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Maio 2009

Maio 04, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo">

 

Susan Boyle, a cantora quarentona nascida no oeste da Escócia, conquistou os corações do mundo todo através de um vídeo no YouTube em que se apresenta no "Britain's Got Talent", um concurso de talentos da Grã-Bretanha.

"Com 47 anos, nunca fui beijada por um homem", confessou Boyle diante do júri do programa, que não ocultou seu desprezo pela candidata gordinha e desajeitada - ela despertou gargalhadas do público ao contar que vivia sozinha com seu gato Pebbles no interior da Escócia.

Tudo mudou quando Boyle começou a cantar "I Dreamed a Dream", tema do musical "Les Misérables". Ela cativou a todos, desde o jurado Simon Cowell até Piers Morgan, deixando a todos surpresos. Susan surpreendeu e reafirma o que já ouvimos, "não julgue um livro pela capa".

O vídeo da apresentação de Boyle já foi visto mais de 100 milhões de vezes no YouTube e como a incorporação dos vídeos de Susan Boyle foram desativadas mediante solicitação, recomendamos este: com tradução em português.

fonte: You Tube

Palavras-chave: Música, Reality shows

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

Para quem ainda não assistiu, aqui vai a dica do longa japonês Departures (A Partida), de Yojiro Takita que ganhou o Oscar de melhor filme em língua estrangeira.

Daigo Kobayashi é um jovem casado que acabou de ser dispensado da orquestra na qual tocava violoncelo. De repente, vagando pelas ruas sem emprego ou mesmo esperanças em relação à carreira, Daigo decide voltar para sua cidade natal na companhia da esposa. Lá, o único trabalho imediato que lhe aparece é como "nokanshi", uma espécie de coveiro especial responsável pela cerimônia de lavagem e vestimenta dos mortos antes que suas almas caminhem para o outro mundo. Daigo comporta-se com seriedade, algo como um burocrata, um porteiro entre o céu e a terra, e extremamente orgulhoso de sua nova profissão. Ocorre que seu trabalho é simplesmente desprezado por sua esposa e por todos ao seu redor. Mas é através da morte que ele finalmente compreende o sentido da vida. Imperdível.

Palavras-chave: Filmes

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Direção: Laurent Cantet.

O filme Entre Les Murs entra no bonde dos filmes agraciados pelo Festival de Cannes nos últimos anos, ou seja, é um filme humano, com fundo social e político. O filme acompanha as aulas de um professor interpretado pelo autor do livro da qual “Entre Les Murs” se baseia, François Bégaudeau, que rebola com muito molejo nas discussões trocadas contra seus estudantes. E é difícil. O filme explora essa guerra que é ir ao colégio e o que esse ambiente forçado faz às pessoas. As situações mostradas no filme desvendam um sistema educacional a léguas de distância em superioridade e riqueza ao nosso aonde ninguém vai armado, não há drogas, as crianças se dão ao luxo de possuírem aparelhos modernos, as mesas e cadeiras não estão quebradas, há uma sala com computadores novos, e até os professores são bons, educados, e lutam pelo bem de seus alunos! O filme é perspicaz, que tanto o professor quanto os alunos estão lutando em um jogo complicado, regido por regras absurdas e distantes por suas linhas de pensamentos diferentes principalmente, pois estão separados pela idade (em uma cena os alunos brigam com o professor dizendo que jamais conseguirão escrever uma redação criativa sobre eles próprios, pois ainda são novos e não possuem experiência e maturidade para tal), essa frustração sentida pelos dois lados é o muro que o título do filme sugere, um muro que afasta ao meio estes dois lados, e sendo este o principal discurso do filme, então realmente muitas palmas, mas aqui, esta realidade apontada por Cantet já nos abandonou há muito tempo e o que restou foi sem dúvidas um sistema em ruínas, falho, incompetente. Este muro metaforicamente erguido por Cantet, no Brasil não existe mais, já caiu há muito tempo. A visão de uma possível instituição em decadência é rapidamente percebida nas situações que empacam tanto professores quanto alunos. Mas, no final, esta afirmação se encontra riscada de seu quadro negro. Confiram.

 

        

 

fonte: vídeo You Tube

Palavras-chave: Filmes

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Maio 05, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar


Hoje precisei fazer uma pesquisa em companhia aérea para a compra de uma passagem de São Paulo para o Rio de Janeiro. Simples. Ponte aérea. Liguei para a Gol que, em tempos áureos, lá no início, antes de se tornar famosa, fazia promoções bombásticas (por exemplo, uma passagem que custasse R$100,00 na TAM, a Gol oferecia pela metade do preço) só para fisgar os clientes "fidelidade" da concorrente. Acreditando em conseguir algo semelhante às promoções do passado fiz um levantamento nos preços da Gol, da TAM e da Ocean Air. E pasmem! Atualmente os preços da Gol quase se igualam aos da TAM: o preço da passagem ida e volta, com saída do mesmo aeroporto, mesmo dia e horário é de R$ 713,04 na Gol e de R$ 994,04 na TAM.  Depois liguei para a Ocean Air e perguntei qual o preço da passagem ida e volta nas mesmas condições de voo. O preço da Ocean fica em R$ 379,04, já com as taxas de embarque. Bem, como eu havia ligado primeiramente para a Gol e para a TAM, tornei a ligar para ambas e pasmem novamente: o rapaz da TAM que me atendeu disse que a diferença de preço estaria na segurança dos aviões... (e na hora lembrei-me de dois trágicos acidentes aéreos, justamente da TAM e da Gol). Não perguntei mais nada a ele. Desliguei e tornei a ligar na Ocean Air para certificar se os trezentos e setenta e nove reais e quatro centavos eram mesmo de uma passagem ida e volta para um avião "de verdade". E o atendente enfaticamente afirmou que sim. Inclusive passou um número de localização de reserva em caso de confirmação. Fiquei pensando um pouco mais sobre as informações que havia recebido e acabei por perguntar a ele se o avião era de fato "seguro". E novamente de bate-pronto disse que sim, "que nuuunca havia caído um avião da companhia, diferente de outras que operam no país (acho que se referiu à Gol e à TAM) que tiveram acidentes recentemente em sua história". Aí é que eu fiquei absorta. Será que as companhias aéreas nacionais estão fazendo da sua concorrência sugestivamente "aviõezinhos de papel" onde somos inocentes cobaias? Por instantes acabei até esquecendo os preços absurdos das passagens e passei a me preocupar com a tal segurança desses aviões. Dizem que o avião é o transporte mais seguro do mundo. Será? Enfim, desta vez ainda não decidi em qual companhia aérea irei viajar. 

Vejam abaixo a simulação do voo pela Gol:

COMPRE AQUI
Ida e Volta 

Detalhes do Vôo

16/05/2009
partida: CGH 11:40
chegada: SDU 12:40
Vôo 1522
IDA 
16/05/2009
partida: SDU 20:10
chegada: CGH 21:00
Vôo 1557
VOLTA 
Detalhes do Preço
1 Adulto     R$339,00

 Serviços / Taxas   R$19,62
  • Tx de Emb Dom - BR R$ 19,62
Ida 
1 Adulto     R$339,00

 Serviços / Taxas   R$15,42
  • Tx de Emb Dom - BR R$ 15,42
Volta 
Preço Total R$713,04
 
Vejam abaixo a simulação do voo pela TAM:
 

 
 IDA
 
De: São Paulo (Congonhas)
Para: Rio de Janeiro(S.Dumont)
Saída: 11:00; 16/05/2009; sábado
Chegada: 12:00; 16/05/2009; sábado
Tarifa
MAX para 1
adulto(s)
R$479,50

 
 IDA: R$479,50
 
 VOLTA
 
De: Rio de Janeiro(S.Dumont)
Para: São Paulo (Congonhas)
Saída: 20:15; 16/05/2009; sábado
Chegada: 21:17; 16/05/2009; sábado
Tarifa
MAX para 1
adulto(s)
R$479,50

 
VOLTA: R$479,50
 
TOTAL IDA e VOLTA:
R$959,00
 
Taxas:
R$35,04
 
TOTAL COM TAXAS:
R$994,04
 

Palavras-chave: Viagem

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Maio 06, 2009

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  Há situações que não queremos deixar que o dia termine.

 Certamente ele termina, porém não podemos deixar de dizer "eu te amo".

 

 

 

 

fonte: You Tube

Palavras-chave: Filmes

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Maio 07, 2009

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http://tatuape.files.wordpress.com/2008/04/computador.jpg

 

Estudo australiano mostrou que as pessoas precisam relaxar um pouco para voltarem a se concentrar     Legal

 

MELBOURNE - Flagrado mandando mensagens no Twitter ou no Facebook durante o trabalho? Isso o tornará um funcionário melhor, segundo um estudo australiano que mostrou que navegar na Internet por diversão durante o trabalho aumenta a produtividade.

O estudo feito pela Universidade de Melbourne mostrou que pessoas que utilizam a Internet para fins pessoais no escritório são quase 9 por cento mais produtivas do que aquelas não o fazem.

O autor do estudo, Brent Coker, do departamento de administração e marketing, afirmou que "navegar na Internet por lazer no trabalho", ou WILB (na sigla em inglês), ajuda a aprimorar a concentração dos empregados.

"As pessoas precisam relaxar um pouco para voltarem a se concentrar", disse Coker no site da instituição.

"Pausas curtas e moderadas, como uma rápida navegação na Internet, permitem que a mente descanse, levando a uma concentração total maior para o dia de trabalho e, como resultado, aumenta a produtividade", acrescentou ele.

Segundo o estudo feito com 300 funcionários, 70 por cento das pessoas que usam a Internet no trabalho se encaixam na categoria WILB.

Entre as atividades mais populares de lazer estão a busca por informação sobre produtos, leitura de notícias e sites, jogos online e vídeos no Youtube.

"As companhias gastam milhões em softwares para impedir que seus empregados assistam a vídeos, acessem sites de rede social ou façam compras online com o pretexto de que isso custa milhões em perda de produtividade", explicou Coker. "Nem sempre este é o caso".

Entretanto, Coker afirmou que o estudo procurou pessoas que navegam com moderação, ou ficam na Internet menos de 20 minutos do tempo total que passam no escritório.

"Aqueles que se comportam com tendências compulsivas na Internet terão produtividade menor do que os outros", disse ele.

 

fonte: Miral Fahmy para a Reuters

foto: www.meggaspace.blogspot.com

Palavras-chave: Internet

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Maio 09, 2009

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Porque o amor não morre

 

Sempre me restará amar. Escrever é alguma coisa extremamente forte, mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia. Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer.
Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera.


Clarice Lispector
em A descoberta do mundo,
11 de maio de 1968

 

 

Palavras-chave: Clarice Lispector, Música, videopost

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fonte: vídeo You Tube

 

Encontrei este vídeo na internet quando fazia uma pesquisa e o que me chamou a atenção foi o trio muito style dançando ao lado de Gladys Knight. A música é  linda: "Neither One Of Us (Wants to Be the First to Say Goodbye)", de 1973.  Vale a pena conferir o vídeo mesmo com a exibição style do trio.

Para conhecer um pouco mais da vida dessa extraordinária cantora soul clique Gladys Knight.

 

Palavras-chave: Música

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Maio 10, 2009

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Apresentação de Paul McCartney, Elton John, Phil Collins, Sting e outros.

 

 

Uma Homenagem às Mães por este dia especial.   Legal


The Long and Winding Road

 

Mother

 

Woman

 

fonte: vídeo You Tube :D

 

Palavras-chave: Música

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Maio 12, 2009

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Parque do Ibirapuera recebe Feira de Troca de Livros e Gibis

 

 

Imagem do post

 

Feira de Troca de Livros e Gibis

No próximo dia 17 de maio acontece a terceira edição, deste ano, da Feira de Troca de Livros e Gibis. O projeto é iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e teve início dia 8 de abril no Parque Buenos Aires, em Higienópolis. Serão quatro edições a cada semestre deste ano, que ocorrem entre 10h e 15h.

As feiras de trocas de livros e gibis, programadas para diversos parques públicos da cidade, começaram em 2007. Naquele ano, ocorreram mais de 10 mil trocas entre os frequentadores dos três eventos programados. No ano passado, foram realizadas oito feiras em diferentes parques, somando mais de 25 mil trocas espontâneas. Diante da receptividade à iniciativa, a Secretaria Municipal de Cultura irá transformar novamente os parques em “bibliotecas ao ar livre” neste ano.

Os interessados terão diversas oportunidades de participar das feiras ao longo do ano. Ainda neste semestre, o Parque do Carmo, localizado em Itaquera, zona leste, terá o evento em 7 de junho.  Nas duas edições promovidas neste ano, nos Parques Buenos Aires e Anhanguera ocorreram cerca de 850 permutas. 

No segundo semestre, o Parque do Piqueri, localizado no bairro do Tatuapé, zona leste, receberá a primeira feira, em 2 de agosto. Em seguida, o Parque da Luz, na região central, abrigará o evento em 13 de setembro. Em 4 de outubro, é a vez do Parque Cidade de Toronto, zona norte e o Parque Santo Dias, no bairro de Capão Redondo, encerra a programação do ano, dia 8 de novembro.

Para participar, a única recomendação é que os livros não sejam didáticos e que estejam em bom estado. Para os gibis não há restrição, serão bem-vindos exemplares de qualquer época.

As trocas poderão ser realizadas diretamente entre os frequentadores, que terão à sua disposição mesas separadas por assuntos: literatura geral, literatura infanto-juvenil, gibis e troca com a mesa. Nessa última, o leitor poderá depositar um título e pegar outro que tenha sido deixado. O intuito é que as mesas funcionem como pontos de encontro para os leitores de determinado gênero. 

Serviço: Até 8 de novembro. Parques Buenos Aires, Anhanguera, Ibirapuera, do Carmo, Piqueri, Chico Mendes, Luz, Cidade de Toronto, Santo Dias. Das 10h às 15h.Telefone para informações ao público: 3675-6727. Entrada Franca.


CONFIRA O CALENDÁRIO

PRÓXIMAS FEIRAS:

17 de maio - Parque do Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 10 – Vila Nova Conceição – Zona Sul

7 de junho - Parque do Carmo
Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951 – Itaquera – Zona Leste

2 de agosto – Parque do Piqueri
Rua Tuiuti, 515 – Tatuapé – Zona Leste

13 de setembro - Parque da Luz
Praça da Luz, s/n° - Bom Retiro - Centro

4 de outubro - Parque Cidade de Toronto
Av. Cardeal Motta, 84 - City América/ Pirituba – Zona Norte

8 de novembro - Parque Santo Dias
Estrada de Itapecerica, altura do n° 4.800 - Capão Redondo – Zona Sul

 

fonte: portal da Prefeitura do Município de São Paulo

 

Palavras-chave: Agenda, Literatura

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

Especial

Conheça detalhes que podem ter influenciado a classificação das escolas paulistas na avaliação.

Fátima* paga uma mensalidade de 541 reais. Seu filho cursa o sexto ano do ensino fundamental em um colégio da Zona Sul da cidade de São Paulo, que era considerado uma escola de qualidade pela mãe. Até o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep ) divulgar as notas dos estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A média nacional é de 50,52 pontos. A escola em questão se classificou nessa faixa.

A mãe ficou preocupada. “Deveria trocar meu filho de escola?”, reflete Fátima. Os especialistas dizem que, necessariamente, não. O resultado da avaliação é um indicador do ensino, mas outras questões devem ser consideradas pelos pais. O enfoque pedagógico da escola, os valores e a atenção que os pais dão aos filhos e a preocupação do aluno com relação aos estudos podem estar refletidos nos números do Enem.

“O resultado ruim não demonstra necessariamente que a escola não é boa”, diz Ana Paula Mariotto Prado, psicopedagoga da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (EDAC). “Há boas escolas que não obtiveram uma classificação satisfatória, pois trabalham com os alunos priorizando outros aspectos. Não apenas o conteúdo escolar. Como, por exemplo, senso crítico e criatividade. Ou possuem alunos com dificuldades de aprendizagem”, explica.

Evaldo Colombini Miranda, coordenador da Educon, consultoria em educação, sugere que o pai – ou responsável – avalie a escola tirando uma média dos três últimos resultados do Enem. “Se o pai notar uma média sempre baixa, estamos diante de uma escola a ser questionada”, conta Miranda. Neste caso, trocar o filho de colégio ou conversar sobre o resultado com a instituição devem ser questionados.

Julgar a qualidade de ensino se baseando no resultado de apenas um ano pode ser arriscado. “Um grupo menos qualificado prejudicariam a escola em um ano específico”, diz Miranda. “Outra possibilidade é de que os alunos não estejam preocupados com este tipo de avaliação geral da sua escola e da visão da sociedade quanto a isso”, afirma Prado.

Guia de Profissões

Generalizando o desempenho de São Paulo no Enem, nota-se que as escolas públicas paulistas aparecem no final da lista. “Elas são ruins em todo o País. Não é um 'privilégio' paulista”, diz Miranda. As exceções são as escolas públicas, principalmente técnicas, com procura elevada. Para o coordenador, elas selecionam seus alunos e, consequentemente, apresentam desempenho acima da média.

No caso dos colégios particulares, o coordenador da Educon acredita que “vamos da excelência à mediocridade”. Algumas escolas ficaram entre as 20 melhores classificadas, enquanto muitas figuram os últimos lugares. Reflexo do ensino de má qualidade. Além disso, dois fatores são relevantes para Miranda: “São Paulo atende um público (em colégios particulares) sensivelmente maior do que os demais Estados. O que orienta a organização das escolas de ensino médio, em especial as particulares, é o vestibular”.

Os outros Estados brasileiros oferecem menos opções de ensino superior do que São Paulo. “Em algumas regiões, a única alternativa é a universidade federal local. A motivação para um maior desempenho é proporcionalmente maior nos alunos dos demais Estados”, acredita Miranda.

Assim, os alunos paulistas se tornariam menos exigentes. O que não deveria justificar a má classificação no Enem. “Mas o interesse e esforço dos alunos e a participação constante da família influenciam nesse resultado”, diz Prado.

O que fazer para melhorar o ensino

Os entrevistados indicam pontos da educação que devem ser analisados ou exigidos:

 - A vida escolar dos filhos deve ser acompanhada pelos responsáveis desde a educação infantil, percebendo as facilidades e dificuldades da criança. Devem observar como a escola se posiciona com relação a isso, não apenas questionar a classificação no Enem. Cada aluno necessita de um tipo de ensino, os responsáveis precisam analisar e optar pela metodologia adequada;
 - A preocupação, cuidado e participação dos pais – ou responsáveis - na escola deve ser frequente. A discussão sobre o resultado no Enem é apenas mais um momento de reflexão, não o único;
 - É importante que o jovem curse uma faculdade de qualidade. Antes disso, o aluno deve ter uma formação com valores pessoais para que possa atuar na sociedade de maneira efetiva. Essa formação ao longo dos anos é dada pela família, escola e sociedade;
 - No colégio, as principais melhorias estão relacionadas aos recursos humanos da instituição, em especial os professores. Os responsáveis devem verificar a qualidade do corpo docente como sua formação e sua experiência;
 - Procurar saber se o projeto pedagógico é utilizado como guia das ações educativas. Verificar se ocorrem reuniões pedagógicas para a equipe técnica da escola e os professores discutirem as práticas e os objetivos educacionais;
 - Observar a grade horária se contempla as necessidades do aluno. Checar como funciona o sistema de avaliação. Por exemplo, se a escola facilita a aprovação ou exige demais visando apenas resultados como de vestibulares;
 - Por fim, compreender o que o próprio responsável deseja à criança e se a escola em que ela estuda contempla essa ambição.

* A entrevistada preferiu não revelar sua identidade.

 

fonte: Ísis Nóbile Diniz para o portal iG Educação, em 12/05/2009.

Palavras-chave: Educação, Enem

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Maio 15, 2009

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Santo Agostinho (354-430)

Santo Agostinho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Que Pedir na Oração?

Uma das mais belas cartas de Santo Agostinho é a de número 130, dirigida a Proba. Faltania Proba era uma nobre viúva de Roma Imperial. Seu marido Probus fora "o eterno Prefeito de Roma" e cônsul em 371. Proba se impressionou com os dizeres de São Paulo: "Não sabemos o que pedir como convém" (Rm 8,26) e apresentou a Agostinho a solicitação: "Escreva-me alguma coisa sobra a maneira de orar a Deus e sobre as coisas que devo pedir na oração". A resposta foi dada na famosa carta datada de 411 ou 412.

1. Preparando o Espírito para a Oração

A atenção de Agostinho se volta para as condições de vida de sua interlocutora: é viúva e rica. Ele diz:

3. "Deves, pois, pelo amor da verdadeira vida, considerar-te desolada neste mundo, seja qual for a felicidade que te envolva. Em comparação com aquela vida verdadeira, esta ainda que muito amada - nem merece o nome de vida, por mais alegre e pródiga que seja. As riquezas, o brilho das honras e as demais vaidades com as quais os mortais se julgam felizes, por não conhecerem a verdadeira vida, nada trazem de seguro."

5. "Enquanto caminha pela fé e não pela visão, a alma cristã deve considerar-se desolada, e não cessar de orar. Após a morte haverá, então, a verdadeira vida, o verdadeiro consolo depois da desolação. Aquela vida arrancará a nossa alma da morte, e aquele consolo enxugará as lágrimas de nossos olhos. Essa é a verdadeira vida que os ricos devem conquistar com suas boas obras, conforme aprenderam. Isso seja para ti verdadeira consolação."

Com estas palavras, Santo Agostinho quer alertar que ela poderia entregar-se aos prazeres desse mundo, mas que, embora parecesse viver, estaria morta. Ao contrário, é preciso que Proba se sinta desamparada, pois os bens materiais são passageiros. Na verdade, o homem não encontra resposta para seus anseios naturais nem em si nem nas criaturas inferiores. Ele traz em si a abertura para o infinito.

2. O que Pedir?

Após lembrar a insuficiência dos bens materiais que cercam e podem seduzir Proba, Agostinho vai diretamente a pergunta, recomendando pedir a vida eterna, que é a vida feliz sem ameaça de contrariedades. Ele diz:

9. "Já ouviste quem tu deves ser ao orar. Agora, escuta o que hás de pedir na oração. Ficaste impressionada com o que diz o apóstolo: ‘Não sabemos o que pedir como convém’. Receia que possa causar-te maior prejuízo o orar como não convém do que não orar.

Posso dizer-te em poucas palavras: Pede a vida bem-aventurada! Todos os homens querem possuir vida feliz, pois mesmo os que vivem mal não viveriam desse modo, se não acreditassem que assim são, ou que podem vir a ser felizes. Que outra coisa te convém pedir se não o que bons e maus procuram adquirir, ainda que somente os bons o consigam?”

Santo Agostinho também ensina que pedir a vida eterna não exclui o pedido de bens temporais necessários a uma vida digna: saúde corporal e amigos são explicitamente citados como valores necessários para uma caminhada tranquila neste mundo:

12. "Agrada-te que, além da saúde temporal, os fiéis desejem para si e para os seus honras e dignidade? Está certo se esses bens não forem desejados por si mesmo, mas para a utilidade dos que vivem sob os seus cuidados. É bom desejá-los. Não seria bom, no entanto, se fosse desejado apenas por vã ostentação, por pompa supérflua ou por vaidade nociva.

Pode-se desejar para si e para os seus o suficiente, o que for necessário para viver. Quem deseja o suficiente, e nada mais que isso, nada de impróprio deseja.  Se assim não for, deseja o que não convém."

3. Por que Orar?

Santo Agostinho levanta, então, outra questão: De antemão Deus já sabe do que necessitamos. Então por que dizê-lo a Deus na oração? Em resposta, Agostinho explica: Deus quer que peçamos não para informá-Lo, mas para que tomemos consciência do dom de Deus e dilatemos nossos desejos. Somos pequeninos demais para receber a dádiva divina, mas pedindo e suplicando, nos abrimos mais e mais para ela. Diz Agostinho:

15. "Para alcançarmos essa vida feliz, a verdadeira Vida, nos ensinou a orar. Não com muitas palavras, como se quanto mais loquazes fossemos mais nos atenderia. Mas rogamos Àquele que conhece o que nos é necessário, antes mesmo de lhe pedirmos (conforme Mt 6,7-8)."

17. "Pode alguém estranhar porque motivo assim dispôs aquele que já de antemão conhece nossa necessidade, antes de lhe pedirmos. Está dito: "Para mostrar a necessidade de orar sempre, sem jamais esmorecer" (Lc 18,1), o Senhor trouxe o exemplo de certa viúva. À força de súplicas, ela se fez escutar por um juiz iníquo que não se deixava mover nem pela justiça, nem pela misericórdia, mas que, entretanto se sentiu interpelado pelo cansaço.

Pode alguém estranhar porque assim dispôs aquele que de antemão conhece todas as nossas necessidades. Temos de entender que o intuito de nosso Senhor e Deus não é ser informado sobre nossa vontade (o que Ele não pode ignorar) mas despertar pela oração nosso desejo. Isso nos tornará capazes de receber o que se prepara para nos dar - o que é imensamente grande. Nós somos, porém, pequenos e estreitos demais para recebê-lo. Por isso, dizem-nos: "Dilatai-vos! Não aceitais levar o jugo com os infiéis" (2Co 6,13-14). E o que é tão imensamente grande ("os olhos não viram", porque não é cor; "nem os ouvidos ouviram", porque não é som; "nem subiu ao coração do homem", já que é o coração do homem que deve subir para lá), nós o recebemos com tanto maior capacidade quanto mais fielmente cremos, esperamos com mais firmeza e mais ardentemente desejamos."

4. Como Orar?

Responde Agostinho que não é necessário fazer longos discursos, mas importa orar com profundo afeto, ou seja, com ardente desejo.

20. "Não haja, pois, na oração muitas palavras, mas não falte muita súplica, se a intenção continua ardente. Porque falar demais ao orar é empregar palavras supérfluas em coisa necessária. Porém, rogar muito, com frequente e piedoso clamor do coração, é bater à porta daquele a quem imploramos. Nesta questão, trata-se mais de gemidos do que de palavras, mais de chorar do que de falar. Porque Ele põe nossas lágrimas diante de Si e nosso gemido não passa despercebido Àquele que tudo criou pela Palavra e não precisa das palavras humanas."

5. Recomendação Final

E assim Santo Agostinho encerra a sua carta:

"Não vos esqueçais de orar por mim, e não de modo negligente. Não peço isto como se fosse uma honra, mas considero que estarei em perigo se me subtrairdes o auxílio que julgo tão necessário. A oração recebe poderoso reforço com o jejum, as vigílias e qualquer mortificação corporal (Tb 12,8).

                                                              Sto. Agostinho

Palavras-chave: Bíblia, Cristianismo, Religião, Teologia

Este post é Domínio Público.

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Maio 17, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

Descreva a sua vida em apenas 6 palavras.

Este desafio foi proposto pela revista norte-americana SMITH.

Resumir a vida em seis palavras.

 

What’s your story?

Tell us in six words.

 

Pode ser possível? Claro, basta puxar um pouco pela imaginação.

A revista até publicou recentemente um livro com 300 páginas.

Not Quite What I Was Planning.  O próprio título traduzido: "Nem era o que eu planejava".

Tudo começou quase como uma brincadeira. Memórias, histórias de amor, desilusões amorosas e as experiências de vida de adolescentes e jovens são contadas por dezenas de colaboradores em seis palavras.

SMITH é uma publicação especializada em ficção. Tem a colaboração de escritores famosos, como Nora Ephron.

 

 

Basicamente, o que nos é proposto é isto:

Encontrar seis palavras para uma curta biografia (há quem opte por um conceito) e, se quisermos, podemos dar-lhes ênfase com uma imagem.

Propõe aos leitores que também deixem as suas seis palavras neste blog.

Deixe a sua, use a sua criatividade!

 

Interessante. Legal

"Tropecei quando te vi, era irreal".

 

Palavras-chave: Revistas

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Deixe estas palavras abraçarem você.

Deixe que as palavras deste blog abracem você! 

Quando nas horas de íntimo desgosto o desalento te invadir a alma, e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-Me: Eu sou Aquele que sabe sufocar o pranto e estancar as lágrimas.

Quando te julgares incompreendido dos que te circundam, e vires que em torno de ti há indiferença, aproxima-te de Mim: Eu sou a Luz sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos.

Quando diminuir o ânimo e te achares na iminência de desfalecer, chama-Me: Eu sou a Força capaz de remover as pedras do caminho e sobrepor-te as adversidades do mundo.

Quando, inclementes, te açoitarem os vendavais da vida, e já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de Mim: Eu sou o Refúgio em cujo seio encontrarás guarida para teu corpo e tranquilidade para teu espírito.

Quando te faltar a calma, nos momentos de maior aflição, e te considerares incapaz de conservar a serenidade, invoca-Me: Eu sou a Paciência que te faz vencer os transes mais dolorosos, e triunfar nas situações mais difíceis.

Quando te debateres nos porquês da dor, e tiveres a alma machucada pelos espinhos, grita por Mim: Eu sou o Bálsamo que cicatriza as chagas e te diminui os padecimentos.

Quando o mundo te iludir com suas promessas falazes, e perceberes que ninguém pode inspirar-te confiança, vem a Mim: Eu sou a Sinceridade que sabe corresponder à fraqueza de tuas atitudes e à plenitude de teus ideais.

Quando a tristeza e a melancolia te povoarem o coração, e tudo te causar aborrecimento, chama por Mim: Eu sou a Alegria que insufla alento novo e te faz conhecer os encantos do teu mundo interior.

Quando, um a um, te fenecerem os mais belos sonhos, e te sentires no auge do desespero, apela por Mim: Eu sou a Esperança que te robustece a fé e te acalenta os ideais.

Quando a impiedade recusar-se a relevar-te as faltas, e experimentares a dureza do coração humano, procura-Me: Eu sou o Perdão que te levanta o ânimo e promove a reabilitação do teu espírito.

Quando duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o ceticismo te inundar a mente, recorre a Mim: Eu sou a Crença que te completa de luz e entendimento, e te habilita para a conquista da felicidade.

Quando já não provares a sublimidade de uma afeição terna e sincera, e te desiludires do sentimento de teu semelhante, aproxima-te de Mim: Eu sou a Renúncia que te ensina a esquecer a ingratidão dos homens, e a esquecer a incompreensão do mundo.

E quando, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canto, à flor que desabrocha e à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda. Chamo-Me Amor, o remédio para todos os males que te atormentam o espírito. "EU SOU JESUS!".

Palavras-chave: Cristo

Este post é Domínio Público.

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Maio 18, 2009

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FLIP reúne 34 autores de nove nacionalidades e faz homenagem a Manuel Bandeira
A FLIP 2009 acontece entre os dias 1 e 5 de julho. Estarão em Paraty 34 autores, reunidos em 18 mesas que vão abordar de poesia a ciência, do jornalismo literário à crítica musical, da literatura portuguesa à história, do conto e dos quadrinhos à arte contemporânea. Como de costume, a FLIP receberá autores de destaque em suas áreas, em encontros que valorizam o intercâmbio de experiências distintas. Saiba mais.

