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Janeiro 2009

Janeiro 01, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

Reforma ortográfica entra em vigor a partir de hoje

Além do Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Macau (região administrativa especial da China que também fala o português) assinaram o acordo. O objetivo dos governos com as mudanças foi simplificar e uniformizar as grafias da língua portuguesa, ampliando a cooperação comercial e social entre os países.

 

As principais mudanças nas regras

 

O fim do trema: o acento será totalmente eliminado. A palavra 'freqüente' passa a ser escrita 'frequente'. A única exceção serão as palavras de origem estrangeira.

 

Inclusão de letras: as letras antes suprimidas do alfabeto português (k, y e w) voltam, mas só valem para manter a grafia de palavras estrangeiras.

 

Fim das letras mudas: Em Portugal, é comum a grafia de letras que não são pronunciadas como 'acção' para 'ação'. Elas sumirão. No caso das letras mudas pronunciadas na norma culta de um país, como 'facto', usado em Portugal no lugar de 'fato', consagra-se a dupla grafia.

 

Eliminação de acentos em ditongos: acaba o acento nos ditongos 'ei' e "oi' paroxítonos. Dessa maneira, 'assembléia' vira 'assembleia' e paranóico, paranoico.

 

Acento circunflexo: quando dois 'os' ou dois 'es' ficam juntos, o acento some. Logo, 'vôo' vira 'voo', lêem, leem.

 

Acento diferencial: o acento que diferenciava palavras homônimas de significados diferentes acaba, na grande maioria dos casos. Conseqüentemente, 'pára', do verbo parar, vai ficar apenas 'para', e as formas pêlo (substantivo), pélo (verbo pelar) e pelo (preposição) passam a ter a mesma grafia, pelo. São exceções os acentos que distinguem "pode" (presente do verbo poder) de "pôde" (pretérito perfeito do mesmo verbo) e por (preposição) de pôr (verbo). Passam a ser facultativos acentos diferenciais nos seguintes casos: dêmos (presente do subjuntivo, primeira pessoa do plural) e demos (pretérito perfeito, primeira pessoa do plural), forma e fôrma e nos verbos onde pode haver confusão entre o pretérito perfeito e o presente do indicativo, como amámos (pretérito perfeito) e amamos (presente).

 

Ter e vir: esses verbos e seus derivados continuam a ter acentuação diferenciada no plural e no singular: ela vem, elas vêm, ele contém, eles contêm.

 

Cai o acento do "i" e "u" tônicos dos hiatos em paroxítonas, quando precedidos por ditongo: feiúra passa a ser feiura. Caso a palavra seja oxítona, o acento se mantém, como em Piauí.

 

Proparoxítonas: continuam a ser todas acentuadas, mas passam ser admitida dupla grafia, como nos casos em que há divergência entre os países, como econômico (Brasil) e económico (Portugal). A dupla acentuação vale para todas as palavras onde há esse tipo de divergência, como matinê e matiné, Vênus e Vénus.

 

Verbos: passa a ser aceita dupla grafia em certas formas verbais onde há diferença entre a pronúncia culta e a popular. Assim, averíguo, por exemplo, passa a ser uma forma alternativa de averiguo.

 

Hifens: o acordo estipula novas regras - algumas de interpretação ainda controversa - para o uso do hífen, incluindo normas específicas para a hifenização de nomes de lugares e de espécies de animais e plantas. A maioria dos hifens em palavras compostas desaparece. Assim, pára-quedas vira paraquedas, co-autor vira coautor, contra-regra, contrarregra, anti-semita, antissemita, anti-social, antisocial. Mas circunavegação ganha um hífen e torna-se circum-navegação. Além disso, será mantido o hífen em palavras compostas cujo segundo componente começa com h, como pré-história. Nesse caso, a exceção são os prefixos des e in: desumano, inábil, inumano ficam como são. Em substantivos compostos onde a última letra da primeira palavra e a primeira letra da segunda palavra são as mesmas, será feita a introdução do hífen. Assim microondas vira micro-ondas. A exceção é co: cooperar, coordenar, por exemplo, continuam do mesmo jeito.

 

Não adianta postergar. O melhor mesmo é procurar desde já se habituar com a nova ortografia.

Ana César

 

Palavras-chave: Acentuação, Língua, Ortografia, Regras

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Janeiro 03, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa 01/01/2009

por Ana César

Alfabeto

Nova regra

Como era

Como fica

O alfabeto é agora formado por 26 letras

O 'k', 'w' e 'y' não eram consideradas letras do nosso alfabeto.

Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano

  

Trema

Nova regra

Como era

Como fica

Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano

agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, freqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça

aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça

  

Acentuação

Nova regra

Como era

Como fica

Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas

assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico

assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranóico

Obs1: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.

Obs2: o acento no ditongo aberto 'eu' continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.

  

Nova regra

Como era

Como fica

O hiato 'oo' não é mais acentuado

enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo

enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povôo

O hiato 'ee' não é mais acentuado

crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem

creem, deem, leem, veem, descreem, releem, revêem

  

Nova regra

Como era

Como fica

Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas

pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo), pólo (substantivo)

para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo)

Obs: o acento diferencial ainda permanece no verbo 'poder' (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo - 'pôde') e no verbo 'pôr' para diferenciar da preposição 'por'

  

Nova regra

Como era

Como fica

Não se acentua mais a letra 'u' nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de 'g' ou 'q' e antes de 'e' ou 'i' (gue, que, gui, qui)

argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, obliqúe

argui, apazigue,averigue, enxague, enxaguemos, oblique

Não se acentua mais 'i' e 'u' tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo

baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme

baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume

  

Hífen

Nova regra

Como era

Como fica

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por 'r' ou 's', sendo que essas devem ser dobradas

ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidade, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível

antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentaçã o, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, inrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível

Obs: em prefixos terminados por 'r', permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente, etc.

  

Nova regra

Como era

Como fica

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal

auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado

autoafirmação, autoajuda, autoaprendizabem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.

Obs1: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico, etc.

Obs2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por 'h': anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo, etc.

  

Nova regra

Como era

Como fica

Agora se usa hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.

antiibérico, antiinflamató rio, antiinflacioná rio, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico

anti-ibérico, anti-inflamató rio, anti-inflacioná rio, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico

Obs1: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen

Obs2: uma exceção é o prefixo 'co'. Mesmo se a outra palavra se inicia com a vogal 'o', NÃO se utiliza hífen.

  

Nova regra

Como era

Como fica

Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição

manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento

mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, pára-choque, paravento

Obs: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constitui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgiã o, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi, etc.

  

Observações gerais

O hífen permanece...

Exemplos

Em palavras formadas por prefixos 'ex', 'vice', 'soto'

ex-marido, vice-presidente, soto-mestre

Em palavras formadas por prefixos 'circum' e 'pan' + palavras iniciadas em vogal, M ou N

pan-americano, circum-navegação

Em palavras formadas com prefixos 'pré', 'pró' e 'pós' + palavras que tem significado próprio

pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação

Em palavras formadas pelas palavras 'além', 'aquém', 'recém', 'sem'

além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto

  

Não há mais hífen...

Exemplos

Exceções

Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais)

cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc.

água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa

Palavras-chave: Acentuação, Língua, Ortografia, Regras

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Postado por Ana A. S. Cesar

Academia Brasileira de Letras oferece tira-dúvidas on-line de grafia

 

 

Para tirar dúvidas sobre as mudanças da nova ortografia, os brasileiros podem recorrer à Academia Brasileira de Letras. No site da ABL (www.academia.org.br) está disponível o serviço “ABL Responde”. Os interessados podem digitar questões, que serão enviadas à comissão de lexicografia e lexicologia. Segundo a ABL, não há prazo para o envio das respostas, visto que cada questão requer análise. Não-oficialmente, a internet está cheia de “conversores ortográficos”. A resposta é imediata, mas costuma apresentar falhas. O www.interney.net/conversor-ortografico foi criado pelo empresário Edney Souza. 32, como hobby. “O programa é baseado em regras que pesquisei sobre o acordo ortográrico, mas ele não converte algumas palavras”, diz Souza.

 

fonte: ABL/serviço

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Janeiro 04, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

Não bastasse o Novo Acordo Ortográfico, que entrou em vigor a partir de 1º de janeiro, editores e lexicógrafos, profissionais responsáveis pela inclusão ou não de uma palavra num dicionário, têm de analisar expressões que pipocam, por exemplo, aqui, nas páginas de um jornal, ou acolá, na fala do povo.

Caso de duas contribuições recentes do governo Lula: "pré-sal", que designa a camada abaixo do leito do mar, em que foi achado petróleo. E a expressão "sífu", usada pelo presidente no início de dezembro, em discurso sobre a crise mundial.

Os três principais dicionários do Brasil -"Aurélio", "Houaiss" e "Caldas Aulete"_ já cogitam incluir "pré-sal": "Certamente vai entrar no processo editorial se o governo passar a usar de forma institucional", afirma Emerson Santos, diretor-geral da divisão de livros e periódicos da editora Positivo, que edita o "Aurélio".

Já "sífu" -com acento agudo no "i", já que é paroxítona terminada em "u", deve ficar de fora das atualizações. "Não é novidade, salvo na boca de um presidente. E dificilmente se encontra o registro exceto na fala", diz Paulo Geiger, editor da Lexicon, que publica o "Caldas Aulete". "Ainda estamos em dúvida, mas, sinceramente, acho difícil entrar."

Palavras cruzadas

Tanto "pré-sal" quanto "sífu" foram garimpadas em uma das principais fontes dos dicionaristas: a imprensa. Mas há outros nascedouros de verbetes. "Num dicionário com mais de 230 mil entradas como o 'Houaiss', tudo importa: jornais, revistas, teses, bulas de remédios, literatura, de termino logia, obras científicas, internet etc.", diz Mauro Villar, diretor do Instituto Antonio Houaiss.

Já Paulo Geiger ressalta que o "Caldas Aulete" é muito "sen sível à imprensa como criadora de neologismos", e que as novidades surgem de vários setores, como a culinária, a área de gestão, a economia, a tecnologia etc. Geiger cita o esporte como fonte de verbetes recentes como "cadeirante", que surgiu na segunda metade do século 20 com os Jogos Paraolímpicos. E até mesmo um estrangeirismo usado no tênis e no vôlei, o "ace", do inglês, que significa "saque sem defesa", em que o adversário não alcança a bola e é convertido em ponto.

"Vale ressaltar que não incluímos palavras estrangeiras quando existem correspondentes no português culto. Então não incorporamos 'delivery' porque temos 'entrega', nem 'sale', porque temos 'liqüidação'", diz Geiger, lembrando outra palavra do inglês já incorporada, o "software". "Os franceses têm 'logiciel', mas nós não temos um equivalente."

Atento a outra importante fonte de neologismos, os autores renomados, o editor do "Caldas Aulete" conta que tem em sua "geladeira", no momento, uma expressão popular muito usada pelo escritor baiano João Ubaldo Ribeiro: "culhuda", que significa mentira, e o adjetivo dela derivado, "culhudeiro", que é mentiroso.

"Quarentena"

Há um tempo médio de "quarentena" até que novas palavras entrem nos dicionários. Para Villar, do "Houaiss", os dicionários devem ter novas edições -"e não reimpressões, mas edições de verdade" - num período entre cinco ou dez anos, para não se desatualizarem. Para Emerson Santos, o ideal são edições trienais.

"A editora tem um canal de abastecimento de palavras. A equipe de lexicógrafos recebe e elas ficam na 'geladeira' de três a cinco anos, em média, tempo em que se consolida ou não no uso", diz Santos, que prevê para 2010 uma edição atualizada do "Aurélio", com novos verbetes.

Em todos os casos, a "quarentena" tem a função de evitar que palavras que estão apenas "na moda" sejam incorporadas.

"As palavras e acepções da língua informal levam um tempo um pouco maior para serem dicionarizadas, para sabermos se se trata de um caso de aparição evanescente ou de ocorrência que a língua realmente adotou e incluiu de modo duradouro", diz Mauro Villar.

Paulo Geiger, por exemplo, já se viu às voltas com modismos como "malufar" ou "collorir", referências ao ex-prefeito Paulo Maluf e o ex-presidente Fernando Collor de Mello.

Não sendo mero modismo, o último passo é a redação. Segundo Villar, a nova palavra então "ganha a linguagem e gramática de exposição utilizada pelo dicionário". E "pré-sal", diz ele, entra sim.

   
 
Créditos: Folha de São Paulo, dezembro 27, 2008

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Los Angeles Times


Unique L.A. hospital undergoes complex operation

Barlow Respiratory Hospital,
Dr. David Nelson, medical director at Barlow Respiratory Hospital, says if the hospital can't figure out a way to rebuild before 2013, it could be forced to close.

Barlow Respiratory in Elysian Park has the look of a pastoral summer camp. The 25-acre property is being redeveloped to enlarge the treatment facility while maintaining the campus' homey feel.


