Stoa :: Ana A. S. Cesar :: Blog :: Histórico

Novembro 2009

Novembro 02, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

http://www.cifras.com.br/arquivos/partituras/milton-nascimento-coracao-de-estudante.gif

Quero falar de uma coisa
Adivinha onde ela anda
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar
Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
É o nome certo desse amor

Já podaram seus momentos
Desviaram seu destino
Seu sorriso de menino
Quantas vezes se escondeu
Mas renovam-se a esperança
Nova aurora a cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê
Flor e fruto.

Coração de estudante
Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, planta e sentimento
Folhas, coração,
Juventude e fé.

 

1983

Coração de Estudante - Wagner Tiso / Milton Nascimento

Palavras-chave: Música

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

Foi nos bailes da vida
Ou num bar em troca de pão
Que muita gente boa pôs o pé na profissão
De tocar um instrumento e de cantar
Não importando se quem pagou quis ouvir
Foi assim
Cantar era buscar o caminho que vai dar no sol
Tenho comigo as lembranças do que eu era
Para cantar nada era longe, tudo tão bom
'Té a estrada de terra na boléia de caminhão
Era assim
Com a roupa encharcada e a alma repleta de chão
Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se foi assim, assim será
Cantando me disfarço e não me canso de viver
Nem de cantar.

 

1981

Nos bailes da vida - Milton Nascimento / Fernando Brant

Palavras-chave: Música

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

http://deuseamenina.files.wordpress.com/2009/02/codice2.jpg

 

Romanos 15

 

1

Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.

   

2

Cada um de nós deve agradar ao seu próximo para o bem dele, a fim de edificá-lo.

   

3

Pois também Cristo não agradou a si próprio, mas, como está escrito: "Os insultos daqueles que te insultam caíram sobre mim"

   

4

Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança.

   

5

O Deus que concede perseverança e ânimo dê-lhes um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus,

   

6

para que com um só coração e uma só voz vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

   

7

Portanto, aceitem-se uns aos outros, da mesma forma que Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus.

   

8

Pois eu lhes digo que Cristo se tornou servo dos que são da circuncisão, por amor à verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos patriarcas,

   

9

a fim de que os gentios glorifiquem a Deus por sua misericórdia, como está escrito: "Por isso, eu te louvarei entre os gentios; Cantarei louvores ao teu nome"

   

10

E também diz: "Cantem de alegria, ó gentios, com o povo dele"

   

11

E mais: "Louvem o Senhor, todos vocês, gentios; cantem louvores a ele todos os povos"

   

12

E Isaías também diz: "Brotará a raiz de Jessé, aquele que se levantará para reinar sobre os gentios; estes colocarão nele a sua esperança"

   

13

Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo.

   

14

Meus irmãos, eu mesmo estou convencido de que vocês estão cheios de bondade e plenamente instruídos, sendo capazes de aconselhar-se uns aos outros.

   

15

A respeito de alguns assuntos, eu lhes escrevi com toda a franqueza, principalmente para fazê-los lembrar-se novamente deles, por causa da graça que Deus me deu,

   

16

de ser um ministro de Cristo Jesus para os gentios, com o dever sacerdotal de proclamar o evangelho de Deus, para que os gentios se tornem uma oferta aceitável a Deus, santificados pelo Espírito Santo.

   

17

Portanto, eu me glorio em Cristo Jesus, em meu serviço a Deus.

   

18

Não me atrevo a falar de nada, exceto daquilo que Cristo realizou por meu intermédio em palavra e em ação, a fim de levar os gentios a obedecerem a Deus,

   

19

pelo poder de sinais e maravilhas e por meio do poder do Espírito de Deus. Assim, desde Jerusalém e arredores, até o lírico proclamei plenamente o evangelho de Cristo.

   

20

Sempre fiz questão de pregar o evangelho onde Cristo ainda não era conhecido, de forma que não estivesse edificando sobre alicerce de outro.

   
 

21

Mas antes, como está escrito: "Hão de vê-lo aqueles que não tinham ouvido falar dele, e o entenderão aqueles que não o haviam escutado"

   

22

É por isso que muitas vezes fui impedido de chegar até vocês.

   

23

Mas agora, não havendo nestas regiões nenhum lugar em que precise trabalhar, e visto que há muitos anos anseio vê-los,

   

24

planejo fazê-lo quando for à Espanha. Espero visitá-los de passagem e dar-lhes a oportunidade de me ajudarem em minha viagem para lá, depois de ter desfrutado um pouco da companhia de vocês.

   

25

Agora, porém, estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos.

   

26

Pois a Macedônia e a Acaia tiveram a alegria de contribuir para os pobres dentre os santos de Jerusalém.

   

27

Tiveram prazer nisso, e de fato são devedores aos santos de Jerusalém. Pois, se os gentios participaram das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir aos judeus com seus bens materiais.

   

28

Assim, depois de completar essa tarefa e de ter a certeza de que eles receberam esse fruto, irei à Espanha e visitarei vocês de passagem.

   

29

Sei que, quando for visitá-los, irei na plenitude da bênção de Cristo.

   

30

Recomendo-lhes, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que se unam a mim em minha luta, orando a Deus em meu favor.

   

31

Orem para que eu esteja livre dos descrentes da Judéia e que o meu serviço em Jerusalém seja aceitável aos santos,

   

32

de forma que, pela vontade de Deus, eu os visite com alegria e juntamente com vocês desfrute de um período de refrigério.

   

33

O Deus da paz seja com todos vocês. Amém.


   
 

fonte: Bíblia Sagrada - Nova Versão Internacional

Copyright © 1973, 1978, 1984 by International Bible Society


Palavras-chave: Bíblia

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Novembro 04, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Atenção especial ao Jornalismo Júnior - Blog da Empresa Júnior de Jornalismo da ECA-USP - J.Júnior, que tem um refinado trabalho de fotojornalismo que não deve passar despercebido por ninguém.

Vale a pena conferir.



 

Início

quarta-feira, 20 de agosto de 2008


[J.Júnior] Na prática - funcionamento, projetos e hierarquia

“Nossa empresa nasceu há pouco mais de 4 anos e está em processo de pleno crescimento. Devido a isso, o processo seletivo, que deveria ocorrer anualmente em março, teve também uma segunda edição agora em agosto. Como são apenas 60 alunos no nosso curso por ano, não é mais uma fuvest - a concorrência não é assim tão grande e damos muitas oportunidades para gente nova e projetos inovadores.

A hierarquia da empresa não é tão rígida quanto nas áreas de administração e economia. Há estagiários, editores (responsáveis cada um por um projeto) e dois diretores (que ficam por conta da parte burocrática, representação externa e organização interna). Nossos projetos não são temporários, na sua maioria, como costuma ocorrer em demais empresas juniores - o jornalismo, no geral, exige alguma resposta a um prazo mais longo. Por isso, muitas pessoas passam pela empresa e o projeto continua. O tempo médio de permanência dos membros é de 1 ano, caso seja apenas estagiário, até 2,5 anos se assumir editoria ou diretoria. Bom destacar que todos participam do processo de decisão e criação.

Como disse anteriormente, somos uma empresa nova e em processo de crescimento. Nossa estrutura física ainda não permite uma carga horária muito rígida - também temos que ter alguma mobilidade para fazer nosso trabalho. Entretanto, é interessante que os membros guardem cerca de 10 a 20 horas por semana para a J. Júnior.

Temos hoje tais editorias: Cinema (que faz o blog cinefilosjjunior.wordpress.com); Ciência, Saúde & Meio Ambiente (responsável por uma parceria com a Farma Jr., outra com uma ONG associada ao Instituto Oceanográfico e ainda uma parceria com um projeto social ligado à Faculdade de Medicina; são feitos trabalhos mais estritos de jornalismo, assim como comunicação interna, produção de material institucional); Arte (mais voltadas para quem tem um veio artístico aguçado, faz projetos gráficos para nossos sites, eventos e materiais impressos); Assessoria & Divulgação Científica (um novo projeto que fará releases de uma instituição da Escola Politécnica); Esportes (um jornal institucional do Centro de Práticas Esportivas da USP e também um blog de coberura do campeonato paulista de futsal); Comunicação e Eventos (dá suporte às demais editorias e promove eventos para estudantes do curso e demais interessados).

Além disso, a nova gestão tem o objetivo de estabilizar a empresa, promovê-la no cenário do movimento júnior e planejar ainda um projeto que será nosso carro-chefe. Também estamos sempre abertos a projetos criativos, que proporcionem uma melhor formação para os estagiários e demais estudantes do curso.”

Palavras-chave: Assessoria de Imprensa, Projetos

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Novembro 08, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Verdades e Mentiras

Histórias baseadas em fatos falsos e casos pouco divulgados revelam o lado menos charmoso - mas não menos curioso - da literatura.

 

A LITERATURA PERMITE NARRATIVAS QUE VÃO ALÉM DOS FATOS HISTÓRICOS, MAS, AO MESMO TEMPO QUE SUA POESIA COMPREENDE REALIDADES, SURGEM INACEITÁVEIS FALSIFICAÇÕES.

“Magia livre da mentira de ser verdade.” A definição da arte pelo filósofo alemão Theodor Adorno é uma das mais sintéticas defesas do direito do artista ao artifício, contra as históricas condenações de filósofos e moralistas. A maior delas, como se sabe, está no livro A república, de Platão, para quem o sistema ideal não deveria receber o poeta, pois este “instaura na alma de cada indivíduo um mau governo, lisonjeando a parte irracional, que não distingue entre o que é maior e o que é menor (...) que está sempre a forjar fantasias, a uma enorme distância da verdade”.

O imaginário artístico, desde então, esteve submetido ao olhar desconfiado do tribunal da razão e dos bons costumes, reivindicando timidamente o direito à fantasia e às verdades da ficção. Não raro, este imaginário usa o subterfúgio da verossimilhança, aproxima-se dos discursos “aceitáveis” da história e da filosofia, para dizer, com Aristóteles, que “a poesia é algo mais filosófico e mais sério do que a história, pois aquela se refere principalmente ao universal, enquanto esta se refere ao particular.”

O que acontece, porém, quando um escritor lança mão das falsificações intrínsecas à criação não para atingir uma verdade universal, mas para promover uma fraude que trai seu pacto ficcional com os leitores, o acordo que suspende temporariamente a noção de realidade em troca de experiências que ampliam a própria realidade?