 

 

Domingos de Oliveira fala sobre crise das relações amorosas
O cineasta Domingos de Oliveira e o escritor Rodrigo Lacerda dividem mesa que promete render boas discussões também nos bares de Paraty. O tema dos relacionamentos amorosos está presente na maioria das quase cinquenta peças teatrais de Domingos de Oliveira e em seus principais filmes, como Todas as mulheres do mundo (1967) e Separações (2002). O assunto também está no centro do romance Outra vida (2009), livro mais recente do escritor Rodrigo Lacerda, que retrata a frágil relação entre um casal que tenta sobreviver na cidade grande.

 

 

 

 

 

 

Flipinha e Cine Clube de Paraty promovem Ciclo Manuel Bandeira
A Casa da Cultura de Paraty receberá, de 12 a 14 de maio, o Ciclo Manuel Bandeira, realizado em parceria entre a Flipinha, a UFRJ e o Cine Clube de Paraty. O evento, que reunirá atrações como palestras, sessões de cinema e um sarau, é destinado aos professores das redes pública e privada de ensino e à comunidade de Paraty. A programação tem entrada gratuita. Para mais informações, clique aqui ou entre em contato com a Casa Azul, associação que organiza a FLIP e a FLIPINHA, pelo telefone
(24)3371-7082.

 

China na FLIP

A literatura chinesa marca presença na FLIP, pela primeira vez, com a vinda da jornalista Xinran e do romancista Ma Jian, que dividem mesa em Paraty. Xinran é autora, entre outros, de As boas mulheres da China (2002), no qual reuniu depoimentos de mulheres vítimas de violência, obtidos num programa de rádio criado pela escritora na década de 1980. Ma Jian utiliza-se da ficção para falar de seu país, caso de Pequim em coma (2008), escrito em primeira pessoa por uma vítima fictícia do massacre da Paz Celestial.

fonte: www.flip.org.br

Palavras-chave: Literatura

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O que mais chamou a atenção do público quando a FLIP surgiu, em 2003, foi a convivência de autores excepcionais, a maior parte deles pela primeira vez no Brasil, numa atmosfera de descontração e proximidade com o público, em meio à beleza de Paraty. Às vésperas de sua sétima edição, o evento confirma essa identidade: entre os dias 1 e 5 de julho de 2009, estarão em Paraty 34 autores, reunidos em 18 mesas que vão abordar de poesia a ciência, do jornalismo literário à crítica musical, da literatura portuguesa à história, do conto e dos quadrinhos à arte contemporânea. Como de costume, a FLIP receberá autores de destaque em suas áreas, em encontros que valorizam o intercâmbio de experiências distintas.

Para o diretor de programação da FLIP, Flávio Moura, a programação deste ano é a confirmação de que o festival se firmou como um dos principais eventos do gênero no calendário mundial. Segundo ele, “a FLIP 2009, a exemplo das edições anteriores, traz autores de qualidade inquestionável em seus campos de atividade e consolida seu posto ao lado dos melhores festivais literários do mundo”.

O escritor português António Lobo Antunes é um dos destaques da ficção na FLIP deste ano. Vencedor do Prêmio Camões em 2007, é considerado um dos maiores prosadores lusitanos depois de Eça de Queirós. Autor de clássicos como As naus, Os cus de Judas e Meu nome é legião (seu livro mais recente publicado aqui), o autor não vem ao Brasil desde 1983 e já deixou claro que sua verve polemista não passará em branco durante a estada em Paraty.

O jornalista americano Gay Talese, que na FLIP conversa com o jornalista brasileiro Mario Sergio Conti, é um dos criadores do chamado jornalismo literário. Talese vem ao Brasil pela primeira vez, depois de quarenta anos de carreira, ao longo dos quais escreveu clássicos do jornalismo mundial como o perfil “Frank Sinatra está resfriado”, do livro Fama e anonimato. Não é pequena a expectativa em torno de sua presença, como já deixaram claros os depoimentos, resenhas, entrevistas e reportagens a seu respeito publicados recentemente na imprensa brasileira.

O biólogo inglês Richard Dawkins, seguidor de Charles Darwin e autor de Deus, um delírio, é um dos principais evolucionistas em atividade no mundo. Em 2009, quando se comemoram o segundo centenário de nascimento de Darwin e os 150 anos da publicação de A origem das espécies, Dawkins está entre os intelectuais mais solicitados do mundo para participar de debates e conferências. Que tenha aceitado o convite da FLIP num momento tão atribulado é indício claro da importância adquirida pela Festa Literária.

O historiador britânico Simon Schama conversa com a antropóloga brasileira Lilia Moritz Schwarcz sobre o papel dos Estados Unidos no momento em que o país vê ameaçada sua condição de potência econômica mundial e ainda no calor da eleição recente de Barack Obama, tema que ele aborda em seu novo livro e que fará parte da conversa de que participa em Paraty. Não é menos esperada a participação do crítico musical americano Alex Ross, encarregado da cobertura sobre esse assunto na New Yorker. Ele falará sobre O resto é ruído, livro que foi um acontecimento na crítica cultural recente nos Estados Unidos ao mostrar as conexões da música erudita com a história do século XX.

Parceiros em diversos festivais literários internacionais, a irlandesa Anne Enright, ganhadora do Booker Prize de 2007, e o americano Tobias Wolff, um dos principais contistas da atualidade, discutem o tema da crise da estrutura familiar em suas obras. A irlandesa Edna O’Brien tem um estatuto parecido com o de Wolff no Brasil: autora que figura entre os nomes de maior destaque em seu país de origem, ainda não teve aqui a atenção que merece. Sua mesa na FLIP pretende alterar esse panorama. E a partir de um tema quente: ela teve exemplares de seu romance de estreia, Country Girls, queimados pela comunidade religiosa local na década de 1960, devido à crueza com que descrevia a vida sexual de suas personagens. Edna O’Brien fala dos sentidos da transgressão na atualidade ao lado da francesa Catherine Millet, autora do autobiográfico e não menos escandaloso A vida sexual de Catherine M.

Dois outros autores compõem a representação francesa da FLIP 2009: a artista conceitual Sophie Calle e o escritor Grégoire Bouillier. Unidos por laços pessoais e artísticos – não se sabe, na obra de cada um, onde termina a vida e começa a representação –, ambos protagonizam uma das mesas mais comentadas e inusitadas da FLIP. Engrossa a delegação francesa o afegão Atiq Rahimi, ganhador do prêmio Goncourt de 2008 com o livro Syngué sabour – Pedra de paciência. Radicado na França desde que fugiu da guerra civil de seu país, na década de 1980, Rahimi estará na mesa ao lado de Bernardo Carvalho, um dos autores de maior densidade em atividade no Brasil e com quem partilha o gosto pelas viagens e pelo experimentalismo.

A literatura chinesa estreia na FLIP com o escritor Ma Jian e a jornalista Xinran, ambos radicados na Inglaterra, cujos livros fazem retratos críticos de uma China pouco condizente com a imagem de liderança global a que o país aspira. No momento em que se completam vinte anos do massacre da Praça da Paz Celestial, tema do livro de Ma Jian, a mesa tem o objetivo de contribuir para uma reavaliação do autoritarismo na China.

A 7a. FLIP é também mais flexível com a possibilidade de trazer autores que já estiveram no festival. Quando se trata de alguns dos maiores nomes da literatura brasileira, qual o sentido de não repetir? Daí a presença de Chico Buarque, que volta à FLIP para falar de Leite derramado, romance recém-lançado. Ele participa de mesa com o romancista Milton Hatoum, autor dos premiados Dois irmãos e Cinzas do Norte, que também volta à FLIP depois de memorável participação em 2003. Diga-se o mesmo de Cristovão Tezza: quando ele esteve na Festa Literária em 2005, ainda não era o autor de O filho eterno, livro que transformou sua carreira. Tezza divide mesa com o mexicano Mario Bellatin, um dos mais controvertidos autores latino-americanos da atualidade, com quem discute o papel da autobiografia na ficção.

A FLIP segue com a tradição de promover encontros pouco esperados. É o caso da reunião entre o escritor carioca radicado em São Paulo Rodrigo Lacerda e o dramaturgo e cineasta Domingos de Oliveira, nome fundamental também para o teatro brasileiro, que fez dos conflitos amorosos objeto por excelência de suas peças e filmes. Também pouco usual é o encontro entre Tatiana Salem Levy, Arnaldo Bloch e Sérgio Rodrigues, que discutem a combinação entre ficção e relato autobiográfico, empregada nos livros de que são autores, respectivamente A chave de casa, Os irmãos Karamabloch e Elza, a garota.

Depois da vinda de Angeli em 2003 e de Neil Gaiman no ano passado, a FLIP dedica outra mesa aos quadrinhos brasileiros e apresenta nomes de destaque da produção atual: os vencedores do Prêmio Eisner Rafael Grampá, Fábio Moon e Gabriel Bá, e o quadrinista e artista plástico Rafael Coutinho, todos eles muito próximos também da literatura.

Além da Conferência de Abertura, que será proferida pelo crítico Davi Arrigucci Jr., Manuel Bandeira é assunto de duas outras mesas. Representantes de destaque da nova poesia brasileira, Heitor Ferraz, Eucanaã Ferraz e Angélica Freitas discutem a atualidade da obra do poeta pernambucano. O professor e pesquisador Edson Nery da Fonseca e o jornalista Zuenir Ventura compartilham suas memórias e impressões do escritor modernista, que foi amigo de Fonseca e professor de literatura de Zuenir.

Como assinala a presidente da FLIP, Liz Calder, “uma das principais motivações da Festa Literária de Paraty é a valorização da literatura brasileira. Este ano a FLIP faz isso homenageando um poeta muito querido, Manuel Bandeira”. Para o diretor de programação, Flávio Moura, “Bandeira é uma das melhores pontes, na literatura brasileira, entre a tradição e o modernismo, e sua obra variada, na prosa, nas crônicas e na poesia, ainda pede muitas releituras”. A Oficina Literária deste ano é uma extensão da homenagem a Bandeira e tem como tema a poesia. Ela será ministrada pelo poeta e tradutor Paulo Henriques Britto, professor da PUC do Rio de Janeiro.
Como nos anos anteriores, a programação principal ocorre na Tenda dos Autores e será transmitida ao vivo na Tenda do Telão. Outros eventos acontecem simultaneamente, em diversos locais. Há uma programação exclusiva para as crianças e jovens leitores, a Flipinha, ponto de encontro do Programa Educativo desenvolvido ao longo do ano inteiro junto às escolas públicas e privadas de Paraty. Além disso, este ano a FLIP etc. passa a se chamar FLIP Casa da Cultura e traz uma programação extensa, que contará com exposições, shows, peças de teatro e eventos em torno do homenageado da FLIP e do Ano da França no Brasil.

No domingo de manhã, a FLIP terá um evento especial: a mesa Zé Kleber – “Como a cultura desenha a cidade”, que vai reunir Jorge Melguizo Pousada, secretário de Desenvolvimento Social de Medellin (Colômbia), Denis Mizne, diretor-executivo do Instituto Sou da Paz, de São Paulo, e o Secretário Municipal de Cultura de São Paulo, Carlos Augusto Calil. O tema da discussão serão políticas urbanas bem-sucedidas, com destaque para as ações educacionais, como a formação de bibliotecas, iniciativas culturais e de inclusão social. A mediação será da antropóloga Paula Miraglia.

A FLIP é uma realização da Associação Casa Azul, presidida por Mauro Munhoz. A Casa Azul desenvolve trabalhos de revitalização em Paraty e mantém um programa educativo continuado na região, com o objetivo de transformar a cidade histórica fluminense em modelo de turismo cultural e em uma cidade de leitores.


 

 

fonte: www.flip.org.br

Palavras-chave: Literatura

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Maio 20, 2009

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Casa das Rosas integra ‘corrente’ de troca de livros

Desde o início de maio, espaço aderiu ao BookCrossing.
Projeto é um movimento de 'libertação' de livros em locais públicos.


Casa das Rosas vira espaço de troca de livros

A Casa das Rosas, espaço de literatura e poesia localizado na Avenida Paulista, se tornou um espaço para troca de livros. Desde o início de maio, a casa aderiu ao projeto BookCrossing, movimento de “libertação” de livros em locais públicos para serem achados por outros leitores, e se tornou uma “crossing zone” (na tradução, zona de troca de livros).

Funciona assim: qualquer leitor pode deixar um livro na Casa das Rosas para outros leitores, enquanto também pode escolher outra obra que estiver disponível no espaço para levar embora e ler, mas, com o compromisso de passá-la adiante.

A Casa das Rosas é a sexta “crossing zone” do Brasil, sendo a terceira na cidade de São Paulo. Em média, 200 livros da literatura brasileira, especialmente de poesia, compõem essa espécie de biblioteca circulante. 

Como participar

O doador da obra entra no site do movimento, que tem adesão de leitores de mais de 130 países, e cria um perfil - o site é em inglês; uma página na web em português está em construção. Com o livro em mãos, registra e anota na contracapa o código de identificação gerado.

Após o cadastramento, é preciso deixar o livro na Casa das Rosas ou em uma das outras zonas oficiais, ou ainda, se preferir, pode deixá-lo em um espaço público qualquer.

A pessoa que pegar o livro deve informar o paradeiro da obra no próprio site, e se quiser pode também registrar a sua opinião sobre a leitura. (fonte: G1)

 

Neste blog: Dia Mundial do Livro

                   http://stoa.usp.br/anacesar/weblog/48135.html

 

Palavras-chave: Troca de livros

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Biblioteca da USP importa robô único no Brasil para digitalizar livros

Brasiliana, com acervo doado por José Mindlin, terá livros disponibilizados na Internet com ajuda de equipamento que vale R$ 1,5 milhão


José Mindlin entre os livros que doará à Brasiliana
José Mindlin entre os livros que doará à Brasiliana

A Universidade de São Paulo (USP) acaba de adquirir um scanner robotizado para digitalizar as obras doadas por José Mindlin à biblioteca Brasiliana USP, cujo prédio é construído na Cidade Universitária. O acervo pessoal de Mindlin tem 30 mil volumes e, com a ajuda do scanner, será disponibilizado gratuitamente na internet.

Segundo o professor István Jancsó, coordenador do projeto Brasiliana USP, trata-se do primeiro equipamento do gênero no país, adquirido por R$ 1,5 milhão, dinheiro conseguido com verba da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Enquanto o prédio da Biblioteca Brasiliana não fica pronto, o scanner ficará na casa de José Mindlin, em São Paulo. O aparelho deve entrar em operação até fevereiro e, segundo Jancsó, terá a capacidade de digitalizar 2500 imagens por hora.

“Esse equipamento já copia a imagem com todas as correções de cor e luz possíveis”, explica o professor.

A operação do scanner será de responsabilidade de Cristina Antunes, bibliotecária da Brasiliana. “Depois do dr. José [Mindlin], ela é a pessoa que mais conhece a biblioteca”, comenta Jancsó.

O acervo que poderá ser acessado via web será catalogado, segundo o professor, nos padrões internacionais, como o da Biblioteca Europeana, que disponibiliza sete milhões de livros na internet.

“Qualquer pessoa poderá entrar na Brasiliana Digital e imprimir a obra escolhida em sua casa”, conta o coordenador do projeto. Dessa forma, qualquer biblioteca do país poderá montar uma cópia fac-similar da Brasiliana USP.

A USP também vai manter um apoio didático a outras universidades do país, ensinando a usar o acervo digital e a como operar uma máquina de impressão. O professor estima que o custo das cópias por terceiros será de US$ 2, democratizando o acesso à informação.

Obras
Parte do prédio que abrigará o acervo físico da biblioteca Brasiliana e o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP deverá ser entregue em outubro deste ano. No acordo entre Mindlin e a USP, há uma cláusula que prevê a revogação da doação caso o prédio não esteja pronto até o final de 2009.

Apesar do prazo apertado, Jancsó acredita que haverá tempo suficiente. “Eu acho que vai dar. Não acredito que a cláusula revogatória venha a ser considerada”, fala Jancsó.

No entanto, falta dinheiro para a construção de dois terços da nova sede do IEB. Os R$ 32 milhões – dinheiro vindo de patrocinadores e da própria USP – é para a construção dos módulos da biblioteca Brasiliana, dos espaços comuns e de parte do IEB. O coordenador espera conseguir a verba restante com outros apoios privados e com o governo do estado.

José Mindlin oficializou a doação de 30 mil volumes de sua biblioteca em 2006. A coleção possui obras do século 16 ao 20 e concentra títulos importantes da história cultural brasileira. Há, por exemplo, primeiras edições de obras de José de Alencar e Guimarães Rosa, além de relatos de viajantes durante o início da colonização, como Hans Staden e Jean de Léry.

 

fonte: Rafael Kato, estudante de jornalismo ECA/USP.

Palavras-chave: Bibliotecas Digitais

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Colecionador doou seus livros raros à USP. Um robô "devorador de livros" está escaneando os exemplares.

 

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1036116-78

 

A paixão de um brasileiro por seus livros em breve vai ser compartilhada com todos nós. A Universidade de São Paulo se prepara para receber parte da biblioteca Brasiliana, doada pelo empresário e colecionador José Mindlin.

Poderá ser acessado de qualquer parte do mundo, pela internet, e também fisicamente, em um prédio que está sendo construído para receber a Brasiliana. Um tesouro, de um homem sonhador, que vai se tornar público pelo esforço de gente que acredita que um grande país só se faz com cultura e educação.

É em um vazio moldado a ferro, onde ainda o concreto escorre, que caberá o conhecimento. A biblioteca por enquanto é toda imaginação.

“São três andares de livros. Todas as paredes com toda coleção exposta. A ideia é que a gente tivesse sempre o visitante em contato com o acervo”, explica o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb.

Este será o corpo da Brasiliana, biblioteca formada por 17 mil títulos, todos sobre o Brasil ou feitos no Brasil, doados à USP pelo avô de Rodrigo, o empresário e bibliófilo, José Mindlin.

“A arquitetura é coadjuvante nesse processo porque os livros são a alma. Estamos cuidando de dar um corpo para receber dignamente a coleção e ter acesso para meus filhos, netos e de todos nós”, diz o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb.

A alma da Brasiliana ainda está bem longe; na casa de José Mindlin, no espaço especialmente construído, ao lado do jardim, para abrigar a biblioteca dele com quase 100 mil volumes.

É uma sala de preciosidades e raridades. Os livros são do século 19, de literatura brasileira. Lá, estão quase todas as primeiras edições dos livros de Machado de Assis. Há as primeiras edições dos dois romances mais lidos no século 19: “O guarani”, de José de Alencar e “A moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo.

Ao pé da escada fica Santo Inácio, um verdadeiro santo do pau-oco. No espaço de trás escondiam o ouro para escapar ao fisco dos portugueses. É neste espaço da memória e do passado que vive um novo agregado: um robô do século 21, um devorador de livros, que lê 2,4 mil páginas por hora.

O livro que o robô tem nas mãos é “Helena”, autografado por Machado de Assis, dedicado a um velho amigo dele, Salvador de Mendonça. A tudo isso nós teremos acesso, via internet.

“Enquanto o prédio está sendo construído, já estamos construindo a biblioteca digital”, aponta o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni.

“Podemos transformar uma imagem recém tirada do robô em uma página que seja portátil para a web”, explica o engenheiro de computação Vitor Tsujiguchi.

“O usuário vai ver o livro tal como ele é: a imagem do livro original, mas por trás dessa imagem há uma versão digitalizada, como se fosse transcrito. O usuário pode fazer busca por palavra, frase, iluminar trecho, copiar e colar. A pessoa vai poder imprimir em casa, encadernar e colocar na sua estante”, antecipa o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni.

O robô reconhece 120 línguas. Até o final do ano o plano é que ele tenha digitalizado 4 mil livros e 30 mil imagens.

Quem está encantado com o trabalho do robô é o professor titular de história do Brasil, Istvan Yancsó, coordenador geral do projeto: “O conceito dessa biblioteca é atender a uma multiplicidade de destinações. É um serviço que a USP vai prestar à nação. Tudo que nós estamos fazendo é sempre em cima da ideia de que é uma colaboração para montagem de alguma coisa que não vai ser a Brasiliana da USP, vai ser uma Brasiliana brasileira”.

Os primeiros livros que já estão sendo digitalizados são os dos viajantes que percorreram o Brasil nos séculos 16, 17, 18 e 19. Toda a coleção das gravuras de Debret. Depois disso será a vez de todos os livros de história do Brasil e literatura brasileira. Os 17 volumes da primeira edição dos sermões do Padre Vieira, a primeira edição brasileira de “Marília de Dirceu”, de Tomás Antonio Gonzaga - só existem três unidades no mundo. De José de Alencar, a primeira edição do “Guarany”, livro raro.

José Mindlin passou boa parte da vida atrás desse exemplar, um dos únicos existentes e de muitas outras raridades.

Uma biblioteca como esta é um espaço para eternas descobertas. Cristina Antunes, organizadora da biblioteca Mindlin há 29 anos, sabe disso: “Até hoje descubro livros que eu não vi, que eu não li, que não conheço”.

Toda essa coleção começou com um livro de história do Brasil de Frei Vicente de Salvador, e comentários de Capistrano de Abreu. José Mindlin tinha 13 anos, hoje, aos 94, quase 100 mil livros depois, quer dividir com todos o grande prazer que os livros lhe deram.

“Era um sonho, no meio de muitos outros, era sim”, diz o bibliófilo José Mindlin.

A biblioteca Brasiliana está sendo construída na USP com doações de empresas. O prédio deve ficar pronto em julho de 2010. Os primeiros livros já deverão ser abertos para consulta, via internet em meados de junho.

A partir daí, serão incluídos 200 livros e quase mil imagens por semana.

 

fonte: Bom dia Brasil, 20 de maio de 2009. 

 

Palavras-chave: Bibliotecas Digitais, Brasiliana

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Conversores on-line adaptam grafia

Já se encontram disponíveis na internet ferramentas virtuais que podem ajudar os falantes de língua portuguesa a se adaptar às novas mudanças promovidas pelo Acordo Ortográfico. Esses corretores (ou melhor, “conversores”, pois ainda admitem as duas grafias) funcionam de maneira bem simples: eles convertem para a nova grafia, de forma automática, o texto digitado ou colado dentro do campo do formulário. Entre os mais conhecidos, estão o Ortografa, o Conversor Ortográfico (do site Interney) e o conversor Flip Priberam, cuja versão on-line apresenta menos opções que o pacote vendido para computadores.

Serviço:

www.interney.net/conversor-ortografico.php

www.ramonpage.com/ortografa/

www.flip.pt/tabid/566/default.aspx


Nova grafia na escrita braile

Todas as mudanças promovidas pelo Acordo Ortográfico também serão adotadas pelo português convertido em braile, sistema baseado no tato, criado pelo francês Louis Braille, para que pessoas com deficiência visual possam ler e escrever.

O Acordo influencia o braile, pois neste sistema as palavras também são escritas letra a letra, e cada vocábulo tem até seis pontos em alto relevo.

Um deficiente visual com alguma experiência é capaz de detectar a ausência ou a presença do trema em determinadas palavras, assim como hífens, acentos e pontuações.

Com isso, o Ministério da Educação do Brasil já prevê a adaptação de livros didáticos em braile à nova ortografia da língua portuguesa.

 

fonte:  Guia da Nova Ortografia  Editora Segmento  

               especial da revista Língua Portuguesa                                                                                       

 

 

 

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Maio 21, 2009

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Nas locuções

 

 

Não se usa hífen nas locuções de nenhum tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas, ou conjuntivas): cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, pão com manteiga, sala de jantar, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de, afim de que etc.

O acordo ortográfico de 1990 já mandava não escrever com hífen, mas separadamente, qualquer tipo de locução. Evanildo Bechara sugere (O Estado de S.Paulo, 26/2/2009), que tal iniciativa veio “livrar as pessoas” de usar o hífen para distinguir significados ou classes de palavras. “Éramos, segundo o sistema vigente oficialmente em 2008, obrigados a distinguir o substantivo dia-a-dia, com hífen, locução significando ‘cotidiano’, de dia a dia, locução adverbial, sem hífen, valendo por ‘dia após dia’: ‘O meu dia-a-dia (isto é, o meu cotidiano) é agradável’. ‘A criança cresce dia a dia (isto é, diariamente, dia após dia)’”.

São exceções algumas locuções consagradas pelo uso: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.

 

Dia a dia

Cão de guarda

Café com leite

Sala de jantar

Pão com manteiga

Pão de mel

Cor de vinho

À vontade

À toa

Abaixo de

Acerca de

A fim de que

 

 

 

fonte:  Guia da Nova Ortografia  Editora Segmento  

               especial da revista Língua Portuguesa                                                                                       

 

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Maio 22, 2009

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Dia 16 de junho

 

O Instituto de Estudos Avançados apresenta, na terça-feira (16), às 10 horas, o Latin America Today: International Symposium on Inequality and Identity. Entre os expositores estão Szilvia Simai-Mesquita, professora do IEA e da Universidade de Londres, Derek Hook, da Escola de Economia de Londres, Vladimir Safatle, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e Bernard Delpeche, da Universidade Acadia, no Canadá.

O evento acontece no Auditório Alberto Carvalho da Silva, do IEA, com transmissão ao vivo no site do instituto. A entrada é aberta e gratuita, sem necessidade de inscrições prévias. Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, Travesa J, 374, térreo, Edifício da Antiga Reitoria, Cidade Universitária, São Paulo

10:00 - 12:00

Contato: (11) 3091-1678

 

Dia 23 de junho

 

O Instituto de Estudos Avançados apresenta o seminário Eric Hobsbawn como Sociólogo da Religião, que acontece na terça-feira (23), a partir das 15 horas. O conferencista será Michael Löwy, professor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, da França.

O evento, aberto e gratuito, acontece no Auditório Alberto Carvalho da Silva, no IEA. A transmissão será feita ao vivo no site do instituto. Não há necessidade de inscrição prévia. Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, Travesa J, 374, térreo, Edifício da Antiga Reitoria, Cidade Universitária, São Paulo

15:00 - 17:00

Contato: (11) 3091-1686

 

Localização do IEA (Travessa J, 374), na Cidade Universitária.

mapa2.gif (64633 bytes)

 

Palavras-chave: IEA

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Sad Songs (Say So Much)

Elton John

Composição: Elton John/ Bernie Taupin

Guess there are times when we all need to share a little pain
And ironing out the rough spots
Is the hardest part when memories remain
And it's times like these when we all need to hear the radio
Cause from the lips of some old singer
We can share the troubles we already know

Turn them on, turn them on
Turn on those sad songs
When all hope is gone
Why don't you tune in and turn them on

They reach into your room
Just feel their gentle touch
When all hope is gone
Sad songs say so much

If someone else is suffering enough to write it down
When every single word makes sense
Then it's easier to have those songs around
The kick inside is in the line that finally gets to you
and it feels so good to hurt so bad
And suffer just enough to sing the blues

Sad songs, they say
Sad songs, they say
Sad songs, they say
Sad songs, they say so much.

 

 

Skyline Pigeon

Elton John

Composição: Bernie Taupin/ Elton John

Turn me loose from your hands
Let me fly to distant lands
Over green fields, trees and mountains
Flowers and forest fountains
Home along the lanes of the skyway
For this dark and lonely room
Projects a shadow cast in gloom
And my eyes are mirrors
Of the world outside
Thinking of the way
That the wind can turn the tide
And these shadows turn
From purple into grey
For just a Skyline Pigeon
Dreaming of the open
Waiting for the day
He can spread his wings
And fly away again
Fly away skyline pigeon fly
Towards the dreams
You've left so very far behind
Fly away skyline pigeon fly
Towards the dreams
You've left so very far behind
Let me wake up in the morning
To the smell of new mown hay
To laugh and cry, to live and die
In the brightness of my day
I want to hear the pealing bells
Of distant churches sing
But most of all please free me
From this aching metal ring
And open out this cage towards the sun
For just a Skyline Pigeon
Dreaming of the open
Waiting for the day
He can spread his wings
And fly away again
Fly away skyline pigeon fly
Towards the dreams
You've left so very far behind
Fly away skyline pigeon fly
Towards the dreams
You've left so very far behind.

 

We All Fall In Love Sometimes

Elton John

Composição: B. Taupin/ Elton John

Wise men say
It looks like rain today
It crackled on the speakers
And trickled down the sleepy subway trains
For heavy eyes could hardly hold us
Aching legs that often told us
It's all worth it
We all fall in love sometimes
The full moon's bright
And starlight filled the evening
We wrote it and I played it
Something happened it's so strange this feeling
Naive notions that were childish
Simple tunes that tried to hide it
But when it comes
We all fall in love sometimes
Did we, didn't we, should we couldn't we
I'm not sure 'cause sometimes we're so blind
Struggling through the day
When even your best friend says
Don't you find
We all fall in love sometimes
And only passing time
Could kill the boredom we acquired
Running with the losers for a while
But our Empty Sky was filled with laughter
Just before the flood
Painting worried faces with a smile.




I Guess That's Why They Call It The Blues

Elton John

Composição: Elton John/ Davey Johnstone


Don't wish it away
Don't look at it like it's forever
Between you and me I could honestly say
That things can only get better
And while I'm away
Dust out the demons inside
And it won't be long before you and me run
To the place in our hearts where we hide
And I guess that's why they call it the blues
Time on my hands could be time spent with you
Laughing like children, living like lovers
Rolling like thunder under the covers
And I guess that's why they call it the blues
Just stare into space
Picture my face in your hands
Live for each second without hesitation
And never forget I'm your man
Wait on me girl
Cry in the night if it helps
But more than ever I simply love you
More than I love life itself
And I guess that's why they call it the blues
Time on my hands could be time spent with you
Laughing like children, living like lovers
Rolling like thunder under the covers
And I guess that's why they call it the blues.

 

You're Still The One

Shania Twain And Elton John

Looks like we made it
Look how far we've come my baby
We mighta took the long way
We knew we'd get there I someday
They said, "I bet they'll never make it"
But just look at us holding on
We're still together still going strong
You're still the one I run to
The one that I belong to
You're still the one I want for life
You're still the one that I love
The only one I dream of
You're still the one I kiss good night
Ain't nothin' better
We beat the odds together
I'm glad we didn't listen
Look at what we might be missin'
They said, "I bet they'll never make it"
But just look at us holding on
We're still together still going strong

Something About The Way You Look Tonight

Shania Twain And Elton John

There was a time,
I was everything and nothing all in one
When you found me
I was feeling like a cloud across the sun
I need to tell ya,
How you light up every second of the day
But in the moonlight
You just shine like a beacon on the bay
And I can´t explain,
But there´s something about the way you look tonight
Takes my breath away
It´s that feeling I get about you deep inside
And I can´t describe
But there´s something about the way you look tonight
Takes my breath away
The way you look tonight
With a smile
You pull the deepest secrets from my heart,
In all honesty
I´m speechless and I don’t know where to start
And I can´t explain
But there´s something about the way you look tonight
Oh takes my breath away
It’s that feeling I get about you deep inside
And I can´t describe
But there´s something about the way you look tonight,
Takes my breath away,
The way you look tonight.
The way you look tonight
The way you look tonight
The way you look tonight
The way you look tonight,
The way you look tonight
The way you look tonight,
The way you look tonight.