The old cottage was lost long ago to the folds of a hillside in Elysian Park, near Dodger Stadium. You do not need a key to get inside.

The door was left ajar some years ago and is now stuck open on a stubborn pile of leaves. Inside, there are faint suggestions of life -- a fork and spoon on a shelf, a frayed Brillo pad. But the elements have corroded the place inside and out. Windows are cracked. There are holes in the roof. The green shower tile is still there, but you can look through the drain into the dirt below.

 
  • Map

Here, 106 years ago, W. Jarvis Barlow built one of the more unusual and venerable pieces of Southern California's healthcare network. Barlow Respiratory Hospital was launched largely to serve tuberculosis patients; Barlow, a New York physician, was himself a patient, prompting his move to California for the warm, dry air, the chief remedy at the time. Patients lived in these cottages, sometimes for years, once they were well enough to leave the central sanatorium.

The hospital has always felt timeless, partly because it looks like a borscht belt summer camp and partly because its central mission -- helping people breathe -- has always been so fundamental. Lately, the hospital has taken on another fundamental mission -- survival.

To achieve that, big changes are afoot on the hospital campus, a scenario that will include a new hospital and the extraordinary opportunity to redevelop 25 acres of pastoral, privately owned land just two miles north of downtown.

The hospital has hired Jensen + Partners, a downtown project management firm, to oversee two dozen urban planners, architects, geologists, traffic analysts, civil engineers, historians and others who have begun piecing together preliminary ideas for the site.

Sarah Jensen, the president and founding partner of Jensen + Partners, said when she started, she attempted to find what are known in the world of real estate as "comps" -- comparable properties that help determine value and demand. "There is no 'comp,' " she said.

That suggests this isn't going to be easy. Barlow, in fact, once tried to sell some of its grounds to the highest bidder to raise money for renovations. It didn't work out.

After the 1994 Northridge earthquake, 11 hospitals were closed, at least partially, because of damage. The state adopted new seismic standards to help ensure that hospitals could continue operating in the event of a large quake -- "and not," said Barlow CEO Margaret Crane, "in parking lots with strobe lights."

"It's a worthy law," Crane said. It is also, in today's economic climate, a tremendous challenge for many facilities.

This is particularly true at a specialty hospital like Barlow, which has just 49 beds and treats complex cases.

A typical patient has at least one chronic disease in addition to an acute medical problem, such as pneumonia, said the medical director, Dr. David R. Nelson.

The average stay is 30 days, 10 times longer than the average at many larger, general hospitals.

If the hospital can't figure out a way to rebuild before 2013, it could be forced to close, Jensen said.

Hospital administrators determined quickly that retrofitting the hospital's main infirmary would be impossible. Barlow is a famously quirky and dated facility, with narrow hallways and nursing stations that are crowded on the best days, and unworkable on the worst.

Five years ago, Barlow decided to sell some of its property to raise enough money to build a replacement hospital. It was a mess from the start.

Prospective buyers declined to tell Barlow what they planned to do with the land. The site abuts neighborhoods that were emptied to make way for Dodger Stadium, and many nearby residents are fiercely insular and protective.

Further complicating the deal, prospective buyers wanted all of the land. Barlow would have had to move. Administrators looked for a place to build "for 2 1/2 years," Crane said. "We went from a one-mile [radius] to two to five to 10. We can't move."

The cost of rebuilding, meanwhile, continued to climb -- $42 million, then $63 million, then $100 million. Barlow made a decision: It would rebuild on one corner of the property. And it would take on a new role. Instead of selling the land, Barlow would become its own developer.

Today, Barlow's agents are taking care of the duties that would have fallen to a developer in a typical land deal -- conducting traffic studies at intersections; leading efforts to ease zoning restrictions at City Hall and making sure there aren't any endangered animals on the site that require special protection.

"It's incumbent on everyone associated with this to do the right thing," Jensen said.

Designing the new hospital, a three-story facility that will bump the bed count to 56, was the fun part.

An industrial engineer on Jensen's team followed nurses with a pedometer and determined that some walked five miles a day without finding the time to see many patients; the new design is expected to cut in half the time nurses will have to spend retrieving supplies and doing paperwork.

Every room will be private; currently there are just 10 private rooms.

Every patient will have a direct sight line to Barlow's campus, which -- even while many of its 42 buildings have fallen into disrepair -- remains leafy and well-maintained.
 


Los Angeles Times
January 04, 2009

Palavras-chave: Notícia, USP

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Janeiro 05, 2009

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Folha *

        CORRIDA

 

A SEMANA em 5 minutos

 

Domingo, 4 de janeiro de 2009

http://www.plataformaarquitectura.cl/cpgarq/albums/userpics/10001/normal_FAU-USP-04~0.jpg

O prédio da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) corre risco de ruir em três ou quatro anos, afirmou o professor Marcos Acayaba: "Se não fizermos nada, teremos um colapso da estrutura".

 

(*)  agradeço a colaboração do TOM em http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u484432.shtml 

 

Palavras-chave: FAU, Notícia

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Janeiro 06, 2009

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http://www.terranobre.com.br/imagens/upload/turismo_virtual/MAC%20Sede%201.JPG

 

 

Exposição no Museu de Arte Contemporânea USP - Cidade Universitária - SP

 

ANTONIO BANDEIRA. Retrospectiva com 140 obras, Desconfigurações reúne pinturas, desenhos e colagens do artista cearense. Trata-se de um belo recorte da produção menos conhecida de Antônio Bandeira (1922-1967), um dos pioneiros do abstracionismo informal no Brasil.

MAC-USP. Rua da Reitoria, 160, 11-3091-3039. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 10h às 16h. Grátis. Até dia 25/01.

Artista plástico e poeta, Antônio Bandeira (1922-Fortaleza / Paris-1967) começou a desenhar ainda criança no Colégio Cearense. Depois, ainda adolescente, estudou sob orientação de D. Mundica, professora de pintura de paisagens com montanhas nevadas.

Quando ainda prestava o serviço militar, em junho de 1941, foi um dos fundadores do Centro Cultural de Belas Artes - CCBA, associação que reunia artistas de origem trabalhadora. Em sua maioria eram retocadores de fotografias, pintores de placas, cartazes de cinema e anúncios. Posteriormente, com adesão ao grupo de escritores e jovens intelectuais do meio universitário, o CCBA deixa de existir para dar lugar à Sociedade Cearense de Artes Plásticas – SCAP, com maior penetração junto às camadas sociais dominantes.

No Ceará, no tempo da Segunda Guerra, foi implantada uma base aérea militar em Fortaleza. Um ponto de pouso e abastecimento no intenso fluxo das tropas e equipamentos dos Estados Unidos e forças aliadas entre América, África e Europa.

Como numa avalanche de informação, os artistas de Fortaleza puderam ter acesso a todos os movimentos artísticos ocorridos na Europa desde o Impressionismo. E nomes que se escutava remotamente passaram a estar em livros com imagens coloridas nas vitrinas das livrarias da cidade juntamente com jornais e revistas estrangeiras. Materiais de pintura, como pigmentos, óleos, vernizes e telas e papéis de qualidade podiam ser adquiridos nas lojas locais. Essa situação estabeleceu condições objetivas de comunicação e aproximação entre pessoas de culturas diversas, criando conexões que permitiram um verdadeiro salto no tranqüilo discurso das artes cearenses.

Rápida foi a absorção dos avanços estéticos pós-impressionistas que caminhavam com modorra no solo cearense. Pode-se facilmente perceber forte influência das artes de Cézanne e Matisse entre os artistas mais jovens, inclusive Antônio Bandeira ( 1922-1968).

Passada a Guerra, ainda em 1945, vários foram os artistas residentes no Ceará que buscaram no sul do Brasil uma vida profissional que a terra natal não proporcionava: Aldemir Martins, Barboza Leite, Carmélio Cruz, Inimá de Paula, Raimundo Cela, Sérvulo Esmeraldo e Antônio Bandeira, os mais destacados.

No Rio de Janeiro, depois de ter exposto individualmente no Instituto dos Arquitetos do Brasil, foi distinguido com uma bolsa de estudos pelo Governo Francês, para onde se transfere em abril de 1946.

 

fonte: Museu de Arte Contemporânea

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Janeiro 07, 2009

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Nehemiah Brown

 

 

Nehemiah Brown performed for Pope John-Paul II in the sala Nervi at the Vatican and in the Olympic Stadium in Rome and at the first appearance of  Pope Benedetto XVI outside of Vatican City in Bari, Italy; for "Children in Crisis" the charity organization of Sarah Ferguson, the Duchess of York; and at Pitti Immagine in Florence, Italy. Mr. Brown directed the 100 elements of The Millenium Voices in the 2000 New Year's eve Concert at the Parco Parterre, Florence, Italy. He is director and co-founder of the Florence Gospel Choir School. In 2001, The Florence Gospel Choir was featured at the Annual Choir Conference at the University of Porto in Porto, Portugal.

Best wishes, Ana.

 

Palavras-chave: Música, videopost

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Janeiro 08, 2009

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As obras de reforma da maior biblioteca pública da cidade começaram em setembro de 2007


Principal biblioteca pública da Cidade, com cerca de 3 milhões de itens, e a segunda maior do Brasil, depois da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, a Biblioteca Mário de Andrade, instalada na região central de São Paulo, está passando por uma ampla reforma. Para tanto, está fechada para o público.


As obras foram iniciadas em setembro de 2007. Em março próximo será entregue a Biblioteca Circulante e a conclusão total dos serviços no prédio principal está prevista para o segundo semestre deste ano. O custo geral da obra está orçado em R$ 15,8 milhões, sendo 85% com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e 15% da Prefeitura.

O prefeito de São Paulo vistoriou nesta terça-feira (06/01) as obras de restauro, parte do Plano Integrado de Recuperação e Modernização do Edifício da Biblioteca Mário de Andrade que faz parte do Programa de Reabilitação da Área Central do Município de São Paulo (ProCentro), cuja finalidade é a revitalização da região central de São Paulo.

Entre as obras previstas, estão a recuperação estrutural do prédio, impermeabilizações das lajes, obras de segurança, restauro das fachadas e do mobiliário original, bem como a integração do prédio à praça Dom José Gaspar com a retirada dos gradis. O setor circulante da biblioteca, que hoje funciona na rua da Consolação, 1.024, também deve retornar ao seu endereço original e terá seu acervo ampliado de 40 mil para 60 mil volumes.

A ampliação das instalações da Mário de Andrade tornou-se viável com a cessão, pelo Governo do Estado, para a Prefeitura, do edifício da antiga sede do Ipesp, localizado na rua Bráulio Gomes, 139, com 7.485 metros quadrados. A licitação para a realização da obra já foi concluída. No momento, a Prefeitura aguarda a liberação dos recursos do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID) para iniciar as obras do prédio do Ipesp.

Para o Anexo da Biblioteca, depois de reformado, será transferida a coleção de periódicos, hoje armazenada em parte no prédio sede e em parte na Biblioteca Prestes Maia, em Santo Amaro.

O prefeito caminhou pelo andar térreo do prédio principal da Mário de Andrade, destinado à Biblioteca Circulante. Percorreu os seis andares do edifício e no último, viu a maquete da obra. "Estamos começando o ano, mantendo as rotinas, no período da manhã fazendo as inspeções. Esta vistoria é muito importante porque a Biblioteca Mário de Andrade representa o principal equipamento público cultural da Prefeitura de São Paulo, portanto, saio bastante satisfeito desta vistoria", disse o prefeito, que ao término da inspeção ganhou uma edição da revista Biblioteca Mário de Andrade, produzida pela Secretaria Municipal de Cultura.

Em meados de março, o público poderá utilizar a Biblioteca Circulante para consultar livros no local ou levá-los emprestados. Já os pesquisadores serão atendidos no prédio ao lado, onde ficam as torres, onde contarão com cabines para os estudos.

Para o secretário municipal da Cultura, a revitalização da Biblioteca Mário de Andrade tem uma grande importância para a região central, lugar da metrópole com maior concentração de equipamentos culturais que, além do extremo valor simbólico, guardam a história da Cidade. O secretário ainda ressaltou que com o processo de revitalização do Centro, várias faculdades e empresas estão se instalando na região.

Histórico da Biblioteca

A Biblioteca Mário de Andrade foi fundada em 1926, a partir do acervo da Câmara Municipal de São Paulo e foi instalada na rua 7 de Abril. Quinze anos mais tarde foi transferida para a rua da Consolação, 94, no edifício que havia sido projetado para abrigar a Biblioteca Municipal. O nome em homenagem ao escritor Mário de Andrade só foi adotado na década de 1960. A biblioteca conta com 3 milhões de volumes entre livros, periódicos, cartões-postais, e outros. Entre os livros mais antigos está uma bíblia datada de 1492.

fonte: Portal da Prefeitura do Município de São Paulo

Palavras-chave: Biblioteca, Educação, Prefeitura de São Paulo

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Janeiro 11, 2009

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Universidade: perversões da autonomia


Defendo o conceito de autonomia como ousadia histórica; nunca para manter a velha universidade elitista, alienada e anacrônica


A RIGOR , o termo autonomia significa capacidade de definir as próprias normas. Em uso corrente, inclui o sentido de autarquia ou capacidade de autogoverno.
Para avaliar objetivamente a questão da autonomia universitária, consideremos dois planos articulados: administrativo e acadêmico.
No plano administrativo, as universidades federais encontram-se travadas por aparato normativo que compromete tanto a missão acadêmica de formar com qualidade quanto o dever de buscar eficiência e economicidade como instituição pública.
Rápidos exemplos triviais. Para atividades de ensino e pesquisa, precisamos de bens de melhor qualidade e serviços mais criativos, pertinentes e competentes, quase nunca baratos.
Porém, segundo a lei de licitações, somos obrigados a contratar pelo menor preço.
Na UFBA (Universidade Federal da Bahia), seis meses de conta de água bastariam para substituir todo o obsoleto sistema hidráulico dos campi, reduzindo o consumo em até 40%.
Não obstante, é proibido mudar rubricas de custeio porque o Orçamento da União é prefixado.
Em qualquer caso, inútil economizar, porque todo o montante poupado tem de ser, ao final do exercício, recolhido ao Tesouro Nacional.
Diligentemente, órgãos de controle externo nos têm auditado. O TCU (Tribunal de Contas da União), aplicando a lei, tem punido dirigentes universitários por irregularidades supostas em procedimentos que, o mais das vezes, visam a viabilizar a gestão universitária.
No plano acadêmico, a universidade se engana, e aparentemente gosta, ao pretender-se autônoma. De fato, longe estamos da mítica autonomia universitária.
Submetidos à crescente judicialização da sociedade, concursos docentes, processos seletivos, transferências e matrículas obedecem a leis e regras mais cartoriais que acadêmicas.
Projetos pedagógicos seguem, na minúcia, diretrizes curriculares estabelecidas por órgãos externos de regulação, influenciados por interesses corporativos e mercadológicos.
Linhas de pesquisa contemplam prioridades definidas por agências de fomento; programas de extensão respondem a demandas ou determinações de organismos governamentais, não-governamentais e empresariais.
A autonomia universitária nos é garantida pelo artigo 207 da Constituição Federal. Então, por que não recebemos orçamento global, definido por metas e planos?
Por que nosso quadro docente e de servidores obedece a regras do serviço público, quiçá adequadas a repartições burocráticas, porém flagrantemente contraditórias com o mandato da inovação acadêmica?
Por que nossos conselhos de gestão não têm autonomia para gerir patrimônio, custeio e receita?
Por que nossos conselhos acadêmicos têm que seguir diretrizes e regulamentos de corporações e conselhos?
Por que nossos conselhos curadores, reforçados com representação da sociedade, não poderiam fiscalizar operação, orçamentos e prestações de contas?
Por que povo e governo não nos cobram transparência, competência, desempenho e qualidade em vez de mera capacidade de seguir regras de controle e normas burocráticas?
O conceito de autonomia da universidade articula meios e fins. Como sua missão é socialmente referenciada, penso que a autonomia dos fins deve ser relativa, com participação e controle social na definição de metas e finalidades. Porém, para cumprir de modo competente seu mandato histórico, a universidade precisa gerir processos institucionais com autonomia plena dos meios.
A universidade brasileira perverte o conceito de autonomia. Onde precisa, não exerce autonomia, pois, em seu cotidiano, a gestão dos meios segue pautas extrainstitucionais e obedece a marcos heterônomos.
Entretanto, docentes e dirigentes reivindicam autonomia dos fins. Tal posição tem justificado, por exemplo, rechaçar políticas de ações afirmativas e inclusão social, o que pouco contribui para tornar mais justa a sociedade que abriga, sustenta e legitima a universidade.
Na atual conjuntura nacional, rica em oportunidades e desafios, pode a defesa da autonomia justificar conservadorismo social, imobilismo institucional e ranço acadêmico? Penso que não.
Immanuel Kant, propondo destradicionalizar a universidade mediante experimentação de novas formas de pensar e agir, propôs a audácia como consigna da autonomia universitária.
Seguindo o grande filósofo, defendo o conceito de autonomia somente como ousadia histórica, jamais para manter a velha universidade elitista, alienada e anacrônica, sempre para transformar e reinventar a vida.

fonte: jornal Folha de São Paulo 11/01/2009 por NAOMAR DE ALMEIDA FILHO (reitor da UFBa)

O populismo vulgar que exala do artigo é o "lip service" pago pelo autor ao ex-esquerdismo que sobrou do suposto governo federal, na verdade um condomínio de seitas e de interesses oligárquicos rançosos e prejudiciais a qualquer pesquisa. Immanuel Kant deve ter tremido no túmulo, ao saber que uso se faz das suas visões sobre a universidade.

Palavras-chave: Notícia, Universidade

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"Tua esposa, no interior de tua casa , será como a videira frutífera ; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor!" (Sl.128:3,4)

Nós, os que cremos na Bíblia e a temos como a Palavra de Deus, nos edificamos e nos alegramos com declarações como essa que temos acima. Temos no texto acima o retrato de uma família plena e segundo Deus. Um Homem, uma mulher e os filhos. Aprendemos assim e fomos criados dessa forma e nos sentimos bem e dentro da vontade de Deus, vivendo dessa forma.

No entanto, os incrédulos e maus tentam destruir essa imagem perfeita da família e, acima de tudo, tentam substituir isso por uma imagem que procura contrariar perfeitamente a ordem divina.

No domingo passado, dia 24 de agosto de 2008, o programa FANTÁSTICO, da Rede Globo, chamou atenção do mundo inteiro para a reportagem acerca da família e procurou mostrar, como família perfeita, dois quadros. O primeiro, mostrando uma dupla de gays que vivem juntos, cuidando de uma criança que adotaram e revelando que aquela criança era feliz, pois tinha tudo que queria: "Tudo" entre aspas, pois esse tudo refere-se a coisas materiais. Além do mais, mostrou que a dupla de gays estava feliz por criar a menina e que já estava na lista dos doadores de crianças, pois pretendem adotar outra criança. Essa, na visão Globo, é uma família... e perfeita.

O outro quadro exibido, foi uma encenação de um casal que estava preocupado com a filha, pois ela não sabia que eles eram casados no cartório e na igreja e que , quando se casaram , a mãe era virgem. Eles estavam preocupados com isso e queriam revelar à filha. Quando ela chegou, o pai procurou fazer essa revelação e a mãe, estava morrendo de medo. A filha, ao ouvir a declaração do pai, ficou horrorizada e desapareceu de casa. E o homem concluiu: "Como é difícil convencer as pessoas daquilo que é imperfeito".

Assim, o mundo todo recebeu essa mensagem inversa do que é perfeito. Na visão Rede Globo, O casamento que para o cristão é perfeito, é uma aberração e imperfeição. O casamento entre gays é o que é certo e perfeito. Juntar-se e ter filhos, de qualquer forma "é o certo", "correto" e pronto.

Isso tudo que a Rede Globo mostra como perfeito, contraria a Bíblia e tem por finalidade desviar seus telespectadores da verdade da Bíblia e da visão de um Deus Pai, perfeito e de sua criação desde o principio. As revelações de Deus são para os escolhidos e não para os incrédulos que insistem em serem incrédulos.

Assim, cabe aos crentes na Bíblia Sagrada, um preparo, cada vez melhor e maior , para enfrentarem um mundo que se aproxima , trazendo consigo, toda uma filosofia contradizente à Bíblia, a Palavra de Deus. É preciso lembrar que a própria Bíblia diz que nos fins dos tempos, os homens estarão substituindo a verdade pela mentira e a justiça pela injustiça e o bem pelo mal.

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM872952-7823-AS+NOVAS+CARAS+DA+FAMILIA+BRASILEIRA,00.html

Este é o exemplo fatídico daquilo que estamos dizendo, há tempos: Os caminhos morais pelos quais estamos enveredando, dando as costas ao que nos diz a Bíblia, a Deus e a tudo o que nos faz sermos humanos conscientes, ao ponto de "se brincar" e escarnecer de conceitos familiares tão sérios e outrora tido por inegociáveis, como fez e faz a Globo e grande parte da mídia de entretenimento, é um sinal mais do que claro de que nossa sociedade clama... E, como aconteceu com Sodoma, o clamor da cidade deverá "subir" até ao Senhor Deus... (Gn. 18:20).

fonte: Reflexão do Pastor Artur Eduardo, professor e pastor da Igreja Evangélica Congregacional Aliança.

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Janeiro 17, 2009

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"Não tenho talento para socialite"

Viagens de primeira classe? Cachorrinho na bolsa? Quando se trata da empresária Natalie Klein, herdeira das Casas Bahia, nenhum dos lugares-comuns sobre moças ricas se aplica. Exigente e determinada, a paulistana de 33 anos construiu seu próprio reinado fashion


Natalie em meio às obras da futura loja Marc Jacobs: o primeiro endereço da grife na América Latina

Terça-feira passada, saída do restaurante Gero, nos Jardins. Um ambulante tenta vender bilhetes da Mega-Sena a uma cliente que acaba de almoçar ali. "O prêmio é de 7 milhões de reais", argumenta para a moça de camiseta preta e óculos escuros. Ele nem imagina estar diante da herdeira de uma das grandes fortunas brasileiras, o que não é raro quando se trata de Natalie Klein. Fora dos círculos de moda e de leitores atentos de coluna social, pouca gente sabe quem é e que cara tem a neta do fundador das Casas Bahia, rede de varejo que faturou 13,7 bilhões de reais em 2008. Esse jeito discreto, além, é claro, dos recursos familiares, ajudou-a a construir seu próprio patrimônio, a NK Store. As roupas que saltam aos olhos sem chamar atenção demais, exceto nos preços, colocaram a butique de luxo inaugurada por ela há doze anos no topo da lista de preferências das meninas e senhoras muito ricas de São Paulo. As clientes vão à loja da Rua Sarandi (que também tem entrada pela Haddock Lobo) até três vezes por semana – há 15 000 delas cadastradas. Gastam, em média, 2 500 reais em cada visitinha dessas.

Se os cartões de crédito dessa turma tivessem limite, ele seria estourado com pompa e circunstância a partir da próxima sexta (23). É para quando está prevista a inauguração de mais um pedaço do minirreino fashion de Natalie: o primeiro endereço da badalada grife Marc Jacobs na América Latina. Instalada no imóvel de 360 metros quadrados onde outrora reluziam brilhantes da joalheria Tiffany, a loja abrigará criações do estilista americano antes vendidas apenas nos 1 050 metros quadrados da vizinha NK. "Fico emocionada por construir meu próprio caminho", diz a empresária, em meio às obras. "Não tenho talento para socialite."

Seja ao falar de tapumes, de uma sandália Givenchy ou de seus vinte cavalos, Natalie Klein não demonstra vestígio da imagem habitual das herdeiras. Naturalmente, teve tudo de melhor ao longo da vida, como qualquer nascida em berço de ouro. Mas não espere vê-la com um cachorrinho dentro da bolsa – apesar de ter seis totós, que reveza entre seu belo apartamento no Itaim e uma fazenda em Sorocaba. Sua afetação parece inversamente proporcional à fortuna. Nas viagens internacionais, quando não dá para pegar carona num dos aviões da família, nem cogita comprar bilhete para a primeira classe. "Fico confortável na executiva, pois sou pequenininha", explica ela, que tem 1,61 metro de altura. "Até uns dez anos atrás, minha família viajava de econômica", diz. E se por acaso você tem impressão de, certa feita, tê-la visto num vagão de metrô em Londres ou Nova York, saiba que provavelmente era ela, sim. "Se estamos no exterior a trabalho, usamos transporte coletivo sem drama", afirma Thiago Costa Rêgo, diretor de marketing da NK e braço-direito da empresária.


Com o atual namorado, Tufi Duek: "Minha intimidade não é interessante. Não sou famosa"

Cair nas graças de um peso-pesado da moda internacional como Marc Jacobs serve para Natalie como um tapa com luvas (não necessariamente de pelica, já que a moça é desprendida) em parte da sociedade paulistana. Quando abriu a NK, em 1997, aturou muito patrulhamento pelo fato de ser neta de quem é. "Achavam que eu era só mais uma menina querendo brincar de lojinha", lembra. Determinada, trancou o curso de arquitetura na Faap no último ano para dedicar-se ao negócio. Sim, o capital inicial veio do pai, Michael Klein, que investiu o equivalente a 1 milhão de dólares na empreitada, mas ela botou a mão na massa sozinha. "Decidi não me envolver na empresa da minha família, por isso não admitia a possibilidade de não dar certo", diz. Vendia, no início, além das peças de sua própria marca, cinco grifes internacionais – hoje são catorze, entre elas Stella McCartney, Missoni e Lanvin –, em cujas portas foi bater munida somente de lábia, figurinos fantásticos e, vá lá, da confiança que só tem quem dispõe de um belo extrato bancário. "Natalie conhece muito bem suas clientes, que possuem perfil semelhante ao dela", afirma a expert em moda Gloria Kalil. "Isso explica todo o seu sucesso."

