Stoa :: Ana A. S. Cesar :: Blog :: Em assembleia, professores da USP pedem renúncia da reitora

junho 10, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

Os professores pretendem, ainda na tarde de hoje, entregar as deliberações da assembléia à reitoria da USP

Assembleia no prédio da FFLCH História/Geografia

Em assembleia no início da tarde desta quarta-feira, cerca de 200 professores da Universidade de São Paulo (USP) exigiram a renúncia da reitora da instituição, Suely Vilela, e a saída da Polícia Militar do campus da universidade. Entre os ítens aprovados na reunião estão ainda eleições diretas para reitor e a instalação de uma comissão para alterar o estatuto da USP.

Os professores pretendem, ainda na tarde de hoje, entregar as deliberações da assembleia à reitoria da USP.

De acordo com Otaviano Helene, presidente da Associação de Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp), a mobilização cresceu após os conflitos de ontem entre PMs, professores, alunos e funcionários.

"Assinaram hoje presença na nossa assembleia, mais de 200 professores, o que não ocorria aqui há muito tempo. Estamos indignados com o que houve ontem. É intolerável", afirmou o presidente da Adusp. Otaviano afirmou ainda que para a abertura das negociações é indispensável vontade política.

"A polícia não entrou aqui sem autorização da reitora, assim como do governador. A nossa situação hoje é inaceitável. Nos reuniremos novamente na próxima segunda e esperamos que até lá exista alguma abertura para diálogo", completou.

A nova assembleia dos professores está marcada para segunda-feira, dia 15, às 16 horas. Em função da chuva forte que cai na capital paulista desde as 10 horas desta quarta-feira, a manifestação que estava marcada para a tarde foi transferida para a próxima semana.

Funcionários da instituição permaneciam em assembleia paralela à dos professores, às 14 horas.

 

fonte: Redação Terra

Palavras-chave: ADUSP, Greve, Invasão de espaço, USP

Postado por Ana A. S. Cesar | 3 usuários votaram. 3 votos

Comentários

  1. Alexandre Hannud Abdo escreveu:

    Ni!

     Demorou,

     Fora a rainha de copas!

     E viva o país das maravilhas =D

     Contra ou a favor da greve e das barricadas (eu sendo contra), Suely Vilela já fez o que podia fazer para arruinar esta universidade.

     Só faltou pedir a renúncia do Serra, o vampiro quer jogar a responsabilidade toda na reitora - que bem a merece - mas pediu sangue de aluno no café da manhã.

    ~~

    Alexandre Hannud AbdoAlexandre Hannud Abdo ‒ quarta, 10 junho 2009, 15:55 -03 # Link |

  2. Ana César escreveu:

    Desrespeito e falta de sensibilidade ao conduzir situações conflitantes. Esse é o quadro que a reitora vem demonstrando ao longo de seu mandato. Temos sentido na pele o que é 'indisponibilidade' administrativa.

    Abraços.

    Ana A. S. CesarAna César ‒ quarta, 10 junho 2009, 16:06 -03 # Link |

  3. Ana escreveu:

    Olha o Serra aí, qdo era representante dos estudantes. Quem te viu, quem te vê...Esse mundo dá voltas!

    default user iconAna ‒ quarta, 10 junho 2009, 16:18 -03 # Link |

  4. Ana César escreveu:

    As cenas são do passado, mas a reitoria da USP tem nos proporcionado uma verdadeira volta aos velhos tempos. Tristes velhos tempos da ditadura. Lutamos tanto por liberdades democráticas, pela autonomia universitária, e hoje vemos a nossa universidade ser invadida por policiais militares, como se não tivéssemos um nome.

    Muito bom, Ana. Você não nos deixou esquecer.

    Abraços.

     

    Ana A. S. CesarAna César ‒ quarta, 10 junho 2009, 16:31 -03 # Link |

  5. Andre Chalom Machado de Oliveira escreveu:

    "Quem te viu, quem te vê..." você diz, mas não sei não...

    Você votaria em algum dos atuais 'representantes dos estudantes' para alguma coisa? Eu não....

    Andre Chalom Machado de OliveiraAndre Chalom Machado de Oliveira ‒ quarta, 10 junho 2009, 19:47 -03 # Link |

  6. Visitante escreveu:

    Porque não sou sócio da Adusp


    No que segue encontrará o leitor correspondência trocada com o Prof. Otaviano Agusto Marcondes Helene, do IFUSP, ex-presidente da Adusp, a qual esclarece o título desta página.


    Date: Thu, 18 Jun 2009 04:05:13 -0300 (BRT)
    From: Joao C A Barata
    To: otaviano@if.usp.br


    Caro Prof. Otaviano,

    escrevo-lhe para solicitar-lhe uma informação que não pude obter por
    outros canais e que me ajudaria a entender certos aspectos da situação
    corrente na USP: quantos associados tem a ADUSP? Infelizmente essa
    informação não parece constar da página daquela
    associação. Agradeceria se puder fornecê-la.