 

 

 

Empty Garden (Hey, Hey Johnny)

Elton John

Composição: Elton John/ Bernie Taupin

What happened here,
As the New York sunset disappeared?
I found an empty garden among the flagstones there.
Who lived here?
He must have been a gardener that cared a lot,
Who weeded out the tears and grew a good crop.
And now it all looks strange.
It's funny how one insect can damage so much grain.
And what's it for,
This little empty garden by the brownstone door?
And in the cracks along the sidewalk nothing grows no more.
Who lived here?
He must have been a gardener that cared a lot,
Who weeded out the tears and grew a good crop.
And we are so amazed! We're crippled and we're dazed....
A gardener like that one, no one can replace.
And I've been knocking, but no one answers.
And I've been knocking, most all the day.
Oh and I've been calling, oh hey, hey, Johnny!
Can't you come out to play?
And through their tears,
Some say he farmed his best in younger years.
But he'd have said that roots grow stronger, if only he couldhear.
Who lived there?
He must have been a gardener that cared a lot,
Who weeded out the tears and grew a good crop.
Now we pray for rain, and with every drop that falls.....
We hear, we hear your name.....
And I've been knocking, but no one answers.
And I've been knocking, most all the day.
Oh and I've been calling, oh hey, hey, Johnny!
Can't you come out to play,
In your empty garden?
Johnny?
Can't you come out to play, in your empty garden?

 

Palavras-chave: Música, videopost

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Maio 23, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar
 
 
* Paso de los Toros, 14 de setembro de 1920    
+ Montevidéu, 17 de maio de 2009
 
 

Mario Benedetti, o poeta uruguaio do compromisso e cronista dos sentimentos, morreu em Montevidéu aos 88 anos. Romancista, contista, ensaísta, dramaturgo e crítico, foi um resistente que viveu e lutou contra o exílio e a doença. Os seus livros de contos, novelas e poemas são uma referência para os leitores da América do Sul e da Europa, sobretudo Espanha. Benedetti foi o mais prolífico expoente da literatura uruguaia, com obras traduzidas em vários idiomas.

Deixou mais de 80 livros. A juventude para quem escrevia era também um dos seus temas preferidos. “Tinha a esperança que os jovens se lembrassem de mim. A juventude actual sempre esteve presente. Quando leio poemas nos teatros metada da sala é ocupada por jovens”, declarou numa entrevista antiga.

Iniciou a carreira literária em 1949. Durante anos dividiu a sua vida entre Montevidéu, Maiorca e Madri para escapar do úmido inverno uruguaio que afetava sua asma crônica. O autor tinha um estado de saúde bastante delicado e estava em sua casa, na capital uruguaia, quando morreu. No ano passado, o escritor foi hospitalizado quatro vezes em Montevidéu devido a diversos problemas físicos.

O autor ficou famoso em 1956 a sua obra poética mais conhecida o livro “Poemas de escritório”.

 

 

MÁRIO BENEDETTI

 

                                     MARIO BENEDETTI

ANTOLOGIA POÉTICA

Tradução de Julio Luís Gehlen.
Rio de Janeiro, Record, 1988

 

                                          
Morreu um monstro das letras
 
 

EN PIE

 

Sigo en pie

por latido

por costumbre

por no abrir la ventana decisiva

y mirar de una vez a la insolente

muerte

esa mansa

dueña de la espera

 

sigo en pie

por pereza en los adioses

cierre y demolición

de la memória

 

no es un mérito

otros desafían

la claridad

el caos

o la tortura

 

seguir en pie

quiere decir coraje

 

o no tener

donde caerse

muerto

 

      (De A Ras de Sueño, 1967)

 

 

EM PÉ

 

Continuo em pé

por pulsar

por costume

por não abrir a janela decisiva

e olhar de uma vez a insolente

morte

essa mansa

dona da espera

 

continuo em pé

por preguiça nas despedidas

no fechamento e demolição

da memória

 

não é um mérito

outros desafiam

a claridade

o caos

ou a tortura

 

continuar em pé

quer dizer coragem

 

ou não ter

onde cair

morto

 

      (De A Ras de Sueño, 1967)

 

Palavras-chave: Literatura

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Maio 24, 2009

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O Ano da França no Brasil recebe homenagem do Museu da Língua Portuguesa com exposição dividida em seis partes

O Museu da Língua Portuguesa, junto com a Poiesis (Organização Social de Cultura que administra o museu) e a Imprensa Oficial, apresentam a mostra O Francês no Brasil em Todos os Sentidos.

A exposição faz uma homenagem ao *Ano da França no Brasil, sendo dividida em seis partes. No primeiro andar, o visitante conhece uma seção formada por viadutos metálicos, com vias iluminadas por leds, onde mais de cinco mil palavras francesas presentes em nosso vocabulário aparecem escritas em um painel.
Além destes viadutos, o interessado aprecia outros cenários urbanos na cenografia, realizando um passeio por uma cidade conceitual que mistura a identidade, a cultura e a influência francesa, com o uso de um painel histórico.
A mostra continua com o Corredor dos Poetas, em que quatro autores das duas nacionalidades (Victor Hugo e Castro Alves; Baudelaire e Cruz e Sousa; Blaise Cendrars e Oswald de Andrade; Mallarmé e Haroldo de Campos) apresentam textos nos dois idiomas.
O evento ainda dispõe de uma praça com painéis e
slogans das turbulências vividas em maio de 68, uma seção dedicada ao balé e um bistrô, em que o ator Fernando Alves Pinto interpreta um garçom servindo um cliente.

Curiosidade

Era uma farra, o Vogue (boate no RJ que esteve em atividade entre 1946 e 1955, na av. Princesa Isabel, reduto de personalidades ilustres no cenário nacional). Tudo acabou num incêndio em agosto de 1955.
O
café soçaite mudou-se então para outra boate ainda mais sofisticada que despontou no Leme (rua Antônio Vieira): o Sacha's, o nome homenageando o famoso pianista que para lá se transferira. Uma noite, Sacha Rubin acompanhava o crooner Murilinho de Almeida em Ninguém me ama, de Antônio Maria, famoso samba-canção cuja primeira estrofe diz: "Ninguém me ama, / ninguém me quer, / ninguém me chama / de meu amor". Terminado o número, o próprio Antônio Maria, grande notívago, levantou-se de sua mesa, agradeceu, mas acrescentou que a letra admitia uma pequena correção. Foi até o microfone e cantou: "Ninguém me ama, / ninguém me quer, / ninguém me chama / de Baudelaire". Era uma autoparódia auto-irônica que ficou famosa pela comparação ressentida com o poeta francês Charles Baudelaire, que de fato tinha sido como Antônio Maria era, um propalador da melancolia romântica e da tragédia do destino humano, só que, evidentemente, muito mais célebre.
Há quem afirme que esse episódio não aconteceu no Sacha's, mas no Michel (rua Fernando Mendes). Talvez tenha ocorrido em mais de um lugar, com pequenas variações. Afinal, todo pianista de boate atacava de Ninguém me ama quando via Antônio Maria chegar.

 

* Para conferir o site oficial do Ano da França clique aqui

 

 

Museu da Língua Portuguesa

Praça da Luz, s/n
Centro - Centro - (11) 3326-0775

Data(s):

12 de maio a 13 de setembro de 2009

Preço(s):

R$ 4,00

Horário(s):

Terça a domingo, 10h às 17h.

 

fonte:www.guiadasemana.com.br

Palavras-chave: Literatura, Museu

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Maio 28, 2009

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Somos assim: sonhamos o voo, mas tememos a altura. Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o voo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram.

É um engano pensar que os homens seriam livres se pudessem, que eles não são livres porque um estranho os engaiolou, que eles voariam se as portas estivessem abertas.

A verdade é oposta. Não há carcereiros. Os homens preferem as gaiolas aos voos.

São eles mesmos que constroem as gaiolas em que se aprisionam.

 

Rubem Alves

 

Palavras-chave: Rubem Alves

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Maio 29, 2009

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nnsfdaia@hotmail.com escreveu:

Regua como fica com ou sem acento?

obrigadaaa...

 

Das paroxítonas, acentuam-se apenas as que não sejam terminadas em a(s) , e(s) , o(s) e em. Note-se que essas terminações são específicas para a acentuação das oxítonas. Com isso, recebem acento gráfico as paroxítonas terminadas em l , r , n , x , i (seguidos ou não de s), u (seguido de s ou de m ou n), ps, ditongo oral crescente, ditongo oral decrescente e ditongo nasal, seguidos ou não de s.

automóvel;

tórax;

fórceps;

amável;

látex;

bíceps;

contável;

dúplex (paroxítonas terminadas em x);

tríceps (paroxítonas terminadas em ps);

útil (paroxítonas terminadas em l);

júri(s);

jóquei(s);

caráter;

táxi(s);

fôsseis (verbo);

fêmur;

tênis (paroxítonas terminadas em i/is);

imóveis (paroxítonas terminadas em ditongo decrescente);

cadáver;

lápis;

ânsia(s);

revólver;

vírus;

série(s);

almíscar (paroxítonas terminadas em r);

bônus;

régua (s) (paroxítonas terminadas em ditongo crescente);

éden;

ônus (paroxítonas terminadas em us);

órfão(s)/órfã(s);

sêmen;

quórum/quóruns (paroxítonas terminadas em um/uns);

sótão(s);

gérmen;

álbum/álbuns;

acórdão(s) (paroxítonas terminadas em vogal nasal);

cânon (paroxítonas terminadas em n);

fórum/fóruns;

Atenção: não se acentuam as paroxítonas terminadas em ens. Ex.: hifens, edens, semens, germens.

 

Palavras-chave: Acentuação

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Imagem-de-alguem-escrevendo

 

O que você não deve fazer numa redação

 

I. “Hoje ao receber alguns presentes no qual completo vinte anos tenho muitas novidades para contar.

Temos aí um exemplo de uso inadequado do pronome relativo. Ele provoca falta de coesão, pois não consegue perceber a que antecedente ele se refere, portanto, nada conecta, e produz relação absurda.

II. “Tenho uma prima que trabalha num circo como mágica e uma das mágicas mais engraçadas era uma caneta com tinta invisível que em vez de tinta havia saído suco de lima.”

Você percebe aí a incapacidade organizar sintaticamente o período. Selecionar as frases e organizar as ideias é necessário. Escrever com clareza é muito importante.

III. “Ainda brincava de boneca quando conheci Davi, piloto de cart, moreno, 20 anos, com olhos cor de mel.
“Tudo começou naquele baile de quinze anos”
“…é aos dezoito anos que se começa a procurar o caminho do amanhã e encontrar as perspectiva que nos acompanham para sempre na estrada da vida.”

Você pode ter conhecimento do vocabulário e das regras gramaticais e, assim, construir um texto sem erros. Entretanto, se você reproduz sem nenhuma crítica ou reflexão expressões gastas, vulgarizadas pelo uso contínuo. A boa qualidade do texto fica comprometida.

Tema

IV. Para você, as experiências genéticas de clonagem põem em xeque todos os conceitos humanos sobre Deus e a vida?

Bem a clonagem não é tudo, mas na vida tudo tem o seu valor e os homens a todo momento necessitam de descobrir todos os mistérios da vida que nos cerca a todo instante.”

É importante você escrever atendendo ao que foi proposto no tema. Antes de começar o seu texto leia atentamente todos os elementos que o examinador apresentou para você utilizar. Esquematize suas ideias, veja se não há falta de correspondência entre o tema proposto e o texto criado.

V. “Uma biópsia do tumor retirado do fígado do meu primo(…) mostrou que ele não era maligno.”

Esta frase está ambígua, pois não se sabe se o pronome ele refere-se ao fígado ou ao primo. Para se evitar a ambiguidade, você deve observar se a relação entre cada palavra do seu texto está correta.

VI. “Ele me tratava como uma criança, mas eu era apenas uma criança.”

O conectivo mas indica uma circunstância de oposição, de ideia contrária a. Portanto, a relação adversativa introduzida pelo “mas” no fragmento acima produz uma ideia absurda.

VII. “Entretanto, como já diziam os sábios: depois da tempestade sempre vem a bonança. Após longo suplício, meu coração apaziguava as tormentas e a sensatez me mostrava que só estaríamos separadas carnalmente.”

Não utilize provérbios ou ditos populares. Eles empobrecem a redação, pois fazer parecer que seu autor não tem criatividade ao lançar mão de formas já gastas pelo uso frequente.

VIII. “Estou sem inspiração para fazer em redação. Escrever sobre a situação dos sem-terra? Bem que o professor poderia propor outro tema.”

Você não deve falar de sua redação dentro do próprio texto.

IX. “Todos os deputados são corruptos.”

Evite pensamentos radicais. É recomendável não generalizar e evitar, assim, posições extremistas.

X. “Bem, acho que – você sabe – não é fácil dizer essas coisas. Olhe, acho que ele não vai concordar com a decisão que você tomou, quero dizer, os fatos levam você a isso, mas você sabe – todos sabem – ele pensa diferente. É bom a gente pensar como vai fazer para, enfim, para ele entender a decisão.”

Não se esqueça que o ato de escrever é diferente do ato de falar. O texto escrito deve se apresentar desprovido de marcas de oralidade.

fonte: www.algosobre.com.br

Paráfrase


Consiste em, reescrever com suas palavras as ideias centrais de um texto. Consiste em um excelente exercício de redação, uma vez que desenvolve o poder de síntese, clareza e precisão vocabular. A paráfrase mantém o sentido do texto original.

Paráfrase representa uma reescritura do texto original com novas palavras sem que o sentido do mesmo seja modificado. Assim, a paráfrase é uma reprodução da ideia do autor com as palavras do discente (aluno), utilizando-se de sinônimos, inversões de períodos, etc. Trata-se de reescrever o texto original com as palavras do aluno, mas sem alterar o sentido. O autor da paráfrase deve demonstrar que entendeu claramente a ideia do texto. Além disso, são exigências de uma boa paráfrase:

1. Utilizar a mesma ordem de ideias que aparece no texto original.

2. Não omitir nenhuma informação essencial.

3. Não fazer qualquer comentário acerca do que se diz no texto original.

4. Utilizar construções que não sejam uma simples repetição daquelas que estão no original e, sempre que possível, um vocabulário também diferente.

Paráfrase segundo a lei brasileira

Segundo a lei brasileira que trata dos direitos autorais, lei 9.610/98 Art. 47, são livres as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções da obra originária nem lhe implicarem descrédito.[1]

Referências

 
fonte: Wikipédia

Palavras-chave: Redação

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Speedy não cumpre regras simples, diz Procon
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LÍNGUA PORTUGUESA

 

Emprego das classes das palavras - Emprego do sinal indicativo de crase - Sintaxe da oração e do período - Pontuação - Concordância nominal e verbal - Regência nominal e verbal - Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação - Emprego de tempos e modos verbais - Estrutura e sequência lógica de frases e parágrafos.

 

I - Compreensão e interpretação de texto.

 

II - Significação das palavras: sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos.

 

• Sinônimos: Palavras sinônimas -> duas ou mais palavras identificam-se exatamente ou aproximadamente quanto ao significado. As que se identificam exatamente se dizem sinônimas perfeitas (cara e rosto). As que se identificam por aproximadamente se dizem sinônimas imperfeitas (esperar e aguardar).

Antônimos: Palavras antônimas - duas ou mais palavras têm significados contrários, como amor e ódio vitorioso e derrotado.

• Homônimos: Palavras homônimas - duas ou mais palavras apresentam identidade de sons ou de forma, mas de significado diferente.

As palavras homônimas se apresentam como:

  • perfeitas - mesma grafia e mesma pronúncia, mas com classes diferentes

Ex.: caminho (substantivo) e caminho (do verbo caminhar) / cedo (advérbio) e cedo (do verbo ceder) / for (do verbo ser) e for (do verbo ir) / livre (adjetivo) e livre (do verbo livrar) / são (adjetivo) e são (do verbo ser) / serrar (substantivo) e serra (do verbo serrar)

  • homógrafas - mesma grafia e pronúncia diferente

Ex.: colher (substantivo) e colher (do verbo colher) / começo (substantivo) e começo (do verbo começar) / gelo (substantivo) e gelo (do verbo gelar) / torre (substantivo) e torre (verbo torrar)

  • homófonas - grafia diferente e mesma pronúncia

Ex.: acender (pôr fogo) e ascender (subir) / acento (tonicidade de palavras) e assento (lugar para sentar-se) / apreçar (avaliar preços) e apressar (acelerar) / caçar (perseguição e morte de seres vivos) e cassar (anular) / cela (quarto pequeno), sela (arreio de animais) e sela (do verbo selar) / cerrar (fechar) e serrar (cortar) / cessão (doação), seção (divisão) e sessão (tempo de duração de uma apresentação ou espetáculo) / concerto (apresentação musical) e conserto (arrumação) / coser (costurar) e cozer (cozinhar) / sinto (do verbo sentir) e cinto (objeto de vestuário) / taxa (imposto) e tacha (prego pequeno)

 

Observação

Não se deve confundir os homônimos perfeitos com o conceito de polissemia em que as palavras têm mesma grafia, som e classe (ponto de ônibus, ponto final, ponto de vista, ponto de encontro etc.)

• Parônimos: Palavras parônimas - duas ou mais palavras quando apresentam grafia e pronúncia parecidas, mas significado diferente.

Ex.: área (superfície) e ária (melodia) / comprimento (extensão) e cumprimento (saudação) / deferir (conceder) e diferir (adiar) / descrição (ato de descrever) e discrição (reserva em atos e atitudes) / despercebido (desatento) e desapercebido (despreparado) / emergir (vir a tona, despontar) e imergir (mergulhar) / emigrante (quem sai voluntariamente de seu próprio país para se estabelecer em outro) e imigrante (quem entra em outro país a fim de se estabelecer) / eminente (destacado, elevado) e iminente (prestes a acontecer) / fla grante (evidente) e fragrante (perfumado, aromático) / fluir (correr em estado fluido ou com abundância) e fruir (desfrutar, aproveitar) / inflação (desvalorização da moeda) e infração (violação da lei) / infringir (transgredir) e infligir (aplicar) / ratificar (confirmar) e retificar (corrigir) / tráfego (trânsito de veículos em vias públicas) e tráfico (comércio desonesto ou ilícito) / vultoso (que faz vulto, volumoso ou de grande importância) e vultuoso (acometido de congestão da face).

 

III - Pontuação. Estrutura e seqüência lógica de frases e parágrafos.

 

Há certos recursos da linguagem - pausa, melodia, entonação e até mesmo, silêncio - que só estão presentes na oralidade. Na linguagem escrita, para substituir tais recursos, usamos os sinais de pontuação. Estes são também usados para destacar palavras, expressões ou orações e esclarecer o sentido de frases, a fim de dissipar qualquer tipo de ambigüidade.

1. Vírgula


   
Emprega-se a vírgula (uma breve pausa):

a) para separar os elementos mencionados numa relação:
   A nossa empresa está contratando engenheiros, economistas, analistas de sistemas e secretárias.
   O apartamento tem três quartos, sala de visitas, sala de jantar, área de serviço e dois banheiros.

NOTA
Mesmo que o e venha repetido antes de cada um dos elementos da enumeração, a vírgula deve ser empregada:


   Rodrigo estava nervoso. Andava pelos cantos, e gesticulava, e falava em voz alta, e ria, e roía as unhas.

b) para isolar o vocativo:
   Cristina, desligue já esse telefone!
   Por favor, Ricardo, venha até o meu gabinete.

c) para isolar o aposto:
   Dona Sílvia, aquela mexeriqueira do quarto andar, ficou presa no elevador.
   Rafael, o gênio da pintura italiana, nasceu em Urbino.

d) para isolar palavras e expressões explicativas (a saber, por exemplo, isto é, ou melhor, aliás, além disso etc.):
   Gastamos R$ 5.000,00 na reforma do apartamento, isto é, tudo o que tínhamos economizado durante anos.
   Eles viajaram para a América do Norte, aliás, para o Canadá.

e) para isolar o adjunto adverbial antecipado:
   Lá no sertão, as noites são escuras e perigosas.
   Ontem à noite, fomos todos jantar fora.

f) para isolar elementos repetidos:
   O palácio, o palácio está destruído.
   Estão todos cansados, cansados de dar dó!

g) para isolar, nas datas, o nome do lugar:
   São Paulo, 22 de maio de 1995.
   Roma, 13 de dezembro de 1995.

h) para isolar os adjuntos adverbiais:
   A multidão foi, aos poucos, avançando para o palácio.
   Os candidatos serão atendidos, das sete às onze, pelo próprio gerente.

i) para isolar as orações coordenadas, exceto as introduzidas pela conjunção e:
   Ele já enganou várias pessoas, logo não é digno de confiança.
   Você pode usar o meu carro, mas tome muito cuidado ao dirigir.
   Não compareci ao trabalho ontem, pois estava doente.

j) para indicar a elipse de um elemento da oração:
   Foi um grande escândalo. Às vezes gritava; outras, estrebuchava como um animal.
   Não se sabe ao certo. Paulo diz que ela se suicidou, a irmã, que foi um acidente.

k) para separar o paralelismo de provérbios:
   Ladrão de tostão, ladrão de milhão.
   Ouvir cantar o galo, sem saber onde.

l) após a saudação em correspondência (social e comercial):
   Com muito amor,
   Respeitosamente,

m) para isolar as orações adjetivas explicativas:
   Marina, que é uma criatura maldosa, "puxou o tapete" de Juliana lá no trabalho.
   Vidas Secas, que é um romance contemporâneo, foi escrito por Graciliano Ramos.

n) para isolar orações intercaladas:
   Não lhe posso garantir nada, respondi secamente.
   O filme, disse ele, é fantástico.


2. Ponto

   
Emprega-se o ponto, basicamente, para indicar o término de uma frase declarativa de um período simples ou composto.

   Desejo-lhe uma feliz viagem.
   A casa, quase sempre fechada, parecia abandonada, no entanto tudo no seu interior era conservado com primor.

   O ponto é também usado em quase todas as abreviaturas, por exemplo: fev. = fevereiro, hab. = habitante, rod. = rodovia.

   O ponto que é empregado para encerrar um texto escrito recebe o nome de ponto final.


3. Ponto-e-vírgula

   Utiliza-se o ponto-e-vírgula para assinalar uma pausa maior do que a da vírgula, praticamente uma pausa intermediária entre o ponto e a vírgula.
   Geralmente, emprega-se o ponto-e-vírgula para:

   a) separar orações coordenadas que tenham um certo sentido ou aquelas que já apresentam separação por vírgula:
   Criança, foi uma garota sapeca; moça, era inteligente e alegre; agora, mulher madura, tornou-se uma doidivanas.

   b) separar vários itens de uma enumeração:
   Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
   I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
   II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
   III - pluralismo de idéias e de concepções, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
   IV - gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais;
   . . . . . . . .
(Constituição da República Federativa do Brasil)


4. Dois-pontos

   
Os dois-pontos são empregados para:

   a) uma enumeração:
   ... Rubião recordou a sua entrada no escritório do Camacho, o modo porque falou: e daí tornou atrás, ao próprio ato.
Estirado no gabinete, evocou a cena: o menino, o carro, os cavalos, o grito, o salto que deu, levado de um ímpeto irresistível...
(Machado de Assis)

   b) uma citação:
   Visto que ela nada declarasse, o marido indagou:
   - Afinal, o que houve?

   c) um esclarecimento:
   Joana conseguira enfim realizar seu desejo maior: seduzir Pedro. Não porque o amasse, mas para magoar Lucila.

   Observe que os dois-pontos são também usados na introdução de exemplos, notas ou observações.
   Parônimos são vocábulos diferentes na significação e parecidos na forma. Exemplos: ratificar/retificar, censo/senso, descriminar/discriminar etc.

   Nota: A preposição per, considerada arcaica, somente é usada na frase de per si (= cada um por sua vez, isoladamente).

   Observação: Na linguagem coloquial pode-se aplicar o grau diminutivo a alguns advérbios: cedinho, longinho, melhorzinho, pouquinho etc.

NOTA
A invocação em correspondência (social ou comercial) pode ser seguida de dois-pontos ou de vírgula:
     Querida amiga:
     Prezados senhores,



5. Ponto de interrogação

   O ponto de interrogação é empregado para indicar uma pergunta direta, ainda que esta não exija resposta:

   O criado pediu licença para entrar:
   - O senhor não precisa de mim?
   - Não obrigado. A que horas janta-se?
   - Às cinco, se o senhor não der outra ordem.
   - Bem.
   - O senhor sai a passeio depois do jantar? de carro ou a cavalo?
   - Não.
(José de Alencar)


6. Ponto de exclamação

   
O ponto de exclamação é empregado para marcar o fim de qualquer enunciado com entonação exclamativa, que normalmente exprime admiração, surpresa, assombro, indignação etc.

   - Viva o meu príncipe! Sim, senhor... Eis aqui um comedouro muito compreensível e muito repousante, Jacinto!
   - Então janta, homem!
(Eça de Queiroz)

NOTA
O ponto de exclamação é também usado com interjeições e locuções interjetivas:
   Oh!

   Valha-me Deus!



7. Reticências

   
As reticências são empregadas para:

a) assinalar interrupção do pensamento:
   - Bem; eu retiro-me, que sou prudente. Levo a consciência de que fiz o meu dever. Mas o mundo saberá...
(Júlio Dinis)

b) indicar passos que são suprimidos de um texto:
   O primeiro e crucial problema de lingüística geral que Saussure focalizou dizia respeito à natureza da linguagem. Encarava-a como um sistema de signos... Considerava a lingüística, portanto, com um aspecto de uma ciência mais geral, a ciência dos signos...

(Mattoso Camara Jr.)

c) marcar aumento de emoção:
   As palavras únicas de Teresa, em resposta àquela carta, significativa da turvação do infeliz, foram estas: "Morrerei, Simão, morrerei. Perdoa tu ao meu destino... Perdi-te... Bem sabes que sorte eu queria dar-te... e morro, porque não posso, nem poderei jamais resgatar-te.
(Camilo Castelo Branco)


8. Aspas

   As aspas são empregadas:

a) antes e depois de citações textuais:
   Roulet afirma que "o gramático deveria descrever a língua em uso em nossa época, pois é dela que os alunos necessitam para a comunicação quotidiana".

b) para assinalar estrangeirismos, neologismos, gírias e expressões populares ou vulgares:
   O "lobby" para que se mantenha a autorização de importação de pneus usados no Brasil está cada vez mais descarado.
(Veja)

   Na semana passada, o senador republicano Charles Grassley apresentou um projeto de lei que pretende "deletar" para sempre dos monitores de crianças e adolescentes as cenas consideradas obscenas.
(Veja)

   Popularidade no "xilindró"
   Preso há dois anos, o prefeito de Rio Claro tem apoio da população e quer uma delegada para primeira-dama.
(Veja)

   Com a chegada da polícia, os três suspeitos "puxaram o carro" rapidamente.

c) para realçar uma palavra ou expressão:
   Ele reagiu impulsivamente e lhe deu um "não" sonoro.
   Aquela "vertigem súbita" na vida financeira de Ricardo afastou-lhe os amigos dissimulados.


9. Travessão

   
Emprega-se o travessão para:

a) indicar a mudança de interlocutor no diálogo:
   - Que gente é aquela, seu Alberto?
   - São japoneses.
   - Japoneses? E... é gente como nós?
   - É. O Japão é um grande país. A única diferença é que eles são amarelos.
   - Mas, então não são índios?
(Ferreira de Castro)

b) colocar em relevo certas palavras ou expressões:
   Maria José sempre muito generosa - sem ser artificial ou piegas - a perdoou sem restrições.
   Um grupo de turistas estrangeiros - todos muito ruidosos - invadiu o saguão do hotel no qual estávamos hospedados.

c) substituir a vírgula ou os dois pontos:
   Cruel, obscena, egoísta, imoral, indômita, eternamente selvagem, a arte é a superioridade humana - acima dos preceitos que se combatem, acima das religiões que passam, acima da ciência que se corrige; embriaga como a orgia e como o êxtase.
(Raul Pompéia)

d) ligar palavras ou grupos de palavras que formam um "conjunto" no enunciado:
   A ponte Rio-Niterói está sendo reformada.
   O triângulo Paris-Milão-Nova York está sendo ameaçado, no mundo da moda, pela ascensão dos estilistas do Japão.


10. Parênteses

   Os parênteses são empregados para:

a) destacar num texto qualquer explicação ou comentário:
   Todo signo linguístico é formado de duas partes associadas e inseparáveis, isto é, o significante (unidade formada pela sucessão de fonemas) e o significado (conceito ou idéia).

b) incluir dados informativos sobre bibliografia (autor, ano de publicação, página etc.):
   Mattoso Camara (1977:91) afirma que, às vezes, os preceitos da gramática e os registros dos dicionários são discutíveis: consideram erro o que já poderia ser admitido e aceitam o que poderia, de preferência, ser posto de lado.

c) indicar marcações cênicas numa peça de teatro:
   Abelardo I - Que fim levou o americano?
   João - Decerto caiu no copo de uísque!
   Abelardo I - Vou salvá-lo. Até já!
         (sai pela direita)
(Oswald de Andrade)

d) isolar orações intercaladas com verbos declarativos, em substituição à vírgula e aos travessões:
   Afirma-se (não se prova) que é muito comum o recebimento de propina para que os carros apreendidos sejam liberados sem o recolhimento das multas.


11. Asterisco

O asterisco, sinal gráfico em forma de estrela, é um recurso empregado para:

a) remissão a uma nota no pé da página ou no fim de um capítulo de um livro:
   Ao analisarmos as palavras sorveteria, sapataria, confeitaria, leiteria e muitas outras que contêm o morfema preso* -aria e seu alomorfe -eria, chegamos à conclusão de que este afixo está ligado a estabelecimento comercial. Em alguns contextos pode indicar atividades, como em: bruxaria, gritaria, patifaria etc.

   * É o morfema que não possui significação autônoma e sempre aparece ligado a outras palavras.

b) substituição de um nome próprio que não se deseja mencionar:
   O Dr.* afirmou que a causa da infecção hospitalar na Casa de Saúde Municipal está ligada à falta de produtos adequados para assepsia.

 

O PARÁGRAFO

O parágrafo é organizado em torno de uma ideia-núcleo, que é desenvolvida por ideias secundárias. O parágrafo pode ser formado por uma ou mais frases, sendo seu tamanho variável. No texto dissertativo-argumentativo, os parágrafos devem estar todos relacionados com a tese ou ideia principal do texto, geralmente apresentada na introdução.

