Stoa :: Ana A. S. Cesar :: Blog :: Histórico

Novembro 2008

Novembro 13, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

Bem-vindo(a) ao Stoa! Agora você tem um blog, entre outras funcionalidades. Esta mensagem está com restrição de acesso "privado", o que quer dizer que somente você pode vê-la. Mesmo assim, talvez você queira apagar este post.

Você pode ativar ou desativar o editor visual nas suas Configurações.

É possível inserir vídeos por meio da botão "Adicionar vídeo externo", visível quando está editando um post. Use os códigos embed ou urls de http://youtube.com, http://iptv.usp.br, http://video.google.com ou http://dailymotion.com.

Para mais informações sobre o uso do seu blog, veja a página de ajuda. Outras informações sobre o sistema Stoa podem ser encontradas em http://ajuda.stoa.usp.br

ou tire dúvidas na comunidade de ajuda: http://stoa.usp.br/ajuda.

 

Atenciosamente, Equipe Stoa

Palavras-chave: por virgulas, separados, tags

Este post é Domínio Público.

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

Novembro 15, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

http://www.usp.br/espacoaberto/noticias/noticia01.htm

O mundo árabe, em parte conhecido pelos brasileiros devido, especialmente, à imigração sírio-libanesa, é tão diverso quanto os 23 países que o compõe. Aspectos culturais e sua grande contribuição ao Ocidente serão trazidos ao público de São Paulo na inédita “Imagens e Paisagens do Mundo Árabe e o Brasil de Aziz Ab'Sáber”, que a Caixa Cultural (Praça da sé, 111) promove, de 14 de novembro a 18 de janeiro de 2009. Realizada pelo Instituto da Cultura Árabe (ICArabe, www.icarabe.org), com curadoria do professor, a exposição é composta por duas partes: a primeira, com fotografias vindas do Institut du Monde Arabe (IMA), de Paris, de conteúdo educativo. A segunda, traz fotos que relatam a viagem de Aziz Ab'Sáber, geógrafo e Professor Emérito da Universidade de São Paulo, a diferentes países árabes. No espaço expositivo ainda serão exibidos dois filmes: um documentário com depoimentos de estudiosos na área que complementam o acervo francês e um filme contendo depoimentos do professor Aziz Ab´Sáber.

Caixa Cultural Local: Praça da Sé, 111; Horário: terça a domingo, das 9h às 21h.

A entrada é franca.

Fone: (11) 3321-4400; Data: 14/11/2008 a 18/1/2009.

por Revista Espaço Aberto

Palavras-chave: Revista Espaço Aberto

Este post é Domínio Público.

Postado por Ana A. S. Cesar | 2 usuários votaram. 2 votos | 1 comentário

Novembro 16, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar
 

 

 

 

 

 

 
Quem sou eu?

Não venha me falar de razão,
Não me cobre lógica
Não me peça coerência,
Eu sou pura emoção.

Tenho razões e motivações próprias,
Me movimento por paixão,
Essa é minha religião e minha ciência.

Não meça meus sentimentos,
Nem tente compará-los a nada,
Deles sei eu.

Eu e meus medos,
Eu e minha alma.

Sua incerteza me fere,
Mas não me mata.
Suas dúvidas me açoitam,
Mas não deixam cicatrizes.

Não me fale de nuvens,
Eu sou o Sol e a Lua,
Não conte as poças,
Eu sou o mar,
Profundo, intenso, passional.

Não exija prazos e datas,
Eu sou eternidade e atemporal.
Não imponha condições,
Eu sou absolutamente incondicional.
Não espere explicações,
Não as tenho, apenas aconteço
Sem hora,
Local ou ordem.

Vivo em cada molécula,
Sou um todo e às vezes sou nada,
Você não me vê,
Mas me sente,
Estou tanto na sua solidão,
Quanto no seu sorriso.

Vive-se por mim,
Morre-se por mim,
Sobrevive-se por mim,
Eu sou começo e fim
E todo o meio.

Sou seu objetivo,
Sua razão que a razão
Ignora e desconhece,
Tenho milhões de definições,
Todas certas,
Todas imperfeitas,
Todas lógicas apenas.
Em motivações pessoais,
Todas corretas,
Todas erradas.

Sou tudo,
Sem mim tudo é nada.
Sou amanhecer,
Sou fênix,
Renasço das cinzas,

Sei quando tenho que morrer,
Sei que sempre irei renascer,
Mudo protagonista,
Nunca a história.
Mudo de cenário,
Mas não de roteiro.

Sou música,
Ecôo, reverbero, sacudo.

Sou fogo,
Queimo, destruo, incinero.

Sou vento,
Arrasto, balanço, carrego.

Sou tempo,
Sem medidas, sem marcações.

Sou furacão,
Destruo, devasto, arraso.

Sou água,
Afogo, inundo, invado.

Sou clima,
Proporcional à minha fase.

Mas sou tijolo,
Construo, recomeço...

Sou cada estação,
No seu apogeu e glória.
Sou seu problema
E sua solução.

Sou seu veneno
E seu antídoto,
Sou sua memória
E seu esquecimento.

Eu sou seu reino, seu altar,
E seu trono.
Sou sua prisão,
Sou seu abandono e
Sou sua liberdade.

Sua luz,
Sua escuridão
E seu desejo de ambas,

Velo seu sono...

Poderia continuar me descrevendo
Mas já te dei uma idéia de quem sou...

Muito prazer! Tenho vários nomes.
Mas aqui, na tua presença,
Chamam-me de Amor.

 
Poesia de Ana
Postado no Banco de Poesias do Overmundo. 

Palavras-chave: poesia

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 1 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar
    

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires;
De sonhar -sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao mínimo fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!


SE - Rudyard Kipling


O poema "SE" é de autoria de JOSEPH RUDYARD KIPLING (1865-1936), escritor e poeta britânico vencedor do prêmio britânico, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1907, e autor, entre outros, de "The Jungle Book" ("O Livro da Selva"). A tradução para o português é de Guilherme de Almeida (1890-1969), advogado, jornalista, poeta e ensaísta.
 

 

Palavras-chave: poesia

Este post é Domínio Público.

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

"O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece".

 

Charles Bukowski, poeta e romancista americano, recita o poema de sua autoria "The Genius of The Crowd".

 

 

O Gênio das Multidões

 

o que existe de falsidade, ódio, violência e absurdo na

pessoa mediana é suficiente para abastecer qualquer

exército em qualquer dia

e os melhores no assassinato são aqueles que pregam contra

ele

e os melhores no ódio são aqueles que pregam o amor

e os melhores na guerra por fim são aqueles que pregam a paz

aqueles que pregam deus, precisam de deus

aqueles que pregam a paz não têm paz

aqueles que pregam o amor não têm amor

cuidado com os pregadores

cuidado com os sabe-tudo

cuidado com aqueles que estão sempre lendo livros

cuidado com aqueles que ou detestam a pobreza

ou têm orgulho dela

cuidado com aqueles que elogiam facilmente

porque precisam de elogios em troca

cuidado com aqueles que censuram facilmente

porque têm medo do que não conhecem

cuidado com aqueles que sempre procuram multidões

porque sozinhos não são nada

cuidado com o homem mediano, com a mulher mediana

cuidado com seu amor, seu amor é mediano

busca o mediano

mas existe gênio em seu ódio

há gênio suficiente em seu ódio para te matar

para matar qualquer um

não desejando a solidão

não entendendo a solidão

eles vão tentar destruir qualquer coisa

que seja diferente das que conhece.

não sendo capazes de criar arte

eles não entenderão arte

eles irão considerar seu fracasso como criadores

apenas como uma falha do mundo

não sendo capazes de amar completamente

eles acharão que o seu amor é incompleto

e então eles lhe odiarão

e seu ódio será perfeito

como o brilho de um diamante

como uma faca

como uma montanha

como um tigre

como cicuta

 

sua mais perfeita arte

     

 

Palavras-chave: poesia

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

Novembro 17, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

Tratamento está em fase de teste com 50 voluntários.
Técnica só ajudaria vítimas de ronco leve e sem apnéia.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP buscam uma nova opção para quem ronca: uma injeção que, aplicada no céu da boca, diminui o ruído causado pela passagem de ar. O estudo, que deve ser concluído no ano que vem, avaliará o efeito da técnica em quase 50 pacientes --18 já receberam a injeção.

