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maio 24, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 


 

O Ano da França no Brasil recebe homenagem do Museu da Língua Portuguesa com exposição dividida em seis partes

O Museu da Língua Portuguesa, junto com a Poiesis (Organização Social de Cultura que administra o museu) e a Imprensa Oficial, apresentam a mostra O Francês no Brasil em Todos os Sentidos.

A exposição faz uma homenagem ao *Ano da França no Brasil, sendo dividida em seis partes. No primeiro andar, o visitante conhece uma seção formada por viadutos metálicos, com vias iluminadas por leds, onde mais de cinco mil palavras francesas presentes em nosso vocabulário aparecem escritas em um painel.
Além destes viadutos, o interessado aprecia outros cenários urbanos na cenografia, realizando um passeio por uma cidade conceitual que mistura a identidade, a cultura e a influência francesa, com o uso de um painel histórico.
A mostra continua com o Corredor dos Poetas, em que quatro autores das duas nacionalidades (Victor Hugo e Castro Alves; Baudelaire e Cruz e Sousa; Blaise Cendrars e Oswald de Andrade; Mallarmé e Haroldo de Campos) apresentam textos nos dois idiomas.
O evento ainda dispõe de uma praça com painéis e
slogans das turbulências vividas em maio de 68, uma seção dedicada ao balé e um bistrô, em que o ator Fernando Alves Pinto interpreta um garçom servindo um cliente.

Curiosidade

Era uma farra, o Vogue (boate no RJ que esteve em atividade entre 1946 e 1955, na av. Princesa Isabel, reduto de personalidades ilustres no cenário nacional). Tudo acabou num incêndio em agosto de 1955.
O
café soçaite mudou-se então para outra boate ainda mais sofisticada que despontou no Leme (rua Antônio Vieira): o Sacha's, o nome homenageando o famoso pianista que para lá se transferira. Uma noite, Sacha Rubin acompanhava o crooner Murilinho de Almeida em Ninguém me ama, de Antônio Maria, famoso samba-canção cuja primeira estrofe diz: "Ninguém me ama, / ninguém me quer, / ninguém me chama / de meu amor". Terminado o número, o próprio Antônio Maria, grande notívago, levantou-se de sua mesa, agradeceu, mas acrescentou que a letra admitia uma pequena correção. Foi até o microfone e cantou: "Ninguém me ama, / ninguém me quer, / ninguém me chama / de Baudelaire". Era uma autoparódia auto-irônica que ficou famosa pela comparação ressentida com o poeta francês Charles Baudelaire, que de fato tinha sido como Antônio Maria era, um propalador da melancolia romântica e da tragédia do destino humano, só que, evidentemente, muito mais célebre.
Há quem afirme que esse episódio não aconteceu no Sacha's, mas no Michel (rua Fernando Mendes). Talvez tenha ocorrido em mais de um lugar, com pequenas variações. Afinal, todo pianista de boate atacava de Ninguém me ama quando via Antônio Maria chegar.

 

* Para conferir o site oficial do Ano da França clique aqui

 

 

Museu da Língua Portuguesa

Praça da Luz, s/n
Centro - Centro - (11) 3326-0775

Data(s):

12 de maio a 13 de setembro de 2009

Preço(s):

R$ 4,00

Horário(s):

Terça a domingo, 10h às 17h.

 

fonte:www.guiadasemana.com.br

Palavras-chave: Literatura, Museu

Postado por Ana A. S. Cesar

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