Embora existam diferentes formas de organização de parágrafos, os textos dissertativo-argumentativos e alguns gêneros jornalísticos apresentam uma estrutura-padrão. Essa estrutura consiste em três partes: a ideia-núcleo, as ideias secundárias (que desenvolvem a ideia-núcleo) e a conclusão (que reafirma a ideia-básica). Em parágrafos curtos, é raro haver conclusão.

Conheça a estrutura-padrão a seguir, observando sua organização interna.

(ideia-núcleo) A poluição que se verifica principalmente nas capitais do país é um problema relevante, para cuja solução é necessária uma ação conjunta de toda a sociedade.
(ideia secundária) O governo, por exemplo, deve rever sua legislação de proteção ao meio ambiente, ou fazer valer as leis em vigor; o empresário pode dar sua contribuição, instalando filtro de controle dos gases e líquidos expelidos, e a população, utilizando menos o transporte individual e aderindo aos programas de rodízio de automóveis e caminhões, como já ocorre em São Paulo.
(conclusão) Medidas que venham a excluir qualquer um desses três setores da sociedade tendem a ser inócuas no combate à poluição e apenas onerar as contas públicas.

Observe que a ideia-núcleo apresentou palavras-chave (poluição / solução / ação conjunta / sociedade) que vão nortear o restante do parágrafo. O período subsequente – ideia secundária – vai desenvolver o que foi citado anteriormente: ação conjunta – do governo, do empresário e da população. O último período retoma as ideias anteriores, posicionando-se frente ao tema.

Em suma, note que todo o parágrafo se organiza em torno do primeiro período, que expõe o ponto de vista do autor sobre como combater a poluição. O segundo período desenvolve e fundamenta a ideia-núcleo, apontando como cada um dos setores envolvidos pode contribuir. O último período conclui o parágrafo, reforçando a ideia-núcleo.


Outro aspecto que merece especial atenção são os elementos relacionadores, isto é, os conectores ou conetivos. Eles são responsáveis pela coesão do texto e tornam a leitura mais fluente; visam a estabelecer um encadeamento lógico entre as idéias e servem de “elo” entre o parágrafo, ou no interior do período, e o tópico que o antecede. Saber usá-los com precisão, tanto no interior da frase, quanto ao passar de um enunciado para outro, é uma exigência também para a clareza do texto. Sem esses conectores – pronomes relativos, conjunções, advérbios, preposições, palavras denotativas – as idéias não fluem, muitas vezes o pensamento não se completa, e o texto torna-se obscuro, sem coerência.

Os elementos relacionadores não são, todavia, obrigatórios; geralmente estão presentes a partir do segundo parágrafo. No exemplo a seguir, o parágrafo demonstrativo certamente não constitui o 1º parágrafo de uma redação.

Exemplo de um parágrafo e suas divisões

 “Nesse contexto, é um grave erro a liberação da maconha. Provocará de imediato violenta elevação do consumo. O Estado perderá o precário controle que ainda exerce sobre as drogas psicotrópicas e nossas instituições de recuperação de viciados não terão estrutura suficiente para atender à demanda. Enfim, viveremos o caos.”
(Alberto Corazza, Isto É, com adaptações)

Elemento relacionador : Nesse contexto.
Tópico frasal: é um grave erro a liberação da maconha.
Desenvolvimento: Provocará de imediato violenta elevação do consumo. O Estado perderá o precário controle que ainda exerce sobre as drogas psicotrópicas e nossas instituições de recuperação de viciados não terão estrutura suficiente para atender à demanda.
Conclusão: Enfim, viveremos o caos.

 

IV - Ortografia oficial. Acentuação gráfica.

Ver no blog.


V - Classes das palavras.

As palavras são classificadas de acordo com as funções exercidas nas orações.

Na língua portuguesa podemos classificar as palavras em:

Substantivo

É a palavra variável que denomina qualidades, sentimentos, sensações, ações, estados e seres em geral.

Quanto a sua formação, o substantivo pode ser primitivo (jornal) ou derivado (jornalista), simples (alface) ou composto (guarda-chuva).

Já quanto a sua classificação, ele pode ser comum (cidade) ou próprio (Curitiba), concreto (mesa) ou abstrato (felicidade).

Os substantivos concretos designam seres de existência real ou que a imaginação apresenta como tal: alma, fada, santo. Já os substantivos abstratos designam qualidade, sentimento, ação e estado dos seres: beleza, cegueira, dor, fuga.

Os substantivos próprios são sempre concretos e devem ser grafados com iniciais maiúsculas.

Certos substantivos próprios podem tornar-se comuns, pelo processo de derivação imprópria (um judas = traidor / um panamá = chapéu).

Os substantivos abstratos têm existência independente e podem ser reais ou não, materiais ou não. Quando esses substantivos abstratos são de qualidade tornam-se concretos no plural (riqueza X riquezas).

Muitos substantivos podem ser variavelmente abstratos ou concretos, conforme o sentido em que se empregam (a redação das leis requer clareza / na redação do aluno, assinalei vários erros).

Já no tocante ao gênero (masculino X feminino) os substantivos podem ser:

  • biformes: quando apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino. (rato, rata ou conde X condessa).
  • uniformes: quando apresentam uma única forma para ambos os gêneros. Nesse caso, eles estão divididos em:
  • epicenos: usados para animais de ambos os sexos (macho e fêmea) - albatroz, badejo, besouro, codorniz;
  • comum de dois gêneros: aqueles que designam pessoas, fazendo a distinção dos sexos por palavras determinantes - aborígine, camarada, herege, manequim, mártir, médium, silvícola;
  • sobrecomuns - apresentam um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos - algoz, apóstolo, cônjuge, guia, testemunha, verdugo;

Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido. (o cisma X a cisma / o corneta X a corneta / o crisma X a crisma / o cura X a cura / o guia X a guia / o lente X a lente / o língua X a língua / o moral X a moral / o maria-fumaça X a maria-fumaça / o voga X a voga).

Os nomes terminados em -ão fazem feminino em -ã, -oa ou -ona (alemã, leoa, valentona).

Os nomes terminados em -e mudam-no para -a, entretanto a maioria é invariável (monge X monja, infante X infanta, mas o/a dirigente, o/a estudante).

Quanto ao número (singular X plural), os substantivos simples formam o plural em função do final da palavra.

  • vogal ou ditongo (exceto -ÃO): acréscimo de -S (porta X portas, troféu X troféus);
  • ditongo -ÃO: -ÕES / -ÃES / -ÃOS, variando em cada palavra (pagãos, cidadãos, cortesãos, escrivães, sacristães, capitães, capelães, tabeliães, deães, faisães, guardiães).

Os substantivos paroxítonos terminados em -ão fazem plural em -ãos (bênçãos, órfãos, gólfãos). Alguns gramáticos registram artesão (artífice) - artesãos e artesão (adorno arquitetônico) - artesões.

  • -EM, -IM, -OM, -UM: acréscimo de -NS (jardim X jardins);
  • -R ou -Z: -ES (mar X mares, raiz X raízes);
  • -S: substantivos oxítonos acréscimo de -ES (país X países). Os não-oxítonos terminados em -S são invariáveis, marcando o número pelo artigo (os atlas, os lápis, os ônibus), cais, cós e xis são invariáveis;
  • -N: -S ou -ES, sendo a última menos comum (hífen X hifens ou hífenes), cânon > cânones;
  • -X: invariável, usando o artigo para o plural (tórax X os tórax);
  • -AL, EL, OL, UL: troca-se -L por -IS (animal X animais, barril X barris). Exceto mal por males, cônsul por cônsules, real (moeda) por réis, mel por méis ou meles;
  • IL: se oxítono, trocar -L por -S. Se não oxítonos, trocar -IL por -EIS. (til X tis, míssil X mísseis). Observação: réptil / reptil por répteis / reptis, projétil / projetil por projéteis / projetis;
  • sufixo diminutivo -ZINHO(A) / -ZITO(A): colocar a palavra primitiva no plural, retirar o -S e acrescentar o sufixo diminutivo (caezitos, coroneizinhos, mulherezinhas). Observação: palavras com esses sufixos não recebem acento gráfico.
  • metafonia: -o tônico fechado no singular muda para o timbre aberto no plural, também variando em função da palavra. (ovo X ovos, mas bolo X bolos). Observação: avôs (avô paterno + avô materno), avós (avó + avó ou avô + avó).

Os substantivos podem apresentar diferentes graus, porém grau não é uma flexão nominal. São três graus: normal, aumentativo e diminutivo e podem ser formados através de dois processos:

  • analítico: associando os adjetivos (grande ou pequeno, ou similar) ao substantivo;
  • sintético: anexando-se ao substantivo sufixos indicadores de grau (meninão X menininho).

Certos substantivos, apesar da forma, não expressam a noção aumentativa ou diminutiva. (cartão, cartilha).

  • alguns sufixos aumentativo: -ázio, -orra, -ola, -az, -ão, -eirão, -alhão, -arão, -arrão, -zarrão;
  • alguns sufixos diminutivo: -ito, -ulo-, -culo, -ote, -ola, -im, -elho, -inho, -zinho (o sufixo -zinho é obrigatório quando o substantivo terminar em vogal tônica ou ditongo: cafezinho, paizinho);

O aumentativo pode exprimir desprezo (sabichão, ministraço, poetastro) ou intimidade (amigão); enquanto o diminutivo pode indicar carinho (filhinho) ou ter valor pejorativo (livreco, casebre).

Algumas curiosidades sobre os substantivos:

Palavras masculinas:

  • ágape (refeição dos primitivos cristãos);
  • anátema (excomungação);
  • axioma (premissa verdadeira);
  • caudal (cachoeira);
  • carcinoma (tumor maligno);
  • champanha, clã, clarinete, contralto, coma, diabete/diabetes (FeM classificam como gênero vacilante);
  • diadema, estratagema, fibroma (tumor benigno);
  • herpes, hosana (hino);
  • jângal (floresta da Índia);
  • lhama, praça (soldado raso);
  • praça (soldado raso);
  • proclama, sabiá, soprano (FeM classificam como gênero vacilante);
  • suéter, tapa (FeM classificam como gênero vacilante);
  • teiró (parte de arma de fogo ou arado);
  • telefonema, trema, vau (trecho raso do rio).

Palavras femininas:

  • abusão (engano);
  • alcíone (ave doa antigos);
  • aluvião, araquã (ave);
  • áspide (reptil peçonhento);
  • baitaca (ave);
  • cataplasma, cal, clâmide (manto grego);
  • cólera (doença);
  • derme, dinamite, entorce, fácies (aspecto);
  • filoxera (inseto e doença);
  • gênese, guriatã (ave);
  • hélice (FeM classificam como gênero vacilante);
  • jaçanã (ave);
  • juriti (tipo de aves);
  • libido, mascote, omoplata, rês, suçuarana (felino);
  • sucuri, tíbia, trama, ubá (canoa);
  • usucapião (FeM classificam como gênero vacilante);
  • xerox (cópia).

Gênero vacilante:

  • acauã (falcão);
  • inambu (ave);
  • laringe, personagem (Ceg. fala que é usada indistintamente nos dois gêneros, mas que há preferência de autores pelo masculino);
  • víspora.

Alguns femininos:

  • abade - abadessa;
  • abegão (feitor) - abegoa;
  • alcaide (antigo governador) - alcaidessa, alcaidina;
  • aldeão - aldeã;
  • anfitrião - anfitrioa, anfitriã;
  • beirão (natural da Beira) - beiroa;
  • besuntão (porcalhão) - besuntona;
  • bonachão - bonachona;
  • bretão - bretoa, bretã;
  • cantador - cantadeira;
  • cantor - cantora, cantadora, cantarina, cantatriz;
  • castelão (dono do castelo) - castelã;
  • catalão - catalã;
  • cavaleiro - cavaleira, amazona;
  • charlatão - charlatã;
  • coimbrão - coimbrã;
  • cônsul - consulesa;
  • comarcão - comarcã;
  • cônego - canonisa;
  • czar - czarina;
  • deus - deusa, déia;
  • diácono (clérigo) - diaconisa;
  • doge (antigo magistrado) - dogesa;
  • druida - druidesa;
  • elefante - elefanta e aliá (Ceilão);
  • embaixador - embaixadora e embaixatriz;
  • ermitão - ermitoa, ermitã;
  • faisão - faisoa (Cegalla), faisã;
  • hortelão (trata da horta) - horteloa;
  • javali - javalina;
  • ladrão - ladra, ladroa, ladrona;
  • felá (camponês) - felaína;
  • flâmine (antigo sacerdote) - flamínica;
  • frade - freira;
  • frei - sóror;
  • gigante - giganta;
  • grou - grua;
  • lebrão - lebre;
  • maestro - maestrina;
  • maganão (malicioso) - magana;
  • melro - mélroa;
  • mocetão - mocetona;
  • oficial - oficiala;
  • padre - madre;
  • papa - papisa;
  • pardal - pardoca, pardaloca, pardaleja;
  • parvo - párvoa;
  • peão - peã, peona;
  • perdigão - perdiz;
  • prior - prioresa, priora;
  • mu ou mulo - mula;
  • rajá - rani;
  • rapaz - rapariga;
  • rascão (desleixado) - rascoa;
  • sandeu - sandia;
  • sintrão - sintrã;
  • sultão - sultana;
  • tabaréu - tabaroa;
  • varão - matrona, mulher;
  • veado - veada;
  • vilão - viloa, vilã.


fonte: www.pciconcursos.com.br

15 itens de estudo (tutorial)

Postado por Ana A. S. Cesar | 25 comentários

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

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Substantivos em -ÃO e seus plurais:

  • alão - alões, alãos, alães;
  • aldeão - aldeãos, aldeões;
  • capelão - capelães;
  • castelão - castelãos, castelões;
  • cidadão - cidadãos;
  • cortesão - cortesãos;
  • ermitão - ermitões, ermitãos, ermitães;
  • escrivão - escrivães;
  • folião - foliões;
  • hortelão - hortelões, hortelãos;
  • pagão - pagãos;
  • sacristão - sacristães;
  • tabelião - tabeliães;
  • tecelão - tecelões;
  • verão - verãos, verões;
  • vilão - vilões, vilãos;
  • vulcão - vulcões, vulcãos.

Alguns substantivos que sofrem metafonia no plural:

abrolho, caroço, corcovo, corvo, coro, despojo, destroço, escolho, esforço, estorvo, forno, forro, fosso, imposto, jogo, miolo, poço, porto, posto, reforço, rogo, socorro, tijolo, toco, torno, torto, troco.

Substantivos só usados no plural:

anais, antolhos, arredores, arras (bens, penhor), calendas (1º dia do mês romano), cãs (cabelos brancos), cócegas, condolências, damas (jogo), endoenças (solenidades religiosas), esponsais (contrato de casamento ou noivado), esposórios (presente de núpcias), exéquias (cerimônias fúnebres), fastos (anais), férias, fezes, manes (almas), matinas (breviário de orações matutinas), núpcias, óculos, olheiras, primícias (começos, prelúdios), pêsames, vísceras, víveres etc., além dos nomes de naipes.

Coletivos:

  • alavão - ovelhas leiteiras;
  • armento - gado grande (búfalos, elefantes);
  • assembleia (parlamentares, membros de associações);
  • atilho - espigas;
  • baixela - utensílios de mesa;
  • banca - de examinadores, advogados;
  • bandeira - garimpeiros, exploradores de minérios;
  • bando - aves, ciganos, crianças, salteadores;
  • boana - peixes miúdos;
  • cabido - cônegos (conselheiros de bispo);
  • cáfila - camelos;
  • cainçalha - cães;
  • cambada - caranguejos, malvados, chaves;
  • cancioneiro - poesias, canções;
  • caterva - desordeiros, vadios;
  • choldra, joldra - assassinos, malfeitores;
  • chusma - populares, criados;
  • conselho - vereadores, diretores, juízes militares;
  • conciliábulo - feiticeiros, conspiradores;
  • concílio - bispos;
  • canzoada - cães;
  • conclave - cardeais;
  • congregação - professores, religiosos;
  • consistório - cardeais;
  • fato - cabras;
  • feixe - capim, lenha;
  • junta - bois, médicos, credores, examinadores;
  • girândola - foguetes, fogos de artifício;
  • grei - gado miúdo, políticos;
  • hemeroteca - jornais, revistas;
  • legião - anjos, soldados, demônios;
  • malta - desordeiros;
  • matula - desordeiros, vagabundos;
  • miríade - estrelas, insetos;
  • nuvem - gafanhotos, pó;
  • panapaná - borboletas migratórias;
  • penca - bananas, chaves;
  • récua - cavalgaduras (bestas de carga);
  • renque - árvores, pessoas ou coisas enfileiradas;
  • réstia - alho, cebola;
  • ror - grande quantidade de coisas;
  • súcia - pessoas desonestas, patifes;
  • talha -lenha;
  • tertúlia - amigos, intelectuais;
  • tropilha - cavalos;
  • vara - porcos.

Substantivos compostos:

Os substantivos compostos formam o plural da seguinte maneira:

  • sem hífen formam o plural como os simples (pontapé/pontapés);
  • caso não haja caso específico, verifica-se a variabilidade das palavras que compõem o substantivo para pluralizá-los. São palavras variáveis: substantivo, adjetivo, numeral, pronomes, particípio. São palavras invariáveis: verbo, preposição, advérbio, prefixo;
  • em elementos repetidos, muito parecidos ou onomatopaicos, só o segundo vai para o plural (tico-ticos, tique-taques, corre-corres, pingue-pongues);
  • com elementos ligados por preposição, apenas o primeiro se flexiona (pés-de-moleque);
  • são invariáveis os elementos grão, grã e bel (grão-duques, grã-cruzes, bel-prazeres);
  • só variará o primeiro elemento nos compostos formados por dois substantivos, onde o segundo limita o primeiro elemento, indicando tipo, semelhança ou finalidade deste (sambas-enredo, bananas-maçã)
  • nenhum dos elementos vai para o plural se formado por verbos de sentidos opostos e frases substantivas (os leva-e-traz, os bota-fora, os pisa-mansinho, os bota-abaixo, os louva-a-Deus, os ganha-pouco, os diz-que-me-diz);
  • compostos cujo segundo elemento já está no plural não variam (os troca-tintas, os salta-pocinhas, os espirra-canivetes);
  • palavra guarda, se fizer referência a pessoa varia por ser substantivo. Caso represente o verbo guardar, não pode variar (guardas-noturnos, guarda-chuvas).

Adjetivo

É a palavra variável que restringe a significação do substantivo, indicando qualidades e características deste. Mantém com o substantivo que determina relação de concordância de gênero e número.

  • adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a origem geográfica, normalmente são formados pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo de que se originam (Alagoas por alagoano). Podem ser simples ou compostos, referindo-se a duas ou mais nacionalidades ou regiões; nestes últimos casos assumem sua forma reduzida e erudita, com exceção do último elemento (franco-ítalo-brasileiro).
  • locuções adjetivas: expressões formadas por preposição e substantivo e com significado equivalente a adjetivos (anel de prata = anel argênteo / andar de cima = andar superior / estar com fome = estar faminto).

São adjetivos eruditos:

  • açúcar - sacarino;
  • águia - aquilino;
  • anel - anular;
  • astro - sideral;
  • bexiga - vesical;
  • bispo - episcopal;
  • cabeça - cefálico;
  • chumbo - plúmbeo;
  • chuva - pluvial;
  • cinza - cinéreo;
  • cobra - colubrino, ofídico;
  • dinheiro - pecuniário;
  • estômago - gástrico;
  • fábrica - fabril;
  • fígado - hepático;
  • fogo - ígneo;
  • guerra - bélico;
  • homem - viril;
  • inverno - hibernal;
  • lago - lacustre;
  • lebre - leporino;
  • lobo - lupino;
  • marfim - ebúrneo, ebóreo;
  • memória - mnemônico;
  • moeda - monetário, numismático;
  • neve - níveo;
  • pedra - pétreo;
  • prata - argênteo, argentino, argírico;
  • raposa - vulpino;
  • rio - fluvial, potâmico;
  • rocha - rupestre;
  • sonho - onírico;
  • sul - meridional, austral;
  • tarde - vespertino;
  • velho, velhice - senil;
  • vidro - vítreo, hialino.

Quanto à variação dos adjetivos, eles apresentam as seguintes características:

O gênero é uniforme ou biforme (inteligente X honesto[a]). Quanto ao gênero, não se diz que um adjetivo é masculino ou feminino, e sim que tem terminação masculina ou feminina.

No tocante a número, os adjetivos simples formam o plural segundo os mesmos princípios dos substantivos simples, em função de sua terminação (agradável X agradáveis). Já os substantivos utilizados como adjetivos ficam invariáveis (blusas cinza).

Os adjetivos terminados em -OSO, além do acréscimo do -S de plural, mudam o timbre do primeiro -o, num processo de metafonia.

Quanto ao grau, os adjetivos apresentam duas formas: comparativo e superlativo.

O grau comparativo refere-se a uma mesma qualidade entre dois ou mais seres, duas ou mais qualidades de um mesmo ser. Pode ser de igualdade: tão alto quanto (como / quão); de superioridade: mais alto (do) que (analítico) / maior (do) que (sintético) e de inferioridade: menos alto (do) que.

O grau superlativo exprime qualidade em grau muito elevado ou intenso.

O superlativo pode ser classificado como absoluto, quando a qualidade não se refere à de outros elementos. Pode ser analítico (acréscimo de advérbio de intensidade) ou sintético (-íssimo, -érrimo, -ílimo). (muito alto X altíssimo)

O superlativo pode ser também relativo, qualidade relacionada, favorável ou desfavoravelmente, à de outros elementos. Pode ser de superioridade analítico (o mais alto de/dentre), de superioridade sintético (o maior de/dentre) ou de inferioridade (o menos alto de/dentre).

São superlativos absolutos sintéticos eruditos da língua portuguesa:

  • acre - acérrimo;
  • alto - supremo, sumo;
  • amável - amabilíssimo;
  • amigo - amicíssimo;
  • baixo - ínfimo;
  • cruel - crudelíssimo;
  • doce - dulcíssimo;
  • dócil - docílimo;
  • fiel - fidelíssimo;
  • frio - frigidíssimo;
  • humilde - humílimo;
  • livre - libérrimo;
  • magro - macérrimo;
  • mísero - misérrimo;
  • negro - nigérrimo;
  • pobre - paupérrimo;
  • sábio - sapientíssimo;
  • sagrado - sacratíssimo;
  • são - saníssimo;
  • veloz - velocíssimo.

Os adjetivos compostos formam o plural da seguinte forma:

  • têm como regra geral, flexionar o último elemento em gênero e número (lentes côncavo-convexas, problemas sócio-econômicos);
  • são invariáveis cores em que o segundo elemento é um substantivo (blusas azul-turquesa, bolsas branco-gelo);
  • não variam as locuções adjetivas formadas pela expressão cor-de-... (vestidos cor-de-rosa);
  • as cores: azul-celeste e azul-marinho são invariáveis;
  • em surdo-mudo flexionam-se os dois elementos.

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Pronome

É palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou acompanha um substantivo, indicando-o como pessoa do discurso.

A diferença entre pronome substantivo e pronome adjetivo pode ser atribuída a qualquer tipo de pronome, podendo variar em função do contexto frasal. Assim, o pronome substantivo é aquele que substitui um substantivo, representando-o. (Ele prestou socorro). Já o pronome adjetivo é aquele que acompanha um substantivo, determinando-o. (Aquele rapaz é belo). Os pronomes pessoais são sempre substantivos.

Quanto às pessoas do discurso, a língua portuguesa apresenta três pessoas:

1ª pessoa - aquele que fala, emissor;

2ª pessoa - aquele com quem se fala, receptor;

3ª pessoa - aquele de que ou de quem se fala, referente.

Pronome pessoal

Indicam uma das três pessoas do discurso, substituindo um substantivo. Podem também representar, quando na 3ª pessoa, uma forma nominal anteriormente expressa (A moça era a melhor secretária, ela mesma agendava os compromissos do chefe).

Os pronomes pessoais apresentam variações de forma dependendo da função sintática que exercem na frase. Os pronomes pessoais retos desempenham, normalmente, função de sujeito; enquanto os oblíquos, geralmente, de complemento.

Os pronomes oblíquos tônicos devem vir regidos de preposição. Em comigo, contigo, conosco e convosco, a preposição com já é parte integrante do pronome.

Os pronomes de tratamento estão enquadrados nos pronomes pessoais. São empregados como referência à pessoa com quem se fala (2ª pessoa), entretanto, a concordância é feita com a 3ª pessoa. Também são considerados pronomes de tratamento as formas você, vocês (provenientes da redução de Vossa Mercê), Senhor, Senhora e Senhorita.

Quanto ao emprego, as formas oblíquas o, a, os, as completam verbos que não vêm regidos de preposição; enquanto lhe e lhes para verbos regidos das preposições a ou para (não expressas).

Apesar de serem usadas pouco, as formas mo, to, no-lo, vo-lo, lho e flexões resultam da fusão de dois objetos, representados por pronomes oblíquos (Ninguém mo disse = ninguém o disse a mim).

Os pronomes átonos o, a, os e as viram lo(a/s), quando associados a verbos terminados em r, s ou z e viram no(a/s), se a terminação verbal for em ditongo nasal.

Os pronomes o/a (s), me, te, se, nos, vos desempenham função se sujeitos de infinitivo ou verbo no gerúndio, junto ao verbo fazer, deixar, mandar, ouvir e ver (Mandei-o entrar / Eu o vi sair / Deixei-as chorando).

A forma você, atualmente, é usada no lugar da 2ª pessoa (tu/vós), tanto no singular quanto no plural, levando o verbo para a 3ª pessoa.

Já as formas de tratamento serão precedidas de Vossa, quando nos dirigirmos diretamente à pessoa e de Sua, quando fizermos referência a ela. Troca-se na abreviatura o V. pelo S.

Quando precedidos de preposição, os pronomes retos (exceto eu e tu) passam a funcionar como oblíquos. Eu e tu não podem vir precedidos de preposição, exceto se funcionarem como sujeito de um verbo no infinitivo (Isto é para eu fazer ≠ para mim fazer).

Os pronomes acompanhados de só ou todos, ou seguido de numeral, assumem forma reta e podem funcionar como objeto direto (Estava só ele no banco / Encontramos todos eles).

Os pronomes me, te, se, nos, vos podem ter valor reflexivo, enquanto se, nos, vos - podem ter valor reflexivo e recíproco.

As formas si e consigo têm valor exclusivamente reflexivo e usados para a 3ª pessoa. Já conosco e convosco devem aparecer na sua forma analítica (com nós e com vós) quando vierem com modificadores (todos, outros, mesmos, próprios, numeral ou oração adjetiva).

Os pronomes pessoais retos podem desempenhar função de sujeito, predicativo do sujeito ou vocativo, este último com tu e vós (Nós temos uma proposta / Eu sou eu e pronto / Ó, tu, Senhor Jesus).

Quanto ao uso das preposições junto aos pronomes, deve-se saber que não se pode contrair as preposições de e em com pronomes que sejam sujeitos (Em vez de ele continuar, desistiu ≠ Vi as bolsas dele bem aqui).

Os pronomes átonos podem assumir valor possessivo (Levaram-me o dinheiro / Pesavam-lhe os olhos), enquanto alguns átonos são partes integrantes de verbos como suicidar-se, apiedar-se, condoer-se, ufanar-se, queixar-se, vangloriar-se.

Já os pronomes oblíquos podem ser usados como expressão expletiva (Não me venha com essa).

Pronome possessivo

Fazem referência às pessoas do discurso, apresentando-as como possuidoras de algo. Concordam em gênero e número com a coisa possuída.

São pronomes possessivos da língua portuguesa as formas:

1ª pessoa: meu(s), minha(s) nosso(a/s);

2ª pessoa: teu(s), tua(s) vosso(a/s);

3ª pessoa: seu(s), sua(s) seu(s), sua(s).

Quanto ao emprego, normalmente, vem antes do nome a que se refere; podendo, também, vir depois do substantivo que determina. Neste último caso, pode até alterar o sentido da frase.

O uso do possessivo seu (a/s) pode causar ambigüidade, para desfazê-la, deve-se preferir o uso do dele (a/s) (Ele disse que Maria estava trancada em sua casa - casa de quem?); pode também indicar aproximação numérica (ele tem lá seus 40 anos).

Já nas expressões do tipo "Seu João", seu não tem valor de posse por ser uma alteração fonética de Senhor.

Pronome demonstrativo

Indicam posição de algo em relação às pessoas do discurso, situando-o no tempo e/ou no espaço. São: este (a/s), isto, esse (a/s), isso, aquele (a/s), aquilo. Isto, isso e aquilo são invariáveis e se empregam exclusivamente como substitutos de substantivos.

As formas mesmo, próprio, semelhante, tal (s) e o (a/s) podem desempenhar papel de pronome demonstrativo.

Quanto ao emprego, os pronomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira:

  • uso dêitico, indicando localização no espaço - este (aqui), esse (aí) e aquele (lá);
  • uso dêitico, indicando localização temporal - este (presente), esse (passado próximo) e aquele (passado remoto ou bastante vago);
  • uso anafórico, em referência ao que já foi ou será dito - este (novo enunciado) e esse (retoma informação);
  • o, a, os, as são demonstrativos quando equivalem a aquele (a/s), isto (Leve o que lhe pertence);
  • tal é demonstrativo se puder ser substituído por esse (a), este (a) ou aquele (a) e semelhante, quando anteposto ao substantivo a que se refere e equivalente a "aquele", "idêntico" (O problema ainda não foi resolvido, tal demora atrapalhou as negociações / Não brigue por semelhante causa);
  • mesmo e próprio são demonstrativos, se precedidos de artigo, quando significarem "idêntico", "igual" ou "exato". Concordam com o nome a que se referem (Separaram crianças de mesmas séries);
  • como referência a termos já citados, os pronomes aquele (a/s) e este (a/s) são usados para primeira e segunda ocorrências, respectivamente, em apostos distributivos (O médico e a enfermeira estavam calados: aquele amedrontado e esta calma / ou: esta calma e aquele amedrontado);
  • pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com os pronomes demonstrativos (Não acreditei no que estava vendo / Fui àquela região de montanhas / Fez alusão à pessoa de azul e à de branco);
  • podem apresentar valor intensificador ou depreciativo, dependendo do contexto frasal (Ele estava com aquela paciência / Aquilo é um marido de enfeite);
  • nisso e nisto (em + pronome) podem ser usados com valor de "então" ou "nesse momento" (Nisso, ela entrou triunfante - nisso = advérbio).

Pronome relativo

Retoma um termo expresso anteriormente (antecedente) e introduz uma oração dependente, adjetiva.

Os pronome nomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira: mento, armamentomes relativos são: que, quem e onde - invariáveis; além de o qual (a/s), cujo (a/s) e quanto (a/s).

