Stoa :: Ana A. S. Cesar :: Blog :: Histórico

Janeiro 2010

Janeiro 02, 2010

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

As I lay me down
Heaven hear me now
I'm lost without a cause
After giving it my all

Winter storms have come
And darkened my sun
After all that I've been through
Who on earth can I turn to?

(Chorus)
I look to you
I look to you
After all my strength is gone
In you I can be strong

I look to you
I look to you
And when melodies are gone
In you I hear a song I look to you

(Verse 2)
After I lose my breath
There's no more fighting left
Thinking to rise no more
Searching for that open door

And every road that I've taken
Led to my regret
And I don't know if I'm gonna make it
Nothing to do but lift my head

(Chorus)
I look to you
I look to you
After all my strength is gone
In you I can be strong

I look to you
I look to you
And when melodies are gone
In you I hear a song
I look to you

(Bridge)
My love is all broken (oh Lord)
My walls have come (coming down on me)
tumbling down on me (All the rain is falling)

The rain is falling
Defeat is calling (set me free)
I need you to set me free
Take me far away from the battle
I need you to shine on me

(Chorus)
I look to you
I look to you
After all my strength is gone
In you I can be strong

I look to you
I look to you
And when melodies are gone
In you I hear a song
I look to you

I look to you
I look to you...

 

 

Deus é nosso refúgio e nossa fortaleza.

Palavras-chave: Deus, you tube

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Janeiro 03, 2010

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar


Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. Enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

- Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo?

"Então você não é ninguém?"

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não, senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como o pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!"

E assobiava pelas escadas.

 

Rubem Braga, Ai de ti, Copacabana!

Rio, maio, 1956.

 

Palavras-chave: Crônicas

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Janeiro 06, 2010

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

[Hilda_Hilst_8.png]

 

Enigmática, a senhora Hilda Hilst. Dona de um texto na maioria das vezes estranho, instigante, capaz de surpresas cuidadosamente planejadas. Camaleoa. Com quase quarenta livros publicados, escrevendo magistralmente desde a prosa de ficção à dramaturgia, passando por poemas de construção hipermental (metalurgia de palavras), ainda assim não é suficientemente conhecida nem estudada.
Densa a sua tessitura, crua,  mas ao mesmo tempo poderosa e cálida, como fogo ateado à distância para o deleite das mãos.
Conhecida principalmente nos círculos intelectuais paulistanos, Hilda concebeu novelas onde o poder verbal, literariedade e erudição se mesclam em resultados desconcertantes.
Em "Com Meus Olhos de Cão", novela que dá título à coletânea de sua prosa, editada pela Brasiliense, narra o processo de entorpecimento e desligamento do mundo porque passa o personagem Amós Kéres, matemático, poeta. "Matamoros", "A Obscena Senhora D" e "Qadós" são outros exemplos de poetização da prosa em Hilda Hilst.
A temática de seus textos foi, durante muito tempo, o universo imponderável das ações humanas, a inquietude do ser; a morte, Deus, a finitude, a reflexão e a ars poética. Mas o tratamento rigoroso da matéria literária tornou muito densa essa sua literatura - que ao longo de mais de trinta anos de intensa atividade, ficou restrita a uns poucos eleitos. Sua poesia, repleta de indagações metafísicas, acabou conduzindo-a a mergulhos no universo das  leituras da física e da filosofia, que toma como apoio em sua busca de respostas sobre a imortalidade da alma. Ela anseia descobrir, mas sem abrir mão da ciência. Foi a preocupação com a sobrevivência da alma que a levou, nos anos 70, a realizar uma série de experiências em Transcomunicação Instrumental, com o intuito de gravar vozes de espíritos. Hilda deixava gravadores ligados por sua chácara (a Casa do Sol) e afirma ter captado vozes pronunciando palavras e fragmentos de frases. Poucos a levaram a sério.
O mesmo não aconteceu na literatura, em que a crítica se rendeu ao refinamento e profundidade de seus textos. Carrega até hoje a fama de escritora dificílima. O livro "Com meus olhos de cão" teve excelente receptividade, mas apesar de tudo seu texto ainda continuava sendo "desgustado" somente por uns poucos eleitos que se permitiam o desafio de entrar na cortina de ferro da literatura de Hilda Hilst.
Louvada pela crítica, admirada por outros escritores (entre eles Lygia Fagundes Telles e Caio Fernando Abreu), mas distanciada do grande público, Hilda queria mais. Inconformada com a repercussão pálida de seus textos, a escritora tomou uma decisão surpreendente: depois que leu pelos jornais que a francesa Regine Deforges, com o açucarado best-seller "A Bicicleta Azul" pôs na bolsa mais de 10 milhões de dólares, não teve dúvida: "Como é que eu, com uma cabeça esplendorosa, não consigo nem me sustentar?". E concebeu "O Caderno Rosa de Lory Lambi", um escrito pornográfico. Hilda estava convicta, achava que deveria escrever de maneira diferente para ganhar dinheiro mesmo: "Textos que todo mundo compreendesse, colocando a problemática do sexo de maneira nova, chula". E foi o que fez. O livro foi lançado e fez sucesso. Hilda, então, escreveu, em pouco mais de dois anos, dois outros livros na mesma linha: "Contos de Escárnio" e "Cartas de um Sedutor".
Conseguiu deixar a crítica em quase pânico, mas, boa filha, voltou logo à literatura esplendorosa de sempre. As novelas de Hilda Hilst são, na verdade, rapsódias, cantos em grande forma que constituem uma representação poética do espírito e da realidade. Isto pode ser dito especialmente de "Com meus olhos de cão" - uma narrativa em prosa lírica da angústia e da derrelição, um tema constante em Hilda Hilst. Em "A Obscena Senhora D", por exemplo, num exercício de metalinguagem, o personagem Ehud fala a um outro, Hillé: "Derrelição quer dizer desamparo, abandono e por que me perguntas a cada dia e não reténs, daqui por diante te chamo a senhora D. D de derrelição, ouviu?".
Amor, morte, sonho, sexo, vida agônica. Salvação e perdição, tempo e eternidade, realidade e fantasia, Deus e o homem são os elementos vivenciais que passam sob diferentes roupagens e máscaras ao longo da narrativa descontínua dos textos de HH. São imagens e sons que nos assaltam como sortilégio e como um presságio que destila da linguagem crua.
De imediato percebemos a intenção do estabelecimento de uma nova estrutura de narração, fundada nos desvario. Há uma razão experimentalista, que não nega as suas heranças surrealistas: construções irrefletidas, encadeamentos ilógicos, experimentações formais no âmbito da prosa:

