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janeiro 15, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

 

19/08/2009

 

XVII Colóquio de Filosofia 

"Formação do Professor e Ensino de Filosofia"

Mesa Redonda que contou com a participação dos professores: Roberto Rondon UEPB; Roberto de Barros Freire UFMT; Lívio Wogel UFMT; Walkyr Marra IFMT. O evento foi realizado pelo Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Mato Grosso.


 

 

23/04/2008


Palestra reforça importância da formação ética na área de informática


A preocupação com a formação ética dos profissionais de informática é cada vez maior na sociedade da informação. Isso porque volta e meia somos bombardeados com escândalos de obtenção ilícita de dados pessoais, relacionados a falhas de segurança e comercialização de informações pela rede mundial de computadores. Foi pensando em promover uma reflexão sobre ética, para que os alunos tenham consciência de que a boa convivência na internet depende de uma série de regras de boa conduta, que o professor MSc. Ed’ Wilson Tavares Ferreira propôs a palestra Moral e Ética, realizada na semana passada, na Sala de Projeções.

“Falar sobre ética é muito pertinente, principalmente no momento em que vivemos, no qual as políticas de privacidade estão em cheque. Em muitos casos, o profissional que deveria zelar pelo sigilo da informação é o que comete esse tipo de crime”, explica Ferreira.

O palestrante convidado foi o professor Dr. Roberto Barros Freire. O docente ponderou sobre as definições de ética e moral, suas diferenças conceituais e discorreu sobre o problema da corrupção no Brasil – “Antes de tudo, o combate à corrupção deve ser um compromisso de todos. Para isso, o bem comum deve superar os interesses particulares”.

Ética e Moral: falsos sinônimos

“A diferença básica é que a ética não é só comportamento, é reflexão. Ela vai além da norma moral”. É assim que o professor Dr. Roberto Barros Freire enxerga a distinção fundamental entre esses dois conceitos geralmente considerados sinônimos. “As pessoas aprendem o significado dos termos pelo uso, não pelo sentido real”. Para ele, esse equívoco é o grande problema na hora de se julgar o que é ético ou antiético. “A filosofia vem justamente para tentar extrapolar o sentido emotivo dos termos e resgatar o seu significado”, explica.

O professor frisa que moral é um conjunto de regras de conduta de um determinado lugar. “Morais são compartilhadas por grupos distintos, portanto, não existe uma moral universal”. Já ética, salienta, é uma reflexão crítica sobre a prática moral, um referencial para os homens basearem suas ações, do ponto de vista dicotômico de bem e mal. “A ética não depende de um contexto local, mas da liberdade de agir de forma virtuosa. É a reflexão sobre ação. É tentar melhorar a si e em relação ao próximo. É não agir conforme o dever, mas pelo dever”, ressalta.

Porém, explica o professor, ao falar sobre ética as pessoas devem analisar os comportamentos com bom senso, pois o que é considerado "certo" para uns pode ser considerado "errado" para outros. Além disso, devem levar em conta as intenções que motivaram uma atitude julgada antiética. “A ética permite distinguir a má fé da ignorância”. 

Para Freire, a ética deve ser vivida no dia-a-dia e se revela quando o bem comum supera os interesses particulares nas grandes e pequenas ações. Segundo o professor, é esse princípio ético republicano que falta aos brasileiros. “As pessoas estão acostumadas a achar que só o que os políticos fazem é roubo e se esquecem que imprimir trabalho pessoal numa repartição pública ou levar para casa uma caneta também o é”.

Sobre Roberto de Barros Freire

Graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), Freire é mestre e doutor em Educação pela UFMT e doutor em Ética e Filosofia Política pelo Departamento de Filosofia da USP.

fonte: Assessoria de Imprensa - CEFET MT

 

 

 

 

 

Como filósofo experiente, o autor apresenta 10 proposições filosóficas para reflexão: Primeira Proposição: A racionalidade vacilante; Segunda Proposição: A busca da felicidade; Terceira Proposição: Sobre a liberdade; Quarta Proposição: A questão da violência contemporânea; Quinta Proposição: Da justiça jurídica à ética; Sexta Proposição: A política do dia a dia; Sétima Proposição: Sobre o Estado e o Governo; Oitava Proposição: Alguns desencantos contemporâneos; Nona Proposição: O homem comum; Décima Proposição: A política de educar. Escrito numa linguagem acessível, a obra tem a propriedade de não só ser apreciada por um público mais ampliado, mas servir de livro didático para o ensino de Filosofia nas escolas de ensino médio das redes pública e privadas de ensino.

Contato

http://www.ufmt.br/bicho_homem/

rdefreire@uol.com.br  

Palavras-chave: Filosofia

Postado por Ana A. S. Cesar

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