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Abril 2010

Abril 02, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

           

 

 

A Editora PRUMO lançou em 8 volumes a coleção Nova Ortografia sem segredos, de Maria Fernandes e Naiara Raggiotti.

O estudo da Língua Portuguesa exige muita leitura e reflexão, principalmente no que diz respeito à ortografia. A coleção Ortografia sem segredos tem como objetivo ajudar os alunos a escrever corretamente e melhor. Composta por oito volumes - cinco voltados para o ensino fundamental I e três voltados para o ensino fundamental II -, a coleção foi desenvolvida com base na nova ortografia. Os volumes 6, 7 e 8 apresentam conceitos ortográficos e aspectos da língua que permitem aos alunos escrever melhor e de acordo com cada situação de comunicação. Lúdicas e diversificadas, as atividades contemplam o universo temático do jovem, estimulando-o a refletir sobre o uso da língua e a escrita de textos a partir de elementos de seu cotidiano.

A coleção está à venda na Livraria Cultura.

 

 

                

 


Palavras-chave: Editoras, Livros, Nova Ortografia

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Abril 03, 2010

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Em 1967, Larry Gopnik (Michael Stuhlbarg) é um professor de Física da Universidade de Midwestern, que acaba de ser informado que sua esposa Judith (Sari Lennick) o está deixando. Ela apaixonou-se por um de seus colegas, Sy Ableman (Fred Melamed), que, aos seus olhos, é alguém muito mais interessante do que seu marido. A família de Larry também não é lá essas coisas: seu irmão Arthur (Richard Kind) mora em sua casa e dorme no sofá; seu filho Danny (Aaron Wolf) é um estudante problemático e rebelde; e sua filha Sarah (Jessica McManus) pega, frequentemente, dinheiro de sua carteira, para fazer uma plástica no nariz. Uma carta anônima também ameaça sua carreira na universidade. Larry, então, decide pedir conselhos a três diferentes rabinos que poderão ou não ajudá-lo, diante de tantos problemas.

 

 

Filme dirigido pelos irmãos Joel e Ethan Coen conhecidos profissionalmente por irmãos Coen. Por mais de vinte anos, esse par tem escrito e dirigido numerosos filmes de sucesso como "Queime Depois de Ler (2008) e "Onde os Fracos não têm Vez" (2007). Os irmãos escrevem, dirigem e produzem seus filmes juntos, embora recentemente Joel recebeu um crédito particular por direção e Ethan por produção.

 

                                                  Os irmãos Coen


Palavras-chave: Cinema

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http://congressojornalismocultural.files.wordpress.com/2010/01/logo-ii-congresso_menor.jpg

 

II Congresso ocorre entre os dias 3 e 6 de maio no TUCA

 

Já estão definidas as datas do II Congresso de Jornalismo Cultural: o evento realizado pela Revista CULT ocorre entre os dias 3 e 6 de maio de 2010 no Teatro TUCA, em São Paulo. Serão reunidos jornalistas, intelectuais, escritores e artistas brasileiros e estrangeiros para discutir e analisar a produção cultural contemporânea acadêmica e jornalística.

 

O sucesso do I Encontro

Em 2009, o I Congresso de Jornalismo Cultural reuniu cerca de 3 mil pessoas, principalmente graduandos e pós-graduandos de jornalismo, durante cinco dias de evento. Entre os palestrantes convidados estavam os principais jornalistas do país.

 

 

Também participou do evento o espanhol Juan Cruz, um dos principais jornalistas europeus, diretor-adjunto do espanhol El País

Mesas sobre o papel da mídia e do Estado na cultura, discussões sobre a crítica de música, teatro, literatura, artes plásticas, foram os destaques do evento. Na mesa sobre cinema, participaram especialistas como Luiz Zanin (O Estado de S. Paulo),  Sérgio Rizzo (Folha de S.Paulo) e Bráulio Mantovani (roteirista de Cidade de Deus). Já o debate sobre crítica musical analisou a importância das resenhas e da criação de novos espaços de difusão musical, como o myspace, os blogs e os zines. A crítica literária, por sua vez, foi assunto para personalidades do meio, como Manoel da Costa Pinto (TV Cultura), Jerônimo Teixeira (Veja) e Cristovão Tezza (escritor, ganhador do prêmio Jabuti de 2008, com o romance O filho eterno).