"Hillé, andam estranhando teu jeito de olhar.
Que jeito?
Você sabe.
É que não compreendo.
Não compreende o quê?
Não compreendo o olho, e tento enxergar perto.
Também não compreendo o corpo, essa armadilha, nem a sangrenta lógica dos dias, nem os rostos que me olham nesta vila onde moro, o que é casa, conceitos, o que são as pernas, o que é ir e vir, para onde,
Ehud (...)?"

Porém, a natureza e a verdade poética que Hilda Hilst anseia não se situam no jogo formal, nos seus limites, sua atenção verbal extrapola a forma vã, já que: "modo de ser da literatura, historicamente ligada a uma forma chamada verso, a essência da poesia não se revela nem quando a situam ao nível da linguagem metrificada". A poesia é outra coisa. A poesia é Hilda.
Embora menos complexa, sendo uma obra, "consumada" - em que as razões experimentais encontram-se mais ou menos definidas e encontraram forma definitiva - Com meus olhos de cão lembra-nos o "Igitur", de Mallarmé. Mas a indecifração de algum elemento que nela nos inquiete e confunda, porém, estará, via de regra, presa a um sistema coerente de significado constituindo, pois, um código que em uma última instância pode ser interpretado em relativa conformidade com o real, se considerarmos real o delírio, o sonho, a morbidez... O trauma, enfim.

por Sônia Zaghetto, jornalista (DF)


(Colaboração do escritor Haroldo Barbosa Filho, no Facebook).

Palavras-chave: Escritores, Literatura

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Janeiro 09, 2010

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 


Águia - Isaías 1024x768 Papel de Parede Wallpaper


Quando as tempestades da vida
Surgem escuras à minha frente,
Me recordo de maravilhosas palavras
Que uma vez eu li.

E digo a mim mesma:
Quando pairarem nuvens ameaçadoras,
Não dobre suas asas
E não fuja para o abrigo.

Mas, faça como a águia:
Abra largamente as suas asas
E decole para bem alto,
Acima dos problemas que a vida traz.

Pois a águia sabe
Que quanto mais alto voar,
Mais tranquilos e mais brilhantes
Tornam-se os céus.

E não há nada na vida
Que Deus nos peça para carregar
Que nós não possamos levar planando
Com as asas da oração.

E ao olhar para trás
Verá que a tempestade passou,
Você encontrará novas forças
E ganhará coragem também.
Tenha um ótimo ano.
Voe alto em 2010.

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Janeiro 12, 2010

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

Não adianta tentar ferir-me com teus espinhos, pois eles se transformarão em bálsamos requintados se chegarem à minha alma.

 


Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Janeiro 15, 2010

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

 

19/08/2009

 

XVII Colóquio de Filosofia 

"Formação do Professor e Ensino de Filosofia"

Mesa Redonda que contou com a participação dos professores: Roberto Rondon UEPB; Roberto de Barros Freire UFMT; Lívio Wogel UFMT; Walkyr Marra IFMT. O evento foi realizado pelo Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Mato Grosso.


 

 

23/04/2008


Palestra reforça importância da formação ética na área de informática


A preocupação com a formação ética dos profissionais de informática é cada vez maior na sociedade da informação. Isso porque volta e meia somos bombardeados com escândalos de obtenção ilícita de dados pessoais, relacionados a falhas de segurança e comercialização de informações pela rede mundial de computadores. Foi pensando em promover uma reflexão sobre ética, para que os alunos tenham consciência de que a boa convivência na internet depende de uma série de regras de boa conduta, que o professor MSc. Ed’ Wilson Tavares Ferreira propôs a palestra Moral e Ética, realizada na semana passada, na Sala de Projeções.

“Falar sobre ética é muito pertinente, principalmente no momento em que vivemos, no qual as políticas de privacidade estão em cheque. Em muitos casos, o profissional que deveria zelar pelo sigilo da informação é o que comete esse tipo de crime”, explica Ferreira.

O palestrante convidado foi o professor Dr. Roberto Barros Freire. O docente ponderou sobre as definições de ética e moral, suas diferenças conceituais e discorreu sobre o problema da corrupção no Brasil – “Antes de tudo, o combate à corrupção deve ser um compromisso de todos. Para isso, o bem comum deve superar os interesses particulares”.

Ética e Moral: falsos sinônimos

“A diferença básica é que a ética não é só comportamento, é reflexão. Ela vai além da norma moral”. É assim que o professor Dr. Roberto Barros Freire enxerga a distinção fundamental entre esses dois conceitos geralmente considerados sinônimos. “As pessoas aprendem o significado dos termos pelo uso, não pelo sentido real”. Para ele, esse equívoco é o grande problema na hora de se julgar o que é ético ou antiético. “A filosofia vem justamente para tentar extrapolar o sentido emotivo dos termos e resgatar o seu significado”, explica.

O professor frisa que moral é um conjunto de regras de conduta de um determinado lugar. “Morais são compartilhadas por grupos distintos, portanto, não existe uma moral universal”. Já ética, salienta, é uma reflexão crítica sobre a prática moral, um referencial para os homens basearem suas ações, do ponto de vista dicotômico de bem e mal. “A ética não depende de um contexto local, mas da liberdade de agir de forma virtuosa. É a reflexão sobre ação. É tentar melhorar a si e em relação ao próximo. É não agir conforme o dever, mas pelo dever”, ressalta.

Porém, explica o professor, ao falar sobre ética as pessoas devem analisar os comportamentos com bom senso, pois o que é considerado "certo" para uns pode ser considerado "errado" para outros. Além disso, devem levar em conta as intenções que motivaram uma atitude julgada antiética. “A ética permite distinguir a má fé da ignorância”. 

Para Freire, a ética deve ser vivida no dia-a-dia e se revela quando o bem comum supera os interesses particulares nas grandes e pequenas ações. Segundo o professor, é esse princípio ético republicano que falta aos brasileiros. “As pessoas estão acostumadas a achar que só o que os políticos fazem é roubo e se esquecem que imprimir trabalho pessoal numa repartição pública ou levar para casa uma caneta também o é”.

Sobre Roberto de Barros Freire

Graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), Freire é mestre e doutor em Educação pela UFMT e doutor em Ética e Filosofia Política pelo Departamento de Filosofia da USP.

fonte: Assessoria de Imprensa - CEFET MT

 

 

 

 

 

Como filósofo experiente, o autor apresenta 10 proposições filosóficas para reflexão: Primeira Proposição: A racionalidade vacilante; Segunda Proposição: A busca da felicidade; Terceira Proposição: Sobre a liberdade; Quarta Proposição: A questão da violência contemporânea; Quinta Proposição: Da justiça jurídica à ética; Sexta Proposição: A política do dia a dia; Sétima Proposição: Sobre o Estado e o Governo; Oitava Proposição: Alguns desencantos contemporâneos; Nona Proposição: O homem comum; Décima Proposição: A política de educar. Escrito numa linguagem acessível, a obra tem a propriedade de não só ser apreciada por um público mais ampliado, mas servir de livro didático para o ensino de Filosofia nas escolas de ensino médio das redes pública e privadas de ensino.

Contato

http://www.ufmt.br/bicho_homem/

rdefreire@uol.com.br  

Palavras-chave: Filosofia

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Janeiro 19, 2010

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

ra terra ter
rat erra ter
rate rra ter
rater ra ter
raterr a ter
raterra terr
araterra ter
raraterra te
rraraterra t
erraraterra
terraraterra

Palavras-chave: Poesia concreta

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 2 comentários

Janeiro 27, 2010

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

Sobre a Vírgula

 
Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI

(Associação Brasileira de Imprensa).

 


Vírgula pode ser uma pausa ... ou não.
Não, espere.
Não espere ..
 
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
 
Pode criar heróis ..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser uma solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
 
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
 
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
 
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
 

Detalhes Adicionais:
 
 SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER andaria DE QUATRO À SUA PROCURA.

 

* Se você for Mulher, Certamente colocou uma vírgula depois de MULHER ...

* Se você for Homem, Colocou uma vírgula depois de TEM ...


 

Palavras-chave: Humor

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário