, em agosto de 2008, no Teatro Municipal de São Paulo. Na ocasião, a Orquestra Sinfônica Municipal, sob a regência do maestro Lutero Rodrigues, com solos do violinista Luiz Filipe, executou peças compostas por Guarnieri para violino e orquestra: Concerto nº 1, Concerto nº 2 e o Choro.  
Acompanha o DVD um CD-ROM que reúne 289 partituras das melodias selecionadas por Guarnieri a partir do material recolhido em 1939 por uma equipe de pesquisadores, coordenados por Luiz Saia, que percorreu o Norte e Nordeste brasileiros para fazer um registro das manifestações culturais dessas regiões. Essa incursão ficou conhecida como Missão de Pesquisas Folclóricas. O CD-ROM contém, ainda, a coletânea Treze canções de amor e duas obras corais compostas por Guarnieri para poemas de Manuel Bandeira.

ABERTURA E APRESENTAÇÃO DO PROJETO
/ Sala Jardel Filho. Dia 22, 20h30

RECITAL DE VIOLINO E PIANO
Com Luiz Filipe (violino-solo do projeto) e Paulo Gori (piano).
No programa é executada a Sonata nº 4, de Guarnieri.
/ Sala Jardel Filho. Dia 22, 21h40

LUIZ FILIPE E ÁLVARO SIVIERO
Recital de violino (Filipe) e piano (Siviero) em homenagem a Camargo Guarnieri.
No programa foram reunidas sonatas para violino e piano de autoria de Guarnieri (nº 4), de Robert Schumann (op. 105 em Lá menor) e de Johannes Brahms (op. 108 em Ré menor). A apresentação faz parte do projeto Clássico do Domingo.
/ Sala Jardel Filho. Dia 26, 11h30

JARDS MACALÉ E GERMANO MATHIAS
O show reúne os dois intérpretes em apresentação de samba e MPB.
/ Sala Adoniran Barbosa. Dia 26, 18h

MOSTRA: O CINEMA ENCONTRA A MÚSICA
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO / SALA LIMA BARRETO / CENTRO / GRÁTIS

Paralelamente ao lançamento do DVD, é exibida esta mostra de documentários sobre compositores e cantores brasileiros, acompanhando o lançamento de Notas soltas sobre um homem só, filme sobre Camargo Guarnieri. Apoio: Biscoito Fino, Ânima Filmes, Gullane Entretenimento S.A., Cinemateca Brasileira, TV Cultura, Rede Sesc Senac de Televisão, 1001 Filmes, Raccord e UnicSul.

A ODISSÉIA MUSICAL DE GILBERTO MENDES
(Brasil, 2005, 117 min, DVD). Dir.: Carlos de Moura Ribeiro Mendes.
Documentário sobre Gilberto Mendes, compositor de música considerado um dos mais importantes do século 20. O filme reúne imagens de suas viagens internacionais, depoimentos e material de arquivo, incluindo obras inéditas.
/ Dia 21, 16h

SEU NENÊ
(Brasil, 2000, 26 min, 35mm). Dir.: Carlos Cortez.
Produção sobre Seu Nenê, fundador de uma das primeiras escolas de samba de São Paulo, Nenê da Vila Matilde.
GERALDO FILME
(Brasil, 1998, 52 min, 35mm). Dir.: Carlos Cortez.
Documentário sobre a vida e obra do compositor paulista Geraldo Filme, que conta com registros e depoimentos; imagens mostrando as batucadas nas festas de Pirapora do Bom Jesus e do Largo do Banana; e cenas de carnaval.
ADONIRAN BARBOSA – O POETA DE SÃO PAULO
(Brasil, 2006, 50 min, DVD). Dir.: Dimas de Oliveira Júnior e Luis Felipe Harazim.
Neste média-metragem foram reunidos sambas e trechos de filmes que contaram com a participação de Adoniran, além de depoimentos de personalidades do samba paulistano.
 / Exibições seguidas. Dia 21, 18h15

ESTRÉIA: NOTAS SOLTAS SOBRE UM HOMEM SÓ
(Brasil, 2009, 55 min). Dir.: Carlos de Moura Ribeiro Mendes.
Primeira exibição do documentário, concebido pela Curadoria do Núcleo de Música do CCSP e produzido pela Associação de Amigos do CCSP, sobre a vida e obra do compositor Camargo Guarnieri. O filme traz depoimentos de Tânia Camargo Guarnieri, do maestro Lutero Rodrigues, do violinista Luiz Filipe, além de outros nomes do cenário musical e de familiares do homenageado.  
/ Dia 21, 20h45

WALDICK, SEMPRE NO MEU CORAÇÃO
(Brasil, 2008, 58 min, DVD). Dir.: Patrícia Pillar.
O filme mostra a trajetória de Waldick Soriano, desde sua saída da cidade Caetité (BA) até sua consagração em São Paulo como cantor romântico.
A PESSOA É PARA O QUE NASCE
(Brasil, 2003, 89 min). Dir.: Roberto Berliner. Participação: Regina Barbosa, Maria das Neves Barbosa e Francisca da Conceição Barbosa.
Filme sobre três irmãs cegas que cantam e tocam ganzá em troca de esmolas nas cidades do Nordeste.
/ Exibições seguidas. Dia 22, 16h

A CUÍCA
(Brasil, 1978, 9 min). Dir.: Sérgio Muniz.
O filme traz a história desse instrumento de percussão tipicamente brasileiro, contada por um de seus maiores intérpretes, Oswaldinho da Cuíca.
PAULINHO DA VIOLA – MEU TEMPO É HOJE
(Brasil, 2002, 83 min, DVD). Dir.: Izabel Jaguaribe.
Perfil afetivo do cantor, instrumentista e compositor Paulinho da Viola. O filme mostra também amigos e mestres da Escola de Samba Portela, da qual ele integra a ala dos compositores.
/ Exibições seguidas. Dia 22, 18h45

SEU NENÊ
Veja sinopse anterior.
OPERAÇÃO MORENGUEIRA
(Brasil, 2005, 16 min, DVD). Dir.: Chico Serra.
Após a invasão do bairro da Lapa carioca por um bando de malfeitores, boêmio tem visão mediúnica do cantor Kid Morengueira (Moreira da Silva), que recebe a missão de resolver o problema.
CATEDRÁTICO DO SAMBA
(Brasil, 1999, 23 min, DVD). Dir.: Alessandro Gamo e Noel Carvalho.
Documentário que traça um perfil do cantor e compositor paulistano Germano Mathias.  
/ Exibições seguidas. Dia 22, 20h30

DO DIA EM QUE MACUNAÍMA E GILBERTO FREYRE VISITARAM O TERREIRO DA TIA CIATA MUDANDO O RUMO DA NOSSA HISTÓRIA
(Brasil, 1997, 23 min, DVD). Dir.: Vítor Ângelo e Sérgio Zeigler.
O curta-metragem de ficção narra o encontro desses ilustres personagens e suas relações com o nascimento de uma identidade nacional.
OPERAÇÃO MORENGUEIRA
Veja sinopse anterior.
COM QUE ROUPA?
(Brasil, 1994, 18 min, DVD). Dir.: Ricardo van Steen.
Um dia na vida de um compositor. Entre brigas de bar, surgem más notícias sobre sua saúde e ocorrem desencontros amorosos.
POLÊMICA
(Brasil, 1998, 21 min, DVD). Dir.: André Luiz Sampaio.
Filme que mistura chanchada, documentário e musical carnavalesco, no qual uma dupla de vagabundos “recebe os santos” dos compositores Noel Rosa e Wilson Batista.  
/ Exibições seguidas. Dia 23, 16h
 
A CUÍCA
Veja sinopse anterior.
JOÃO DO VALE – MUITA GENTE DESCONHECE
(Brasil, 2005, 30 min, DVD). Dir.: Werinton Kermes.
Documentário que mostra a saga  do maranhense João Batista do Vale, conhecido como João do Vale, autor de clássicos como Carcará e Pega na fulô!.
ITAMAR ASSUMPÇÃO – TEMOS DITO!
(Brasil, 2006, 28 min, DVD). Produção: TV Unicsul.
O programa Refletor acompanha a obra do cantor e compositor Itamar Assumpção.   
/ Exibições seguidas. Dia 23, 18h
 
VINICIUS
(Brasil, 2005, 122 min, 35mm). Dir.: Miguel Faria Junior. Participações dos atores Camila Morgado e Ricardo Blat, interpretando poemas de Vinicius.
O documentário utiliza entrevistas, imagens de arquivo e material bibliográfico para traçar um perfil da vida e da personalidade do poeta Vinicius de Moraes.
/ Dia 23, 20h. Dia 25, 18h15

VARIAÇÕES SOBRE UM QUARTETO DE CORDAS
(Brasil, 2004, 55 min, DVD). Dir.: Ugo Giorgetti.
O filme conta a história do músico Johannes Oelsner, nascido na Alemanha, em 1915, e radicado no Brasil desde 1939. Durante 35 anos, Oelsner foi um dos integrantes do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, fundado por Mário de Andrade, conjunto do Teatro Municipal em atividade até hoje.
/ Dia 24, 16h
 
COISA MAIS LINDA – HISTÓRIAS E CASOS DA BOSSA NOVA
(Brasil, 2005, 120 min, DVD). Dir.: Paulo Thiago.
Documentário em homenagem à Bossa Nova, com entrevistas e apresentações exclusivas de nomes como Roberto Menescal e Carlos Lyra, além de imagens de shows.
/ Dia 24, 18h

CARTOLA – MÚSICA PARA OS OLHOS
(Brasil, 2006, 85 min, DVD). Dir.: Lírio Ferreira e Hilton Lacerda.
O filme conta a história de Cartola, compositor de As rosas não falam, entre outros sambas clássicos, e um dos fundadores da Estação Primeira de Mangueira.
/ Dia 24, 20h15
 
PROGRAMA ENSAIO: BADEN POWELL
(Brasil, 1990, 62 min, DVD). Dir.: Fernando Faro.
Acompanhado de um violão, Powell fala sobre sua infância e carreira. Entre as atrações musicais estão Tem dó e Canto de Ossanha.
PROGRAMA MOSAICOS: A ARTE DE LUIZ GONZAGA
(Brasil, DVD). Dir.: Nico Prado.
O programa retrata momentos da carreira do criador do baião e apresenta  clássicos de seu repertório, como Asa branca, Xote das meninas e Assum preto. Participam da produção os sanfoneiros Dominguinhos, Waldonys e integrantes do Quinteto Violado, entre outros músicos.
/ Exibições seguidas. Dia 25, 16h

