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maio 30, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

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Substantivos em -ÃO e seus plurais:

  • alão - alões, alãos, alães;
  • aldeão - aldeãos, aldeões;
  • capelão - capelães;
  • castelão - castelãos, castelões;
  • cidadão - cidadãos;
  • cortesão - cortesãos;
  • ermitão - ermitões, ermitãos, ermitães;
  • escrivão - escrivães;
  • folião - foliões;
  • hortelão - hortelões, hortelãos;
  • pagão - pagãos;
  • sacristão - sacristães;
  • tabelião - tabeliães;
  • tecelão - tecelões;
  • verão - verãos, verões;
  • vilão - vilões, vilãos;
  • vulcão - vulcões, vulcãos.

Alguns substantivos que sofrem metafonia no plural:

abrolho, caroço, corcovo, corvo, coro, despojo, destroço, escolho, esforço, estorvo, forno, forro, fosso, imposto, jogo, miolo, poço, porto, posto, reforço, rogo, socorro, tijolo, toco, torno, torto, troco.

Substantivos só usados no plural:

anais, antolhos, arredores, arras (bens, penhor), calendas (1º dia do mês romano), cãs (cabelos brancos), cócegas, condolências, damas (jogo), endoenças (solenidades religiosas), esponsais (contrato de casamento ou noivado), esposórios (presente de núpcias), exéquias (cerimônias fúnebres), fastos (anais), férias, fezes, manes (almas), matinas (breviário de orações matutinas), núpcias, óculos, olheiras, primícias (começos, prelúdios), pêsames, vísceras, víveres etc., além dos nomes de naipes.

Coletivos:

  • alavão - ovelhas leiteiras;
  • armento - gado grande (búfalos, elefantes);
  • assembleia (parlamentares, membros de associações);
  • atilho - espigas;
  • baixela - utensílios de mesa;
  • banca - de examinadores, advogados;
  • bandeira - garimpeiros, exploradores de minérios;
  • bando - aves, ciganos, crianças, salteadores;
  • boana - peixes miúdos;
  • cabido - cônegos (conselheiros de bispo);
  • cáfila - camelos;
  • cainçalha - cães;
  • cambada - caranguejos, malvados, chaves;
  • cancioneiro - poesias, canções;
  • caterva - desordeiros, vadios;
  • choldra, joldra - assassinos, malfeitores;
  • chusma - populares, criados;
  • conselho - vereadores, diretores, juízes militares;
  • conciliábulo - feiticeiros, conspiradores;
  • concílio - bispos;
  • canzoada - cães;
  • conclave - cardeais;
  • congregação - professores, religiosos;
  • consistório - cardeais;
  • fato - cabras;
  • feixe - capim, lenha;
  • junta - bois, médicos, credores, examinadores;
  • girândola - foguetes, fogos de artifício;
  • grei - gado miúdo, políticos;
  • hemeroteca - jornais, revistas;
  • legião - anjos, soldados, demônios;
  • malta - desordeiros;
  • matula - desordeiros, vagabundos;
  • miríade - estrelas, insetos;
  • nuvem - gafanhotos, pó;
  • panapaná - borboletas migratórias;
  • penca - bananas, chaves;
  • récua - cavalgaduras (bestas de carga);
  • renque - árvores, pessoas ou coisas enfileiradas;
  • réstia - alho, cebola;
  • ror - grande quantidade de coisas;
  • súcia - pessoas desonestas, patifes;
  • talha -lenha;
  • tertúlia - amigos, intelectuais;
  • tropilha - cavalos;
  • vara - porcos.

Substantivos compostos:

Os substantivos compostos formam o plural da seguinte maneira:

  • sem hífen formam o plural como os simples (pontapé/pontapés);
  • caso não haja caso específico, verifica-se a variabilidade das palavras que compõem o substantivo para pluralizá-los. São palavras variáveis: substantivo, adjetivo, numeral, pronomes, particípio. São palavras invariáveis: verbo, preposição, advérbio, prefixo;
  • em elementos repetidos, muito parecidos ou onomatopaicos, só o segundo vai para o plural (tico-ticos, tique-taques, corre-corres, pingue-pongues);
  • com elementos ligados por preposição, apenas o primeiro se flexiona (pés-de-moleque);
  • são invariáveis os elementos grão, grã e bel (grão-duques, grã-cruzes, bel-prazeres);
  • só variará o primeiro elemento nos compostos formados por dois substantivos, onde o segundo limita o primeiro elemento, indicando tipo, semelhança ou finalidade deste (sambas-enredo, bananas-maçã)
  • nenhum dos elementos vai para o plural se formado por verbos de sentidos opostos e frases substantivas (os leva-e-traz, os bota-fora, os pisa-mansinho, os bota-abaixo, os louva-a-Deus, os ganha-pouco, os diz-que-me-diz);
  • compostos cujo segundo elemento já está no plural não variam (os troca-tintas, os salta-pocinhas, os espirra-canivetes);
  • palavra guarda, se fizer referência a pessoa varia por ser substantivo. Caso represente o verbo guardar, não pode variar (guardas-noturnos, guarda-chuvas).