Os resultados iniciais são equivalentes aos obtidos com a radiofreqüência, tratamento já disponível. Nesse caso, é um aparelho que, por meio de calor, "endurece" o palato mole (parte posterior do céu da boca). O problema dessa técnica é o custo do material de cada sessão, que é de R$ 900. Geralmente são necessárias de três a cinco aplicações. Já o custo do material da injeção seria de cerca de R$ 25, de acordo com o otorrinolaringologista Michel Cahali, orientador da pesquisa.

A injeção é aplicada em três pontos do palato mole, perto da úvula (a campainha). A dor, afirma Cahali, é similar à de uma anestesia. O procedimento endurece a região, mas isso não leva a alterações na voz ou na deglutição de alimentos.

Segundo a otorrinolaringologista Fernanda Martinho, do Instituto do Sono da Unifesp, tanto a injeção quanto a radiofreqüência geram uma lesão na submucosa, causando uma fibrose. "O tecido fica mais rígido, vibra menos e causa menos ronco. Além disso, essa lesão pode levar a uma abertura do espaço respiratório", explica.

Tratamentos

A injeção, assim como a radiofreqüência, apenas alivia o ronco. Além disso, só tem resultado em casos mais leves, em que não há apnéia (pausa na respiração durante o sono), ressalta Cahali. Para os casos mais graves, as opções mais eficazes são as máscaras, os aparelhos intra-orais e as cirurgias.

Travesseiros, fisioterapia e acupuntura não são um tratamento efetivo. O emagrecimento só tem efeito sobre o ronco se a perda de peso é drástica (de aproximadamente 20% do total) em obesos.

O tratamento não busca só a tranqüilidade de quem dorme ao lado. O ronco indica dificuldade para respirar e é o primeiro passo para a apnéia, que sobrecarrega coração e pulmão.

O problema ocorre devido à falta de tônus na musculatura da garganta. Essa flacidez, ligada a componentes genéticos, é mais comum em homens, obesos e idosos. Quem usa remédios que alteram a tônus, como relaxante muscular e antidepressivo, é mais vulnerável ao ronco. O álcool também leva a um relaxamento muscular.

Segundo Martinho, pessoas que roncam pelo menos quatro vezes por semana devem procurar orientação médica.

Outros estudos

"A idéia de uma injeção para endurecer a região e diminuir o ronco é antiga. Vários produtos foram testados, mas a melhora era pequena", afirma Cahali. No fim da década de 90, pesquisadores norte-americanos divulgaram bons resultados. Entretanto, diz Cahali, a patente do produto foi comprada por um fabricante de aparelhos de radiofreqüência e ele deixou de ser fabricado.

No último congresso do American College of Chest Physicians, realizado no mês passado, pesquisadores do Egito apresentaram uma pesquisa com injeções. Foram avaliados 32 pacientes e houve uma diminuição significativa do ronco.

"A idéia é muito sedutora, pois se trata de uma medida simples e barata. O desfavorável é que o problema é do músculo que envolve a garganta, e a injeção não o alcança. A injeção trata o sintoma, mas não a causa", afirma Cahali.

Segundo o médico, se os resultados da pesquisa forem favoráveis, será necessário mais um estudo, para avaliar que pessoas mais se beneficiariam. Se tudo correr bem, dentro de três anos será possível disponibilizar o novo tratamento.

Fonte: jornal Folha de São Paulo.

Palavras-chave: Ciência, Medicina, Saúde

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 5 comentários

Novembro 18, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar
Semana do Empreendedorismo movimenta mais de 1 milhão de pessoas no Brasil
   


   

Mostrar que é possível tirar as idéias do papel e transformá-las em negócios. Despertar a atitude empreendedora e difundir essa cultura especialmente para jovens. Todos esses são alguns dos objetivos da Semana Global de Empreendedorismo, uma ação mundial que acontece entre os dias 17 e 23 de novembro em 75 países simultaneamente. Neste ano, é a primeira vez que o evento acontece no Brasil. Workshops, palestras, mesas redondas, debates, oficinas. São milhares de atividades gratuitas que ocupam a semana em todo o país.

"O empreendedorismo é a busca incansável de oportunidades, é olhar para o que se pode construir de novo. A Semana é uma oportunidade para nós mudarmos a cara do Brasil empreendedor. Mostrar que para ser empreendedor não precisa ser um empresário, que é muito mais uma questão de estado de espírito, uma atitude”, ressalta Karen Kanaan, diretora de comunicação do Instituto Empreender Endeavor, que é responsável pela coordenação da Semana de Empreendedorismo brasileira.

O Brasil ocupa a 9ª posição no ranking de pessoas que mais abrem negócios no mundo. A taxa de empresas iniciais (TEA) cresceu de 11,6%, em 2006, para 12,72%, em 2007, o que corresponde a 15 milhões de empreendimentos. Pensando em aumentar esse número e incentivar o brasileiro a ser mais protagonista nas ações empreendedoras, a Endeavor formou uma rede básica de parcerias em seis áreas de atuação em todo o país para ajudarem no desenvolvimento da Semana. São elas: Negócio, Terceiro Setor, Governo, Comunidade, Mídia e Educação.

“A gente trabalha para mudar a cultura do país e ser mais empreendedor. Estamos muito felizes, a expectativa para o primeiro ano do evento no Brasil nos superou. Ao total são 1.300 parceiros e 1,1 milhão de pessoas envolvidas com ações pipocando nos 27 estados”, ressalta Karen.

Em São Paulo, a Associação Cidade Escola Aprendiz, localizada na Vila Madalena, está à frente do evento, promovendo durante a Semana ações que estimulam o empreendedorismo e mostrando experiências de sucesso.

A programação completa do evento está disponível no site www.semanaglobal.org.br.  

Uma idéia empreendedora

A Semana Global de Empreendedorismo é promovida pelo movimento “Bota pra fazer”, que fomenta cultura empreendedora e realiza uma série de ações durante o ano. “A Semana Global de Empreendedorismo é a maior expressão do movimento”, explica Karen.

O evento foi criado em 2004, na Inglaterra, com o intuito de fazer com que os jovens fossem mais ativos em diversas ações. A idéia deu tão certo que foi copiada pelos Estados Unidos em 2007. Em 2008, os dois países resolveram se unir e levaram a Semana para o mundo. 75 países participaram das ações a favor do empreendedorismo.

A idéia é que a Semana seja apenas uma data de celebração, fazendo com que a cultura empreendedora esteja presente na sociedade durante todo ano.

Fonte: Portal Aprendiz,  Associação Cidade Escola Aprendiz

Este post é Domínio Público.

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA

Ostras são moluscos, animais sem esqueleto, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, com pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas – são animais mansos – seriam uma presa fácil dos predadores. Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem. Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário. Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste. As ostras felizes se riam dela e diziam: "Ela não sai da sua depressão..." Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado na sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas,  bastava envolvê-lo com uma substância lisa,  brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava. Um dia passou por ali um pescador com o seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-as para a sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-o em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola. Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz...

Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras e vale para nós, seres humanos. As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores na alma.

 

Rubem Alves

Quarto de Badulaques LXXV

 


 

Palavras-chave: Artigos, Textos

Este post é Domínio Público.

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 1 comentário

Novembro 19, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

"Dia da Consciência Negra" retrata disputa pela memória histórica

 

Preservar a memória é uma das formas de construir a história. É pela disputa dessa memória, dessa história, que nos últimos 37 anos se comemora no dia 20 de novembro, o "Dia Nacional da Consciência Negra". Nessa data, em 1695, foi assassinado Zumbi, um dos últimos líderes do Quilombo dos Palmares, que se transformou em um grande ícone da resistência negra ao escravismo e da luta pela liberdade. Para o historiador Flávio Gomes, do Departamento de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a escolha do dia 20 de novembro foi muito mais do que uma simples oposição ao do dia 13 de maio: "os movimentos sociais escolheram essa data para mostrar o quanto o país está marcado por diferenças e discriminações raciais. Foi também uma luta pela visibilidade do problema. Isso não é pouca coisa, pois o tema do racismo sempre foi negado, dentro e fora do Brasil. Como se não existisse".

