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Fevereiro 2010

Fevereiro 02, 2010

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Sociedade - 01.02.10



O Departamento de Ciências Políticas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e o Instituto de Relações Internacionais (IRI), ambos da USP, promovem de terça-feira (2) ao dia 11 o seminário internacional Conceitos, Métodos e Técnicas de Pesquisa em Ciência Política.

O seminário contará com a presença de acadêmicos de instituições como New York University, Science Po, Hamburg University, Philipps University Marbug, Texas A&M University, e University of Basel.

O evento é aberto ao público e será composto por uma sequência de palestras nos dias 2, 3, 4, 9, 10 e 11, das 18 horas às 19h30, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP (Av. Professor Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitária, São Paulo). As exposições serão proferidas em inglês, seguidas de comentários de acadêmicos locais.

A programação detalhada do evento poderá ser consultada nos sites do Departamento de Ciência Política da FFLCH e do Instituto de Relações Internacionais. Os interessados podem se inscrever, gratuitamente, pelo email vivs@usp.br  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Mais informações: email  vivs@usp.br, sites www.iri.usp.br e http://flch.usp.br/dcp

   
 
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Palavras-chave: Eventos, FFLCH, IRI, USP

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Fevereiro 03, 2010

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http://www.icicom.up.pt/blog/muitaletra/arquivos/nelida.jpg

 

A escritora Nélida Piñon venceu o prêmio literário Casa de las Americas, na categoria literatura brasileira, pelo livro de ensaios "O Aprendiz de Homero" (Editora Record). O anúncio foi feito na manhã de ontem. A obra reúne 24 ensaios da autora dos últimos cinco anos e expõe as referências literárias de Piñon, como leitora e escritora. O livro é seu primeiro desde "Vozes do Deserto", de 2005, quando a autora venceu o Prêmio Jabuti, nas categorias romance e livro do Ano. Nélida Piñon foi a primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras. (Jornal Folha de São Paulo, 30.01.10)

 

Primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras, Nelida lançou o livro de 24 ensaios cinco anos depois de "Vozes do deserto", vencedor do Prêmio Jabuti 2005 nas categorias Romance e Livro do Ano. Nélida estreou com seu primeiro romance em 1961, "Guia-mapa de Gabriel Arcanjo". Ao longo de sua carreira, colaborou em publicações nacionais e estrangeiras, proferiu conferências em diversos países, onde foi igualmente traduzida. A escritora foi agraciada com o Prêmio Príncipe de Astúrias das Letras de 2005, concedido pela fundação de mesmo nome, da Espanha.


 

Colheita

Um rosto proibido desde que crescera. Dominava as paisagens no modo ativo de agrupar frutos e os comia nas sendas minúsculas das montanhas, e ainda pela alegria com que distribuía sementes. A cada terra a sua verdade de semente, ele se dizia sorrindo. Quando se fez homem encontrou a mulher, ela sorriu, era altiva como ele, embora seu silêncio fosse de ouro, olhava-o mais do que explicava a história do universo. Esta reserva mineral o encantava e por ela unicamente passou a dividir o mundo entre amor e seus objetos. Um amor que se fazia profundo a ponto de se dedicarem a escavações, refazerem cidades submersas em lava.

A aldeia rejeitava o proceder de quem habita terras raras. Pareciam os dois soldados de uma fronteira estrangeira, para se transitar por eles, além do cheiro da carne amorosa, exigiam eles passaporte, depoimentos ideológicos. Eles se preocupavam apenas com o fundo da terra, que é o nosso interior, ela também completou seu pensamento. Inspirava-lhes o sentimento a conspiração das raízes que a própria árvore, atraída pelo sol e exposta à terra, não podia alcançar, embora se soubesse nelas.

Até que ele decidiu partir. Competiam-lhe andanças, traçar as linhas finais de um mapa cuja composição havia se iniciado e ele sabia hesitante. Explicou à mulher que para a amar melhor não dispensava o mundo, a transgressão das leis, os distúrbios dos pássaros migratórios. Ao contrário, as criaturas lhe pareciam em suas peregrinações simples peças aladas cercando alturas raras.

Ela reagiu, confiava no choro. Apesar do rosto exibir naqueles dias uma beleza esplêndida a ponto de ele pensar estando o amor com ela por que buscá-lo em terras onde dificilmente o encontrarei, insistia na independência. Sempre os de sua raça adotaram comportamento de potro. Ainda que ele em especial dependesse dela para reparar certas omissões fatais.

Viveram juntos todas as horas disponíveis até a separação. Sua última frase foi simples: com você conheci o paraíso. A delicadeza comoveu a mulher, embora os diálogos do homem a inquietassem. A partir desta data trancou-se dentro de casa. Como os caramujos que se ressentem com o excesso da claridade. Compreendendo que talvez devesse preservar a vida de modo mais intenso, para quando ele voltasse. Em nenhum momento deixava de alimentar a fé, fornecer porções diárias de carpas oriundas de águas orientais ao seu amor exagerado.

Em toda a aldeia a atitude do homem representou uma rebelião a se temer. Seu nome procuravam banir de qualquer conversa. Esforçavam-se em demolir o rosto livre e sempre que passavam pela casa da mulher faziam de conta que jamais ela pertencera a ele. Enviavam-lhe presentes, pedaços de toicinho, cestas de pêra, e poesias esparsas. Para que ela interpretasse através daqueles recursos o quanto a consideravam disponível, sem marca de boi e as iniciais do homem em sua pele.

A mulher raramente admitia uma presença em sua casa. Os presentes entravam pela janela da frente, sempre aberta para que o sol testemunhasse a sua própria vida, mas abandonavam a casa pela porta dos fundos, todos aparentemente intocáveis. A aldeia ia lá para inspecionar os objetos que de algum modo a presenciaram e eles não, pois dificilmente aceitavam a rigidez dos costumes. Às vezes ela se socorria de um parente, para as compras indispensáveis. Deixavam eles então os pedidos aos seus pés, e na rápida passagem pelo interior da casa procuravam a tudo investigar. De certo modo ela consentia para que vissem o homem ainda imperar nas coisas sagradas daquela casa.

Jamais faltou uma flor diariamente renovada próxima ao retrato do homem. Seu semblante de águia. Mas, com o tempo, além de mudar a cor do vestido, antes triste agora sempre vermelho, e alterar o penteado, pois decidira manter os cabelos curtos, aparados rentes à cabeça — decidiu por eliminar o retrato. Não foi fácil a decisão. Durante dias rondava o retrato, sondou os olhos obscuros do homem, ora o condenava, ora o absolvia: porque você precisou da sua rebeldia, eu vivo só, não sei se a guerra tragou você, não sei sequer se devo comemorar sua morte com o sacrifício da minha vida.