A história da literatura está repleta de dissimuladores e falsários, que, no entanto, usam sua capacidade de fabulação e travestimento em nome da liberdade de expressão, da afronta ao senso comum e aos preconceitos. Bem diferentes são os casos das falcatruas explícitas, cometidas por mentirosos crônicos com intenções venais de fazer fama e fortuna – ou por pura perversão.

É algo que não se confunde com os sofistas da Antiguidade clássica, os quais percorriam as cidades-estados lecionando oratória mediante pagamento e cuja arte da persuasão retórica foi tachada de charlatanismo pela academia platônica, mas que passaram a ser revalorizados como portavozes de uma espécie de relativismo filosófico, menos preocupado com os grandes sistemas de conhecimento metafísico do que com questões práticas e pequenas verdades provisórias.

Deriva dos sofistas o conceito de raciocínio enganoso (sofisma), em oposição ao silogismo (a dedução lógica com base em premissas corretas), e a postulação dos limites entre aletheia (verdade) e doxa (opinião). No plano estritamente literário, porém, a mentira sempre esteve mais associada à comédia e, mais tarde, à farsa medieval do que ao engodo, em sua acepção moderna. Nesse universo mental, anterior à noção moderna do indivíduo cindido da coletividade, o valor do poeta ou dramaturgo grego estava em “imitar” as formas consagradas pela tradição.


PLÁGIO

Foi necessário que surgisse uma sociedade mais individualista para que aparecessem noções fortes da obra e do autor – e, com elas, as figuras do plagiário e do fraudador. A cópia, outrora vista de modo positivo como “emulação”, como homenagem prestada aos antigos, passa a ser depreciada como falta de originalidade, ou pior, como plágio – um delito contra a figura jurídica do autor e da nascente jurisprudência do direito autoral.

O caso mais emblemático é Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, marco inaugural do romance moderno. Ao parodiar os romances de cavalaria, ele lança as sementes do herói “problemático” do romance burguês, que busca para a própria existência um significado que a sociedade já não lhe reserva de antemão. Mas, além disso, foi justamente com Dom Quixote que nasceu o crime contra a autoria.

A história não deixa de ter seu lado cômico – ou, no caso, “quixotesco”. Dom Quixote de La Mancha é composto por duas partes: O engenhoso fidalgo D. Quixote de La Mancha, publicado em 1605, e Segunda parte de O engenhoso cavaleiro D. Quixote de La Mancha, de 1615. Como explica o tradutor brasileiro da obra, Sérgio Molina: “Em 1614, já adiantado na redação da segunda parte de sua obra, Cervantes foi surpreendido pela publicação de um segundo tomo O engenhoso fidalgo D. Quixote de La Mancha, continuação fraudulenta assinada por Alonso Fernández de Avellaneda (pseudônimo de um autor cuja verdadeira identidade é até hoje um enig- ma). Nesse ‘Quixote apócrifo’, narra-se a história da terceira saída do herói rumo a Saragoza (conforme previsto ao final do primeiro tomo) – o que também ocorre em O engenhoso cavaleiro D. Quixote de La Mancha”.

Num tempo em que ainda não havia escritórios de advocacia especializados na defesa da propriedade intelectual e do copyright, a solução encontrada por Cervantes foi colocar, na segunda parte “autêntica” da obra, a personagem lendo o falso Quixote e esbravejando contra o logro de Avellaneda – que assim ganhou a glória questionável de ser eternizado como plagiário. Mais que isso: lançando mão de um estratagema irônico para marcar a diferença entre sua versão e a de Avellaneda, Cervantes decide alterar o rumo do Quixote – que, ao contrário do anunciado, não entra em Saragoza, mas segue para Barcelona.

REALIDADE NA ARTE

Como na técnica pictórica do trompe l’oeil – aquelas pinturas que simulavam portas ou janelas sobre as paredes dos palácios barrocos –, o real se confunde com eventos fictícios num jogo vertiginoso, em que triunfa a ilusão, que, a partir daí, se introduz de modo progressivo na arte literária e na própria realidade. Porém, a esse triunfo, que o romance potencializa com sua capacidade de se apropriar dos discursos não-literários da história, da filosofia, da economia (muitos dos romances de Balzac e Zola serão verdadeiros tratados sobre a vida rural e urbana, confundindo-se com o jornalismo), corresponde à desconfiança em relação aos efeitos deletérios da ficção sobre a moral e os costumes: surge aí o tema, essencialmente moderno, da “intoxicação pela leitura”, que começa a tomar forma no próprio D. Quixote (o fidalgo que enlouquece com a leitura de romances de cavalaria) e atinge seu ápice em Madame Bovary, de Flaubert (a mulher que se torna adúltera a partir da leitura dos folhetins românticos, fantasia cujo realismo levaria seu autor às barras dos tribunais por atentado ao pudor).

Em resposta a essa tensão crescente entre a imaginação e seus censores, inúmeros escritores setecentistas e oitocentistas lançam mão do procedimento de escorar os enredos numa suposta base documental, que assim duplica os efeitos da simulação. Um dos casos mais rocambolescos é A religiosa, do filósofo iluminista Denis Diderot.

Inconformado com o retiro espiritual de um amigo, o marquês de Croismare (que se recolhera na província após a morte da esposa), e aproveitandose do fato de este se haver sensibilizado com o episódio de uma jovem monja que recorrera à justiça pleiteando a quebra dos votos (sob alegação de ter sido coagida à clausura), Diderot e seus amigos simularam cartas nas quais, após ter fugido do convento e se instalado em Paris, ela pedia o auxílio do marquês.

Em vez de retornar a Paris, Croismare respondeu pedindo que a jovem fosse ter com ele em Caen. Diante disso, os farsantes tiveram de inventar uma versão que culminava na morte da religiosa – e Diderot, entusiasmado com o imbróglio, escreveu as “memórias” dos maus tratos sofridos por Suzanne Simonin (nome da personagem), das torturas disfarçadas de penitência a que ela foi submetida. Ao final do livro, ele justapôs um “prefácio-anexo” que incluía as cartas trocadas de parte a parte e revelava toda a farsa.

O tal “prefácio-anexo” divide até hoje os especialistas. Muitos acreditam que até mesmo a troca de cartas de Diderot & Cia. com o crédulo marquês não passa de uma mistificação dentro da mistificação, que tudo foi inventado para sustentar a ilusão romanesca – e que, portanto, as cartas seriam, também elas, parte integrante da obra.

Fato é que a revelação não impediu que A religiosa passasse à história como um dos maiores libelos contra a instituição do claustro e o sistema punitivo da igreja, antecipando o furor dos revolucionários de 1789, que invadiam os conventos para libertar as virgens encarceradas.

Esse tipo de recurso, que desnorteia o leitor, reaparece em Stendhal, pseudônimo pelo qual ficou conhecido Henry Beyle, cujas Crônicas italianas (esgotado) partem de manuscritos familiares comprados na Itália à época em que lá exerceu funções diplomáticas. São histórias supostamente verídicas (“fiz algumas correções a lápis, a fim de tornar o estilo um pouco menos obscuro”, declara ele no prefácio), repletas de crimes galantes, raptos, invasões de conventos, cuja publicação tem o intuito de restaurar o espírito de coragem e audácia na avarenta sociedade pós-napoleônica – mundo de financistas corruptos e políticos hipócritas, contra os quais ele usa as mesmas armas. No caso, a hipocrisia autoral, já que, sabemos hoje, os enredos italianos foram totalmente reescritos pela pena genial do autor de O vermelho e o negro.

Esses despistes muitas vezes servem para preservar o autor de retaliações por posturas anticlericais ou delitos de opinião contra a ordem vigente. Mas a ficção autoral também pode atender a objetivos menos edificantes (ou, digamos, mais “pecuniários”), caso de Alexandre Dumas, que mantinha uma oficina de escribas responsáveis por preencher seus enredos e desenvolver suas personagens – só intervindo no momento de finalizar a obra.

Dumas traz para a literatura um método de trabalho em equipe característico dos pintores renascentistas e antecipa a técnica empregada pelos atuais autores de telenovelas e best sellers (que sustentam escritórios de ghost writers). Aliás, um dos divertimentos dos pesquisadores da prosa de Dumas é identificar quais partes sofreram sua intervenção e quais ele deixou na forma original de seus colaboradores – havendo até um deles, Auguste Maquet, que é considerado o mais brilhante dentre os pseudoDumas.


SOB FORMA DE FATO

Aqui, porém, já estamos falando de um momento em que o ilusionismo assimilado à estrutura da obra (caso de Diderot e Stendhal) cedeu espaço à prestidigitação mercadológica, em que o leitor compra gato por lebre, Maquet por Dumas. Foi talvez pensando nisso, na falta de vertigem e no jogo de espelhamentos da literatura realista e naturalista do fim do século 19, que Oscar Wilde escreveu no ensaio A decadência da mentira, de 1891: “Uma das causas principais da banalidade de quase toda a literatura atual é certamente a decadência da mentira considerada como arte, ciência e prazer social. Os antigos historiadores apresentavam-nos deliciosas ficções sob a forma de fatos; o moderno romancista oferece-nos fatos estúpidos à guisa de ficções”.

Se tivesse esperado mais alguns anos para publicar seu ensaio, Wilde talvez relativizasse esse veredicto tão severo. Afinal, em 1894, surgia na França uma das maiores da fraudes da história da literatura: Canções de Bilitis, um conjunto de 146 poemas em prosa de uma poeta grega contemporânea de Safo, “traduzidos” por Pierre Louÿs – que só em 1925, no leito de morte, teria assumido a autoria desses versos de erotismo lésbico, que hoje ninguém dissocia de um decadentismo fin-de-siècle que teria encantado o autor de O retrato de Dorian Gray.

Seja como for, a ideia de que os historiadores podem nos apresentar “deliciosas ficções sob a forma de fatos” assumiu aspectos repulsivos em um século em que a história rima com barbárie. Na esteira dos Protocolos dos Sábios de Sião (documento forjado na Rússia do século 19 para desvendar uma conspiração dos judeus para dominar o mundo) e do mote de goebbels (ministro da propaganda de Hitler), segundo o qual “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”, surgiu recentemente um livro que ultrajou toda a comunidade judaica, justamente por ter sido considerado um dos documentos mais comoventes de um sobrevivente dos campos de concentração nazistas: Fragmentos – Memórias de uma infância (esgotado), de Binjamin Wilkomirski.