Construindo o "Dia da Consciência Negra

O dia 20 de novembro trata da data do assassinato de Zumbi, em 1665, o mais importante líder dos quilombos de Palmares, que representou a maior e mais importante comunidade de escravos fugidos nas Américas, com uma população estimada de mais 30 mil. Em várias sociedades escravistas nas Américas existiram fugas de escravos e formação de comunidades como os quilombos. Na Venezuela, foram chamados de cumbes, na Colômbia de palanques e de marrons nos EUA e Caribe. Palmares durou cerca de 140 anos: as primeiras evidências de Palmares são de 1585 e há informações de escravos fugidos na Serra da Barriga até 1740, ou seja, bem depois do assassinato de Zumbi. Embora tenham existido tentativas de tratados de paz os acordos fracassaram e prevaleceu o furor destruidor do poder colonial contra Palmares.

Há 37 anos, o poeta gaúcho Oliveira Silveira sugeria ao seu grupo que o 20 de novembro fosse comemorado como o "Dia Nacional da Consciência Negra", pois era mais significativo para a comunidade negra brasileira do que o 13 de maio. "Treze de maio traição, liberdade sem asas e fome sem pão", assim definia Silveira o "Dia da Abolição da Escravatura" em um de seus poemas. Em 1971 o dia 20 de novembro foi celebrado pela primeira vez. A idéia se espalhou por outros movimentos sociais de luta contra a discriminação racial e, no final dos anos 1970, já aparecia como proposta nacional do Movimento Negro Unificado.

A diversidade de formas de celebração do dia 20 de novembro permite ter uma dimensão de como essa data tem propiciado congregar os mais diferentes grupos sociais. "Os adeptos das diferentes religiões manifestam-se segundo a leitura de sua cultura, para dali tirar elementos de rejeição à situação em que se encontra grande parte da população afro-descendente. Os acadêmicos e os militantes celebram através dos instrumentos clássicos de divulgação de idéias: simpósios, palestras, congressos e encontros; ou ainda a partir de feiras de artesanatos, livros, ou outras modalidades de expressão cultural. Grande parte da população envolvida celebra com samba, churrasco e muita cerveja", conta o historiador Andrelino Campos, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Para a socióloga Antonia Garcia, doutora do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é importante que se conquiste o “Dia Nacional da Consciência Negra” como o dia nacional de todos os brasileiros e brasileiras, que lutam por uma sociedade de fato democrática, igualitária, unindo toda a classe trabalhadora num projeto de nação que contemple a diversidade engendrada no nosso processo histórico.

Diferente do dia 20 de novembro o dia 13 de maio perdeu força em nossa sociedade devido a memória histórica vencedora: a que atribuiu a abolição à atitude exclusiva da princesa Isabel, aparentemente paternalista e generosa Isabel, analisa o historiador Flávio Gomes. Pesquisas recentes têm recuperado a atuação de escravos, libertos, intelectuais e jornalistas negros e mestiços para o dia13 de maio, mostrando como este não se resumiu a um decreto, uma lei ou uma dádiva. Esses estudos também têm resgatado o significado da data para milhares de escravos e descendentes, que festejaram na ocasião.

São poucos os locais onde se mantêm comemorações no dia 13 de maio. No Vale do Paraíba, no estado de São Paulo, o dia 13 de maio é dia de festa. "Não porque a princesa foi uma santa ou porque os abolicionistas simpáticos foram fundamentais, mas porque a população negra reconhece que a Abolição veio em decorrência de muita luta", diz Gomes. Albertina Vasconcelos, professora do Departamento de História da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, também lembra que a data é celebrada em vários centros de umbanda na Bahia como o dia do preto-velho e que moradores antigos do Quilombo do Bananal, em Rio de Contas, Bahia, contam que seus pais e avós festejaram o dia 13 de maio de 1888 com muitos fogos e festas.

Na opinião de Vasconcelos "é importante comemorar, não para contrapor uma data a outra, os heróis brancos aos heróis negros, mas porque é necessário tomarmos consciência da história que está nessas datas, que traz elementos da nossa identidade". Para a pesquisadora, assim seria possível contribuir para desmistificar toda a construção ideológica produzida sobre o povo negro.

Nas escolas: muita proposta, pouca mudança

No início de seu mandato o presidente Lula aprovou a inclusão do Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar e tornou obrigatório o ensino de história da África nas escolas públicas e particulares do país. Embora a decisão tenha sido comemorada, alguns pesquisadores ressaltam que existem obstáculos a serem ultrapassados para que a proposta se transforme em realidade. "Em geral, a história dada segue o livro didático e ele é insuficiente para dar conta de uma forma mais ampla e crítica de toda a história", ressalta Vasconcelos. Essa avaliação da historiadora é confirmada pela professora de história Ivanir Maia, da rede estadual paulista: “A maioria dos professores se orienta pelo livro didático para trabalhar os conteúdos em sala de aula. Nos livros de história, por exemplo, o negro aparece basicamente em dois momentos: ao falar de abolição da escravatura e do apartheid”.

Campos destaca que alguns livros didáticos de história têm sido mais generosos ao retratar a "história dos vencidos", mas ressalta que a maioria, inclusive os livros ligados a sua área - a geografia -, continua a veicular os fatos sociais de forma depreciativa, seja referente ao Brasil ou a África. "Encontramos com fartura os elementos de modo civilizatório ocidental como a única verdade que merece maiores considerações", exemplifica. Uma iniciativa importante que ocorreu nesse período foi o controle dos livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), visando evitar a distribuição de livros contendo erros conceituais e representações negativas sobre determinados indivíduos e grupos. Mas, na opinião de Garcia, seria necessário exigir uma maior revisão nessas obras: "os livros didáticos precisariam abordar a participação do povo negro na construção do país, na construção da riqueza nacional, na acumulação do capital e também as suas batalhas, rebeliões, quilombos e suas lutas mais contemporâneas".

Paula Cristina da Silva Barreto, professora da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, destaca que, além dos livros didáticos, outro foco importante são as propostas de mudança na formação dos professores. "Foi tímido o trabalho feito pelo MEC nessa direção até o momento", critica a pesquisadora. Na avaliação dela, sem professores bem preparados para abordar temas complexos, como os abordados nos PCNs, "é muito difícil obter sucesso com a alteração curricular e existe uma grande probabilidade de que as escolas não coloquem em prática o que foi proposto". Os baixos salários pagos e as condições de trabalho desanimadoras nas escolas são fatores também destacados pelos pesquisadores como possíveis responsáveis pelo pequeno envolvimento dos professores com propostas que visam abordar a diversidade étnica e problematizar a questão do negro no Brasil no interior das escolas.

Experiências educativas alternativas

Existem diversos programas educativos espalhados pelo país que são propostos e organizados por entidades ligadas aos movimentos negros brasileiros. Para Campos, a diferença fundamental entre essas propostas e o ensino escolar "é o comprometimento daqueles que montam os programas. Em geral são frutos de experiências de grupos ligados aos problemas dos afro-descendentes; buscam, sobretudo, a eliminação da desigualdade através de um instrumento poderoso: a consciência cada vez maior da coletividade". Como exemplos, o pesquisador cita o Projeto da Mangueira, voltado para os esportes, que já existe há muito tempo, além de experiências que têm levado meninos e meninas às escolas de sambas-mirins no Rio de Janeiro.

