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Julho 2010

Julho 13, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

PROJETO PORTINARI

Caro(a) Amigo(a) do Projeto Portinari:

Espero não o(a) estar importunando com este email não solicitado. Se você quiser conhecer um pouco mais o Projeto Guerra e Paz, veja o convite acima.

Com o abraço do



João Candido Portinari
Fundador e Diretor-Geral do Projeto Portinari
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio
Rua Marquês São Vicente 225 Gávea
22451-900 Rio de Janeiro - RJ
Brasil
Telefaxes: 55-21-3527-1439/1440/1441
email: portinari@portinari.org.br
http://www.portinari.org.br
Celular: 55-21-9474-1007 ou 55-21-8128-7797

Palavras-chave: Arte, Portinari

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Julho 16, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

Palavras-chave: musica, videopost

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Julho 17, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

"Fabiano ouviu os sonhos da mulher, deslumbrado, relaxou os músculos, e o saco da comida escorregou-lhe no ombro. Aprumou-se, deu um puxão à carga. A conversa de Sinhá Vitória servira muito: haviam caminhado léguas quase sem sentir. De repente veio a fraqueza. Devia ser fome. Fabiano ergueu a cabeça, piscou os olhos por baixo da aba negra e queimada do chapéu de couro. Meio dia, pouco mais ou menos. Baixou os olhos encandeados, procurou descobrir na planície uma sombra ou sinal de água. Estava realmente com um buraco no estômago. Endireitou o saco de novo e, para conservá-lo em equilíbrio, andou pendido, um ombro alto, outro baixo. O otimismo de Sinhá Vitória já não lhe fazia mossa. Ela ainda se agarrava a fantasias. Coitada. Armar semelhantes planos, assim bamba, o peso do baú e da cabeça enterrando-lhe o pescoço no corpo.

Foram descansar sob os garranchos de uma quixabeira, mastigaram punhados de farinha e pedaços de carne, beberam na cuia uns goles de água. Na testa de Fabiano o suor secava, misturando-se à poeira que enchia as rugas fundas, embebendo-se na correia do chapéu. A tontura desaparecera, o estômago sossegara. Quando partissem, a cabaça não envergaria o espinhaço de Sinhá Vitória. Instintivamente procurou no descampado indício de fonte. Um friozinho agudo arrepiou-o. Mostrou os dentes sujos num riso infantil. Como podia ter frio com semelhante calor? Ficou um instante assim besta, olhando os filhos, olhando os filhos, a mulher e a bagagem pesada. O menino mais velho esbrugava um osso com apetite. Fabiano lembrou-se da cachorra Baleia, outro arrepio correu-lhe a espinha, o riso besta esmoreceu.

Se achassem água ali por perto, beberiam muito, sairiam cheios, arrastando os pés. Fabiano comunicou isto a Sinhá Vitória e indicou uma depressão do terreno. Era um bebedouro, não era? Sinhá Vitória estirou o beiço, indecisa, e Fabiano afirmou o que havia perguntado. Então ele não conhecia aquelas paragens? Estava a falar variedades? Se a mulher tivesse concordado, Fabiano arrefeceria, pois lhe faltava convicção; como Sinhá Vitória tinha dúvidas, Fabiano exaltava-se, procurava incutir-lhe coragem. Inventava o bebedouro, descrevia-o, mentia sem saber que estava mentindo. E Sinhá Vitória excitava-se, transmitia-lhe esperanças. Andavam por lugares conhecidos. Qual era o emprego de Fabiano? Tratar de bichos, explorar os arredores, no lombo de um cavalo. E ele explorava tudo. Para lá dos montes afastados havia outro mundo, um mundo temeroso; mas para cá, na planície, tinha de cor plantas e animais, buracos e pedras.

E andavam para o Sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoas fortes Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Eles dois velhinhos, acabando-se como uns cachorros, inúteis, acabando-se como Baleia. Que iriam fazer? Retardaram-se temerosos. Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinhá Vitória e os dois meninos."

 

 

(Extraído do livro Vidas Secas - p. 130, 131,134)  

 

 

Palavras-chave: Literatura brasileira

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

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Julho 21, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

Biblioteca Circulante

 

 

Seção circulante da Biblioteca Mário de Andrade reabre dia 21 de julho

 

Fechada ao público desde dezembro de 2008, a seção circulante da Biblioteca Mário de Andrade começa a funcionar na próxima quarta-feira com títulos clássicos e novas obras literárias


A reabertura do espaço da Circulante, marcada para 21 de julho, é a primeira etapa concluída do Plano integrado de modernização e restauro da Biblioteca Mário de Andrade, patrocinado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em parceria com a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.