Centralizadora, aprendeu a mandar ainda criança. Tinha 8 anos quando os pais se separaram e, na ausência da mãe, a decoradora Jeanete Roizman, virou "a dona da casa". Aos 10, contratava as empregadas e governantas, a quem solicitava organizar a despensa em ordem alfabética. Se a lição de casa dos dois irmãos (ela é a filha do meio) não saía a seu contento, apagava tudo e mandava-os refazê-la. O caçula, Raphael, hoje trabalha como diretor de marketing da rede e o mais velho, Leandro, morreu em 2001, aos 27 anos, vítima de câncer. "Pode parecer piegas, mas meu grande sonho é ver as pessoas que amo com saúde", diz ela. "Passamos por um inferno ao perder meu irmão."

Quando começa a contar histórias de sua menina-dos-olhos, Michael Klein, seu tutor no mundo empresarial e sócio, fica emocionado de orgulho. "Hoje as pessoas a procuram por causa de seu brilho próprio, não por ser herdeira da Casa Bahia", afirma. Pai e filha planejam, um dia, montar uma linha de roupas populares para vender nas lojas da rede de varejo. "Se ela quiser vir, mando instalar um escritório na hora", diz, sem convicção de que isso possa acontecer de fato. Uma das poucas ocasiões em que Natalie trabalhou para o negócio da família foi aos 5 anos de idade: um comercial de televisão em que dividia a cena com Pelé. A brevíssima carreira de miniatriz deu lugar a muitas travessuras. Exigia os mesmos direitos que os irmãos. Se um deles ganhava uma mobilete, queria uma também. Não tinha medo de pular muros e fazer trilhas. O ônus dessa inquietação veio na forma de incontáveis fraturas, luxações e torções. Aos 15 anos, passou um mês no hospital após ser atropelada quando andava de moto. "Quase perdi a perna", recorda. "Quebrei cada braço pelo menos duas vezes." Depois de adulta (está atualmente com 33 anos), encarou o Rally dos Sertões e, adivinhe, capotou o carro e foi parar num hospital em Palmas, no Tocantins, de onde saiu com escoriações.


Em seu apartamento, com a maltesa Nina, um de seus seis cães: ela adora bichos de estimação

Na adolescência, driblava os seguranças, com quem odiava andar, para flanar ao lado das amigas ou dos namoradinhos sem supervisão. Uma de suas táticas era entrar no cinema e, cinco minutos após o início do filme, sair de fininho enquanto sua escolta a esperava lá fora. Hoje, jura, a necessidade de proteção não a incomoda mais. "Vivo num país em que as pessoas passam fome. Não posso reclamar de absolutamente nada", afirma. Língua solta para falar de moda, estilo e negócios, ela controla muito bem as palavras (por motivos óbvios) se o assunto é segurança. Seu carro e algumas partes do apartamento onde vive são blindados e, se precisa ir a um prédio desconhecido, uma equipe visita o local previamente para avaliar o risco. Curiosamente, quem a vê pelas ruas ou caminha a seu lado não se dá conta de que há guarda-costas em volta. "Eles são treinados para ser invisíveis", limita-se a dizer. Além de não facilitar a vida de malandros mal-intencionados, a tática garante a ela alguma privacidade. Evita, por exemplo, repetir episódios como o do dia em que comprava calcinhas numa loja e se deu conta de que a vitrine estava tomada por seguranças. "Mostrei uma peça e pedi a opinião deles", brinca.

Outro capítulo capaz de deixá-la monossilábica é sua vida amorosa. "Minha intimidade não é interessante," explica. "Não sou famosa." Proibiu veementemente o atual namorado, o estilista e empresário Tufi Duek, 54 anos, de fazer qualquer confidência sobre seu relacionamento. "Natalie é uma mulher muito inteligente e conseguiu criar uma loja parecida com ela: discreta, moderna e cool", declara, obediente. Os dois começaram o namoro em meados de 2008, pouco depois de ela se divorciar do marido, Anuar Tacach, com quem ficou durante nove anos – não tiveram filhos. "Conti-nua-mos amigos", diz ele. Segundo Natalie, não sobraram traumas. "Meu fundo do poço é bem raso", afirma. "Estou numa fase muito feliz, tanto pessoal quanto profissional", prossegue ela, e volta a falar do que realmente gosta: bons negócios. "Quero, daqui a dez anos, continuar a ter nas mãos as grifes mais legais do mundo. Meu sonho é ser na moda o que meu pai é no varejo."

O que é que a NK tem

Alguns dos looks que fazem o sucesso da butique, exibidos por clientes bacanas

Do total de vendas da NK Store, 80% são da marca própria ou de sua segunda linha, a Talie. O restante é dividido por três grifes brasileiras e outras catorze internacionais – essas últimas, como na concorrente Daslu, costumam ter preços mais altos que as etiquetas nacionais devido às taxas de importação e ao câmbio. Combinar com maestria diferentes elementos de todas elas é o ingrediente fundamental da receita de moda de Natalie Klein. As três editoras de moda ouvidas por Veja São Paulo utilizaram a mesmíssima palavra para se referir à moça e seu guarda-roupas: cool. "Ela sempre fugiu do estilo de quem quer aparecer", define Lilian Pacce, do jornal O Estado de S. Paulo. "Ostentar é cafona. Hoje, as pessoas não compram as coisas para se mostrar aos outros", concorda Natalie. Confira looks montados por ela e sua equipe, vestidos pela produtora musical Julia Petit, pela figurinista Lara Gerin e pela estilista Amalia Spinardi, todas clientes da loja.


A produtora musical Julia Petit usa vestido
de couro Marc Jacobs
(4 400 reais) com sandálias
Sonia Rykiel (3 610 reais)...

  
...vestido Sonia Rykiel (9 570 reais) com botas
Givenchy (5 990 reais)...
  
...e vestido Marc Jacobs (2 400 reais) com sandálias
Sonia Rykiel (3 260 reais)

 

 

A figurinista Lara Gerin usa vestido Sonia Rykiel
(11 940 reais) com sandálias NK (195 reais)...
  
...e camiseta Marc Jacobs (360 reais) com saia Missoni
(7 200 reais) e sapatos Givenchy (3 720 reais)

 

 

A estilista Amalia Spinardi usa vestido Talie
(1 590 reais) e sandálias Sonia Rykiel (3 610 reais)...
  
...e camiseta Sonia Rykiel bordada (1 795 reais),
saia pink da mesma marca (2 195 reais) e sandálias
Givenchy (3 290 reais)

 

 

Momentos em família

 


O pai, Michael, e o irmão, Raphael: quando a lição de casa ficava ruim, Natalie apagava tudo e obrigava o caçula a refazê-la

 

A mãe, Jeanete Roizman, conta que o gosto para moda nasceu cedo: "Aos 3 anos, ela escolhia as próprias roupas"

 

Entre o avô Samuel e a avó Chana, com uniforme do seriado Chips: menina irrequieta, quebrou cada braço duas vezes

 

fonte: Veja São Paulo 

sábado, 17 de janeiro de 2009

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Palavras-chave: Perfil, Reportagem

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O filho adolescente de John Travolta poderia ter

sido salvo se o ator não fosse adepto da cientologia?

 

John com a esposa, Kelly Preston, e os filhos, Ella Bleu e Jett

O casal John Travolta e Kelly Preston vive um momento devastador: a morte de seu primogênito. Jett, de 16 anos, foi encontrado desacordado no banheiro da casa de veraneio da família nas Bahamas, na manhã do dia 2. Apesar dos esforços do pai para reanimá-lo com massagem cardíaca e respiração boca a boca, o rapaz não resistiu. A autópsia do corpo, realizada a pedido da família, apontou uma crise convulsiva como causa da morte. Um enigma, contudo, persiste: poderia Jett ter sido salvo, não fosse Travolta um adepto da cientologia? Essa seita bizarra, que faz sucesso entre as estrelas de Hollywood, sustenta que os distúrbios mentais são fruto de fraquezas humanas e que devem ser tratados por meio de "cicatrização espiritual". Ou seja, nada de remédios. O que isso tem a ver com a tragédia? Bem, o produtor Joey Travolta, irmão do ator, diz que o sobrinho era autista. Mas seus pais se recusavam a admitir isso e a tratá-lo, visto que a cientologia não aceita a existência desse distúrbio.

O assunto é espinhoso desde 2003, quando Kelly Preston comentou os problemas do filho em um programa de televisão. Os Travolta, que têm outra filha, Ella Bleu, de 8 anos, atribuíam as convulsões de Jett à síndrome de Kawasaki. De origem desconhecida, essa doença consiste na inflamação de vasos sanguíneos, principalmente as artérias. Provoca febre alta, inchaço dos lábios e nódulos linfáticos do pescoço, que podem levar a paradas cardíacas e aneurismas. Nos momentos agudos, é possível ocorrerem convulsões. A enfermidade foi diagnosticada quando Jett tinha 2 anos – mas isso só torna tudo mais nebuloso. Os especialistas afirmam que a doença poucas vezes é fatal e raramente atinge crianças de mais de 8 anos. "A síndrome de Kawasaki, quando diagnosticada no início, pode ser tratada em duas semanas, sem deixar sequelas", diz o infectologista Pedro Takanori, do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Joey Travolta participou das filmagens de um documentário sobre autismo e, segundo um amigo, viu seu sobrinho Jett em cada um dos 65 jovens autistas entrevistados. Hoje, ele faz parte de grupos, ao lado de John Schneider, Jenny McCarthy e Jim Carrey, cujo objetivo é ajudar os pais a lidar com filhos autistas. Apesar de insistir, Joey não conseguiu que o irmão aceitasse a condição do filho. O autismo é um distúrbio que compromete o desenvolvimento de habilidades sociais e comunicativas. Crises convulsivas estão entre suas características. Segundo os advogados de Travolta, o tratamento de Jett combinava a purificação espiritual da cientologia com um anticonvulsivo prescrito por neurologistas. Mas o medicamento mostrou-se ineficaz para conter as crises convulsivas e foi suspenso. A saúde do garoto ficou por conta das bizarrices da seita. Se isso contribuiu para sua morte, talvez nunca se venha a saber.

fonte: revista Veja 14/01/2009

Palavras-chave: Celebridades

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É o começo ou o fim?

Sob uma crise que ameaça a hegemonia americana no mundo, Obama toma posse com um desafio enorme: ou apruma os EUA para manter o país como potência dominante no século XXI ou administra o declínio de uma supremacia que moldou o planeta tal como o conhecemos hoje


PROTEÇÃO MÁXIMA
O novo presidente: sua posse será um evento global, com uma segurança espetacular

 

Na noite em que conquistou o direito de candidatar-se à Casa Branca, em junho passado, Barack Hussein Obama comemorou diante de eleitores entusiasmados com um discurso de otimismo. "Nesta noite, marcamos o fim de uma jornada histórica com o começo de outra – uma jornada que trará dias melhores para o país", prometeu. Agora, ao falar sobre o conteúdo do discurso que fará em sua posse, Obama disse que pretende apenas ser o mais honesto possível com o povo americano sobre "quais são as circunstâncias" do país. A redução da escala retórica, das alturas de "dias melhores" para a dureza das "circunstâncias", é um reflexo sombrio da realidade. Nesta terça-feira, ao tomar posse como o 44º presidente dos Estados Unidos, Obama herdará um país de poderes incontrastáveis. É um mamute militar, a maior economia do planeta, uma potência tecnológica e cultural. Mas, como sombra de mau agouro sobre todo o seu gigantismo, o país se encaminha para uma das maiores crises econômicas de sua história, cuja gravidade coloca em xeque a própria hegemonia americana no mundo.

Como o primeiro negro a presidir o país, a posse de Barack Hussein Obama, 47 anos, é, mesmo, o coroamento de uma jornada histórica. A dúvida é saber se seu governo marcará o início de uma nova era, aprumando os EUA para manter seu status de potência dominante no século XXI, ou se será o começo do fim de uma supremacia que moldou o planeta tal como o conhecemos hoje. Sua posse, como convém aos impérios, será um evento global. A segurança é espetacular, com 20.000 homens, 150 equipes de agentes à paisana e especialistas em tudo – segurança cibernética, material biológico, libertação de reféns. Para chegar aonde as coisas estarão acontecendo, qualquer cidadão terá de cruzar anéis de segurança, cada um mais restritivo que o outro, em que toda a bagagem será revistada e não passará nem guarda-chuva.