Os relativos são chamados relativos indefinidos quando são empregados sem antecedente expresso (Quem espera sempre alcança / Fez quanto pôde).

Quanto ao emprego, observa-se que os relativos são usados quando:

  • o antecedente do relativo pode ser demonstrativo o (a/s) (O Brasil divide-se entre os que lêem ou não);
  • como relativo, quanto refere-se ao antecedente tudo ou todo (Ouvia tudo quanto me interessava)
  • quem será precedido de preposição se estiver relacionado a pessoas ou seres personificados expressos;
  • quem = relativo indefinido quando é empregado sem antecedente claro, não vindo precedido de preposição;
  • cujo (a/s) é empregado para dar a idéia de posse e não concorda com o antecedente e sim com seu conseqüente. Ele tem sempre valor adjetivo e não pode ser acompanhado de artigo.

Pronome indefinido

Referem-se à 3ª pessoa do discurso quando considerada de modo vago, impreciso ou genérico, representando pessoas, coisas e lugares. Alguns também podem dar idéia de conjunto ou quantidade indeterminada. Em função da quantidade de pronomes indefinidos, merece atenção sua identificação.

São pronomes indefinidos de:

  • pessoas: quem, alguém, ninguém, outrem;
  • lugares: onde, algures, alhures, nenhures;
  • pessoas, lugares, coisas: que, qual, quais, algo, tudo, nada, todo (a/s), algum (a/s), vários (a), nenhum (a/s), certo (a/s), outro (a/s), muito (a/s), pouco (a/s), quanto (a/s), um (a/s), qualquer (s), cada.

Sobre o emprego dos indefinidos devemos atentar para:

  • algum, após o substantivo a que se refere, assume valor negativo (= nenhum) (Computador algum resolverá o problema);
  • cada deve ser sempre seguido de um substantivo ou numeral (Elas receberam 3 balas cada uma);
  • alguns pronomes indefinidos, se vierem depois do nome a que estiverem se referindo, passam a ser adjetivos. (Certas pessoas deveriam ter seus lugares certos / Comprei várias balas de sabores vários)
  • bastante pode vir como adjetivo também, se estiver determinando algum substantivo, unindo-se a ele por verbo de ligação (Isso é bastante para mim);
  • o pronome outrem equivale a "qualquer pessoa";
  • o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje);
  • o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje);
  • existem algumas locuções pronominais indefinidas - quem quer que, o que quer, seja quem for, cada um etc.
  • todo com valor indefinido antecede o substantivo, sem artigo (Toda cidade parou para ver a banda ≠ Toda a cidade parou para ver a banda).

Pronome interrogativo

São os pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto usados na formulação de uma pergunta direta ou indireta. Referem-se à 3ª pessoa do discurso. (Quantos livros você tem? / Não sei quem lhe contou).

Alguns interrogativos podem ser adverbiais (Quando voltarão? / Onde encontrá-los? / Como foi tudo?)

 

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Verbo

É a palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo, seja ação, estado ou fenômeno da natureza.

Os verbos apresentam três conjugações. Em função da vogal temática, podem-se criar três paradigmas verbais. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas, obtém-se a seguinte classificação:

  • regulares: seguem o paradigma verbal de sua conjugação;
  • irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. As irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir - ouço/ouve, estar - estou/estão);

Entre os verbos irregulares, destacam-se os anômalos que apresentam profundas irregularidades. São classificados como anômalos em todas as gramáticas os verbos ser e ir.

  • defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas, tempo ou modo (falir - no presente do indicativo só apresenta a 1ª e a 2ª pessoa do plural). Os defectivos distribuem-se em três grupos: impessoais, unipessoais (vozes ou ruídos de animais, só conjugados nas 3ª pessoas) por eufonia ou possibilidade de confusão com outros verbos;
  • abundantes - apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão. Mais freqüente no particípio, devendo-se usar o particípio regular com ter e haver; já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado, acendido/aceso - tenho/hei aceitado ≠ é/está aceito);
  • auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação. Presentes nos tempos compostos e locuções verbais;
  • certos verbos possuem pronomes pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. Nesses casos, o pronome não tem função sintática (suicidar-se, apiedar-se, queixar-se etc.);
  • formas rizotônicas (tonicidade no radical - eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical - nós cantaríamos).

Quanto à flexão verbal, temos:

  • número: singular ou plural;
  • pessoa gramatical: 1ª, 2ª ou 3ª;
  • tempo: referência ao momento em que se fala (pretérito, presente ou futuro). O modo imperativo só tem um tempo, o presente;
  • voz: ativa, passiva e reflexiva;
  • modo: indicativo (certeza de um fato ou estado), subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem, advertência ou pedido).

As três formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio e particípio) não possuem função exclusivamente verbal. Infinitivo é antes substantivo, o particípio tem valor e forma de adjetivo, enquanto o gerúndio equipara-se ao adjetivo ou advérbio pelas circunstâncias que exprime.

Quanto ao tempo verbal, eles apresentam os seguintes valores:

  • presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala;
  • presente do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético situado no momento ou época em que se fala;
  • pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e concluída no passado;
  • pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada no passado, mas não foi concluída ou era uma ação costumeira no passado;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético cuja ação foi iniciada mas não concluída no passado;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a outra ação já passada;
  • futuro do presente do indicativo: indica um fato real situado em momento ou época vindoura;
  • futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possível, hipotético, situado num momento futuro, mas ligado a um momento passado;
  • futuro do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso, hipotético, situado num momento ou época futura;

Quanto à formação dos tempos, os chamados tempos simples podem ser primitivos (presente e pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo impessoal) e derivados:

São derivados do presente do indicativo:

  • pretérito imperfeito do indicativo: TEMA do presente + VA (1ª conj.) ou IA (2ª e 3ª conj.) + Desinência número pessoal (DNP);
  • presente do subjuntivo: RAD da 1ª pessoa singular do presente + E (1ª conj.) ou A (2ª e 3ª conj.) + DNP;

Os verbos em -ear têm duplo "e" em vez de "ei" na 1ª pessoa do plural (passeio, mas passeemos).

  • imperativo negativo (todo derivado do presente do subjuntivo) e imperativo afirmativo (as 2ª pessoas vêm do presente do indicativo sem S, as demais também vêm do presente do subjuntivo).

São derivados do pretérito perfeito do indicativo:

  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: TEMA do perfeito + RA + DNP;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: TEMA do perfeito + SSE + DNP;
  • futuro do subjuntivo: TEMA do perfeito + R + DNP.
  • São derivados do infinitivo impessoal:
  • futuro do presente do indicativo: TEMA do infinitivo + RA + DNP;
  • futuro do pretérito: TEMA do infinitivo + RIA + DNP;
  • infinitivo pessoal: infinitivo impessoal + DNP (-ES - 2ª pessoa, -MOS, -DES, -EM)
  • gerúndio: TEMA do infinitivo + -NDO;
  • particípio regular: infinitivo impessoal sem vogal temática (VT) e R + ADO (1ª conjugação) ou IDO (2ª e 3ª conjugação).

Quanto à formação, os tempos compostos da voz ativa constituem-se dos verbos auxiliares TER ou HAVER + particípio do verbo que se quer conjugar, dito principal.

No modo Indicativo, os tempos compostos são formados da seguinte maneira:

  • pretérito perfeito: presente do indicativo do auxiliar + particípio do verbo principal (VP) [Tenho falado];
  • pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Tinha falado);
  • futuro do presente: futuro do presente do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Terei falado);
  • futuro do pretérito: futuro do pretérito indicativo do auxiliar + particípio do VP (Teria falado).

No modo Subjuntivo a formação se dá da seguinte maneira:

  • pretérito perfeito: presente do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tenha falado);
  • pretérito mais-que-perfeito: imperfeito do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tivesse falado);
  • futuro composto: futuro do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tiver falado).

Quanto às formas nominais, elas são formadas da seguinte maneira:

  • infinitivo composto: infinitivo pessoal ou impessoal do auxiliar + particípio do VP (Ter falado / Teres falado);
  • gerúndio composto: gerúndio do auxiliar + particípio do VP (Tendo falado).

O modo subjuntivo apresenta três pretéritos, sendo o imperfeito na forma simples e o perfeito e o mais-que-perfeito nas formas compostas. Não há presente composto nem pretérito imperfeito composto

Quanto às vozes, os verbos apresentam a voz:

  • ativa: sujeito é agente da ação verbal;
  • passiva: sujeito é paciente da ação verbal;

A voz passiva pode ser analítica ou sintética:

  • analítica: - verbo auxiliar + particípio do verbo principal;
  • sintética: na 3ª pessoa do singular ou plural + SE (partícula apassivadora);
  • reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. Também pode ser recíproca ao mesmo tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo, variável em função da pessoa do verbo);

Na transformação da voz ativa na passiva, a variação temporal é indicada pelo auxiliar (ser na maioria das vezes), como notamos nos exemplos a seguir: Ele fez o trabalho - O trabalho foi feito por ele (mantido o pretérito perfeito do indicativo) / O vento ia levando as folhas - As folhas iam sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal).

Alguns verbos da língua portuguesa apresentam problemas de conjugação. A seguir temos uma lista, seguida de comentários sobre essas dificuldades de conjugação.

  • Abolir (defectivo) - não possui a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, por isso não possui presente do subjuntivo e o imperativo negativo. (= banir, carpir, colorir, delinqüir, demolir, descomedir-se, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir, retorquir, urgir)
  • Acudir (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - acudo, acodes... e pretérito perfeito do indicativo - com u (= bulir, consumir, cuspir, engolir, fugir) / Adequar (defectivo) - só possui a 1ª e a 2ª pessoa do plural no presente do indicativo
  • Aderir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - adiro, adere... (= advertir, cerzir, despir, diferir, digerir, divergir, ferir, sugerir)
  • Agir (acomodação gráfica g/j) - presente do indicativo - ajo, ages... (= afligir, coagir, erigir, espargir, refulgir, restringir, transigir, urgir)
  • Agredir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem (= prevenir, progredir, regredir, transgredir) / Aguar (regular) - presente do indicativo - águo, águas..., - pretérito perfeito do indicativo - agüei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram (= desaguar, enxaguar, minguar)
  • Aprazer (irregular) - presente do indicativo - aprazo, aprazes, apraz... / pretérito perfeito do indicativo - aprouve, aprouveste, aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram
  • Argüir (irregular com alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - arguo (ú), argúis, argúi, argüimos, argüis, argúem - pretérito perfeito - argüi, argüiste... (com trema)
  • Atrair (irregular) - presente do indicativo - atraio, atrais... / pretérito perfeito - atraí, atraíste... (= abstrair, cair, distrair, sair, subtrair)
  • Atribuir (irregular) - presente do indicativo - atribuo, atribuis, atribui, atribuímos, atribuís, atribuem - pretérito perfeito - atribuí, atribuíste, atribuiu... (= afluir, concluir, destituir, excluir, instruir, possuir, usufruir)
  • Averiguar (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - averiguo (ú), averiguas (ú), averigua (ú), averiguamos, averiguais, averiguam (ú) - pretérito perfeito - averigüei, averiguaste... - presente do subjuntivo - averigúe, averigúes, averigúe... (= apaziguar)
  • Cear (irregular) - presente do indicativo - ceio, ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam - pretérito perfeito indicativo - ceei, ceaste, ceou, ceamos, ceastes, cearam (= verbos terminados em -ear: falsear, passear... - alguns apresentam pronúncia aberta: estréio, estréia...)
  • Coar (irregular) - presente do indicativo - côo, côas, côa, coamos, coais, coam - pretérito perfeito - coei, coaste, coou... (= abençoar, magoar, perdoar) / Comerciar (regular) - presente do indicativo - comercio, comercias... - pretérito perfeito - comerciei... (= verbos em -iar , exceto os seguintes verbos: mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar)
  • Compelir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - compilo, compeles... - pretérito perfeito indicativo - compeli, compeliste...
  • Compilar (regular) - presente do indicativo - compilo, compilas, compila... - pretérito perfeito indicativo - compilei, compilaste...
  • Construir (irregular e abundante) - presente do indicativo - construo, constróis (ou construis), constrói (ou construi), construímos, construís, constroem (ou construem) - pretérito perfeito indicativo - construí, construíste...
  • Crer (irregular) - presente do indicativo - creio, crês, crê, cremos, credes, crêem - pretérito perfeito indicativo - cri, creste, creu, cremos, crestes, creram - imperfeito indicativo - cria, crias, cria, críamos, críeis, criam
  • Falir (defectivo) - presente do indicativo - falimos, falis - pretérito perfeito indicativo - fali, faliste... (= aguerrir, combalir, foragir-se, remir, renhir)
  • Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem - pretérito perfeito indicativo - frigi, frigiste...
  • Ir (irregular) - presente do indicativo - vou, vais, vai, vamos, ides, vão - pretérito perfeito indicativo - fui, foste... - presente subjuntivo - vá, vás, vá, vamos, vades, vão
  • Jazer (irregular) - presente do indicativo - jazo, jazes... - pretérito perfeito indicativo - jazi, jazeste, jazeu...
  • Mobiliar (irregular) - presente do indicativo - mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam - pretérito perfeito indicativo - mobiliei, mobiliaste... / Obstar (regular) - presente do indicativo - obsto, obstas... - pretérito perfeito indicativo - obstei, obstaste...
  • Pedir (irregular) - presente do indicativo - peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem - pretérito perfeito indicativo - pedi, pediste... (= despedir, expedir, medir) / Polir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem - pretérito perfeito indicativo - poli, poliste...
  • Precaver-se (defectivo e pronominal) - presente do indicativo - precavemo-nos, precaveis-vos - pretérito perfeito indicativo - precavi-me, precaveste-te... / Prover (irregular) - presente do indicativo - provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem - pretérito perfeito indicativo - provi, proveste, proveu... / Reaver (defectivo) - presente do indicativo - reavemos, reaveis - pretérito perfeito indicativo - reouve, reouveste, reouve... (verbo derivado do haver, mas só é conjugado nas formas verbais com a letra v)
  • Remir (defectivo) - presente do indicativo - remimos, remis - pretérito perfeito indicativo - remi, remiste...
  • Requerer (irregular) - presente do indicativo - requeiro, requeres... - pretérito perfeito indicativo - requeri, requereste, requereu... (derivado do querer, diferindo dele na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo e derivados, sendo regular)
  • Rir (irregular) - presente do indicativo - rio, rir, ri, rimos, rides, riem - pretérito perfeito indicativo - ri, riste... (= sorrir)
  • Saudar (alternância vocálica) - presente do indicativo - saúdo, saúdas... - pretérito perfeito indicativo - saudei, saudaste...
  • Suar (regular) - presente do indicativo - suo, suas, sua... - pretérito perfeito indicativo - suei, suaste, sou... (= atuar, continuar, habituar, individuar, recuar, situar)
  • Valer (irregular) - presente do indicativo - valho, vales, vale... - pretérito perfeito indicativo - vali, valeste, valeu...

 

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Também merecem atenção os seguintes verbos irregulares:

  • Pronominais: Apiedar-se, dignar-se, persignar-se, precaver-se

Caber

  • presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem;
  • presente do subjuntivo: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam;
  • pretérito perfeito do indicativo: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: coubera, couberas, coubera, coubéramos, coubéreis, couberam;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem;
  • futuro do subjuntivo: couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem.

Dar

  • presente do indicativo: dou, dás, dá, damos, dais, dão;
  • presente do subjuntivo: dê, dês, dê, demos, deis, dêem;
  • pretérito perfeito do indicativo: dei, deste, deu, demos, destes, deram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dera, deras, dera, déramos, déreis, deram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem;
  • futuro do subjuntivo: der, deres, der, dermos, derdes, derem.

Dizer

  • presente do indicativo: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem;
  • presente do subjuntivo: diga, digas, diga, digamos, digais, digam;
  • pretérito perfeito do indicativo: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, disseram;
  • futuro do presente: direi, dirás, dirá, etc.;
  • futuro do pretérito: diria, dirias, diria, etc.;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem;
  • futuro do subjuntivo: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem;

Seguem esse modelo os derivados bendizer, condizer, contradizer, desdizer, maldizer, predizer.

Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: dito, bendito, contradito, etc.

Estar

  • presente do indicativo: estou, estás, está, estamos, estais, estão;
  • presente do subjuntivo: esteja, estejas, esteja, estejamos, estejais, estejam;
  • pretérito perfeito do indicativo: estive, estiveste, esteve, estivemos, estivestes, estiveram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: estivera, estiveras, estivera, estivéramos, estivéreis, estiveram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: estivesse, estivesses, estivesse, estivéssemos, estivésseis, estivessem;
  • futuro do subjuntivo: estiver, estiveres, estiver, estivermos, estiverdes, estiverem;

Fazer

  • presente do indicativo: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem;
  • presente do subjuntivo: faça, faças, faça, façamos, façais, façam;
  • pretérito perfeito do indicativo: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem;
  • futuro do subjuntivo: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem.

Seguem esse modelo desfazer, liquefazer e satisfazer.

Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: feito, desfeito, liquefeito, satisfeito, etc.

Haver

  • presente do indicativo: hei, hás, há, havemos, haveis, hão;
  • presente do subjuntivo: haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam;
  • pretérito perfeito do indicativo: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, houveram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: houvera, houveras, houvera, houvéramos, houvéreis, houveram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: houvesse, houvesses, houvesse, houvéssemos, houvésseis, houvessem;
  • futuro do subjuntivo: houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem.

Ir

  • presente do indicativo: vou, vais, vai, vamos, ides, vão;
  • presente do subjuntivo: vá, vás, vá, vamos, vades, vão;
  • pretérito imperfeito do indicativo: ia, ias, ia, íamos, íeis, iam;
  • pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem;
  • futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem.

Poder

  • presente do indicativo: posso, podes, pode, podemos, podeis, podem;
  • presente do subjuntivo: possa, possas, possa, possamos, possais, possam;
  • pretérito perfeito do indicativo: pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, puderam;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, pudessem;
  • futuro do subjuntivo: puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem.

Pôr

  • presente do indicativo: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem;
  • presente do subjuntivo: ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham;
  • pretérito imperfeito do indicativo: punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham;
  • pretérito perfeito do indicativo: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis, pusessem;
  • futuro do subjuntivo: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem.

Todos os derivados do verbo pôr seguem exatamente esse modelo: antepor, compor, contrapor, decompor, depor, descompor, dispor, expor, impor, indispor, interpor, opor, pospor, predispor, pressupor, propor, recompor, repor, sobrepor, supor, transpor são alguns deles.

Querer

  • presente do indicativo: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem;
  • presente do subjuntivo: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram;
  • pretérito perfeito do indicativo: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem;
  • futuro do subjuntivo: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem;

Saber

  • presente do indicativo: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem;
  • presente do subjuntivo: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam;
  • pretérito perfeito do indicativo: soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: soubera, souberas, soubera, soubéramos, soubéreis, souberam;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, soubessem;
  • futuro do subjuntivo: souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem.

Ser

  • presente do indicativo: sou, és, é, somos, sois, são;
  • presente do subjuntivo: seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam;
  • pretérito imperfeito do indicativo: era, eras, era, éramos, éreis, eram;
  • pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem;
  • futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem.

As segundas pessoas do imperativo afirmativo são: sê (tu) e sede (vós).

Ter

  • presente do indicativo: tenho, tens, tem, temos, tendes, têm;
  • presente do subjuntivo: tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham;
  • pretérito imperfeito do indicativo: tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham;
  • pretérito perfeito do indicativo: tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: tivera, tiveras, tivera, tivéramos, tivéreis, tiveram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem;
  • futuro do subjuntivo: tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem.

Seguem esse modelo os verbos ater, conter, deter, entreter, manter, reter.

Trazer

  • presente do indicativo: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem;
  • presente do subjuntivo: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam;
  • pretérito perfeito do indicativo: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis, trouxeram;
  • futuro do presente: trarei, trarás, trará, etc.;
  • futuro do pretérito: traria, trarias, traria, etc.;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem;
  • futuro do subjuntivo: trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxerem.

Ver

  • presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem;
  • presente do subjuntivo: veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam;
  • pretérito perfeito do indicativo: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem;
  • futuro do subjuntivo: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.

Seguem esse modelo os derivados antever, entrever, prever, rever. Prover segue o modelo acima apenas no presente do indicativo e seus tempos derivados; nos demais tempos, comporta-se como um verbo regular da segunda conjugação.

Vir

  • presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm;
  • presente do subjuntivo: venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham;
  • pretérito imperfeito do indicativo: vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham;
  • pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem;
  • futuro do subjuntivo: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem;
  • particípio e gerúndio: vindo.

 

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Seguem esse modelo os verbos advir, convir, desavir-se, intervir, provir, sobrevir.

O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas.

O impessoal é usado em sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, o pessoal refere-se às pessoas do discurso, dependendo do contexto. Recomenda-se sempre o uso da forma pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase.

Usa-se o impessoal:

  • sem referência a nenhum sujeito: É proibido fumar na sala;
  • nas locuções verbais: Devemos avaliar a sua situação;
  • quando o infinitivo exerce função de complemento de adjetivos: É um problema fácil de solucionar;
  • quando o infinitivo possui valor de imperativo - Ele respondeu: "Marchar!"

Usa-se o pessoal:

  • quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal: Eu não te culpo por saíres daqui;
  • quando, por meio de flexão, se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito: Foi um erro responderes dessa maneira;
  • quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pessoa do plural): - Escutei baterem à porta.

Artigo

Precede o substantivo para determiná-lo, mantendo com ele relação de concordância. Assim, qualquer expressão ou frase fica substantivada se for determinada por artigo (O 'conhece-te a ti mesmo' é conselho sábio). Em certos casos, serve para assinalar gênero e número (o/a colega, o/os ônibus).

Os artigos podem ser classificado em:

  • definido - o, a, os, as - um ser claramente determinado entre outros da mesma espécie;
  • indefinido - um, uma, uns, umas - um ser qualquer entre outros de mesma espécie;

Podem aparecer combinados com preposições (numa, do, à, entre outros).

Quanto ao emprego do artigo:

  • não é obrigatório seu uso diante da maioria dos substantivos, podendo ser substituído por outra palavra determinante ou nem usado (o rapaz ≠ este rapaz / Lera numa revista que mulher fica mais gripada que homem). Nesse sentido, convém omitir o uso do artigo em provérbios e máximas para manter o sentido generalizante (Tempo é dinheiro / Dedico esse poema a homem ou a mulher?);
  • não se deve usar artigo depois de cujo e suas flexões;
  • outro, em sentido determinado, é precedido de artigo; caso contrário, dispensa-o (Fiquem dois aqui; os outros podem ir ≠ Uns estavam atentos; outros conversavam);
  • não se usa artigo diante de expressões de tratamento iniciadas por possessivos, além das formas abreviadas frei, dom, são, expressões de origem estrangeira (Lord, Sir, Madame) e sóror ou sóror;
  • é obrigatório o uso do artigo definido entre o numeral ambos (ambos os dois) e o substantivo a que se refere (ambos os cônjuges);
  • diante do possessivo (função de adjetivo) o uso é facultativo; mas se o pronome for substantivo, torna-se obrigatório (os [seus] planos foram descobertos, mas os meus ainda estão em segredo);
  • omite-se o artigo definido antes de nomes de parentesco precedidos de possessivo (A moça deixou a casa a sua tia);
  • antes de nomes próprios personativos, não se deve utilizar artigo. O seu uso denota familiaridade, por isso é geralmente usado antes de apelidos. Os antropônimos são determinados pelo artigo se usados no plural (os Maias, Os Homeros);
  • geralmente dispensado depois de cheirar a, saber a (= ter gosto a) e similares (cheirar a jasmim / isto sabe a vinho);
  • não se usa artigo diante das palavras casa (= lar, moradia), terra (= chão firme) e palácio a menos que essas palavras sejam especificadas (venho de casa / venho da casa paterna);
  • na expressão uma hora, significando a primeira hora, o emprego é facultativo (era perto de / da uma hora). Se for indicar hora exata, à uma hora (como qualquer expressão adverbial feminina);
  • diante de alguns nomes de cidade não se usa artigo, a não ser que venham modificados por adjetivo, locução adjetiva ou oração adjetiva (Aracaju, Sergipe, Curitiba, Roma, Atenas);
  • usa-se artigo definido antes dos nomes de estados brasileiros. Como não se usa artigo nas denominações geográficas formadas por nomes ou adjetivos, excetuam-se AL, GO, MT, MG, PE, SC, SP e SE;
  • expressões com palavras repetidas repelem artigo (gota a gota / face a face);
  • não se combina com preposição o artigo que faz parte de nomes de jornais, revistas e obras literárias, bem como se o artigo introduzir sujeito (li em Os Lusíadas / Está na hora de a onça beber água);
  • depois de todo, emprega-se o artigo para conferir idéia de totalidade (Toda a sociedade poderá participar / toda a cidade ≠ toda cidade). "Todos" exige artigo a não ser que seja substituído por outro determinante (todos os familiares / todos estes familiares);
  • repete-se artigo: a) nas oposições entre pessoas e coisas (o rico e o pobre) / b) na qualificação antonímica do mesmo substantivo (o bom e o mau ladrão) / c) na distinção de gênero e número (o patrão e os operários / o genro e a nora);
  • não se repete artigo: a) quando há sinonímia indicada pela explicativa ou (a botânica ou fitologia) / b) quando adjetivos qualificam o mesmo substantivo (a clara, persuasiva e discreta exposição dos fatos nos abalou).

Numeral

Numeral é a palavra que indica quantidade, número de ordem, múltiplo ou fração. Classifica-se como cardinal (1, 2, 3), ordinal (primeiro, segundo, terceiro), multiplicativo (dobro, duplo, triplo), fracionário (meio, metade, terço). Além desses, ainda há os numerais coletivos (dúzia, par).

Quanto ao valor, os numerais podem apresentar valor adjetivo ou substantivo. Se estiverem acompanhando e modificando um substantivo, terão valor adjetivo. Já se estiverem substituindo um substantivo e designando seres, terão valor substantivo. [Ele foi o primeiro jogador a chegar. (valor adjetivo) / Ele será o primeiro desta vez. (valor substantivo)].

Quanto ao emprego:

  • os ordinais como último, penúltimo, antepenúltimo, respectivos... não possuem cardinais correspondentes.
  • os fracionários têm como forma própria meio, metade e terço, todas as outras representações de divisão correspondem aos ordinais ou aos cardinais seguidos da palavra avos (quarto, décimo, milésimo, quinze avos);
  • designando séculos, reis, papas e capítulos, utiliza-se na leitura ordinal até décimo; a partir daí usam-se os cardinais. (Luís XIV - quatorze, Papa Paulo II - segundo);

Se o numeral vier antes do substantivo, será obrigatório o ordinal (XX Bienal - vigésima, IV Semana de Cultura - quarta);

  • zero e ambos(as) também são numerais cardinais. 14 apresenta duas formas por extenso catorze e quatorze;
  • a forma milhar é masculina, portanto não existe "algumas milhares de pessoas" e sim alguns milhares de pessoas;
  • alguns numerais coletivos: grosa (doze dúzias), lustro (período de cinco anos), sesquicentenário (150 anos);
  • um: numeral ou artigo? Nestes casos, a distinção é feita pelo contexto.

Numeral indicando quantidade e artigo quando se opõe ao substantivo indicando-o de forma indefinida.

Quanto à flexão, varia em gênero e número:

  • variam em gênero:

Cardinais: um, dois e os duzentos a novecentos; todos os ordinais; os multiplicativos e fracionários, quando expressam uma idéia adjetiva em relação ao substantivo.

  • variam em número:

Cardinais terminados em -ão; todos os ordinais; os multiplicativos, quando têm função adjetiva; os fracionários, dependendo do cardinal que os antecede.

Os cardinais, quando substantivos, vão para o plural se terminarem por som vocálico (Tirei dois dez e três quatros). 

 

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Advérbio

É a palavra que modifica o sentido do verbo (maioria), do adjetivo e do próprio advérbio (intensidade para essas duas classes). Denota em si mesma uma circunstância que determina sua classificação:

  • lugar: longe, junto, acima, ali, lá, atrás, alhures;
  • tempo: breve, cedo, já, agora, outrora, imediatamente, ainda;
  • modo: bem, mal, melhor, pior, devagar, a maioria dos adv. com sufixo -mente;
  • negação: não, qual nada, tampouco, absolutamente;
  • dúvida: quiçá, talvez, provavelmente, porventura, possivelmente;
  • intensidade: muito, pouco, bastante, mais, meio, quão, demais, tão;
  • afirmação: sim, certamente, deveras, com efeito, realmente, efetivamente.

As palavras onde (de lugar), como (de modo), porque (de causa), quanto (classificação variável) e quando (de tempo), usadas em frases interrogativas diretas ou indiretas, são classificadas como advérbios interrogativos (queria saber onde todos dormirão / quando se realizou o concurso).

Onde, quando, como, se empregados com antecedente em orações adjetivas são advérbios relativos (estava naquela rua onde passavam os ônibus / ele chegou na hora quando ela ia falar / não sei o modo como ele foi tratado aqui).

As locuções adverbiais são geralmente constituídas de preposição + substantivo - à direita, à frente, à vontade, de cor, em vão, por acaso, frente a frente, de maneira alguma, de manhã, de repente, de vez em quando, em breve, em mão (em vez de "em mãos") etc. São classificadas, também, em função da circunstância que expressam.

Quanto ao grau, apesar de pertencer à categoria das palavras invariáveis, o advérbio pode apresentar variações de grau comparativo ou superlativo.

Comparativo:

igualdade - tão + advérbio + quanto

superioridade - mais + advérbio + (do) que

inferioridade - menos + advérbio + (do) que

Superlativo:

sintético - advérbio + sufixo (-íssimo)

analítico - muito + advérbio.

Bem e mal admitem grau comparativo de superioridade sintético: melhor e pior. As formas mais bem e mais mal são usadas diante de particípios adjetivados. (Ele está mais bem informado do que eu). Melhor e pior podem corresponder a mais bem / mal (adv.) ou a mais bom / mau (adjetivo).

Quanto ao emprego:

  • três advérbios pronominais indefinidos de lugar vão caindo em desuso: algures, alhures e nenhures, substituídos por em algum, em outro e em nenhum lugar;
  • na linguagem coloquial, o advérbio recebe sufixo diminutivo. Nesses casos, o advérbio assume valor superlativo absoluto sintético (cedinho / pertinho). A repetição de um mesmo advérbio também assume valor superlativo (saiu cedo, cedo);
  • quando os advérbios terminados em -mente estiverem coordenados, é comum o uso do sufixo só no último (Falou rápida e pausadamente);
  • muito e bastante podem aparecer como advérbio (invariável) ou pronome indefinido (variável - determina substantivo);
  • otimamente e pessimamente são superlativos absolutos sintéticos de bem e mal, respectivamente;
  • adjetivos adverbializados mantêm-se invariáveis (terminaram rápido o trabalho / ele falou claro).