Publicado em 1995 na alemanha, o livro traz as lembranças de um garoto que acredita ter nascido em riga (letônia) e que se lembra, como num lampejo espectral, de ver seu pai sendo esmagado por um caminhão antes de ser deportado para os campos de extermínio de Majdanek e Auschwitz.

Essas incertezas biográficas, que determinam o caráter descontínuo das memórias de Wilkomirski, e a escrita fragmentária e sem metáforas de quem cresceu sem língua materna ou paterna, misturando o ídiche com a língua babélica dos campos, levaram o ensaísta márcio Seligmann-Silva a comentar que “a onipresença da morte faz com que a linguagem se torne mais ‘concreta’: as pessoas num campo de concentração são literalmente queimadas, a fome literalmente mata, o mais forte é literalmente dono de você etc. Não há espaço para a metáfora – apenas para a metamorfose”.

A livro de Wilkomirski implicaria uma “ética da representação”, uma forma consequente com a matéria narrada, sem artifícios literários – o que teria justificado as diversas honrarias que ele recebeu, inclusive de um júri integrado por elie Wiesel, sobrevivente de Auschwitz –, não fosse pelo fato, revelado pelo jornalista Daniel Ganzfried na revista suíça Welt Woche, que Wilkomirski (aliás, Bruno Doessekker, seu verdadeiro nome) só estivera em Majdanek “na condição de turista” e de que nem judeu ele é!

A revista Granta, do verão de 1999, publicou uma extensa reportagem em que Elena Lappin descreve um encontro com o escritor após o escândalo, um texto que procura ver na fragilidade de doessekker/Wilkomirski um elo comum que explique a patologia que manchou a “literatura de testemunho” (como são conhecidos os relatos de sobreviventes dos campos nazistas), colocando em xeque sua veracidade e sua ética.

Mas, como assinala o próprio Seligmann-Silva, a questão é que “cada gênero literário possui as suas ‘regras’, propõe um determinado ‘jogo’ com o leitor. (...) Se o livro Fragmentos é composto apenas ‘ao modo’ de uma autobiografia, ele deixa de ter um efeito estético – e ganha apenas um teor amoral.”

Essa amoralidade é a mesma que atinge outros relatos fraudulentos no jornalismo – como Jayson Blair, que assinava reportagens inteiramente fictícias para o jornal The New York Times – ou no memorialismo – como o livro Angel at the fence, cuja publicação foi cancelada pela editora, em que Herman Rosenblat lembraria como conheceu no campo de Buchenwald (onde de fato esteve) uma menina que lhe entregava pão e maçãs numa cesta, e que ele teria reencontrado casualmente em Nova York (história que se revelou falsa).

Colocar todos os gatunos no mesmo saco, porém, seria acrescentar mais uma mentira a esse rol de mentiras: pois uma coisa é enganar jornais, editores e leitores, como o fizeram escritores e jornalistas em diferentes momentos da história, para explorar as ambiguidades da ficção ou simplesmente obter dinheiro e celebridade num futuro imediato; outra coisa, muito mais grave, é surrupiar a própria história, cancelando o passado de quem explora de modo consciente as tensões entre memória e ficção, mentira e verdade. ©

CARICATURA DE TEXTOS

Na sociedade do espetáculo e da mercantilização ilimitada, a fraude em relação à autoria (processos por plágio e disputas pela propriedade intelectual de obras artísticas e descobertas científicas), deriva, frequentemente, para a caricatura: é quando um autor, em vez de ter uma obra “roubada”, vê atribuído a si um texto que não escreveu. São os casos, muito semelhantes, de dois grandes escritores contemporâneos que foram vítimas de falsas atribuições. Pouco antes da morte de Jorge Luis Borges, em 1986, circulou na imprensa um poema apócrifo, no qual o argentino ce lebrava os prazeres simples da vida: “Se eu pudesse viver novamente/ (...) Iria a mais lugares onde nunca fui,/ Tomaria mais sorvete e menos lentilha,/ Teria mais problemas reais e menos imaginários/(...) Mas, já viram, tenho 85 anos/ E sei que estou morrendo”. Leitores familiarizados com a escrita cerebral do autor do Aleph estranharam o tom meloso – mas isso não impediu que o poema do pseudoBorges fosse amplamente divulgado. Num lance bizarro, a viúva de Borges, Maria Kodama, chegou a entrar na justiça para “não” receber dividendos referentes à publicação do tal poema, que considerava abominavelmente kitsch...

Episódio semelhante aconteceu em 1999, quando passou a circular um poema em prosa intitulado La Marioneta, no qual, gravemente enfermo, o colombiano Gabriel García Márquez celebrava a vida e terminava afirmando que morreria em breve, de maneira muito semelhante, em sua pieguice, àquele atribuído a Borges: “São tantas as coisas que aprendi com vocês, mas, finalmente, não poderão servir muito, porque (...) infelizmente estarei morrendo”. Curiosamente, o verdadeiro autor do falso poema de García Márquez, que ainda hoje circula pela internet, se chama Johnny Welch, trabalha no México como ventríloquo e escreveu La Marioneta para seu boneco Mofles – numa metáfora involuntária sobre a condição do autor em tempos de apropriação indiscriminada da autoria: uma marionete que, sem o saber, dá voz a outrem...

Por Manuel da Costa Pinto para a Revista da Cultura edição de novembro de 2009.

Sobre o autor: Manuel da Costa Pinto nasceu em São Paulo em 1966. Formado em jornalismo pela PUC-SP e mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP, é autor de Literatura Brasileira Hoje (Publifolha, coleção “Folha Explica”) e Albert Camus – Um Elogio do Ensaio (Ateliê Editorial), co-autor de Ilha Deserta – Livros (Publifolha) e organizador e tradutor da antologia A Inteligência e o Cadafalso e outros ensaios, de Albert Camus (Editora Record). Foi editor-assistente da Edusp, editor-executivo do Jornal da USP, redator do caderno “Mais!”, da Folha de S.Paulo, editor-executivo da revista Guia das Artes (especializada em artes plásticas) e, de 1997 a 2003, editor da CULT – Revista Brasileira de Literatura. Atualmente, é colunista da Folha de S.Paulo, onde assina a seção “Rodapé”, sobre literatura e livros, publicada aos sábados no “Ilustrada”. [Junho de 2004]

 

Palavras-chave: Folha de São Paulo, Literatura

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Novembro 09, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar


La séparation por ARTeTǝTЯA.

Quando se fala em personalidade canina, logo nos vêm à mente o comportamento, as manias, vícios e rabujices dos nossos dogs, totós da família e lulus mais chegados, não é mesmo? Sempre tem alguém com uma história engraçada ou comovente sobre o comportamento dos nossos amigos. Mas nesse caso, a personalidade canina que vou abordar é a sua. Isso mesmo, pois se analisarmos bem o comportamento dos seres humanos, podemos descobrir que eles têm muito a ver com os cachorros!

Se você é um(a) mocinho(a) que adora fazer fofoca e falar da vida dos outros, pode ter certeza que é um Dachshund, mas se é um sujeito que está sempre disposto a aprender novas lições, é um Border Collie ou um Pastor Alemão . E se adora desvendar mistérios sem deixar-se levar pela opinião alheia, pode ser um Pit Bull ou um Rottweiler .

Há algumas 'coincidências' entre homens e cães, uma brincadeira séria que pode nos trazer muito autoconhecimento.

Então, qual das ‘raças’ pertence você?



Border Collie: São pessoas muito dispostas a aprender e nunca lhes falta energia para o trabalho. São workaholics! Muito criativas!

Dachshund: Adoram falar da vida dos outros e observar o que se passa ao seu redor. Metidos, correm na hora H.
Golden Retriever: A s pessoas "Golden Retriever" adoram aproveitar todos os momentos da melhor forma possível. Se divertem muito e não deixam os problemas do dia-a-dia atrapalharem os seus planos.
Pastor Alemão: Também estão sempre alerta e adoram aprender mais. São curiosos racionais!
Poodle Toy: Gostam de colo, carinho e se sentem "os reis ou rainhas da cocada preta". Mas são frágeis e indefesos!
Labrador: Sabe aquele amigo que sempre está por perto para te fazer feliz, conversar e brincar???
Cocker Spaniel: Preguiçosos, sempre deixam para depois o que poderiam fazer agora. Arteiros e criativos!

Rottweiler: Vão fundo até descobrirem o que está incomodando. Peritos em desvendar mistérios.

Husky Siberiano: É o bonitão que todo mundo quer colocar no colo, mas acaba ficando sempre sozinho.
Lhasa Apso: Carentes, adoram um colinho e um salão de beleza!
Pitt Bull: Também não deixa ninguém passá-lo pra trás. Toma decisões e age rapidamente.
Mastiff: Hein?
Vira-latas: No fundo, todo mundo tem um pouquinho de vira-latas!
 
                  As características foram retiradas do Anuário de Cães

Palavras-chave: Personalidade

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Objetivo dessa igreja em Los Angeles era atrair fiéis loucos pelos cães.

Teve oração especial, comida caninas e caminhas para os pets.


Cães participam de culto em  igreja presbiteriana em Los Angeles, na Califórnia. (foto:AP)

 

O "culto", de 30 minutos, teve a participação canina com o objetivo de atrair os fiéis que gostam muito de seus pets. (foto:AP)


Teve direito à caminha para os cães, orações especiais para eles, e até bandeja de oferendas com biscoitos caninos. (foto:AP)


Fonte: G1/ Gospel

Palavras-chave: Gospel, Igrejas

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Novembro 10, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

O simpático e algo assustador ancião aí de cima é o escritor norte-americano Jerome David Salinger, flagrado de surpresa em uma de suas poucas fotos conhecidas — e a única tornada pública nos últimos 30 anos. J.D. Salinger completou agora neste início de 2009 (no dia 1º, especificamente), provectos 90 anos de idade, mas não tente mandar um cartão ou bater na porta para dar os parabéns que você pode ser enxotado com essa mesma expressão de ira com que ele está confrontando o fotógrafo.