HERMETO CAMPEÃO    
(Brasil, 1981, 42 min, DVD). Dir.: Thomaz Farkas.
Documentário que focaliza o processo de criação do compositor Hermeto Paschoal, enfocando o trabalho que realiza no estúdio que mantém em casa, e a pesquisa para descoberta de novos sons.
FABRICANDO TOM ZÉ  
(Brasil, 2007, 90 min, 35mm). Dir.: Décio Matos Junior.
Documentário que mistura diferentes formatos como animação, película e vídeo, para retratar a vida e obra de Antonio José Santana Martins, conhecido como Tom Zé. O fio condutor é a turnê do compositor baiano por vários países da Europa, em 2005.
/ Exibições seguidas. Dia 25, 20h30

TOM JOBIM – MAESTRO SOBERANO (CHEGA DE SAUDADE)
(Brasil, 2006, 69 min, DVD). Dir.: Roberto Oliveira.
O filme insere Jobim entre os nomes de profissionais que fizeram a virada cultural brasileira, a partir do fim dos anos 50.
/ Dia 26, 16h
 
TOM JOBIM – MAESTRO SOBERANO (ÁGUAS DE MARÇO)
(Brasil, 2006, 74 min, DVD). Dir.: Roberto Oliveira.
Os pássaros, rios e florestas que encantavam o maestro estão presentes neste filme. O compositor gostava tanto da natureza que seu corpo foi velado, em 1994, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
/ Dia 26, 18h
 
TOM JOBIM – MAESTRO SOBERANO (ELA É CARIOCA)
(Brasil, 2006, 30 min, DVD). Dir.: Roberto Oliveira.
Jobim nasceu no bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro. A paixão que mantinha pela música e pela natureza rivalizava com o amor que sentia pela cidade natal, tema abordado neste documentário.


TOM JOBIM – MAESTRO SOBERANO (CHEGA DE SAUDADE)
Veja sinopse anterior.
/ Exibições seguidas. Dia 26, 20h

fonte: site da Prefeitura de São Paulo

Palavras-chave: Cultura, Literatura, Música

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Bibliotecas públicas e CCJ Ruth Cardoso promovem palestras com leituras exigidas para os principais vestibulares

Obras exigidas nos principais vestibulares terão palestras a partir do próximo dia 4; Confira relação de equipamentos públicos que oferecem a atividadeA partir do dia 4 de abril, o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, equipamento cultural multidisciplinar localizado no bairro de Vila Nova Cachoeirinha e 10 bibliotecas públicas se tornam ponto de encontro entre os vestibulandos paulistanos. Nestes locais, está programada até meados de junho deste ano uma série de palestras com professores da Universidade de São Paulo sobre os livros exigidos nos principais vestibulares. Intitulado “A hora e a vez do vestibular”, o projeto visa complementar o preparo dos estudantes para os exames vestibulares que ocorrem no meio e final do ano. A primeira etapa do projeto ocorre neste primeiro semestre e já está com o calendário fechado. No segundo semestre também será haverá atividades e o calendário será divulgado oportunamente. A abertura do projeto contará com uma palestra inaugural que será ministrada por professores diversos e abordará um panorama geral  sobre os diversos aspectos das escolas literárias e dos principais títulos que as compõem. No CCJ Ruth Cardoso a introdução fica a cargo de José Miguel Wisnik, professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e crítico musical. A partir do dia 19 de março, os interessados podem dirigir-se ao local de interesse e realizar sua inscrição, até o limite das vagas que deve ser observado para cada local. 

CRONOGRAMA

ABRIL

PALESTRAS INAUGURAIS
/ Com José Miguel Wisnik. CCJ Ruth Cardoso. Zona Norte. Dia 4, 15h
/ Com Roberto Zular. BP José Paulo Paes. Zona Leste. Dia 14, 14h30
/ Com Mamede Mustafá Jarouche. BP Alceu Amoroso Lima. Zona Oeste. Dia 14, 15h
/ Com Murilo Marcondes Moura. BP Paulo Setúbal. Zona Leste. Dia 15, 14h30
/ Com Roberto Zular. BP Afonso Schmidt. Zona Norte. Dia 16, 14h
/ Com Luiz Maria Veiga. BP Marcos Rey. Zona Sul. Dia 16, 14h
/ Com Luiz Maria Veiga. BP Rubens Borba de Morais. Zona Leste. Dia 18, 10h
/ Com Luiz Maria Veiga. BP Gilberto Freire. Zona Leste. Dia 18, 14h
/ Com Cilaine Alves Cunha. BP José Mauro de Vasconcelos. Zona Norte. Dia 25, 10h
/ Com Horácio Costa. BP Nuto Sant'Anna. Zona Norte. Dia 25, 14h
/ Com Murilo Marcondes Moura. BP Viriato Corrêa. Zona Sul. Dia 28, 14h
 
AUTO DA BARCA DO INFERNO
, de Gil Vicente
/ Com profª Fabiana Vascon. CCJ Ruth Cardoso. Zona Norte. Dia 11, 15h
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Paulo Setúbal. Zona Leste. Dia 22, 14h30
/ Com profª Fernanda Ferreira dos Santos. BP Afonso Schmidt. Zona Norte. Dia 23, 14h
/ Com profª Cristiane Bastos. BP Marcos Rey. Zona Sul. Dia 23, 14h
/ Com profª Vanessa Castro. BP Rubens Borba de Moraes. Zona Leste. Dia 25, 10h
/ Com profº Ricardo Miyake. BP Gilberto Freyre. Zona Leste. Dia 25, 14h
/ Com profª Vanessa Castro. BP José Paulo Paes. Zona Leste. Dia 28, 14h30
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Alceu Amoroso Lima. Zona Oeste. Dia 28, 15h

IRACEMA, de José de Alencar
/ Com profª Fabiana Vascon. CCJ Ruth Cardoso. Zona Norte. Dia 18, 15h
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Paulo Setúbal. Zona Leste. Dia 29, 14h30

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS, de Manuel Antônio de Almeida  
/ Com profª Fabiana Vascon. CCJ Ruth Cardoso. Zona Norte. Dia 25, 15h
/ Com profª Fernanda Ferreira dos Santos. BP Afonso Schmidt. Zona Norte. Dia 30, 14h
/ Com profª Cristiane Bastos. BP Marcos Rey. Zona Sul. Dia 30, 14h

MAIO

DOM CASMURRO, de Machado de Assis
/ Com profª Fabiana Vascon. CCJ Ruth Cardoso. Zona Norte. Dia 2, 15h
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Paulo Setúbal. Zona Leste. Dia 13, 14h30
/ Com profª Fernanda Ferreira dos Santos. BP Afonso Schmidt. Zona Norte. Dia 14, 14h
/ Com profª Cristiane Bastos. BP Marcos Rey. Zona Sul. Dia 14, 14h
/ Com profª Vanessa Castro. BP Rubens Borba de Moraes. Zona Leste. Dia 16, 10h
/ Com profº Ricardo Miyake. BP Gilberto Freyre. Zona Leste. Dia 16, 14h
/ Com profª Vanessa Castro. BP José Paulo Paes. Zona Leste. Dia 19, 14h30
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Alceu Amoroso Lima. Zona Oeste. Dia 19, 15h
/ Com profº Luiz Maria Veiga. BP Viriato Corrêa. Zona Sul. Dia 26, 14h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP José Mauro de Vasconcelos. Zona Norte. Dia 30, 10h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP Nuto Sant’Anna. Zona Norte. Dia 30, 14h

IRACEMA, de José de Alencar
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP José Mauro de Vasconcelos. Zona Norte. Dia 2, 10h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP Nuto Sant’Anna. Zona Norte. Dia 2, 14h
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Alceu Amoroso Lima. Zona Oeste. Dia 5, 15h
/ Com profª Fernanda Ferreira dos Santos. BP Afonso Schmidt. Zona Norte. Dia 7, 14h
/ Com profª Cristiane Bastos. BP Marcos Rey. Zona Sul. Dia 7, 14h
/ Com profª Vanessa Castro. BP Rubens Borba de Moraes. Zona Leste. Dia 9, 10h
/ Com profº Ricardo Miyake. BP Gilberto Freyre. Zona Leste. Dia 9, 14h
/ Com profª Vanessa Castro. BP José Paulo Paes. Zona Leste. Dia 12, 14h30
/ Com profº Luiz Maria Veiga. BP Viriato Corrêa. Zona Leste. Dia 19, 14h

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS, de Manuel Antonio de Almeida
/ Com profª Vanessa Castro. BP Rubens Borba de Moraes. Zona Leste. Dia 2, 10h
/ Com profº Ricardo Miyake. BP Gilberto Freyre. Zona Leste. Dia 2, 14h
/ Com profª Vanessa Castro. BP José Paulo Paes. Zona Leste. Dia 5, 14h30
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Paulo Setúbal. Zona Leste. Dia 6, 14h30
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP José Mauro de Vasconcelos. Zona Norte. Dia 9, 10h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP Nuto Sant’Anna. Zona Norte. Dia 9, 14h
/ Com profº Luiz Maria Veiga. BP Viriato Corrêa. Zona Sul. Dia 12, 14h
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Alceu Amoroso Lima. Zona Oeste. Dia 12, 15h

AUTO DA BARCA DO INFERNO, de Gil Vicente
/ Com profº Luiz Maria Veiga. BP Viriato Corrêa. Zona Sul. Dia 5, 14h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP José Mauro de Vasconcelos. Zona Norte. Dia 16, 10h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP Nuto Sant’Anna. Zona Norte. Dia 16, 14h
O CORTIÇO, de Aluísio de Azevedo
/ Com profª Fabiana Vascon. CCJ Ruth Cardoso. Zona Norte. Dia 9, 15h
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Paulo Setúbal. Zona Leste. Dia 20, 14h30
/ Com profª Fernanda Ferreira dos Santos. BP Afonso Schmidt. Zona Norte. Dia 21, 14h
/ Com profª Cristiane Bastos. BP Marcos Rey. Zona Sul. Dia 21, 14h
/ Com profª Vanessa Castro. BP Rubens Borba de Moraes. Zona Leste. Dia 23, 10h
/ Com profº Ricardo Miyake. BP Gilberto Freyre. Zona Leste. Dia 23, 14h
/ Com profª Vanessa Castro. BP José Paulo Paes. Zona Leste. Dia 26, 14h30
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Alceu Amoroso Lima. Zona Oeste. Dia 26, 15h
A CIDADE E AS SERRAS, de Eça de Queiroz
/ Com profª Fabiana Vascon. CCJ Ruth Cardoso. Zona Norte. Dia 16, 15h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP José Mauro de Vasconcelos. Zona Norte. Dia 23, 10h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP Nuto Sant’Anna. Zona Norte. Dia 23, 14h
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Paulo Setúbal. Zona Leste. Dia 27, 14h30
/ Com profª Fernanda Ferreira dos Santos. BP Afonso Schmidt. Zona Norte. Dia 28, 14h
/ Com profª Cristiane Bastos. BP Marcos Rey. Zona Sul. Dia 28, 14h
/ Com profª Vanessa Castro. BP Rubens Borba de Moraes. Zona Leste. Dia 30, 10h
/ Com profº Ricardo Miyake. BP Gilberto Freyre. Zona Leste. Dia 30, 14h