Durante a noite, confiando nas sombras, retirou o retrato e o jogou rudemente sobre o armário. Pôde descansar após a atitude assumida. Acreditou deste modo poder provar aos inimigos que ele habitava seu corpo independente da homenagem. Talvez tivesse murmurado a algum dos parentes, entre descuidada e oprimida, que o destino da mulher era olhar o mundo e sonhar com o rei da terra.

Recordava a fala do homem em seus momentos de tensão. Seu rosto então igualava-se à pedra, vigoroso, uma saliência em que se inscreveria uma sentença, para permanecer. Não sabia quem entre os dois era mais sensível à violência. Ele que se havia ido, ela que tivera que ficar. Só com os anos foi compreendendo que se ele ainda vivia tardava a regressar. Mas, se morrera, ela dependia de algum sinal para providenciar seu fim. E repetia temerosa e exaltada: algum sinal para providenciar meu fim. A morte era uma vertente exagerada, pensou ela olhando o pálido brilho das unhas, as cortinas limpas, e começou a sentir que unicamente conservando a vida homenagearia aquele amor mais pungente que búfalo, carne final da sua espécie, embora tivesse conhecido a coroa quando das planícies.

Quando já se tornava penoso em excesso conservar-se dentro dos limites da casa, pois começara a agitar nela uma determinação de amar apenas as coisas venerandas, fossem pó, aranha, tapete rasgado, panela sem cabo, como que adivinhando ele chegou. A aldeia viu o modo de ele bater na porta com a certeza de se avizinhar ao paraíso. Bateu três vezes, ela não respondeu. Mais três e ela, como que tangida à reclusão, não admitia estranhos. Ele ainda herói bateu algumas vezes mais, até que gritou seu nome, sou eu, então não vê, então não sente, ou já não vive mais, serei eu logo o único a cumprir a promessa?

Ela sabia agora que era ele. Não consultou o coração para agitar-se, melhor viver a sua paixão. Abriu a porta e fez da madeira seu escudo. Ele imaginou que escarneciam da sua volta, não restava alegria em quem o recebia. Ainda apurou a verdade: se não for você, nem preciso entrar. Talvez tivesse esquecido que ele mesmo manifestara um dia que seu regresso jamais seria comemorado, odiaria o povo abundante na rua vendo o silêncio dos dois após tanto castigo.

Ela assinalou na madeira a sua resposta. E ele achou que devia surpreendê-la segundo o seu gosto. Fingia a mulher não perceber seu ingresso casa adentro, mais velho sim, a poeira colorindo original as suas vestes. Olharam-se como se ausculta a intrepidez do cristal, seus veios limpos, a calma de perder-se na transparência. Agarrou a mão da mulher, assegurava-se de que seus olhos, apesar do pecado das modificações, ainda o enxergavam com o antigo amor, agora mais provado.

Disse-lhe: voltei. Também poderia ter dito: já não te quero mais. Confiava na mulher; ela saberia organizar as palavras expressas com descuido. Nem a verdade, ou sua imagem contrária, denunciaria seu hino interior. Deveria ser como se ambos conduzindo o amor jamais o tivessem interrompido.

Ela o beijou também com cuidado. Não procurou sua boca e ele se deixou comovido. Quis somente sua testa, alisou-lhe os cabelos. Fez-lhe ver o seu sofrimento, fora tão difícil que nem seu retrato pôde suportar. Onde estive então nesta casa, perguntou ele, procure e em achando haveremos de conversar. O homem se sentiu atingido por tais palavras. Mas as peregrinações lhe haviam ensinado que mesmo para dentro de casa se trazem os desafios.

Debaixo do sofá, da mesa, sobre a cama, entre os lençóis, mesmo no galinheiro, ele procurou, sempre prosseguindo, quase lhe perguntava: estou quente ou frio. A mulher não seguia suas buscas, agasalhada em um longo casaco de lã, agora descascava batatas imitando as mulheres que encontram alegria neste engenho. Esta disposição da mulher como que o confortava. Em vez de conversarem, quando tinham tanto a se dizer, sem querer eles haviam começado a brigar. E procurando ele pensava onde teria estado quando ali não estava, ao menos visivelmente pela casa.

Quase desistindo encontrou o retrato sobre o armário, o vidro da moldura todo quebrado. Ela tivera o cuidado de esconder seu rosto entre cacos de vidro, quem sabe tormentas e outras feridas mais. Ela o trouxe pela mão até a cozinha. Ele não se queria deixar ir. Então, o que queres fazer aqui? Ele respondeu: quero a mulher. Ela consentiu. Depois porém ela falou: agora me siga até a cozinha.

— O que há na cozinha?

Deixou-o sentado na cadeira. Fez a comida, se alimentaram em silêncio. Depois limpou o chão, lavou os pratos, fez a cama recém-desarrumada, tirou o pó da casa, abriu todas as janelas quase sempre fechadas naqueles anos de sua ausência. Procedia como se ele ainda não tivesse chegado, ou como se jamais houvesse abandonado a casa, mas se faziam preparativos sim de festa. Vamos nos falar ao menos agora que eu preciso?, ele disse.

— Tenho tanto a lhe contar. Percorri o mundo, a terra, sabe, e além do mais...

Eu sei, ela foi dizendo depressa, não consentindo que ele dissertasse sobre a variedade da fauna, ou assegurasse a ela que os rincões distantes ainda que apresentem certas particularidades de algum modo são próximos a nossa terra, de onde você nunca se afastou porque você jamais pretendeu a liberdade como eu. Não deixando que lhe contasse, sim que as mulheres, embora louras, pálidas, morenas e de pele de trigo, não ostentavam seu cheiro, a ela, ele a identificaria mesmo de olhos fechados. Não deixando que ela soubesse das suas campanhas: andou a cavalo, trem, veleiro, mesmo helicóptero, a terra era menor do que supunha, visitara a prisão, razão de ter assimilado uma rara concentração de vida que em nenhuma parte senão ali jamais encontrou, pois todos os que ali estavam não tinham outro modo de ser senão atingindo diariamente a expiação.