Salinger ainda mantém intocável o folclore que cerca sua pessoa há mais de 40 anos. Escritor que foi unanimente saudado pela crítica desde sua estréia, em 1944 — Hemingway glorificou seu talento quando o sujeito recém havia publicado seu primeiro conto — Salinger praticamente inventou a adolescência moderna na literatura com seu onipresente O Apanhador no Campo de Centeio, de 1951. Como escreveu o jornal inglês Telegraph, numa bem-humorada relação dos livros mais cultuados da literatura, publicada no ano passado:

O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger (1951)
O texto sagrado sobre alienação adolescente, amado por assassinos, emos, e todos os que estiverem entre uma categoria e outra, incluindo aí Gordon Brown. O complicado adolescente Holden Caulfield à solta na Cidade Grande, reclamando de sua família e ficando bêbado. Você provavelmente já o leu, seja honesto.

Caulfield até hoje é um personagem que se conecta com o vazio e a angústia adolescentes, e O Apanhador... ainda é o livro mais conhecido de Salinger, cultuado como um mestre pela profundidade com que trabalha seus personagens. Depois de O Apanhador, seu único romance, Salinger publicou a coletânea de contos Nove Histórias (1953), Franny & Zooey (1961) e Para cima com a viga, Moçada, e Seymour, uma Introdução (1963), na tradução da Brasiliense que ainda se acha em sebos, ou Carpinteiros, levantem bem alto a Cumeeira, e Seymour, uma apresentação, na tradução nova da L&PM. Os outros l ivros têm edição recente pela Editora do Autor, numa caixa especial.

Depois desse último volume, que reúne duas novelas, Salinger não publicou mais nada, e recolheu-se a um silêncio eloquente, trancado em uma casa no topo de uma montanha no povoado de Cornish, em New Hampshire, nos Estados Unidos, cercado de altas muralhas. Não recebe visitas, não dá entrevistas, preserva-se de fotos (como vocês podem ver na reação do homem à imagem), não permite que seus livros sejam adaptados para o cinema e não publicou mais uma linha — embora relatos de terceiros, entre eles sua filha e a ex-namorada Joyce Mainard, jornalista e escritora, garantam que ele continua escrevendo.

Joyce merece uma menção um pouco mais a longa, a propósito. Em 1971, ela publicou, aos 18 anos, um ensaio literário na New Yorker no qual relembrava a experiência de ser uma pré-adolescente nos feéricos anos 1960. Salinger foi uma das centenas de pessoas que escreveu cartas comentando o artigo. Ela nunca havia lido nenhum livro dele (então com 53), mas na troca frenética de cartas que se seguiu ambos se descobriram apaixonados pela mente um do outro. Ela foi morar com ele e viveu nove meses na casa da colina — até ser expulsa aos pontápés da vida do sujeito. Nos anos 1990, Mainard lançou um livro no qual contava sua vida e devassava a intimidade de sua relação com Salinger. Como escreveu o escritor e jornalista Lourenço Cazarré para a Zero Hora em 1999, numa resenha do livro Abandonada no Campo de Centeio (a tradução tenebrosa que a Geração Editorial resolveu aplicar para o original At Home in the World: "Em casa no Mundo"):

O escritor J.D. Salinger passa correndo pelo livro Abandonada no Campo de Centeio, de Joyce Maynard. Entra na página 89 e sai na 222. Pouco para uma obra de 350 páginas. Isso certamente vai deixar um pouco frustrado o leitor brasileiro. O que se tem na maior parte do livro é a vida - bastante atribulada, é verdade, mas nada impressionante - de Joyce Maynard, a jovem que, aos 18 anos, viveu por quase um ano com Jerry Salinger, que estava na época com 53 anos.
A meteórica passagem de Salinger, é claro, frustra o sujeito que comprou o livro para saber um pouco sobre a vida desse grande ermitão, que morreu para o mundo em 1965, depois de ter publicado apenas cinco livros, entre eles
O Apanhador no Campo de Centeio, seguramente um clássico entre os livros sobre a adolescência.
Mas a imagem que se tem de Salinger depois da leitura dessas cento e poucas páginas é demolidora. Segundo a descrição de Joyce Maynard, o escritor é um maluco que tem uma preocupação histérica com alimentação, um fervor religioso pela medicina homeopática e um supremo desprezo por tudo o que não seja J.D. Salinger, ele próprio.
Nas quatro páginas finais, Salinger reaparece. Depois de 15 anos de afastamento, Joyce volta a visitá-lo. Está triste porque soube, pelo vizinho, que ele teve outras mulheres. Na verdade, várias.
Na varanda da casa do escritor, em Cornish, New Hampshire, os dois têm então uma tensa conversa. O Salinger que sobressai desse diálogo - um dos pontos altos do livro - não é apenas um mentecapto. É um mentecapto grosseiro e raivoso que odeia tudo e todos.

fonte: blog do Carlos André Moreira, editor de livros de Zero Hora, repórter responsável pela área de livros do Segundo Caderno.

Nascimento 1 Janeiro de 1919
Manhattan, Nova Iorque
Flag of the United States.svg Estados Unidos
Morte 27 Janeiro de 2010 (91 anos)[1]
Cornish, New Hampshire
Flag of the United States.svg Estados Unidos

Palavras-chave: Literatura estrangeira, Livros

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

http://www.badaueonline.com.br/dados/imagens/Professores(4).jpg

Comissão do Senado aprova 14º salário para professores da rede pública


Projeto ainda precisa ser aprovado em duas comissões da Casa.

Para ter direito ao benefício, profissionais terão que melhorar ensino.


A Comissão de Educação Cultura e Esporte (CE) do Senado aprovou nesta terça-feira (10) o substitutivo ao projeto de lei que cria o 14º salário para profissionais da educação básica da rede pública. 

O projeto, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), com substitutivo do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), segue agora para a Comissão de Assuntos Econômicos e em seguida tem votação terminativa na Comissão de Assuntos Sociais. Depois, o projeto ainda segue para votação na Câmara dos Deputados.

De acordo com o PLS 319/08, para ter direito ao 14º salário em dezembro, os professores terão que elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da escola onde trabalham em pelo menos 50%. O benefício também será concedido se a escola alcançar Ideb igual ou maior que sete.

O projeto estabelece ainda que o pagamento do 14º salário deverá ocorrer até o final do semestre subsequente ao da publicação dos resultados do Ideb. Se a instituição de ensino obtiver bons resultados, todos os professores receberão o benefício. A expectativa é de que as faltas injustificáveis dos docentes diminuam e que eles se dediquem mais ao ensino dos alunos.


g1

Palavras-chave: Professores

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Um estudante de Itajaí (SC) pode se tornar o melhor aluno de geografia do Brasil.

A prova final vai acontecer entre os dias 12 e 14 de novembro, em São Paulo.


Link para a reportagem: http://videos.r7.com/estudante-concorre-a-premio-de-melhor-a

 



Palavras-chave: Estudantes, Prêmio

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Novembro 12, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 Um iceberg gigante é visto na costa da Ilha Macquire, entre a Austrália e a Antártida Foto: EFE

 

Sydney (Austrália), 12 nov (EFE) - Um grupo de cientistas australianos anunciaram hoje o descobrimento de um iceberg de 500 metros de comprimento a cerca de oito quilômetros da ilha de Macquarie, situada entre a Austrália e a Antártida.

O investigador da Divisão Australiana da Antártida Neal Young afirmou que outros iceberg foram levados em direção ao norte pelas correntes oceânicas, mas nunca tinham se aproximado tanto à ilha, onde as águas são mais quentes.

Young indicou que o bloco de gelo, de cerca de 50 metros de altura, faz parte provavelmente de outros icebergs maiores que se desprenderam da crosta antártica entre 2000 e 2002.

O iceberg foi localizado parte setentrional da ilha, localizada a cerca de 1.500 quilômetros ao sul da região australiana da Tasmânia.

Os cientistas opinam que a massa de gelo se romperá e se derreterá rapidamente em sua ascensão em direção ao norte.


EFE

foto: EFE

Palavras-chave: Mar

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Novembro 14, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar


 

Não interessa a uma mulher um homem que saiba tudo sobre ela, um homem que saiba tudo sobre o amor, um homem que saiba tudo sobre os prazeres proibidos do corpo. Uma mulher não se interessa por um homem que não tenha uma dose de insegurança, um quê de fascínio infantil, uma ponta de orgulho bobo, uma forquilha de medo entre os joelhos.

Uma mulher não se interessa por homem que não teme as perguntas, que resolve os problemas com sarcasmo, que fala convicto e intrépido sobre os mais diversos assuntos; o coração dele congelado para transplante no isopor entre garrafas de cerveja.

Uma mulher não se interessa por homem que pisca ao garçom, que conversa nos ouvidos com os seguranças das boates, que a mostra com malícia e desfaçatez para os outros.

Uma mulher não se interessa por um homem que está se exibindo mais do que sendo transparente. Uma mulher não se interessa por um homem que ela não conta com a mínima chance de modificá-lo e elogiar as transformações.

Uma mulher não se interessa por um homem que se diverte dos próprios comentários antes dela. Uma mulher não se interessa por um homem carregado de estratégias, que encadeia a noite ideal, sem nenhuma falha, sem nenhum vacilo, sem nenhuma turbulência. Ele ensaiou com quantas antes?

Uma mulher se interessa por um homem inseguro, mas sincero, tímido, mas autêntico, que sofre com suas gafes, engatilha desculpas ao usar um palavrão, que pede ajuda para completar a noite.

Uma mulher não se interessa por um homem blindado, que não escuta, que se esconde em um personagem para contar mais um feito aos amigos. Uma mulher não se interessa por um homem que logo vai atacando, logo vai oferecendo o endereço para esticar a conversa.

Uma mulher não se interessa pelo terno alinhado, os cabelos em dia, o pescoço perfumado, se não haverá nenhum sussurro que desperte a fragilidade masculina do outro lado.

Uma mulher não se interessa em receber flores sem raízes nos dedos.

Uma mulher não se interessa por um homem convicto, que a convida para sair, que passa uma cantada impecável e finge delicadeza para ser indelicado no dia seguinte e não telefonar.

Uma mulher não se interessa por um homem que não mudará a ordem das palavras que teve sucesso com as mulheres anteriores e repetirá as mesmíssimas vaidades da conquista. Uma mulher se interessa por um homem que confunde o desejo com a loucura e tropeça nas palavras para logo descer ao chão com ela.

Uma mulher não se interessa por um homem que seduz como quem dá as cartas, um homem que solicita a conta como quem fecha um negócio, que a envolve como se fosse um investimento. Uma mulher não se interessa por um homem que não tenha também músculo nas pálpebras para chorar por ela, músculos na boca para guardar sua língua.

Uma mulher não se interessa por homens prontos, fechados, absolutamente perfeitos.

Não se interessa por cadáveres.

 

 

Fabrício Carpinejar, poeta gaúcho.

 

Palavras-chave: Carta

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 



quando eu tiver setenta anos então

vai acabar esta adolescência

 

vou largar da vida louca

e terminar minha livre docência

 

vou fazer o que meu pai quer

começar a vida com passo perfeito

 

vou fazer o que minha mãe deseja

aproveitar as oportunidades

de virar um pilar da sociedade

e terminar meu curso de direito

 

então ver tudo em sã consciência

quando acabar esta adolescência



                       Paulo Leminski em "Caprichos e Relaxos" (1983)

caprichoserelachoshp1 [Poesia] Livro Caprichos & Relaxos   Paulo Leminsk

Palavras-chave: Poemas

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

CARPINEJAR is using Twitter

 

  1. "Pior do que acreditar que o outro não vai retribuir é acreditar que o outro não pode retribuir." 7:54 AM Oct 4th from web

   2. DESIGUALDADE AMOROSA: "Não confessamos o que sentimos para cobrar as consequências." 1:12 PM Sep 19th from web

   3. "Espero, ansioso, que Paulo Coelho seja traduzido para língua portuguesa." 12:17 PM Sep 14th from mobile web

   4. "O olhar de despedida é o mais bonito: o que confere se não esqueceu nada no olhar do outro." 7:51 PM Sep 13th from mobile web

   5. "Quem não deixa o fundo é tão superficial quanto quem não abandona o raso. Um morre afogado; o segundo, asfixiado. Comunicar faz a densidade." 2:51 PM Aug 5th from web

Palavras-chave: twitter

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Novembro 15, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

HILDA HILST - SOBRE O AMOR

Ana César · São Paulo (SP) · 7/6/2007 22:39 · 45 votos 

 

1
overponto
ANA CESAR
O amor de Hilda é universal. É lindo.

"Que este amor não me cegue nem me siga.

E de mim mesma nunca se aperceba.

Que me exclua do estar sendo perseguida

E do tormento

De só por ele me saber estar sendo.

Que o olhar não se perca nas tulipas

Pois formas tão perfeitas de beleza

Vêm do fulgor das trevas.

E o meu Senhor habita o rutilante escuro

De um suposto de heras em alto muro.

Que este amor só me faça descontente

E farta de fadigas. E de fragilidades tantas

Eu me faça pequena. E diminuta e tenra

Como só soem ser aranhas e formigas.

Que este amor só me veja de partida."

 

Palavras-chave: Literatura Brasileira, Poesia

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar


QUEM SOU EU?


 

1
overponto


Não venha me falar de razão,
Não me cobre lógica
Não me peça coerência,
Eu sou pura emoção.

Tenho razões e motivações próprias,
Me movimento por paixão,
Essa é minha religião e minha ciência.

Não meça meus sentimentos,
Nem tente compará-los a nada,
Deles sei eu.

Eu e meus medos,
Eu e minha alma.

Sua incerteza me fere,
Mas não me mata.
Suas dúvidas me açoitam,
Mas não deixam cicatrizes.

Não me fale de nuvens,
Eu sou o Sol e a Lua,
Não conte as poças,
Eu sou o mar,
Profundo, intenso, passional.

Não exija prazos e datas,
Eu sou eternidade e atemporal.
Não imponha condições,
Eu sou absolutamente incondicional.
Não espere explicações,
Não as tenho, apenas aconteço
Sem hora,
Local ou ordem.

Vivo em cada molécula,
Sou um todo e às vezes sou nada,
Você não me vê,
Mas me sente,
Estou tanto na sua solidão,
Quanto no seu sorriso.

Vive-se por mim,
Morre-se por mim,
Sobrevive-se por mim,
Eu sou começo e fim
E todo o meio.

Sou seu objetivo,
Sua razão que a razão
Ignora e desconhece,
Tenho milhões de definições,
Todas certas,
Todas imperfeitas,
Todas lógicas apenas.
Em motivações pessoais,
Todas corretas,
Todas erradas.

Sou tudo,
Sem mim tudo é nada.
Sou amanhecer,
Sou fênix,
Renasço das cinzas,

Sei quando tenho que morrer,
Sei que sempre irei renascer,
Mudo protagonista,
Nunca a história.
Mudo de cenário,
Mas não de roteiro.

Sou música,
Ecoo, reverbero, sacudo.

Sou fogo,
Queimo, destruo, incinero.

Sou vento,
Arrasto, balanço, carrego.

Sou tempo,
Sem medidas, sem marcações.

Sou furacão,
Destruo, devasto, arraso.

Sou água,
Afogo, inundo, invado.

Sou clima,
Proporcional à minha fase.

Mas sou tijolo,
Construo, recomeço...

Sou cada estação,
No seu apogeu e glória.
Sou seu problema
E sua solução.

Sou seu veneno
E seu antídoto,
Sou sua memória
E seu esquecimento.

Eu sou seu reino, seu altar,
E seu trono.
Sou sua prisão,
Sou seu abandono e
Sou sua liberdade.

Sua luz,
Sua escuridão
E seu desejo de ambas,

Velo seu sono...

Poderia continuar me descrevendo
Mas já te dei uma ideia de quem sou...

Muito prazer! Tenho vários nomes.
Mas aqui, na tua presença,
Chamam-me de Amor.

Palavras-chave: Poesia

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 comentário

Novembro 17, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

 

16/11/2009 - Zulu Araújo - Presidente da Fundação Cultural Palmares.

 

 

   

Arquivo do Programa

Dia 20 de novembro é o dia Nacional da Consciência Negra. O Brasil escolheu essa data para lembrar Zumbi, líder do Quilombo de Palmares, símbolo da resistência negra do país.

Durante todo esse mês a data será lembrada em diversos eventos que irão celebrar a memória histórica do movimento, da presença e da inserção do negro na vida brasileira.

Dedicado à cultura negra desde a juventude, Zulu Araújo foi produtor de eventos culturais em Salvador nos anos 80 e 90 e assessor especial da secretaria de Cultura da Bahia. Em 2007, Zulu assumiu a presidência da Fundação Cultural Palmares, onde já trabalhava como diretor desde 2003.

Vinculada ao Ministério da Cultura, a Fundação Cultural Palmares foi criada em 1988, para implementar políticas públicas destinadas a aumentar a participação da população negra brasileira no processo de desenvolvimento do país.

Entrevistadores: Mônica Manir, editora do caderno Aliás do jornal O Estado de S. Paulo; Ivan Martins, editor executivo da revista Época; Maurício Pestana, publicitário, cartunista e presidente do conselho editorial da revista Raça Brasil e Paulo Lins, escritor e roteirista.
Twitters no estúdio: Julio Moraes, jornalista, (twitter.com/juliomoraes); Jésica Lima, analista de mídias sociais (twitter.com/jerblima) e Robson Silva, estudante de história (twitter.com/robson_leandro).
Fotógrafo convidado: Letícia Lovo, fotógrafa (www.flickr.com/photos/leticialovo).

Apresentação: Heródoto Barbeiro

 

Para ter acesso às transcrições dos programas, favor visitar Memória Roda Viva.

Os programas mais recentes contém, ainda um perfil do convidado, bastidores e comentários da platéia.

 

 

 

Memória Roda Viva é um novo canal de pesquisa na Internet, voltado para estudantes, professores e público em geral.

Resultado de uma parceria entre a Fundação Padre Anchieta, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio de seu Laboratório de Estudos Avançados de Jornalismo (Labjor) e Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP).

Este canal oferece aos internautas um espaço para pesquisa de grandes temas nacionais e internacionais, a partir dos debates exibidos no Roda Viva.

Os usuários têm acesso às transcrições integrais das entrevistas realizadas pelo Roda Viva nos últimos 21 anos, além de um vídeo do programa e verbetes explicativos.

Mais de duzentas das principais entrevistas estarão disponíveis para consulta e pesquisa. Semanalmente serão inseridos outros programas, até que todos estejam no site.

 

Para conhecer agora o resultado dessa parceira
http://www.rodaviva.fapesp.br/

Rede Cultura de Televisão: www.tvcultura.com.br


Palavras-chave: Cultura, FAPESP, Roda Viva, UNICAMP, USP

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Há livros nos quais a gente ouve falar desde muito cedo, porque se tornaram clássicos. "O Apanhador no Campo de Centeio" é um desses livros.

 

the catcher

 

 

http://rizzenhas.files.wordpress.com/2009/08/o-apanhador.jpg

 

 

 

 

[...]