 VIDAS SECAS, de Graciliano Ramos
/ Com profª Fabiana Vascon. CCJ Ruth Cardoso. Zona Norte. Dia 23, 15h

CAPITÃES DE AREIA, de Jorge Amado
/ Com profª Fabiana Vascon. CCJ Ruth Cardoso. Zona Norte. Dia 30, 15h

JUNHO

O CORTIÇO, de Aluísio de Azevedo
/ Com profº Luiz Maria Veiga. BP Viriato Corrêa. Zona Sul. Dia 2, 14h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP José Mauro de Vasconcelos. Zona Norte. Dia 13, 10h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP Nuto Sant’Anna. Zona Norte. Dia 13, 14h

A CIDADE E AS SERRAS, de Eça de Queiroz
/ Com profª Vanessa Castro. BP José Paulo Paes. Zona Leste. Dia 2, 14h30
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Alceu Amoroso Lima. Zona Oeste. Dia 2, 15h
/ Com profº Luiz Maria Veiga. BP Viriato Corrêa. Zona Sul. Dia 9, 14h

VIDAS SECAS, de Graciliano Ramos
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Paulo Setúbal. Zona Leste. Dia 3, 14h30
/ Com profª Fernanda Ferreira dos Santos. BP Afonso Schmidt. Zona Norte. Dia 4, 14h
/ Com profª Cristiane Bastos. BP Marcos Rey. Zona Sul. Dia 4, 14h
/ Com profª Vanessa Castro. BP Rubens Borba de Moraes. Zona Leste. Dia 6, 10h
/ Com profº Ricardo Miyake. BP Gilberto Freyre. Zona Leste. Dia 6, 14h
/ Com profª Vanessa Castro. BP José Paulo Paes. Zona Leste. Dia 9, 14h30
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Alceu Amoroso Lima. Zona Oeste. Dia 9, 15h
/ Com profº Luiz Maria Veiga. BP Viriato Corrêa. Zona Sul. Dia 16, 14h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP José Mauro de Vasconcelos. Zona Norte. Dia 20, 10h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP Nuto Sant’Anna. Zona Norte. Dia 20, 14h

CAPITÃES DE AREIA, de Jorge Amado
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP José Mauro de Vasconcelos. Zona Norte. Dia 6, 10h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP Nuto Sant’Anna. Zona Norte. Dia 6, 14h
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Paulo Setúbal. Zona Leste. Dia 10, 14h30
/ Com profª Vanessa Castro. BP Rubens Borba de Moraes. Zona Leste. Dia 13, 10h
/ Com profº Ricardo Miyake. BP Gilberto Freyre. Zona Leste. Dia 13, 14h
/ Com profª Vanessa Castro. BP José Paulo Paes. Zona Leste. Dia 16, 14h30
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Alceu Amoroso Lima. Zona Oeste. Dia 16, 15h
/ Com profª Fernanda Ferreira dos Santos. BP Afonso Schmidt. Zona Norte. Dia 18, 14h
/ Com profª Cristiane Bastos. BP Marcos Rey. Zona Sul. Dia 18, 14h
/ Com profº Luiz Maria Veiga. BP Viriato Corrêa. Zona Sul. Dia 23, 14h

ANTOLOGIA POÉTICA, de Vinicius de Moraes
/ Com profª Fabiana Vascon. CCJ Ruth Cardoso. Zona Norte. Dia 6, 15h
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Paulo Setúbal. Zona Leste. Dia 17, 14h30
/ Com profª Vanessa Castro. BP Rubens Borba de Moraes. Zona Leste. Dia 20, 10h
/ Com profº Ricardo Miyake. BP Gilberto Freyre. Zona Leste. Dia 20, 14h
/ Com profª Vanessa Castro. BP José Paulo Paes. Zona Leste. Dia 23, 14h30
/ Com profª Fabiana Vascon. BP Alceu Amoroso Lima. Zona Oeste. Dia 23, 15h
/ Com profª Fernanda Ferreira dos Santos. BP Afonso Schmidt. Zona Norte. Dia 25, 14h
/ Com profª Cristiane Bastos. BP Marcos Rey. Zona Sul. Dia 25, 14h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP José Mauro de Vasconcelos. Zona Norte. Dia 27, 10h
/ Com profº Fernando Martins Lara. BP Nuto Sant’Anna. Zona Norte. Dia 27, 14h
/ Com profº Luiz Maria Veiga. BP Viriato Corrêa. Zona Leste. Dia 30, 14h

ENDEREÇOS

Centro Cultural da Juventude
Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha.
Tel.: 3984-2466.
Número de vagas: 130
Biblioteca Afonso Schmidt
Av. Elísio Teixeira Leite, 1470, Cruz das Almas. Tel.: 3975-2305.
Número de vagas: 50
Biblioteca Paulo Setúbal
Av. Renata, 163 - Vila Formosa. Tel.: 6211-1508 e 6211-1507.
Número de vagas: 40
Biblioteca Marcos Rey
Av. Anacê, 92, Campo Limpo. Tel.: 5845-2572. 
Número de vagas: 30
Biblioteca Rubens Borba de Moraes
R. Sampei Sato, 440, Ermelino Matarazzo. Tel.: 6943-5255.
Número de vagas: 30
Biblioteca José Paulo Paes
Largo do Rosário, 20 – 2º e 3º andares, Penha. Tel.: 2295-0401 ou 2295-9624
Número de Vagas: 150
Biblioteca Gilberto Freyre
R. José Joaquim, 290, Sapopemba. Tel.: 6103-1811.
Número de vagas: 40
Biblioteca Alceu Amoroso Lima
R. Henrique Schaumann, 777, Pinheiros. Tel.: 3082-5023.
Número de vagas: 130

Veja também: Livros exigidos nos principais vestibulares terão palestras gratuitas na Galeria Olido

fonte: site da Prefeitura de São Paulo

Palavras-chave: Educação, Literatura, Professores, Vestibulares

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Abril 04, 2009

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Clarice, dedilhando o piano

 

Conto de Clarice Lispector

UMA EXPERIÊNCIA

do livro Aprendendo a Viver

 

 

fonte: www.mp3tube.net

Palavras-chave: Clarice Lispector, Literatura

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 http://www.sebodomessias.com.br/loja/imagens/produtos/produtos/76266_117.jpg

Rosas Silvestres

 

Só esta expressão ‘rosas silvestres’ já me faz aspirar o ar como se o mundo fosse uma rosa crua. Tenho uma grande amiga que me manda de quando em quando rosas silvestres. E o perfume delas, meu Deus, me dá ânimo para respirar e viver.

As rosas silvestres têm um mistério dos mais estranhos e delicados: à medida que vão envelhecendo vão perfumando mais. Quando estão à morte, já amarelando, o perfume fica forte e adocicado, e lembra as perfumadas noites de lua de Recife. Quando finalmente morrem, quando estão mortas, mortas - aí então, como uma flor renascida no berço da terra, é que o perfume que se exala delas nos embriaga. Então mortas, feias, em de brancas ficam amarronadas. Mas como jogá-las fora, se mortas, elas têm a alma viva? Resolvi a situação das rosas silvestres mortas, despetalando-as e espalhando as pétalas perfumadas na minha gaveta de roupa.

Da última vez que minha amiga me mandou rosas silvestres, quando estas estavam morrendo e ficando mais perfumadas ainda, eu disse para meus filhos:
‘Era assim que eu queria morrer: perfumando de amor. Morta de exalando a alma viva. ’

Esqueci de dizer que as rosas silvestres são de planta trepadeira e nascem várias no mesmo galho. Rosas silvestres, eu vos amo. Diariamente morro por vosso perfume.

 

Clarice Lispector, em Aprendendo a Viver.

 

Palavras-chave: Clarice Lispector, Literatura

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Março 26, 2009

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Lya Luft é escritora e tradutora, formada em Pedagogia e Letras, mestra em Linguística Aplicada e Literatura Brasileira.

 

            


“A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida. Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde se pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada."

























Bibliografia

No Brasil

COLETÂNEA

  • Revelação

Quando chegaste,
redescobri em mim inocência e alegria.
Removi a máscara que sobrava:
nada havia a esconder de ti,
nem medo - a não ser partires.

Supérfluas as palavras,
dispensada a aparência, fiquei eu,
sem prumo,
como antes da primeira dúvida
e do ultimo desencanto.

Quando chegaste,
escutei meu nome como num outro tempo.
o meu lado da sombra entregou
o que ninguém via:
as feridas sem cura e a esperança sem rumo.

Começa a crer, por mim, que o amor é possível,
e que a vida vale a pena e o pranto
de cada dia.

  • Ônus
A esperança me chama,
e eu salto a bordo
como se fosse a primeira viagem.
Se não conheço os mapas,
escolho o imprevisto:
qualquer sinal é um bom presságio.

Seja como for, eu vou,
pois quase sempre acredito:
ando de olhos fechados
feito criança brincando de cega.
Mais de uma vez saio ferida
ou quase afogada,
mas não desisto.

A dor eventual é o preço da vida:
passagem, seguro e pedágio.

  • O lado fatal

Se me tivessem amputado braços e pernas

e furado o coração com frias facas

e cegado meus olhos com ganchos

e esfolado a minha pele como a de um pobre bicho

- nada doeria mais

que te saber morto, amado meu,

depositado

nesse poço de silêncio de onde não respondes.

(A não ser em sonho, quando me olhas e tuas mãos tocam as minhas: espalmadas e vazias.)

  • Nossas muitas fomes

Do meu cômodo posto de observadora - e o duro posto de cidadã, onerada de altíssimos impostos, contas a pagar, perplexidade e insegurança, e otimismo anêmico -, quero expandir o conceito de fome.

A fome, as fomes: de dignidade, a essencial. De casa, saúde e educação, as básicas. Mas - não menos importantes - a fome de conhecimento, de possibilidades de escolha.

Fome de confiança, ah, essa não dá para esquecer. Poder confiar no guarda, nas autoridades, nos pais e no país, e também nos filhos. Em nós mesmos, se nos acharmos merecedores. Confiar em quem votei, e em quem não recebeu meu voto: ser digno não é vantagem, é obrigação básica. Andamos tão desencantados, que ser decente parece virtude, ser honesto ganha medalha, e ser mais ou menos coerente merece aplausos.

Fome de conhecimento: não é alfabetizado quem apenas assina o nome, mas quem assina o que leu e compreendeu. De outro modo, perigo à vista. Não cursa uma verdadeira escola quem dela sai para a vida sem saber pensar, argumentar e discernir. A primeira condição para viver melhor é conhecer mais coisas, inclusive sobre a própria situação e as possibilidades de mudar. Não tomando, Invadindo e assaltando, mas crescendo enquanto ser humano e membro produtivo da comunidade: família, trabalho, cidade, país.

Informar-se faz parte disso, de ser integrado, de integrar-se. É tomar contato com a realidade diretamente, não apenas com o que os outros relatam ou inventam. É assistir ou escutar notícias não como quem tateia no escuro, mas com ouvidos de quem deseja entender. Informar-se é também ler: ler como se come o pão cotidiano, ainda que seja o jornal esquecido no banco da praça.

Não creio que a violência que assola este país e nos transforma em ratos assustados seja simplesmente fruto da fome de comida, mas da fome de auto-estima. A violência internacional, emblematizada no terrorismo, nasce entre outras coisas da combinação de ideologia torta e fanatismo. A ideologia nem sempre comanda a morte, nem sempre desconserta o intelecto: sendo positiva, ilumina e estimula, assim como a outra degola inocentes, explode crianças e se orgulha disso.

Andamos acuados pela brutalidade que transcende os limites urbanos, atingindo lugares bucólicos que antes pareciam paraísos intocáveis: você pensa em comprar um sítio? Inclua nesse pacote o caseiro, os cães, alarmes e quem sabe cerca eletrificada. Se for uma fazenda, cave trincheiras e contrate guardas. De preferência, more na cidade mais próxima, rodeado de toda uma parafernália de segurança, ou lançando-se na vida (isto é, saindo à rua) com audácia de guerreiro medieval. Teremos paz, essa nossa grande fome?

Neste momento estou descrente, embora batalhe por isso do jeito que posso. É dos deveres básicos de qualquer pessoa, tentar a paz em si mesmo e ao seu redor, sem necessariamente desfraldar bandeiras, mas existindo e agindo como um ser pacífico (não confundam com pusilânime!). Se posso ser agregadora - iniciando pela família e amigos -, não devo espalhar ressentimento; se quero a paz, não posso transmitir rancor.

Tudo começa, como dizem, em casa: desde quando ela era uma primitiva caverna, e nós uns trogloditas um pouco menos disfarçados do que hoje, com fomes bem mais simples de satisfazer.

Palavras-chave: Escritores, Literatura

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

           

Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho, gostar de sossego é uma excentricidade.
Sob a pressão do ter de parecer, ter de participar, ter de adquirir, ter de qualquer coisa, assumimos uma infinidade de obrigações, muitas desnecessárias, outras impossíveis.
Não há perdão nem anistia para os que ficam de fora da ciranda: os que não se submetem mas questionam, os que pagam o preço de sua relativa autonomia, os que não se deixam escravizar, pelo menos sem alguma resistência.
O normal é ser atualizado, produtivo e bem-informado.
É indispensável circular, estar enturmado. Quem não corre com a manada praticamente nem existe, se não se cuidar botam numa jaula: um animal estranho.
Acuados pelo relógio, pelos compromissos, pela opinião alheia, disparamos sem rumo – ou em trilhas determinadas – feito hâmsteres que se alimentam da sua própria agitação.
Ficar sossegado é perigoso: pode parecer doença.
Recolher-se em casa ou dentro de si mesmo, ameaça quem leva um susto cada vez que examina sua alma.
Estar sozinho é considerado humilhante, sinal de que não se arrumou ninguém – como se amizade ou amor se “arrumasse” em loja. Com relação a homem pode até ser libertário: enfim só, ninguém pendurado nele controlando, cobrando, chateando. Enfim, livre!
Mulher, não. Se está só, em nossa mente preconceituosa é sempre porque está abandonada: ninguém a quer.
Além do desgosto pela solidão, temos horror à quietude. Logo pensamos na depressão: quem sabe terapia e antidepressivo? Criança que não brinca ou salta nem participa de atividades frenéticas está com algum problema.
O silêncio nos assusta por retumbar no vazio dentro de nós. quando nada se move nem faz barulho, notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas incomodas e mal resolvidas, ou se enxerga outro ângulo de nós mesmos. Nos damos conta de que não somos apenas figurinhas atarantadas correndo entre casas, trabalho e bar, praia ou campo.
Existe em nós, geralmente nem percebido e nada valorizado, algo além desse que paga contas, transa, ganha dinheiro, e come, envelhece, e um dia (mas isso é só para os outros!) vai morrer. Quem é esse afinal sou eu? Quais seus desejos e medos, seus projetos e sonhos?
No susto que essa ideia provoca, queremos ruído, ruídos. Chegamos em casa e ligamos a televisão antes de largar a bolsa ou pasta. Não é para assistir a um programa: é pela distração.
Silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconcerto nosso. Com medo de ver quem – ou o que – somos, adia-se o defrontamento com nossa alma sem máscaras.
Mas, se agente aprende a gostar um pouco de sossego, descobre – em si e no outro – regiões nem imaginadas, questões fascinantes e não necessariamente ruins.
Nunca esqueci a experiência de quando alguém botou a mão no meu ombro de criança e disse:
- Fica quietinha, um momento só, escuta a chuva chegando.
E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela a gente se refaz para volta mais inteiro ao convívio, às tantas fases, às tarefas, aos amores.
Então, por favor, me deem isso: um pouco de silêncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito além das palavras de todos os textos e da música de todos os sentimentos.

(Extraído do livro Pensar é transgredir, Lya Luft, Record, 2004)

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2006/10/31/286479302.asp

Palavras-chave: Crônicas, Literatura, Textos

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Março 25, 2009

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                http://cinemagia.files.wordpress.com/2009/03/palavra_encantada_cartaz.jpg

                                               

                     PALAVRA (EN)CANTADA

Depois do dia tribulado de ontem, vale a pena deixar registrado que hoje assisti a um documentário muito bom no Espaço Unibanco de Cinema Pompéia. Trata-se do filme "Palavra (en)cantada", uma reflexão entre a música popular e a poesia e literatura. Ele usa de depoimentos históricos de Chico Buarque, Maria Bethânia, Tom Zé, Arnaldo Antunes, Martinho da Vila (do qual conheci pessoalmente em uma temporada memorável de estudo na UnB), entre outros artistas. Tem também depoimentos de professores e produtores musicais, especialistas no gênero. Há ainda cenas de Morte e Vida Severina, simplesmente lindo, que passou na França no Festival de Teatro Universitário de Nancy, em 1966. Gostei muito do filme, da produção e dos inesquecíveis tempos em que não podíamos sequer "abrir a boca". Tem muita coisa boa no documentário que vale a pena ver, como por exemplo, cenários musicais originais, com Dorival Caymmi cantando O Mar, nos idos anos 40. Adorei! 

 

         

            ALGUÉM QUE ME AME DE VERDADE

Outro filme que assisti, mas há um tempinho, foi o "Alguém que me ame de verdade" que conta a história da amizade entre duas jovens professoras, uma judia ortodoxa, outra muçulmana, as duas enfrentando pressão por casamentos arranjados. As duas lecionam na escola primária Ditmas Park, no bairro do Brooklyn, em NY, um espaço de alunos e professores multiétnicos e multiculturais. Independente da religião diferente, tornam-se amigas. Justamente me lembrei deste filme por causa de um episódio que vivenciei ontem com um professor. Aparentemente não tem nada a ver, mas foi a relação que fiz de imediato a esse episódio.

Quem assistir ao filme tirará boas lições de vida para a própria vida... 

 

Palavras-chave: Documentário, Filmes, Literatura, Música

Este post é Domínio Público.

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Março 08, 2009

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CENTENÁRIO PATATIVA DO ASSARÉ


Apresentar a vida e obra de Patativa ao mundo de hoje é fazer uma grande viagem pelos rincões do Brasil de todos os tempos, com suas contradições e contrastes seculares

 

Exposição temática sobre Patativa do Assaré

De 07 de março a 05 de abril

Curadoria e acervo de Assis Ângelo

Exposição em homenagem ao poeta, com exemplares originais de seus livros e folhetos de cordel de Patativa do Assaré; publicações em jornais e revistas sobre o poeta, além de acervo fonográfico e fotográfico.


Palestras


Patativa do Assaré - vida e obra

Com Assis Ângelo
Sábado, dia 07 de março, às 20 horas

Antônio Gonçalves da Silva, nacional e internacionalmente conhecido por Patativa do Assaré (1909-2002), um orgulho do Brasil.


A xilogravura nos cordéis

Com Valdeck de Garanhuns
Sábado, dia 14 de março, às 20 horas

O poeta de literatura de cordel, xilogravador e mestre de teatro de mamulengos, Valdeck de Garanhuns, falará sobre a presença da xilogravura nos cordéis, como ela se desenvolveu no Nordeste e se espalhou por todo o país.


Patativa do Assaré e o reino da cantoria

Com Assis Ângelo
Participação especial de Sebastião Marinho e Luzivan Mathias

Sábado, dia 21 de março, às 20 horas

Será abordado o universo da cantoria, a partir de suas origens na Idade Média; suas características e principais representantes, lembrando da origem do poeta Patativa do Assaré como cantador repentista.
Assis Ângelo será acompanhado pela dupla de cantadores repentistas Sebastião Marinho e Luzivan Matias, que apresentará algumas das inúmeras modalidades do repentismo, como Sextilha, Gemedeira, Gabinete, Martelo Malcriado, Galope Beira-Mar e Treze por Doze, sendo que muitas dessas modalidades estão praticamente extintas.

Literatura de cordel para jovens e crianças e lançamento do livro: 'O Valente Domador'
Com César Obeid

Sábado, dia 28 de março, às17 horas

O escritor e educador, por meio de contação de histórias, improvisos e dinâmicas com rimas, abordará a literatura de cordel destinada ao público infanto-juvenil. Haverá também o lançamento do livro 'O Valente Domador' da Editora Scipione que trata do uso dos animais pelos circos.