Barreto, que tem acompanhado de perto alguns projetos na área de educação implementados por organizações anti-racistas e/ou culturais de Salvador, destaca como exemplos bem sucedidos a Escola Criativa do Olodum, o projeto de extensão pedagógica do Ilê Aiyê e o Ceafro. "Essas experiências têm sido importantes por fomentarem o debate e gerarem demandas por mais qualidade do ensino público, por um currículo menos eurocêntrico e mais multicultural e multirracial, por melhores livros didáticos e por um ambiente racialmente mais democrático nas escolas", diz Barreto. O mais interessante é que esses projetos se transformaram em referência para as políticas adotadas por órgãos oficiais como o Ministério Educação (MEC) e as Secretarias de Educação. Combinando educação formal e não-formal esses projetos tratam, por exemplo, de conteúdos presentes no currículo oficial em espaços como os barracões dos terreiros de candomblé ou as quadras dos blocos afros; outros utilizam parte da produção cultural das organizações - letras de música, mitos africanos etc. - no currículo das escolas regulares. O ensino de História da África, na escola do Ilê Aiyê, já acontece há vários anos.

Para Barreto "é de fundamental importância o fato de que as crianças e jovens negros e mestiços são positivamente valorizados nesses projetos, elas são consideradas como portadores de direitos, o que tem um efeito direto sobre a auto-imagem e a construção da identidade pessoal e coletiva". A socióloga trabalha com projetos educativos voltados para a democratização do acesso e a permanência de estudantes negros e mestiços no ensino superior e coordena o programa "A cor da Bahia," que há quinze  anos realiza pesquisas, publicações e atividades de formação na área de relações raciais, cultura e identidade negra na Bahia. Desde 2002, o programa desenvolve o projeto tutoria, que cria estratégias diversas para estimular, apoiar e promover a formação de estudantes negros que ingressaram na Universidade Federal da Bahia. Com o apoio do programa Políticas da Cor fornecem bolsas de ajuda de custo aos alunos e orientação acadêmica, visando o ingresso destes no mercado de trabalho e em cursos de pós-graduação em condições mais competitivas. Na opinião de Barreto, ainda há muito para ser feito com no sentido de assegurar uma maior democratização - em termos raciais e econômicos - do sistema de ensino superior público.

"É preciso entender que a desigualdade no Brasil tem cor, nome e história. Esse não é um problema dos negros no Brasil, mas sim um problema do Brasil, que é de negros, brancos e outros mais", avalia Gomes.


Realização

Apoio


  
 


 

 

 

Palavras-chave: Artigos, História, Reportagem

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 2 comentários

Novembro 21, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

 

LISPECTOR, Clarice. Por não estarem distraídos, Rio de Janeiro, Rocco, 1999.

 

 

Este post é Domínio Público.

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

Tem uma foto que tirei da FFLCH numa manhã de sol para as comemorações de aniversário da USP. Demorou um pouco para editarem, mas agora está postada no http://www.usp.br/75anos/galeria/index.php?album=75-anos&

Dêem uma olhada... 

 

Palavras-chave: Fotos, USP

Postado por Ana A. S. Cesar | 3 usuários votaram. 3 votos | 5 comentários

Novembro 23, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

Texto básico: Marcos 16: 8-15

“E, saindo elas apressadamente, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e assombro; e nada diziam a ninguém porque temiam. E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes, e chorando. E, ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram. E depois manifestou-se de outra forma a dois deles, que iam de caminho para o campo. E, indo estes, anunciaram-no aos outros, mas nem ainda estes creram. Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados à mesa, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado. E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”.   

(A Bíblia Sagrada, versão Almeida Revista e Corrigida)

 

Nosso lugar não é na mesa. A mesa é farta, mas é hora de fazermos a Tua obra.

[O arquivo não existe]

 

Se o Espírito de Deus fala, não há o que temer. A Bíblia diz que o Espírito que habita em nós não é espírito de covardia, mas de intrepidez e ousadia. Então, por que ainda permitimos que o medo nos domine? Quando o medo está no controle de nossas ações, o Espírito Santo fica em segundo plano, perde o controle. Lembremos do Exército de Israel quando foi afrontado pelo gigante Golias (1Samuel 17). Os soldados de Israel, inclusive os irmãos de Davi, ficaram tão intimidados que não esboçaram qualquer reação. Ficaram longe, sofrendo os insultos e zombarias do gigante, sem mover um músculo para reagir e acabar com a palhaçada de Golias. Então, vem o adolescente Davi cheio do Espírito de Deus, cheio de intrepidez e ousadia, vê o desafio de Golias e resolve encará-lo sem medo. O final dessa história é que Davi matou Golias!

Assim é que devemos agir sem sermos intimidados por essa força chamada medo. Mas como isso acontece? O Espírito Santo nos ajuda em nossas fraquezas. Precisamos ter um relacionamento de intimidade com o Espírito de Deus, confessando todos nossos medos e fobias, para que sejam tratadas para que possamos receber cura e libertação de todo medo que nos oprime.

Então, você tem medo de quê?

 

 

Por Ana César

Vídeo e texto em referência à mensagem profética ministrada pelo bispo Tito Oscar da Igreja de Nova Vida de São Paulo em 23 de novembro de 2.008.

 

 

Palavras-chave: Bíblia, Teologia

Postado por Ana A. S. Cesar | 2 usuários votaram. 2 votos | 0 comentário

Novembro 24, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

Albert Camus

 

Mas só há um mundo. A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra. São inseparáveis. O erro seria dizer que a felicidade nasce forçosamente da descoberta absurda. Acontece também que o sentimento do absurdo nasça da felicidade. “Acho que tudo está bem”, diz Édipo e essa frase é sagrada. Ressoa no universo altivo e limitado do homem. Ensina que nem tudo está perdido, que nem tudo foi esgotado. Expulsa deste mundo um deus que nele entrara com a insatisfação e o gosto das dores Inúteis. Faz do destino uma questão do homem, que deve ser tratado entre homens. Toda a alegria silenciosa de Sísifo aqui reside. O seu destino pertence-lhe.

[...]

A característica do homem absurdo é não acreditar no sentido profundo das coisas. Ele percorre, armazena e queima os rostos calorosos ou maravilhados. O tempo caminha com ele. O homem absurdo é aquele que não se separa do tempo.


(
O Mito de Sísifo
)

Palavras-chave: Filosofia, Literatura

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

Novembro 25, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

Quem é que em algum momento da sua vida ouviu falar de Jean Paul Sartre, Antoine de Saint-Exupéry, Denis Diderot, George Sand, Émile Zola? A literatura francesa, assim como a história moderna, sempre despertaram em mim verdadeiro fascínio. Não foi a sequência de estudos do qual me dediquei integralmente, mas na graduação foi (quase) a minha primeira opção. Compartilho com vocês parte dessa reflexão e um capítulo, em inglês, de um dos mais famosos livros da literatura já escrita. 

The Little Prince

Chapter 21

 


 

It was then that the fox appeared.

"Good morning," said the fox.

"Good morning," the little prince responded politely, although when he turned around he saw nothing.

"I am right here," the voice said, "under the apple tree." "

Who are you?" asked the little prince, and added, "You are very pretty to look at."

"I am a fox," said the fox.

"Come and play with me," proposed the little prince.

"I am so unhappy." "I cannot play with you," the fox said. "I am not tamed."

"Ah! Please excuse me," said the little prince. But, after some thought, he added: "What does that mean, 'tame'?"

"You do not live here," said the fox. "What is it that you are looking for?"

"I am looking for men," said the little prince. "What does that mean, 'tame'?"

"Men," said the fox. "They have guns, and they hunt. It is very disturbing. They also raise chickens. These are their only interests. Are you looking for chickens?"

"No," said the little prince. "I am looking for friends. What does that mean, 'tame'?"

"It is an act too often neglected," said the fox. It means to establish ties."

"'To establish ties'?"

"Just that," said the fox. "To me, you are still nothing more than a little boy who is just like a hundred thousand other little boys. And I have no need of you. And you, on your part, have no need of me. To you, I am nothing more than a fox like a hundred thousand other foxes. But if you tame me, then we shall need each other. To me, you will be unique in all the world. To you, I shall be unique in all the world..."

"I am beginning to understand," said the little prince. "There is a flower... I think that she has tamed me..."

"It is possible," said the fox. "On the Earth one sees all sorts of things."

"Oh, but this is not on the Earth!" said the little prince. The fox seemed perplexed, and very curious. 

"On another planet?"

"Yes."

"Are there hunters on this planet?"

"No."

"Ah, that is interesting! Are there chickens?"

"No."

"Nothing is perfect," sighed the fox. But he came back to his idea. "My life is very monotonous," the fox said. "I hunt chickens; men hunt me. All the chickens are just alike, and all the men are just alike. And, in consequence, I am a little bored. But if you tame me, it will be as if the sun came to shine on my life . I shall know the sound of a step that will be different from all the others. Other steps send me hurrying back underneath the ground. Yours will call me, like music, out of my burrow. And then look: you see the grain-fields down yonder? I do not eat bread. Wheat is of no use to me. The wheat fields have nothing to say to me. And that is sad. But you have hair that is the colour of gold. Think how wonderful that will be when you have tamed me! The grain, which is also golden, will bring me back the thought of you. And I shall love to listen to the wind in the wheat..." The fox gazed at the little prince, for a long time. "Please, tame me!" he said.

"I want to, very much," the little prince replied. "But I have not much time. I have friends to discover, and a great many things to understand."

"One only understands the things that one tames," said the fox. "Men have no more time to understand anything. They buy things all ready made at the shops. But there is no shop anywhere where one can buy friendship, and so men have no friends any more. If you want a friend, tame me..."

"What must I do, to tame you?" asked the little prince.

"You must be very patient," replied the fox. "First you will sit down at a little distance from me, like that, in the grass. I shall look at you out of the corner of my eye, and you will say nothing. Words are the source of misunderstandings. But you will sit a little closer to me, every day..."

The next day the little prince came back.

"It would have been better to come back at the same hour," said the fox. "If, for example, you come at four o'clock in the afternoon, then at three o'clock I shall begin to be happy. I shall feel happier and happier as the hour advances. At four o'clock, I shall already be worrying and jumping about. I shall show you how happy I am! But if you come at just any time, I shall never know at what hour my heart is to be ready to greet you... One must observe the proper rites..."

"What is a rite?" asked the little prince.

"Those also are actions too often neglected," said the fox. "They are what make one day different from other days, one hour from other hours. There is a rite, for example, among my hunters. Every Thursday they dance with the village girls. So Thursday is a wonderful day for me! I can take a walk as far as the vineyards. But if the hunters danced at just any time, every day would be like every other day, and I should never have any vacation at all."

So the little prince tamed the fox. And when the hour of his departure drew near...

"Ah," said the fox, "I shall cry."

"It is your own fault," said the little prince. "I never wished you any sort of harm; but you wanted me to tame you..."

"Yes, that is so," said the fox.

"But now you are going to cry!" said the little prince.

"Yes, that is so," said the fox.

"Then it has done you no good at all!"

"It has done me good," said the fox, "because of the color of the wheat fields." And then he added: "Go and look again at the roses. You will understand now that yours is unique in all the world. Then come back to say goodbye to me, and I will make you a present of a secret."

The little prince went away, to look again at the roses. "You are not at all like my rose," he said. "As yet you are nothing. No one has tamed you, and you have tamed no one. You are like my fox when I first knew him. He was only a fox like a hundred thousand other foxes. But I have made him my friend, and now he is unique in all the world." And the roses were very much embarrassed. "You are beautiful, but you are empty," he went on. "One could not die for you. To be sure, an ordinary passerby would think that my rose looked just like you, the rose that belongs to me. But in herself alone she is more important than all the hundreds of you other roses: because it is she that I have watered; because it is she that I have put under the glass globe; because it is she that I have sheltered behind the screen; because it is for her that I have killed the caterpillars (except the two or three that we saved to become butterflies); because it is she that I have listened to, when she grumbled, or boasted, or even sometimes when she said nothing. Because she is my rose.

And he went back to meet the fox. "Goodbye," he said.

"Goodbye," said the fox. "And now here is my secret, a very simple secret: It is only with the heart that one can see rightly; what is essential is invisible to the eye."

"What is essential is invisible to the eye," the little prince repeated, so that he would be sure to remember.

"It is the time you have wasted for your rose that makes your rose so important."

"It is the time I have wasted for my rose..." said the little prince, so that he would be sure to remember.

"Men have forgotten this truth," said the fox. "But you must not forget it. You become responsible, forever, for what you have tamed. You are responsible for your rose..."

"I am responsible for my rose," the little prince repeated, so that he would be sure to remember.

 

The Little Prince

written and illustrated by
Antoine de Saint-Exupéry

translated from the French by Katherine Woods

 

 

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Hoje a noite na Sala São Paulo às 21 h.

Não perca!

 

A Orquestra Sinfônica da USP - OSUSP - é uma das melhores orquestras profissionais do Brasil. Foi fundada em 1975 por Orlando M. de Paiva, então reitor da Universidade de São Paulo. Teve como seu primeiro maestro o compositor Camargo Guarnieri (1907-1993), sucedido pelo maestro Ronaldo Bologna, idealizador de importantes projetos, destacando-se o Concurso Camargo Guarnieri e uma excursão da OSUSP pela Alemanha.

De 2002 a 2008, sob a regência e direção artística do maestro Carlos Moreno, a orquestra promoveu o Projeto Academia, voltado ao aperfeiçoamento de músicos.

Críticas – Jornais e Revistas Especializadas

"Uma das mais importantes orquestras sinfônicas do país, e que nos últimos anos tem passado por um relevante crescimento, a Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo..."
(Revista Concerto - 2008)

“Criada em 1975, a OSUSP se tornou, mais tarde, uma revelação de excelência entre as Orquestras Sinfônicas Brasileiras... com uma intensa rotina de ensaios, produz música sinfônica de grande precisão e alta qualidade técnica.”
João Batista Natali (“Folha de S. Paulo”- 24/08/2004)

 

Os ingressos estão à venda no site www.ingressorapido.com.br ou na sede da Osusp (Rua do Anfiteatro, 109, Cidade Universitária, São Paulo), das 10 às 16 horas. Na compra de dois ingressos, ganha-se de brinde um CD da Osusp. Estudantes, professores, aposentados, funcionários USP e pessoas com idade acima de 60 anos têm 50% de desconto, mediante apresentação de documentação que comprove o benefício no ato da compra. Endereço: Praça Júlio Prestes, sem número, Luz, São Paulo.

 

                                                          Contato: 11) 3091-3000 ou site www.sinfonica.usp.br 

 

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

Novembro 26, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

 

 

Do poeta Cesar Isella e A. Tejada Gómez.

Canta: Mercedes Sosa


Uno se despide insensiblemente
de pequeñas cosas
lo mismo que un árbol en tiempo de otoño
muere por sus hojas.

Al fin la tristeza es la muerte lenta
de las simples cosas
de esas cosas simples
que quedan doliendo en el corazón.

Uno vuelve siempre a los viejos sitios
en que amó a la vida
y entonces comprende
como están de ausente las cosas queridas.

Por eso muchacho no partas ahora
soñando el regreso
que el amor es simple
y a las cosas simples
las devora el tiempo.

Demórate aquí en la luz mayor
de este mediodía
donde encontrarás
con el pan al sol la mesa tendida.

 

Quem é que não sente saudade de algo que já viveu, de algum lugar em que esteve ou de alguma pessoa que hoje já não está por perto? É mesmo como uma árvore que no outono vai perdendo suas folhas, e no lugar delas fica a sensação de perda, de algo que não volta mais, de algo que ficou perdido no tempo.

É lindo, mas triste pensar assim. Melhor considerar que essa mesma árvore em tempos de primavera terá uma nova beleza, novas folhas, quem sabe flores. Irá se renovar.

 

Mercedes disse, em um show acústico na Suíça:

“A gente sempre retorna onde já foi feliz, onde passou a infância, a adolescência. Onde parece que os sonhos ficaram intactos. Como disse o poeta: ‘o amor é simples e as coisas simples as devora o tempo’. Espero que nem sempre seja assim.”