“Abrir a Circulante é devolver à cidade um serviço que lhe pertence e devolvê-lo dignificado e revitalizado tanto em relação à área física e às instalações, quanto à equipe e ao acervo. Nosso propósito, agora, é trazer de volta nossos antigos frequentadores e conquistar novos públicos, contribuindo, desta forma, para a tão desejada revitalização do centro da cidade por meio da Cultura” afirma a diretora da biblioteca Maria Christina Barbosa de Almeida.

Criada em 1944, com um acervo de 2.500 volumes, a chamada “Biblioteca Circulante” já teve diversos endereços na cidade: de 1975 a 1993, funcionou na Praça Roosevelt; em 1993, foi transferida para a rua Frei Caneca; em 1995, passou a funcionar em seu endereço mais recente: o prédio da Chácara Lane, na rua da Consolação, 1024.

No final de 2008, a Circulante foi transferida da Chácara Lane para o prédio principal da Biblioteca Mário de Andrade, então em reforma. O acervo, embora totalmente informatizado, ficou, desde então, inacessível ao público. Com instalações adequadas e amplo espaço para pesquisa local, com 130 assentos disponíveis, a nova Circulante reabre na área em que funcionava a sala de leitura da Biblioteca Mário de Andrade. O antigo acesso pela avenida São Luís foi reativado como entrada principal da Circulante e passou-se a contar com um corredor de acesso à entrada principal da Biblioteca Mário de Andrade, na Rua da Consolação, que, quando o prédio for totalmente aberto ao público, dará acesso às áreas de atendimento das demais coleções, à sala de atualidades  e ao auditório.

A reforma da Biblioteca Mário de Andrade é uma ação de valorização do patrimônio público e de incentivo à revitalização do Centro, sobretudo com a reabertura de um setor de grande movimentação que terá amplo horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h30 às 20h30 e, aos sábados, das 10h às 17h.

O espaço da Circulante abrigará diversas coleções. A Coleção Circulante propriamente dita, fica disponível para consulta e empréstimo, com mais de 42 mil exemplares, que contempla todas as áreas de conhecimento, com ênfase em literatura e ciências humanas. Esta coleção é continuamente atualizada e, desde 2005, mais de 7.000 novos títulos foram a ela acrescidos.

Outra Coleção disponível no espaço da Circulante é a Coleção São Paulo, composta de materiais audiovisuais e bibliográficos sobre a cidade, disponíveis para consulta local. Pretende ser um centro de informação, pesquisa e referência sobre a cidade, com ênfase em história da cidade (logradouros, edifícios relevantes, instituições culturais e educacionais), arquitetura e urbanismo, monografias de artistas que tenham São Paulo como tema, linguajar paulistano, culturas paulistanas, artes visuais, artes cênicas e do espetáculo, música, educação, questões sociais, indicadores e análises socioeconômicas e culturais, demografia, políticas públicas, saúde pública, botânica, zoologia, meio ambiente; e turismo.

Com mais de 3.500 volumes, encontra-se, também, no espaço da Circulante, a Coleção de Referência, destinada exclusivamente à consulta local. É composta por dicionários, enciclopédias, guias, manuais, bibliografias e outras fontes de pesquisa nas várias áreas do conhecimento.

A Circulante reúne, ainda, uma amostra da Coleção ONU, disponível apenas para consulta local. Trata-se do acervo recebido regularmente pela Biblioteca Mário de Andrade que, desde 1958, é depositária de material publicado por aquela instituição internacional e por agências internacionais, tais como Unicef, CEPAL, FAO, etc.

O catálogo da Circulante está totalmente informatizado e pode ser acessado ser acessado pelo site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/ e também por meio de terminais de consulta distribuídos pelas salas.

Além de serviços de consulta e empréstimo e orientação à pesquisa, a Circulante oferecerá, em sua área de convivência, intensa programação cultural - encontros com escritores, pesquisadores, artistas e antigos frequentadores da biblioteca muitos dos quais deixaram depoimentos saudosos (projeto Memória Oral da Biblioteca, implantado em 2005, hoje com cerca de 100 depoimentos); lançamentos editoriais; leituras dramáticas; oficinas; saraus; dentre outras atividades. A área de convivência oferece, também espaço dedicado à leitura de jornais e revistas e, futuramente, um café.

SAIBA MAIS SOBRE O PLANO INTEGRADO DE MODERNIZAÇÃO E RESTAURO DA BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE

Serviço: Biblioteca Mário de Andrade - Circulante. Avenida São Luís, 235 – Centro. (próximo da estação Anhangabaú e República do metrô).

E-mail: circbma@prefeitura.sp.gov.br
Empréstimos: 2 títulos por usuário pelo período de 14 dias, com possibilidade de uma renovação pelo mesmo período.
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 8h30 às 20h30, e sábados, das 10h00 às 17h00. Domingo e feriados - fechada

 

HISTÓRICO

 

Imagem do post

 

A Biblioteca Mário de Andrade (BMA) é uma das mais importantes bibliotecas de pesquisa do país. Fundada em 1925 como Biblioteca Municipal de São Paulo, é a primeira biblioteca pública da cidade e a segunda maior biblioteca pública do país, superada, apenas, pela Biblioteca Nacional. Foi inaugurada, em 1926, na Rua 7 de Abril, com uma coleção inicial formada por obras doadas pela Câmara Municipal de São Paulo. Em 1934, incorporou a Biblioteca Pública do Estado e, a partir de então, importantes aquisições de livros, muitos deles raros e especiais, enriqueceram seu acervo. O crescimento de seu acervo e serviços ocasionou a mudança da Biblioteca para o atual edifício, localizado na Rua da Consolação, que foi projetado pelo arquiteto francês Jacques Pilon e considerado um marco da arquitetura Art Déco em São Paulo.
A Seção de Obras Raras e especiais foi criada por Rubens Borba de Moraes e aberta ao público em 1945. No entanto, a formação desse acervo data dos anos 20. Dentre as principais aquisições de obras raras e especiais, destaca-se a compra, em 1936, da biblioteca de Félix Pacheco, escritor, senador e Ministro das Relações Exteriores, que reuniu a maior coleção privada de obras raras e de Brasiliana do país, em seu tempo. Paralelamente, foram recebidas em doação as valiosas bibliotecas de Batista Pereira, advogado, genro de Rui Barbosa – em 1937; de Paulo Prado, escritor, organizador da Semana de Arte Moderna – em 1945; de Pirajá da Silva, médico, pesquisador da Esquistossomose – em 1977. Outras aquisições de peso incluem as bibliotecas particulares de Otto Maria Carpeaux, Francisco Carvalho Franco, José Pereira Matos, Antonio de Paula Souza, Alceu Maynard de Araújo, José Perez e Paulo Duarte, além de outras obras doadas por instituições ou particulares.
Em 25 de janeiro de 1944, foi inaugurada a Seção Circulante, no prédio da Biblioteca Mário de Andrade, com entrada pela Rua São Luís, local para onde retornará em 2010, quando de sua reabertura ao público, após algumas ‘andanças’ pela cidade.
Um ano depois, em 25 de janeiro de 1945, Sérgio Milliet, então diretor da Biblioteca, inaugurou a Seção de Artes, que reuniu a coleção especializada de livros, revistas e reproduções.
Foi em 1960, que a Biblioteca passou a denominar-se Biblioteca Mário de Andrade. Seu diretor era Francisco José Azevedo, bibliotecário formado na Escola da Prefeitura, que fora chefe da Seção Circulante.
Em janeiro de 1975, com a criação da Secretaria Municipal de Cultura, a Divisão de Bibliotecas, à qual a BMA estava vinculada, passou a ser Departamento de Bibliotecas Públicas, constituindo-se em unidade orçamentária da Prefeitura. Os trabalhos de implantação desse Departamento foram lentos; só em 1977, a Biblioteca, que era central da rede de bibliotecas públicas do município, passou a ter sua própria Diretoria.
Em 2005, com a criação, na Secretaria Municipal de Cultura, do Sistema Municipal de Bibliotecas, a Biblioteca Mário de Andrade adquiriu o status de Departamento, ganhando, assim, maior autonomia administrativa, constituindo-se de fato unidade orçamentária da Prefeitura. No entanto, só em dezembro de 2009 foi aprovada sua reestruturação administrativa, cuja implantação lhe dará condições de cumprir adequadamente sua dupla missão: preservação e acesso. 

 

Palavras-chave: Biblioteca

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