    Abraços,
    João C A Barata.

    João Carlos Alves Barata
    Depto. de Física Matemática
    Universidade de São Paulo
    Caixa Postal 66 318.
    São Paulo 05314-970 SP. Brasil

    jbarata@if.usp.br
    http://fma.if.usp.br/~jbarata

    Tel.: (011) 3091 7002
    Fax: 0055 11 3091 6833



    A mensagem abaixo contém pequenas alterações em relação ao original, com correções ortogrográfias e refraseamento uma sentença mal-construida, sem alteração de conteúdo.

    Date: Fri, 19 Jun 2009 06:10:36 -0300 (BRT)
    From: Joao C A Barata
    To: otaviano@if.usp.br

    On Thu, 18 Jun 2009, otaviano@if.usp.br wrote:

    > Caro João,
    > Se você se associar, passaremos a ter 2810 associados. A taxa de crescimento nos
    > últimos 6 meses é de 5 por mês.
    > Um abraço,
    > Otaviano
    >

    Caro Prof. Otaviano,

    obrigado pela mensagem e pela informação. O número de membros da Adusp
    não é, afinal, tão pequeno quanto se apregoa, mas o número mencionado
    em seu e-mail suscita outras questões:

    Quantos desses 2809 membros atuais são aposentados, quantos são
    servidores ativos?

    Antes de prosseguir com minha mensagem, faço notar que considero ser
    uma obrigação da Adusp responder a questões relativas a sua
    representatividade enquanto associação de docentes da USP, mesmo
    àqueles, como eu, que não contam entre seus membros. Ao público
    externo, especialmente à imprensa, declarações e decisões da Adusp são
    tomadas como declarações e decisões do coletivo do corpo docente da
    universidade. É mister, portanto, que a Adusp justifique a esse
    coletivo o por quê de arrogar-se a posição de representante do mesmo.

    Fico feliz, assim, com sua resposta e espero poder receber seus
    esclarecimentos quanto às questões de acima e às questões e
    comentários que seguem.

    Além das questões de acima que há outras que não se reduzem a um
    caráter numérico. De acordo com informação do sítio da Adusp

    "Votaram [nas últimas eleições para a diretoria da Adusp] 610
    docentes, dos quais 594 na chapa 'Participação', 36 em branco e 8
    anularam seus votos".

    Vide http://www.adusp.org.br/noticias/Informativo/284/inf28408.html .

    Pondo à parte a incoerência dos números acima, 594 votos em 610
    perfazem 97,3% do total de votos. A mesmo tempo, esse total de
    votantes perfaz cerca de 21,7% do total de membros daquela associação
    e pouco mais de 11% do total de docentes da USP [cerca de 5500].

    Tais números revelam dois fatos. Um deles é a quase total ausência de
    divergência no seio da associação, indício de um alinhamento
    monolítico, sem contrariedade, da parte dos participantes ativos da
    mesma (aqueles que, afinal, dispõe-se a votar e não apenas usufruem
    dos benefícios obtidos por pertencerem à Adusp).

    Percentuais de aprovação de 97,3% só são conhecidos de regimes
    totalitários, onde são obtidos quer por meio de fraude ou de coerção.
    Em uma amostra de menor população, como a dos membros da Adusp, só se
    pode entender tal percentual como fruto de um total abandono da
    associação por parte de pensamentos divergentes. Sabendo também que o
    grupo recém empossado já dirigiu a associação por diversas vezes em
    tempos recentes, é inevitável a inferência de que o espírito
    democrático está ausente do interior da Adusp.

    Outro fato revelado pelos números de acima é que a Adusp não desperta
    a paixão e o interesse da grande maioria do corpo docente da
    universidade. Como justificar que, em meio a tão graves questões como
    aquelas que têm afetado a vida universitária local, uma entidade que
    nominalmente agregaria os interesses de um grupo intelectualizado e
    politizado como a dos docentes da USP não consiga atrair num evento
    tão decisivo como uma eleição de suas lideranças pouco mais de 20% de
    seus próprios membros?

    É novamente inescapável a conclusão de que a Adusp tornou-se uma
    entidade desprovida de relevância, autisticamente voltada a seus
    próprios devaneios sobre o funcionamento de uma universidade, do papel
    social da mesma e de suas estruturas de poder, e arrogantemente
    convicta da correção de sua atuação, menosprezando aqueles que não
    coadunam com seu alinhamento ideológico.

    Em sua mensagem lemos: "Se você se associar, passaremos a ter 2810
    associados". Naturalmente trata-se de um cordial convite à minha
    associação à Adusp, mas não irei aceitá-lo pelas razões que passo a
    expor e que são um evidente reflexo da situação exposta acima.