E ela, não deixando ele contar o que fora o registro da sua vida, ia substituindo com palavras dela então o que ela havia sim vivido. E de tal modo falava como se ela é que houvesse abandonado a aldeia, feito campanhas abolicionistas, inaugurado pontes, vencido domínios marítimos, conhecido mulheres e homens, e entre eles se perdendo pois quem sabe não seria de sua vocação reconhecer pelo amor as criaturas. Só que ela falando dispensava semelhantes assuntos, sua riqueza era enumerar com volúpia os afazeres diários a que estivera confinada desde a sua partida, como limpava a casa, ou inventara um prato talvez de origem dinamarquesa, e o cobriu de verdura, diante dele fingia-se coelho, logo assumindo o estado que lhe trazia graça, alimentava-se com a mão e sentia-se mulher; como também simulava escrever cartas jamais enviadas pois ignorava onde encontrá-lo; o quanto fora penoso decidir-se sobre o destino a dar a seu retrato, pois, ainda que praticasse a violência contra ele, não podia esquecer que o homem sempre estaria presente; seu modo de descascar frutas, tecendo delicadas combinações de desenho sobre a casca, ora pondo em relevo um trecho maior da polpa, ora deixando o fruto revestido apenas de rápidos fiapos de pele; e ainda a solução encontrada para se alimentar sem deixar a fazenda em que sua casa se convertera, cuidara então em admitir unicamente os de seu sangue sob condição da rápida permanência, o tempo suficiente para que eles vissem que apesar da distância do homem ela tudo fazia para homenageá-lo, alguns da aldeia porém, que ele soubesse agora, teimaram em lhe fazer regalos, que, se antes a irritavam, terminaram por agradá-la.

— De outro modo, como vingar-me deles?

Recolhia os donativos, mesmo os poemas, e deixava as coisas permanecerem sobre a mesa por breves instantes, como se assim se comunicasse com a vida. Mas, logo que todas as reservas do mundo que ela pensava existirem nos objetos se esgotavam, ela os atirava à porta dos fundos. Confiava que eles próprios recolhessem o material para não deteriorar em sua porta.

E tanto ela ia relatando os longos anos de sua espera, um cotidiano que em sua boca alcançava vigor, que temia ele interromper um só momento o que ela projetava dentro da casa como se cuspisse pérolas, cachorros miniaturas, e uma grama viçosa, mesmo a pretexto de viver junto com ela as coisas que ele havia vivido sozinho. Pois quanto mais ela adensava a narrativa, mais ele sentia que além de a ter ferido com o seu profundo conhecimento da terra, o seu profundo conhecimento da terra afinal não significava nada. Ela era mais capaz do que ele de atingir a intensidade, e muito mais sensível porque viveu entre grades, mais voluntariosa por ter resistido com bravura os galanteios. A fé que ele com neutralidade dispensara ao mundo a ponto de ser incapaz de recolher de volta para seu corpo o que deixara tombar indolente, ela soubera fazer crescer, e concentrara no domínio da sua vida as suas razões mais intensas.

À medida que as virtudes da mulher o sufocavam, as suas vitórias e experiências iam-se transformando em uma massa confusa, desorientada, já não sabendo ele o que fazer dela. Duvidava mesmo se havia partido, se não teria ficado todos estes anos a apenas alguns quilômetros dali, em degredo como ela, mas sem igual poder narrativo.

Seguramente ele não lhe apresentava a mesma dignidade, sequer soubera conquistar seu quinhão na terra. Nada fizera senão andar e pensar que aprendeu verdades diante das quais a mulher haveria de capitular. No entanto, ela confessando a jornada dos legumes, a confecção misteriosa de uma sopa, selava sobre ele um penoso silêncio. A vergonha de ter composto uma falsa história o abatia. Sem dúvida estivera ali com a mulher todo o tempo, jamais abandonara a casa, a aldeia, o torpor a que o destinaram desde o nascimento, e cujos limites ele altivo pensou ter rompido.

Ela não cessava de se apoderar das palavras, pela primeira vez em tanto tempo explicava sua vida, tinha prazer de recolher no ventre, como um tumor que coça as paredes íntimas, o som da sua voz. E, enquanto ouvia a mulher, devagar ele foi rasgando o seu retrato, sem ela o impedir, implorasse não, esta é a minha mais fecunda lembrança. Comprazia-se com a nova paixão, o mundo antes obscurecido que ela descobriu ao retorno do homem.

Ele jogou o retrato picado no lixo e seu gesto não sofreu ainda desta vez advertência. Os atos favoreciam a claridade e, para não esgotar as tarefas a que pretendia dedicar-se, ele foi arrumando a casa, passou pano molhado nos armários, fingindo ouvi-Ia ia esquecendo a terra no arrebato da limpeza. E, quando a cozinha se apresentou imaculada, ele recomeçou tudo de novo, então descascando frutas para a compota enquanto ela lhe fornecia histórias indispensáveis ao mundo que precisaria apreender uma vez que a ele pretendia dedicar-se para sempre. Mas de tal modo agora arrebatava-se que parecia distraído, como pudesse dispensar as palavras encantadas da mulher para adotar afinal o seu universo.

Nélida Piñon, jornalista, romancista, contista, professora, é carioca de Vila Isabel, Rio de Janeiro, RJ. Nasceu em 3 de maio de 1937. Eleita em 27 de julho de 1989 para a Cadeira n. 30, na sucessão de Aurélio Buarque de Holanda, foi recebida em 3 de maio de 1990, pelo acadêmico Lêdo Ivo.

Foi a primeira mulher, nos mais de 100 anos de existência da ABL, a integrar a Diretoria e ocupar a presidência da Casa de Machado de Assis, no ano do seu I Centenário.

Sua produção literária está traduzida para países como Alemanha, Itália, Espanha, União Soviética, Estados Unidos, Cuba e Nicarágua. Contos seus encontram-se publicados em centenas de revistas e fazem parte de antologias brasileiras e estrangeiras.

Recebeu vários prêmios literários: Prêmio Walmap, pelo romance Fundador (1970); Prêmio Mário de Andrade, pelo romance A casa da paixão (1973); Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte e Prêmio Ficção Pen Clube pelo romance A República dos sonhos (1985); Prêmio José Geraldo Vieira, da União Brasileira de Escritores de São Paulo, pelo romance A doce canção de Caetana (1987); Prêmio Golfinho de Ouro, pelo Conjunto de Obras, conferido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro (1990); Prêmio Bienal Nestlé, pelo Conjunto de Obras (1991); Prêmio Internacional de Literatura Juan Rulfo, o mais importante da América Latina e do Caribe, concedido pela primeira vez a uma mulher e a um autor de língua portuguesa (1995); Prêmio Menéndez Pelayo, concedido pela universidade espanhola de mesmo nome, em 2003.

Obras

Guia-mapa de Gabriel Arcanjo, romance (1961)

Madeira feita de cruz, romance (1963)

Tempo das frutas, contos (1966)

Fundador, romance (1969)

A casa da paixão, romance (1977)

Sala de armas, contos (1973)

Tebas do meu coração, romance (1974)

A força do destino, romance (1977)

O calor das coisas, contos (1980)

A república dos sonhos, romance (1984)

A doce canção de Caetana, romance (1987)

O pão de cada dia: fragmentos, contos (1994)

A roda do vento, romance infanto-juvenil (1996)

Até amanhã, outra vez, romance (1999)

Cortejo do Divino e outros contos escolhidos, contos (2001)

O presumível coração da América, discursos (2002)

Vozes do deserto, romance (2004)

O ritual da arte, ensaio sobre a criação literária (inédito).