 

Eu também espero. Contudo, acima de tudo, espero ter a sabedoria de  sempre valorizar essas “simples cosas”, vivê-las e apreciá-las ao máximo, antes que o tempo as devore.

 

“Canción de las simples cosas”


 

 

Palavras-chave: Música, vídeopost

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 1 comentário

Novembro 27, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

"Eu queria uma escola que cultivasse a curiosidade
e a alegria de aprender que em vocês é natural
Eu queria uma escola que educasse seu corpo
e seus movimentos; que possibilitasse seu
crescimento físico e sadio normal.
E eu queria uma escola que lhes ensinasse tudo
sobre a natureza, o ar, a matéria, as plantas,
os animais, seu próprio corpo: Deus.
Mas que ensinasse primeiro pela observação,
pela descoberta, pela experimentação.
E que dessas coisas lhes ensinasse não só a
conhecer, como também amar e preservar.
Eu queria uma escola que ensinasse tudo
sobre nossa história, a nossa terra, de
uma maneira viva e atuante.
Eu queria uma escola que ensinasse a vocês a
amarem a nossa literatura e a nossa poesia.
Eu queria uma escola que lhes ensinasse a
pensar, a raciocinar, a procurar soluções.
Eu queria uma escola que, desde cedo, usasse
materiais concretos para que vocês pudessem ir
formando corretamente os conceitos matemáticos,
os conceitos de números, as operações...
usando palitos, tampinhas, pedrinhas...
só porcariinhas...
Fazendo vocês aprenderem brincando...
Oh! Meu Deus!
Deus que livre vocês de uma escola
em que tenham que copiar pontos.
Deus que livre vocês de decorar sem
entender, nomes, datas, fatos...
Deus que livre vocês de aceitarem conhecimentos
"prontos", mediocremente embalados
nos livros didáticos descartáveis.
Deus que livre vocês de ficarem passivos,
ouvindo e repetindo, repetindo...
Eu também queria uma escola que desenvolvesse
a sensibilidade que vocês já têm para
apreciar o que é terno e bonito.
Eu queria uma escola que ensinasse a vocês a
conviver, a cooperar, a respeitar, a saber
viver numa comunidade, em união.
Que vocês aprendessem a transformar a criar.
Que lhes desse múltiplos meios de vocês expressarem
cada sentimento, cada drama, cada emoção.
Ah! E antes que eu me esqueça: Deus que livre
vocês de um professor incompetente."

Palavras-chave: Homenagem

Postado por Ana A. S. Cesar | 2 usuários votaram. 2 votos | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Comunicado do Departamento de Recursos Humanos

 

Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS
Data: 01 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Tenho o prazer de informar que a festa de Natal da empresa será no dia 23 de dezembro, com início ao meio-dia, no salão de festas privativo da Churrascaria Grill House. O bar estará aberto com várias opções de bebidas. Teremos uma pequena banda tocando canções tradicionais de natal... sinta-se à vontade para se juntar ao grupo e cantar! A árvore de Natal terá suas luzes acesas às 13:00. A troca de presentes de amigo secreto pode ser feita a qualquer momento, entretanto, nenhum presente deverá exceder R$20,00, a fim de facilitar as escolhas e adequar os gastos a todos os bolsos. Boas festas para vocês e suas famílias,

Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS
Data: 02 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

De maneira alguma nosso memorando de 01 de dezembro pretendeu excluir nossos funcionários judeus! Reconhecemos que o Chanukah é um feriado importante e que costumam coincidir com o Natal, mas isso não aconteceu este ano. De qualquer forma, passaremos a chamá-la de 'Festa de Final de Ano'. A mesma política se aplica a todos os outros funcionários que não sejam cristãos e àqueles que ainda celebram o Dia da Reconciliação. Não haverá árvore de Natal. Nada de canções de natal nem coral. Teremos outros tipos de música para seu entretenimento. Felizes agora? Boas festas para vocês e suas famílias,

Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS
Data: 03 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Com relação ao bilhete que recebi de um membro do Alcoólicos Anônimos solicitando uma mesa para pessoas que não bebem álcool... você não assinou seu nome! Fico feliz em atender o pedido, mas se eu puser uma placa na mesa 'Exclusivo para AA', vocês não serão mais anônimos... Como faço então? Nenhuma troca de presentes será permitida, uma vez que os membros do sindicato acham que R$20,00 é muito dinheiro e os executivos acham que $20,00 é muito pouco para um presente. NENHUMA TROCA DE PRESENTES SERÁ PERMITIDA, certo?

Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS
Data: 07 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Eu não sabia que no dia 20 de dezembro começa o mês sagrado do Ramadan para os muçulmanos, que proíbe comer e beber durante as horas do dia. Talvez a Churrascaria Grill House possa segurar o serviço de bufê até o fim do dia - ou então, embalar tudo para que vocês levem para casa nas marmitas. O que vocês acham disso? Novidades: neste meio tempo, consegui que os membros do Vigilantes do Peso sentem o mais longe possível do bufê de sobremesas; as mulheres grávidas sentem-se o mais perto possível dos banheiros; teremos assentos mais altos para pessoas baixas e comida com baixa-caloria estará disponível para os que estão de dieta. Nós não podemos controlar a quantidade de sal utilizada na comida. Desta forma, sugerimos para estas pessoas com pressão alta provar o gosto primeiro. Haverá frutas frescas de sobremesa para os diabéticos. O restaurante não dispõe de sobremesas sem açúcar. Nossas profundas desculpas. Esqueci de alguma coisa?

Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FDP QUE TRABALHAM NESTA EMPRESA
Data: 08 de dezembro
Assunto: Festa de Natal DO KCT

Vegetarianos?! Sim, vocês também tinham que dar sua opinião de merda ou reclamar de alguma coisa!!! Nós manteremos o local da festa na Churrascaria Grill House; quem não gostar, dane-se! Então, como alternativa, seus putos, vocês podem sentar-se quietinhos na mesa mais distante possível da tal 'churrasqueira da morte' - como vocês se referiram de forma bastante depreciativa ao utensílio. E vocês terão também sua mesa de saladas de merda, incluindo tomates hidropônicos & arrozinho grudento pra comer de pauzinho. Aqueles que, naturalmente, ainda não gostaram, podem enfiar tudo naquele lugar. Ah, espero que vocês todos tenham uma bosta de festa de final de ano! E que dirijam muito, muito bêbados e morram todos, todinhos esturricados por aí. Escutaram?

Dr. Pacheco - Diretor de Recursos Humanos Interino
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS
Data: 10 de dezembro
Assunto: Patrícia Gomes e Festa de Final de Ano

Tenho certeza que falo por todos desejando para a Patrícia um rápido restabelecimento para sua crise de stress. Por conta deste fato, a diretoria decidiu cancelar a Festa de Final de Ano e dar folga remunerada para todos na tarde do dia 23 de dezembro.
Boas Festas.

 

Palavras-chave: Humor

Este post é Domínio Público.

Postado por Ana A. S. Cesar | 5 usuários votaram. 5 votos | 5 comentários

Novembro 28, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar
 sirene_ativa  


08h00min 28 Nov 2008 - Últimas Notícias
 

Especialistas avaliam condições do solo nos municípios afetados pela chuva em Santa Catarina

Navegantes (28/11/2008) - Desde quarta-feira (26), geólogos e técnicos dos Institutos de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e Geológico, de São Paulo, estão vistoriando os municípios afetados pelas fortes chuvas do último final de semana em Santa Catarina. Durante dois dias, analisaram o solo e relevo da cidade de Blumenau, considerada por eles a região mais prejudicada devido à maior concentração populacional e pela grande volume de chuva no sábado (22) e domingo (23).

Nesta sexta (28) e nos próximos dias, a equipe estará em Jaraguá do Sul, Luis Alves e de volta a Blumenau. Segundo o tecnólogo civil com especialização em Geotecnia, Luiz Antônio Gomes, a vistoria técnica já realizada em Blumenau avaliou os problemas relacionados ao deslizamento de terra. “Lá é um caso crítico pois a quantidade de moradias afetadas é muito grande e reconstruir nestes locais será um problema maior ainda”, explica. Cerca de 60% das áreas visitadas estão em risco eminente e, de acordo com Gomes, dificilmente serão ocupadas novamente. 

“A estabilização do solo em Blumenau, pelo que analisamos, está muito precária, ou seja, qualquer chuva a mais poderá provocar novos deslizamentos”, afirma. Após análise dos problemas de natureza geológica e geotécnica, o tecnólogo afirma que este evento de chuva do último final de semana foi atípico e maior do que esperado. “Mesmo que a cidade estivesse preparada para receber esta grande quantidade de chuva, os problemas causados por deslizamentos seriam semelhantes”, ressalta Gomes.

De acordo com o geólogo Marcelo Gramani, a cidade de Blumenau quase alcançou o recorde de volume de chuvas no histórico brasileiro. "Em 1967, Caraguatatuba, no Litoral de SP, registrou 570 milímetros de água em dois dias de precipitações. Blumenau marcou cerca de 500mm em dois dias, conforme os dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Furb", aponta. Apesar disso, explica Gramani, o Morro do Baú, na região de Luis Alves, foi o mais afetado com relação ao deslocamento de terras. A estimativa de Gramani é de quatro mil deslizamentos naquele morro. 

O grupo do IPT e do Instituto Geológico deverá ficar em Santa Catarina até a próxima quarta-feira (3/12), dependendo das condições climáticas nas regiões de análise.

Doações não param de chegar a Santa Catarina

Florianópolis (27/11/2008) - Centenas de empresas, instituições públicas, organizações não-governamentais e particulares fazem doações para as vítimas da maior tragédia climatológica da história catarinense. Os telefones da Coordenadoria de Doações do Departamento Estadual de Defesa Civil ficaram congestionados nesta quinta-feira (27/11).

As principais necessidades de ajuda são de alimentos, medicamentos, material de limpeza e de higiene pessoal. Pequenas quantidades devem direcionas para as Coordenadorias Municipais de Defesa Civil, empresas e instituições que promovem arrecadações. Para doações maiores a orientação deve ser solicitada nos telefones: (48) 4009-9886 ou 4009-9879.  NOTA:  A Defesa Civil de Santa Catarina pede cuidado com e-mails falsos informando outros números de contas bancárias. O órgão informa que não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio.

Doações nos bancos

Banco do Brasil - agência 3582-3; conta corrente 80.000-7

Besc - agência 068-0; conta corrente 80.000-0

Bradesco - agência 0348-4; conta corrente 160.000-1

Caixa Econômica Federal - agência 1877; operação 006; conta corrente 80.000-8

Nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57. 

Quanto à necessidade de doações de sangue para atender as regiões de Santa Catarina atingidas pelas águas temos a informar que:

Segundo as informações do Dr. Delson, Diretor de Centro Hemoterápico Blumenau, em 26 de novembro foram feitas 70 doações, e no momento o a situação está sob controle. O Centro Hemoterápico de Blumenau está atendendo regularmente para coleta de sangue, porém com menos funcionários, uma vez que estes também foram atingidos pela calamidade, o que leva a uma maior dificuldade para eles de coletar e processar o sangue coletado.

A Defesa Civil catarinense está coordenando o encaminhamento de todas as doações para os seis Centros de Arrecadação e Distribuição montados pelo Governado do Estado, através das Secretarias de Desenvolvimento Regional (SDRs), nas cidades de Timbó, Jaraguá do Sul, Blumenau, Itajaí, Joinville e Brusque. O transporte dos suprimentos, na maioria das vezes, é feito por transportadoras voluntárias ou pelas próprias empresas que fazem as doações. As SDRs coordenam a distribuição, de toda a ajuda, para os abrigos dos municípios afetados pelo desastre.

Algumas das transportadoras voluntárias são: Rede de Supermercados Comper e SESC, desde Florianópolis; Eletrosul para Santa Catarina; Zigomar, desde São Paulo e Rio Grande do Sul; e Fundação Nacional de Saúde, desde São Paulo. As quantidades e os tipos de doações que já foram encaminhadas, ainda não foram contabilizadas, devido ao grande número. A contagem final só poderá ser divulgada no final dos trabalhos, pois a relação deverá ser enviada por cada central de distribuição. 

As empresas que fazem doações podem requerer a isenção do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), utilizando o código CFOP na nota fiscal 5910. Também deve constar em complemento: “Doação para Defesa Civil do Estado de Santa Catarina”. 

Algumas das doações já registradas pela Defesa Civil: 25 toneladas de macarrão e seis toneladas de biscoito, enviadas pela Associação Brasileira de Farinhas e Massas; seis toneladas de biscoitos, pela empresa ADAS; 50 toneladas de margarina, pela Sadia; duas mil peças de vestuário intimo feminino e cinco mil litros de água, por uma empresa que preferiu não ser identificada; 30 mil litros de leite, por um deputado estadual; 50 toneladas de roupas e alimentos, por uma empresa de São Paulo; dois carretas de alimentos vestuários, brinquedos e material de higiene pessoal, por uma transportadora de São Paulo; 150 copos de água por dia, pelo Governo do Estado de Minas Gerais; 30 toneladas; caminhões com cereais, água e achocolatados, pela Nestlé; 30 toneladas de arroz e outros, pela Fecomercio de São Paulo; entre centenas de outras.  

 

Secretaria da saúde esclarece sobre doações de sangue


A Hemorrede publica de Santa Catariana, HEMOSC, está preparada e sem problemas em relação às enchentes, os nossos Hemocentros estão atendendo normalmente as pessoas que se dispuserem a doar sangue.  

As entidades civis, os órgãos de governo e militares que quiseram doar sangue podem fazer na Hemorrede de SC que o sangue será disponibilizado, assim que processado para as regiões atingidas pela calamidade e que necessitem de hemocomponentes. Para fazer estas doações solicitamos que façam contato direto nos setores de Captação de Doadores do hemocentro de sua região. Este setor está apto a orientar todas as duvidas necessárias.
Sugerimos ainda que os grupos de militares, que quiserem fazer doações entrem em contato com os hemocentros e façam as doações em grupos de até 30 doadores por dia, para que o estoque seja mantido por um período de tempo maior, uma vez que o sangue tem uma validade curta.
 Abaixo seguem os locais de coleta da Hemorrede HEMOSC. 
Horário de atendimento: 07h30min às 18h30min.

HEMOSC FLORIANÓPOLIS
Rua: Othon Gama D’eça, 756,
CentroFlorianópolis Tel. (48) 3251-9711
 
 
HEMOCENTRO REGIONAL DE CHAPECÓ

Rua São Leopoldo, 391, Esq. Nsa. Sra. Desterro – Quadra 1309 - Bairro EsplanadaChapecó- SC - CEP –89811-050  Tel. (49) 3329-0550 

HEMOCENTRO REGIONAL DE JOAÇABA
Av. XV de Novembro, 23, Centro - Joaçaba - SC -
CEP - 89600-000   Tel. (49) 3522-2811

HEMOCENTRO REGIONAL DE LAGES
Rua Felipe Schmidt, 33

 

 

Fonte: Defesa Civil de Santa Catarina

 

Palavras-chave: Doações, Santa Catarina, Tragédia

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar
USP e Record formarão autores de novela

 

 

A audiência das novelas na TV brasileira não pára de cair. Por causa disso, a Universidade de São Paulo (USP), que tem um núcleo de pesquisas voltado para o assunto, estuda iniciar em 2009 um curso de especialização em dramaturgia. Com aulas teóricas e práticas, o curso formaria autores capazes de dar novo fôlego ao gênero, gasto pelo excesso de uso com poucas diferenças entre os vários folhetins produzidos no país, o formato em cartaz é o mesmo desde a década de 1970. O projeto poderá dar a um dos alunos a chance de participar de uma novela da Record, emissora que vem investindo pesado para fazer frente à Globo na área.