Palavras-chave: Cultura, Evento, Jornalismo

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Abril 04, 2010

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Palavras-chave: Mafalda

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Palavras-chave: Mafalda

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Abril 08, 2010

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http://blufiles.storage.live.com/y1pPjm60uZTYnsniwpJXpix_M1kplw5-Lk2iR11NAmw6Q_Be20j5cQajcbMoRZa7-qqK8xez8UaApQ

 

O texto abaixo é do escritor paulista Marcelo Novaes. Não posso dizer que o conheço, pois ele mesmo diz: "Eu sou Marcelo Novaes. Seria estranho se você me conhecesse. Ainda mais estranho (de fato!), se julgasse me conhecer. Sou, fundamentalmente, um intérprete de sonhos. E poeta, por consequência. Não abdico dos hífens, mesmo que eles caiam."  

O autor nos presenteia com momentos reflexivos da mais alta capacidade textual. A hermenêutica do pensamento poético está vinculada ao conceito de totalidade dentro da dinâmica do texto, o que faz a sua riqueza de conceitos - a materialidade do poema, as indagações socráticas do Chanceler, o humor presente, a criatividade. Chamou-me atenção a dialética: "- As escamas caíram de nossos olhos..."; "-Tomemos, então, a cicuta nós dois." É conferir e descobrir os novos rumos. O raciocínio circular se impõe e se torna vantajoso (Chanceler); está intrínseco no texto a essência do fenômeno literário. A obra literária de Marcelo Novaes pode conter em si mesma a singularização da linguagem verbal - a literalidade. Excelente!

Nota: Sócrates acreditava que o melhor modo para as pessoas viverem era se concentrando no próprio desenvolvimento ao invés de buscar a riqueza material. Diz-se que Sócrates acreditava que as ideias pertenciam a um mundo que somente os sábios conseguiam entender, fazendo com que o filósofo se tornasse o perfeito governante para um Estado. Se opunha à democracia aristocrática que era praticada em Atenas durante sua época,essa mesma ídeia surge nas Leis,de Platão seu discípulo. Sócrates acreditava que ao se relacionar com os membros de um parlamento a própria pessoa estaria-se fazendo de hipócrita.


Socrático



- Governador, eu vim lhe avisar que uma praga assola a província.


-Gafanhotos, outra vez?! Será que desagradamos ao Deus dos Exércitos, sem nos darmos conta?!


-Não, senhor Governador. Desta vez é pior. Muito pior...


-Não faça drama, chanceler. Seja direto! Você age como algumas ciganas e poetisas que me batem à porta...


-A calamidade que lhe venho comunicar, senhor, tem justamente a haver com isso que acaba de dizer o senhor...


-Com ciganas?!


-Antes fosse, Sr. Governador. Com poetas.


-Poetas não fazem mal a ninguém, chanceler. Poetas são o adorno de uma nação ou província... Ou os porta-vozes de seus melhores anseios... Assim me disseram as ciganas que me importunam pela manhã...


-Ocorre, Sr. Governador, que temos um milhão de poetas na província...


-Um milhão de poetas?! Mas isso deve ser razão de júbilo! Abramos um bom vinho! Que dele eu me embriago “Dele eu me embriago. Mas não bebo como ensinou Teofrasto, cortando o vinho em água, ou em carne antes degustada. Não, eu me embriago de verdade. Eu visto a máscara que me distorce, e ela me cola ao rosto. Eu fermento e me contorço, a partir dos bagos pisados....”, como disse certo poeta.