Adjetivo

É a palavra variável que restringe a significação do substantivo, indicando qualidades e características deste. Mantém com o substantivo que determina relação de concordância de gênero e número.

  • adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a origem geográfica, normalmente são formados pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo de que se originam (Alagoas por alagoano). Podem ser simples ou compostos, referindo-se a duas ou mais nacionalidades ou regiões; nestes últimos casos assumem sua forma reduzida e erudita, com exceção do último elemento (franco-ítalo-brasileiro).
  • locuções adjetivas: expressões formadas por preposição e substantivo e com significado equivalente a adjetivos (anel de prata = anel argênteo / andar de cima = andar superior / estar com fome = estar faminto).

São adjetivos eruditos:

  • açúcar - sacarino;
  • águia - aquilino;
  • anel - anular;
  • astro - sideral;
  • bexiga - vesical;
  • bispo - episcopal;
  • cabeça - cefálico;
  • chumbo - plúmbeo;
  • chuva - pluvial;
  • cinza - cinéreo;
  • cobra - colubrino, ofídico;
  • dinheiro - pecuniário;
  • estômago - gástrico;
  • fábrica - fabril;
  • fígado - hepático;
  • fogo - ígneo;
  • guerra - bélico;
  • homem - viril;
  • inverno - hibernal;
  • lago - lacustre;
  • lebre - leporino;
  • lobo - lupino;
  • marfim - ebúrneo, ebóreo;
  • memória - mnemônico;
  • moeda - monetário, numismático;
  • neve - níveo;
  • pedra - pétreo;
  • prata - argênteo, argentino, argírico;
  • raposa - vulpino;
  • rio - fluvial, potâmico;
  • rocha - rupestre;
  • sonho - onírico;
  • sul - meridional, austral;
  • tarde - vespertino;
  • velho, velhice - senil;
  • vidro - vítreo, hialino.

Quanto à variação dos adjetivos, eles apresentam as seguintes características:

O gênero é uniforme ou biforme (inteligente X honesto[a]). Quanto ao gênero, não se diz que um adjetivo é masculino ou feminino, e sim que tem terminação masculina ou feminina.

No tocante a número, os adjetivos simples formam o plural segundo os mesmos princípios dos substantivos simples, em função de sua terminação (agradável X agradáveis). Já os substantivos utilizados como adjetivos ficam invariáveis (blusas cinza).

Os adjetivos terminados em -OSO, além do acréscimo do -S de plural, mudam o timbre do primeiro -o, num processo de metafonia.

Quanto ao grau, os adjetivos apresentam duas formas: comparativo e superlativo.

O grau comparativo refere-se a uma mesma qualidade entre dois ou mais seres, duas ou mais qualidades de um mesmo ser. Pode ser de igualdade: tão alto quanto (como / quão); de superioridade: mais alto (do) que (analítico) / maior (do) que (sintético) e de inferioridade: menos alto (do) que.

O grau superlativo exprime qualidade em grau muito elevado ou intenso.

O superlativo pode ser classificado como absoluto, quando a qualidade não se refere à de outros elementos. Pode ser analítico (acréscimo de advérbio de intensidade) ou sintético (-íssimo, -érrimo, -ílimo). (muito alto X altíssimo)

O superlativo pode ser também relativo, qualidade relacionada, favorável ou desfavoravelmente, à de outros elementos. Pode ser de superioridade analítico (o mais alto de/dentre), de superioridade sintético (o maior de/dentre) ou de inferioridade (o menos alto de/dentre).

São superlativos absolutos sintéticos eruditos da língua portuguesa:

  • acre - acérrimo;
  • alto - supremo, sumo;
  • amável - amabilíssimo;
  • amigo - amicíssimo;
  • baixo - ínfimo;
  • cruel - crudelíssimo;
  • doce - dulcíssimo;
  • dócil - docílimo;
  • fiel - fidelíssimo;
  • frio - frigidíssimo;
  • humilde - humílimo;
  • livre - libérrimo;
  • magro - macérrimo;
  • mísero - misérrimo;
  • negro - nigérrimo;
  • pobre - paupérrimo;
  • sábio - sapientíssimo;
  • sagrado - sacratíssimo;
  • são - saníssimo;
  • veloz - velocíssimo.

Os adjetivos compostos formam o plural da seguinte forma:

  • têm como regra geral, flexionar o último elemento em gênero e número (lentes côncavo-convexas, problemas sócio-econômicos);
  • são invariáveis cores em que o segundo elemento é um substantivo (blusas azul-turquesa, bolsas branco-gelo);
  • não variam as locuções adjetivas formadas pela expressão cor-de-... (vestidos cor-de-rosa);
  • as cores: azul-celeste e azul-marinho são invariáveis;
  • em surdo-mudo flexionam-se os dois elementos.

Este post é Domínio Público.

Postado por Ana A. S. Cesar

Comentários

  1. escreveu:

    sócios-proprietários

    default user icon ‒ terça, 12 janeiro 2010, 18:27 -02 # Link |

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