"Os autores não estão conseguindo fazer um texto atraente. Existe uma queda visível na qualidade", disse a VEJA.com a professora Renata Pallottini, um dos nomes à frente do projeto da USP. Renata é autora do livro O que É Dramaturgia, sobre a arte de escrever roteiros. Para ela, prova de que o texto precisa ser repensado é que a Record arrancou parte da audiência da Globo com uma novela que, ainda que de gosto questionável, inovou na linguagem: Os Mutantes - Caminhos do Coração (na foto acima).

Outro problema da Globo diz respeito à renovação de atores. Os grandes nomes da casa estão envelhecendo e não aparecem tantos talentos à altura para ocupar o lugar deles até porque a Globo prioriza a contratação de beldades. "É um equívoco sério o da Globo procurar atores jovens entre os mais bonitos. Precisa procurar talento", diz Renata. Vale dizer que, além da Record, a Globo enfrenta a concorrência de outras mídias, como a internet, a TV paga e o DVD. Enquanto a emissora carioca tenta achar uma forma de levantar a audiência, USP e Record seguem conversando sobre a parceria para a formação de dramaturgos. Agora é aguardar os próximos capítulos.

fonte: revista Veja 28/11/2008 - Variedades/televisão - por Carolina Maia

Palavras-chave: ECA, Televisão, USP

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar
 
Lévi-Strauss prestes a tornar-se o primeiro membro centenário da Academia Francesa 
 

É um dos grandes intelectuais franceses do século XX, lançou as bases da Antropologia moderna e cumpre cem anos na sexta-feira, dia 28. O filósofo-antropólogo Claude Lévi-Strauss torna-se assim o primeiro membro centenário da Academia Francesa, para onde entrou em 1973. Foi também um crítico do etnocentrismo e de algum modo um precursor intelectual do movimento ecologista.

Lévi-Strauss é um nome familiar a quem estudou na área das Ciências Sociais, onde as suas obras têm sido referência ao longo de gerações. É de algum modo um intelectual-vedeta global, sobretudo no meio científico, como a França produziu vários no século passado, daqueles que marcaram gerações.

Foi o primeiro antropólogo na Academia Francesa, a cujas sessões se deslocava regularmente até há não muitos anos. No entanto, duas quedas obrigaram-no a limitar os movimentos, conta a AFP a propósito da efeméride. Habita num edifício discreto na zona oeste de Paris e não se mostra inquieto com a posteridade nem escreveu memórias.

A celebridade chegou-lhe cedo e a sua memória não parece comprometida. Entre as homenagens agendadas, há uma jornada especial na sexta-feira no Museu das Artes Primitivas, em Paris, onde uma centena de personalidades vão ler os seus principais textos. O canal de televisão franco-alemão Arte vai dedicar-lhe uma emissão especial e há cerca de vinte títulos seus nas livrarias.

Filho de judeus franceses, nasceu na Bélgica, em 1908, mas mudou-se para França ainda em idade de estudar no liceu. Depois, na Sorbonne, em Paris, estudou Direito e Filosofia, tendo sido professor desta última disciplina no ensino secundário.
Em 1935 foi para o Brasil. Aceitou um lugar como professor de Sociologia na Universidade de São Paulo, onde começou a sua carreira de etnólogo. Naquela época, havia milhares de índios nos subúrbios da cidade, o que lhe permitiu dedicar os fins-de-semana à sua nova disciplina, conta o investigador José Pereira da Costa, da Universidade Nova de Lisboa, num artigo no PÚBLICO no 50.º aniversário da publicação de Tristes Trópicos.

Lévi-Strauss não se ficou pela investigação de proximidade. Partiu mais tarde para o Mato Grosso e a Amazónia, onde contactou muitas tribos. Mais tarde também estudaria índios norte-americanos, mas em menor número.

Em As Estruturas Elementares do Parentesco, sua primeira obra de grande projecção, publicada em 1949, forneceu um novo método de análise que se tornou comum a muitos antropólogos. A tese do livro é que o "parentesco" está no centro da Antropologia - que estuda o homem na sua dimensão social. E aqui o parentesco é entendido como as regras de aliança, de filiação, de residência ou de perpetuação das populações.

"A grande questão da Antropologia é a variação entre as diferentes culturas. Porque é que há culturas diferentes?", resume uma das antigas alunas de Lévi-Struss, Anne-Christine Taylor, especialista em culturas indígenas da Amazónia, citada pela AFP. "Ele trouxe um olhar novo a esta questão, partindo do postulado de que há uma ordem por trás das diferentes culturas", acrescenta.

A sua obra mais marcante, Tristes Trópicos, chegou em 1950. Trata-se de uma autobiografia intelectual que recebeu o Prémio Goncourt e teve êxito também junto de um público muito para além da comunidade científica. E, em 1958, Antropologia Estrutural abre o caminho ao estruturalismo, a nova corrente do pensamento de que foi o principal teorizador, aplicando ao conjunto dos factos humanos de natureza simbólica um método que procura as formas invariáveis existentes em conteúdos diferentes. No ano seguinte era titular da Antropologia Social no Collège de France, de onde se reformou em 1982.

Primitivos como nós

Já em 1962, em O Pensamento Selvagem, vem dizer-nos que este pensamento está em todos nós. "Não se trata tanto do pensamento dos selvagens, mas do pensamento selvagem, uma forma que é apanágio de toda a humanidade e que podemos encontrar em nós, mas normalmente preferimos procurar nas sociedades exóticas", explicava o autor na altura, segundo recorda a AFP.
Pereira da Costa lembra que o método estruturalista se tornou uma moda que substituiu o existencialismo de Sartre nos anos 1960 e 70, sendo utilizado nas Ciências Sociais e Humanas em geral. Mas destaca, por palavras próprias, que para Lévi-Strauss cada membro de uma cultura deverá sentir-se grato pelas suas próprias especificidades: "A civilização mundial deverá consistir na coexistência de culturas o mais diversas que se possa imaginar, mas que preservem a sua originalidade. Nenhuma poderá invocar os seus próprios valores para julgar as outras e considerar-se superior a elas."

Por outro lado, Lévi-Strauss criticou também o aparecimento de uma corrente de pensamento humanista que secundarizou a natureza, tornando-se assim num precursor do movimento ecologista. O autor é centenário, a obra continua actual.

O diário francês Libération diz que ele "instalou-se há muito numa espécie de intemporalidade", em que "não se mistura com nada que não tenha escolhido", o que já "é anterior à sua reforma". Numa entrevista em 2005, Lévi-Strauss disse: "Dirigimo-nos para uma espécie de civilização à escala mundial. (...) Estamos num mundo a que já não pertenço. Aquele que conheci, aquele de que gostei, tinha 1500 milhões de habitantes. O mundo actual tem seis mil milhões de humanos. Já não é o meu."

Fonte: Blog do Madeira

 

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

Novembro 29, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

(Continuação) Entrevista do filósofo Mário Sérgio Cortella no Programa do Jô.

Parte 2

Palavras-chave: Filosofia, Literatura, Mídia

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 1 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

Em julho deste ano, o filósofo Mário Sérgio Cortella é entrevistado por Jô Soares com enxertos de trechos de obras diversas do autor.

Parte 1

 

Palavras-chave: Filosofia, Literatura, Mídia

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 2 comentários

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

                                 

                                 "Anos de Análise", de Adão Iturrusgarai

 

 

              

 

 

Palavras-chave: Humor

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

            Caricatura do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989)

                       O desenho é do colombiano Harold Ortiz Sandoval

 

 

Postado por Ana A. S. Cesar | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

Novembro 30, 2008

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Não temas a chuva
Que lavará a poeira
Que se forma
sobre os teus ideais

Não temas o vento
Ele desfará as teias

Que as aranhas
tecem na tua cabeça

Não temas a noite
Pois os morcegos
Não se alimentam das tuas

misérias
espirituais

 

(Ana Cesar)

desabafo dadaísta


Palavras-chave: Poesia

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Ana A. S. Cesar | 3 usuários votaram. 3 votos | 5 comentários