Stoa :: Ana A. S. Cesar :: Blog :: Herança de mãe

novembro 23, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

fotos de Verão, Verão imagens Verão

 

 

[...]

 

Quando me amei de verdade,

 

percebi que posso não ser

uma pessoa especial,

mas que sou única.

 

Quando me amei de verdade,

 

entendi que sou digna de

conhecer Deus diretamente.

 

Quando me amei de verdade,

 

comecei a ver que eu não tinha

de sair em busca da vida.

Se eu ficar quieta e parada,

a vida vem até mim.

 

Quando me amei de verdade,

 

deixei de achar que a vida é dura.

 

Quando me amei de verdade,

 

pude perceber que o sofrimento

emocional é um sinal de que estou

indo contra a minha verdade.

 

Quando me amei de verdade,

 

sempre que fico ansiosa, zangada,

inquieta ou triste, pergunto a mim

mesma: “Quem, dentro de mim,

está se sentindo assim?”

Se eu escutar com paciência,

descubro quem é que precisa

do meu amor.

 

Quando me amei de verdade,

 

deixei de precisar das coisas e das

pessoas para me sentir segura.

 

Quando me amei de verdade,

 

parei de desejar que a minha vida

fosse diferente e comecei a ver

que tudo o que acontece contribui

para o meu crescimento.

 

Quando me amei de verdade,

 

comecei a entender a

complexidade, o mistério e a

vastidão da minha alma.

Que tolice pensar que posso

conhecer o sentido da vida

de alguém!

 

Quando me amei de verdade,

 

desisti de projetar nos outros

as minhas forças e fraquezas,

e guardei-as comigo.

 

Quando me amei de verdade,

 

desisti de ficar exausta

por me empenhar tanto.

 

Quando me amei de verdade,

 

comecei a sentir uma comunidade

dentro de mim. Essa equipe

interna, com múltiplos talentos

e características próprias, é a

minha força e o meu potencial.

Fazemos reuniões de equipe.

 

Quando me amei de verdade,

 

passei a aceitar o inaceitável.

 

Quando me amei de verdade,

 

comecei a ver que o meu ego

é parte da minha alma.

Ao perceber isso, meu ego

perdeu sua estridência e paranóia

e pôde me servir melhor.

 

Quando me amei de verdade,

 

passei a acordar muitas vezes

no meio da noite ouvindo

música dentro de mim.

 

Quando me amei de verdade,

 

comecei a me livrar de tudo

que não fosse saudável.

Isso quer dizer: pessoas, tarefas,

crenças e hábitos - qualquer coisa

que me pusesse pra baixo.

Minha razão chamou isso

de egoísmo.

Mas hoje eu sei que

é amor-próprio.

 

Quando me amei de verdade,

 

passei a encontrar um prazer

cada vez maior na solidão

e a usufruir a inexplicável

e profunda satisfação que sua

companhia traz.

 

Quando me amei de verdade,

 

pude perceber como a vida

é divertida, como eu sou

divertida e como os outros

podem ser divertidos.

 

Quando me amei de verdade,

 

perdi o medo de dizer o que

penso porque percebi como

é bom fazer isso.

 

Quando me amei de verdade,

 

desisti de querer ter sempre razão,

e com isso

errei muito menos vezes.

 

Quando me amei de verdade,

 

deixei de ter medo do medo.

 

Quando me amei de verdade,

 

desisti de ficar revivendo o

passado e de me preocupar

com o futuro.

Isso me mantém no presente,

que é onde a vida acontece.

[...]

 

Kim McMillen & Alison McMillen


Sobre a autora

 

Minha mãe morreu em setembro de 1996, aos 52
anos, poucos meses depois de escrever este livro. Não
ficou doente e não imaginava que estava prestes a morrer.
Teve uma morte súbita, que chocou profundamente
todos que a conheciam. Tem sido muito difícil para
mim, assim como para seus amigos e sua família, enfrentar
a vida sem ela. Morreu muito jovem, e estou
consciente de sua ausência em cada momento de minha
vida.
Este livro tem me ajudado a suportar a tristeza.
Seguindo seu exemplo, continuei a divulgá-lo fora do
meu círculo mais próximo. Tem sido uma tarefa extremamente
gratificante. Tenho recebido inúmeras
cartas e telefonemas, de todas as partes do mundo, de
pessoas que se sentiram tocadas pela sabedoria das palavras
de mamãe. Elas me contam que sentem como se,
através do livro, tivessem conhecido Kim McMillen.
Eu concordo totalmente.
Este livro é a minha mãe. Sua mensagem se refere
ao que ela passou anos meditando, lendo ou escreven-
do e vivenciar isso representa tudo em que acreditou e
o que ela me levou a acredita. É a sua autobiografia,
seu depoimento, sua alma.
Ainda que ignorasse estar se aproximando do fim
da vida, ela percebeu, de alguma maneira, que precisava
dizer as coisas que tinha descoberto e que passaram
a ser as suas verdades. Depois de muitos anos cheia de
dúvidas e críticas sobre si mesma, ela resolveu se dedicar
a encontrar o amor e a compaixão por si mesma.
Quando conseguiu e foi capaz de escrever suas descobertas
para que outros as lessem, sua vida se completou
e lamentavelmente chegou ao fim.
Carrego uma dor permanente no coração, um desejo
de vê-la outra vez neste mundo. Foi uma mãe maravilhosa,
amiga, escritora, consultora nos negócios,
religiosa, esportista, amiga de cachorros, vizinha solidária,
uma mulher e tanto. Embora eu sinta muito a sua
falta, me conforta saber que, sendo este livro a expressão
mais verdadeira de quem era minha mãe, o que ela
tinha a oferecer ao mundo vai permanecer.

Alison McMillen, janeiro de 2001.

 

McMillen, Kim

Quando me amei de verdade

/ Kim McMillen & Alison McMillen - Rio de Janeiro: Sextante, 2003

96p.:

 

Palavras-chave: Filhos, Mãe

Postado por Ana A. S. Cesar

Comentários

  1. Alcione Carvalho alcionecarvalho. escreveu:

    Não resisti...

     

    QUANDO ME AMEI DE VERDADE

    deixei de sofrer pela orfandade prematura

    entendi que minha mãe tinha sua vida além de mim

     

    QUANDO ME AMEI DE VERDADE

    vi que aprender a me amar de verdade

    foi concluir a missão que ela começou

    ela agora existe em mim sem dor

    apenas com amor

     

     

     

     

    default user iconAlcione Carvalho alcionecarvalho. ‒ quarta, 06 janeiro 2010, 19:30 -02 # Link |

Você deve entrar no sistema para escrever um comentário.

Termo de Responsabilidade

Todo o conteúdo desta página é de inteira responsabilidade do usuário. O Stoa, assim como a Universidade de São Paulo, não necessariamente corroboram as opiniões aqui contidas.