Ideias para a discussão de uma poética popular

Com Ricardo Azevedo
Sábado, dia 28 de março, às 20 horas

Pretende-se apontar algumas características do contexto sócio-cultural brasileiro, profundamente marcado pela cultura popular; discutir a hipótese da existência de diferentes padrões culturais, éticos e estéticos; lançar ideias a respeito do que poderia ser considerada uma visão de mundo popular para, finalmente, mostrar comparativamente certos temas e procedimentos com a palavra recorrente no discurso popular.

Oficinas de xilogravura
Com Nireuda Longobardi

Quintas-feiras, dias 05, 12, 19 e 26 de março, das 16 às 18 horas

Oficina de xilogravura com o tema 'Patativa do Assaré', com técnicas mistas. Os participantes produzirão gravuras relacionadas à literatura de cordel.


Repentistas na hora do almoço

Com Sebastião Marinho e Luzivan Mathias
Sextas-feiras, dias 06, 13, 20 e 27 de março, das 12h30 às 13h10

Os cantadores farão versos improvisados ao som da viola, interagindo com a plateia. O improviso poético nordestino é uma rara demonstração de habilidade mental e riqueza de conteúdo e rimas.

Cursos
30 vagas

As inscrições podem ser feitas na recepção da Casa das Rosas, de terça a domingo, das 10 às 18 horas. Documentação necessária: 1 foto 3X4; xerox do RG; xerox do comprovante de residência. Taxa: R$ 10

Encantando Palavras

Com Tatiana Fraga
Terças-feiras, dias 17, 24 e 31 de março e 07 e 14 de abril. Das 16 às 17 horas

Oficinas de poesia para crianças, trabalhando desde cantigas de roda, parlendas e trava-línguas, até poetas que se dedicaram à literatura infantil. As aulas acontecem com jogos, brincadeiras e a construção e desconstrução das palavras.

Contação e construção de histórias em cordel
Com César Obeid

Quartas-feiras, dias 11, 18 e 25 de março e 01, 08 e15 de abril. Das 19h00 às 21 horas

Como escrever e contar as diversas modalidades da literatura de cordel. Sextilha, setilha, oitavas, décimas etc. Dinâmicas de teatro de cordel trabalham a expressão corporal para o universo da poesia popular rimada e metrificada ser vivenciado plenamente.

O poder mágico do imaginário em J.R.R. Tolkien

Com Rosa Sílvia López
Quintas-feiras, dias 12, 19 e 26 de março e 02, 09 e16 de abril. Das 19h30 às 21h30

Literatura de fantasia; A palavra em Tolkien: descoberta e subcriação; Magia na obra e no cotidiano; Transformações e conexões.

Poesia visual
Com Daniele Gomes de Oliveira

Quintas-feiras, dias 12, 19 e 26 de março e 02, 09 e16 de abril. Das 19h30 às 21h30

O curso tratará das relações entre poesia e visualidade partindo da poesia concreta até a poesia intersemiótica.

Projeto Escrevivendo com interface para blogagem
Seres imaginários

Coordenação: Karen Kipnis
Com Gabriela Fonseca e Livia Barros (às terças-feiras), e Sandra Schamas com a participação de Mafuane Oliveira (aos sábados)

Terças-feiras, dias 10, 17, 24 e 31 de março e 07, 14, 21 e 28 de abril. Das 19h30 às 22 horas

Sábados, dias 07, 14, 21 e 28 de março e 04, 11 e 18 de abril. Das 10h30 às 13h30

Com a proposta de incentivar jovens e adultos a produzirem textos e a refletirem sobre sua maneira de escrever, a oficina pretende desmistificar o ato da escrita, transformando-o num processo centrado na reflexão sobre o assunto, a forma textual adotada, o papel do leitor e o encadeamento das ideias. Assim, o objetivo do Projeto Escrevivendo é, também, tornar os autores leitores críticos de seus próprios textos.

Dança e poesia: Manoel de Barros

Com Cia. Micrantos
Sábados, dias 07, 14, 21 e 28 de março e 04, 11, 18 e 25 de abril. Das 11 às 13 horas

Encontros com o objetivo de realizar pequenas criações inspiradas em poesias de Manoel de Barros, especialmente aquelas que compõe a trilogia Memórias Inventadas.

Covers delirantes

Oficina de reescrituras e criações
Com Allan Mills

Sábados, dias 21 e 28 de março e 04, 11, 18 e 25 de abril, das 14 às 16 horas

As reescrituras é uma forma de escrita que, posterior à leitura de um livro, gera - por simulação, paródia ou homenagem - um novo poema ou uma série de poemas que transversalizam essa arquitetura, sua paisagem lírica ou algum espaço do dito devir textual.
Uma reescritura não é, segundo HH Montecinos, "nem cópia, nem citação, nem colagem, e sim a criação de um texto absolutamente distinto ao que se reescreve".


Poesia aperitivo

Com Frederico Barbosa
Quartas-feiras, dias 04, 11, 18 e 25 de março e dias 01, 08, 15 e 22 de abril, das 12h30 às 13h

Em meia hora de aula durante o almoço, momentos decisivos da história da literatura brasileira serão abordados em oito encontros vibrantes capazes de despertar o interesse do leitor pelas obras.

Gregório de Matos - dia 04/03
Alvares de Azevedo - dia 11/03

Castro Alves - dia 18/03
Augusto dos Anjos - dia 25/03

Manuel Bandeira - dia 01/04
Carlos Drummond de Andrade - dia 08/04

João Cabral de Melo Neto - 15/04
Augusto de Campos - 22/04


Programação dia da mulher

Dia 08 de março, domingo

17 horas
Sarau Chama poética com o tema do feminino, com os músicos Mario Feres, Paulinho Vieira e Vânia Lucas e declamação de poemas por Rita Alves, Francesca Cricelli e Flora Figueiredo. Direção e organização: Fernanda de Almeida Prado.

19 horas

Chama poética especial: Maysa
A cantora mezzo soprano Maria Dionete interpreta canções do repertório de Maysa, acompanhada no teclado por Silvia Regina Órfão.

 

Dia 12 de março, quinta-feira, às 20 horas

Consultório sentimental e a literatura
Palestra com Betty Milan

No passado, a educação sentimental era feita no contexto da família e por meio da literatura. Hoje, a educação na família é menos eficaz e a literatura é uma referência para poucos. As pessoas são deseducadas em relação ao próprio sentimento. A prática do consultório sentimental se inscreve numa tradição inaugurada por Sêneca e tem em Nelson Rodrigues o seu principal representante no Brasil.

Visitas educativas na Casa das Rosas

Visitas agendadas (mínimo 10 pessoas)
De terça a sexta-feira, das 10 às 12 horas e das 14 às 16 horas

Visitas espontâneas

De terça a sexta-feira: horários diversos
Aos sábados às 12 horas e às 16 horas

Serviço

Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura

Avenida Paulista, 37
Tel.: (11) 3285.6986

Horário de funcionamento
De terça-feira a sexta-feira, das 10 às 22 horas

Sábados e domingos, das 10 às 18 horas (com possibilidade de alteração de acordo com a programação).
Convênio com o estacionamento Patropi - Alameda Santos, 74

Dúvidas, críticas e sugestões:

contato.cr@poiesis.org.br

 

