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Abril 17, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

Prezados alunos da FCSH turma de LB - História e Antologia 

Peço que retirem os textos corrigidos na secretaria Pró-Aluno. Estão nos "caninhos".

Excepcionalmente, a resenha que seria para o dia 14/4 entreguem no dia 23/4 por causa do feriado do dia 21 de abril.

Leitura: CÂNDIDO, António e CASTELLO, José Aderaldo. Presença da Literatura Brasileira. História e Antologia. 12.ª. São Paulo: Bertrand Brasil, 1996.

Nas pastas 380 e 481 estão os textos para as próximas aulas, até o final do mês. 

Profa. Ana

 

A FIM/AFIM
 
Afim: parente por afinidade; semelhante. Não podem casar os afins.
A fim (de): para. Ele veio a fim de ajudar.
 
ENFIM/ EM FIM
 
ENFIM = finalmente. Enfim sós.
EM FIM =  no final. Ele está em fim de carreira.
 
SE NÃO/ SENÃO

SE NÃO: caso não. Viajarei se não chover.
SENÃO : caso contrário; a não ser; mas. Vá, senão eu vou.
 

Palavras-chave: Gramática, Literatura, Textos

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Abril 16, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

http://proinov.moodle-pt.com.pt/course/view.php?id=72&topic=4

 

Mantem-se ou mantém-se?

 

- O estado clínico do paciente _________________ inalterado.

 

Devemos escrever esta forma verbal com ou sem acento?

O verbo “manter”, tal como os outros verbos derivados de ter (deter, reter, etc.), tem acento agudo na 3.ª pessoa do singular do presente do indicativo. Observe-se:

 

Ter

Manter

Deter

Eu tenho

Eu mantenho

Eu detenho

Tu tens

Tu manténs

Tu deténs

Ele tem

Ele mantém

Ele detém

Nós temos

Nós mantemos

Nós detemos

Vós tendes

Vós mantendes

Vós detendes

Eles têm

Eles mantêm

Eles detêm

Sendo assim aqui está a resposta:

- O estado clínico do paciente mantém-se inalterado.

Observe que nem tudo mudou com o Novo Acordo Ortográfico. O verbo "manter", derivado de "ter", por exemplo, continua recebendo o acento nas formas oxítonas terminadas por "-em". Sua particularidade está na forma de distinguir a terceira pessoa do singular da terceira do plural.

Todos os derivados de "ter" e de "vir" recebem acento agudo na terceira pessoa do singular e o circunflexo na terceira do plural.

Assim: ele mantém, eles mantêm; ele entretém, eles entretêm; ele intervém, eles intervêm; ele provém, eles provêm etc.

 

Palavras-chave: Gramática, Ortografia, Português

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http://proinov.moodle-pt.com.pt/course/view.php?id=72&topic=4

 

Há dúvidas no emprego do hífen?

Aqui vai a explicação e com alguns exemplos. Como regra geral só se liga por hífen os elementos das palavras compostas que mantém a noção de composição, isto é, os elementos das palavras compostas que mantém a sua independência fonética, conservando cada um a sua própria acentuação, porém formando o conjunto perfeita unidade de sentido.

É o caso de:

amor-perfeito, dedo-duro, mau-caráter, pára-raios, ponto-e-vírgula, matéria-prima

Além disso, emprega-se o hífen para:

separar as sílabas de uma palavra.
me-lan-ci-a, li-vro, pás-sa-ro, ca-der-no

ligar ao verbo os pronomes oblíquos átonos enclíticos ou mesoclíticos.
amá-lo, convidar-me-ão, consultaram-nos, vou-lhe contar

ligar os elementos dos adjetivos compostos.
austro-húngaro, econômico-financeiro

ligar os sufixos -açu (=grande), -guaçu (=grande) e -mirim (=pequeno) à palavra anterior, quando esta terminar em vogal graficamente acentuada, ou se a pronúncia o exigir.
cajá-mirim, capim-açu, sabiá-guaçu


Hífen com prefixos

» Os prefixos além, aquém, recém, vice, ex (= anterior), pós, pré, pró (tônicos) sempre se separam por hífen.
além-túmulo, ex-aluno, pós-glacial, pré-romântico, pré-escolar, aquém-fronteiras, ex-deputado, pós-operatório, recém-casado, vice-presidente

» Os prefixos auto, contra, extra, infra, intra, neo, proto, pseudo, semi, supra, ultra separam-se por hífen se a palavra seguinte começar por vogal ou por h, r ou s. contra-senso, infra-estrutura, supra-sensível, contra-indicação, intra-arterial, supra-sumo, extra-oficial, supra-renal, ultra-som

» Os prefixos ante, anti, arqui, sobre separam-se por hífen se a palavra seguinte começar por h, r ou s. ante-sala, anti-higiênico, anti-herói, anti-social, anti-rábico, arqui-secular

» Os prefixos ab, ad, ob, sob, sub separam-se por hífen se a palavra seguinte começar por r. ab-rogar, ad-rogar, ob-reptício, sob-roda, sub-região

» Os prefixos pan, mal, circum, separam-se por hífen se a palavra seguinte começar por vogal ou por h. pan-americano, pan-helenismo, mal-educado, mal-humorado, circum-adjacente, circum-hospitalar

» Os prefixos super, inter separam-se por hífen se a palavra seguinte começar por h ou r. super-homem, super-humano, super-realismo, inter-relação, inter-helênico

» O prefixo bem deve ser separado por hífen sempre que se ligar a um elemento que possui existência autônoma na língua. bem-aventurado, bem-casado, bem-educado, bem-vindo, bem-humorado

» Emprega-se o hífen nas palavras formadas com não, quando esta funcionar como prefixo de negação. não-metal, não-verbal, não-violência.