-Esse que o Sr. Governador cita, não é poeta.


-Não?! Mas este um que eu cito, não proferiu tais palavras?!


-De fato, proferiu tais palavras, aquele. Mas trata-se de um intérprete de sonhos, e não de um poeta de fato.


-Um intérprete de sonhos?! E o que o qualifica como intérprete de sonhos, e não poeta?! Quer dizer que este que citei, não faz parte de nosso valoroso exército de um milhão de poetas?!


-Este está fora, senhor. Trata-se de um intérprete de sonhos. Recitará um punhado destes Teofrastos e bagos mal pisados de uva, tais quais os que o senhor cita e, depois, interpretará sonhos até o final de seus dias. O que o credencia como intérprete de sonhos é o fato de que interpretou muito mais sonhos do que citou o vinho fermentado, ou outra coisa qualquer. Esse não é poeta.


-Compreendo. Citei o homem errado, então. Mas não entendo seu alarme, chanceler. Ter poetas em profusão é bom sinal. Toda província tem seus artistas e artesãos. Veja você..., temos pintores.


-De fato temos, Senhor Governador...


-E quantos são os nossos pintores, chanceler?!


- Uns seiscentos, se tanto...


-Seiscentos?! Não entendo tal disparidade... Certamente temos escultores e músicos...


-Por certo, Senhor, temos essas classes de artistas.


-E quantos seriam nossos outros valorosos artistas?!


-Seis escultores, e mil e duzentos músicos, Excelência.


-O que se passa com nossa valorosa e artística gente, que migra em massa para a arte das palavras?! Exportaremos poetas para Espanha, França, Itália, Inglaterra, Alemanha e Holanda. Essas províncias, reunidas, já tiveram, ao longo de toda sua história, um milhão de poetas?!


-Excelência... Esses povos não aglutinam sequer a décima parte desse montante.


-Então, exportaremos poetas! Se bem que não entenda as razões que nos fazem ter tão poucos pintores, músicos e escultores...


-Senhor, devo lhe esclarecer muitas cousas. Muitas delas, fundamentais para vosso entendimento...


-Chanceler, vosso tom ficou subitamente formal, mui formal, e arrepiou-me a espinha. Faláveis em pragas, depois saltastes deste assunto tenebroso para a saudável embriaguez dos poetas... E agora já adotais esse tom meticuloso e protocolar de me dizer cousas aos sussurros.


-Vossa alteza também assim o fez, sem que se desse conta do feito. Tornou-se protocolar. Tentarei ser o mais são e breve que possa. Apesar da gravidade dos fatos. Não podemos exportar poetas...


-Por que não podemos?!


-Não saberíamos quais exportar.


-Não saberíamos?! Alguns dos bons. Mas não os melhores. Alguns dos bons. Aqueles que o consenso dos poetas considere como bons para a sua espécie...


-Vossa alteza parece, de fato, ter-se embriagado do tal vinho, violando todos os códigos de Teofrasto. Não há consenso entre os poetas. Há entre os músicos. Há, entre pintores, alguma medida de julgamento. Alguns denominadores. Parâmetros. Mas não entre poetas.


-Quando um bom músico ouve a música de outro bom músico, que nome este primeiro músico dá ao que ouve ele?!


-Ele costuma chamá-la de música, senhor. E considera que essa música tenha por propósito agradar aos ouvidos dos que a escutam. Inclusive dos músicos.


-E o que ocorre no tocante aos poetas?!


-Pensam os poetas, senhor governador, que os outros proferem palavras bonitas para humilhá-los.


-Um bom pintor é um ofensor, chanceler?!


-Claro que não, senhor Governador.


-Um mui hábil escultor?!


-Também não, senhor.


-Chanceler..., esclareça-me..., quando um desenhista ou pintor faz um belíssimo desenho a nanquim, bico de pena ou aquarela... a intenção é humilhar os outros, ou compartilhar um dom? Ele quer compartilhar algo da beleza que encontrou, ou ofender seus pares?


-Naturalmente que pretendem compartilhar o belo, Senhor. O mesmo se dá com músicos e escultores, bem como com bailarinos.


-Então, só os poetas apresentam suas palavras com o desejo de humilhar seus pares... São, então, no íntimo, movidos por sadismo, e não pela busca do belo.


-Naturalmente, senhor. São, de fato, uma raça perversa.


-E eu que pensava que poetas, músicos, bailarinos, pintores e escultores eram todos artistas...


-Eu também assim pensava, senhor Governador. Até me caírem as últimas escamas dos olhos. O que move o poeta é, proeminentemente, o sadismo. Assim enxerga cada outro poeta que ouve alguém poetando. É simples.


-Sim. Parece simples. Diga-me chanceler, faz-se um pintor, dando a alguém um punhado de tintas e pincéis?


-Claro que não, senhor Governador.


-Faz-se um poeta dando a alguém um punhado de palavras, ou mesmo sí-la-bas?!


-Sinto dizer-lhe que, hoje na província, assim se faz um poeta, senhor.


-E ao que ele faz, seus pares chamam poesia?!


-Depende, senhor. Se for muito desigual ao que fazem, os que lhe ouvem chamarão de ruído.


-E se for menos desigual?!


-Chamarão de plágio, senhor.


-Quer dizer que, além de sádicos, poetas são ladrões?!


-Exatamente, senhor. Assim o percebi quando me caíram as escamas dos olhos...


-Para ser bom pintor, chanceler, há que se ter um bom manejo das tintas e pincéis, certo?


-Exatamente, senhor.


-Para se ser um bom músico, há de se ter o domínio de algum instrumento musical, correto?!


-Vossa Excelência demonstra excelso raciocínio.


-E para se ser poeta?!


-Basta ter garganta, senhor. Como aqueles bêbados que se pensam grandes cantores. Nenhum cinzel, nenhuma sapatilha, nenhuma tela, nem tintas, nem pianos. Basta a garganta. E se auto-proclamarem poetas.


-Compreendo a dificuldade, chanceler. Daí a vetusta referência ao bom vinho, a Teofrasto, bagos pisados e outras quimeras... A embriaguez os faz pensarem que são poetas. Associada ao sadismo e à rapinagem...


-Exatamente, senhor Governador. Mas devo dizer que, no caso, o senhor cita o tal intérprete de sonhos.


-Mas a matéria da poesia não é imaterial, como são as palavras?!


-Sim, senhor.


-Tão imateriais quanto os sonhos?!


-Exato, senhor. Por isso mesmo, tomastes o intérprete por um poeta, e não o tomaríeis por um bailarino ou violoncelista, por exemplo.


-Começo a compreender a intrincada lógica assimétrica que pauta as artes em nossa decadente província.


-Folgo em sabê-lo, senhor. É com inaudito gáudio que ouço vossa constatação.


-Aprendeste a falar assim com os poetas, chanceler?!


-Não, sua excelência. Isso eu aprendi com os políticos.


-As palavras são imateriais, e as outras artes dependem de suportes materiais... Comparas os poetas aos bêbados, chanceler?!


-Não senhor. Nem todo bêbado é perigoso, senhor. Ou sádico. Ou ladrão.


-Compreendo a urgência da situação.


-Veja, senhor. Todas as crianças rabiscam alguma coisa antes mesmo de falarem. E não almejam ser pintoras quando mais velhas...


-Estou acompanhando...


-Todas as mães acham suas filhas e filhos os mais lindos, mas não os expõem ao ridículo de concursos de beleza quando ficam mais velhos. Para poupar-lhes alguma humilhação desnecessária.


-Compreendo...


-Já os poetas, não poupam suas próprias palavras de concursos, humilhações e auto-humilhações desnecessários.