Para a solenidade da posse, já saíram 240 000 ingressos. No total, Washington espera receber entre 2 milhões e 4 milhões de visitantes. Até agora, a lista inclui 102 bailes, recepções e jantares, a ser realizados em hotéis, escolas, teatros, igrejas e até museus. O primeiro baile, organizado pelas mulheres negras, estava previsto para a noite de sexta-feira. No sábado, haverá onze festas. No domingo, dezenove. Na segunda, 27. Na terça, 44. Os eventos são organizados pelas mais diferentes tribos. Índios, asiáticos, jovens (maiores de 18 e menores de 35), religiosos "progressistas", ecológicos (só com comida orgânica), gays, latinos, empresários, poetas, crianças (com show de marionetes), jornalistas, militares, artistas. Um único evento reunirá estrelas como Beyoncé, Shakira e Stevie Wonder. Num cardápio quase infinito, haverá a festa do cachorro-quente (no estilo de Chicago, claro), a festa das ostras, a festa sem álcool. A animação dos encontros será feita por uma miríade de DJs e bandas, entre as quais uma tal de "Beleza Brasil" (da Bahia, claro).


PROTESTOS
O desafio de Obama é reverter o ódio que Bush inspira em boa parte do mundo

Por trás do clima festivo, no entanto, estará a carranca da crise. Nos dois meses que separam a eleição e a posse de Obama, ela agravou-se de modo alarmante. Cerca de 1 milhão de empregos evaporaram. O crédito está congelado. O poder aquisitivo dos americanos, cuja gastança manteve a economia mundial numa alegre espiral por anos a fio, está desabando. Dia desses, em palestra numa universidade, Obama admitiu que o país precisava de "medidas dramáticas já" e que a solução da crise "levará tempo, talvez muitos anos". Na semana passada, seus auxiliares se empenharam para convencer o Congresso a liberar a segunda parcela do socorro financeiro ao mercado. Lawrence Summers, seu principal assessor econômico na Casa Branca, esteve no Congresso três vezes e despachou duas cartas aos parlamentares, prometendo bom uso do dinheiro. A parcela, enfim liberada, é de 350 bilhões de dólares. Antes, a equipe detalhou o primeiro plano de Obama para atacar a crise. É um monumental pacote de estímulo de 825 bilhões de dólares para dois anos.

É o pacote da salvação? Nem seus autores acreditam nisso. É apenas – se é que se pode dizer "apenas" – o maior socorro já proposto no planeta para salvar uma economia do colapso. Os sinais de desequilíbrio não cessam de pipocar, acompanhados de suas cifras espetaculares. Na sexta-feira passada, a crise projetou-se sobre o Citigroup, o gigante financeiro prestes a ser fatiado, e o Bank of America, o maior banco americano, que pediu um novo socorro financeiro ao governo, desta vez de 20 bilhões de dólares. "As dificuldades de Obama são muito mais profundas e mais globais", escreveu o colunista Martin Wolf, em artigo no Financial Times que teve repercussão entre economistas.

Há uma corrente de analistas advertindo que a crise americana pode ser tão grave, ou até mais grave, do que a prolongada recessão do Japão nos anos 90. "Se o foco for apenas estabilizar o sistema financeiro, gastaremos trilhões de dólares sem nenhuma reforma e acabaremos no mesmo lugar", disse o economista Bruce Scott, da Universidade Harvard. E o que deve ser feito já? "Não há medida salvadora", responde Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia, em Berkeley. "É necessário um pacote de estímulo fiscal, recapitalizar os bancos e reestruturar as hipotecas", completa. "É preciso cortar alíquotas de imposto, e o governo precisa deixar de ser alcoviteiro de interesses especiais, como os da indústria automobilística", disse Edward Prescott, o Nobel de 2004.

Ciente dos desafios, Obama já anunciou que consumirá as primeiras três semanas de seu governo em entrevistas, palestras e coletivas para obter apoio no Congresso ao pacote de 825 bilhões de dólares. Pela opinião pública, ele assume com mais de 80% de aprovação, índice notável em comparação até com o de antecessores muito populares, como Ronald Reagan. Obama tem mostrado interesse particular pelo governo de Franklin Roosevelt (1933-1945), que arrancou os EUA da depressão. Examinou as palavras e até o tom com que Roosevelt se dirigia, sempre através do rádio, ao povo americano. Também leu o livro do jornalista Jonathan Alter, The Defining Moment, que descreve os primeiros 100 dias de Roosevelt.

As comparações entre Obama e Roosevelt, embora corriqueiras, não são muito apropriadas. Primeiro, porque Roosevelt assumiu quando a crise já estava no meio do caminho e teve o auxílio economicamente dinamizador da II Guerra. Segundo, porque a vitória de Roosevelt demoliu o quadro partidário da época, levando 29% do eleitorado republicano. Obama levou só 9%. Nem o partido democrata é mais o mesmo. "A militância de base hoje é menos organizada devido ao declínio da velha máquina política e ao encolhimento do trabalho sindicalizado", disse a VEJA o professor Howard Reiter, da Universidade de Connecticut, especialista nos partidos americanos. "Hoje, os democratas se fiam em doações de lobistas e aliados milionários tanto quanto os republicanos." Em certa medida, portanto, o desafio de Obama é até maior do que o de Roosevelt.


SÓ PIOROU
Fila de desempregados, em Nova York: da eleição até a posse de Obama, 1 milhão de empregos evaporaram

Por ser a primeira eleição de um negro para a Casa Branca, a vitória de Obama acabou nublada por alguns mitos – como o de que teve um desempenho espetacular. Obama quebrou uma barreira histórica, a racial, mas ganhou 53% dos votos populares e 365 votos no colégio eleitoral, o que não é pouco, mas também não é esmagador. Ele teve o apoio decisivo dos negros e empolgou o eleitorado jovem, mas, de novo, o saldo final foi menos radiante do que se imaginou. "O comparecimento às urnas dos jovens foi menos dramático do que alguns analistas anteciparam, mas é significativo que tenham escolhido Obama por uma margem bem superior à de outras eleições", disse a VEJA o cientista político Larry Bartels, da Universidade Princeton. Por fim, Obama teve a ajuda da impopularidade de George W. Bush e da gravidade da crise. Ira Katznelson, ex-presidente da Associação Americana de Ciência Política, ponderou a VEJA: "Acredito que Obama venceria a eleição sem a crise, mas a vitória seria bem mais apertada".

Tudo isso – o esforço para vencer e as dificuldades do futuro – torna a posse de Obama um evento ainda mais relevante. Além de lidar com a crise econômica, ele terá de resgatar o respeito, a admiração e o apreço de que os Estados Unidos gozavam no mundo, mas que foram destroçados pelo governo de Bush e seus auxiliares mais obtusos, o vice-presidente Dick Cheney e o ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld. O trio é responsável por parte do ódio que Bush desperta no mundo e que, naturalmente, passou a ser associado aos Estados Unidos. Na largada, Obama conta com imensas vantagens para lidar com esse legado desmoralizador. Tolerante e pragmático, ele é o primeiro presidente-celebridade. Pode ser porque a imprensa o adulou. Ou porque sua família, com a mulher exuberante e as duas simpáticas filhas pequenas, seja perfeitamente fotogênica. Ou porque é o primeiro negro a chegar lá. O fato é que, talvez por tudo isso junto, boa parte do mundo lhe é simpática. Se Obama falhar, portanto, não terá sido por falta de torcida a favor.

  

EUA: Uma terra de oportunidades

O mais precioso dos valores americanos, a igualdade
de chances de vencer na vida, ganha novo impulso
com a posse de Obama


FIM DE FESTA
Casal no sofisticado balneário americano de Bridgehampton: a ressaca do consumo sem limites

 

Com 300 milhões de habitantes, a maior economia do planeta, influência cultural e poderio militar de dimensões nunca vistas no passado, os Estados Unidos não são um mero país entre outros tantos – são uma experiência política e social que inspira a humanidade. A terra da liberdade e das oportunidades deu ao mundo a primeira república moderna, os conceitos de democracia, direitos de cidadania e a livre economia que hoje são os alicerces da civilização. O modelo americano funciona bem há 233 anos, mas sempre esteve sujeito a sustos e solavancos. "É fácil dizer hoje, depois que tudo já aconteceu, que o século XX foi o século americano", disse o cientista político Daniel Nexon, da Universidade Georgetown, em Washington. "Mas, em diversas oca-siões, como a crise de 1929, a II Guerra e a ameaça soviética, o projeto americano esteve em perigo." Entender a gravidade dessas ameaças ajuda a decifrar uma das chaves do sucesso americano: a capacidade de sua sociedade em reconhecer os próprios erros, aceitar desafios e superar obstáculos.

A posse de um presidente negro é um exemplo. Há apenas duas gerações, negros eram proibidos de votar em estados do sul. Devido à segregação racial, sacramentada por lei, negros e brancos separavam-se quando iam à escola, ao banheiro ou usavam o transporte público. As desigualdades ainda persistem – negros ganham, em média, 77% do salário pago aos brancos –, mas sete em cada dez formam parte da imensa classe média americana. Nada menos que 1,1 milhão de famílias negras ganham acima de 100 000 dólares por ano, o que as coloca no patamar superior da sociedade americana. O desafio de Obama, nesse caso, é como lidar com os 25% da população negra que ainda não saíram dos guetos, presos a um círculo vicioso que os mantém na pobreza.

Não há nada mais antiamericano que a pobreza. Não por falta de pobres, mas porque o país se define como uma terra que oferece a todos, independentemente de classe social, credo ou cor da pele, a oportunidade de prosperar mediante o próprio esforço e determinação. A figura do self-made man, o homem que construiu sozinho o seu lugar ao sol, é a personificação desse mito. Os irlandeses, que imigraram em massa no século XIX, eram considerados uma massa de trabalhadores braçais de baixo custo e pouca ou nenhuma educação. Entre 1820 e 1930, cerca de 4,5 milhões desembarcaram nos Estados Unidos. Em 1960, os americanos elegeram o primeiro presidente descendente de irlandeses católicos. Seu nome: John F. Kennedy. Os Estados Unidos recebem a cada doze dias o mesmo número de imigrantes que o Brasil em um ano. A recessão deve diminuir esse fluxo nos próximos anos, mas nada indica que num futuro próximo o país vá se fechar à imigração.

A superação de desafios é uma das habilidades que colocaram alguns presidentes, como Franklin Roosevelt, entre os grandes governantes dos Estados Unidos. Entre 1933 e 1945, Roosevelt não apenas venceu a II Guerra e a Grande Depressão como promoveu enormes avanços na área social. O programa de reformas conhecido como New Deal financiou obras públicas que empregaram 8,5 milhões de americanos e criou os alicerces do sistema previdenciário. O compromisso social americano, em parte cunhado por Roosevelt, não é pôr limites às possibilidades de enriquecimento pessoal, mas dar oportunidades iguais a todos e garantir que o pobre tenha uma existência digna. Uma das propostas mais ambiciosas de Barack Obama é ampliar a cobertura médica para dois terços de um contingente de 47 milhões de cidadãos, 15% da população americana que não possui nenhum plano de saúde, público ou privado. Seu desafio será manter a promessa em tempos de crise financeira, visto que tal medida custaria 75 bilhões de dólares aos cofres públicos. O novo complicador é como fará isso com a economia em recessão.

O economista americano Paul Krugman argumenta que os Estados Unidos foram um país mais igualitário nos anos 50 e 60, pelo menos no que diz respeito à percepção de seus habitantes. Seu argumento é que o grosso da população pertencia à classe média e se sentia realmente como membro dessa faixa de renda confortável. A desigualdade social nos Estados Unidos, medida pelo índice Gini, realmente aumentou significativamente desde 1950 e hoje está entre as mais altas do Primeiro Mundo. Alguns economistas chegam a sugerir que a classe média americana corre risco de extinção – um evidente exagero. Será possível que o sentimento de que existem oportunidades para todos, tão enraizado no modo de vida americano, está se perdendo?

A certeza de que a experiência americana é um acontecimento excepcional acompanha a consciência coletiva desde que os primeiros colonizadores ingleses aportaram no Novo Mundo, no século XVI. Eles trouxeram consigo a ideia de os Estados Unidos como "uma cidade no alto de uma montanha", servindo de referência para os outros povos. "A crença na excepcionalidade americana é algo que permeia todo o espectro político atual", disse a VEJA o sociólogo americano Todd Gitlin, da Universidade Colúmbia, em Nova York. O século XXI traz desafios ao país, como a ascensão das potências econômicas, como China e Índia. O grande perigo é que as novas dificuldades e a atual crise financeira, que lançou desconfiança no capitalismo, podem levar o país a se tornar mais nacionalista, protecionista e isolacionista. Impedir que isso aconteça é outro desafio para Obama.

fonte: revista Veja 

sábado, 17 de janeiro de 2009 

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Palavras-chave: Estados Unidos, Presidente

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Janeiro 18, 2009

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ABL lança dicionário e põe fim a dúvidas do Acordo
"Re-editar" ou "reeditar"? "Coabitar" ou "co-habitar"? As principais dúvidas que o texto do Acordo Ortográfico, em vigor desde o dia 1º, havia deixado foram esclarecidas pela publicação da segunda edição do dicionário da ABL (Academia Brasileira de Letras), que começou a ser distribuído ontem nas livrarias.

O "Dicionário Escolar da Língua Portuguesa", editado pela Companhia Editora Nacional, tem 1.311 páginas e cerca de 33 mil verbetes.