A porta do quarto estava aberta, mas bati assim mesmo só para bancar o educado e tudo. Do corredor, podia ver onde ele estava, sentado numa baita poltrona de couro, todo enrolado naquele cobertor que eu acabei de falar. Olhou na minha direção quando bati.
- Quem é? - gritou de lá - Caulfield? Entre, rapaz -. Fora da sala de aula ele estava sempre gritando. Isso às vezes me enchia um pouco.
Foi só entrar e fui ficando logo meio arrependido de ter ido. Ele estava lendo a revista Atlantic Monthly, havia pílulas e remédios espalhados por todo canto e o quarto inteiro cheirava a vick-vaporub. Era um bocado deprimente. Já não morro de amores por gente doente, mas o negócio era ainda mais deprimente porque o velho Spencer estava usando um roupão tão velho e surrado que parecia já ter nascido dentro dele. De qualquer maneira, não me agrada muito ver um sujeito velho de pijama ou roupão. Fica sempre aparecendo o peito, todo ossudo e encalombado. E as pernas. Perna de gente velha na praia é sempre branca e sem cabelo.
- Como vai o senhor? - eu disse. - Recebi seu bilhete e quero lhe agradecer. (Ele tinha me mandado um bilhete pedindo que eu aparecesse para dizer adeus antes das férias de Natal, mas era tudo porque eu não ia voltar mesmo.) – O senhor nem precisava escrever, vinha mesmo aqui me despedir.
- Senta aí, meu filho - disse o velho Spencer, mostrando a cama.
Sentei e fui tratando de perguntar: - O senhor melhorou da gripe?
- Meu filho, se me sentisse um pouquinho melhor ia ter que chamar um médico - Pronto, foi o que bastou. Teve o maior acesso de riso. Afinal, se endireitou e disse:
- Por que é que você não foi ao jogo? Pensei que hoje fosse o dia da grande partida.
- É hoje, sim. Estive lá, mas acontece que estou voltando agorinha mesmo de Nova York com a equipe de esgrima. (Puxa, a cama dele era dura como uma pedra.)
Ele aí começou a ficar sério pra diabo. Eu sabia que ia ser assim.
- Quer dizer que você vai nos deixar, não é?
- É, sim senhor, acho que sim.
Nesse instante, ele começou com aquele negócio de balançar a cabeça. Duvido que haja alguém que sacuda mais a cabeça que o velho Spencer. A gente ficava sem saber se ele balançava a cabeça porque estava pensando muito, ou se era apenas porque já estava ficando gagá.
- O que é que o Doutor Thurmer lhe disse, meu filho? Soube que vocês tiveram uma boa conversinha.
- É, tivemos sim. Uma conversa e tanto. Acho que fiquei mais de duas horas no escritório dele.
- E o que foi que ele disse a você?
- Ah... esse negócio de que a Vida é um jogo e tudo mais. E que a gente precisa jogar de acordo com as regras. Ele até que foi simpático, quer dizer, não subiu pelas paredes nem nada. Só ficou falando que a Vida é um jogo e tudo. O senhor sabe.
- E a vida é um jogo, meu filho. A vida é um jogo que se tem de disputar de acordo com as regras.
- Sim, senhor, sei que é. Eu sei.
Jogo uma ova. Bom jogo esse. Se a gente está do lado dos bacanas, aí sim, é um jogo - concordo plenamente. Mas se a gente está do outro lado, onde não tem nenhum cobrão, então que jogo é esse? Qual jogo, qual nada.
- O Doutor Thurmer já escreveu para seus pais?
- Disse que ia escrever segunda-feira.
- E você, por acaso, já se comunicou com eles?
- Não senhor, não me comuniquei porque acho que vou vê-los na quarta-feira de noite, quando chegar em casa.
- E como é que você acha que eles vão receber a notícia?
- Bem... vão ficar um bocado aborrecidos, lá isso vão. Acho que esse já é o quarto colégio em que estive. (Sacudi a cabeça. Eu costumo sacudir a cabeça um bocado.) - Puxa! - disse. Eu também vivo dizendo "Puxa!", em parte porque tenho um vocabulário horroroso, e em parte porque às vezes me comporto como se fosse um garoto. Naquele tempo eu tinha dezesseis anos - estou com dezessete agora - mas de vez em quando me comporto como se tivesse uns treze. E a coisa é ainda mais ridícula porque tenho um metro e oitenta e cinco e já estou cheio de cabelos brancos. Estou mesmo. Um lado da minha cabeça - o direito - tem milhões de cabelos brancos desde que eu era um garotinho. Apesar disso, às vezes me comporto como se tivesse doze anos. É o que todo mundo diz, principalmente meu pai. Até certo ponto é verdade, mas não é totalmente verdade. As pessoas estão sempre pensando que alguma coisa é totalmente verdadeira. Eu nem ligo, mas tem horas que fico chateado quando alguém vem dizer para me comportar como um rapaz da minha idade. Outras vezes, me comporto como se fosse bem mais velho - no duro - mas aí ninguém repara. Ninguém nunca repara em coisa nenhuma.
O velho Spencer começou a sacudir a cabeça de novo. Começou também a limpar o nariz. Fingiu que estava só coçando, mas enfiou mesmo o dedão lá dentro. Acho que ele pensou que não fazia mal, porque só eu estava no quarto. Não que eu me importasse, só que é um bocado desagradável ficar olhando alguém limpar o nariz. Aí ele disse:
- Tive o privilégio de conhecer seu pai e sua mãe quando eles tiveram aquela conversinha com o Doutor Thurmer algumas semanas atrás. São excelentes pessoas.
- É sim, eles são muito bons.
Excelente. Se há uma palavra que eu odeio é essa. Falsa como quê. Só de ouvir me dá vontade de vomitar.
Então, de repente, o velho Spencer ficou com cara de quem tinha uma coisa especial, algo de verdadeiramente fabuloso, para me dizer. Endireitou-se todo na poltrona e virou mais para o meu lado. Mas não passou de um rebate falso. Só fez mesmo apanhar o Atlantic Monthly do colo e tentar jogá-lo em cima da cama, ao meu lado. Só tem que errou. Por uns cinco centímetros, mas errou. Levantei, apanhei a revista do chão e pus sobre a cama. De uma hora para outra me deu uma vontade danada de dar o fora. Estava para chegar um sermão daqueles. Isso eu ainda agüentava, mas ter de ouvir o sermão sentindo cheiro de vick-vaporub e vendo o velho Spencer de pijama e roupão, tudo ao mesmo tempo, isso também já era demais. Mas o negócio começou mesmo.
- O que é que há com você, rapaz? - disse o velho Spencer, com uma voz um bocado severa, o que não era muito do estilo dele. - Quantas matérias você tinha neste semestre?
- Cinco.
- Cinco. E está sendo reprovado em quantas?
- Quatro. (Mexi a bunda na cama, um pouquinho para o lado. Era a cama mais dura em que eu já havia sentado em toda a minha vida.) - Passei em Inglês - disse - já tinha estudado esse troço todo de literatura quando estava no Colégio Whooton. Quer dizer, não tinha quase nada para fazer em Inglês, a não ser escrever umas redações de vez em quando.
Ele nem estava me escutando. Quase nunca prestava atenção quando a gente dizia alguma coisa.
- Reprovei-o em História porque você não sabia absolutamente nada.
- Eu sei disso, Professor. O senhor não podia fazer nada.
- Absolutamente nada - repetiu. Isto é um troço que me deixa maluco, quando uma pessoa repete a mesma coisa, desse jeito, depois que a gente já concordou na primeira vez. Ele aí disse pela terceira vez: - Mas absolutamente nada. Duvido mesmo que você tenha aberto o livro uma única vez durante todo o ano. Então, abriu ou não abriu? Vamos, rapaz, diga a verdade.
- Bem, dei umas lidas de vez em quando - respondi-lhe. Não queria magoar o velho, ele era biruta por História.
- Deu umas lidas, não foi? - disse ele com uma voz sarcástica pra chuchu. - Sua prova está ali, em cima da cômoda. Bem no alto da pilha. Traga ela aqui, por favor.
Era mesmo um golpe sujo, mas fui até lá e entreguei a folha a ele - não tinha mesmo outra saída. Sentei outra vez na cama de cimento. Puxa, ninguém pode imaginar como eu estava arrependido de ter ido até lá me despedir do velho. Pegou na prova como se fosse titica ou coisa que o valha.
- Estudamos os Egípcios de 4 de novembro a 2 de dezembro. Você mesmo escolheu os egípcios como tema de dissertação. Você se importa de ouvir o que escreveu?
- Não precisa, não senhor.
Mas ele começou a ler assim mesmo. Ninguém consegue parar um professor quando eles resolvem fazer alguma coisa. Vão fazendo de qualquer maneira.
Os egípcios eram uma raça antiga de caucasianos que habitava uma das regiões do norte da África. A África, como todos sabem, é o maior continente do hemisfério oriental.
Eu tinha que ficar lá sentado, ouvindo aquela baboseira toda. Era mesmo sujeira dele.
Os egípcios são extremamente interessantes para nós, nos dias de hoje, por várias razões. A ciência moderna ainda gostaria de saber quais os ingredientes secretos que os egípcios empregavam quando embrulhavam os mortos, para que seus rostos não apodrecessem ao longo dos séculos sem fim. Esse interessante enigma permanece ainda, no século XX, como um desafio à ciência moderna.
Parou de ler e pôs a prova no colo. Eu estava começando a ficar com uma raiva danada dele. - Sua dissertação, se é que devemos chamá-la assim, acaba aqui - disse ele naquela voz sarcástica. Ninguém imaginaria que um cara tão velho pudesse ser tão sarcástico e tudo. - Entretanto, você escreveu-me um bilhetinho no pé da página.
- Eu sei, Professor - fui dizendo bem depressa para ver se ele não começava a ler também aquilo. Mas ninguém podia fazer ele parar. O homem estava mais aceso que um buscapé.
Caro Professor Spencer (começou a ler em voz alta): Isto é tudo o que sei sobre os egípcios.
Não consigo me interessar muito por eles, embora suas aulas tivessem sido muito interessantes. Mas o senhor não precisa se incomodar se eu for reprovado; fui mesmo ao pau em todas as matérias, menos Inglês. Respeitosamente, Holden Caulfield.
Baixou a droga do papel e olhou para mim como se tivesse acabado de me dar uma surra danada num jogo de pingue-pongue ou coisa parecida. Acho que nunca poderei perdoar o velho por ter lido aquela porcaria toda em voz alta. Eu não teria lido para ele, se fosse ele quem tivesse escrito aquele bilhete nojento para que ele não se sentisse mal por ter de me reprovar.
- Você me culpa por tê-lo reprovado, rapaz?
- Não senhor, claro que não! -. Bem que ele podia parar de me chamar de rapaz o tempo todo.
Quando tinha acabado, tentou jogar a prova em cima da cama. Só que errou outra vez, naturalmente. Tive que me levantar de novo, catar o papel do chão e pôr em cima do Atlantic Monthly. É chato ter que fazer isso de dois em dois minutos.
- Que faria você em meu lugar? Diga a Verdade, rapaz.
A gente podia ver que ele estava realmente sentido por ter de me reprovar. Por isso, resolvi entrar com uma conversinha mole. Disse a ele que eu era mesmo um preguiçoso e tudo. Que eu, no lugar dele, teria feito a mesma coisa e que a maioria das pessoas não imagina como é difícil ser professor - em resumo, a maior embromação. Toda a velha conversinha fiada.
Mas o gozado é que, enquanto ia metendo a conversa mole, eu estava pensando no laguinho do Central Park, aquele que fica lá pro lado sul. Imaginava se ele estaria gelado quando eu voltasse para casa e, se estivesse, para onde teriam ido os patos. Estava pensando para onde iam os patos quando o lago ficava todo gelado, se alguém ia lá com um caminhão e os levava para um jardim zoológico ou coisa que o valha, ou se eles simplesmente iam embora voando.
Até que tenho sorte, poder ficar dizendo aquilo tudo ao velho Spencer e, ao mesmo tempo, pensar naqueles patos. Não é preciso pensar muito quando se fala com um professor. De repente, entretanto, ele interrompeu minha conversa fiada. Ele estava sempre interrompendo a gente.
- Como é que você está se sentindo em relação a isso tudo, rapaz? Gostaria muito de saber, muito mesmo.
- O senhor quer dizer, esse negócio de ser expulso do Pencey e tudo? -. Bem que ele podia cobrir o peito encalombado. Não era uma vista das mais agradáveis.
- Se não me engano, você também teve umas dificuldades no Colégio Whooton e no Elkton Hills, não é? -. Além da vozinha sarcástica, ele falava agora com uma pontinha de maldade.
- Em Elkton Hills, não. Lá não tive dificuldade nenhuma, não fui reprovado nem nada. Só que resolvi ir embora...
- Pode-se saber por quê?
- Por quê? Bem, é uma estória muito comprida, Professor. Quer dizer, é um bocado complicada.
Eu não estava era com vontade de discutir o assunto com ele. De qualquer jeito, não ia mesmo me compreender, estava fora do alcance dele. Uma das razões mais importantes para minha saída do Elkton Hills foi que o colégio estava entupido de hipócritas. Só isso, tinha um cretino em cada canto.

[...]

 

Palavras-chave: Literatura estrangeira

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 comentário

Novembro 18, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Foi inaugurada em outubro como marco de encerramento das comemorações pelos 75 anos da USP. O nome dado à livraria é de João Alexandre Barbosa em homenagem ao ex-pró-reitor de Cultura e Extensão universitária da instituição e ex-diretor da Edusp. A loja fica no térreo do prédio da Antiga Reitoria e conta com aproximadamente oito mil títulos. Também há um café e espaço reservado para leitura e lazer, além de estúdio de rádio completo no piso superior. Este servirá para a gravação do programa Conversas de Livraria, a ser veiculado pela Rádio USP, e para entrevistas com personalidades em visita.

Livraria João Alexandre Barbosa
Local: Prédio da Antiga Reitoria
Endereço: Avenida professor Luciano Gualberto, travessa J, 374, térreo, Butantã, Cidade Universitária da USP - Horário de atendimento: de segunda a sexta, das 9h às 21h, e aos sábados, das 10h às 15h.

 

Palavras-chave: Edusp, Eventos, Inauguração, Livraria João Alexandre Barbosa, Livros

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Novembro 20, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

Em 28/10 a Imprensa Oficial lançou 38 novos títulos da Coleção Aplauso, sobre cinema, teatro, televisão e agora música. A coleção chega à sua 200ª obra e ganha a série Música. A livraria João Alexandre Barbosa (USP) já conta com esta coleção.

A Coleção Aplauso também lançou neste ano dois dos primeiros títulos de uma série dedicada a compositores brasileiros: Rogério Duprat: Ecletismo Musical, de Máximo Barro, e Wagner Tiso: Som, Imagem e Ação, de Beatriz (Totó) Coelho.

 

  • Dividida nas séries Perfil, Teatro Brasil, Cinema Brasil, Dança e TV, Coleção Aplauso chega ao seu 200º título em apenas cinco anos existência
  • O ator Mauro Mendonça autografa livro, escrito por Renato Sergio, em que é personagem principal
  • O autor Cláudio Fragata posa para foto ao lado do ator Jorge Loredo, que o inspirou na obra 'Jorge Loredo - O perigote do Brasil'
  • José Serra com as crianças durante a cerimônia de lançamento dos livros

 

fotos: Gilberto Marques

Palavras-chave: Coleção, Imprensa Oficial

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Novembro 23, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

http://cinemagia.files.wordpress.com/2009/07/chaplin.jpg

Uma pessoa pode ter uma infância triste e mesmo assim chegar a ser muito feliz na maturidade. Da mesma forma, pode nascer num berço de ouro e sentir-se enjaulada pelo resto da vida. (Charles Chaplin)
   

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar


 

Reportagem do Bento Bravo, aluno do curso de Letras, no prédio da História e Geografia.

 

p/ Heitor Garcia 

Sobre o conceito de literatura e dos fundamentos teóricos dos estudos literários - FLT0123 - Introdução aos Estudos Literários I.

Aprendizado de métodos e técnicas para a leitura, análise e interpretação do poema.

MAIAKOVSKI, Vladimir – “Como fazer versos”. In: SCHNAIDERMAN, Boris. A poética de Maiakovski. São Paulo, Perspectiva, 1984. 

JAKOBSON, Roman - “O que fazem os poetas com as palavras”. In: Colóquio, nº 12, março de 1973, pp. 5-9.

JAKOBSON, Roman
"O que fazem os poetas com as palavras" / Roman Jakobson. In: Revista Colóquio/Letras. Ensaio, n.º 12, Mar. 1973, p. 5-9.

Resumo: Linguagem poética. Tradução. Linguística. Poética.

© Fundação Calouste Gulbenkian, 2006

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

fotos de Verão, Verão imagens Verão

 

 

[...]

 

Quando me amei de verdade,

 

percebi que posso não ser

uma pessoa especial,

mas que sou única.

 

Quando me amei de verdade,

 

entendi que sou digna de

conhecer Deus diretamente.

 

Quando me amei de verdade,

 

comecei a ver que eu não tinha

de sair em busca da vida.

Se eu ficar quieta e parada,

a vida vem até mim.

 

Quando me amei de verdade,

 

deixei de achar que a vida é dura.

 

Quando me amei de verdade,

 

pude perceber que o sofrimento

emocional é um sinal de que estou

indo contra a minha verdade.

 

Quando me amei de verdade,

 

sempre que fico ansiosa, zangada,

inquieta ou triste, pergunto a mim

mesma: “Quem, dentro de mim,

está se sentindo assim?”

Se eu escutar com paciência,

descubro quem é que precisa

do meu amor.

 

Quando me amei de verdade,

 

deixei de precisar das coisas e das

pessoas para me sentir segura.

 

Quando me amei de verdade,

 

parei de desejar que a minha vida

fosse diferente e comecei a ver

que tudo o que acontece contribui

para o meu crescimento.

 

Quando me amei de verdade,

 

comecei a entender a

complexidade, o mistério e a

vastidão da minha alma.

Que tolice pensar que posso

conhecer o sentido da vida

de alguém!

 

Quando me amei de verdade,

 

desisti de projetar nos outros

as minhas forças e fraquezas,

e guardei-as comigo.

 

Quando me amei de verdade,

 

desisti de ficar exausta

por me empenhar tanto.

 

Quando me amei de verdade,

 

comecei a sentir uma comunidade

dentro de mim. Essa equipe

interna, com múltiplos talentos

e características próprias, é a

minha força e o meu potencial.

Fazemos reuniões de equipe.

 

Quando me amei de verdade,

 

passei a aceitar o inaceitável.

 

Quando me amei de verdade,

 

comecei a ver que o meu ego

é parte da minha alma.

Ao perceber isso, meu ego

perdeu sua estridência e paranóia

e pôde me servir melhor.

 

Quando me amei de verdade,

 

passei a acordar muitas vezes

no meio da noite ouvindo

música dentro de mim.

 

Quando me amei de verdade,

 

comecei a me livrar de tudo

que não fosse saudável.

Isso quer dizer: pessoas, tarefas,

crenças e hábitos - qualquer coisa

que me pusesse pra baixo.

Minha razão chamou isso

de egoísmo.

Mas hoje eu sei que

é amor-próprio.

 

Quando me amei de verdade,

 

passei a encontrar um prazer

cada vez maior na solidão

e a usufruir a inexplicável

e profunda satisfação que sua

companhia traz.

 

Quando me amei de verdade,

 

pude perceber como a vida

é divertida, como eu sou

divertida e como os outros

podem ser divertidos.

 

Quando me amei de verdade,

 

perdi o medo de dizer o que

penso porque percebi como

é bom fazer isso.

 

Quando me amei de verdade,

 

desisti de querer ter sempre razão,

e com isso

errei muito menos vezes.

 

Quando me amei de verdade,

 

deixei de ter medo do medo.

 

Quando me amei de verdade,

 

desisti de ficar revivendo o

passado e de me preocupar

com o futuro.

Isso me mantém no presente,

que é onde a vida acontece.

[...]

 

Kim McMillen & Alison McMillen


Sobre a autora

 

Minha mãe morreu em setembro de 1996, aos 52
anos, poucos meses depois de escrever este livro. Não
ficou doente e não imaginava que estava prestes a morrer.
Teve uma morte súbita, que chocou profundamente
todos que a conheciam. Tem sido muito difícil para
mim, assim como para seus amigos e sua família, enfrentar
a vida sem ela. Morreu muito jovem, e estou
consciente de sua ausência em cada momento de minha
vida.
Este livro tem me ajudado a suportar a tristeza.
Seguindo seu exemplo, continuei a divulgá-lo fora do
meu círculo mais próximo. Tem sido uma tarefa extremamente
gratificante. Tenho recebido inúmeras
cartas e telefonemas, de todas as partes do mundo, de
pessoas que se sentiram tocadas pela sabedoria das palavras
de mamãe. Elas me contam que sentem como se,
através do livro, tivessem conhecido Kim McMillen.
Eu concordo totalmente.
Este livro é a minha mãe. Sua mensagem se refere
ao que ela passou anos meditando, lendo ou escreven-
do e vivenciar isso representa tudo em que acreditou e
o que ela me levou a acredita. É a sua autobiografia,
seu depoimento, sua alma.
Ainda que ignorasse estar se aproximando do fim
da vida, ela percebeu, de alguma maneira, que precisava
dizer as coisas que tinha descoberto e que passaram
a ser as suas verdades. Depois de muitos anos cheia de
dúvidas e críticas sobre si mesma, ela resolveu se dedicar
a encontrar o amor e a compaixão por si mesma.
Quando conseguiu e foi capaz de escrever suas descobertas
para que outros as lessem, sua vida se completou
e lamentavelmente chegou ao fim.
Carrego uma dor permanente no coração, um desejo
de vê-la outra vez neste mundo. Foi uma mãe maravilhosa,
amiga, escritora, consultora nos negócios,
religiosa, esportista, amiga de cachorros, vizinha solidária,
uma mulher e tanto. Embora eu sinta muito a sua
falta, me conforta saber que, sendo este livro a expressão
mais verdadeira de quem era minha mãe, o que ela
tinha a oferecer ao mundo vai permanecer.