Palavras-chave: Cordel, Cultura, Literatura, Mulher, Poesias

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“Se te perguntarem quem era essa que às areias e gelos quis ensinar a primavera...”: é assim que Cecília Meireles inicia um dos seus poemas. Ensinar primavera às areias e gelos é coisa difícil. Gelos e areias nada sabem sobre primaveras... Pois eu desejaria saber ensinar a solidariedade a quem nada sabe sobre ela. O mundo seria melhor. Mas como ensiná-la?
Será possível ensinar a beleza de uma sonata de Mozart a um surdo? Como? - se ele não ouve. E poderei ensinar a beleza das telas de Monet a um cego? De que pedagogia irei me valer para comunicar cores e formas a quem não vê? Há coisas que não podem ser ensinadas. Há coisas que estão além das palavras. Os cientistas, filósofos e professores são aqueles que se dedicam a ensinar as coisas que podem ser ensinadas. Coisas que podem ser ensinadas são aquelas que podem ser ditas. Sobre a solidariedade muitas coisas podem ser ditas. Por exemplo: acho possível desenvolver uma psicologia da solidariedade. Acho também possível desenvolver uma sociologia da solidariedade. E, filosoficamente, uma ética da solidariedade... Mas os saberes científicos e filosóficos da solidariedade não ensinam a solidariedade, da mesma forma como a crítica da música e da pintura não ensina às pessoas a beleza da música e da pintura. A beleza é inefável; está além das palavras.
Palavras que ensinam são gaiolas para pássaros engaioláveis. Os saberes, todos eles, são pássaros engaiolados. Mas a solidariedade é um pássaro que não pode ser engaiolado. Ela não pode ser dita. A solidariedade pertence a uma classe de pássaros que só existem em vôo. Engaiolados, esses pássaros morrem.
A beleza é um desses pássaros. A beleza está além das palavras. Walt Whitman tinha consciência disso quando disse: "Sermões e lógicas jamais convencem. O peso da noite cala bem mais fundo em minha alma... Ele conhecia os limites das suas próprias palavras. E Fernando Pessoa sabia que aquilo que o poeta quer comunicar não se encontra nas palavras que ele diz: ela aparece nos espaços vazios que se abrem entre elas, as palavras. Nesse espaço vazio se ouve uma música. Mas essa música - de onde vem ela se não foi o poeta que a tocou?
Não é possível fazer uma prova colegial sobre a beleza porque ela não é um conhecimento. E nem é possível comandar a emoção diante da beleza. Somente atos podem ser comandados. Ordinário! Marche!", o sargento ordena. Os recrutas obedecem. Marcham. À ordem segue-se o ato. Mas sentimentos não podem ser comandados. Não posso ordenar que alguém sinta a beleza que estou sentindo.
O que pode ser ensinado são as coisas que moram no mundo de fora: astronomia, física, química, gramática, anatomia, números, letras, palavras. Mas há coisas que não estão do lado de fora. Coisas que moram dentro do corpo. Enterradas na carne, como se fossem SEMENTES À ESPERA...
Sim, sim! Imagine isso: o corpo como um grande canteiro! Nele se encontram, adormecidas, em estado de latência, as mais variadas sementes - lembre-se da estória da Bela Adormecida! Elas poderão acordar, brotar. Mas poderão também não brotar. Tudo depende... As sementes não brotarão se sobre elas houver uma pedra. E também pode acontecer que, depois de brotar, elas sejam arrancadas... De fato, muitas plantas precisam ser arrancadas, antes que cresçam. Nos jardins há pragas: tiriricas, picões...
Uma dessas sementes tem o nome de "solidariedade". A solidariedade não é uma entidade do mundo de fora, ao lado de estrelas, pedras, mercadorias, dinheiro, contratos. Se ela fosse uma entidade do mundo de fora ela poderia ser ensinada. A solidariedade é uma entidade do mundo interior. Solidariedade nem se ensina, nem se ordena, nem se produz. A solidariedade, semente, tem de nascer.
Veja o ipê florido! Nasceu de uma semente. Depois de crescer não será necessária nenhuma técnica, nenhum estímulo, nenhum truque para que ele floresça. Angelus Silésius, místico antigo, tem um verso que diz: “A rosa não tem por quês. Ela floresce porque floresce." O ipê floresce porque floresce. Seu florescer é um simples transbordar natural da sua verdade.
A solidariedade é como o ipê: nasce e floresce. Mas não em decorrência de mandamentos éticos ou religiosos. Não se pode ordenar: "Seja solidário!" Ela acontece como simples transbordamento. Da mesma forma como o poema é um transbordamento da alma do poeta e a canção um transbordamento da alma do compositor...
Disse que solidariedade é um sentimento. É esse o sentimento que nos torna humanos. É um sentimento estranho - que perturba nossos próprios sentimentos. A solidariedade me faz sentir sentimentos que não são meus, que são de um outro. Acontece assim: eu vejo uma criança vendendo balas num semáforo. Ela me pede que eu compre um pacotinho das suas balas. Eu e a criança - dois corpos separados e distintos. Mas, ao olhar para ela, estremeço: algo em mim me faz imaginar aquilo que ela está sentindo. E então, por uma magia inexplicável, esse sentimento imaginado se aloja junto aos meus próprios sentimentos. Na verdade, desaloja meus sentimentos, pois eu vinha vindo, no meu carro, com sentimentos leves e alegres, e agora esse novo sentimento se coloca no lugar deles. O que sinto não são meus sentimentos. Foi-se a leveza e a alegria que me faziam cantar. Agora, são os sentimentos daquele menino que estão dentro de mim. Meu corpo sofre uma transformação: ele não é mais limitado pela pele que o cobre. Expande-se.
Ele está agora ligado a outro corpo que passa a ser parte dele mesmo. Isso não acontece nem por decisão racional, nem por convicção religiosa e nem por um mandamento ético. É o jeito natural de ser do meu próprio corpo, movido pela solidariedade. Acho que esse é o sentido do dito de Jesus que temos de amar o próximo como amamos a nós mesmos. Pela magia do sentimento de solidariedade o meu corpo passa a ser morada do outro. É assim que acontece a bondade.
Mas fica pendente a pergunta inicial: como ensinar primaveras a gelos e areias? Para isso as palavras do conhecimento são inúteis. Seria necessário fazer nascer ipês no meio dos gelos e das areias! E eu só conheço uma palavra que tem esse poder: a palavra dos poetas. Ensinar solidariedade? Que se façam ouvir as palavras dos poetas nas igrejas, nas escolas, nas empresas, nas casas, na televisão, nos bares, nas reuniões políticas, e, principalmente, na solidão...
O menino me olhou com olhos suplicantes.
E, de repente, eu era um menino que olhava com olhos suplicantes...


Rubem Alves

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Março 05, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 


Alunos do curso LB3N: o arquivo "Os movimentos literários" já está disponível para estudo: [Você não tem permissão para acessar este arquivo]

Os textos para leitura também já estão nas pastas (para a próxima semana).

Ana

 

Palavras-chave: História, Literatura, Unicamp

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Março 03, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

O Dia Internacional da Mulher está relacionado aos movimentos socialistas feministas dos fins do século XIX ao início do século XX, que reivindicavam a igualdade entre homens e mulheres em todas as áreas da sociedade. O primeiro Dia da Mulher foi comemorado em Chicago em 3 de maio de 1908, onde 1500 mulheres reclamavam igualdade de direitos com os homens. Em 1909 foi comemorado em Nova Iorque em 28 de fevereiro, e enfatizava o direito da mulher ao voto. Em 1910, foi comemorado em 27 de fevereiro, após um período de mais de três meses de greve, na qual 80% dos grevistas eram mulheres. Tal greve chamou a atenção da sociedade da época para a situação precária das mulheres. Em 1911, inspiradas pelas mulheres norte-americanas, as alemãs celebram o dia da Mulher em 19 de março, e as suecas em primeiro de maio. Na Rússia, ainda sob o regime dos Czares, as mulheres que celebraram o Dia da Mulher foram duramente reprimidas, chegando a ser presas. Mas o movimento foi ganhando vulto internacional. Em cada país era celebrado numa data diferente e sempre enfatizava o direito das mulheres ao voto. Em 1914, as alemãs comemoram no dia 8 de março, escolhendo essa data mais por questões práticas do que em homenagem a algum acontecimento especial.

Em 1922, o Dia Internacional da Mulher foi oficializado em 8 de março. O motivo do por que esta data foi escolhida tem duas histórias:

A história mais popular é que esse dia homenageia as 129 mulheres mortas em 1857 em Nova Iorque que reivindicavam melhores condições de trabalho. O dono da fábrica de tecidos Cotton trancou suas funcionárias em uma mesma sala e depois ateou fogo no prédio, queimando-as vivas.  Elas reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 16 para 10 horas e um salário mais justo.

A outra história refere-se às mulheres russas, que em 1917 escolheram o Dia da Mulher de para fazerem uma greve contra a fome, a guerra e o regime czarista. As operárias deixaram as fábricas e saíram às ruas, atraindo a massa popular a tal ponto, que o incidente deu início a Revolução Russa e que derrubou o regime czarista. Isso ocorreu em 23 de fevereiro no calendário russo, que coincide com o 8 de março do calendário ocidental (gregoriano). Em 1921, a Conferência Internacional das Mulheres Comunistas propôs o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher, em comemoração à atitude das mulheres russas.

Independente da realidade à escolha desta data o 8 de março está aí firme e forte. No ano 2000, o 8 de março foi celebrado com a Marcha Mundial das Mulheres que mobilizou mulheres de 161 países contra a fome e a violência contra o sexo feminino.

No Brasil, podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

Desde a mais remota antiguidade a desigualdade de direitos entre homens e mulheres vem percorrendo os séculos. Na Antiguidade, seja no Ocidente ou no Oriente, a mulher era praticamente propriedade de seu marido, e seu principal valor estava em ser esposa, e ser esposa para ser mãe, para gerar herdeiros legítimos para o marido. Ai das estéreis daqueles dias, pois não podiam cumprir o único papel importante que a sociedade lhes reservava. As culturas antigas celebravam o nascimento de um homem e menosprezavam o de uma mulher, isto é, quando não matavam a criança recém-nascida do sexo feminino.

A mulher não tinha importância na vida pública: era incapaz juridicamente, tinha papel inferior na vida religiosa, não podia herdar, nem possuir. Trabalho feminino, por mais produtivo que fosse, praticamente só beneficiava o homem, pois a mulher não podia enriquecer por conta própria. A mulher foi vítima inclusive de "santos" de várias religiões que a viam simplesmente como fonte de tentação para sua “santidade”.

"... pois a dignidade da mulher não depende de cultura, religião ou raça, e sim no fato dela ter sido criada a imagem e semelhança de Deus..."

Na época de Jesus a mulher era em tudo inferior ao homem. As mulheres eram praticamente excluídas da vida religiosa, os rabinos discutiam se a mulher tinha alma, homens judeus e greco-romanos agradeciam aos Céus por não terem nascido mulher; elas não eram consideradas testemunhas fidedignas. Ter amizade com mulheres ou conversar com elas em público era escandaloso - mais porque a mulher era considerada um ser inferior do que para fugir da aparência do mal. Arriscando seu prestígio e passando por cima desses tabus, Jesus quebra esse comportamento machista:

- Conversa sozinho com uma mulher samaritana (para espanto de seus discípulos) quebrando dois preconceitos: o sexual e o racial (João 4.4-42);

- Tem amigas (Lucas 10.38-42; João 11.5,33 e 12.1-8) e seguidoras (Lucas 8.1-3; Marcos 15.40-41);

- É surpreendente que as mulheres, que eram consideradas testemunhas sem valor, sejam escolhidas como as primeiras testemunhas da ressurreição de Cristo (Marcos 16.1-7);

- Quando Jesus defende a indissolubilidade do matrimônio (Mateus 19.3-6), ele beneficia as mulheres, pois na época o homem podia se divorciar da mulher por qualquer motivo banal;

- Jesus, arriscando sua reputação, defende do preconceito uma mulher de vida pecaminosa (Lucas 7.36-48) e arriscando a vida, salva da morte uma mulher adúltera (João 8.1-11). É bom observar, que Jesus defendeu as mulheres, mas não os seus pecados.

Existem várias outras atitudes de Jesus que enobrecem as mulheres, porém as listadas acima já ilustram bem o fato de que Jesus não se prendeu aos padrões de sua época em relação à mulher, pois a dignidade da mulher não depende de cultura, religião ou raça, e sim no fato dela ter sido criada à imagem e semelhança de Deus.

Muitas vezes nos surpreendemos aos padrões bíblicos da submissão da mulher ao homem. O texto bíblico trata das funções dentro do lar, onde “o homem é o cabeça”. Isto em nada deprecia a mulher, pois o padrão de Deus é a mulher se submeter ao marido, como uma figura da Igreja se submetendo a Cristo (Efésios 5.22-33). Os machões de plantão não devem se vangloriar de ser cabeça como se isso fosse permissão para fazer o que bem entenderem com a mulher. Pois, se a mulher deve representar a Igreja, o homem deve representar a Cristo. E Cristo maltratou alguma mulher? Não. Ele reconheceu a dignidade das mulheres. Mirem-se no exemplo do tratamento de Jesus para com as mulheres e saberão o que é ser cabeça.

O IBGE registrou o crescimento dos evangélicos e registrou também que a maioria dos evangélicos é composta por mulheres. Portanto, a Igreja deve agir à luz da Bíblia mostrando qual é o referencial que a mulher tem no propósito de Deus, para que ela não fique presa a preconceitos que mutilam seu potencial e nem seja solta na libertinagem usada como objeto sexual.