"O que está no dicionário vai ser adotado pelo Volp ["Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa"], diz Evanildo Bechara, membro da ABL e da comissão de língua portuguesa do Ministério da Educação que trata do Acordo.

Volp é o documento que registra a grafia oficial das palavras. A nova versão, com cerca de 370 mil palavras da língua portuguesa, será publicada até o início de março.

Hífen

As principais dúvidas que o dicionário esclarece são em relação ao uso do hífen. De acordo com Bechara, o Acordo não tratava dos prefixos "re", "pre" e "pro" por "esquecimento".

Palavras com esses prefixos, segundo o novo dicionário, devem ser grafadas sem hífen, como "reeditar" e "preencher" -e não "re-editar" e "pre-encher", como interpretaram alguns estudiosos no Acordo.

Embora o Acordo tenha sido assinado por todos os países lusófonos -menos Timor Leste, que deve assiná-lo brevemente-, a ABL afirma que as palavras que geraram dúvidas não foram discutidas com as outras nações. Mas estão valendo no Brasil assim mesmo.

"O Acordo diz que duas vogais têm que estar separadas por hífen, mas se esqueceu do [prefixo] "re". Teria que estar separado, mas isso se choca com a tradição lexicográfica, tanto em dicionários brasileiros como em portugueses", diz Bechara. "Se o Acordo quisesse contrariar essa tradição, teria sido explícito, o que não ocorreu. Logo, a conclusão é a de que houve um esquecimento."

A tradição é um dos princípios do Acordo, segundo a ABL. O quarto e último princípio geral afirma que o Acordo deve: "Preservar a tradição ortográfica refletida nos formulários e vocabulários oficiais anteriores, quando das omissões do texto do Acordo". "O texto do Acordo é curto, não ia abranger as mais de 300 mil palavras que há no Volp", afirma Bechara.

Outra dúvida que o dicionário esclarece é a grafia da palavra "abrupto". O dicionário diz: ""Ab-rupto" é preferível a "abrupto'" --ou seja, as duas formas são consideradas corretas, mas o ideal é usar a hifenizada. Para Bechara, ""ab-rupto" não deve causar estranhamento". As escolas devem priorizar a forma com hífen, disse.

Outro ponto questionável do Acordo que o dicionário esclarece é o caso da acentuação em palavras como "destróier". "O Acordo diz que paroxítonas com ditongos abertos, como "ei" e "oi", perdem o acento. É uma regra específica, mas esqueceu que tem paroxítonas com esses ditongos que terminam em "r", que são obrigatoriamente acentuadas. Como "destróier". Essa regra se choca com a regra específica, mas, entre a regra específica e a geral, ficamos com a geral. Então, o acento continua nessas palavras."

Mas ainda há um ponto que causa confusão: "co-herdeiro" ficou grafada como "coerdeiro" no dicionário, embora no Acordo a indicação fosse para escrever "co-herdeiro". 

Segunda edição

O interessados em consultar o dicionário devem ficar bastante atentos: os verbetes considerados corretos e esclarecedores aparecem apenas na segunda edição da obra.

A primeira, com 15 mil exemplares - já vendidos - , foi publicada com verbetes errados. O problema é que não há na capa selo ou identificação que diferencie as edições - isso ocorre apenas na primeira página, onde está escrito "2ª edição".

Quem comprou a primeira edição deve encontrar a partir de hoje os verbetes que saíram incorretos corrigidos no site da empresa (www.editoranacional.com.br). Caso não esteja no ar, o consumidor pode entrar em contato pelo telefone 0/xx/11/2799-7799 ou pelo e-mail (atendimento@editoranacional.com.br).

 

fonte: ABL (Academia Brasileira de Letras)

domingo, 18 de janeiro de 2009

Palavras-chave: Acentuação, Acordo, Ortografia, Regras

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Os brasileiros que não enxergam também têm suas dúvidas nos acentos que caíram e nos hífens que apareceram ou desapareceram na virada do ano, quando as regras impostas pelo Acordo Ortográfico entraram em vigor no país.

Tudo o que mudou no português escrito mudou da mesmíssima maneira no português convertido em braile, o sistema tátil usado por cegos do mundo inteiro para ler e escrever.

"Todos nós memorizamos as palavras na grafia antiga. Agora precisamos reconstruí-las na memória com a grafia nova. A diferença é que vocês fazem isso com os olhos e nós [cegos], com os dedos", explica Maria da Glória Almeida, chefe-de-gabinete do Instituto Benjamin Constant, no Rio, dedicado às pessoas com deficiência visual.

O Acordo Ortográfico tem impacto no braile porque as palavras desse sistema também são escritas letra a letra. Uma letra tem até seis pontinhos em alto relevo. Cada uma se forma com um número e uma disposição própria de pontinhos.

Os acentos e o trema mudam esse arranjo. O dedo treinado de um cego sente a diferença entre "ü" e"u" e entre "a" e "á".

Se "microonda" agora é "micro-onda", a mesma palavra no braile deixa de ter nove caracteres salientes e passa a ter dez --o hífen têm seus pontinhos característicos.

As mudanças ortográficas haviam sido definidas em 1990 por países que têm o português como língua oficial. O objetivo do Acordo, agora colocado em prática no Brasil, era unificar a escrita do português e torná-lo mais forte no cenário mundial.

Nas escolas

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 0,5% da população do planeta não enxerga. O Brasil teria, por essa conta, 950 mil cegos --o equivalente aos moradores de Cuiabá e Florianópolis somados.

As escolas brasileiras têm, de acordo com o Ministério da Educação, pouco mais de 8.600 alunos cegos, a maioria deles nas mesmas salas de crianças e adolescentes que enxergam.

As lições de braile são dadas fora do horário regular de aula e normalmente vão até a 4ª série, época em que as crianças já conseguem dominar o sistema.

"As nossas preocupações agora são orientar os professores e garantir que a produção dos livros didáticos em braile esteja compatível com a nova grafia", afirma Martinha Clarete Dutra, que responde, no Ministério da Educação, pelas políticas de inclusão.

Martinha é cega. "Apesar de lidar com esse tema todo dia, ainda me pego escrevendo na grafia anterior. Estamos tão habituados... Só depois lembro que aquele acento não existe mais", ela conta.

Por enquanto, não está errado escrever na forma antiga. Até dezembro de 2012, as grafias novas terão de conviver com as velhas --será um período de transição. A partir de 2013, porém, só serão aceitas como corretas as novas regras.

A língua dos sinais, usada pelos surdos, não foi afetada pelo Acordo, já que cada gesto normalmente representa uma palavra inteira.

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Janeiro 19, 2009

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“Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado. E é assim que perdemos pessoas especiais.”

Carlos Drummond de Andrade

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Janeiro 22, 2009

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Eclesiastes 3

 

1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

3 Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

4 Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

5 Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

6 Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

7 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

8 Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

 

Bíblia Sagrada Versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel (Ed.1994)

Palavras-chave: Bíblia

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Janeiro 24, 2009

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http://livramentense.files.wordpress.com/2006/07/livros1.jpg

 

Em março será o lançamento do meu livro "Poesias com Jesus".

 

Palavras-chave: Lançamento, Literatura, Poesias, USP

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 Eça de Queiroz

 

Em novembro de 1845 nascia na cidade de Povoa do Varzim o grande escritor Eça de Queiroz. Filho de mãe solteira, passou a infância na casa dos avós paternos num Vilarejo chamado “Verde Milho” no distrito de Aveiro. Seu pai, ido daqui do Brasil era Juiz na cidade de Viana do Castelo; com a sociedade hipócrita daquele tempo, para não abalar a sua reputação como juiz, não o reconheceu como filho. Só mais tarde o fez casando com a mãe.

Cursou o secundário na cidade do Porto e a Faculdade de Direito na Universidade de Coimbra. Na sala de aula era uma figura! Ele e mais alguns colegas como Antero de Quental e Guerra Junqueiro, que mais tarde atingiriam o firmamento literário, sentavam na última fila; era a famosa turma da coelheira. Enquanto o professor dava aula eles jogavam damas abaixados de trás dos outros. Um ficava de plantão atento à aula do professor, para que se o mestre se dirigisse a algum deles, este soprava baixinho as respostas. Dizia que não estudava para não “contrair a imbecilidade dos Lentes” (professores), e o Guerra Junqueiro dizia: “Para a faculdade dar alguma luz será necessário incendiá-la”.

Admiro-o pela elegância, pela forma, a imagem, a maneira luxuosa de vestir a idéia e, sobretudo pelo modo como combate a mediocridade e a corrupção da sociedade de seu tempo, que ainda hoje perdura, e que fora tão tristemente transplantada no Brasil.

Durante muitos anos, em Portugal, foi o mais discutido dos desconhecidos. Viveu quase sempre no estrangeiro. Como diplomata vivera em Cuba, Inglaterra e Paris – mas nesse tempo os portugueses não viajavam: ir a Paris ou a Londres era uma aventura que marcava um homem durante uma vida. Nestas condições, era natural e lógico, num país de imaginação pronta e juízos fáceis, que se formasse uma lenda em volta daquele autor.

O aparecimento d´O Crime do Padre Amaro foi um escândalo. Era um ataque à Igreja! – e, contudo, com um pouco de ponderação, seria fácil descortinar no autor – que ao refundir o seu livro lealmente lhe introduzira a figura do padre Ferrão – não a intenção de visar a Igreja, mas apenas o padre funcionário público, para quem o sacerdócio era uma carreira em vez de uma vocação.

Na Relíquia, a mesma coisa. Nunca ninguém entendeu o nojo que era a carolice cheia de bafio e bolor da Titi Patrocínio.

Com o Primo Basílio, repete-se o caso. O romance que é, na realidade, a condenação do adultério – tão exaltado e poetizado na velha literatura romântica – e do meio social que o torna quase inevitável, pareceu logo um ataque impudente à família e uma investida contra os bons costumes. E assim Eça de Queiroz, inimigo da religião, passou a ser genericamente "inimigo da moral".

No tipo do Conselheiro Acácio, a burrice solene e burocrática (nunca lhe foi completamente perdoado!), nas ironias cruéis sobre os ridículos portugueses, viu-se em lugar do rude ataque que realmente representavam aos princípios e às modas que então prejudicavam e continuam prejudicando a evolução da sociedade portuguesa, a prova do mais arraigado antipatriotismo.

Com o aparecimento de A Cidade e as Serras, que alterava a velha fórmula, logo uma definição surgiu, fácil, lapidar e simplista: Eça de Queiroz foi “um demolidor que se arrependeu”. A frase pegou – e ainda hoje, quer admiradores quer detratores a falam. Eu não acredito. Arrependimento pressupõe crime. Onde está realmente o crime? – Em ter ridicularizado o que era ridículo e estigmatizado o que era erro? Podíamos falar em arrependimento se víssemos Eça de Queiroz, nos últimos livros cumprimentar respeitosamente o padre Amaro, exaltar o talento do conselheiro Acácio, apertar a mão honrada de Basílio, e falar das virtudes conjugais da pobre Luísa! O que vemos, porém, é muito diverso: cansado de malhar uma sociedade que não parecia querer emendar-se, uma política que cada vez mais se afogava no atoleiro parlamentar, mudou de assunto. Farto da cidade e do século foge para o campo e então temos A Ilustre Casa de Ramires e A Cidade e as Serras, livros de transição, e depois as vidas de Santos, livros de repouso.

Aqui já não cabe a ironia que é uma arma, nem o humorismo que é uma forma de desprezo, porque deixou de haver motivo de combate e de sarcasmos. A doçura aparece porque os assuntos são doces. Aqui não há Amaros, nem Basílios, nem Acácios nem Conde de Abranhos, nem partidos, nem advogados espertos, nem convencionalismos falsos, nem mediocridades triunfantes. Há a simplicidade primitiva do campo e as exaltações espirituais da vida rural.

Não resisto a transcrever algumas frases da sua apreciação do campo:

“Como a inteligência aqui no campo se liberta!... A vida é essencialmente vontade e movimento; e naquele campo plantado de milho, vai todo um mundo de impulsos, de forças que se revelam, e que atingem a sua expressão suprema, que é a forma. E todas belas!... nunca duas folhas de hera, quer na verdura ou recorte se assemelham! Olha aquele castanheiro. Há três semanas que cada manhã o vejo, e sempre me parece outro... a sombra, o sol, o vento, as nuvens, a chuva, incessantemente lhe compõem uma expressão diversa e nova, sempre interessante. Nunca a sua companhia me parece fartar. “É pena que não converse, alguém murmurou”! Como, que não converse? Mas é justamente um conversador sublime! Está claro, não tem ditos, nem parola teorias, "ore rotundo". Mas nunca eu passo junto dele que não me sugira um pensamento ou me não desvende uma verdade. Ainda hoje quando voltava de pescar as trutas, parei; e logo ele me fez sentir como toda a sua vida de vegetal é isenta de trabalho, de ansiedade, do esforço que a vida humana impõe; não tem que se preocupar com o sustento, nem com o vestido, nem com o abrigo; filho querido de Deus, Deus o nutre, sem que ele se mova ou se inquiete... e é esta segurança que lhe dá tanta graça e tanta majestade."