-Diz-me, então, chanceler, que poetas eventualmente são masoquistas, além de sádicos?


-Perversidade em seu duplo aspecto, senhor: face e contraface.


-Não poupam suas palavras de concursos, nem como poupariam suas filhas?!


-Não senhor!


-Os perfumistas têm faro, chanceler?!


-Naturalmente que possuem, senhor governador. Isso é instintivo!


-Conceberíamos um perfumista que gostasse de odores pútridos?!


-Seria inconcebível, senhor!


-Alguma mãe não admite que o filho de outrem seja mais belo que o seu?!


-Elas sabem, senhor, mas custam a admitir. Não são como os perfumistas...


-Não saberão os poetas do valor das palavras de outrem?!


-Naturalmente que sabem, senhor, tal qual os perfumistas. Mas são mais teimosos que as mães, e não poupam suas palavras de comparações despropositadas...


-Então..., eles sabem..., como os perfumistas...


-Claro que sabem, senhor. Mas além de perversos e ladrões, também mentem, senhor. Mais do que as mães de candidatas em concursos de beleza.


-Vejo então que há disparidades entre as categorias de artesãos e artistas em nossa república... Há muita perversão e rapinagem e engodo concentrados na classe dos artíficies da palavra. Não sei quem possa corrigir tal distorção...


-Não há correção possível, senhor. Nosso ancestral errou na origem.


-Falas de...


-Sim senhor: do quase louvável Adão.


-Hummm... O que ele fez de louvável?


-Deu nomes a todas as coisas...


- Isso é importante! E o que ele fez de mais condenável?!


-Deu os nomes errados, senhor.


-Estamos, então, em decadência, chanceler. Nossa província decai...


-Sempre estivemos, senhor.


-Apenas que agora...


-Sim...


-As escamas caíram de nossos olhos...


-Exatamente, senhor.


-E se juntássemos os poetas num bairro ou congresso, ou concurso... E colocássemos cicuta no abastecimento d’água daquela região da província?!


-Senhor..., fatalmente teríamos de proteger a muitos não-poetas das redondezas dando-lhes algo de beber. E só temos vinho...


-Então...


-Isso mesmo, senhor! Fatalmente se transformariam em poetas ou cantores!


-Tomemos, então, a cicuta nós dois.


-Era o que eu esperava do senhor governador. Eu sabia que, quando as escamas caíssem de vez...


Marcelo Novaes

 

Palavras-chave: Escritores, Literatura

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                    Poesia concreta

* Ideograma: apelo à comunicação não-verbal.

* Atomização: comumente as palavras são desmanchadas, criando outras significações.

* Metacomunicação: simultaneidade da comunicação verbal e não-verbal.

* Polissemia (muitos significados): trocadilho, justaposição de substantivos e verbos, aliteração.

* Estrutura verbivocovisual: valorização do campo visual, do aspecto gráfico da letra, da cor e da disposição das palavras.

O ideograma, a repetição sonora, a aliteração e a assonância se fazem por si mesmos, isto é, “o poema concreto é uma realidade em si, não um poema sobre”. “É o emprego do som, da letra, da página, da cor, da linha, enfim, do que existe de acústico e de visual na disposição dos vocábulos”.

Os concretistas atribuem a Mallarmé a posição de precursor do movimento com o seu poema Un Coup de Dés (Um Lance de Dados), de 1887. O Cubismo e o Futurismo já trabalhavam algumas formas concretistas que apareciam em poemas de Jorge de Lima, de Carlos Drummond de Andrade, de Oswald de Andrade.

O Movimento Concretista ganha expressão na década de 50 em São Paulo, quando os professores e publicitários Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos divulgaram as idéias básicas do concretismo na revista Noigandres (expressão da Idade Média francesa de significado desconhecido) e na Exposição Nacional de Arte Concreta em 1956, realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo.


poesia em tempo de fome
fome em tempo de poesia

poesia em lugar do homem
pronome em lugar do nome

homem em lugar de poesia
nome em lugar de pronome
poesia de dar o nome

nomear é dar o nome

nomeio o nome
nomeio o homem
no meio a fome

nomeio a fome



Haroldo de Campos consegue transformar fragmentos e versos curtos numa estrutura definitiva: “céu-pavão / / turquesa / rampante / / azul / a pino / / centúrias / de olhos-luz / num caudário / de estrelas / poeira / / constelário / o mundo / do seu / pedúnculo / (mundúnculo) / desestrela / trema / / e isto / * / / cisco / risco / astro / / asterisco”. Em alguns momentos, o barroco parece encontrar algo de Celan: “onde um / céu de chumbo / satúrneo / respira / violetas de / genciana”. E o orientalismo passa do discurso de Auto do possesso para a síntese de “arabescando”: “duzentas / cimitarras / assaltam o / papel / / alvor – / califa / / pássaros-cimitarras / desvoam / a nata / de seda / / cantante / cali- / grafia / / branco / (tur- / bante) / no / branco / / golpes / de cimitarras / / (pássaros) / / a sede capitula”. Mas não há isolamento nisso: a poesia de Haroldo é do diálogo e compartilha a criação. Claro que essa poesia já foi copiada e mesmo diluída – mas, de certo modo, isso representa sua força motriz inicial, capaz de reencaminhar a literatura sob um ponto de vista menos naturalista, preso a concepções antiquadas (e embora muitos ainda julguem que o que ele fez seja um neoparnasianismo, a meu ver um equívoco).
A verdade é que Xadrez de estrelas sintetiza o Haroldo que se aperfeiçoaria em Signantia quasi coelum e A educação dos cinco sentidos. Signantia, por exemplo, é uma continuação das técnicas elaboradas em Lacunae. A educação dos cinco sentidos é o livro mais diferente de Haroldo, optando por um bom humor quase ausente do restante de sua obra. Crisantempo seria o livro múltiplo mais próximo de Xadrez de estrelas. Esses, ao lado de Galáxias, compõem, na minha opinião, o eixo da obra haroldiana. E Xadrez, ainda bem, está novamente em circulação, na veia do povo inventalínguas, como diria o master entremeado às estrelas, na rosácea crepuscular de Homero.


O poeta francês Stéphane Mallarmé (1842-1898) é visto como um dos escritores mais herméticos da modernidade, situado entre o simbolismo e as vanguardas do início do século XX, entre as quais se incluem o futurismo e o dadaísmo. Se já é difícil de compreendê-lo na língua original, a tradução de sua obra se torna um desafio ainda maior. Mallarmé, igualmente, por meio de Un coup de dés e de seus poemas em prosa, levou adiante as conquistas na dissolução entre gêneros, como antes dele fizeram Baudelaire e Rimbaud, na ligação entre literatura e música, além de ter sido um dos teorizadores da poesia moderna, por meio de Divagations.

Há a importância das traduções de Mallarmé feitas pelos irmãos Augusto e Haroldo de Campos e de Décio Pignatari, visto como um dos precursores da poesia concreta dos anos 1950.

Sugiro a leitura do livro de Augusto de Campos Despoesia, Perspectiva, 1994.



1988: tvgrama I: tombeau de mallarmé



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Abril 10, 2010

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http://a-ham.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/a-historia-das-coisas.gif

 

Este vídeo mostra os problemas sociais e ambientais criados como consequência do nosso hábito consumista, apresenta os problemas deste sistema e mostra como podemos revertê-lo, porque não foi sempre assim.

 

 

 


Palavras-chave: videopost

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Abril 12, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

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10% dão entrada no HC da USP com distúrbio que causa sono incontrolável PDF Imprimir E-mail
 
Noite mal dormida, dia cansativo e, no fim da tarde, uma palestra arrastada na empresa. Com essa rotina, muitos cidadãos não resistem ao sono e acabam cochilando em ambientes públicos. O ato é até comum, porém, especialistas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), ligados à Secretaria de Estado da Saúde, alertam que quando o sono é constante e incontrolável a pessoa deve ficar atenta, pois pode ser o sinal de uma doença pouco conhecida, mas que atinge um em cada 40 mil indivíduos no mundo: a narcolepsia.

No Ambulatório do Grupo de Pesquisa Avançada em Medicina do Sono, do Departamento de Neurologia do HC, onde são atendidos cerca de 2 mil pacientes de todo Brasil e que encontram problemas relacionados ao ato de dormir, 10% sofrem de narcolepsia.

De acordo com o neurologista Rubens Reimão, a doença ocorre por um distúrbio neurológico, causado pelo déficit de um neurotransmissor presente no hipotálamo, responsável por manter a pessoa acordada. “A narcolepsia afeta o estágio mais profundo do sono (REM). O narcoléptico não cochila, ele entra repentinamente num sono pesado e, ao tentar driblar a sonolência, pode apresentar cataplexia (perda momentânea da força de alguma parte do corpo)”, explica.

Os primeiros indícios da doença aparecem por volta dos 20 anos, já que na infância os neurotrasmissores ainda são produzidos. “Nos primeiros anos, os sintomas são mais fortes e tendem a diminuir após algum tempo”, diz Reimão.

O tratamento é feito com remédios estimulantes e de forma controlada. “A função do medicamento é equilibrar o déficit da produção do neurotransmissor, por isso deve ser ministrada de acordo com a necessidade de cada paciente”, informa o neurologista.

 

Escrito por Portal de Paulínia   

Palavras-chave: Saúde

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Luiz Tatit e Jonas Tatit

Essa é pra acabar

Palavras-chave: videopost

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Arthur Nestrovski, Luiz Tatit e José Miguel Wisnik

São Paulo Rio

Palavras-chave: videopost

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Abril 15, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

 


Conheça a Campanha

 

Campanha Ficha Limpa contra a candidatura de políticos em débito com a Justiça

A Campanha Ficha Limpa foi lançada em abril de 2008 com o objetivo de melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos do país. Para isso, foi elaborado um Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos que pretende tornar mais rígidos os critérios de inelegibilidades, ou seja, de quem não pode se candidatar.

O PL de iniciativa popular precisa ser votado e aprovado no Congresso Nacional para se tornar lei e passar a valer em todas as eleições brasileiras.
No dia 29 de setembro, o MCCE entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer,  o Projeto de Lei de iniciativa popular, junto com 1 milhão e 300 mil assinaturas o que corresponde à participação de  1% do eleitorado brasileiro.
O PL já foi protocolado na mesa da Câmara e iniciou seu processo de tramitação na Casa, que será acompanhado de perto pelo MCCE.

A iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) em lançar essa Campanha surgiu de uma necessidade expressa na própria Constituição Federal de 1988, que determina a inclusão de novos critérios de inelegibilidades, considerando a vida pregressa dos candidatos. Assim, quando aprovado, o Projeto de Lei de iniciativa popular vai alterar a Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990, já existente, chamada Lei das Inelegibilidades.

O Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos pretende:
Aumentar as situações que impeçam o registro de uma candidatura, incluindo:
Pessoas condenadas em primeira ou única instância ou com denúncia recebida por um tribunal – no caso de políticos com foro privilegiado – em virtude de crimes graves como: racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas. Essas pessoas devem ser preventivamente afastadas das eleições ate que resolvam seus problemas com a Justiça Criminal; Parlamentares que renunciaram ao cargo para evitar abertura de processo por quebra de decoro ou por desrespeito à Constituição e fugir de possíveis punições;
Pessoas condenadas em representações por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa.

Estender o período que impede a candidatura, que passaria a ser de oito anos.
Tornar mais rápidos os processos judiciais sobre abuso de poder nas eleições, fazendo com que as decisões sejam executadas imediatamente, mesmo que ainda caibam recursos.

fonte: http://www.mcce.org.br/node/125

 

ASSINE O PROJETO FICHA LIMPA 

https://secure.avaaz.org/po/salve_ficha_limpa/?rc=fb

 

COMO PARTICIPAR DA CAMPANHA FICHA LIMPA

 

Site: http://www.mcce.org.br/

 

 

Oposição acusa governistas de tentar atrasar votação do “ficha limpa” na Câmara

Prevista para ser votada nesta quarta-feira (7) na Câmara dos Deputados, a proposta de lei que proíbe a candidatura de políticos condenados na Justiça ainda corre o risco de ficar de fora destas eleições. Desde o final da manhã, líderes partidários na Casa participam de uma reunião para definir como será a votação do projeto, que ficou conhecido como “ficha limpa”. Para a oposição, porém, os governistas não têm interesse em aprovar o texto em plenário.

É o que disse o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), líder dos democratas na Câmara, que em seu Twitter (serviço de microblog) acusou os deputados da base governista de tentar “engavetar” o projeto.

- Governistas são maioria na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] e pretendem engavetar o projeto.

De acordo com informações da Agência Câmara, o DEM já apresentou requerimento para que a proposta seja analisada em regime de urgência. Sem a urgência, o texto pode voltar para a CCJ, o que praticamente inviabilizaria a sanção da lei antes do pleito em outubro.

O pedido tem o apoio do PSDB, PPS, PV, PSOL e PHS, mas as duas maiores bancadas - PT e PMDB -, ainda não definiram suas posições.

Nesta terça (6), o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) admitiu que o projeto sofre resistências entre os deputados, mas disse que iria levar para análise o pedido de urgência em votar o texto.

- O processo foi deflagrado e agora não vai parar. Já estou levando [ao plenário] contra várias resistências.

O relator do texto, deputado Índio da Costa (DEM-RJ) – que participa da reunião nesta quarta -, disse acreditar que a proposta seja aprovada devido à mobilização em torno da proposta. Entretanto, o deputado admitiu que o projeto pode sofrer “atrasos” na Casa.

- Não acredito em hipótese nenhuma que derrubem a ideia. O que pode acontecer é que atrasem o projeto.

Segundo o presidente da Câmara, o objetivo da reunião de hoje é possibilitar um acordo entre os partidos para que o texto seja votado, e as divergências sejam resolvidas em plenário.

fonte: http://www.clickpb.com.br/artigo.php?id=20100407012133&cat=politica&keys=oposicao-acusa-governistas-tentar-atrasar-votacao-ficha-limpa-camara

Palavras-chave: Política

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

No próximo dia 23 de abril será comemorado o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor. A data foi instituída pela Conferência Geral da UNESCO para prestar tributo a grandes autores da literatura mundial que nasceram ou morreram nesse dia.

Neste dia, muitas pessoas irão promover o BookCrossing que tem como objetivo transformar o mundo inteiro numa biblioteca.

É muito simples de participar:

Temos recomendado tantos livros que você pode escolher um livro legal, escrever dentro dele (na contracapa) algo que estimule ou que indique esse livro a alguém, e "esquecer" esse livro num lugar público da sua cidade.

Observe que é importante que você escolha um título interessante, que desperte interesse nas pessoas. E é possível que daqui a alguns anos pessoas ainda estejam lendo o livro que você "esqueceu" num banco da cidade.  

Se você quiser participar desta jornada de "esquecimento de livros", comece já a pensar em algum livro que possa circular por este mundo. E mãos à obra!

Agende-se! O início será no dia 23 de abril. Depois envie seu comentário neste blog.

 

"A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde." (Emile Salomon Wilhelm Herzog, romancista e ensaísta francês)


 

 

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