As palavras denotativas são séries de palavras que se assemelham ao advérbio. A Norma Gramatical Brasileira considera-as apenas como palavras denotativas, não pertencendo a nenhuma das 10 classes gramaticais. Classificam-se em função da idéia que expressam:

  • adição: ainda, além disso etc. (Comeu tudo e ainda queria mais);
  • afastamento: embora (Foi embora daqui);
  • afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente (Ainda bem que passei de ano);
  • aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de etc. (É quase 1h a pé);
  • designação: eis (Eis nosso carro novo);
  • exclusão: apesar, somente, só, salvo, unicamente, exclusive, exceto, senão, sequer, apenas etc. (Todos saíram, menos ela / Não me descontou sequer um real);
  • explicação: isto é, por exemplo, a saber etc. (Li vários livros, a saber, os clássicos);
  • inclusão: até, ainda, além disso, também, inclusive etc. (Eu também vou / Falta tudo, até água);
  • limitação: só, somente, unicamente, apenas etc. (Apenas um me respondeu / Só ele veio à festa);
  • realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque etc. (E você lá sabe essa questão?);
  • retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes etc. (Somos três, ou melhor, quatro);
  • situação: então, mas, se, agora, afinal etc. (Afinal, quem perguntaria a ele?).

Preposição

É a palavra invariável que liga dois termos entre si, estabelecendo relação de subordinação entre o termo regente e o regido. São antepostos aos dependentes (objeto indireto, complemento nominal, adjuntos e orações subordinadas). Divide-se em:

  • essenciais (maioria das vezes são preposições): a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás;
  • acidentais (palavras de outras classes que podem exercer função de preposição): afora, conforme (= de acordo com), consoante, durante, exceto, salvo, segundo, senão, mediante, visto (= devido a, por causa de) etc. (Vestimo-nos conforme a moda e o tempo / Os heróis tiveram como prêmio aquela taça / Mediante meios escusos, ele conseguiu a vaga / Vovó dormiu durante a viagem).

As preposições essenciais regem pronomes oblíquos tônicos; enquanto preposições acidentais regem as formas retas dos pronomes pessoais. (Falei sobre ti/Todos, exceto eu, vieram).

As locuções prepositivas, em geral, são formadas de advérbio (ou locução adverbial) + preposição - abaixo de, acerca de, a fim de, além de, defronte a, ao lado de, apesar de, através de, de acordo com, em vez de, junto de, perto de, até a, a par de, devido a.

Observa-se que a última palavra da locução prepositiva é sempre uma preposição, enquanto a última palavra de uma locução adverbial nunca é preposição.

Quanto ao emprego, as preposições podem ser usadas em:

  • combinação: preposição + outra palavra sem perda fonética (ao/aos);
  • contração: preposição + outra palavra com perda fonética (na/àquela);
  • não se deve contrair de se o termo seguinte for sujeito (Está na hora de ele falar);
  • a preposição após, pode funcionar como advérbio (= atrás) (Terminada a festa, saíram logo após.);
  • trás, atualmente, só se usa em locuções adverbiais e prepositivas (por trás, para trás por trás de).

Quanto à diferença entre pronome pessoal oblíquo, preposição e artigo, deve-se observar que a preposição liga dois termos, sendo invariável, enquanto o pronome oblíquo substitui um substantivo. Já o artigo antecede o substantivo, determinando-o.

As preposições podem estabelecer as seguintes relações: isoladamente, as preposições são palavras vazias de sentido, se bem que algumas contenham uma vaga noção de tempo e lugar. Nas frases, exprimem diversas relações:

  • autoria - música de Caetano
  • lugar - cair sobre o telhado, estar sob a mesa
  • tempo - nascer a 15 de outubro, viajar em uma hora, viajei durante as férias
  • modo ou conformidade - chegar aos gritos, votar em branco
  • causa - tremer de frio, preso por vadiagem
  • assunto - falar sobre política
  • fim ou finalidade - vir em socorro, vir para ficar
  • instrumento - escrever a lápis, ferir-se com a faca
  • companhia - sair com amigos / meio - voltar a cavalo, viajar de ônibus
  • matéria - anel de prata, pão com farinha
  • posse - carro de João
  • oposição - Flamengo contra Fluminense
  • conteúdo - copo de (com) vinho
  • preço - vender a (por) R$ 300, 00
  • origem - descender de família humilde
  • especialidade - formou-se em Medicina
  • destino ou direção - ir a Roma, olhe para frente.

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Interjeição

São palavras que expressam estados emocionais do falante, variando de acordo com o contexto emocional. Podem expressar:

  • alegria - ah!, oh!, oba!
  • advertência - cuidado!, atenção
  • afugentamento - fora!, rua!, passa!, xô!
  • alívio - ufa!, arre!
  • animação - coragem!, avante!, eia!
  • aplauso - bravo!, bis!, mais um!
  • chamamento - alô!, olá!, psit!
  • desejo - oxalá!, tomara! / dor - ai!, ui!
  • espanto - puxa!, oh!, chi!, ué!
  • impaciência - hum!, hem!
  • silêncio - silêncio!, psiu!, quieto!

São locuções interjetivas: puxa vida!, não diga!, que horror!, graças a Deus!, ora bolas!, cruz credo!

Conjunção

É a palavra que liga orações basicamente, estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). As conjunções classificam-se em:

Coordenativas, aquelas que ligam duas orações independentes (coordenadas), ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro da oração. Apresentam cinco tipos:

  • aditivas (adição): e, nem, mas também, como também, bem como, mas ainda;
  • adversativas (adversidade, oposição): mas, porém, todavia, contudo, antes (= pelo contrário), não obstante, apesar disso;
  • alternativas (alternância, exclusão, escolha): ou, ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer;
  • conclusivas (conclusão): logo, portanto, pois (depois do verbo), por conseguinte, por isso;
  • explicativas (justificação): - pois (antes do verbo), porque, que, porquanto.

Subordinativas - ligam duas orações dependentes, subordinando uma à outra. Apresentam dez tipos:

  • causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como, desde que;

Palavra que liga orações basicamente, estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). As conjunções classificam-se em:

  • comparativas: como, (tal) qual, assim como, (tanto) quanto, (mais ou menos +) que;
  • condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (= se não), a menos que;
  • consecutivas (conseqüência, resultado, efeito): que (precedido de tal, tanto, tão etc. - indicadores de intensidade), de modo que, de maneira que, de sorte que, de maneira que, sem que;
  • conformativas (conformidade, adequação): conforme, segundo, consoante, como;
  • concessiva: embora, conquanto, posto que, por muito que, se bem que, ainda que, mesmo que;
  • temporais: quando, enquanto, logo que, desde que, assim que, mal (= logo que), até que;
  • finais - a fim de que, para que, que;
  • proporcionais: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais (+ tanto menos);
  • integrantes - que, se.

As conjunções integrantes introduzem as orações subordinadas substantivas, enquanto as demais iniciam orações subordinadas adverbiais. Muitas vezes a função de interligar orações é desempenhada por locuções conjuntivas, advérbios ou pronomes.

 

VI – Concordância nominal e verbal.

De acordo com Mattoso Câmara “dá-se em gramática o nome de concordância à circunstância de um adjetivo variar em gênero e número de acordo com o substantivo a que se refere (concordância nominal) e à de um verbo variar em número e pessoa de acordo com o seu sujeito (concordância verbal). Há, não obstante, casos especiais que se prestam a dúvidas”.

Então, observamos e podemos definir da seguinte forma: concordância vem do verbo concordar, ou seja, é um acordo estabelecido entre termos.

O caso da concordância verbal diz respeito ao verbo em relação ao sujeito, o primeiro deve concordar em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª) com o segundo.

Já a concordância nominal diz respeito ao substantivo e seus termos referentes: adjetivo, numeral, pronome, artigo. Essa concordância é feita em gênero (masculino ou feminino) e pessoa.

Como vimos acima, na definição de Mattoso Câmara, existem regras gerais e alguns casos especiais que devem ser estudados particularmente, pois geram dúvidas quanto ao uso. Há muitos casos que a norma não é definida e há resoluções diferentes por parte dos autores, escritores ou estudantes da concordância.

Veja com mais detalhes esse assunto nos links a seguir: Concordância Verbal – Regra geral e Concordância Verbal - Os casos especiais.

Concordância Nominal

A Concordância Nominal é o acordo entre o nome (substantivo) e seus modificadores (artigo, pronome, numeral, adjetivo) quanto ao gênero (masculino ou feminino) e o número (plural ou singular).

Exemplo: Eu não sou mais um na multidão capitalista.

Observe que, de acordo com a análise da oração, o termo “na” é a junção da preposição “em” com o artigo “a” e, portanto, concorda com o substantivo feminino multidão, ao mesmo tempo em que o adjetivo “capitalista” também faz referência ao substantivo e concorda em gênero (feminino) e número (singular).

Vejamos mais exemplos:

Minha casa é extraordinária.

Temos o substantivo “casa”, o qual é núcleo do sujeito “Minha casa”. O pronome possessivo “minha” está no gênero feminino e concorda com o substantivo. O adjetivo “extraordinária”, o qual é predicativo do sujeito (trata-se de uma oração com complemento conectado ao sujeito por um verbo de ligação), também concorda com o substantivo “casa” em gênero (feminino) e número (singular).

Para finalizar, veremos mais um exemplo, com análise bem detalhada:

Dois cavalos fortes venceram a competição.

Primeiro, verificamos qual é o substantivo da oração acima: cavalos. Os termos modificadores do substantivo “cavalos” são: o numeral “Dois” e o adjetivo “fortes”. Esses termos que fazem relação com o substantivo na concordância nominal devem, de acordo com a norma culta, concordar em gênero e número com o mesmo.
Nesse caso, o substantivo “cavalos” está no masculino e no plural e a concordância dos modificadores está correta, já que “dois” e “fortes” estão no gênero masculino e no plural. Observe que o numeral “dois” está no plural porque indica uma quantidade maior do que “um”.
Então temos por regra geral da concordância nominal que os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e devem concordar com o mesmo em gênero e número.

Importante: Localize na oração o substantivo primeiramente, como foi feito no último exemplo. Após a constatação do substantivo, observe o seu gênero e o número. Os termos referentes ao substantivo são seus modificadores e devem estar em concordância de gênero e número com o nome (substantivo).

Concordância Verbal

Estudar a concordância verbal é, basicamente, estudar o sujeito, pois é com este que o verbo concorda. Se o sujeito estiver no singular, o verbo também o estará; se o sujeito estiver no plural, o mesmo acontece com o verbo. Então, para saber se o verbo deve ficar no singular ou no plural, deve-se procurar o sujeito, perguntando ao verbo Que(m) é que pratica ou sofre a ação? ou Que(m) é que possui a qualidade? A resposta indicará como o verbo deverá ficar.

Por exemplo, a frase As instalações da empresa são precárias tem como sujeito “as instalações da empresa”, cujo núcleo é a palavra instalações, pois elas é que são precárias, e não a empresa; por isso o verbo fica no plural.
Até aí tudo bem. O problema surge, quando o sujeito é uma expressão complexa, ou uma palavra que suscite dúvidas. São os casos especiais, que estudaremos agora:

01) Coletivo: Quando o sujeito for um substantivo coletivo, como, por exemplo, bando, multidão, matilha, arquipélago, trança, cacho, etc., ou uma palavra no singular que indique diversos elementos, como, por exemplo, maioria, minoria, pequena parte, grande parte, metade, porção, etc., poderão ocorrer três circunstâncias:

A) O coletivo funciona como sujeito, sem acompanhamento de qualquer restritivo: Nesse caso, o verbo ficará no singular, concordando com o coletivo, que é singular.
Ex. A multidão invadiu o campo após o jogo.
O bando sobrevoou a cidade.
A maioria está contra as medidas do governo.

B) O coletivo funciona como sujeito, acompanhado de restritivo no plural: Nesse caso, o verbo tanto poderá ficar no singular, quanto no plural.
Ex. A multidão de torcedores invadiu / invadiram o campo após o jogo.
O bando de pássaros sobrevoou / sobrevoaram a cidade.
A maioria dos cidadãos está / estão contra as medidas do governo.

C) O coletivo funciona como sujeito, sem acompanhamento de restritivo, e se encontra distante do verbo: Nesse caso, o verbo tanto poderá ficar no singular, quanto no plural.
Ex. A multidão, após o jogo, invadiu / invadiram o campo.
O bando, ontem à noite, sobrevoou / sobrevoaram a cidade.
A maioria, hoje em dia, está / estão contra as medidas do governo.

Um milhão, um bilhão, um trilhão:

Com um milhão, um bilhão, um trilhão, o verbo deverá ficar no singular. Caso surja a conjunção e, o verbo ficará no plural.
Ex. Um milhão de pessoas assistiu ao comício
Um milhão e cem mil pessoas assistiram ao comício.

02) Mais de, menos de, cerca de, perto de: quando o sujeito for iniciado por uma dessas expressões, o verbo concordará com o numeral que vier imediatamente à frente.

Ex. Mais de uma criança se machucou no brinquedo.
Menos de dez pessoas chegaram na hora marcada.
Cerca de duzentos mil reais foram surripiados.

Quando Mais de um estiver indicando reciprocidade ou com a expressão repetida, o verbo ficará no plural.

Ex. Mais de uma pessoa agrediram-se.
Mais de um carro se entrechocaram.
Mais de um deputado se xingaram durante a sessão.

03) Nome próprio no plural: quando houver um nome próprio usado apenas no plural, deve-se analisar o elemento a que ele se refere:

A) Se for nome de obra, o verbo tanto poderá ficar no singular, quanto no plural.
Ex. Os Lusíadas imortalizou / imortalizaram Camões.
Os Sertões marca / marcam uma época da Literatura Brasileira.

B) Se for nome de lugar - cidade, estado, país... - o verbo concordará com o artigo; caso não haja artigo, o verbo ficará no singular.
Ex. Os Estados Unidos comandam o mundo.
Campinas fica em São Paulo.
Os Andes cortam a América do Sul.

04) Qual de nós / Quais de nós: quando o sujeito contiver as expressões ...de nós, ...de vós ou ...de vocês, deve-se analisar o elemento que surgir antes dessas expressões:

A) Se o elemento que surgir antes das expressões estiver no singular (qual, quem, cada um, alguém, algum...), o verbo deverá ficar no singular.
Ex. Quem de nós irá conseguir o intento?
Quem de vós trará o que pedi?
Cada um de vocês deve ser responsável por seu material.

B) Se o elemento que surgir antes das expressões estiver no plural (quais, alguns, muitos...), o verbo tanto poderá ficar na terceira pessoa do plural, quanto concordar com o pronome nós ou vós.
Ex. Quantos de nós irão / iremos conseguir o intento?
Quais de vós trarão / trareis o que pedi?
Muitos de vocês não se responsabilizam por seu material.

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Pronomes Relativos: 

Quando o pronome relativo exercer a função de sujeito deveremos analisar o seguinte:

A) Pronome Relativo que: o verbo concordará com o elemento antecedente.
Ex. Fui eu que quebrei a vidraça. (Eu quebrei a vidraça)
Fomos nós que telefonamos a você. (Nós telefonamos a você)
Estes são os garotos que foram expulsos da escola. (Os garotos foram expulsos)

Concordância Verbal – Regra geral

O verbo de uma oração deve concordar em número e pessoa com o sujeito, para que a linguagem seja clara e a escrita esteja de acordo com as normas vigentes da gramática. Observe:

1. Eles está muito bem. (incorreta)
2. Eles estão muito bem. (correta)

O sujeito “eles” está na 3ª pessoa do plural e exige um verbo no plural. Essa constatação deixa a primeira oração incorreta e a segunda correta.

Primeiramente, devemos observar quem é o sujeito da frase, bem como analisar se ele é simples ou se é composto.

Sujeito simples é aquele que possui um só núcleo e, portanto, a concordância será mais direta. Vejamos:

1. Ela é minha melhor amiga.
2. Eu disse que eles foram à minha casa ontem.

Temos na primeira oração um sujeito simples “Ela”, o qual concorda em pessoa (3ª pessoa) e número (singular) com o verbo “é”.
Já na segunda temos um período formado por duas orações: “Eu disse” que “eles foram à minha casa ontem”. “Eu” está em concordância em pessoa e número com o verbo “disse” (1ª pessoa do singular), bem como “eles” e o verbo “foram” (3ª pessoa do plural).

Lembre-se que período é a frase que possui uma ou mais orações, podendo ser simples, quando possui um verbo, ou então composto quando possuir mais de um verbo.

Sujeito composto é aquele que possui mais de um núcleo e, portanto, o verbo estará no plural. Vejamos:

1. Joana e Mariana saíram logo pela manhã.
2. Cachorros e gatos são animais muito obedientes.

Na primeira oração o sujeito é composto de dois núcleos (Joana e Mariana), que substituído por um pronome ficará no plural: Joana e Mariana = Elas. O pronome “elas” pertence à terceira pessoa do plural, logo, exige um verbo que concorde em número e pessoa, como na oração em análise: saíram.
O mesmo acontece na segunda oração: o sujeito composto “cachorros e gatos” é substituído pelo pronome “eles”, o qual concorda com o verbo são em pessoa (3ª) e número (plural).

 

Concordância Verbal – Casos especiais de alguns verbos

Há alguns casos de verbos em que a concordância causa dúvidas. Vejamos aqui os casos especiais, separadamente:

O verbo ser

a) Quando o sujeito é um dos pronomes: o, isto, isso, aquilo, tudo, o verbo ser concorda com o predicativo:

Exemplo: Tudo era felicidade quando morava na casa do vovô.

b) Quando o predicativo for um pronome pessoal.

Exemplo: O presente que comprei hoje é para você.

c) Quando o sujeito for nome de pessoa ou pronome pessoal, o verbo ser concordará com o sujeito.

Exemplo: Paola é a aluna mais aplicada da sala.

d) Quando o sujeito for uma expressão numérica que dá idéia de conjunto, o verbo ficará no singular.

Exemplo: Quatro horas é pouco tempo para fazer as provas de vestibular.
e) Quando a oração se iniciar com os pronomes interrogativos (Que, Quem), o verbo concorda com o sujeito.

Exemplos: Quem é a pessoa que consegue fazer justiça com as próprias mãos?

f) Quando a oração indicar o dia do mês, o verbo concorda no singular ou no plural, dependerá da intenção.

Exemplos: Hoje é (dia) 11 de setembro. (dia específico)
Hoje são 11 de setembro. (dias decorridos até a data)

Os verbos bater, soar e dar

Quando fazem referência às horas do dia, os verbos acima concordam com o número de horas.


Exemplo: O relógio soou há muito tempo.
Acabou de dar uma hora, está na hora de irmos.

Os verbos impessoais haver e fazer

Os verbos impessoais são aqueles que não admitem sujeito e, portanto, são flexionados na 3ª pessoa do singular.

No sentido de existir ou na ideia de tempo decorrido, o verbo haver é impessoal. Logo, o verbo ficará no singular.

 

Haviam ou havia?

O verbo haver é impessoal quando está no sentido de “existir”, ou seja, não admite sujeito. Neste caso, é invariável (não flexionado) e conjugado na terceira pessoa do singular. Vejamos:

a) Não houve candidatos suficientes para este concurso.
b) Havia muitas pessoas para fazer a prova do concurso.
c) dez dias não como carne vermelha.
d) Haverá alguém que possa ajudar-me!

O verbo “haver” como impessoal pode surgir ainda na locução verbal. Seu auxiliar irá acompanhá-lo e será conjugado também na terceira pessoa do singular:

a) Deve haver uma forma de resolver esse processo.
b) Deve haver formas de resolver esse processo.
c) Os desentendimentos que possa ter havido entre os dois, cabe a eles resolver.

Contudo, quando o verbo “haver” é que faz o papel de auxiliar e tem valor equivalente a “ter”, será conjugado de acordo com o sujeito:

a) Nas minhas férias, hei de ir para a praia.
b) Quando fui à casa de meus avós, eles haviam sido visitados por todos da família.
c) Eles haviam encorajado minha irmã a ir para o exterior.

Importante: o verbo “existir” faz concordância verbal normal, ou seja, com o sujeito.
Exemplo: Não existiram candidatos suficientes para este concurso.

Exemplo: Há uma cadeira vaga no refeitório. (sentido de existir)
Há dez dias não faço exercícios físicos. (tempo decorrido)
Da mesma forma, o verbo fazer no sentido temporal, de tempo decorrido ou de fenômenos atmosféricos é impessoal.

Exemplo: Faz dez dias que não faço exercícios físicos. (tempo decorrido)
Nesta época do ano, faz muito frio.

Quando da locução verbal, tanto o verbo haver quanto o verbo fazer exigem que o auxiliar fique na terceira pessoa do singular.

Exemplos: Deve haver uma forma de amenizarmos esse problema.
Vai fazer dez dias que não faço exercícios físicos.

O verbo existir

Geralmente, o verbo existir concorda com seu sujeito.

Exemplo: Existem muitas pessoas que não gostam de frutos do mar.

Quando o verbo existir fizer parte de uma locução verbal, o auxiliar concordará com o sujeito e não com o verbo principal.

Exemplo: Devem existir muitas pessoas que não gostam de frutos do mar.

O verbo parecer

Quando o verbo parecer vier seguido de infinitivo, poderá ser flexionado ou no singular ou no plural:

Exemplos: As pesquisas parecem traduzir o que a empresa necessita.
As pesquisas parece traduzirem o que a empresa necessita.

A expressão “haja vista”

O verbo haver na expressão “haja vista” pode ser empregado ou no singular ou no plural (desde que não seja precedido por preposição), contudo, a palavra “vista” permanece invariável.

Exemplos: Haja vista os dados das pesquisas
Haja vista aos avanços observados pelos pesquisadores.
Hajam vista os dados que observamos.

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Concordância Verbal – Os casos especiais do sujeito composto

Na concordância verbal temos alguns casos que podem geram dúvidas quanto ao sujeito composto e a correta conjugação do verbo.

Os casos especiais do sujeito composto:

a) Quando o sujeito composto estiver antes do verbo, esse último ficará no plural.

Exemplo: Paola e Pedro gostaram do seu interesse em vender a casa.

b) Quando o sujeito vier depois do verbo, esse último ficará no plural ou com o núcleo do sujeito que estiver mais próximo ao verbo.

Exemplo: Dividiram a comida a mãe, os seus filhos e os amigos de seus filhos.
Dividiu a comida a mãe, os seus filhos e os amigos de seus filhos.

c) Quando os núcleos do sujeito constituir uma gradação, o verbo fica no singular.

Exemplo: O sorriso, a paz, a felicidade fez com que me sentisse muito bem hoje.

d) Quando um pronome indefinido (tudo, nada, ninguém, alguém) resumir os núcleos do sujeito, o verbo fica no singular.

Exemplo: As tribulações, o sofrimento, as tristezas, nada nos separa de quem nos ama e amamos de verdade.

e) Quando o sujeito composto vier ligado por ou:

Ou com sentido de exclusão, o verbo fica no singular.
Exemplo: Paola ou Pedro virá aqui em casa hoje.

Ou com sentido de adição, o verbo fica no plural.
Exemplo: O ingresso ou o ticket são aceitos aqui.

Ou com sentido de retificação, o verbo concorda com o núcleo mais próximo.

Exemplo: O professor titular ou os professores concordaram com essa decisão.

f) Quando o sujeito for representado pela expressão “um e outro”, o verbo concorda ou no singular, ou no plural.
Exemplo: Um e outro aluno fez (fizeram) o trabalho manuscrito.

g) Quando o sujeito for representado por uma das expressões “um ou outro”; “nem um nem outro”, o verbo fica no singular.
Exemplo: Nem um nem outro fez o trabalho manuscrito.

h) Quando o sujeito for formado por infinitivos, o verbo fica no singular. Caso os infinitivos sejam antônimos, o verbo concorda no plural.
Exemplos: Fumar e beber não traz benefícios ao organismo.
Subir e descer escadas são ações que todos deveríamos praticar mais.

i) Quando o sujeito composto for ligado por com, o verbo fica ou no singular ou no plural, dependerá da ênfase que se quer dar: ou a algum dos núcleos do sujeito ou aos dois.

Exemplo: O prefeito com seus assessores fizeram uma boa campanha.
O prefeito, com seus assessores, fez uma boa campanha.

j) Quando o sujeito apresentar as expressões “nem...nem”, “tanto...como”, “assim...como”, “não só...mas também”, o verbo geralmente vai para o plural.

Exemplo: Não só o uso de drogas, mas também a companhia errada trazem prejuízos irreversíveis ao indivíduo.

k) Quando os núcleos do sujeito são representados por pronomes pessoais do caso reto, o verbo fica no plural.

1. Eu, tu e ele vamos hoje ao dentista. (nós – plural)
2. Tu e ela ireis ficar bem até o final da manhã. (vós – plural)
3. Ela e ele estudam mais do que o necessário por dia. (eles – plural)

Silepse – A figura de linguagem que causa dúvidas na concordância nominal

A silepse é uma figura de sintaxe que faz concordância não através de regras gramaticais, mas sim pela ideia, daí dizer que é a concordância ideológica ou concordância figurada.

A silepse pode ser de número, de gênero e de pessoa.

1. A silepse de número ocorre quando o sujeito é coletivo ou indica coletividade (mais de um):

Exemplo: A turma veio aqui em casa e deixaram a maior bagunça.
O casal resolveram não pagar a conta, pois questionaram o valor.

2. A silepse de gênero ocorre quando a concordância vem através da idéia que está implícita.

Exemplo: Patos de Minas é muito calorosa. (calorosa diz respeito às pessoas da cidade, que são receptivas).
Vossa Excelência está equivocado. (a referência aqui se faz ao sexo da pessoa e não ao pronome de tratamento).

3. A silepse de pessoa geralmente acontece quando o verbo está na primeira pessoa do plural e o sujeito na terceira pessoa do plural:

Exemplo: Os mineiros temos a fama de que não falamos muito sobre o que vamos fazer, preferimos ser notados pelas ações.

 

VII - Regência nominal e verbal. Emprego da crase.

 

Regência Nominal

Regência Nominal é o nome da relação entre um substantivo, adjetivo ou advérbio transitivo e seu respectivo complemento nominal. Essa relação é intermediada por uma preposição.

No estudo da regência nominal, deve-se levar em conta que muitos nomes seguem exatamente o mesmo regime dos verbos correspondentes.

Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos.

- alheio a, de 

- liberal com

- ambicioso de 

- apto a, para       

- análogo a

- grato

- bacharel em  

- indeciso em 

- capacidade de, para 

- natural de

- contemporâneo a, de   

- nocivo a 

- contíguo     

- paralelo

- curioso a, de  

- propício a

- falto de   

- sensível

- incompatível com  

- próximo a, de 

- inepto para

- satisfeito com, de, em, por 

- misericordioso com, para com 

- suspeito de 

- preferível

- longe de 

- propenso a, para   

- perto de 

- hábil em 

- perto de 


Exemplos:

Está alheio a tudo.
Está apto ao trabalho.
Gente ávida por dominar.
Contemporâneo da Revolução Francesa.
É coisa curiosa de ver.
Homem inepto para a matemática.

Era propenso ao magistério. 

Regência Verbal

A regência estuda a relação existente entre os termos de uma oração ou entre as orações de um período.

A regência verbal estuda a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus complementos. Na realidade o que estudamos na regência verbal é se o verbo é transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto ou intransitivo e qual a preposição relacionada com ele.

Verbos Transitivos Diretos
Verbos Transitivos Indiretos
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Verbos Intransitivos

 

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VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS

São verbos que indicam que o sujeito pratica a ação, sofrida por outro elemento, denominado objeto direto.
Por essa razão, uma das maneiras mais fáceis de analisar se um verbo é transitivo direto é passar a oração para a voz passiva, pois somente verbo transitivo direto admite tal transformação, além de obedecer, pagar e perdoar, que, mesmo não sendo VTD, admitem a passiva.

O objeto direto pode ser representado por um substantivo ou palavra substantivada, uma oração (oração subordinada substantiva objetiva direta) ou por um pronome oblíquo.
Os pronomes oblíquos átonos que funcionam como objeto direto são os seguintes: me, te, se, o, a, nos, vos, os, as.
Os pronomes oblíquos tônicos que funcionam como objeto direto são os seguintes: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Como são pronomes oblíquos tônicos, só são usados com preposição, por isso se classificam como objeto direto preposicionado.

EU PROCURO UM GRANDE AMOR
     (VTD)             (OD)

Vamos à lista, então, dos mais importantes verbos transitivos diretos: Há verbos que surgirão em mais de uma lista, pois têm mais de um significado e mais de uma regência.

Aspirar será VTD, quando significar sorver, absorver.
Como é bom aspirar a brisa da tarde.

Visar será VTD, quando significar mirar ou dar visto.
O atirador visou o alvo, mas errou o tiro.

Agradar será VTD, quando significar acariciar ou contentar.
A garotinha ficou agradando o cachorrinho por horas.

Querer será VTD, quando significar desejar, ter a intenção ou vontade de, tencionar..
Sempre quis seu bem.
Quero que me digam quem é o culpado.

Chamar será VTD, quando significar convocar.
Chamei todos os sócios, para participarem da reunião.

Implicar será VTD, quando significar fazer supor, dar a entender; produzir como conseqüência, acarretar.
Os precedentes daquele juiz implicam grande honestidade.
Suas palavras implicam denúncia contra o deputado.

Desfrutar e Usufruir são VTD sempre.
Desfrutei os bens deixados por meu pai.
Pagam o preço do progresso aqueles que menos o desfrutam.

Namorar é sempre VTD. Só se usa a preposição com, para iniciar Adjunto Adverbial de Companhia. Esse verbo possui os significados de inspirar amor a, galantear, cortejar, apaixonar, seduzir, atrair, olhar com insistência e cobiça, cobiçar.
Joanilda namorava o filho do delegado.
O mendigo namorava a torta que estava sobre a mesa.
Eu estava namorando este cargo há anos.

Compartilhar é sempre VTD.
Berenice compartilhou o meu sofrimento.

Esquecer e Lembrar serão VTD, quando não forem pronominais, ou seja, caso não sejam usados com pronome, não serão usados também com preposição.
Esqueci que havíamos combinado sair.
Ela não lembrou o meu nome.

VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS

São verbos que se ligam ao complemento por meio de uma preposição. O complemento é denominado OBJETO INDIRETO.
O objeto indireto pode ser representado por um substantivo, ou palavra substantivada, uma oração (oração subordinada substantiva objetiva indireta) ou por um pronome oblíquo.
Os pronomes oblíquos átonos que funcionam como objeto indireto são os seguintes: me, te, se, lhe, nos, vos, lhes.
Os pronomes oblíquos tônicos que funcionam como objeto indireto são os seguintes: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas.

EU GOSTO DE BEIJAR
(VTI) (OI)

Vamos à lista, então, dos mais importantes verbos transitivos indiretos: Há verbos que surgirão em mais de uma lista, pois têm mais de um significado e mais de uma regência.

VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS, COM A PREPOSIÇÃO. A:

Aspirar será VTI, com a prep. a, quando significar almejar, objetivar..
Aspiramos a uma vaga naquela universidade.

Visar será VTI, com a prep. a, quando significar almejar, objetivar.
Sempre visei a uma vida melhor.

Agradar será VTI, com a prep. a, quando significar ser agradável; satisfazer
. Para agradar ao pai, estudou com afinco o ano todo.

Querer será VTI, com a prep. a, quando significar estimar.
Quero aos meus amigos, como aos meus irmãos.

Assistir será VTI, com a prep. a, quando significar ver ou ter direito.
Gosto de assistir aos jogos do Santos.
Assiste ao trabalhador o descanso semanal remunerado.

Custar será VTI, com a prep. a, quando significar ser difícil. Nesse caso o verbo custar terá como sujeito aquilo que é difícil, nunca a pessoa, que será objeto indireto.

VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS

São os verbos que possuem os dois complementos - OBJETO DIRETO E OBJETO INDIRETO.
CHAMEI A ATENÇÃO DO MENINO, POIS ESTAVA CONVERSANDO DURANTE A AULA.
VTDI Objeto Direto Objeto indireto

Obs.: A expressão Chamar a atenção de alguém não significa repreender, e sim fazer se notado. Por exemplo: O cartaz chamava a atenção de todos que por ali passavam.

VERBOS INTRANSITIVOS

São os verbos que não necessitam de complementação. Sozinhos, indicam a ação ou o fato.

AS MARGARIDAS MORRERAM.
(VI)

Crase

É a junção da preposição “a” com o artigo definido “a(s)”, ou ainda da preposição “a” com as iniciais dos pronomes demonstrativos aquela(s), aquele(s), aquilo ou com o pronome relativo a qual (as quais). Graficamente, a fusão das vogais “a” é representada por um acento grave, assinalado no sentido contrário ao acento agudo: à.

Como saber se devo empregar a crase? Uma dica é substituir a crase por “ao”, caso essa preposição seja aceita sem prejuízo de sentido, então com certeza há crase.

Veja alguns exemplos: Fui à farmácia, substituindo o “à” por “ao” ficaria Fui ao supermercado. Logo, o uso da crase está correto.

Outro exemplo: Assisti à peça que está em cartaz, substituindo o “à” por “ao” ficaria Assisti ao jogo de vôlei da seleção brasileira.

É importante lembrar os casos em que a crase é empregada, obrigatoriamente: nas expressões que indicam horas ou nas locuções à medida que, às vezes, à noite, dentre outras, e ainda na expressão “à moda”. Exemplos:
Sairei às duas horas da tarde.
À medida que o tempo passa, fico mais feliz por você estar no Brasil.
Quero uma pizza à moda italiana.

Importante: A crase não ocorre: antes de palavras masculinas; antes de verbos, de pronomes pessoais, de nomes de cidade que não utilizam o artigo feminino, da palavra casa quando tem significado do próprio lar, da palavra terra quando tem sentido de solo e de expressões com palavras repetidas (dia a dia).

Crase – Preposição “a” + artigo feminino “a”

• O artigo antecede somente substantivos ou palavras com valor de substantivo. Por esta razão, a crase não virá diante de verbos, nem tão pouco de pronomes pessoais (sujeito).

Contudo, tanto a preposição “a” quanto o artigo feminino “a” virão diante de substantivos femininos, já que os substantivos masculinos não admitem artigo feminino.
Observe:

Não irei à farmácia. Irei ao supermercado.

O verbo “ir” exige preposição, veja: Não irei. Onde? A algum lugar. Qual? A farmácia. Quem vai, vai a algum lugar. Na resposta “a qual lugar?” temos o artigo “a”. Logo, a preposição “a” mais o artigo feminino “a”, que acompanha o substantivo na resposta (a farmácia), formam a crase.

Agora, observe:

Não quero ler a capa deste livro.


O verbo “ler” ou a locução verbal “quero ler” não exigem preposição, portanto, o termo “a” que está na oração acima é um artigo feminino.

Declarei a ele que sou inocente.


Na oração acima, o pronome pessoal “ele” não admite artigo e, por isso, o termo “a” é uma preposição. Declarei algo a alguém. Quem? Ele (e não “a ele”).

• Preposição “a” e os pronomes demonstrativos

Os pronomes demonstrativos em que a crase pode ocorrer são: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, a(s). Para isso, o termo regente deve exigir preposição. Por exemplo:

Assisti àquele programa horrível de TV.
Àquilo chamam de programa educativo?
Quero que as alunas desta sala se levantem, menos à do canto direito.

 

Palavras-chave: Gramática, Língua Porguesa, Tutorial

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VIII - Emprego dos verbos regulares, irregulares e anômalos. Vozes dos verbos.

Verbo

É a palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo, seja ação, estado ou fenômeno da natureza.

Os verbos apresentam três conjugações. Em função da vogal temática, podem-se criar três paradigmas verbais. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas, obtém-se a seguinte classificação:

  • regulares: seguem o paradigma verbal de sua conjugação;
  • irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. As irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir - ouço/ouve, estar - estou/estão);

Entre os verbos irregulares, destacam-se os anômalos que apresentam profundas irregularidades. São classificados como anômalos em todas as gramáticas os verbos ser e ir. São aqueles que sofrem grandes alterações no radical. Ex. ser = sou, é, fui, era, serei.

  • defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas, tempo ou modo (falir - no presente do indicativo só apresenta a 1ª e a 2ª pessoa do plural). Os defectivos distribuem-se em três grupos: impessoais, unipessoais (vozes ou ruídos de animais, só conjugados nas 3ª pessoas) por eufonia ou possibilidade de confusão com outros verbos;
  • abundantes: apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão. Mais frequente no particípio, devendo-se usar o particípio regular com ter e haver; já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado, acendido/aceso - tenho/hei aceitado ≠ é/está aceito);
  • auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação. Presentes nos tempos compostos e locuções verbais;
  • certos verbos possuem pronomes pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. Nesses casos, o pronome não tem função sintática (suicidar-se, apiedar-se, queixar-se etc.);
  • formas rizotônicas (tonicidade no radical - eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical - nós cantaríamos).

Quanto à flexão verbal, temos:

  • número: singular ou plural;
  • pessoa gramatical: 1ª, 2ª ou 3ª;
  • tempo: referência ao momento em que se fala (pretérito, presente ou futuro). O modo imperativo só tem um tempo, o presente;
  • voz: ativa, passiva e reflexiva;
  • modo: indicativo (certeza de um fato ou estado), subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem, advertência ou pedido).

As três formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio e particípio) não possuem função exclusivamente verbal. Infinitivo é antes substantivo, o particípio tem valor e forma de adjetivo, enquanto o gerúndio equipara-se ao adjetivo ou advérbio pelas circunstâncias que exprime.

Quanto ao tempo verbal, eles apresentam os seguintes valores:

  • presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala;
  • presente do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético situado no momento ou época em que se fala;
  • pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e concluída no passado;
  • pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada no passado, mas não foi concluída ou era uma ação costumeira no passado;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético cuja ação foi iniciada mas não concluída no passado;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a outra ação já passada;
  • futuro do presente do indicativo: indica um fato real situado em momento ou época vindoura;
  • futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possível, hipotético, situado num momento futuro, mas ligado a um momento passado;
  • futuro do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso, hipotético, situado num momento ou época futura;

Quanto à formação dos tempos, os chamados tempos simples podem ser primitivos (presente e pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo impessoal) e derivados:

São derivados do presente do indicativo:

  • pretérito imperfeito do indicativo: TEMA do presente + VA (1ª conj.) ou IA (2ª e 3ª conj.) + Desinência número pessoal (DNP);
  • presente do subjuntivo: RAD da 1ª pessoa singular do presente + E (1ª conj.) ou A (2ª e 3ª conj.) + DNP;

Os verbos em -ear têm duplo "e" em vez de "ei" na 1ª pessoa do plural (passeio, mas passeemos).

  • imperativo negativo (todo derivado do presente do subjuntivo) e imperativo afirmativo (as 2ª pessoas vêm do presente do indicativo sem S, as demais também vêm do presente do subjuntivo).

São derivados do pretérito perfeito do indicativo:

  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: TEMA do perfeito + RA + DNP;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: TEMA do perfeito + SSE + DNP;
  • futuro do subjuntivo: TEMA do perfeito + R + DNP.

São derivados do infinitivo impessoal:

  • futuro do presente do indicativo: TEMA do infinitivo + RA + DNP;
  • futuro do pretérito: TEMA do infinitivo + RIA + DNP;
  • infinitivo pessoal: infinitivo impessoal + DNP (-ES - 2ª pessoa, -MOS, -DES, -EM)
  • gerúndio: TEMA do infinitivo + -NDO;
  • particípio regular: infinitivo impessoal sem vogal temática (VT) e R + ADO (1ª conjugação) ou IDO (2ª e 3ª conjugação).

Quanto à formação, os tempos compostos da voz ativa constituem-se dos verbos auxiliares TER ou HAVER + particípio do verbo que se quer conjugar, dito principal.

No modo Indicativo, os tempos compostos são formados da seguinte maneira:

  • pretérito perfeito: presente do indicativo do auxiliar + particípio do verbo principal (VP) [Tenho falado];
  • pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Tinha falado);
  • futuro do presente: futuro do presente do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Terei falado);
  • futuro do pretérito: futuro do pretérito indicativo do auxiliar + particípio do VP (Teria falado).

No modo Subjuntivo a formação se dá da seguinte maneira:

  • pretérito perfeito: presente do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tenha falado);
  • pretérito mais-que-perfeito: imperfeito do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tivesse falado);
  • futuro composto: futuro do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tiver falado).

Quanto às formas nominais, elas são formadas da seguinte maneira:

  • infinitivo composto: infinitivo pessoal ou impessoal do auxiliar + particípio do VP (Ter falado / Teres falado);
  • gerúndio composto: gerúndio do auxiliar + particípio do VP (Tendo falado).

O modo subjuntivo apresenta três pretéritos, sendo o imperfeito na forma simples e o perfeito e o mais-que-perfeito nas formas compostas. Não há presente composto nem pretérito imperfeito composto

Quanto às vozes, os verbos apresentam a voz:

  • ativa: sujeito é agente da ação verbal;
  • passiva: sujeito é paciente da ação verbal;

A voz passiva pode ser analítica ou sintética:

  • analítica: - verbo auxiliar + particípio do verbo principal;
  • sintética: na 3ª pessoa do singular ou plural + SE (partícula apassivadora);
  • reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. Também pode ser recíproca ao mesmo tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo, variável em função da pessoa do verbo);

Na transformação da voz ativa na passiva, a variação temporal é indicada pelo auxiliar (ser na maioria das vezes), como notamos nos exemplos a seguir: Ele fez o trabalho - O trabalho foi feito por ele (mantido o pretérito perfeito do indicativo) / O vento ia levando as folhas - As folhas iam sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal).

Alguns verbos da língua portuguesa apresentam problemas de conjugação. A seguir temos uma lista, seguida de comentários sobre essas dificuldades de conjugação.

  • Abolir (defectivo) - não possui a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, por isso não possui presente do subjuntivo e o imperativo negativo. (= banir, carpir, colorir, delinqüir, demolir, descomedir-se, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir, retorquir, urgir)
  • Acudir (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - acudo, acodes... e pretérito perfeito do indicativo - com u (= bulir, consumir, cuspir, engolir, fugir) / Adequar (defectivo) - só possui a 1ª e a 2ª pessoa do plural no presente do indicativo
  • Aderir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - adiro, adere... (= advertir, cerzir, despir, diferir, digerir, divergir, ferir, sugerir)
  • Agir (acomodação gráfica g/j) - presente do indicativo - ajo, ages... (= afligir, coagir, erigir, espargir, refulgir, restringir, transigir, urgir)
  • Agredir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem (= prevenir, progredir, regredir, transgredir) / Aguar (regular) - presente do indicativo - águo, águas..., - pretérito perfeito do indicativo - agüei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram (= desaguar, enxaguar, minguar)
  • Aprazer (irregular) - presente do indicativo - aprazo, aprazes, apraz... / pretérito perfeito do indicativo - aprouve, aprouveste, aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram
  • Arguir (irregular com alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - arguo (ú), argúis, argúi, arguimos, arguis, argúem - pretérito perfeito - argui, arguiste.
  • Atrair (irregular) - presente do indicativo - atraio, atrais... / pretérito perfeito - atraí, atraíste... (= abstrair, cair, distrair, sair, subtrair)
  • Atribuir (irregular) - presente do indicativo - atribuo, atribuis, atribui, atribuímos, atribuís, atribuem - pretérito perfeito - atribuí, atribuíste, atribuiu... (= afluir, concluir, destituir, excluir, instruir, possuir, usufruir)
  • Averiguar (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - averiguo (ú), averiguas (ú), averigua (ú), averiguamos, averiguais, averiguam (ú) - pretérito perfeito - averiguei, averiguaste... - presente do subjuntivo - averigúe, averigúes, averigúe... (= apaziguar)
  • Cear (irregular) - presente do indicativo - ceio, ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam - pretérito perfeito indicativo - ceei, ceaste, ceou, ceamos, ceastes, cearam (= verbos terminados em -ear: falsear, passear... - alguns apresentam pronúncia aberta: estréio, estréia...)
  • Coar (irregular) - presente do indicativo - côo, côas, côa, coamos, coais, coam - pretérito perfeito - coei, coaste, coou... (= abençoar, magoar, perdoar) / Comerciar (regular) - presente do indicativo - comercio, comercias... - pretérito perfeito - comerciei... (= verbos em -iar , exceto os seguintes verbos: mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar)
  • Compelir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - compilo, compeles... - pretérito perfeito indicativo - compeli, compeliste...
  • Compilar (regular) - presente do indicativo - compilo, compilas, compila... - pretérito perfeito indicativo - compilei, compilaste...
  • Construir (irregular e abundante) - presente do indicativo - construo, constróis (ou construis), constrói (ou construi), construímos, construís, constroem (ou construem) - pretérito perfeito indicativo - construí, construíste...
  • Crer (irregular) - presente do indicativo - creio, crês, crê, cremos, credes, crêem - pretérito perfeito indicativo - cri, creste, creu, cremos, crestes, creram - imperfeito indicativo - cria, crias, cria, críamos, críeis, criam
  • Falir (defectivo) - presente do indicativo - falimos, falis - pretérito perfeito indicativo - fali, faliste... (= aguerrir, combalir, foragir-se, remir, renhir)
  • Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem - pretérito perfeito indicativo - frigi, frigiste...
  • Ir (irregular) - presente do indicativo - vou, vais, vai, vamos, ides, vão - pretérito perfeito indicativo - fui, foste... - presente subjuntivo - vá, vás, vá, vamos, vades, vão
  • Jazer (irregular) - presente do indicativo - jazo, jazes... - pretérito perfeito indicativo - jazi, jazeste, jazeu...
  • Mobiliar (irregular) - presente do indicativo - mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam - pretérito perfeito indicativo - mobiliei, mobiliaste... / Obstar (regular) - presente do indicativo - obsto, obstas... - pretérito perfeito indicativo - obstei, obstaste...
  • Pedir (irregular) - presente do indicativo - peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem - pretérito perfeito indicativo - pedi, pediste... (= despedir, expedir, medir) / Polir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem - pretérito perfeito indicativo - poli, poliste...
  • Precaver-se (defectivo e pronominal) - presente do indicativo - precavemo-nos, precaveis-vos - pretérito perfeito indicativo - precavi-me, precaveste-te... / Prover (irregular) - presente do indicativo - provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem - pretérito perfeito indicativo - provi, proveste, proveu... / Reaver (defectivo) - presente do indicativo - reavemos, reaveis - pretérito perfeito indicativo - reouve, reouveste, reouve... (verbo derivado do haver, mas só é conjugado nas formas verbais com a letra v)
  • Remir (defectivo) - presente do indicativo - remimos, remis - pretérito perfeito indicativo - remi, remiste...
  • Requerer (irregular) - presente do indicativo - requeiro, requeres... - pretérito perfeito indicativo - requeri, requereste, requereu... (derivado do querer, diferindo dele na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo e derivados, sendo regular)
  • Rir (irregular) - presente do indicativo - rio, rir, ri, rimos, rides, riem - pretérito perfeito indicativo - ri, riste... (= sorrir)
  • Saudar (alternância vocálica) - presente do indicativo - saúdo, saúdas... - pretérito perfeito indicativo - saudei, saudaste...
  • Suar (regular) - presente do indicativo - suo, suas, sua... - pretérito perfeito indicativo - suei, suaste, sou... (= atuar, continuar, habituar, individuar, recuar, situar)
  • Valer (irregular) - presente do indicativo - valho, vales, vale... - pretérito perfeito indicativo - vali, valeste, valeu...

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Também merecem atenção os seguintes verbos irregulares:

  • Pronominais: Apiedar-se, dignar-se, persignar-se, precaver-se

Caber

  • presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem;
  • presente do subjuntivo: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam;
  • pretérito perfeito do indicativo: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: coubera, couberas, coubera, coubéramos, coubéreis, couberam;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem;
  • futuro do subjuntivo: couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem.

Dar

  • presente do indicativo: dou, dás, dá, damos, dais, dão;
  • presente do subjuntivo: dê, dês, dê, demos, deis, dêem;
  • pretérito perfeito do indicativo: dei, deste, deu, demos, destes, deram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dera, deras, dera, déramos, déreis, deram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem;
  • futuro do subjuntivo: der, deres, der, dermos, derdes, derem.

Dizer

  • presente do indicativo: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem;
  • presente do subjuntivo: diga, digas, diga, digamos, digais, digam;
  • pretérito perfeito do indicativo: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, disseram;
  • futuro do presente: direi, dirás, dirá, etc.;
  • futuro do pretérito: diria, dirias, diria, etc.;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem;
  • futuro do subjuntivo: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem;

Seguem esse modelo os derivados bendizer, condizer, contradizer, desdizer, maldizer, predizer.

Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: dito, bendito, contradito, etc.

Estar

  • presente do indicativo: estou, estás, está, estamos, estais, estão;
  • presente do subjuntivo: esteja, estejas, esteja, estejamos, estejais, estejam;
  • pretérito perfeito do indicativo: estive, estiveste, esteve, estivemos, estivestes, estiveram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: estivera, estiveras, estivera, estivéramos, estivéreis, estiveram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: estivesse, estivesses, estivesse, estivéssemos, estivésseis, estivessem;
  • futuro do subjuntivo: estiver, estiveres, estiver, estivermos, estiverdes, estiverem;

Fazer

  • presente do indicativo: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem;
  • presente do subjuntivo: faça, faças, faça, façamos, façais, façam;
  • pretérito perfeito do indicativo: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem;
  • futuro do subjuntivo: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem.

Seguem esse modelo desfazer, liquefazer e satisfazer.

Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: feito, desfeito, liquefeito, satisfeito, etc.

Haver

  • presente do indicativo: hei, hás, há, havemos, haveis, hão;
  • presente do subjuntivo: haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam;
  • pretérito perfeito do indicativo: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, houveram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: houvera, houveras, houvera, houvéramos, houvéreis, houveram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: houvesse, houvesses, houvesse, houvéssemos, houvésseis, houvessem;
  • futuro do subjuntivo: houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem.

Ir

  • presente do indicativo: vou, vais, vai, vamos, ides, vão;
  • presente do subjuntivo: vá, vás, vá, vamos, vades, vão;
  • pretérito imperfeito do indicativo: ia, ias, ia, íamos, íeis, iam;
  • pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem;
  • futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem.

Poder

  • presente do indicativo: posso, podes, pode, podemos, podeis, podem;
  • presente do subjuntivo: possa, possas, possa, possamos, possais, possam;
  • pretérito perfeito do indicativo: pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, puderam;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, pudessem;
  • futuro do subjuntivo: puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem.

Pôr

  • presente do indicativo: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem;
  • presente do subjuntivo: ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham;
  • pretérito imperfeito do indicativo: punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham;
  • pretérito perfeito do indicativo: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis, pusessem;
  • futuro do subjuntivo: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem.

Todos os derivados do verbo pôr seguem exatamente esse modelo: antepor, compor, contrapor, decompor, depor, descompor, dispor, expor, impor, indispor, interpor, opor, pospor, predispor, pressupor, propor, recompor, repor, sobrepor, supor, transpor são alguns deles.

Querer

  • presente do indicativo: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem;
  • presente do subjuntivo: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram;
  • pretérito perfeito do indicativo: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem;
  • futuro do subjuntivo: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem;

Saber

  • presente do indicativo: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem;
  • presente do subjuntivo: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam;
  • pretérito perfeito do indicativo: soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: soubera, souberas, soubera, soubéramos, soubéreis, souberam;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, soubessem;
  • futuro do subjuntivo: souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem.

Ser

  • presente do indicativo: sou, és, é, somos, sois, são;
  • presente do subjuntivo: seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam;
  • pretérito imperfeito do indicativo: era, eras, era, éramos, éreis, eram;
  • pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem;
  • futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem.

As segundas pessoas do imperativo afirmativo são: sê (tu) e sede (vós).

Ter

  • presente do indicativo: tenho, tens, tem, temos, tendes, têm;
  • presente do subjuntivo: tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham;
  • pretérito imperfeito do indicativo: tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham;
  • pretérito perfeito do indicativo: tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: tivera, tiveras, tivera, tivéramos, tivéreis, tiveram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem;
  • futuro do subjuntivo: tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem.

Seguem esse modelo os verbos ater, conter, deter, entreter, manter, reter.

Trazer

  • presente do indicativo: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem;
  • presente do subjuntivo: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam;
  • pretérito perfeito do indicativo: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis, trouxeram;
  • futuro do presente: trarei, trarás, trará, etc.;
  • futuro do pretérito: traria, trarias, traria, etc.;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem;
  • futuro do subjuntivo: trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxerem.

Ver

  • presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem;
  • presente do subjuntivo: veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam;
  • pretérito perfeito do indicativo: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem;
  • futuro do subjuntivo: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.

Seguem esse modelo os derivados antever, entrever, prever, rever. Prover segue o modelo acima apenas no presente do indicativo e seus tempos derivados; nos demais tempos, comporta-se como um verbo regular da segunda conjugação.

Vir

  • presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm;
  • presente do subjuntivo: venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham;
  • pretérito imperfeito do indicativo: vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham;
  • pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem;
  • futuro do subjuntivo: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem;
  • particípio e gerúndio: vindo.

Seguem esse modelo os verbos advir, convir, desavir-se, intervir, provir, sobrevir.

O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas.

O impessoal é usado em sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, o pessoal refere-se às pessoas do discurso, dependendo do contexto. Recomenda-se sempre o uso da forma pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase.

Usa-se o impessoal:

  • sem referência a nenhum sujeito: É proibido fumar na sala;
  • nas locuções verbais: Devemos avaliar a sua situação;
  • quando o infinitivo exerce função de complemento de adjetivos: É um problema fácil de solucionar;
  • quando o infinitivo possui valor de imperativo - Ele respondeu: "Marchar!"

Usa-se o pessoal:

  • quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal: Eu não te culpo por saíres daqui;
  • quando, por meio de flexão, se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito: Foi um erro responderes dessa maneira;
  • quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pessoa do plural): - Escutei baterem à porta.

 

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Vozes do Verbo

Voz verbal é a flexão do verbo que indica se o sujeito pratica, ou recebe, ou pratica e recebe a ação verbal.

01) Voz Ativa: quando o sujeito é agente, ou seja, pratica a ação verbal ou participa ativamente de um fato.
Ex. As meninas exigiram a presença da diretora.
A torcida aplaudiu os jogadores.
O médico cometeu um erro terrível.

02) Voz Passiva: quando o sujeito é paciente, ou seja, sofre a ação verbal.

A) Voz Passiva Sintética:

A voz passiva sintética é formada por verbo transitivo direto, pronome se (partícula apassivadora) e sujeito paciente.
Ex. Entregam-se encomendas.
Alugam-se casas.
Compram-se roupas usadas.

B) Voz Passiva Analítica:

A voz passiva analítica é formada por sujeito paciente, verbo auxiliar ser ou estar, verbo principal indicador de ação no particípio - ambos formam locução verbal passiva - e agente da passiva. Veja mais detalhes aqui.
Ex. As encomendas foram entregues pelo próprio diretor.
As casas foram alugadas pela imobiliária.
As roupas foram compradas por uma elegante senhora.

03) Voz Reflexiva:

Há dois tipos de voz reflexiva:

a) Reflexiva: será chamada simplesmente de reflexiva, quando o sujeito praticar a ação sobre si mesmo.
Ex. Carla machucou-se.
Osbirvânio cortou-se com a faca.
Roberto matou-se.

a) Reflexiva recíproca: será chamada de reflexiva recíproca, quando houver dois elementos como sujeito: um pratica a ação sobre o outro, que pratica a ação sobre o primeiro.
Ex. Paula e Renato amam-se.
Os jovens agrediram-se durante a festa.
Os ônibus chocaram-se violentamente.

Passagem da ativa para a voz passiva ou inversa

Para efetivar a transformação da ativa para a passiva e vice-versa, procede-se da seguinte maneira:

1- O sujeito da voz ativa passará a ser o agente da passiva.
2- O objeto direto da voz ativa passará a ser o sujeito da voz passiva.
3- Na passiva, o verbo ser estará no mesmo tempo e modo do verbo transitivo direto da ativa.
4 Na voz passiva, o verbo transitivo direto ficará no particípio.

Voz ativa: A torcida aplaudiu os jogadores. Sujeito = a torcida. Verbo transitivo direto = aplaudiu.Objeto direto = os jogadores. Voz passiva: Os jogadores foram aplaudidos pela torcida.Sujeito = os jogadores.Locução verbal passiva = foram aplaudidos.Agente da passiva = pela torcida.

 

IX - Emprego dos pronomes.

COLOCAÇÃO PRONOMINAL


1. EMPREGO DE "EU e TU" / "TI e MIM"

2. COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS (ÊNCLISE, PRÓCLISE, MESÓCLISE)

3. EMPREGO DO PRONOME ÁTONO EM LOCUÇÕES VERBAIS PERFEITAS E EM TEMPOS COMPOSTOS

4. TEMPOS COMPOSTOS

5. EMPREGO DOS PRONOMES ESTE/ESSE/AQUELE


1. EMPREGO DE "EU e TU" / "TI e MIM".

Os pronomes "eu" e "tu" só podem figurar como sujeito de uma oração. Assim, não podem vir precedidos de preposição funcionando como complemento. Para exercer esta função, deve-se empregar as formas "mim" e "ti".

Exemplos:

Nunca houve brigas entre eu e ela. (errado)
Nunca houve brigas entre mim e ela. (certo)

Todas as dívidas entre eu e tu foram sanadas. (errado)
Todas as dívidas entre mim e ti foram sanadas. (certo)

Sem você e eu, aquela obra não acaba. (errado)
Sem você e mim, aquela obra não acaba. (certo)

A festa não será a mesma sem tu e elas. (errado)
A festa não será a mesma sem ti e elas. (certo)

Perante eu e vós, aquelas criaturas são bem mais infelizes. (errado)
Perante mim e vós, aquelas criaturas são bem mais infelizes. (certo)

Levantaram calúnias contra os alunos e eu. (errado)
Levantaram calúnias contra os alunos e mim. (certo)

Observação: Os pronomes "eu" e "tu", no entanto, podem aparecer como sujeito de um verbo no infinitivo, embora precedidos de preposição.

Exemplos:

Não vais sem eu mandar.
Dei o dinheiro para tu comprares o carro.
Esta regra é para eu não esquecer.


2. COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS.

REGRAS PRÁTICAS PARA A COLOCAÇÃO DOS PRONOMES ÁTONOS:

Os pronomes átonos são geralmente empregados depois do verbo (ÊNCLISE), muitas vezes antes(PRÓCLISE) e, mais raramente, no meio (MESÓCLISE).


ÊNCLISE

As formas verbais do infinitivo impessoal (precedido ou não da preposição "a"), do gerúndio e do imperativo afirmativo pedem a ênclise pronominal.

Exemplos:

Urge obedecer-se às leis.
Obrigou-me a dizer-lhe tudo.
Bete pediu licença, afastando-se do grupo.
Aqueles livros raros? Compra-os imediatamente!

Observação: Se o gerúndio vier precedido da preposição "em", deve-se empregar a próclise.

Exemplo: "Nesta terra, em se plantando, tudo da."

Não se inicia um período pelo pronome átono nem a oração principal precedida de pausa, assim como as orações coordenadas assindéticas, isto é, sem conjunções.

Exemplos:

Me contaram sua aventura em Salvador. (errado)
Contaram-me sua aventura em Salvador. (certo)

Permanecendo aqui, se corre o risco de ser assaltado. (errado)
Permanecendo aqui, corre-se o risco de ser assaltado. (certo)

Segui-o pela rua, o chamei, lhe pedi que parasse. (errado)
Segui-o pela rua, chamei-o, pedi-lhe que parasse. (certo)

Observação: A ênclise não pode ser empregada com verbos no futuro e no particípio passado.


PRÓCLISE

Deve-se colocar o pronome átono antes do verbo, quando antes dele houver uma palavra pertencente a um dos seguintes grupos:

A) palavras ou expressões negativas;

Exemplos:

Não me deixe sozinho esta noite!
Nunca se recuse ajudar a quem precise.
Nem nos conte porque você fez isso.
Nenhum deles me prestou a informação correta.
Ninguém lhe deve nada.
De modo algum (Em hipótese alguma) nos esqueceremos disso.


B) pronomes relativos;

Exemplos:

O livro que me emprestaste é muito bom.
Este é o senhor de quem lhe contei a vida.
Esta é a casa da qual vos falei.
O ministro, cujo filho lhe causou tantos problemas, está aqui.
Aquela rua, onde me assaltaram, foi melhor iluminada.
Pagarei hoje tudo quanto lhe devo.


C) pronomes indefinidos;

Exemplos:

Alguém me disse que você vai viajar.
Quem lhe disse essas bobagens?
Dos vários candidatos entrevistados, alguns (diversos) nos
pareceram bastante inteligentes.
Entre os dez pares de sapato, qualquer um me serve para ir a
festa no sábado.
Quem quer que me traga uma flor, conquistará meu coração.


D) conjunções subordinativas;

Exemplos:

Deixarei você sair, quando me disser a verdade.
Posso ajudar-te na obra, se me levares contigo.
Faça todo esse trabalho, como lhe ensinei.
Entramos no palácio, porque nos deram permissão.
Fiquem em nossa casa, enquanto vos pareça agradável.
Continuo a gostar de ti, embora me magoasse muito.
Confiei neles, logo que os conheci.