De acordo com a ONU - os dados são de 2006 - 25% das brasileiras são vítimas constantes de violência no lar. Em apenas 2% dos casos o agressor é punido e, em cerca de 70%, esse agressor é o marido ou companheiro.

Segundo o Ministério da Previdência Social, existem atualmente nove milhões de donas-de-casa no Brasil. Até mesmo as cerca de 40 milhões de mulheres que ocupam postos no mercado de trabalho, formal ou informal, acabam desempenhando atividades domésticas. Ou seja, no mundo contemporâneo, ainda cabe ao sexo feminino a tarefa de cuidar do lar e da família.

O Dia Internacional da Mulher lembra-nos da justa luta do sexo feminino para que a sociedade reconheça a dignidade da mulher, que segue um caminho em busca de respeito à sua dignidade pessoal, social e profissional, principalmente a dignidade de ter sido feita à imagem e semelhança do Criador.

Criação da mulher
 “Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem.
Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada”. (Gênesis 2:21-23)

Mulher mãe
"Ele faz com que a mulher estéril habite em família, e seja alegre mãe de filhos." (Salmos 113:9)
"O Senhor visitou a Sara, como tinha dito, e lhe fez como havia prometido. Sara concebeu, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, de que Deus lhe falara." (Gênesis 21:1-2)

Mulher Sábia
"Toda mulher sábia edifica a sua casa; a insensata, porém, derruba-a com as suas mãos." (Provérbios 14:1)
"Casa e riquezas são herdadas dos pais; mas a mulher prudente vem do Senhor." (Provérbios 19:14)

Mulher Fervorosa
"(...)Levantou-se, pois, Jesus, e o foi seguindo, ele e os seus discípulos. E eis que certa mulher, que havia doze anos padecia de uma hemorragia, chegou por detrás dele e tocou-lhe a orla do manto porque dizia consigo: Se eu tão-somente tocar-lhe o manto, ficarei sã. Mas Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E desde aquela hora a mulher ficou sã." (Mateus 9:19-22)

Mulher Obediente
“Então ele se levantou, e foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou, e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco de água que beba. E, indo ela a trazê-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me agora também um bocado de pão na tua mão. Porém ela disse: Vive o SENHOR teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos. E Elias lhe disse: Não temas; vai, faze conforme à tua palavra; porém faze dele primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui; depois farás para ti e para teu filho. Porque assim diz o SENHOR Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará até ao dia em que o SENHOR dê chuva sobre a terra. E ela foi e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias. Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou; conforme a palavra do SENHOR, que ele falara pelo ministério de Elias.” (1Reis 17:10-16)

Mulher Virtuosa
 “A mulher virtuosa é a coroa do seu marido; porém a que procede vergonhosamente é como apodrecimento nos seus ossos." (Provérbios 12:4)
"Enganosa é a graça, e vã é a formosura; mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada." (Provérbios 31:30)


Mulher da Vida, minha irmã

Cora Coralina

Mulher da Vida, minha Irmã.

De todos os tempos.
De todos os povos.
De todas as latitudes.
Ela vem do fundo imemorial das idades e
carrega a carga pesada dos mais
torpes sinônimos,
apelidos e apodos:
Mulher da zona,
Mulher da rua,
Mulher perdida,
Mulher à-toa.

Mulher da Vida, minha irmã.

Pisadas, espezinhadas, ameaçadas.
Desprotegidas e exploradas.
Ignoradas da Lei, da Justiça e do Direito.
Necessárias fisiologicamente.
Indestrutíveis.
Sobreviventes.
Possuídas e infamadas sempre por
aqueles que um dia as lançaram na vida.
Marcadas. Contaminadas,
Escorchadas. Discriminadas.

Nenhum direito lhes assiste.
Nenhum estatuto ou norma as protege.
Sobrevivem como erva cativa dos caminhos,
pisadas, maltratadas e renascidas.

Flor sombria, sementeira espinhal
gerada nos viveiros da miséria, da
pobreza e do abandono,
enraizada em todos os quadrantes da Terra.

Um dia, numa cidade longínqua, essa
mulher corria perseguida pelos homens que
a tinham maculado. Aflita, ouvindo o
tropel dos perseguidores e o sibilo das pedras,
ela encontrou-se com a Justiça.

A Justiça estendeu sua destra poderosa e
lançou o repto milenar:
“Aquele que estiver sem pecado
atire a primeira pedra”.

As pedras caíram
e os cobradores deram as costas.

O Justo falou então a palavra de equidade:
“Ninguém te condenou, mulher...
nem eu te condeno”.

A Justiça pesou a falta pelo peso
do sacrifício e este excedeu àquela
Vilipendiada, esmagada.
Possuída e enxovalhada,
ela é a muralha que há milênios detém
as urgências brutais do homem para que
na sociedade possam coexistir a inocência,
a castidade e a virtude.

Na fragilidade de sua carne maculada
esbarra a exigência impiedosa do macho.

Sem cobertura de leis
e sem proteção legal,
ela atravessa a vida ultrajada
e imprescindível, pisoteada, explorada,
nem a sociedade a dispensa
nem lhe reconhece direitos
nem lhe dá proteção.
E quem já alcançou o ideal dessa mulher,
que um homem a tome pela mão,
a levante, e diga: minha companheira.

Mulher da Vida, minha irmã.

No fim dos tempos.
No dia da Grande Justiça
do Grande Juiz.
Serás remida e lavada
de toda condenação.

E o juiz da Grande Justiça
a vestirá de branco em
novo batismo de purificação.
Limpará as máculas de sua vida
humilhada e sacrificada
para que a Família Humana
possa subsistir sempre,
estrutura sólida e indestrutível
da sociedade,
de todos os povos,
de todos os tempos.

Mulher da Vida, minha irmã.

 

Declarou-lhe Jesus:
 “Em verdade vos digo
que publicanos e meretrizes
vos precedem no Reino de Deus”.
Evangelho de São Mateus 21, ver.31.


Canção das mulheres

Lya Luft

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco — em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.

Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo “Olha que estou tendo muita paciência com você!”

Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”

Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa, mais um?”

Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro — filho, amigo, amante, marido — não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa — uma mulher.

 

No paraíso da transgressão

Lya Luft

"Vivemos feito bandos de ratos aflitos, recorrendo à droga, à bebida, ao delírio, à alienação e à indiferença, para aguentar uma realidade cada dia mais confusa"

A gente se acostuma a criticar os jovens por eles serem pouco educados, os homens por serem arrogantes, as mulheres por serem chatas, os governos por serem omissos ou incompetentes, quando não mal-intencionados. Políticos sendo acusados de corrupção é tão trivial que as exceções se vão tornando ícones, ralas esperanças nossas. Onde estão os homens honrados, os cidadãos ilustres e respeitados, que buscam o bem da pátria e do povo, independentemente de cargos, poder e vantagens?

Transgredir no mau sentido é natural entre nós. Ladrões e assassinos, mesmo estupradores, recebem penas ridículas ou aguardam o julgamento em liberdade; se condenados, conseguem indultos absurdos ou saem em ocasiões como o Natal, e boa parte deles naturalmente não volta. Crianças continuarão a ser estupradas, inocentes mortos, velhinhos roubados, mulheres trancadas em suas casas, porque a justiça é cega, porque as leis são insensatas e, quando prestam, raramente se cumprem.

Nesta nossa terra, muitos cidadãos destacados, líderes, são conhecidos como canalhas e desonestos, mas, ainda que réus confessos ou comprovados, inevitavelmente se safam. Continuam recebendo polpudos dinheiros. Depois de algum tempo na sombra, feito eminências pardas, voltam a ocupar importantes cargos de onde nos comandam. Assassinos ao volante nem são presos. Se presos, são soltos para o famoso "aguardar o julgamento em liberdade". Centenas e centenas de vidas cortadas de maneira brutal e o assassino, a não ser que acossado pela culpa moral, se tiver moral, logo voltará ao seu dia-a-dia, numa boa. Se invadir a casa de meu vizinho, fizer seus empregados de reféns, der pauladas na sua mulher ou na sua velha mãe e escrever nas paredes com excremento humano frases ameaçadoras, imagino que eu vá para a cadeia. Os bandos de pseudoagricultores (a maioria não sabe lidar na terra) fazem tudo isso e muito mais, e nada lhes acontece: no seu caso, bizarramente, não se aplica a lei.

 

Se sobram muitas vagas nos exames vestibulares, em alguns casos simplesmente se fazem novas provas, provinhas mais fáceis. Leio (se me engano já me desculpo, nem tudo o que se lê é verdadeiro) que, como são poucos os aprovados nos exames da OAB, porque os estudantes saem despreparados demais das faculdades de direito que pululam pelo país, o exame se tornou mais simples: há que aprovar mais gente. Quantidade, não qualidade. Governantes, os bons e esforçados, viram objeto de ódio de adversários cujo interesse não é o bem da comunidade, estado ou país, mas o insulto, o desrespeito, a violência moral do pior nível. Aliás, nesses casos o nível não importa, o que importa é destruir.

Eis o paraíso dos transgressores: a lei é a da selva, a honradez foi para o brejo, a decência tem de ser procurada como fez há séculos um filósofo grego: ao lhe indagarem por que andava pela cidade com uma lanterna acesa em dia claro, declarou: "Procuro um homem honesto". O que devemos dizer nós? Temos pouca liderança positiva, raríssimo abrigo e norte, referências pífias, pobre conforto e estímulo zero, quase nenhuma orientação. A juventude é quem mais sofre, pois não sabe em que direção olhar, em que empreitadas empregar sua força e sua esperança, em quem acreditar nesse tumulto de ideias desencontradas. Vivemos feito bandos de ratos aflitos, recorrendo à droga, à bebida, ao delírio, à alienação e à indiferença, para aguentar uma realidade cada dia mais confusa: de um lado, os sensatos recomendando prudência e cautela; de outro, os irresponsáveis garantindo que não há nada de mais com a gigantesca crise atual, que não tem raízes financeiras, mas morais: a ganância, a mentira, a roubalheira, a omissão e a falta de vergonha. E a tudo isso, abafando nossa indignação, prestamos a homenagem do nosso desinteresse e fazemos a continência da nossa resignação. Meus pêsames, senhores. Espero que na hora de fechar a porta haja um homem honrado, para que se apague a luz de verdade, não com grandes palavras e reles mentiras.


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Março 01, 2009

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                                                     Lya Luft

                                      

Pode tudo

 

Pode a gente chegar de mais uma dessas horrendas viagens de 24 horas e quatro aeroportos e querer respirar: ficar tipo mexicano em hora de siesta, mas meio mundo telefonar com uns convites: a maioria, "sem retribuição pecuniária".

        Aí a gente recusa os que pode (a culpa, a culpa!), aceita de coração um que não devia porque a agenda transbordou, e o resto vai ver depois. Porém aquela afliçãozinha fica roendo, roendo.

        Pode a gente ter estado demais no mundo da lua e esquecer aquele compromisso dez vezes agendado e reconfirmado. Arrumar desculpa ligeiro, mas qual?

        Pode o portão eletrônico da garagem empacar bem no meio do caminho, e a gente por pouco não viu e quase arranca o teto do carro - ainda bem que disso ao menos a gente se salvou.

        Pode então botar o portão no manual, e nunca mais conseguir arrumar. Chega o cara da manutenção, dá aquele sorrisinho, aperta (ou desaperta?) uma virada mais na chave da engenhoca... e com ar de comiseração nem a visita cobra desta vez. O ego começa a murchar.

        Pode a gente estar na mão certa numa esquina fazendo tudo direitinho, mas ser na hora errada, e sair de carro amassado e ego mais desinflado ainda. Corpo dolorido por uns dias, mas ainda bem que ninguém se feriu, e tem o seguro, e blablablá.

        Registrar a idéia de que inferno zodiacal quem sabe chegou com retardo este ano, cuidado-cuidado.

        Pode alguém bater estacas dias a fio numa construção aqui perto, e tudo o que a gente queria era ouvir tranqüilamente aquele Mozart: não há melhor terapia, a não ser as horas da própria, com quem entende a alma da gente, e ainda por cima nos faz sair mais animados de cada sessão.

        Pode a gente ter de reler um capítulo do livro porque alguém quer saber qualquer coisa, e notar que, depois de tantas reedições, continua ali aquele erro besta que a gente certamente esqueceu de registrar pra segunda edição.

        Pode alguém te deixar pendurada no pincel (seja em que parede for), e a gente ter de bancar a grande dama, ser elegante, mas mesmo assim a dor está nas olheiras ou na voz.

        A essa altura, o ego rasteja embaixo do tapete.

        Pode depois de tudo isso dar aquela vontade de fumar todos os cigarros nunca fumados, tomar todos os pilequinhos não tomados, sumir do mundo, passar um mês naquele flat na praia só olhando o mar e pensando bobagem... mas o trabalho espera e o dever chama, ai de nós.

        Mas também pode, depois de um dia de ausência, uma das crianças da casa ter começado a andar e vir em direção da gente naquele passo hesitante-triunfante que enternece até um camicase de pedra, e um sorriso que desmancha todos os males acima descritos.

        E afinal os primeiros sabiás bêbados inauguram a manhã quando ainda está escuro, e aquela velha chama - que não tem nome mas sustenta o mundo - ainda arde em algum canto de nós, e o nosso ego sai voando outra vez por cima de todos os telhados da Terra.

 

Lya Luft, escritora gaúcha.

*Lya Fett Luft nasceu em Santa Cruz do Sul em setembro de 1938. Professora de Literatura, Mestre em Linguística e Literatura Brasileira. Exerceu o magistério superior como professora de Linguística. Sua atividade literária inclui a tradução, principalmente de autores de língua inglesa e alemã, dentre os quais Brecht, Virginia Woolf, Herman Hesse, Thomas Mann e Günther Grass. Iniciou sua carreira literária escrevendo poemas e crônicas para o jornal Correio do Povo. Publicou livros de poemas, romances e novelas, tendo textos seus adaptados para o teatro. Sua primeira obra de ficção foi As parceiras, em 1980, seguindo-se A asa esquerda do anjo, Reunião de família, O quarto fechado, Exílio e A sentinela. Publicou também O lado fatal, coletânea de poemas, e ainda Mulher no palco e O Rio do Meio, que obteve o prêmio de melhor obra de 1996 da Associação de Críticos de Arte de São Paulo.

 

Uma pequena e singela homenagem à nossa querida escritora no mês das mulheres - 8 de março - Dia Internacional da Mulher.

 

 

Palavras-chave: Escritores, Literatura

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Fevereiro 04, 2009

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Rubem Alves

parte 1

 

Rubem Alves

parte 2

 

 

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Janeiro 24, 2009

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 Eça de Queiroz

 

Em novembro de 1845 nascia na cidade de Povoa do Varzim o grande escritor Eça de Queiroz. Filho de mãe solteira, passou a infância na casa dos avós paternos num Vilarejo chamado “Verde Milho” no distrito de Aveiro. Seu pai, ido daqui do Brasil era Juiz na cidade de Viana do Castelo; com a sociedade hipócrita daquele tempo, para não abalar a sua reputação como juiz, não o reconheceu como filho. Só mais tarde o fez casando com a mãe.

Cursou o secundário na cidade do Porto e a Faculdade de Direito na Universidade de Coimbra. Na sala de aula era uma figura! Ele e mais alguns colegas como Antero de Quental e Guerra Junqueiro, que mais tarde atingiriam o firmamento literário, sentavam na última fila; era a famosa turma da coelheira. Enquanto o professor dava aula eles jogavam damas abaixados de trás dos outros. Um ficava de plantão atento à aula do professor, para que se o mestre se dirigisse a algum deles, este soprava baixinho as respostas. Dizia que não estudava para não “contrair a imbecilidade dos Lentes” (professores), e o Guerra Junqueiro dizia: “Para a faculdade dar alguma luz será necessário incendiá-la”.

Admiro-o pela elegância, pela forma, a imagem, a maneira luxuosa de vestir a idéia e, sobretudo pelo modo como combate a mediocridade e a corrupção da sociedade de seu tempo, que ainda hoje perdura, e que fora tão tristemente transplantada no Brasil.

Durante muitos anos, em Portugal, foi o mais discutido dos desconhecidos. Viveu quase sempre no estrangeiro. Como diplomata vivera em Cuba, Inglaterra e Paris – mas nesse tempo os portugueses não viajavam: ir a Paris ou a Londres era uma aventura que marcava um homem durante uma vida. Nestas condições, era natural e lógico, num país de imaginação pronta e juízos fáceis, que se formasse uma lenda em volta daquele autor.

O aparecimento d´O Crime do Padre Amaro foi um escândalo. Era um ataque à Igreja! – e, contudo, com um pouco de ponderação, seria fácil descortinar no autor – que ao refundir o seu livro lealmente lhe introduzira a figura do padre Ferrão – não a intenção de visar a Igreja, mas apenas o padre funcionário público, para quem o sacerdócio era uma carreira em vez de uma vocação.

Na Relíquia, a mesma coisa. Nunca ninguém entendeu o nojo que era a carolice cheia de bafio e bolor da Titi Patrocínio.

Com o Primo Basílio, repete-se o caso. O romance que é, na realidade, a condenação do adultério – tão exaltado e poetizado na velha literatura romântica – e do meio social que o torna quase inevitável, pareceu logo um ataque impudente à família e uma investida contra os bons costumes. E assim Eça de Queiroz, inimigo da religião, passou a ser genericamente "inimigo da moral".

No tipo do Conselheiro Acácio, a burrice solene e burocrática (nunca lhe foi completamente perdoado!), nas ironias cruéis sobre os ridículos portugueses, viu-se em lugar do rude ataque que realmente representavam aos princípios e às modas que então prejudicavam e continuam prejudicando a evolução da sociedade portuguesa, a prova do mais arraigado antipatriotismo.

Com o aparecimento de A Cidade e as Serras, que alterava a velha fórmula, logo uma definição surgiu, fácil, lapidar e simplista: Eça de Queiroz foi “um demolidor que se arrependeu”. A frase pegou – e ainda hoje, quer admiradores quer detratores a falam. Eu não acredito. Arrependimento pressupõe crime. Onde está realmente o crime? – Em ter ridicularizado o que era ridículo e estigmatizado o que era erro? Podíamos falar em arrependimento se víssemos Eça de Queiroz, nos últimos livros cumprimentar respeitosamente o padre Amaro, exaltar o talento do conselheiro Acácio, apertar a mão honrada de Basílio, e falar das virtudes conjugais da pobre Luísa! O que vemos, porém, é muito diverso: cansado de malhar uma sociedade que não parecia querer emendar-se, uma política que cada vez mais se afogava no atoleiro parlamentar, mudou de assunto. Farto da cidade e do século foge para o campo e então temos A Ilustre Casa de Ramires e A Cidade e as Serras, livros de transição, e depois as vidas de Santos, livros de repouso.

Aqui já não cabe a ironia que é uma arma, nem o humorismo que é uma forma de desprezo, porque deixou de haver motivo de combate e de sarcasmos. A doçura aparece porque os assuntos são doces. Aqui não há Amaros, nem Basílios, nem Acácios nem Conde de Abranhos, nem partidos, nem advogados espertos, nem convencionalismos falsos, nem mediocridades triunfantes. Há a simplicidade primitiva do campo e as exaltações espirituais da vida rural.

Não resisto a transcrever algumas frases da sua apreciação do campo:

“Como a inteligência aqui no campo se liberta!... A vida é essencialmente vontade e movimento; e naquele campo plantado de milho, vai todo um mundo de impulsos, de forças que se revelam, e que atingem a sua expressão suprema, que é a forma. E todas belas!... nunca duas folhas de hera, quer na verdura ou recorte se assemelham! Olha aquele castanheiro. Há três semanas que cada manhã o vejo, e sempre me parece outro... a sombra, o sol, o vento, as nuvens, a chuva, incessantemente lhe compõem uma expressão diversa e nova, sempre interessante. Nunca a sua companhia me parece fartar. “É pena que não converse, alguém murmurou”! Como, que não converse? Mas é justamente um conversador sublime! Está claro, não tem ditos, nem parola teorias, "ore rotundo". Mas nunca eu passo junto dele que não me sugira um pensamento ou me não desvende uma verdade. Ainda hoje quando voltava de pescar as trutas, parei; e logo ele me fez sentir como toda a sua vida de vegetal é isenta de trabalho, de ansiedade, do esforço que a vida humana impõe; não tem que se preocupar com o sustento, nem com o vestido, nem com o abrigo; filho querido de Deus, Deus o nutre, sem que ele se mova ou se inquiete... e é esta segurança que lhe dá tanta graça e tanta majestade."

Afinal, se houve algumas vezes intenção moralizadora na sua obra, foi nos primeiros livros. Nos últimos creio que houve essencialmente intenção artística. Foi, como todos nós, moralista e inquieto aos 25 anos e cheio de tolerância aos 50. (Taveiros)

Palavras-chave: Literatura

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

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