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dezembro 24, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

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Deus revelou-se pessoa humana para nos ensinar a arte de perdoar. Aliás, a mais nobre e a mais difícil das artes, superando em dificuldade e profundidade as obras primas mais raras e consagradas da história da arte, através de artistas como Michelangelo e Leonardo da Vinci. A mais difícil, a mais essencial e a mais necessária das artes é a arte do perdão. Sem ela, a humanidade já teria deixado de existir, pois Deus a cada manhã revela-nos o seu infinito perdão a todas as ações perdoáveis, aos erros menores e maiores, menos ou mais graves que cometemos por imperfeição, fraqueza ou distração.

O Senhor nos ensina que até mesmo aqueles que caem mais fundo sempre merecem uma nova chance para resgatar-se, pois, a partir do momento em que preferimos rejeitar e crucificar a perdoar, estamos impedindo a transformação dos nossos irmãos e até de nós mesmos.

Não podemos justificar os que falham ou caem movidos pela má-fé, mas podemos dar as mãos àqueles que reconhecem e assumem os seus erros. Na verdade, temos sempre a tendência de massificar, de suspeitar mal, de julgar precipitadamente, de fechar os ouvidos para o esclarecimento de intenções sinceras, enfim agimos como se todos fossem oportunistas, demagogos, ou quisessem fazer marketing com a dignidade alheia. Temos tendência de ser implacáveis para com os outros e condescendentes para com nosso próprio eu, como se os pequenos ou grandes males comuns pertencessem somente aos outros.

Esta é a condição humana que Cristo contraria com seu exemplo, permitindo que o outro que nos tenha causado mal se redima quando dele se perceba, e que o outro, que tenha perdido nossa credibilidade, se reerga, para que venha a merecer novamente o nosso crédito, a nossa fé, o nosso carinho. Quem tem Jesus tem tudo, tem a salvação. Somos salvos por seu sangue derramado na cruz.

Para nos exercitarmos na arte do perdão, no entanto, é preciso reaprender a ouvir com a alma, sem a barreira da presunção de que o julgamento fatalmente faz. Sentir e agir caminham juntos quando se fala de perdão. De nada adianta lermos a Palavra de Deus se não praticamos o que nela está escrito, se entendermos mal os  seus ensinos. A Bíblia é um livro de princípios. Nossa condição não permite que julguemos o outro como algo perfeito aos olhos de Deus. Sem a predisposição para tal exercício, o de perdoar, apenas sobreporá erro sobre erro, desconstruindo a ideia de fraternidade, e, comumente, o desconstruir o outro. Jesus nos ama e trouxe uma proposta de semear em nossos corações a fé, a esperança, e o perdão. Vivenciar Sua espiritualidade é sair do conforto da contemplação e descer do monte para enfrentar a realidade, como lemos em Lucas 9:28-37. Ser espiritual, na concepção de Jesus, é ser livre – livre para servir.

Irmãos: no Novo Ano que se aproxima vamos preparar os nossos corações para esta tão difícil e necessária ARTE DE PERDOAR, com tintas e lápis de cor do amor.

Que Deus possa transformar em flor e fruto as sementes que foram lançadas pelos seus jardineiros em tantos corações.

Há poucas horas, juntos, unidos em uma Cantata, louvamos ao Senhor.  E, naquele momento, nossos corações foram edificados pelo Espírito Santo. Clamo ao Pai que nos dê muita sabedoria e entendimento das Tuas Palavras.

 

Desejo a todos um Feliz Natal!  

Ana

 

Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.” (Efésios 4.32)

Palavras-chave: Mensagem

Postado por Ana A. S. Cesar

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