E) advérbios;

Exemplos:

Talvez nos seja fácil fazer esta tarefa.
Ontem os vi no cinema.
Aqui me agrada estar todos os dias.
Agora vos contarei um conto de fadas.
Pouco a pouco te revelarei o mistério.
De vez em quando me pego falando sozinho.
De súbito nos assustamos com os tiros.


Observação: O pronome átono pode ser colocado antes ou depois do infinitivo impessoal, se antecedendo o infinitivo vier uma das palavras ou expressões mencionadas acima.

Exemplos:

"Tudo faço para não a perturbar naqueles dias difíceis";
ou "Tudo faço para não perturbá-la..."


MESÓCLISE

Emprega-se o pronome átono no meio da forma verbal, quando esta estiver no futuro simples do presente ou no futuro simples do pretérito do indicativo.

Exemplos:

Chamar-te-ei, quando ele chegar.
Se houver tempo, contar-vos-emos nossa aventura.
Dar-te-ia essas informações, se soubesse.


Observação: Se antes dessas formas verbais houver uma palavra ou expressão que provocam a próclise, não se empregará, conseqüentemente, o pronome átono na posição mesoclítica.

Exemplos:

Nada lhe direi sobre este assunto.
Livrar-te-ei dessas tarefas, porque te daria muito trabalho.


3. EMPREGO DO PRONOME ÁTONO EM LOCUÇÕES VERBAIS PERFEITAS E EM TEMPOS COMPOSTOS.

São locuções verbais perfeitas aquelas formadas de um verbo auxiliar modal (QUERER, DEVER, SABER, PODER, ou TER DE, HAVER DE), seguido de um verbo principal no infinitivo impessoal. Neste caso, o pronome átono pode ser colocado antes ou depois do primeiro verbo, ou ainda depois do infinitivo.

Exemplos:

Nós lhe devemos dizer a verdade.
Nós devemos lhe dizer a verdade.
Nós devemos dizer-lhe a verdade.

Observação: No entanto, se no caso acima mencionado as locuções verbais vierem precedidas de palavra ou expressão que exija a próclise, só duas posições serão possíveis para empregar-se o pronome átono: antes do auxiliar ou depois do infinitivo.

Exemplos:

Não lhe devemos dizer a verdade.
Não devemos dizer-lhe a verdade.

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4. TEMPOS COMPOSTOS.

Nos tempos compostos, formados de um verbo auxiliar (TER ou HAVER) mais um verbo principal no particípio, o pronome átono se liga ao verbo auxiliar, nunca ao particípio.

Exemplos:

Tinha-me envolvido sem querer com aquela garota.
Nós nos havíamos assustado com o trovão.
O advogado não lhe tinha dito a verdade.


Observação: Quando houver qualquer fator de próclise, esta será a única posição possível do pronome átono na frase, ou seja, antes do verbo auxiliar.


5. EMPREGO DOS PRONOMES ESTE/ESSE/AQUELE.

Os pronomes "este, esta, isto" devem ser empregados referindo-se ao âmbito da pessoa que fala (1ª pessoa do singular e do plural - eu e nós), e quando se quer indicar o que se vai dizer logo em seguida (referência ao "tempo presente). Relacionam-se com o advérbio "aqui" e com os pronomes possessivos "meu, minha, nosso, nossa".

Exemplos:

Este meu carro só me dá problemas.
Esta casa é nossa há dez anos.
Isto aqui são as minhas encomendas.
Ainda me soam aos ouvidos estas palavras do Divino Mestre:
"Amai ao próximo como a vós mesmos."
Espero que por estas linhas... (no começo de uma carta, por exemplo)
Neste momento, está chovendo no Rio de Janeiro. (= agora)
Ele deve entregar a proposta nesta semana. (= na semana em que estamos)
Não haverá futebol neste domingo. (= hoje)
O pagamento deverá ser feito neste mês. (= mês em que estamos)


Empregam-se os pronomes "esse, essa, isso", com relação ao âmbito da pessoa com quem se fala (2ª do singular e do plural - tu e vós; e também com "você, vocês); e quando se quer indicar o que se acabou imediatamente de dizer (referência ao "tempo passado"). Relacionam-se com o advérbio "aí" e com os pronomes possessivos "teu, tua, vosso, vossa, seu, sua (igual a "de você").

Exemplos:

Essa sua blusa não lhe fica bem.
Quem jogou esse lixo aí na tua calçada?
Isso aí que você está fazendo tem futuro?
Esses vossos planos não darão certo.
Esses exemplos devem ser bem fixados.
Despeço-me, desejando que essas palavras... (no final de uma carta)
Tudo ia bem com Rubinho até a 57ª volta; nesse momento, acabou
o combustível.
Ele pouco se dedicava ao trabalho, por isso foi dispensado.


Os pronomes "aquele, aquela, aquilo" devem ser empregados com referência ao que está no âmbito da pessoa ou da coisa de quem ou de que se fala (3ª pessoa do singular e do plural - ele, ela, eles, elas). Relacionam-se com o advérbio "lá" e com os possessivos "seu, sua ( igual a "dele, dela").

Exemplos:

Aquele carro, lá no estacionamento, é do professor Paulo.
Aquela garota bonita é da sua turma?
Eu disse ao diretor aquilo que me mandaste dizer.


Observação: Numa enumeração, empregamos os pronomes "este, esta, isto" para nos referir ao elemento mais próximo, e "aquele, aquela, aquilo" para os anteriores.

Exemplo: Em 96, adquiri duas coisas muito importantes para mim: uma casa e um computador. Este no início do ano e aquela no fim.


Guarde duas dicas ao se referir à situação dos pronomes "esse" e "este" em um texto:

- "esse" indica "passado", e ambas as palavras se escrevem com dois ss.

- "este" indica "futuro"; em ambos os termos temos a presença do t.


DICAS

COM A GENTE / CONOSCO / COM NÓS

A expressão "com a gente" é típica da linguagem coloquial brasileira. Só pode ser usada em textos informais.

Exemplos:

A outra turma vai se reunir com a gente às 10h.
A sua irmã vai com a gente ao clube hoje.

Em textos formais, que exijam uma linguagem mais cuidada, devemos usar a forma "conosco".

Exemplos:

Os pais dos alunos querem uma reunião conosco.
Os diretores irão conosco ver o prefeito.

Devemos usar "com nós" antes de algumas palavras:

_ Antes de "todos, mesmos, dois" - "O presidente deixou a decisão com nós todos." "O presidente deixou a decisão com nós mesmos." "O presidente deixou a decisão com nós dois."

X - Sintaxe: termos essenciais, integrantes e acessórios da oração.

Termos essenciais da oração

Introdução

Chamamos de termos essenciais da oração aqueles compõem a estrutura básica da oração, ou seja, que são necessários para que a oração tenha significado. São eles: sujeito e predicado.

Encontramos diversas definições do que vem a ser sujeito, tais como:

  • Sujeito é o elemento do qual se diz alguma coisa.
  • Sujeito é o ser que pratica ou recebe a ação que o verbo expressa.

Já sobre predicado podemos dizer que é aquilo que se diz sobre o sujeito.

 

No decorrer deste tutorial veremos a classificação e os tipos de sujeito e predicado.

 

SUJEITO

 

NÚCLEO DO SUJEITO

 

É a palavra (substantivo ou pronome) que realmente indica a função sintática que está exercendo.

 

Exemplo: O computador travou novamente.

                      Núcleo

 

A lâmpada está queimada.

    Núcleo

 

TIPOS DE SUJEITO

 

O sujeito pode ser:

 

DETERMINADO

O sujeito é determinado quando é facilmente apontado na oração e subdivide-se em: simples e composto.

 

a) SIMPLES à quando possui um único núcleo.

 

Exemplo: o menino quebrou a janela.

                  Núcleo

 

Olga aprendeu a tocar violão.

Núcleo

 

b) COMPOSTO apresenta dois ou mais núcleos.

 

Exemplo: Do Carmo e Dirceu cambaleavam pela rua.

                         Núcleo

 

O Windows e o Linux disputam o mercado de informática.

            Núcleo

 

c) IMPLÍCITO à quando podemos identificá-lo através da desinência verbal.

 

Exemplo: (eu) Pintei algumas camisas.

(nós) Viajaremos para São Paulo.

 

INDETERMINADO 

Quando não é possível determiná-lo na oração.

O sujeito indeterminado apresenta-se de duas maneiras:

  1. verbo na 3ª pessoa do plural, sem a existência de outro elemento que exija essa flexão do verbo.
  2. verbo na 3ª pessoa do singular acompanhado do pronome SE.

Exemplo: Maria, falaram de você na festa.

Mandaram o pintor concluir o serviço.

Precisa-se de costureiras.

 

ORAÇÕES SEM SUJEITO 

São orações constituídas apenas pelo predicado, pois a informação fornecida não se refere a nenhum sujeito. As principais são:

  1. verbos que exprimem fenômenos da natureza: chover, trovejar, nevar, anoitecer, amanhecer, etc.

 

Exemplo: Choveu muito hoje pela manhã.

Nevou bastante durante o inverno.

 

  1. o verbo haver no sentido de existir ou indicação de tempo transcorrido.

 

Exemplo: Houve sérios problemas na rede da empresa.

vários anos não viajamos juntos.

 

  1. verbo fazer, ser e estar indicando tempo transcorrido ou tempo que indique fenômeno da natureza.

 

Exemplo: Faz duas semanas que não viajamos.

Está muito quente hoje.

Era noite quando ele chegou.

Observações:

  1. o verbo SER, impessoal, concorda com o predicativo, podendo aparecer na 3ª pessoa do plural.

 

Exemplo: São oito horas da manhã.

É uma hora da tarde.

 

  1. os verbos que indicam fenômenos da natureza, quando usados em sentido conotativo (figurado) deixam de ser impessoais.

 

Exemplo: Amanheci indisposto.

Choveram reclamações sobre as operadoras de telefonia.

 

  1. quando um pronome indefinido representa o sujeito ele deve ser classificado como determinado.

 

Exemplo: Alguém pegou a minha borracha.

Ninguém ligou hoje.

 

 

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PREDICADO

O predicado é aquilo que se comenta sobre o sujeito. Para estudá-lo é necessário conhecer o verbo que forma o predicado. Quanto à predicação os verbos podem ser classificados como: intransitivos, transitivos e de ligação.

VERBO INTRANSITIVO

São verbos que não exigem complemento, pois têm sentido completo.

Exemplo: A menina caiu.

                                        V.I

O computador quebrou.

                              V.I

 

VERBO TRANSITIVO 

São verbos que exigem complemento e se dividem em: transitivo direto, transitivo indireto e transitivo direto e indireto.

TRANSITIVO DIRETO

Não exigem preposição, ligando-se diretamente ao seu complemento, chamado objeto direto.

Exemplo: As empresas tiveram prejuízos.

                                                      VTD

Luíza comprou doce.

            VTD

 

TRANSITIVO INDIRETO

Exigem preposição, ligando-se indiretamente ao seu complemento, chamado de objeto indireto.

 Exemplo: Gustavo gosta de chocolate.

                                        VTI

Nós precisamos de melhores salários.

              VTI

 

TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO

Exigem os dois complementos – objeto direto e objeto indireto – ao mesmo tempo.

Exemplo: Alan pediu um carro ao pai.

                              VTDI

Os alunos receberam elogios de seus professores.

                             VTDI

 

VERBOS DE LIGAÇÃO

São verbos que expressam estado ou mudança de estado e ligam o sujeito ao predicativo.  

Exemplo: Os alunos permaneceram na sala.

                                         VL

O computador é antigo.

                             VL

O verbo de ligação pode expressar:

  1. estado permanente: expressa o que é habitual, o que não se modifica. Verbos SER e VIVER.

Exemplo: Anita é bonita.  

  1. estado transitório: expressa o que é passageiro. Verbos ESTAR, ANDAR, ACHAR-SE, ENCONTRAR-SE.

 Exemplo: Antônio anda preocupado.

A criança está doente.  

  1. mudança de estado: revela transformação. Verbos FICAR, TORNAR-SE, ACABAR, CAIR, METER-SE.

Exemplo: A pintura ficou bonita

  1. continuação de estado: Verbos CONTINUAR, PERMANECER.  

Exemplo: O computador permaneceu desligado.

José continua febril.  

  1. estado aparente: VERBO PARECER.

Exemplo: A sobremesa parece saborosa.

 

TIPOS DE PREDICADO

Há três tipos de predicado: predicado nominal, predicado verbal e predicado verbo-nominal.

 

PREDICADO NOMINAL

Expressa o estado do sujeito. O verbo é de ligação.

Exemplo: O dia continua quente.

                           PREDICADO

Todos permaneciam apreensivos.

                           PREDICADO

Observação: o núcleo do predicado nominal é chamado predicativo do sujeito, pois atribui qualidade ou condição.

 

PREDICADO VERBAL

Expressa a ação praticada ou recebida pelo sujeito.

Exemplo: Os professores receberam o prêmio.

                                             PREDICADO

Observação: o núcleo do predicado verbal é o verbo, pois sua mensagem principal é a ação praticada ou recebida pelo sujeito.

Exemplo: Os trabalhadores exigem melhores condições de trabalho.

                                             PREDICADO

 

PREDICADO VERBO-NOMINAL 

Informa a ação e o estado do sujeito.  

Exemplo: Nós chegamos cansados.

                 AÇÃO    ESTADO

Cândida retornou feliz da viagem.

                AÇÃO      ESTADO

Observação: o predicado verbo-nominal é constituído de dois núcleos – um verbo e um nome – porque fornece duas informações: ação e estado.

Exemplo: O comprador saiu da loja estressado.

A criança dormia tranquila.

 

Termos integrantes da oração

1) Objeto direto

 

Quando estudamos a predicação verbal, tivemos o primeiro contato com o objeto direto. Vimos que ele é o termo que complementa o sentido de um verbo transitivo direto, o qual não necessita de preposição. Exemplos:

 

Perder o ônibus não será agradável.

 

O silêncio acarreta o desprezo.

 

Há, ainda, outros detalhes importantes sobre o objeto direto:

 

a) objeto direto preposicionado

 

Há casos específicos em que o objeto direto vem antecedido de preposição, sem ser classificado como objeto indireto. São eles:

 

I – pronomes oblíquos tônicos (mim, ti...)

 

Seu irmão avisou o padre e a mim sobre o ocorrido.

 

II – pronome relativo “quem”

 

Você conhece a mulher a quem amo?

 

III – quebra de ambiguidade

 

Eu admiro o seu pai, assim como à sua mãe. (para não se interpretar “a mãe” como sujeito do verbo implícito)

 

IV – palavra “Deus” ou nomes próprios

 

Deves respeitar a Deus.

 

Ele quer seguir a Jesus Cristo.

 

V – pronomes indefinidos

 

Jonas agradou a todos com sua performance.

 

VI – numeral “ambos”

 

Ele agradou a ambos.

 

VII – construções partitivas de verbos como “comer” e “beber”

 

O professor não bebeu do vinho. (parte do vinho)

 

Ela comeu do bolo. (parte do bolo)

 

VIII – verbos “sacar” e “puxar”

 

O bandido, diante da reação, sacou / puxou do revólver.

 

IX – antecipação do OD

 

À verdade, ninguém ouviu.

 

b) objeto direto pleonástico

 

É lícita a construção em que se repete o objeto direto, com o intuito de enfatizá-lo. A tal recurso, dá-se o nome de objeto direto pleonástico. Exemplos:

 

A mim, muito me impressionou a sua atitude.

 

Suas razões, parece que ninguém as compreende.

 

c) objeto direto oracional

 

Se o objeto direto aparecer sob a forma de oração, dar-se-lhe-á o nome oração subordinada substantiva objetiva direta. Exemplos:

 

Carla disse que viria.

 

Eles adoram que os façamos rir.

 

Eu amo pescar.

 

2) Objeto indireto

 

É, como já vimos, o termo que complementa um verbo por meio de preposição. Exemplos:

 

Vamos assistir a essa peça?

 

Você precisa de dinheiro?

 

Observações:

 

a) objeto indireto pleonástico

 

O objeto indireto também pode aparecer repetido na oração, conforme se vê nos exemplos abaixo:

 

A ele, ninguém lhe disse nada.

 

A mim, ele não me obedecia.

 

b) objeto indireto oracional

 

Chama-se oração subordinada substantiva objetiva indireta o objeto indireto em forma de oração. Exemplos:

 

Ela não se opunha a que eu morasse lá.

 

Ela nem suspeitou de que eu tramara tudo.

 

Repare-se que a preposição, a despeito da tendência contrária no português atual, deve estar presente em tais casos.

 

3) complemento nominal

 

É o termo preposicionado que complementa o sentido de um nome, o qual pode ser um substantivo abstrato, um adjetivo ou um advérbio. Exemplos:

 

Ela tinha aversão a baratas.

 

Não seja contrário a mim.

 

Eu moro perto de sua casa.

 

Observações:

 

a) o complemento nominal também pode aparecer sob forma oracional, chamando-se, em tal caso, oração subordinada substantiva completiva nominal. Exemplos:

 

Tive a impressão de que ela não estava bem.

 

Você tem alguma objeção a que eu faça isso?

 

b) não se deve confundir o complemento nominal com o objeto indireto, na medida em que este complementa um verbo e aquele, um nome. Exemplos:

 

O homem necessitava de água. (o termo “de água” é objeto indireto, porque completa o verbo “necessitava”)

 

O homem tinha necessidade de água. (o termo “de água” é complemento nominal, porque completa o substantivo “necessidade”)

 

c) o complemento nominal pode ser substituído por um pronome átono (me, te, nos, vos, lhe). Exemplo: Tenha-lhe respeito (tenha respeito a ele).

 

4) agente da passiva

 

Indica o ser que age em relação ao sujeito nas orações passivas. É geralmente introduzido pelas preposições “por” ou “de”. Exemplos:

 

O visitante foi aplaudido por todos.

 

O livro compõe-se de várias partes.

 

Observação: o agente da passiva é correspondente ao sujeito da oração na voz ativa: Todos aplaudiram o visitante; Várias partes compõem o livro.

 

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Termos acessórios da oração

1) Adjunto adnominal

 

É o termo que se liga a um núcleo nominal (representado por substantivo ou palavra substantiva) para especificar, delimitar, restringir a sua significação. O adjunto adnominal pode ser representado por artigos, adjetivos, locuções adjetivas, numerais e pronomes. Exemplos (em negrito):

 

Essas duas complicadas questões de Matemática foram anuladas.

 

Quem ofendeu o menino se verá com o meu pai.

 

Quantos anos ela tem?

 

Observações:

 

a) O adjunto adnominal oracional é chamado de oração subordinada adjetiva restritiva. Exemplos:

 

As moças das quais falávamos foram embora.

 

Os homens que agridem as esposas devem ser presos.

 

Veja-se que, no lugar de uma oração adjetiva, sempre é possível posicionar um adjetivo:

 

As moças simpáticas foram embora.

 

Os homens agressivos devem ser presos.

 

As orações subordinadas adjetivas serão estudadas detalhadamente no capítulo sobre pronomes relativos.

 

b) Quando um termo preposicionado se liga a um substantivo abstrato, pode ser classificado como complemento nominal ou adjunto adnominal. Para facilitar a análise, costuma-se observar o papel desempenhado pelo termo na oração: se for paciente (alvo), será complemento nominal; se agente ou possuidor, adjunto adnominal. Exemplos:

 

O amor do filho pela mãe era muito grande. (“o filho” é o possuidor do amor; portanto, é o adjunto adnominal; “a mãe” é o alvo do amor; logo, trata-se do complemento nominal)

 

A invasão do Iraque pelos Estados Unidos chocou a todos. (o termo “os Estados Unidos” é o agente da invasão; portanto, é o adjunto adnominal; “o Iraque” é o alvo da invasão; logo, trata-se do complemento nominal)

 

2) Adjunto adverbial

 

É o termo que se liga ao verbo, ao adjetivo ou ao advérbio para indicar certas circunstâncias, como tempo, lugar, modo, negação, afirmação, dúvida, etc. Exemplos:

 

Sua esposa vem de Brasília. (adjunto adverbial de lugar ligado ao verbo “vem”)

 

Naquela bela cidade, todos eram felizes. (adjunto adverbial de lugar ligado ao verbo “eram”)

 

Com o susto, muitas pessoas ficaram resfolegantes. (adjunto adverbial de causa ligado ao verbo “ficaram”)

 

Hoje haverá uma festa. (adjunto adverbial de tempo ligado ao verbo “haverá”)

 

Ela estava muito assustada. (adjunto adverbial de intensidade ligado ao adjetivo “assustada”)

 

Ela se saiu muito bem na prova. (adjunto adverbial de intensidade ligado ao advérbio “bem”)

 

Observações:

 

a) Diferença entre adjunto adverbial e advérbio: este é uma classe gramatical (da Morfologia) que exprime circunstâncias de tempo, modo, lugar, intensidade, modo, afirmação, negação, dúvida, entre outras. Aquele é uma classificação sintática, que se dá a qualquer palavra ou grupo de palavras que também indiquem circunstâncias. Exemplos:

 

Eles agiram melhor do que eu. (análise morfológica: advérbio de modo; análise sintática: adjunto adverbial de modo)

 

Por meus filhos, eu faço qualquer coisa. (análise morfológica: preposição + pronome possessivo + substantivo; análise sintática: adjunto adverbial de causa)

 

b) A classe gramatical dos advérbios é variável somente em grau: comparativo e superlativo. Assim como nos adjetivos, o comparativo pode ser: de superioridade (Ela mora mais perto daqui (do) que você); de igualdade (João nada tão bem quanto eu); e de inferioridade (Ela mora menos perto daqui (do) que você). O superlativo pode ser absoluto (Joana acordou cedíssimo) ou analítico (Ela acordou cedo demais). Note-se que os advérbios “bem” e “mal” não admitem as formas analíticas, a não ser que antecedam um verbo no particípio. Exemplos:

 

A moça escreve melhor que o pai. (e não “mais bem”).

 

A moça está mais bem preparada que o pai. (e não “melhor”)

 

Você foi pior que eu na prova (e não “mais mal”)

 

Ele é mais malvisto que eu (e não “melhor visto”)

 

c) Os adjuntos adverbiais podem aparecer em forma oracional, caso em que se chamarão orações subordinadas adverbiais. Exemplo:

 

Ela viajará amanhã. (adjunto adverbial de tempo)

 

Ela viajará assim que tiver dinheiro. (oração subordinada adverbial temporal)

 

Será dada atenção especial a essa e outras orações no capítulo intitulado “Período composto”.

 

d) São vários os contornos semânticos dos adjuntos adverbiais. Vejam-se alguns:

 

Adjunto adverbial de lugar: Todos ficaram no estádio.

Adjunto adverbial de tempo: À noite, o espírito fica leve.

Adjunto adverbial de modo: Ela entrou na igreja solenemente.

Adjunto adverbial de negação: Eu não diria isso.

Adjunto adverbial de intensidade: Estamos felizes demais.

Adjunto adverbial de afirmação: Eu realmente disse isso.

Adjunto adverbial de dúvida: Talvez ela venha.

Adjunto adverbial de causa: Por sua causa, fui demitido.

Adjunto adverbial de companhia: Sairemos com uns amigos.

Adjunto adverbial de matéria: Essa pulseira é feita de prata.

Adjunto adverbial de meio: Vamos de carro ou a cavalo?

Adjunto adverbial de concessão: Apesar de você, sou feliz.

Adjunto adverbial de preço: As luvas custaram caro.

Adjunto adverbial de instrumento: Ele removeu o lixo com uma vassoura.

 

e) Algumas palavras e expressões, que não se enquadram rigorosamente em nenhuma das dez classes previstas pela Nomenclatura Gramatical Brasileira, mas se assemelham aos advérbios, são classificadas como palavras denotativas. Estas são divididas de acordo com o seu teor semântico. Observem-se alguns exemplos:

 

Palavra denotativa de adição: ainda, além disso, ademais, etc. Exemplo: O homem chorou. Além disso, desmaiou.

Palavra denotativa de afetividade: felizmente, infelizmente, etc. Exemplo: Infelizmente não pude ir.

Palavra denotativa de aproximação: quase, aproximadamente, etc. Exemplo: Ela quase foi reprovada.

Palavra denotativa de exclusão: só, somente, apenas, exclusive, etc. Exemplo: Eu quis ser gentil.

Palavra denotativa de inclusão: até, também, inclusive, etc. Exemplo: Até você pode vencer.

Palavra denotativa de realce: que, é que, etc. Exemplo: Ela é que começou.

Palavra denotativa de situação: então, afinal, etc. Exemplo: Afinal, que faremos?

Palavra denotativa de retificação: aliás, ou melhor, etc. Exemplo: Ele é japonês, ou melhor, oriental.

Palavra denotativa de explicação ou exemplificação: isto é, ou seja, por exemplo, a saber, etc. Exemplo: Há vários autores de que gosto, a saber: Machado, Lispector, Garret e outros.

 

3) Aposto

 

É o termo que explica, especifica, resume ou enumera outro termo da oração. Vejamos cada um dos quatro tipos de aposto:

 

a) Aposto explicativo: termo que explica, esclarece algum termo da oração. É sempre isolado por sinais de pontuação, principalmente as vírgulas. Exemplos:

 

Naquela segunda-feira, um Natal triste, eu não encontrei ninguém.

 

Alexandre, o engenheiro que contratei, virá aqui hoje.

 

Só faltava uma coisa: o amor.

 

O aposto explicativo pode aparecer sob a forma de duas orações, conforme se vê abaixo:

 

Naquela segunda-feira, que não passou de um Natal triste, eu não encontrei ninguém.

 

Só faltava uma coisa: que ela sentisse o verdadeiro amor.

 

A primeira oração, que tem função adjetiva, chama-se oração subordinada adjetiva explicativa. A segunda, de função substantiva, é classificada como oração subordinada substantiva apositiva.

 

Observação: há autores que consideram ser a oração subordinada adjetiva explicativa um adjunto adnominal, e não um aposto. Discordamos desse ponto de vista, porquanto a referida oração se coaduna mais com a concepção de aposto (algo que explica) do que com a de adjunto adnominal (algo que restringe).

 

b) Aposto especificador: especifica e nomeia o núcleo nominal. Exemplos:

 

A Rua Martins Fontes é muito movimentada.

 

Você é o professor Dílson?

 

Perceba-se que o aposto especificador geralmente nomeia o núcleo, e não o qualifica, como faz o adjetivo com função sintática de adjunto adnominal. Sob essa ótica, os termos destacados abaixo seriam adjuntos adnominais:

 

Moro numa rua tranquila.

 

Ele é um professor genial.

 

c) Aposto enumerador: enumera um termo da oração, desmembrando-o em partes. Exemplo:

 

Há vários aspectos a serem considerados: a miséria, os baixos índices de escolaridade, a violência, entre outros. (os termos destacados enumeram os aspectos mencionados)

 

d) Aposto resumidor: desempenha papel contrário ao do enumerador. Em vez de desmembrar, resume os elementos mencionados em somente um termo, geralmente um pronome. Exemplos:

 

Miséria, baixos índices de escolaridade, violência, tudo deve ser considerado. (o pronome “tudo” resume os elementos mencionados)

 

Aquela família conseguiu realizar seus maiores sonhos, o que muito nos aprouve. (o pronome “o” resume o conteúdo da oração anterior)

 

4) Vocativo

 

É o termo pelo qual se chama um interlocutor real ou imaginário. Vem sempre isolado por vírgula(s). Exemplo:

 

"Deus!, ó Deus!, onde estás que não respondes?" (Castro Alves, Obra Completa, p. 290).

 

Observação: nos vocativos acima, embora seja usado o ponto de exclamação, não se afasta o uso da vírgula, já que aquele, nesse caso, não encerra.                                                                                                                                                     

Este post é Domínio Público.

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Maio 30, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar
 
Em 2009 comemora-se o Ano Internacional da Astronomia

O Ano Internacional da Astronomia em 2009 comemora os 4 séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei. Esta será uma celebração global da Astronomia e suas contribuições para o conhecimento humano. Será dado forte ênfase à educação, ao envolvimento do público e ao engajamento dos jovens na ciência, através de atividades locais, nacionais e globais. 

V Concurso Literário Maracajá 

O V Concurso Literário Maracajá tem suas inscrições abertas até 31 de agosto de 2009. Apesar do tema ser livre, a sugestão dos organizadores é que os participantes utilizem o tema "Astronomia" por ser 2009 o Ano Internacional da Astronomia. Para mais informações consulte:

concursomaracaja@terra.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
http://concursomaracaja.blog.terra.com.br

 

Concurso de Trabalhos Escritos e Desenhos “Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento”

 

A UNESCO e seus parceiros lançam este concurso em comemoração ao Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento (10 de novembro), ao Ano Internacional da Astronomia (ambos estabelecidos pelas Nações Unidas), e aos 40 anos da chegada do homem à lua.

Para participar, estudantes do ensino médio de todo o Brasil devem apresentar trabalhos escritos e/ou desenhos sobre o tema “Nossa presença no cosmos”, até o dia 24 de agosto de 2009.

Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento

 

Mais informações: http://www.brasilia.unesco.org/diadaciencia

Cartaz colorido (formato pdf com 486Kb

Cartaz preto e branco (formato pdf com 436Kb)

 

 

 

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     Sempre é tempo de ouvir uma mensagem de Nova Vida

 

Neste mês de maio, a Igreja de Nova Vida recebe homenagem pelos seus 48 anos de existência e o bispo Tito Oscar, convidado pelo deputado Neilton Mulim (PR-RJ) profere no Senado Federal, em abertura solene, um agradecimento pelo apreço recebido por este momento tão significativo à igreja.

A Nova Vida marcou presença constante na mídia escrita, falada e televisada. Impactou milhares de vidas, através de seus programas e da sua literatura. A sua editora Conselho mantém em sua produção dezenas de livros escritos pelos seus pastores, pelos seus líderes, disse o bispo em seu discurso.

"Em nome do Conselho de Pastores das Igrejas de Nova Vida no Brasil desejamos, principalmente como um dos pastores que participou desde o seu início, da fundação do trabalho, expressar o nosso profundo agradecimento à esta augusta Casa, pela homenagem, pelo reconhecimento a este ministério. Praza aos céus, Senhor Presidente, que esta Casa continue sendo um bastião da verdade. Que ela na pessoa de cada um de seus membros tenha o desprendimento de um Abraão, a pureza de um José do Egito, a coragem de um Moisés, tenha a ousadia de um Daniel e tenha a sabedoria de um Salomão. E mais do que tudo, a disposição de construir um país digno e respeitado, como o fez a seu tempo, o jovem Neemias", concluiu.

O bispo Tito Oscar termina sua reflexão agradecendo a todos os presentes com a célebre frase "Que Deus abençoe a todos, rica e abundantemente."

 

Brasília, 22 de maio de 2009.

Palavras-chave: Homenagem, Igrejas

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