Stoa :: Ana A. S. Cesar :: Blog :: Gramática 10 (continuação)

maio 30, 2009

default user icon
Postado por Ana A. S. Cesar

 

Ver imagem em tamanho grande

Concordância Verbal – Os casos especiais do sujeito composto

Na concordância verbal temos alguns casos que podem geram dúvidas quanto ao sujeito composto e a correta conjugação do verbo.

Os casos especiais do sujeito composto:

a) Quando o sujeito composto estiver antes do verbo, esse último ficará no plural.

Exemplo: Paola e Pedro gostaram do seu interesse em vender a casa.

b) Quando o sujeito vier depois do verbo, esse último ficará no plural ou com o núcleo do sujeito que estiver mais próximo ao verbo.

Exemplo: Dividiram a comida a mãe, os seus filhos e os amigos de seus filhos.
Dividiu a comida a mãe, os seus filhos e os amigos de seus filhos.

c) Quando os núcleos do sujeito constituir uma gradação, o verbo fica no singular.

Exemplo: O sorriso, a paz, a felicidade fez com que me sentisse muito bem hoje.

d) Quando um pronome indefinido (tudo, nada, ninguém, alguém) resumir os núcleos do sujeito, o verbo fica no singular.

Exemplo: As tribulações, o sofrimento, as tristezas, nada nos separa de quem nos ama e amamos de verdade.

e) Quando o sujeito composto vier ligado por ou:

Ou com sentido de exclusão, o verbo fica no singular.
Exemplo: Paola ou Pedro virá aqui em casa hoje.

Ou com sentido de adição, o verbo fica no plural.
Exemplo: O ingresso ou o ticket são aceitos aqui.

Ou com sentido de retificação, o verbo concorda com o núcleo mais próximo.

Exemplo: O professor titular ou os professores concordaram com essa decisão.

f) Quando o sujeito for representado pela expressão “um e outro”, o verbo concorda ou no singular, ou no plural.
Exemplo: Um e outro aluno fez (fizeram) o trabalho manuscrito.

g) Quando o sujeito for representado por uma das expressões “um ou outro”; “nem um nem outro”, o verbo fica no singular.
Exemplo: Nem um nem outro fez o trabalho manuscrito.

h) Quando o sujeito for formado por infinitivos, o verbo fica no singular. Caso os infinitivos sejam antônimos, o verbo concorda no plural.
Exemplos: Fumar e beber não traz benefícios ao organismo.
Subir e descer escadas são ações que todos deveríamos praticar mais.

i) Quando o sujeito composto for ligado por com, o verbo fica ou no singular ou no plural, dependerá da ênfase que se quer dar: ou a algum dos núcleos do sujeito ou aos dois.

Exemplo: O prefeito com seus assessores fizeram uma boa campanha.
O prefeito, com seus assessores, fez uma boa campanha.

j) Quando o sujeito apresentar as expressões “nem...nem”, “tanto...como”, “assim...como”, “não só...mas também”, o verbo geralmente vai para o plural.

Exemplo: Não só o uso de drogas, mas também a companhia errada trazem prejuízos irreversíveis ao indivíduo.

k) Quando os núcleos do sujeito são representados por pronomes pessoais do caso reto, o verbo fica no plural.

1. Eu, tu e ele vamos hoje ao dentista. (nós – plural)
2. Tu e ela ireis ficar bem até o final da manhã. (vós – plural)
3. Ela e ele estudam mais do que o necessário por dia. (eles – plural)

Silepse – A figura de linguagem que causa dúvidas na concordância nominal

A silepse é uma figura de sintaxe que faz concordância não através de regras gramaticais, mas sim pela ideia, daí dizer que é a concordância ideológica ou concordância figurada.

A silepse pode ser de número, de gênero e de pessoa.

1. A silepse de número ocorre quando o sujeito é coletivo ou indica coletividade (mais de um):

Exemplo: A turma veio aqui em casa e deixaram a maior bagunça.
O casal resolveram não pagar a conta, pois questionaram o valor.

2. A silepse de gênero ocorre quando a concordância vem através da idéia que está implícita.

Exemplo: Patos de Minas é muito calorosa. (calorosa diz respeito às pessoas da cidade, que são receptivas).
Vossa Excelência está equivocado. (a referência aqui se faz ao sexo da pessoa e não ao pronome de tratamento).

3. A silepse de pessoa geralmente acontece quando o verbo está na primeira pessoa do plural e o sujeito na terceira pessoa do plural:

Exemplo: Os mineiros temos a fama de que não falamos muito sobre o que vamos fazer, preferimos ser notados pelas ações.

 

VII - Regência nominal e verbal. Emprego da crase.

 

Regência Nominal

Regência Nominal é o nome da relação entre um substantivo, adjetivo ou advérbio transitivo e seu respectivo complemento nominal. Essa relação é intermediada por uma preposição.

No estudo da regência nominal, deve-se levar em conta que muitos nomes seguem exatamente o mesmo regime dos verbos correspondentes.

Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos.

- alheio a, de 

- liberal com

- ambicioso de 

- apto a, para       

- análogo a

- grato

- bacharel em  

- indeciso em 

- capacidade de, para 

- natural de

- contemporâneo a, de   

- nocivo a 

- contíguo     

- paralelo

- curioso a, de  

- propício a

- falto de   

- sensível

- incompatível com  

- próximo a, de 

- inepto para

- satisfeito com, de, em, por 

- misericordioso com, para com 

- suspeito de 

- preferível

- longe de 

- propenso a, para   

- perto de 

- hábil em 

- perto de 


Exemplos:

Está alheio a tudo.
Está apto ao trabalho.
Gente ávida por dominar.
Contemporâneo da Revolução Francesa.
É coisa curiosa de ver.
Homem inepto para a matemática.

Era propenso ao magistério. 

Regência Verbal

A regência estuda a relação existente entre os termos de uma oração ou entre as orações de um período.

A regência verbal estuda a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus complementos. Na realidade o que estudamos na regência verbal é se o verbo é transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto ou intransitivo e qual a preposição relacionada com ele.

Verbos Transitivos Diretos
Verbos Transitivos Indiretos
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Verbos Intransitivos

 

Este post é Domínio Público.

Postado por Ana A. S. Cesar

Você deve entrar no sistema para escrever um comentário.

Termo de Responsabilidade

Todo o conteúdo desta página é de inteira responsabilidade do usuário. O Stoa, assim como a Universidade de São Paulo, não necessariamente corroboram as opiniões aqui contidas.