Alison McMillen, janeiro de 2001.

 

McMillen, Kim

Quando me amei de verdade

/ Kim McMillen & Alison McMillen - Rio de Janeiro: Sextante, 2003

96p.:

 

Palavras-chave: Filhos, Mãe

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 comentário

Novembro 25, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 


 

 

1 Coríntios 13

 

1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.
 
2 Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei.
 
3 Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado se não tiver amor, nada disso me valerá.
 
4 O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
 
5 Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.

6 O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
 
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
 
8 O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará.
 
9 Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos;
 
10 quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
 
11 Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.
 
12 Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.

13 Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.

 

fonte: Bíblia Online NVI

 

Nova Versão Internacional (NVI)

NVI

Copyright © 1973, 1978, 1984 by International Bible Society

 

Palavras-chave: Bíblia

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Novembro 26, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

http://farm4.static.flickr.com/3138/2388654504_e77c9f699f.jpg

 

Shaun é um carneiro, que não segue o rebanho – literalmente. Ele é um líder nato e sempre tem idéias mirabolantes para passar o tempo, que são prontamente seguidas por todo o grupo de ovelhas. Mas, apesar de umas bagunças de vez em quando, Shaun tenta ajudar o pobre Bitzer, o cão pastor, a colocar um pouco de ordem nas coisas antes que o Fazendeiro descubra tudo o que se passa pelas suas costas.

Também fazem parte dessa fazenda, os Porcos, três criaturinhas muito malcriadas, o pequeno carneiro Timmy que não é nem um pouco inocente como parece, e Shirley, uma ovelha quatro vezes maior do que qualquer outra e que come tudo e qualquer coisa que aparecer na sua frente.

Cada dia traz uma nova aventura para Shaun e os moradores do local. Com muita energia e se utilizando da clássica comédia muda, uma coisa é certa nesta animação: tendo Shaun por perto, o campo nunca mais será o mesmo.

 


 

- Dos mesmos criadores/produtores de “A Fuga das Galinhas” e “Wallace e Gromit – A Batalha dos Vegetais” (Vencedor do Oscar de Melhor Animação).

   

Clique para aumentar [+]


No volume I da série, Shaun é um carneiro que não segue o rebanho como outras ovelhas.  Literalmente! Ele chega até a ajudar o cão pastor Bitzer a arrumar tudo antes que o Fazendeiro chegue em casa. Neste primeiro volume da série, dez divertidas histórias com toda a turma dessa fazenda maluca. As ovelhas encaram uma partida de futebol enquanto os Porcos estão de olho é no repolho que serve como bola. Banho gelado não é com elas, então as ovelhas arrumam um jeitinho de usar a água quente do Fazendeiro. E quando Shirley, a maior do rebanho engorda muito, Shaun tem a solução: uma dieta seguida de exercícios físicos para que a amiga volte à forma. Será que isso vai dar certo?

 

Conheça o rebanho:


 

Shaun:

O carneiro curioso e inteligente, acaba sendo o líder e solucionador dos problemas nos quais o rebanho se enfia. Ele mesmo, entusiasmado e fã de diversão, é o que causa muitos dos problemas.

 

 

Bitzer, o cão pastor:

Só quer uma vida calma. Mas com Shaun por perto é a últma coisa que ele vai ter.
Sendo “bit” pedaço em inglês, pode bem ser que o nome dele seja uma corruptela para referência à valentia e poder destrutivo (??) como o “Coragem, o cão covarde”. Mas não tem tradução literal.

 

Shirley:

Quatro vezes o tamanho das outras ela sempre precisa ser carregada pelos demais e come tudo o que encontra pela frente. Ela é muito útil como trampolim, aríete, etc…

 

 

Timmy, o carneirinho:

Adorável, mas não é tão inocente quanto parece. Timmy chupa chupeta e tem um ursinho de pelúcia, além do talento nato de se meter em confusões perigosas.

 

 

 

Os três porcos encrenqueiros:

O espinho no pé de Shaun e sua turma, esses porquinhos tramam, caçoam e se divertem acabando com os planos de Shaun e vendo tudo dar errado.

 

 

 

O Fazendeiro:

Segue sua vida sem desconfiar que suas ovelhas são mais do que animais comuns. E, claro, seu cão Bitzer faz de tudo para que as coisas continuem assim.

 

 

Referências:

Site oficial em inglês: http://www.shaunthesheep.com/

Estúdios Aardman: http://www.aardman.com/

 

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Novembro 27, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Jovem seria estudante de filosofia e foi esfaqueada, segundo polícia.
Ataque foi na quarta e suspeito foi preso na quinta.

Uma estudante universitária teve o carro roubado e foi agredida, na quarta-feira (25), por um assaltante numa rua da Universidade de São Paulo (USP), na Zona Oeste da capital do Estado. A informação é da Polícia Civil e foi confirmada nesta sexta (27) pela USP. O caso foi registrado no 93º Distrito Policial, no Jaguaré, como roubo e lesão corporal.

De acordo com policiais, a vítima foi esfaqueada no pescoço, mas sem gravidade. A USP nega que a jovem teinha sido ferida e confirma apenas a agressão.

Um suspeito de 27 anos foi preso pela Polícia Militar na quinta-feira (26) em Taboão da Serra, na Grande São Paulo com o carro da vítima. A moça, que tem cerca de 20 anos, reconheceu o homem preso como seu agressor, segundo policiais da delegacia de Taboão. O veículo foi devolvido à vítima, que seria estudante de filosofia da USP.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da USP informou:

"Assim que a estudante foi abordada, o posto de observação da Segurança do Campus, que fica próximo ao local, acionou a Guarda Universitária, que imediatamente socorreu a vítima, levando-a ao Hospital Universitário, e informou a Polícia Militar do ocorrido. Segundo as informações do 93ª DP, o assaltante foi preso. Segundo os registros da Guarda Universitária, a estudante não foi esfaqueada, ela foi agredida pelo assaltante." 

fonte: G1

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 comentário

Novembro 29, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Aconteceu na Tam.

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro.
Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.
'Qual o problema, senhora?', pergunta a comissária.
'Não está vendo?' - respondeu a senhora - 'Vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui.  Você precisa me dar outra cadeira'
'Por favor, acalme-se' - disse a aeromoça - 'Infelizmente todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível'.
A comissária se afasta e volta minutos depois.
'Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar  na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe'. E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:
'Veja, é incomum que a nossa companhia permita a um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'.
E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:
'Portanto senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe.'
E todos os passageiros próximos, que, estupefatos assistiam à cena, começaram a aplaudir. E alguns de pé.

Aquele que faz acepção de pessoas não conhece a Deus. Quem faz acepção de pessoas não aprendeu a enxergar com os olhos daquele que olha o homem segundo o Seu coração e não segundo a sua aparência. E muitas vezes, por causa da discriminação, se perde um grande amor, uma grande amizade e o que é pior, uma vida que deixa de conhecer o Deus de amor.

Abs.
Ana

 

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Inspirado pelo sucesso de 'Corinthians', Washington Olivetto escreveu este livro em parceria com o jornalista Nirlando Beirão. Washington resolveu repetir a mistura bem-sucedida de futebol e ficção. Em vez de lançar mais um livro de corintiano para corintianos, Olivetto esforçou-se para contemplar também os torcedores de outras equipes. Para tanto, 'contratou' alguns torcedores ilustres para serem técnicos de seus times do coração. Em partidas fictícias, a equipe alvinegra de Olivetto enfrenta o Santos de Fausto Silva, o Palmeiras de José Serra, o São Paulo de Ricardo Kotscho, o Fluminense de Jô Soares, o Flamengo de Jorge Ben Jor, entre outras agremiações. São ao todo 14 partidas, que trazem, ao final, as minibiografias dos destaques de cada uma. Corinthians X Outros é uma obra para apreciadores de futebol bem jogado, de histórias bem contadas e de tiradas bem-humoradas.

O futebol é a linha condutora do livro, mas Olivetto garante que ele vai agradar a todos os públicos. "No jogo contra o Barcelona, eu falo bastante sobre o Gaudí", explica, e isso se repete em outros capítulos. A maior surpresa, claro, fica para o jogo contra o Palmeiras. "Aí tem que ler", diz.

Para o Brasileirão deste ano, Olivetto faz uma previsão: "O jogo entre São Paulo e Botafogo deste fim de semana vai ser o maior FlaFlu do ano", acredita. Isso porque, segundo ele, se o São Paulo vencer, o Fluminense pode escapar do rebaixamento, mas se a vitória ficar com o Botafogo, o Flamengo fica mais próximo do título. Mas ele garante que não tem um time preferido para conquistar o campeonato neste ano. "Quando o Corinthians está fora da disputa, eu torço pelo melhor futebol", diz.

A noite de autógrafos vai ser amanhã (30) às 18h30 na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

Não sou Corinthians, mas torço pelo Olivetto.

Palavras-chave: Futebol, Lançamento, Livros, Publicidade

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

lol!!! (lots of laughs -> muitas gargalhadas!!!)

RisoRisoRisoRisoRiso

Palavras-chave: you tube

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

Novembro 30, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

solidão


A dor da solidão é pior que o corte da navalha na carne.
É lânguida, mas transpassa toda a carne, artérias e veias.

Assim ela chega e se aloja no coração.
A dor é hemorragia. É pesadelo. É desconforto.
Cada dia da minha dor, eu envelheço.
A solidão é como uma criança que foi abandonada no frio.
Tanto faz se é noite ou é dia. Apenas é solidão.
A dor da solidão vem da injustiça dos homens.
A dor da solidão vem do filho que nunca mais procurou seu pai.
Solidão é o julgamento dos ímpios.
Que fica pisando a todo instante na cabeça, até matar.
Momento de profunda solidão.
Em situações de desespero extremo, eu orei.

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário