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janeiro 06, 2009

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

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Exposição no Museu de Arte Contemporânea USP - Cidade Universitária - SP

 

ANTONIO BANDEIRA. Retrospectiva com 140 obras, Desconfigurações reúne pinturas, desenhos e colagens do artista cearense. Trata-se de um belo recorte da produção menos conhecida de Antônio Bandeira (1922-1967), um dos pioneiros do abstracionismo informal no Brasil.

MAC-USP. Rua da Reitoria, 160, 11-3091-3039. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 10h às 16h. Grátis. Até dia 25/01.

Artista plástico e poeta, Antônio Bandeira (1922-Fortaleza / Paris-1967) começou a desenhar ainda criança no Colégio Cearense. Depois, ainda adolescente, estudou sob orientação de D. Mundica, professora de pintura de paisagens com montanhas nevadas.

Quando ainda prestava o serviço militar, em junho de 1941, foi um dos fundadores do Centro Cultural de Belas Artes - CCBA, associação que reunia artistas de origem trabalhadora. Em sua maioria eram retocadores de fotografias, pintores de placas, cartazes de cinema e anúncios. Posteriormente, com adesão ao grupo de escritores e jovens intelectuais do meio universitário, o CCBA deixa de existir para dar lugar à Sociedade Cearense de Artes Plásticas – SCAP, com maior penetração junto às camadas sociais dominantes.

No Ceará, no tempo da Segunda Guerra, foi implantada uma base aérea militar em Fortaleza. Um ponto de pouso e abastecimento no intenso fluxo das tropas e equipamentos dos Estados Unidos e forças aliadas entre América, África e Europa.

Como numa avalanche de informação, os artistas de Fortaleza puderam ter acesso a todos os movimentos artísticos ocorridos na Europa desde o Impressionismo. E nomes que se escutava remotamente passaram a estar em livros com imagens coloridas nas vitrinas das livrarias da cidade juntamente com jornais e revistas estrangeiras. Materiais de pintura, como pigmentos, óleos, vernizes e telas e papéis de qualidade podiam ser adquiridos nas lojas locais. Essa situação estabeleceu condições objetivas de comunicação e aproximação entre pessoas de culturas diversas, criando conexões que permitiram um verdadeiro salto no tranqüilo discurso das artes cearenses.

Rápida foi a absorção dos avanços estéticos pós-impressionistas que caminhavam com modorra no solo cearense. Pode-se facilmente perceber forte influência das artes de Cézanne e Matisse entre os artistas mais jovens, inclusive Antônio Bandeira ( 1922-1968).

Passada a Guerra, ainda em 1945, vários foram os artistas residentes no Ceará que buscaram no sul do Brasil uma vida profissional que a terra natal não proporcionava: Aldemir Martins, Barboza Leite, Carmélio Cruz, Inimá de Paula, Raimundo Cela, Sérvulo Esmeraldo e Antônio Bandeira, os mais destacados.

No Rio de Janeiro, depois de ter exposto individualmente no Instituto dos Arquitetos do Brasil, foi distinguido com uma bolsa de estudos pelo Governo Francês, para onde se transfere em abril de 1946.

 

fonte: Museu de Arte Contemporânea

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