O texto acima foi publicado no livro "Sala de Armas", Editora Record - Rio de Janeiro, 1997, pág. 263.

Nélida Piñon Sala De Armas (contos)

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Fevereiro 06, 2010

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O biólogo e educador Samuel Lago atendeu a esse chamado: devorou os aproximadamente 80 livros de seu amigo e organizou o livro O Melhor de Rubem Alves, lançado em 2008 pela Nossa Cultura Editora. Lago é responsável pela publicação de mais de 50 livros didáticos, utilizados por mais de 30 milhões de alunos.

O Melhor de Rubem Alves é a primeira edição de textos do autor feita pela Nossa Cultura em formato tradicional. São quase 400 páginas que reúnem aforismos e trechos selecionados cuidadosamente da extensa obra de Rubem Alves. Ilustrações produzidas especialmente para o livro ajudam os olhos a viajarem ainda mais livremente pelo pensamento de Rubem Alves, um dos mais respeitados intelectuais do país. Afinal, como diz o organizador, essa é uma obra que “deve ser lida diferentemente de outros livros”. Diz ainda: “Sugiro que cada pequeno texto seja refletido, degustado prazerosamente.” O sumário do livro é uma espécie de guia nessa viagem pelo pensamento de Rubem Alves. Os trechos selecionados foram agrupados em nove temas: educação, religião, sabedoria, vida-morte, sentimento, poesia-palavras-livros-pensamentos, filosofia, ciências e política.

Um escritor que realmente ama as palavras

Poucos escritores brasileiros oferecem uma bibliografia tão extensa quanto Rubem Alves. Generoso, o mineiro nascido em Boa Esperança em 1933 sempre se dedicou a compartilhar seu conhecimento e suas ideias. O resultado é uma obra com aproximadamente 80 títulos, que discutem assuntos como filosofia da região, teologia e  filosofia da ciência e da religião. Ele também é autor de uma biografia de Gandhi e escreve crônicas e ficção, inclusive para crianças.
O interesse por tantos assuntos decorre de sua própria trajetória profissional. Graduado e mestre em teologia, Rubem Alves foi pastor. Depois do golpe militar de 1964, abandonou a Igreja Presbiteriana e mudou para os Estados Unidos, onde obteve o grau de doutor em filosofia no Princeton Theological Seminary. Ao retornar ao Brasil, especializou-se também em psicanálise e tornou-se professor emérito da Unicamp, cargo que mantém até hoje.

 

Conheça o professor Samuel Ramos Lago - http://www.lago.com.br/

 

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Fevereiro 07, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

Quem já teve a oportunidade de ter em mãos e saborear este pequeno grande livro "Entre a ciência e a sapiência - O dilema da educação", do escritor Rubem Alves, sabe muito bem do que estou falando. Vamos a alguns trechos do livro para que possam devorá-lo:

Ler pode ser uma fonte de alegria. “Pode ser”. Nem sempre é. Livros são iguais a comida. Há os pratos refinados, como o cailles au sarcophage, especialidade de Babette, que começam por dar prazer ao corpo e terminam por dar alegria à alma. E há as gororobas, malcozidas, empelotadas, salgadas, engorduradas, que além de produzir vômito e diarreias no corpo produzem perturbações semelhantes na alma. Assim também são os livros.

Ler é uma virtude gastronômica: requer uma educação da sensibilidade, uma arte de discriminar os gostos. O chef prova os pratos que prepara antes de servi-los. O leitura cuidadoso, de forma semelhante, “prova” um pequeno canapé do livro, antes de se entregar à leitura.

Um escritor não escreve para comunicar saberes. Escreve para comunicar sabores. O escritor escreve para que o leitor tenha o prazer da leitura. (...) Quando sou forçado a interromper a leitura, fico triste. Essa é a prova do prazer que o texto me causa.

Ler pode ser uma fonte de alegria. Por isso mesmo tenho dó das crianças e dos adolescentes que, depois de muito sofrer nas aulas de gramática, análise sintática e escolas literárias, saem das escolas sem ter sido iniciados nos polimórficos gozos da leitura. É como se lhes faltassem órgãos de prazer. São castrados. Não podem penetrar no corpo de prazer que é o livro nem sentir o prazer de ser penetrados por ele. Sabem ler, mas são analfabetos. Porque, como dizia Mário Quintana, analfabeto é precisamente aquele que, sabendo ler, não lê. (trechos da p. 49 a 53)

Há concertos de música. Por que não concertos de leitura? Imagino uma situação impensável: o adolescente se prepara para sair com a namorada, e a mãe lhe pergunta: “Aonde é que você vai?” E ele responde: “Vou a um concerto de leitura. Hoje, no teatro, vai ser lido o conto ‘A terceira margem do rio’, de Guimarães Rosa. Por que é que você não vai também com o pai?” Aí, pai e mãe, envergonhados, desligam o “Jornal Nacional” e vão se aprontar... (p. 65)

ALVES, Rubem - "Entre a ciência e a sapiência - o dilema da educação", Edições Loyola, 1999.

Palavras-chave: Escritores, Livros, Rubem Alves

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Fevereiro 09, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

Lançamento do livro

Sobre reis, ratos, urubus e pássaros



 

Dia 03/03, a partir das 19 h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional - SP.

Dia 31/03, a partir das 19 h, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em Campinas - SP.


 

Em seu novo livro, Rubem Alves apresenta duas histórias infantojuvenis cheias de fantasias e lições de vida.

No conto "os reis e os ratos", um rei que é apaixonado por queijo, faz de seu país famoso devido ao laticinio. Mas um grande problema está por vir, pois onde há queijo, há ratos. Em uma divertida tentativa para resolver esse problema, gatos, cachorros, leões E elefantes são utilizados como solução, mas acabam se tornando um problema para o país dos queijos.

No conto "os pássaros e os urubus" traz uma bela parábola ecumênica sobre as criações de DEUS, as diversidades e beleza dos pássaros e seus cantos, porem a raposa resolve provocar a vaidade dos urubus, o que vai gerar uma grande confusão na floresta.

Rubem Alves é educador, escritor e psicanalista, doutor em Filosofia pela Universidade Princeton (EUA) e professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faz magia com as palavras e possui um estilo inconfundível. Tem escrito sobre temas que navegam pelo universo da Sociologia, da Psicanálise, da Filosofia e da Teologia. O escritor é mineiro de Boa Esperança e vive em Campinas (SP).