    A Adusp abdicou há muito do papel de representante dos interesses
    acadêmicos do corpo docente, reduzindo-se a um pseudo-sindicato,
    interessado apenas em questões salariais, gatilhos, questões
    trabalhistas e nas jogatinas das estruturas de poder da USP. Por
    cálculo ou conveniência, cala diante de desmandos de potentados
    maiores ou menores (por exemplo, os dos últimos diretores do IFUSP).

    A Adusp manifestamente manipula seu sistema decisório, as suas
    célebres "assembléias", no sentido de impor resultados que estejam de
    acordo com as linhas de pensamento do seu grupo dominante. Para tal
    lança mão das táticas bem conhecidas do "assembleísmo" empulhador:
    protelam-se votações, engendram-se discussões infindáveis, mente-se,
    humilha-se, tudo com o propósito de forçar o abandono por parte
    daqueles que, resumindo, têm mais o que fazer. Precisamente o mesmo,
    aliás, ocorre na Congregação do IFUSP.

    Quando uma "assembléia" não obtém os resultados desejados pelo
    grupelho dominante, repete-se uma nova "assembléia" e as votações -
    quase de imediato - até obter-se o que se deseja.

    A penúltima "assembléia" ocorrida antes da recente decretação de
    "greve" contou, segundo testemunhos, com 60 participantes: cerca de
    1,1% do total de docentes da USP, cerca de 2% do total de membros da
    Adusp ...

    Por que a Adusp não permite um sistema eletrônico de votação que
    garanta a representatividade de suas decisões e a participação de uma
    parcela mais substantiva dos membros do corpo docente uspiano? A
    resposta é clara: para continuar a manipulação das decisões. Por que a
    Adusp não abdica de utilizar a greve como "instrumento de luta", gesto
    desprovido de sentido (e de risco!) em uma universidade pública e que
    só vitima os estudantes (especialmente os mais pobres!). A resposta é
    que a mentalidade dominante na Adusp é a do esquerdismo romântico,
    desprovido de imaginação quanto aos gestos de liderança que uma
    postura autenticamente acadêmica permitem. Por que a Adusp não se
    engaja nas questões que realmente afetam a vida acadêmica, a qualidade
    do ensino e a procura da excelência na pesquisa? A resposta também é
    clara: pois os grupos dominantes da Adusp reduziram-na a uma entidade
    voltada à satisfação de seus interesses corporativistas fisiológicos e
    ideológicos.

    Antes de ser uma farsa vergonhosa, esse estado de coisas é um insulto
    à inteligência do corpo docente da universidade, um atentado à
    democracia, uma cafajestice travestida de luta em defesa da
    universidade pública e gratuita.

    Pois se há algo que os grupelhos dominantes da Adusp não entenderam é
    que a melhor forma de defender a universidade pública e gratuita é dar
    motivos para que ela tenha que ser defendida. É na dura labuta das
    atividades de pesquisa, das orientações científicas, do ensino de alto
    nível (que exigem preparação e estudo), que os docentes da
    universidade realizam essa luta.

    Não é de se estranhar que os grupelhos que há tempos tomaram de
    assalto a entidade que precipuamente deveria dedicar-se à defesa dos
    interesses reais do corpo docente da USP não entendam esses
    pontos. Mas que não se estranhe também que mais e mais a Adusp se
    isole, se distancie da universidade, se transforme em peão de "Ligas
    Estratégicas Revolucionárias" e que tais. E que se torne alvo de
    chacotas, inconsciente de seu próprio ridículo e de sua própria
    irrelevância.

    Enquanto a Adusp estiver nas mãos de pessoas que a utilizam para
    justificar sua presença na universidade e preencher o vazio de sua
    existência acadêmica, nada mudará.

    E eu não serei seu sócio.

    Abraços,
    João C A Barata.

    João Carlos Alves Barata
    Depto. de Física Matemática
    Universidade de São Paulo
    Caixa Postal 66 318.
    São Paulo 05314-970 SP. Brasil

    jbarata@if.usp.br
    http://fma.if.usp.br/~jbarata

    Tel.: (011) 3091 7002
    Fax: 0055 11 3091 6833


    A mensagem acima não recebeu resposta do Prof. Otaviano Helene.
    João Carlos Alves Barata.
    Departamento de Física Matemática.
    Universidade de São Paulo.
    Caixa Postal 66 318.
    05315 970. São Paulo. SP. Brasil.
    Fax: (011) 3091 6833
    Tel.: (011) 3091 7002
    Email: jbarata@fma.if.usp.br

    default user iconVisitante ‒ quinta, 25 junho 2009, 01:17 -03 # Link |

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