Os prefixos oxítonos terminados em "-em", graficamente acentuados, sempre são presos por hífen ao termo subsequente. É o que justifica grafias como "além-mar", "além-túmulo", "além-fronteiras", "aquém-mar", recém-nascido, recém-inaugurado, recém-empossado etc.

Note que o hífen nesses casos independe da letra inicial do segundo termo. Ele ocorre em qualquer situação. Essa regra não sofreu alteração com a reforma ortográfica.

Palavras-chave: Gramática, Ortografia, Português

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As palavras paroxítonas terminadas em “-oo” agora perdem o acento circunflexo. Assim, no lugar de “vôo”, temos “voo”, “enjôo” muda para “enjoo” e assim por diante.

Esse tipo de formação ocorre sobretudo nas formas verbais de primeira pessoa do singular do presente do indicativo dos verbos terminados em “-oar” e em “-oer”. Assim: eu magoo (magoar), eu perdoo (perdoar), eu abençoo (abençoar), eu doo (doar), eu coo (coar), eu moo (moer), eu roo (roer) etc.

A forma reduzida de “zoológico”, “zoo”, também perde o acento.

O Novo Acordo Ortográfico determina a supressão do acento circunflexo das formas verbais terminadas em “-eem”. São palavras paroxítonas cujo acento gráfico é, de fato, desnecessário.

Essas formas aparecem nos verbos “crer”, “ler” e “ver” conjugados na terceira pessoa do plural do presente do indicativo (eles creem, eles leem, eles veem) e no verbo “dar” conjugado na terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo (que eles deem), bem como em seus derivados.

Vale observar que, embora não seja um derivado de “ver”, o verbo “prover” se conjuga como ele por analogia. Vale, portanto, a nova regra também para o verbo “prover”: eles proveem. 

É importante levar em consideração que os acentos dos verbos “ter” e “vir” e de seus derivados não sofreram alteração. Assim, continuamos empregando as formas “ele tem”/ “eles têm” e “ele vem”/ eles vêm”. Seu derivados, por serem palavras oxítonas (não monossílabos), devem ser acentuados tanto na terceira pessoa do singular como na do plural (o que já ocorre com as demais oxítonas terminadas em “-em”, como “vintém”, “refém”, “ninguém” etc). Varia, como sabemos, o tipo de acento: agudo no singular e circunflexo no plural. Daí as formas “ele mantém”/ “eles mantêm” e “ele intervém”/ “eles intervêm”. 

Como as oxítonas terminadas em “-ens” também são acentuadas, as formas de segunda pessoa do singular desses verbos são igualmente acentuadas. Assim: tu manténs, tu deténs, tu reténs, tu intervéns, tu provéns etc.

fonte: GazetaWeb.com 

Palavras-chave: Gramática, Ortografia, Português

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Na Língua Portuguesa, há quatro maneiras diferentes de se grafar o porquê:


1) Porquê (junto, com acento): É um substantivo, portanto deverá ser usado, quando surgir, antes dele, uma palavra modificadora – artigo (o, os, um, uns), pronome adjetivo (meu, esse, quanto) ou numeral (um, dois, três, quatro). Como é um substantivo, admite plural: porquês.

Exemplos:

— Ninguém sabe o porquê de tanto desdém.
— Quantos porquês! Pare de fazer-me perguntas.


2) Por quê (separado, com acento): É a junção da preposição por com o substantivo quê, que só é usado em final de frase. Aliás, sempre que a palavra "que" for usada em final de frase deverá ser acentuada, independentemente do elemento que surja antes.

Exemplos:

— Você não me telefonou ontem por quê?
— Nem eu sei por quê.
— Você está rindo de quê?
— Você procurou-me para quê?


Nota 1:
A palavra "que" será acentuada, quando estiver antecedida por uma palavra modificadora, ou quando for uma interjeição que designa espanto.

Exemplos:

— Ela tem um quê de mistério.
— Quê? Ela esteve aqui, e você não me avisou?


Nota 2: Quando, anteriormente ao "que", surgir a palavra "o", "a", "os" ou "as", teremos pronome demonstrativo (o, a, os, as), com o mesmo valor de "aquele, aquela, aquilo", e pronome relativo (que). No caso de "a que", também pode ser a preposição "a".

Exemplos:

— Não entendi o que você falou = Não entendi aquilo que você falou.
— Dos concorrentes, o vencedor será o que mais votos obtiver = Dos concorrentes, o vencedor será aquele que mais votos obtiver.
— A peça a que assisti é maravilhosa.
 (Esse "a" é preposição)


3) Por que (separado, sem acento): 

a) É a junção da preposição por com o pronome interrogativo que; significa por que motivo, por qual razão.