O livro foi publicado pela Edições Loyola.

 

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Fevereiro 10, 2010

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  poesia concreta2

poesia concreta

revolver

 


Este post foi baseado no texto “A imagem sensível”, do professor Éric Eroi Messa.

fonte: Writingadvertising's Blog.

Palavras-chave: Imagem

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Fevereiro 14, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

"Quem está distante sempre nos causa maior impressão"

 

"Criamos a época da velocidade,

mas nos sentimos enclausurados dentro dela.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos;

nossa inteligência, empedernidos e cruéis.

Pensamos em demasia e sentimos bem pouco."

 

http://1.bp.blogspot.com/_h92F2a-n9aY/SQJzfL5s6ZI/AAAAAAAABsQ/cLroqxSjSws/s400/Chaplin_The_Kid.jpg

 

"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha,

é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra.

Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha, e não nos deixa só,

porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós.

Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova

de que as pessoas não se encontram por acaso."

 

[O+grande+Ditador.jpg]

O Grande Ditador


Desculpem,
mas eu não quero ser um imperador,
esse não é o meu ofício. 
Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. 
Gostaria de ajudar - se possível - 
judeus, o gentio ... negros ... brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. 
Os seres humanos são assim. 
Desejamos viver para a felicidade do próximo - 
não para o seu infortúnio. 
Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? 
Neste mundo há espaço para todos. 
A terra, que é boa e rica, 
pode prover todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. 
A cobiça envenenou a alma do homem ...
 levantou no mundo as muralhas do ódio ... 
e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. 
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. 
A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. 
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. 
Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. 
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
 Sem essas duas virtudes, 
a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora ... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. 
Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. 
Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. 
E assim, enquanto morrem os homens, 
a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.

Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade! 
No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! 
Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. 
O poder de criar felicidade! 
Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela ... 
de fazê-la uma aventura maravilhosa. 
Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo ... 
um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, 
que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. 
Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. 

Ergue os olhos, Hannah! 

Ergue os olhos!

(O último discurso, do filme "O Grande Ditador")


 

Charles Chaplin foi uma das personalidades mais marcantes e criativas da era do cinema mudo. Atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes.

Filmes de Chaplin 

O idílio desfeito -1914
Os clássicos vadios - 1921
O garoto - 1921
Casamento ou luxo? - 1923
Em busca do ouro - 1925
O circo - 1928
Luzes da cidade - 1931
Tempos modernos - 1936
O grande ditador -1941
Monsieur Verdoux - 1947
Luzes da ribalta - 1952
Um rei em Nova York - 1957
A condessa de Hong Kong -1967

 

[chaplin+3.jpg]

Homem humilde cuja dignidade vai além de seus trajes maltrapidos, folgados sapatos, um chapéu-coco e uma bengala, foi sua marca registrada e imortalizada na história do cinema mudo.

Charles Spencer Chaplin Jr. nasceu na Inglaterra, Walworth, Londres, em 16 de abril de 1889. Foi ator, diretor, roteirista e músico. Seu personagem ficou conhecido na França como "Charlot", na Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Romênia e Turquia, como Carlitos, no Brasil: "O Vagabundo (The Tramp)".

Seu posicionamento politico de esquerda, sempre esteve presente em seus filmes.Tempos Modernos foi um filme que criticava a situação da classe operária e dos pobres, utilizando conceitos marxistas elaborados por Karl Marx.

[tempos+modernos.jpg]

 

Em 1940 lançou "O Grande Ditador", seu primeiro filme falado, onde Chaplin criticou Adolf Hitler e o Fascismo. O filme recebeu nomeações como melhor filme, melhor ator, melhor roteiro e música original, mas não foi premiado.

Em 1952, Chaplin ganhou o Oscar de melhor música em filme dramático por "Luzes da Ribalta" (Limelight), porém no mesmo ano, após anunciar que iria viajar para Suíça com sua esposa Oona O'neil, o governo americano confiscou seus bens, e mais tarde, quando tentou retornar aos EUA, foi proibido pelo serviço de imigração e seu visto foi cassado sob a acusação de "atividades anti-americanas". Charles então decide morar na Suíça. Em razão das perseguições da época de sua realização, este prêmio só pode ser recebido em 1972, junto com talvez a sua maior premiação.

Em 1972, ainda no exílio, havendo muita expectativa nesta premiação (não se sabia se seria permitida sua re-entrada no país), ele volta aos Estados Unidos pela última vez, para receber um prêmio especial da Academia por "suas incalculáveis realizações na indústria do cinema", se tornando uma das maiores aclamações na história do Oscar, onde foi aplaudido por mais de cinco minutos, em pé, por todos os presentes.

Charles Chaplin morreu no dia 25 de Dezembro de 1977, aos 88 anos, na Suíça, vítima de um derrame cerebral.

fotos: Google Imagem

Palavras-chave: Cinema

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"Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade dele será o seu escudo protetor." (Salmo 91.4)

 

 

 

videopost: You Tube


 

Palavras-chave: Música gospel

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Tua caminhada ainda não terminou...
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar à perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.



Charles Chaplin

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Fevereiro 15, 2010

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Do álbum "Colour" por Firman Hananda Boedihardjo

Palavras-chave: Fotos

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Fevereiro 16, 2010

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Ama-me por amor do amor somente.

Não digas:
“Amo-a pelo seu olhar,

o seu sorriso,
ou modo de falar

honesto e brando.
Amo-a porque 

se sente minh’alma em

comunhão constantemente

com a sua”.

Porque pode mudar isso tudo,
em si mesmo,

ao perpassar do tempo,

ou para ti unicamente.

Nem me ames

pelo pranto
que a bondade

de tuas mãos enxuga,
pois se em mim secar,
por teu conforto

esta vontade de chorar,
teu amor pode ter fim!

Ama-me por amor do Amor,
E assim me hás de querer

por toda a eternidade.


Elizabeth Barrett Browning



Palavras-chave: Poema

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Fevereiro 17, 2010

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                       Título: Sobre reis, ratos, urubus e pássaros

Autor: Rubem Alves

Número de páginas: 19

Formato: 28 x 18 cm

Valor: R$19

ISBN: 978-85-15-0387-5


 
 Livro de Rubem Alves desperta o pensamento crítico infantojuvenil 

  

 

Mantendo o cunho educacional em suas obras infantojuvenis, Rubem Alves lança seu mais novo livro, Sobre reis, ratos, urubus e pássaros, de Edições Loyola, com entrelinhas que podem ser associadas à política e às facetas da vida cotidiana.