Afinal, se houve algumas vezes intenção moralizadora na sua obra, foi nos primeiros livros. Nos últimos creio que houve essencialmente intenção artística. Foi, como todos nós, moralista e inquieto aos 25 anos e cheio de tolerância aos 50. (Taveiros)

Palavras-chave: Literatura

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Muito bom o artigo de Antonio Cicero, publicado no jornal Folha de São Paulo de hoje (24), sobre a confiança das pessoas com a posse de Barack Obama. A posse do 44º presidente dos Estados Unidos da América foi um acontecimento histórico de merecida festa. O artigo de Cicero tem um achado próspero que praticamente nenhum comentarista havia notado (pelo menos os que li): o fato de Obama ter mencionado os ateus como parte da comunidade americana, na prática rompendo, marcando diferenças, com a aliança teológico-política que governou os EUA nos últimos oito anos.
O discurso de Obama foi sinóptico, com duas características: o novo presidente, ao contrário do que se pensava, aliás, foi frontalmente contra a orientação ideológica governo George W. Bush, porém, com acerto para o clima de alento ao novo exalado na cerimônia, preferiu abordar os temas da política através da moral, dos valores que formaram a tradição democrática dos Estados Unidos.
Há muito desentendimento sobre a formação da democracia americana, seus defeitos e suas virtudes. Há algo de fascinante na maneira de como os americanos recriaram Maquiavel: a tentativa de um projeto que consiga reunir democracia, liberdade, república. Mas há o outro lado da moeda, ainda pensando em Maquiavel, o caso de uma República que se quer também império, uma forma política expansiva, a única forma de República que deu certo no mundo antigo.
Não acato a experiência norte-americana como modelo doutrinário único de democracia, e tenho certa aversão - aliás, reiterada na posse - à maneira de como os americanos juntam, ao contrário dos europeus, o tempo inteiro a política e a liturgia da religião (o séquito de pastores, cânticos e orações da posse), uma questão apontada no Marx de "A questão Judaica", na passagem em que diz que a maior de democracia do século XIX é também a mais religiosa das sociedades. Se assim o for, tanto Bush como Obama compartilham elementos da tradição americana, com o importante diferencial que o presidente anterior buscou fortalecer a teologia política, ao passo que Obama exprime um projeto de nação mais plural, que inclui até o ateísmo na comunidade nacional de um dos mais crédulos países do ocidente.
Tenho uma pequena diferença com o conceito de "sociedade aberta" de Cícero. É claro, todos queremos, em sã consciência, uma "sociedade aberta". Porém de alguma maneira, esta expressão popperiana foi capturada por uma tendência ideológica americana (cujo patrono intelectual é Samuel Huntington, recentemente falecido) que usa a expressão de maneira a entender que há e haverá no século XXI um "choque de civilizações" entre as "sociedades abertas" e "sociedades fechadas" do chamado "oriente próximo". Sem tirar onda de chato nem dogmático, é preciso, de vez em quando, refrescar os significados que podem assumir a expressão "sociedade aberta".
Todos os obscurantismos merecem crítica radical, neste sentido, acho que a moda pós-moderna (e politicamente correta) de pensar o outro sem levar em conta as perversões da alteridade (achar, por exemplo, que o uso da burca tabibã é um apanágio de uma cultura alienígena e distante, simplesmente, sem tecer considerações de valor) começa a ir se desmoralizado no debate político e cultural. Estou entusiasmada. Contudo, a própria versão beligerante do "choque de civilizações", menos que uma defesa da tradição iluminista (a universalidade, mais que pasteurização é precisamente pensar o outro e sua alteridade), no fundo, é um novo historicismo (ver o complexo debate do historicismo alemão) da pior espécie, ou seja, pretende colocar na cabeça das pessoas que as idéias de autonomia (e da emancipação humana, why not?) são tipicidades do mundo ocidental e dificilmente medrarão em outras culturas. Mais que o oriente, a idéia do "choque de civilizações" pretende na verdade é congelar as mazelas do ocidente; foram essas as idéias que fizeram erguer o dogma dos mercados dos anos noventa, criticados por Cicero.
Concluindo, faço uso das palavras do Antonio Cicero as minhas palavras: "A meu ver, o que não consegue mudar são as ideologias. As coisas reais mudam o tempo todo, ora para pior, ora para melhor e, embora não possamos saber o que acontecerá daqui para frente, a verdade é que, no momento em que escrevo, Barack Obama já representa uma mudança real para melhor".

Valeu a pena dar uma lida no jornal de hoje.

(E hoje é aniversário de uma das minhas filhas que mora nos EUA).

 

Palavras-chave: Barack Obama, EUA, Política, Presidente

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Janeiro 25, 2009

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"Com o poder acontece o mesmo que ocorre
 com o tempo: ou o transformamos em nosso
 bicho de estimação ou ele nos devora"

Escrever sobre homens e poder seria de um óbvio ululante. O poder transforma, e nem sempre para melhor. É preciso saber lidar com ele, para que não nos deforme. A pergunta sobre como as mulheres exercem cargos de mando tem várias respostas, e eu já fiz o teste: desde "estão maravilhosas", "estão poderosas", até "andam muito loucas, mandonas demais". Mulheres são gente: seres humanos, complexos e desvalidos como todos. A vida é que andou se complicando muito desde que mulheres (tão poucas, ainda!) começaram a assumir algum poder. A velocidade com que as mudanças sociais acontecem hoje é perturbadora e, embora nossos avós também dissessem "Nossa! Como este ano passou rápido!", hoje nossa vida se transforma em mera correria se a gente não cuidar. Tudo é agora, tudo é imediato, e tudo é aqui e rapidinho. Gaza e Washington acontecem no nosso café-da-manhã.

Com o poder acontece o mesmo que ocorre com o tempo: ou o transformamos em nosso bicho de estimação ou ele nos devora. O bicho de estimação a gente aceita, brinca com ele, gosta dele, adapta-se a ele em certas coisas, nem o ignora nem o bota fora. Mas, se o maltratamos, se o detestamos, ele cresce, vira uma fera e nos come. Já que mulheres no poder são quase uma novidade, é sobre isso que me interessa refletir aqui. Não faz tanto tempo que começamos a assumir funções de ministra, prefeita, governadora, cientista, motorista de táxi e ônibus, reitora, e tantas outras. Não fôramos preparadas para enfrentar esse amigo/inimigo, o poder. Sendo pioneiras, e sem modelos a seguir, a quem deveríamos recorrer, em quem nos inspirar à frente do país, do ministério, dos empregados da estância, dos colegas lidando com grandes máquinas agrícolas ou à frente de sindicatos? Restava-nos a imagem dos homens.

Algumas pensaram em igualar-se a eles, com jeitos e trejeitos de capataz furioso ou comandante carrancudo, isto é, virando a caricatura de homens poderosos. Pior que eles, por estarem inseguras, sendo prepotentes. Outras tentaram disfarçar esse poder com exageros de sedução: muitas foram educadas para agradar, não para mandar, e o espectro da mulher sozinha existe. De um homem sozinho, dizem que está "aproveitando a vida", mas da mulher sozinha eventualmente se comenta: "Coitada, ninguém a quis". E não adianta reclamar: essa ainda é uma realidade burra, um preconceito idiota, mas não falecido. Com todo esse dilema, corre-se em busca de um "jeito feminino de exercer o poder". Isso existe? Tem de ser buscado? E o que será, afinal: um jeito delicado, doce ou cor-de-rosa? Que os deuses nos livrem disso. Talvez seja apenas um jeito humano, pois é o que todos somos: cheios de fragilidade e força, de qualidades e defeitos, todos em última análise com medo de não ser atendidos. Um professor iniciante tinha tanto pavor de não ser respeitado pelos alunos que abusava de punições, notas baixas, gritos e até socos na mesa, que provocavam estes sim, risos nos adolescentes.

O mais positivo pode ser as mulheres, sobre as quais aqui especialmente escrevo, tentarem ser naturais. Nem ir ao posto de comando vestidas de freira ou militar, cheias de convencionalismos, ar gélido e voz de metal, nem sedutoras por medo de perder a feminilidade (seja lá o que pensam que isso é). Ser apenas uma pessoa a quem o poder foi dado pela sorte, pelo destino, pelo mérito (o melhor de todos), por algum concurso, enfim, pelos caminhos da profissão, e tentar fazer isso da melhor forma possível. Para exercer o poder não é preciso nem beleza nem feiura, nem coisa alguma além de preparo e capacidade, humanidade, ética, honradez, informação, entendimento do outro, respeito pelo outro para que ele também nos respeite. Para homens e mulheres o comando é difícil, é solitário. E, acreditem, exige cuidado: porque, se pode ajudar, pode também contaminar. Nada melhor do que agir com simplicidade, lucidez e alguma bem-humorada autocrítica, em qualquer posto e em qualquer circunstância desta nossa vida.

Lya Luft, escritora gaúcha

fonte: VEJA
28 de janeiro de 2009

Palavras-chave: Revista Veja

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  Dos canteiros aos Jardins

Havaianas inaugura loja de 10 milhões de reais na Oscar Freire


  A nova butique da marca: de simplório, só os chinelinhos

Não é e hoje que as Havaianas saíram dos canteiros de obra e foram parar nos pés de celebridades como Angelina Jolie, Brad Pitt, Britney Spears e Kate Hudson. Também não é novidade que a sandalinha de dedo com sola de borracha se transformou num ícone da moda pop e num dos produtos brasileiros mais globalizados só em 2007 foram comercializados 171 milhões de pares, sendo 20 milhões para 65 países. Detalhe: o modelo mais simples, vendido por 8,90 reais em supermercados brasileiros, custa 18 euros (54,70 reais) na Galeria Lafayette, em Paris. Na semana passada, as legítimas ganharam uma loja para chamar de sua. Na verdade, uma megaloja de 300 metros quadrados no coração da Rua Oscar Freire. Batizada de Espaço Havaianas, a butique é a única do mundo que concentra todos os seus 350 modelos. O objetivo da Alpargatas, que lançou o chinelo em 1962, é estreitar laços junto a um público acostumado com exclusividades. E, claro, ser um ponto turístico para os que vêm visitar a via comercial mais elegante da cidade.

"A ausência de fachada convencional, dessas feitas de vitrine e porta de vidro, pode fazer com que um desavisado nem perceba que entrou na loja", acredita Isay Weinfeld, arquiteto que assina o projeto. O teto, formado por um mosaico de claraboias, tem aberturas nas laterais para que a água da chuva irrigue as palmeiras e pitangueiras que fazem parte da decoração. Os bancos, de tronco de madeira pequiá, e o piso de pedra goiás tornam o ambiente bem despojado. Para lembrar a origem popular da marca, uma barraca de feira exibe, como se fossem frutas da estação, os modelos da linha Tradicional, aqueles com a palmilha branca. O lado high-tech da butique fica por conta de um cubo formado por 51 telas de 42 polegadas cada uma, no qual são exibidos vídeos e animações sobre as sandálias. "A ideia é interagir com o imaginário das pessoas", diz o curador das projeções Marcello Dantas, também diretor do Museu da Língua Portuguesa. O sistema de luz, som (há setenta caixas acústicas escondidas no jardim e nas prateleiras) e vídeo é acionado por uma rede de sessenta computadores. Para recuperar os 10 milhões de reais investidos, a Alpargatas espera vender ali 6 000 pares de chinelos por mês, que custam entre 7,90 (modelo infantil da linha Top) e 250 reais (com tiras bordadas com cristais Swarovski).

fonte: Veja SP

28/01/2009

Palavras-chave: Veja São Paulo

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USP 75 anos: universidade celebra aniversário com concerto e exposição

Homenagem inclui o lançamento do selo comemorativo dos Correios; ex-alunos e professores que ajudaram a construir a história da universidade serão homenageados

Osquestra Sinfônica da USP fará concerto comemorativo
Osquestra Sinfônica da USP fará concerto comemorativo

 

A USP (Universidade de São Paulo) completará 75 anos no dia 25 de janeiro e, para celebrar o aniversário, a universidade contará com dois dias de eventos. O primeiro, no Teatro Alfa, está marcado para este domingo (25), e o segundo será na segunda-feira (26), no Memorial da América Latina. Ambos têm entrada gratuita e são abertos ao público.

No domingo, a Orquestra Sinfônica da USP se apresentará no Teatro Alfa, a partir das 20h. Um dos destaques do concerto comemorativo é a execução inédita do Hino da USP, criado recentemente pelo poeta Paulo Bomfim e por Julio Medaglia, maestro regente da orquestra. Os interessados em assistir à apresentação deverão enviar e-mail para o endereço cerimo@usp.br ou entrar em contato com o Cerimonial da Reitoria pelo telefone (11) 3091-3402.

Na segunda, acontecerá a sessão solene do Conselho Universitário a partir das 14h, no Auditório Simon Bolívar no Memorial da América Latina. Durante a sessão, serão homenageadas importantes figuras que ajudaram a construir a USP. Ex-reitores receberão a medalha Armando de Salles Oliveira e personalidades como o professor Paschoal Américo Ernesto Senise, o primeiro doutor da USP, e a professora mais antiga da universidade, Dra. Berta Lange, serão homenageadas.

O hall de entrada do auditório do Memorial abrigará a exposição “USP em Obras – A Construção da Cidade Universitária”, que reúne 60 imagens do acervo da universidade que vão de 1952 a 1972. E, no mesmo dia, haverá o lançamento do selo e do carimbo comemorativos dos 75 anos da USP pelos Correios.

Agenda dos 75 anos

Além dos dois dias de celebrações, outros acontecimentos marcarão os 75 anos da USP. Um deles é a exposição “Tesouros da USP”, que estará na Oca do Parque Ibirapuera, do dia 1º de agosto a 1º de outubro. A mostra reúne peças de várias instituições ligadas à universidade, como o Museu de Arte Contemporânea (MAC), o Museu Oceanográfico, a Estação Ciência, o Museu de Geologia, o Museu de Anatomia, o Museu da Ciência, o Museu de Zoologia, o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), o Parque Cientec, o Museu Paulista e o Museu Republicano.

Na agenda dos 75 anos também está incluída a publicação de obras dos professores estrangeiros que fundaram a USP. Entre os livros que serão relançados pela Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) estão "Navette Literária França-Brasil (A Crítica de Roger Bastide)", com organização de Glória Carneiro do Amaral; "Fidelino de Figueiredo: Visto por ele mesmo e pelos outros", com organização de Claudio Giordano e Nuno Fidelino de Figueiredo e "Fernand Braudel e o Brasil. Vivência e Brasilianismo (1935-1945)”, de Luis Correa Lima.

Ainda no primeiro semestre de 2009, a Edusp também publicará o livro com as imagens da exposição "USP em Obras - A Construção da Cidade Universitária".

Ao longo do ano, está prevista a continuidade de uma série de palestras chamada “Fronteiras do Conhecimento”, cujo objetivo é aproximar importantes cientistas internacionais dos grupos de pesquisa da USP. Em setembro do ano passado, o geneticista inglês Oliver Smithies, Prêmio Nobel de Medicina em 2007, esteve na USP para receber o título de Doutor Honoris Causa. Em janeiro deste ano, o físico norte-americano William D. Phillips apresentou palestras no campus de São Carlos da USP e na Cidade Universitária, em São Paulo.

 

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Palavras-chave: Aniversário, Concerto, Homenagem, OSUSP, USP

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Fiel às origens, USP completa 75 anos

 

Agência FAPESP - Fundada em 1934 com a contribuição de missões estrangeiras, USP completa 75 anos neste domingo (25/1) com expansão da internacionalização. Estudo mostra que mais de 30% da produção científica da universidade teve cooperação internacional.

A Universidade de São Paulo (USP) comemora 75 anos neste domingo (25/1) sendo responsável por mais de 25% da produção científica brasileira e consolidando uma tendência que vem desde a sua origem: a cooperação internacional.

Em 1934, dezenas de professores estrangeiros foram contratados para implementar estudos de ciências básicas e humanidades, nos quais o país ainda engatinhava. A chamada “missão estrangeira” deflagrou uma efervescência cultural que transformaria a USP na maior universidade da América Latina.

Depois de 75 anos, a universidade mostra uma crescente projeção no cenário internacional. Com 380 convênios acadêmicos de intercâmbio em vigência, foi considerada a 113ª melhor universidade do mundo pelo ranking Webometrics – um salto de 15 posições em relação a 2007.

De acordo com um novo estudo sobre os indicadores de ciência e tecnologia em São Paulo, em média 30,4% das publicações científicas produzidas na USP entre 2002 e 2006 foram feitas com colaboração estrangeira. No período anterior, de 1998 a 2002, a média era de 20,9%.

A pesquisa mostra também que a contribuição da USP para a produção científica paulista passou de 48,8% em 1998 para 50,5% em 2006. A fatia da universidade na ciência brasileira passou, no mesmo período, de 23,9% para 25,5%.

De acordo com Leandro Innocentini Lopes de Faria, professor do Departamento de Ciência da Informação do Centro de Educação e Ciências Humanas (Cech) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), um dos autores do estudo, a pesquisa foi feita em duas bases de dados: a Web of Sciences e o Portal Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Os outros autores são Wanda Aparecida Machado Hoffmann, do Cech, José Angelo Rodrigues Gregolin, do Departamento de Engenharia de Materiais da UFSCar, e Luc Quoniam, da Universidade de Toulon, na França.

Segundo Faria, é importante observar que, além da crescente cooperação da USP com instituições estrangeiras mostrada pelas estatísticas, há também uma grande parcela de cooperação com instituições brasileiras.

“Por isso, embora os números mostrem que a USP produz mais da metade da ciência paulista, isso não significa que todas as outras instituições juntas respondam por menos da metade. Há muita produção feita em colaboração”, disse Faria à Agência FAPESP.

Segundo ele, que também é coordenador executivo do Núcleo de Informação Tecnológica em Materiais da UFSCar, no período de 1998 a 2006 houve um crescimento absoluto da produção científica brasileira e a USP acompanhou essa tendência.

“O Brasil passou de 9 mil artigos publicados anualmente para quase 19 mil, aproximando-se dos 2% da produção científica mundial. A USP, portanto, é responsável por cerca de 0,5% da ciência do mundo”, afirmou Faria.

A instituição mostrou participação expressiva nas 22 áreas do conhecimento avaliadas no estudo. Os principais destaques foram biologia molecular e genética – na qual a universidade responde por 32,6% da produção nacional – e ciências espaciais, com 32,3% do total.

“Outro destaque foi medicina, na qual a USP tem 29,9% da produção científica nacional. Trata-se de uma área importante, que concentra o maior número absoluto de artigos publicados. Outras áreas com números expressivos foram biologia e bioquímica (31%), imunologia (29,9%) e psiquiatria e psicologia (29,7%)”, explicou.

Internacionalização planejada

Solange Oliveira Rezende, professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP em São Carlos, – que preside a comissão responsável pelas comemorações dos 75 anos da instituição –, ressalta que a crescente presença da universidade no cenário internacional é resultado de uma ação planejada.

“A internacionalização é uma das principais diretrizes adotadas pela reitoria. O incremento em todos os indicadores de produção científica e na posição da universidade nos rankings internacionais reflete esse esforço e esse foco no cosmopolitismo”, afirmou.

O aumento da internacionalização foi constatado em setembro de 2008, durante o workshop Planejando o Futuro: USP 2034, que visava a delinear os rumos da universidade nos próximos 25 anos.

“Durante o evento foi apresentado um diagnóstico da situação atual da USP, que mostrou os avanços em relação à internacionalização. Mas acreditamos que temos condições, infraestrutura e recursos humanos para avançar muito mais nessa direção”, disse.

Solange conta que a universidade prevê o aumento dos incentivos para enviar estudantes da pós-graduação para estágios no exterior, trazer alunos estrangeiros, ampliar a dupla titulação e aumentar o número de doutorandos fora do país.

“O objetivo é que a USP consolide sua posição como instituição de classe mundial. Atualmente, temos 380 convênios acadêmicos em vigência e mais 370 em tramitação”, disse.

Eventos comemorativos

Uma série de eventos e homenagens marcará o aniversário. No dia 25 de janeiro, às 20 horas, será realizado o Concerto Comemorativo dos 75 anos da USP, no Teatro Alfa, em São Paulo.

O Hino da Universidade de São Paulo será apresentado pela primeira vez pela Orquestra Sinfônica da USP e pelo Coral da USP, sob regência do maestro Julio Medaglia, que compôs recentemente a música – a letra é de Paulo Bomfim.

No dia 26, a partir das 14 horas, uma sessão solene do Conselho Universitário será realizada no Memorial da América Latina, com o lançamento da exposição USP em obras – A construção da Cidade Universitária, que reúne 60 imagens em grande formato, pertencentes ao acervo da universidade, abrangendo o período de 1952 a 1972.

“No dia 26 também serão realizadas homenagens a diversas personalidades que ajudaram a construir a USP. Esse reconhecimento às pessoas que deram sua contribuição à instituição é um dos três aspectos que nortearam as comemorações. Os outros dois são o aumento da visibilidade junto ao público e as perspectivas para o futuro”, disse Solange.

O antropólogo e filósofo francês Claude Lévi-Strauss, que integrou a missão estrangeira a partir de 1935 e neste ano completa 100 anos, será homenageado com o título de doutor honoris causa, em data ainda não definida.

Os fundadores da USP também serão homenageados com seminários e uma exposição itinerante. A Editora da USP publicará obras vinculadas a alguns deles. Os campi do interior também terão uma série de eventos comemorativos.

Mais informações sobre a programação comemorativa: http://www.usp.br/75anos

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Doutor em Ciências no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, Carlos Vogt apresenta em seu livro Cultura Científica: Desafios (EDUSP/FAPESP, 2006), valores culturais para a nossa sociedade contemporânea que a meu ver carece de entendimento não só nas áreas de pesquisa, como também no conceito da filosofia do relacionamento humano, importante gancho para a formação e fortalecimento da cultura. Depois de algumas pesquisas em literatura "descobri" recentemente o professor Vogt, que no trecho abaixo faz uma menção significativa sobre a cultura científica:

“A expressão ‘cultura científica’ soa mais adequada por englobar tudo isso e, ainda, a visão da ciência como formadora da cultura – seja do ponto de vista da sua produção, da sua difusão entre os pares ou na dinâmica social do ensino e da educação, bem como da sua divulgação na sociedade para o estabelecimento das relações críticas necessárias entre o cidadão e os valores culturais de seu tempo e de sua história”, afirma o professor. “Apesar das distinções fundamentais entre arte e ciência, existe entre elas algo comum e poderoso: a finalidade compartilhada por ambas da criação e da geração do conhecimento, por meio da formulação de conceitos abstratos e ao mesmo tempo, por paradoxal que pareça, tangíveis e concretos. No caso da ciência, essa tangibilidade e concretude se dá pela demonstração lógica e pela experimentação; no caso da arte, pela sensibilização do conceito em metáfora e pela vivência”, diz Vogt, que é poeta e linguista.

 

 

CULTURA CIENTÍFICA: DESAFIOS

 

Palavras-chave: Cultura Científica, IEA, Livros, USP

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Janeiro 31, 2009

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Nova técnica faz curativo a vácuo barato para facilitar cicatrização

Estratégia foi desenvolvida no Hospital Universitário da USP.
Custo semanal cai de R$ 3.000 a R$ 4.000 para R$ 30.

Da escova usada para lavar as mãos é aproveitada a esponja esterilizada. As mangueiras plásticas e a rede de vácuo são as mesmas sobre os leitos de qualquer hospital. Foi com materiais simples que o médico Fábio Kamamoto desenvolveu um curativo capaz de mudar a vida dos pacientes.

Carlos correu o risco de perder a perna depois de um acidente de moto. O corte profundo e infeccionado não cicatrizava. O quadro mudou em sete dias com o uso do novo curativo. Foi um alívio? "Com certeza, porque eu podia perder minha perna, né? Graças a esse curativo eu estou com ela aí, firme e forte para outra", diz.

Kamamoto demonstra como o curativo funciona. Feridas provocadas por acidentes, queimaduras ou diabetes são cobertas pelas esponjas e envolvidas com plástico adesivo. Um tubo ligado à rede de vácuo faz uma sucção constante. Essa drenagem impede infecções e promove a multiplicação de vasos e a regeneração do tecido.

A novidade ajudou João a se livrar do corte de uma cirurgia complicada que não fechava. "Depois de três dias que foi instalado esse sistema, você já percebe a diferença, que o corte vai se fechando, porque ele fecha de dentro para fora."

O curativo a vácuo desenvolvido aqui no Hospital da Universidade de São Paulo tem o mesmo resultado do similar importado usado em hospitais particulares. O que muda, e muito, é o preço -- que faz uma grande diferença na hora de tratar quem não pode pagar.

De R$ 3 mil a R$ 4 mil por semana, o preço dos curativos cai para cerca de R$ 30. O sistema, aperfeiçoado com ajuda de engenheiros da Escola Politécnica, foi patenteado e já pode ser usado por qualquer um que precisar.

"A ideia é divulgar conhecimento, difundir um tratamento que vai ser mais eficiente, que vai ter um custo mais acessível para todas as pessoas do país inteiro", diz Kamamoto.

Hospitais que se interessem podem entrar em contato com o Hospital Universitário da USP, que se dispõe a dar o treinamento necessário. Interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 3091-9200. O Hospital Universitário da USP fica na Avenida Professor Lineu Prestes, nº 2565, na Cidade Universitária, em São Paulo.

fonte: g1/jornal nacional

Para assistir ao vídeo acesse a página do g1

Palavras-chave: HU, Notícia, USP

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