Exemplos:

— Por que o professor faltou hoje? = Por qual razão o professor faltou?
— Não sei por que o professor faltou hoje = Não sei por qual motivo o professor faltou hoje.


b) É a junção da preposição por com o pronome relativo que; pode ser substituído por pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas quais ou por qual. Exemplos:

—O aperto por que passei foi terrível = O aperto pelo qual passei foi terrível.
— A causa por que luto é nobilíssima = A causa pela qual luto é nobilíssima.


4) Porque (junto, sem acento): É uma conjunção, portanto estará ligando duas orações, indicando causa (= já que), explicação (= pois) ou finalidade (= para que).

Exemplos:

— O espetáculo não ocorreu, porque o cantor estava gripado = O espetáculo não ocorreu já que o cantor estava gripado.
— Estudem, porque consigam a aprovação = Estudem para que consigam a aprovação.
— Pare de falar, porque está atrapalhando-me = Pare de falar, pois está atrapalhando-me.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/fovest/usodoporque.shtml

Palavras-chave: Gramática, Ortografia, Português

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Postado por Ana A. S. Cesar

Uso de “A” ou “HÁ”

 indica tempo que já passou, como no exemplo: “Eu parei de fumar  algum tempo”.

A indica o tempo que ainda vai passar, como no exemplo: “Daqui a alguns anos, eu morrerei”.

Uso de “A CERCA DE”, “HÁ CERCA DE” ou “ACERCA DE”

A CERCA DE indica distância, como na frase “Trabalho a cerca de 10 quilômetros da minha casa”;

HÁ CERCA DE indica tempo aproximado, como no exemplo “Te conheço há cerca de 20 anos”

ACERCA DE é o mesmo que A RESPEITO DE, como no exemplo “Na reunião falamos acerca de seu desempenho”.

Uso de AO ENCONTRO DE ou DE ENCONTRO A

AO ENCONTRO DE é utilizado em uma situação favorável, como na frase “Sua oferta vai ao encontro de minhas expectativas. Aceito!”

DE ENCONTRO A indica uma situação de oposição, como no exemplo “Seus interesses vão de encontro aos meus. Não dá certo!”

Uso de “AFIM” ou “A FIM”

AFIM é um adjetivo que passa a idéia de igualdade, semelhança, afinidade. Exemplo: “Somos amigos pois temos idéias afins

A FIM é o mesmo que “para”, e indica finalidade. Exemplo: “Saí na balada a fim de diversão”

Uso de “AO INVÉS DE” ou “EM VEZ DE”

EM VEZ DE indica substituição, como no exemplo: “Coma verduras e legumes em vez de frituras para ter uma boa saúde”.

AO INVÉS DE apresenta idéia contrária, uma oposição. Por exemplo: “Você deve falar ao invés de só escutar”

Dica: se está na dúvida, use a expressão EM VEZ DE, já que pode ser utilizada em qualquer situação, em qualquer sentido.

Uso de “AO NÍVEL DE” ou “EM NÍVEL DE”

AO NÍVEL DE significa “à mesma altura”, como no exemplo “A cidade do Rio de Janeiro fica ao nível do mar, enquanto Brasília é mais alto”

EM NÍVEL DE é o mesmo que “no âmbito de” e indica escopo. Exemplo: “A decisão foi tomada em nível de direção, não cabe recurso”

Dica: por favor, aprenda que não existe a expressão “a nível de” como muitos gostam de falar por aí.

Uso de “AONDE” ou “ONDE”

AONDE é utilizado com verbos que indicam movimento, como na frase “Aonde estamos indo?”

ONDE é utilizado com verbos estáticos, como em “Onde está a minha carteira?”

Dica: o termo “onde” é utilizado para se referir a espaços físicos, como em “A sala onde ficará a equipe”. NUNCA utilize frases do tipo “O item da proposta onde é tratado o assunto…”. O correto seria “O item da proposta em que é tratado este assunto…”

Uso de “A PRINCÍPIO” ou “EM PRINCÍPIO”

EM PRINCÍPIO é o mesmo que “em tese”, “de um modo geral”, como na frase “Em princípio, achei você uma pessoa muito legal”

A PRINCÍPIO significa “começo”, “início”, como na frase “A princípio, achei você uma pessoa muito legal. Mas depois percebi que me enganei.”

Uso de “DEMAIS” ou “DE MAIS”

DEMAIS pode ser usado como advérbio de intensidade no sentido de “muito”, e também como pronome indefinido no sentido de “outros”. Como na frase “A situação deixou os demais candidatos chateados demais!”

DE MAIS é o oposto de “de menos” e são sempre referidos a um substantivo ou pronome. Exemplo: “Existem candidatos de mais para eleitores de menos“.

Uso de “EM FACE DE” ou “FACE A”

Não existe a expressão “FACE A” na língua portuguesa. Dessa forma, apenas é permitido utilizar a expressão EM FACE A. Exemplo: “Em face do aumento do dólar, não vou viajar para o exterior”

Uso de “DENTRE” ou “ENTRE”

ENTRE é utilizado nos casos em que o verbo não exige a preposição de, como no exemplo: “Entre as pessoas desta sala, tenho mais chance.”

DENTRE já tem o uso mais limitado. Significa “no meio de” e é fruto da união da s preposições de + entre. Mas para que esta união ocorra, o verbo precisa exigir a preposição de. Veja exemplos:

Ex 1 - “Ele ressurgiu dentre as pessoas” - quem ressurge, ressurge de algum lugar. Neste caso, de onde? De entre as pessoas, ou do meio das pessoas.

Ex 2 - “Os músicos saíram dentre as primeiras filas” - quem sai, sai de algum lugar. De onde? Do meio das primeiras filas

Uso de “ESTE”, “ESSE” ou “AQUELE”

Os pronomes demonstrativos ESTEESSE AQUELE precisam de um pouco de atenção no seu uso, cujas diferenças recorrem ao espaço em relação às três pessoas do discurso, o tempo verbal e a proximidade com os termos da oração.

- Pronome ESTE

  • Espaço: Indica o que está próximo da pessoa que fala - “Esta proposta é excelente!”
  • Tempo: atual - “Esta semana ligarei para você.”
  • Proximidade com Termos: refere-se ao termo mais próximo - “Joana e Angélica estiveram aqui. Esta (Angélica) é mais inteligente.”

- Pronome ESSE

  • Espaço: indica o que está próximo da pessoa com quem se fala - “Esse desafio vai mexer com você!”
  • Tempo: passado próximo - “Casei em 2006. Nesse ano meu filho nasceu.”
  • Proximidade com Termos: refere-se à idéia mais mencionada - “Leia o Minha Gestão. Esse site é fantástico.”

- Pronome AQUELE

  • Espaço: indica o que mais distante da pessoa que fala e da pessoa com quem se fala - “Aquela proposta que perdeu era muito ruim!”
  • Tempo: passado distante - “Os carros daquela época eram muito melhores.”
  • Proximidade com Termos: refere-se ao termo mais distante - “Me formei em duas faculdades, medicina e direito. Aquela (medicina) foi muito mais difícil.”

Dica: o pronome este também pode indicar uma idéia que ainda vamos mencionar, como no exemplo: “Vamos debater este assunto: ganhar dinheiro.”

Uso de “HAJA VISTA” ou “HAJA VISTO”

HAJA VISTA é a única expressão correta, pois neste contexto a palavra “vista” é invariável. Mas o verbo “haver” admite concordância com o substantivo a que se refere.

- Ex 1: “Haja vista o ocorrido, não irei trabalhar”

- Ex 2: “Hajam vista os acontecimentos, não irei trabalhar”

Dica: como a expressão “Haja Visto” não existe, deve-se dar a preferência ao uso da forma invariável HAJA VISTA.

Uso de “MAIS”, “MAS” ou “MÁS”

MAIS é utilizado tanto como advérbio de intensidade - “Eu sou mais bonito que você” - como pronome indefinido - “Eu quero mais amor”.

MAS é uma conjunção adversativa e indica oposição, como no exemplo: “Eu saí,mas não cheguei lá”

MÁS é um adjetivo, e utilizado como antônimo de “boas”: “As más ações levam você para o inferno”

Uso de “MAU” ou “MAL”

MAU é o oposto de “bom”, como no exemplo: “Eu sou mau. Vou para o inferno”

MAL é o oposto de “bem”, como no exemplo: “Ele fala muito mal

Uso de “POR” ou “PÔR”

POR é preposição: “Por favor, reze por mim”

PÔR é verbo, o mesmo que “colocar”: “Vou pôr o livro sobre a estante”

Uso de “POR QUE”, “PORQUE”, “POR QUÊ” ou “PORQUÊ”

O uso dos porquês não é tão simples, precisa de um pouco de atenção. Para facilitar o seu entendimento, podemos usar o eficiente mecanismo de substituição:

Usa-se o POR QUÊ se puder substituir por “por qual motivo”, como no final da frase “Você me odeia tanto por quê?

Usa-se o PORQUÊ se puder substituir por “o motivo”, como na frase “Não sei porquê tenho que estudar tanto!”

Usa-se o POR QUE se puder substituir por “por que motivo”, como na frase “Eu sei por que você não me liga mais!”

Usa-se o PORQUE se puder substituir por “porquanto”, como na frase “Não vi porque sou cego.”

Uso de “SE NÃO” ou “SENÃO”

SE NÃO é o mesmo que “caso não”, como na frase “Se não dormir mais cedo, vou acordar mais tarde”

SENÃO é o mesmo que “do contrário”, como na frase “Eu estava dormindo, senão atenderia”; ou o mesmo que “a não ser”, como na frase “Não faço outra coisa senão amar você”

Uso de “TÃO POUCO” ou “TAMPOUCO”

TÃO POUCO é o mesmo que “muito pouco”, como no exemplo “Ganho tão pouco que não dá nem pro cafezinho”

TAMPOUCO é o mesmo que “também não”, como no exemplo “Não comi a salada tampouco a sobremesa”

Uso de “TODO” ou “TODO O”

TODO indica “qualquer”, como na frase “Todo homem gosta de futebol”; ou é o mesmo que “muito”, como no exemplo “Fiquei todo molhando andando na chuva”

TODO O significa “inteiro” ou “total”, e pode ser observado no exemplo “Todo o jantar foi servido e consumido”

 

Raphael Roale em http://cariocanocerrado.com/2008/10/16/20-dicas-de-portugues-

 

Palavras-chave: Gramática, Ortografia, Português

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Março 26, 2009

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Os verbos abaixar e baixar tinham o mesmo significado? E também vamos esclarecer o A ou . Então, vamos lá:

 

Baixar

do Lat.  bassiare

v. tr.,

pôr em baixo;

apear;

arrear;

fazer descer;

inclinar para baixo;

abater, humilhar;

empar;

v. int.,

diminuir em altura, em valor, em prestígio;

descer;

ser inferior;

ficar abaixo;

ser expedido (ordem, aviso);

v. refl.,

curvar-se;

fig.,

humilhar-se;

submeter-se.

 

Abaixar

 

de baixar

v. tr.,

pôr abaixo;

dirigir para a parte inferior;

fazer descer;

diminuir (altura, temperatura, etc. );

fig.,

humilhar, aviltar;

reprimir;

v. refl.,

curvar-se inclinando-se ou dobrando-se;

humilhar-se, submeter-se.

 

Exemplos:

·         Vou baixar aquela música, aquele vídeo.

·         Aquela loja baixou os preços.

·         Aquela loja abaixou os preços.

·         Um abaixou mais, o outro também vai abaixar.

·         Na linguagem marinheira, baixou é o mesmo que "sair de licença"; "estar de folga"; "estar liberado".  O marinheiro Pedro baixou terra. Ele foi liberado.

·         Vou me abaixar (no sentido de agachar; quando nos agachamos). Ato dos seres humanos.

·         Ela abaixou a cabeça e foi embora.

·         Abaixa o facho! - como quem diz: seja mais humilde.

 

A  ou Há?

Para saber se você deve usar “a” ou “há” segue algumas dicas para facilitar a eliminação de dúvidas a esse respeito:

Usa-se “há” quando o verbo “haver” é impessoal, tem sentido de “existir” e é conjugado na terceira pessoa do singular.

Exemplo: Há um modo mais fácil de fazer essa massa de bolo.
Existe um modo mais fácil de fazer essa massa de bolo.

Ainda como impessoal, o verbo “haver” é utilizado em expressões que indicam tempo decorrido, assim como o verbo “fazer”.

Exemplos: Há muito tempo não como esse bolo.
Faz muito tempo que não como esse bolo.

Logo, para identificarmos se utilizaremos o “a” ou “há” substituímos por “faz” nas expressões indicativas de tempo. Se a substituição não alterar o sentido real da frase, emprega-se “há”.

Exemplos: Há cinco anos não escutava uma música como essa.
Substituindo por faz: Faz cinco anos que não escutava uma música como essa.

Quando não for possível a conjugação do verbo “haver” nem no sentido de “existir”, nem de “tempo decorrido”, então, emprega-se “a”.

Exemplos: Daqui a pouco você poderá ir embora.
Estamos a dez minutos de onde você está.

Importante: Não se usa “Há muitos anos atrás”, pois é redundante, pleonasmo. Não é necessário colocar “atrás”, uma vez que o verbo “haver” está no sentido de tempo decorrido.

Palavras-chave: Gramática, Língua

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Março 14, 2009

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1) Pleonasmo - [Do gr. pleonasmós, ‘superabundância’, pelo lat. tard. pleonasmu.]
1.E. Ling. Redundância de termos que em certos casos têm emprego legítimo, para conferir à expressão mais vigor, ou clareza. Ex.: Vi com estes olhos que a terra há de comer.

2) Trata-se de termo genérico, que tanto pode adornar a linguagem, como torná-la feia e sem encanto. No primeiro caso, em que se busca dar força à expressão, chama-se pleonasmo de estilo. Ex.: "Vi com meus próprios olhos". No segundo caso, caracteriza vício da linguagem e chama-se pleonasmo vicioso, porquanto, longe de enfeitar o estilo, apenas repete desnecessariamente idéia já referida. Ex.: "Subir para cima".

3) Expressões com pleonasmo de estilo trata-se de construção irrepreensível, porque "o pleonasmo deixa de considerar-se vício para classificar-se como figura desde que, sem tornar deselegante a frase, contribua para dar maior relevo à idéia".1

4) Quanto à Tautologia (de tautos, em grego, que exprime a idéia de mesmo, de idêntico), trata-se de outra denominação que recebe o pleonasmo vicioso e se caracteriza pela seguida repetição, por meio de palavras diferentes, de um pensamento anteriormente enunciado, baseando-se "no desconhecimento da verdadeira significação dos termos empregados, provocando redundância ou condenável demasia verbal".2

5) Além dos lapsos mais comuns nesse campo (subir para cima, descer para baixo, entrar para dentro, sair para fora, menino homem...) e verificáveis até com perfunctório cuidado, há outros de identificação mais difícil, mas que, de igual modo, devem ser evitados, ainda que à custa de maior atenção: breve alocução (alocução já significa um discurso breve), monopólio exclusivo (está ínsita em monopólio a idéia de exclusividade), principal protagonista (protagonista já é o personagem principal), manusear com as mãos (manusear já tem por radical, em latim, a idéia de atuar com as mãos), preparar de antemão (por força do prefixo latino pre, preparar já tem em si a idéia de anterioridade), prosseguir adiante (não há como prosseguir para trás, já que o prefixo latino pro tem o significado de movimento para a frente), prever antes (por força do prefixo latino pré, significando anterioridade, prever depois não é prever), prevenir antecipadamente (o prefixo latino pre já traz em si a idéia de anterioridade), repetir de novo (em razão do prefixo latino re, repetir já significa atuar de novo), boato falso (boato já significa um relato sem correspondência com a verdade).
Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir: 

- elo de ligação
- acabamento
final
- certeza
absoluta
- quantia
exata
- nos dias 8, 9 e 10,
inclusive
- juntamente
com
-
expressamente proibido
- em duas metades
iguais
- sintomas
indicativos
- há anos
atrás
- vereador
da cidade
-
outra alternativa
- detalhes
minuciosos
- a razão é
porque
- anexo
junto à carta
- de sua
livre escolha
- superávit
positivo
-
todos foram unânimes
- conviver
junto
- fato
real
- encarar
de frente
- multidão
de pessoas
- amanhecer
o dia
- criação
nova
- retornar
de novo
- empréstimo
temporário
- surpresa
inesperada
- escolha
opcional
- planejar
antecipadamente
- abertura
inaugural
-
continua a permanecer
- a
última versão definitiva
-
possivelmente poderá ocorrer
- comparecer
em pessoa
- gritar
bem alto
- propriedade
característica
-
demasiadamente excessivo
- a seu critério
pessoal
- exceder
em muito

Note que todas essas repetições são dispensáveis.

Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada?  É óbvio que não. 

Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia. Verifique se não está caindo nesta armadilha.

6) Nem sempre é fácil identificar tautologias, quer por desconhecimento do real significado das palavras, quer porque há expressões que estão enraizadas no uso e são de difícil expurgo: abertura inaugural, acabamento final, detalhes minuciosos, metades iguais, empréstimo temporário, encarar de frente, planejar antecipadamente, superávit positivo, vereador da cidade.

 

 

Palavras-chave: Gramática, videopost

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Fevereiro 21, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

 

 

 

 

ESSE OU ESTE:

a) Este, esta e isto são usados para objetos que estão próximos do falante. Em relação

ao tempo, é usado no presente.

Exemplos: Este brinco na minha orelha é meu.

Este mês vou comprar um sapato novo.

Isto aqui na minha mão é de comer?

b) Esse, essa, isso são usados para objetos que estão próximos da pessoa com quem

se fala, ou seja, da 2ª pessoa (tu, você). Em relação ao tempo é usado no passado ou

futuro.

Exemplos: Esse brinco na sua orelha é seu?

Esse mês que virá vai ser de muita prosperidade!

Isso que você pegou na geladeira é de comer?

Quando ficar com dúvida a respeito do uso de “esse” ou “este” lembre-se: “este” (perto

de mim, presente) e “esse” (longe de mim, passado e futuro).

ENCIMA OU EM CIMA?

Por muitas vezes ficamos em dúvida sobre a grafia correta das seguintes palavras:

“encima” e “em cima”. Qual é a correta ou qual devo usar?

A palavra “encima” vem do verbo “encimar” conjugado ou na terceira pessoa do singular

do indicativo ou na segunda pessoa do singular do imperativo. Tem significado de

“colocar em cima de”, “coroar”, “algo situado acima de”, “elevar”. Observe:

1. O slogan criado encima toda a campanha.

2. O gerente foi encimado diretor do departamento financeiro.

Já a expressão “em cima” é um advérbio ou preposição e significa “na parte mais

elevada”, “na parte superior”, “sobre”, e é antônimo de “embaixo”. Veja:

1. Esse livro estava em cima da cômoda ou embaixo?

2. Pode colocar em cima da mesa, por favor.

Curiosidade: Por que embaixo se escreve junto e em cima separado? Isso ocorre por

uma questão de fonética e também de ortografia. Os fonemas bilabiais “m” e “b” se

adaptam facilmente na língua portuguesa, além de ser admitida a união entre os

mesmos. Agora, no caso de “em cima” seria necessária a troca do “m” pelo “n”, o que

não é aceito ortograficamente, contudo, é muito comum encontrarmos “encima”.


 

 

 

 

 


FORMA E GRAFIA DE ALGUMAS PALAVRAS

Mas/Mais:

- Mas: conjunção adversativa, equivale a porém, contudo, entretanto:

Ex.: Tento não sofrer, mas a dor é muito forte.

- Mais: pronome ou advérbio de intensidade, opõe-se a menos:

Ex.: É um dos garotos mais bonitos da escola.

Onde/Aonde:

- Onde: lugar em que se está ou que se passa algum fato:

Ex: Onde você foi hoje?

- Aonde: indica movimento (refere-se a verbos de movimento):

Ex: Aonde você vai?

Que/Quê:

- Que: pronome, conjunção, advérbio ou partícula expletiva:

Ex: Convém que o assunto seja esquecido rapidamente.

- Quê: monossílabo tônico, substantivo, ou interjeição.

Ex: Você precisa de quê?

Mal/Mau:

- Mal: advérbio (opõe-se a bem), como substantivo indica doença, algo prejudicial:

Ex: Ele se comportou muito mal. (advérbio)

Ex: A prostituição infantil é um mal presente em todas as partes do Brasil. (substantivo)

- Mau: adjetivo (ruim, de má qualidade)

Ex: Ele não é um mau sujeito.

Ao encontro de/De encontro a:

- Ao encontro de: significa “ser favorável a”, “aproximar-se de”.

Ex: Quando avistei minha mãe fui correndo ao encontro dela.

- De encontro a: indica oposição, colisão.

Ex: Suas idéias sempre vieram de encontro às minhas. Somos mesmo diferentes.

Afim/A fim:

- Afim: adjetivo que indica igual, semelhante.