Com o intuito de despertar o pensamento crítico e a leitura mais clara da realidade nos pequenos, Alves associa, por meio de personagens, as mazelas do mundo e a necessidade de olhar para os acontecimentos com uma visão peculiar, mais precisa e atenta.

Na primeira parte da obra, relata a paixão de um rei por queijos, o que atrai ratos ao seu palácio, pelo mesmo motivo. Ratos, porém, não são bem-vindos, e a tentativa de extermina-los coloca o rei em maus lençóis, até que se dá conta de que é preciso e necessário conviver com os ratos. Ignorar a existência dos seres marginais, ou tentar desloca-los para outros lugares, é atitude vã no mundo em que vivemos.

Por meio de parábola ecumênica, a segunda parte da obra reflete, de forma lúdica, sobre o surgimento do universo e de suas divinas criaturas, tentando explicar algumas das criações divinas.

O autor defende que, somente na junção de cada parte do todo, Deus se faz presente para nos mostrar que nada pode durar isoladamente. Questões sobre igualdade, beleza das diferenças e respeito às mesmas, vaidade humana entre outras questões muito atuais, são abordadas.

Finalmente, ele aponta para a realidade de manipulação, em que os mais desenvolvidos intelectualmente, exercem influência e domínio sobre os mais vulneráveis, em prol de suas próprias vontades.

Urubus e pássaros representam essa situação, presente hoje em nossa sociedade, mas com personagens humanos. Com isso, deixa claro que a construção da realidade futura depende da formação da geração presente.


Sobre o autor

Rubem Alves é educador, escritor e psicanalista, doutor em Filosofia pela Universidade Princeton (EUA) e professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faz magia com as palavras e possui um estilo inconfundível. Tem escrito sobre temas que navegam pelo universo da Sociologia, da Psicanálise, da Filosofia e da Teologia. O escritor é mineiro de Boa Esperança e vive em Campinas (SP). 

 

"Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos fragmentos de futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente. Que a escola, ela mesma, seja um fragmento do futuro.”  (Rubem Alves)


 


A obra será lançada na Livraria Cultura do Conjunto Nacional – São Paulo, dia 3 de março de 2010, a partir das 19 horas. Endereço: Av. Paulista, 2073 - Tel.: (11) 3170-4033 - SP






Em Campinas, dia 31 de março, na Livraria Cultura - Shopping Iguatemi a partir das 19 horas. Endereço: Av. Iguatemi, 777 - Lojas 04 e 05 - Piso 1 - Vila Brandina - Tel.: (19) 3751-4033 - Campinas - SP


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Fevereiro 18, 2010

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Localização da Geórgia

       Bandeira da Geórgia

 

Nodar Kumaritashvili, Luge

Height 179 cm (5' 10")
Weight 80 kg (176 lbs)
Date of Birth November 25, 1988
Age 21
Nationality Georgia
Birthplace Georgia

Nodar-Muaritashvili

WHISTLER, BC - FEBRUARY 10: Nodar Kumaritashvili of Georgia comes around the 15th turn during the second Men's Single Luge training run at the Whistler Sliding Centre ahead of the Vancouver 2010 Winter Olympics on February 10, 2010 in Whistler, Canada. Kumaritashvili was killed on Feburary 12, 2010 after crashing while making a practice run.

Palavras-chave: Atletas, Esportes, Jogos Olímpicos

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Fevereiro 21, 2010

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ARTE E CRIAÇÃO 


PROJETO PORTINARI

CRIAÇÃO/ PROJETO CULTURAL

POR JOÃO CÂNDIDO PORTINARI

INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - IEAUSP

http://www.scielo.br/pdf/ea/v14n38/v14n38a21.pdf

 

PROJETO GUERRA E PAZ PORTINARI

Parte I:   http://www.youtube.com/watch?v=HIl8hEVjdDI
Parte II: http://www.youtube.com/watch?v=jpUREbNR2vU

 

http://www.portinari.org.br/IMGS/jpgobras/OAa_0005.JPG

Vim da terra vermelha e do cafezal.
As almas penadas, os brejos e as matas virgens
Acompanham-me como o espantalho,
Que é o meu auto-retrato.
Todas as coisas frágeis e pobres
Se parecem comigo.


Candido Portinari


Portinari não é só o maior pintor brasileiro de todos os tempos: é o exemplo único em todas as nossas artes da força do povo dominada pela disciplina do artista completo pela ciência e pelo instinto infalível do belo.
Diante destes choros, destes cavalos-marinhos, que falam ao mais profundo de minh'alma de brasileiro, me sinto em estado de absoluta inibição crítica. Tudo que posso fazer é admirar.


  Manuel Bandeira


Você é a alegria e a honra do nosso tempo e da nossa geração. Não sei se saberia dizer-lhe isso pessoalmente, mas encho-me de coragem nesta carta para exprimir uma convicção que é de todos os seus companheiros, os quais se sentem elevados e explicados na sua obra. Sim, meu caro Candinho, foi em você que conseguimos a nossa expressão mais universal, e não apenas pela ressonância, mas pela natureza mesma de seu gênio criador, que ainda que permanecesse ignorado ou negado, nos salvaria para o futuro.

Carlos Drummond de Andrade


PORTINARI PARA CRIANÇAS

http://www.portinari.org.br/candinho/candinho/jogo.htm

Menu Principal

 

Desde 1935, quando recebeu o prêmio Carnegie, nos EUA, Portinari foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional. Seguiram-se os três grandes painéis para a Feira Mundial de Nova York (1939) e a primeira exposição individual no MoMA (1940) dessa cidade, os quatro painéis para a Biblioteca do Congresso (1942), em Washington, a publicação, pela Universidade de Chicago, do primeiro livro sobre sua obra (1941), o impacto da exposição na Galerie Charpentier, em Paris (1946), a exposição itinerante em Israel e, finalmente, os monumentais painéis Guerra e Paz para a sede da ONU, em Nova York (1956).

Em 6 de fevereiro de 1962 morreu Portinari, intoxicado pelas tintas.

 


ACESSE O SITE DO PROJETO PORTINARI

http://www.portinari.org.br/

 

 

Instalação dos painéis Guerra e Paz na sede de ONU, NY (1956)

 

Nota

O acervo é resultado do levantamento e catalogação de quase 5.000 obras e aproximadamente 30.000 documentos relacionados a estas obras. Entre estes documentos encontram-se: correspondências, recortes de periódicos, livros, fotografias de época, depoimentos, catálogos de exposição e de leilão, textos, entre outros.



A foto mostra 200 Catálogos Raisonnés com a obra completa de Portinari sendo embarcados a bordo do Hércules da Força Aérea Brasileira para serem transportados de São Paulo a Brasília.




João Cândido Portinari (idealizador e responsável pelo Projeto Portinari), filho de Cândido Portinari, em uma das apresentações do projeto.

Palavras-chave: Acervo, Arte, Estudos, IEA, Pintura, Portinari

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Fevereiro 23, 2010

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Um Anjo no Paraíso - José de Anchieta, da ilha de Tenerife a São Paulo e ao Rio de Janeiro (Edições Loyola)




O autor de Um Anjo no Paraíso, o escritor Haroldo Barbosa Filho, nos presenteia com mais duas importantes obras.

"Se eu consigo, você consegue" (Ed. Vozes), de Haroldo Barbosa Filho e "Milagres Acontecem - Um Guia Prático Para Ser E Fazer Feliz" (Ed. Vozes), de Vagner Fontes e Haroldo Barbosa Filho.

Em Se eu consigo, você consegue o autor nos dá um relato simples e contundente sobre como vencer, por exemplo, a perda de um emprego. Como dar o primeiro passo e o que fazer para reverter essa situação são apenas algumas das respostas que, objetivamente, o autor apresenta neste livro.

Em Milagres acontecem - Um guia prático para ser e fazer feliz é um livro que propõe exatamente a capacidade que temos de determinar o nosso sucesso, que temos o dom de fazer acontecer um milagre em nossa vida. A saber do que somos capazes e a colocar em prática todo o potencial que cada um tem dentro de si. De forma descomplicada e objetiva, os autores mostram que é possível sair de situações desagradáveis e passar a ver realizados os seus sonhos. Em cada capítulo há um ensinamento prático que vai ajudar o leitor a entender como se processam os milagres.

Sobre os autores

Haroldo Barbosa Filho nasceu em Jardinópolis, interior de São Paulo. É publicitário há mais de 25 anos anos, com diversos prêmios por trabalhos realizados. Seu último livro 'Um Anjo no Paraíso' é uma grande obra biográfica romanceada. O livro é um relato exímio de uma das figuras mais importantes da nossa história.

Vagner Fontes nasceu em São Paulo, capital. É administrador de empresas, tem atuação destacada em várias empresas.


Palavras-chave: Autores, Lançamento, Literatura, Livros

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Fevereiro 24, 2010

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Brincadeiras e jogos para o ensino da Língua Portuguesa, é o tema da obra que Paulo Nunes de Almeida lança pela Edições Loyola.

 

Este livro oferece um panorama do uso de atividades lúdicas no ensino e na aprendizagem de Língua Portuguesa e enfatiza o uso de jogos e brincadeiras na escola, com o intuito de aumentar o conhecimento das crianças acerca de sua língua-mãe.

 

 

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                Apresentação do livro


Uma velha e valiosa frase latina fornece o tom para o trabalho que você, leitor, tem em mãos: A fructibus eorum cognoscetis eos. Sim, pelo fruto se conhece a árvore; pela obra se conhece o autor. Paulo Nunes de Almeida, um competente pesquisador contemporâneo da arte de bem ensinar, um educador preocupado com o destino do ensino no país, não brinca em serviço. Embora adote como tônica de sua produção as atividades lúdicas, debruça-se com arguto olhar científico sobre as possibilidades de despertar no educando a curiosidade intelectual, o prazer de aprender, a delícia de perseguir objetivos, de seguir regras para atingir uma finalidade bem definida e, assim, formar-se integralmente pelo trabalho e pelo prazer de brincar. O Sorriso da Linguagem é um grande exercício de pensar sobre a atividade lúdica como objetivo de estudo. Cada proposta foi meticulosamente planejada para que a criança interaja com seus pares, seu professor, seu ambiente e, assim, possa, de fato, compreender-se como um ser que possui competências e habilidades linguísticas, gramaticais, textuais.

 

  [bricar1.jpg] 

 

 

Este livro, pois, é um presente do autor para educandos e educadores. Será impossível não viver bons e profícuos momentos em sala de aula com a prática das atividades propostas. Haverá, sem dúvida, um clima ameno, solidário e muito proveitoso para todos os envolvidos no processo de insinar e de aprender. Paulo Nunes nos propicia a oportunidade, muito necessária, de trabalharmos prazerosamente e de convivermos com crianças que se divertem trabalhando, cantam aprendendo, jogam formando-se, brincam aperfeiçoando habilidades e vivem, em cada hora passada na escola, um momento intenso de aprendizagem e de satisfação intelectual.

Prof. Dr. Luiz Antonio Ferreira
Professor Titular do Departamento de Língua Portuguesa PUC-SP
Professor-orientador do Programa de Estudos
de Pós-Graduação em Língua Portuguesa da PUC-SP

Sobre o Autor

ALMEIDA, Paulo Nunes de: Diretor-geral da Faculdade de Conchas, fundador e coordenador do Colégio Lúdico de Conchas, é mestre em Língua Portuguesa e especialista em Educação. Recebeu o prêmio "Professor do ano" pela Associação Comercial de São Paulo. É autor das seguintes obras pela Editora Saraiva: Cartilha Pipoca (2 vols.) Método lúdico de alfabetização Ciência e arte da alfabetização Ensino globalizante em dinâmica de grupo Ler pra vida (alfabetização de adultos) Leitura, expressão, participação - LEP (5 vols.). Por Edições Loyola publicou: Educação lúdica - técnicas e jogos pedagógicos. Publicou também: Explosão recreativa dos jogos, Ed. Estrutura.

 

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Dia 3 de março de 2010 lançamento na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, a partir das 19 horas.

Você está convidado(a)!

 

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Fevereiro 26, 2010

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A bolha faz parte da nossa vida. Sem perceber, somos seres fechados em bolhas pequenas e grandes: nosso computador, o carro, os grupos de amizade, a família, os sentimentos que geram bolhas de esperança e ilusão.

A ‘bolha’, que nos protege de um mundo e nos afasta de outro, fatalmente é rompida nos momentos de crise. É sobre este delicado tema que trata o novo livro de Dilea Frate, lançado pela Cortez Editora, Bolhas. Lindamente ilustrado por Simona Traina, a obra nos conta a história de uma menina que observa o mundo e as pessoas como se estivessem fechadas em bolhas. Embaixo do chuveiro, a menina delira imaginando personagens e histórias que tem como protagonistas, as bolhas. Dilea aproveita a imagem lúdica da bolha de sabão, que toda criança adora, para dar vários recados filosóficos, sociológicos e científicos. No filosófico, explora o conceito da eterna mudança das coisas no mundo. No sociológico, o fato de vivermos cada vez mais trancados em bolhas, sem aceitar as diferenças. E no científico, a origem do universo. O livro também explica, de uma forma leve, a bolha financeira que periodicamente toma conta da economia do mundo e abala a vida das pessoas. Um livro para todas as idades.

Sinopse: Uma menina, que vivia com a cabeça nas nuvens, teimava em ver bolhas em tudo: poeira, comida, bichos, pessoas. Talvez pensasse assim porque se sentisse um tanto quanto solta e perdida no mundo das pessoas fechadas. Ela se considerava a própria bolha, flutuante e sem destino. Mas um fato novo faz com que ela tenha de sair de sua própria bolha.

Sobre quem faz: Dilea Frate é jornalista e escritora. Estudou na Escola de Comunicações e Artes da USP. Tem livros infantis e contos publicados. Adaptou seu primeiro livro, Procura-se Hugo, para o teatro. Seus livros de contos para crianças Histórias para acordar e Fábulas Tortas (Cia. Das Letrinhas) foram premiados, receberam a classificação de Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e foram traduzidos no exterior. Tem histórias publicadas em mais de cem antologias de livros de língua portuguesa para o ensino fundamental. Como jornalista, seu trabalho mais conhecido foi o Programa do Jô, em que atuou como redatora, roteirista e diretora. Foi repórter de jornal, redatora de revista e diretora e roteirista de documentários. Também já participou de exposições coletivas de artes plásticas. Simona Tarina nasceu em Milão, mas vive em Palermo, ambas cidades italianas. Cursou o instituo Europeu de Design de Torino, no qual aprimorou seu talento artístico. Viajou por vários países da Europa e, por um tempo, fixou residência em Portugal, fazendo inúmeros trabalhos de ilustração para as editoras portuguesas. Apaixonada por literatura infantil dedica-se a criar projetos com traços delicados que encantam adultos e crianças.

A bolha nossa de cada dia vira livro para ser lido por pais e filhos


Palavras-chave: Escritores, Literatura, Livros

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VOCÊ É NOSSO(A) CONVIDADO(A) ESPECIAL!

 

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Fevereiro 27, 2010

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http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2009/09/leonardo-boff.jpg

 

“Compreender não consiste em elencar dados. Mas em ver o nexo entre eles e em detectar a estrutura invisível que os suporta. Esta não aparece. Recolhe-se num nível mais profundo. Revela-se através dos fatos. Descer até aí através dos dados e subir novamente para compreender os dados: eis o processo de todo o verdadeiro conhecimento. Em ciência e também em teologia.” (Leonardo Boff em "Os sacramentos da vida e a vida dos sacramentos")


Leonardo Boff, teólogo brasileiro, escritor e professor universitário, expoente da Teologia da Libertação no Brasil. Foi membro da Ordem dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos.


Palavras-chave: Teologia

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http://4.bp.blogspot.com/_-5xwgrua8yg/Rkdt0WMtEuI/AAAAAAAAAMc/DvX69i5VXLA/s400/vale_de_luz_109.jpg

 

 

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U” definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino...” Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Veio-me agora a ideia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto...


Rubem Alves


 

Palavras-chave: Escritores, Rubem Alves

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Fevereiro 28, 2010

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http://nitovni.files.wordpress.com/2009/03/bandeira-canada.jpg

 

A apresentação de gala da patinação artística nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 ocorreu no Pacific Coliseum, em Vancouver, Colúmbia Britânica, em 27 de fevereiro.



 
Patinador(es) País Posição nas competições Música


"Olympic Fanfare and Theme"

Abertura "Oh Canada" (ao vivo por Marc Ferland)

Apresentação dos patinadores "Bang the Drum"
1 Madeline Edwards / Zhao-Kai Pang Canadá "Tango Innominato", "Minor Swing"
2 Daisuke Takahashi Japão Bronze no individual masculino "Luv Letter" (DJ Okawari)
3 Pang Qing / Tong Jian China Prata em duplas "Adagio" (Tomaso Albinoni)
4 Miki Ando Japão 5º lugar no individual feminino "Requiem" (W. A. Mozart)
5 Federica Faiella / Massimo Scali Itália 5º lugar na dança no gelo "Quel Posto Che Non C'e" (Negramaro)
6 Patrick Chan Canadá 5º lugar no individual masculino "Yesterday" (The Beatles)
7 Aliona Savchenko / Robin Szolkowy Alemanha Bronze em duplas "Bad Day" (Daniel Powter)
8 Joannie Rochette Canadá Bronze no individual feminino "Vole" (Céline Dion)
9 Tanith Belbin / Benjamin Agosto Estados Unidos 4º lugar na dança no gelo "Bleeding Love" (Leona Lewis)
10 Yuko Kavaguti / Alexander Smirnov Rússia 4º lugar nas duplas "Waltz Jokes" (seleção de valsas de Strauss)
11 Mao Asada Japão Prata no individual feminino "Caprice" (Niccolò Paganini)
12 Evgeni Plushenko Rússia Prata no individual masculino "Je Suis Malade" (Johnny Hallyday)

Intervalo
13 Nam Nguyen Canadá "Fever" (Madonna)
14 Oksana Domnina / Maxim Shabalin Rússia Bronze na dança no gelo "Matrix" (trilha sonora)
15 Mirai Nagasu Estados Unidos 4º lugar no individual feminino "Faith" (J. Sparks)
16 Stéphane Lambiel Suíça 4º lugar no individual masculino "Ne Me Quitte Pas" (Jacques Brel)
17 Meryl Davis / Charlie White Estados Unidos Prata na dança no gelo "Billie Jean" (David Cook)
18 Kim Yu-Na Coreia do Sul Ouro no individual feminino "Meditation from Thais" (Jules Massenet)
19 Shen Xue / Zhao Hongbo China Ouro nas duplas "Io Ci Saro (I'll be There)" (Andrea Bocelli)
20 Evan Lysacek Estados Unidos Ouro no individual masculino "Rhapsody in Blue" (George Gershwin)
21 Tessa Virtue / Scott Moir Canadá Ouro na dança no gelo "Everybody Dance Now" (C+C Music Factory)

Encerramento "This is the Moment" (ao vivo por Marc Ferland)

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AP Pairs bronze medalists Aliona Savchenko and Robin Szolkowy of Germany perform during the figure skating exhibition gala at the Vancouver 2010 Olympics - Photo

Pairs bronze medalists Aliona Savchenko and Robin Szolkowy of Germany perform during the figure skating exhibition gala at the Vancouver 2010 Olympics

Pairs bronze medalists Aliona Savchenko and Robin Szolkowy of Germany perform during the figure skating exhibition gala at the Vancouver 2010 Olympics - Sunday February 28, 02:25 AM
in Vancouver, British Columbia, Saturday, Feb.

 

"Bad Day" do músico canadense Daniel Powter e tema da brilhante apresentação da dupla Aliona Savchenko e Robin Szolkowy.

 

 

http://www.danielpowter.com/

 

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