Ex: Temos objetivos afins.

- A fim: indica finalidade:

Ex: Trabalho hoje a fim de folgar amanhã.


A par/ Ao par:

- A par: sentido de “bem informado”

Ex: Eu estou a par de todas as fofocas.

- Ao par: indica igualdade entre valores financeiros.

Ex: O real está ao par do dólar.

Demais/De mais:

- Demais: advérbio de intensidade, sentido de “muito”.

Ex: Você é chato demais.

Demais também pode ser pronome indefinido, sentido de “os outros”.

Ex: Alguns professores saíram da sala enquanto os demais permaneceram atentos às

orientações.

- De mais: opõe-se a de menos.

Ex: Não vejo nada de mais em seu comportamento.

Senão/Se não:

- Senão: sentido de “caso contrário”, “a não ser”.

Ex: não fazia coisa alguma senão conversar.

- Se não: sentido de “caso não”.

Ex: Se não houver conscientização, haverá escassez de água.

Na medida em que/ À medida que:

- Na medida em que: equivale a porque, já que, uma vez que.

Ex: Na medida em que os projetos foram abandonados, os estagiários ficaram

desmotivados.

- À medida que: indica proporção, equivale a à proporção que.

Ex: A emoção aumentava à medida que o momento da apresentação se aproximava.

Fui eu que fiz, Fui eu quem fiz ou Fui eu quem fez?

Qual será o correto, dizer “Fui eu que fiz”, “Fui eu quem fiz” ou “Fui eu quem fez”?

Para entendermos melhor cada uma das orações, vamos analisá-las separadamente:

- Fui eu que fiz – Nesta oração o verbo “fiz” tem como sujeito o pronome relativo “que”.

Logo, não há como o verbo fazer concordância com seu sujeito, uma vez que este é um

pronome. Então, o verbo é remetido ao antecedente do pronome relativo “que” para que

haja concordância em número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª). Qual é o

antecedente do “que” nesta oração? “Eu”. Logo, a concordância “eu fiz” está correta,

bem como a oração “Fui eu que fiz.”. O verbo “fiz” concorda com “eu”, antecedente do

pronome “que”. Da mesma forma será nestes exemplos:

a) Foi ele que te lembrou de pegar a carteira!

b) Fui eu que ajudei você a estudar!

c) Somos nós que temos que pedir perdão!


Fique atento: Foi eu que fiz está errado, pois não se fala “foi eu” e sim “fui eu”. O certo

seria “Foi ele que fez.”, o verbo “foi” concordando com “ele” em pessoa e número.

- Fui eu quem fiz – Não está errado, pois responde a pergunta: Quem fez isso? Fui eu.

Observe que o verbo “fiz” concorda com o sujeito anterior “eu”. Essa construção é

comum, pois a tendência é que o falante concorde o verbo com o antecedente do

pronome relativo “quem”, assim como acontece quando é o outro pronome relativo

“que”. As seguintes orações são exemplos:

a) Somos nós quem convidamos você.

b) Sou eu quem estou com fome.

c) Fui eu quem li este livro.

- Fui eu quem fez – No caso do sujeito ser o pronome relativo “quem”, o verbo fará

concordância em terceira pessoa, já que trata-se de um pronome de terceira pessoa.

Dessa forma, a frase “Fui eu quem fez” está correta, assim como as seguintes

sentenças:

a) Somos nós quem convidou você.

b) Sou eu quem está com fome.

c) Fui eu quem leu este livro.

É comum surgir equívocos no uso dos pronomes pessoais, principalmente os do caso

oblíquo. Contudo, uma dica importante fará com que não haja mais dúvidas a respeito

desse assunto:

Entre eu e você ou entre mim e você?

De acordo com a norma culta, após as preposições emprega-se a forma oblíqua dos

pronomes pessoais.

Veja:

1. Isso fica entre eu e ela. (Errado)

 

1. Isso fica entre mim e ela. (Certo) ou

2. Isso fica entre mim e ti.

 

Os pronomes do caso oblíquo exercem função de complemento, enquanto os pronomes

pessoais do caso reto, de sujeito. Observe:

1. Ela olhou para mim com olhos amorosos (olhou para quem? Complemento: mim.).

2. Por favor, traga minha roupa para eu passar (quem irá praticar a ação de passar?

Sujeito: eu.).

Vejamos a pergunta que dá título ao texto: Entre eu e você ou entre mim e você?

Depois da explicação acima, constatamos que existe uma preposição: entre. Então, o

correto é “Entre mim e você”, pois após a preposição usa-se pronome pessoal do caso

oblíquo.


Da mesma forma será com as demais preposições: para mim e você, para mim e ti,

sobre mim e ele, entre mim e ela, contra mim, por mim, etc. Veja:

a) Ele trouxe bolo para mim e para ti.

b) Ninguém está contra mim.

c) Você pode fazer isso por mim?

d) Sobre mim e você há uma nuvem de muitas bênçãos.

Agora, observe:

Preciso dos ingredientes para mim fazer o bolo. (Errado)

Existe a preposição “para”, no entanto, o pronome “mim” está exercendo o papel de

sujeito da segunda oração: para mim fazer o bolo. Logo, o emprego do pronome oblíquo

está equivocado. O certo seria:

Preciso dos ingredientes para eu fazer o bolo. (Certo)

DE REPENTE OU DERREPENTE:

A expressão “de repente” significa “de súbito”, “de ímpeto”, “repentinamente” e tem

função sintática de advérbio de tempo ou de modo e, portanto, é uma locução

adverbial, uma vez que é o conjunto formado pela preposição “de” com o substantivo

“repente”.

A preposição “de” é antecedente e introdutória do substantivo “repente”, logo, não há

junção, fusão entre os dois termos e sim uma conexão, a fim de que haja um sentido

completo. Então, a expressão usada de forma correta é separada: “de repente”.

De repente, um barulho estranho veio pela janela.

De súbito, um barulho estranho veio pela janela.

Repentinamente, um barulho estranho veio pela janela.

Veja um exemplo com “de repente” na função de advérbio de modo:

Ele entrou de repente na sala. (o modo como ele entrou)

Diferente de:

De repente, o menino entrou na sala. (tem relação ao tempo em que o menino entrou na sala)

 

Referência: www.brasilescola.com/gramatica

Palavras-chave: Gramática, Ortografia

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Fevereiro 18, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior freqüência, merecem atenção redobrada. O primeiro capítulo deste manual inclui explicações mais completas a respeito de cada um deles. Veja os cem mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles.

1 - "Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.

2 - "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.

3 - "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.

4 - "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.

5 - Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.

6 - Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.

7 - "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.

8 - "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.

9 - "Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.

10 - "Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.

11 - Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.

12 - Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.

13 - O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.

14 - Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).

15 - Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.

16 - Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.

17 - Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.

18 - "Aluga-se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.

19 - "Tratam-se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.

20 - Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.

21 - Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.

22 - Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.

23 - Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.

24 - O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.

25 - A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.

26 - Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.

27 - "Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.

28 - Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.

29 - A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.

30 - Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.

31 - O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível) queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).

32 - Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?

33 - "Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.

34 - O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.

35 - Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.

36 - "Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.

37 - A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.

38 - A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.

39 - Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.

40 - Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.

41 - Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.

42 - "Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.

43 - Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.

44 - Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.

45 - Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.

46 - Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.

47 - Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.

48 - O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.

49 - As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.

50 - Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").

51 - Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.

52 - Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.

53 - A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.

54 - Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.

55 - Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.

56 - Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.

57 - O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.

58 - À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.

59 - Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).

60 - Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.

61 - A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)

62 - Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.

63 - Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.

64 - Fique "tranquilo". O u pronunciável depois de q e g e antes de e e i exige trema: Tranqüilo, conseqüência, lingüiça, agüentar, Birigüi.

(atenção: Na nova ortografia não há mais o trema - o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, müleriano).

65 - Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.

66 - "Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.

67 - Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.

68 - Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.

69 - Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").

70 - Vou sair "essa" noite. É este que desiga o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).

71 - A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.

72 - A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.

73 - Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.

74 - Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.

75 - Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.

76 - Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeqüe", etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.

77 - Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja", etc.

78 - Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê", etc.

79 - Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.

80 - O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.

81 - A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...

82 - Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.

83 - Venha "por" a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.

84 - "Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.

85 - A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).

86 - Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).

87 - O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.

88 - Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.

89 - "Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).

90 - A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").

91 - O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.

92 - "Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.

93 - A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.

94 - É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...

95 - Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").

96 - Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.

97 - A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.

98 - "Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas idéias...

99 - Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.

100 - "Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.

Os 10 Erros Mais Graves

Alguns erros revelam maior desconhecimento da língua que outros. Os dez abaixo estão nessa situação.

1 - Quando "estiver" voltado da Europa. Nunca confunda tiver e tivesse com estiver e estivesse. Assim: Quando tiver voltado da Europa. / Quando estiver satisfeito. / Se tivesse saído mais cedo. / Se estivesse em condições.

2 - Que "seje" feliz. O subjuntivo de ser e estar é seja e esteja: Que seja feliz. / Que esteja (e nunca "esteje") alerta.

3 - Ele é "de menor". O de não existe: Ele é menor.

4 - A gente "fomos" embora. Concordância normal: A gente foi embora. E também: O pessoal chegou (e nunca "chegaram"). / A turma falou.

5 - De "formas" que. Locuções desse tipo não têm s: De forma que, de maneira que, de modo que, etc.

6 - Fiquei fora de "si". Os pronomes combinam entre si: Fiquei fora de mim. / Ele ficou fora de si. / Ficamos fora de nós. / Ficaram fora de si.

7 - Acredito "de" que. Não use o de antes de qualquer que: Acredito que, penso que, julgo que, disse que, revelou que, creio que, espero que, etc.

8 - Fale alto porque ele "houve" mal. A confusão está-se tornando muito comum. O certo é: Fale alto porque ele ouve mal. Houve é forma de haver: Houve muita chuva esta semana.

9 - Ela veio, "mais" você, não. É mas, conjunção, que indica ressalva, restrição: Ela veio, mas você, não.

10 - Fale sem "exitar". Escreva certo: hesitar. Veja outros erros de grafia e entre parênteses a forma correta: "areoporto" (aeroporto), "metereologia" (meteorologia), "deiche" (deixe), enchergar (enxergar), "exiga" (exija). E nunca troque menos por "menas", verdadeiro absurdo lingüístico.

 

Fonte: Manual do Estadão - O Estado de São Paulo.

Palavras-chave: Gramática, Ortografia

Postado por Ana A. S. Cesar | 4 usuários votaram. 4 votos | 4 comentários

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