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novembro 28, 2008

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Postado por Ana A. S. Cesar
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08h00min 28 Nov 2008 - Últimas Notícias
 

Especialistas avaliam condições do solo nos municípios afetados pela chuva em Santa Catarina

Navegantes (28/11/2008) - Desde quarta-feira (26), geólogos e técnicos dos Institutos de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e Geológico, de São Paulo, estão vistoriando os municípios afetados pelas fortes chuvas do último final de semana em Santa Catarina. Durante dois dias, analisaram o solo e relevo da cidade de Blumenau, considerada por eles a região mais prejudicada devido à maior concentração populacional e pela grande volume de chuva no sábado (22) e domingo (23).

Nesta sexta (28) e nos próximos dias, a equipe estará em Jaraguá do Sul, Luis Alves e de volta a Blumenau. Segundo o tecnólogo civil com especialização em Geotecnia, Luiz Antônio Gomes, a vistoria técnica já realizada em Blumenau avaliou os problemas relacionados ao deslizamento de terra. “Lá é um caso crítico pois a quantidade de moradias afetadas é muito grande e reconstruir nestes locais será um problema maior ainda”, explica. Cerca de 60% das áreas visitadas estão em risco eminente e, de acordo com Gomes, dificilmente serão ocupadas novamente. 

“A estabilização do solo em Blumenau, pelo que analisamos, está muito precária, ou seja, qualquer chuva a mais poderá provocar novos deslizamentos”, afirma. Após análise dos problemas de natureza geológica e geotécnica, o tecnólogo afirma que este evento de chuva do último final de semana foi atípico e maior do que esperado. “Mesmo que a cidade estivesse preparada para receber esta grande quantidade de chuva, os problemas causados por deslizamentos seriam semelhantes”, ressalta Gomes.

De acordo com o geólogo Marcelo Gramani, a cidade de Blumenau quase alcançou o recorde de volume de chuvas no histórico brasileiro. "Em 1967, Caraguatatuba, no Litoral de SP, registrou 570 milímetros de água em dois dias de precipitações. Blumenau marcou cerca de 500mm em dois dias, conforme os dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Furb", aponta. Apesar disso, explica Gramani, o Morro do Baú, na região de Luis Alves, foi o mais afetado com relação ao deslocamento de terras. A estimativa de Gramani é de quatro mil deslizamentos naquele morro. 

O grupo do IPT e do Instituto Geológico deverá ficar em Santa Catarina até a próxima quarta-feira (3/12), dependendo das condições climáticas nas regiões de análise.

Doações não param de chegar a Santa Catarina

Florianópolis (27/11/2008) - Centenas de empresas, instituições públicas, organizações não-governamentais e particulares fazem doações para as vítimas da maior tragédia climatológica da história catarinense. Os telefones da Coordenadoria de Doações do Departamento Estadual de Defesa Civil ficaram congestionados nesta quinta-feira (27/11).

As principais necessidades de ajuda são de alimentos, medicamentos, material de limpeza e de higiene pessoal. Pequenas quantidades devem direcionas para as Coordenadorias Municipais de Defesa Civil, empresas e instituições que promovem arrecadações. Para doações maiores a orientação deve ser solicitada nos telefones: (48) 4009-9886 ou 4009-9879.  NOTA:  A Defesa Civil de Santa Catarina pede cuidado com e-mails falsos informando outros números de contas bancárias. O órgão informa que não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio.

Doações nos bancos

Banco do Brasil - agência 3582-3; conta corrente 80.000-7

Besc - agência 068-0; conta corrente 80.000-0

Bradesco - agência 0348-4; conta corrente 160.000-1

Caixa Econômica Federal - agência 1877; operação 006; conta corrente 80.000-8

Nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57. 

Quanto à necessidade de doações de sangue para atender as regiões de Santa Catarina atingidas pelas águas temos a informar que:

Segundo as informações do Dr. Delson, Diretor de Centro Hemoterápico Blumenau, em 26 de novembro foram feitas 70 doações, e no momento o a situação está sob controle. O Centro Hemoterápico de Blumenau está atendendo regularmente para coleta de sangue, porém com menos funcionários, uma vez que estes também foram atingidos pela calamidade, o que leva a uma maior dificuldade para eles de coletar e processar o sangue coletado.

A Defesa Civil catarinense está coordenando o encaminhamento de todas as doações para os seis Centros de Arrecadação e Distribuição montados pelo Governado do Estado, através das Secretarias de Desenvolvimento Regional (SDRs), nas cidades de Timbó, Jaraguá do Sul, Blumenau, Itajaí, Joinville e Brusque. O transporte dos suprimentos, na maioria das vezes, é feito por transportadoras voluntárias ou pelas próprias empresas que fazem as doações. As SDRs coordenam a distribuição, de toda a ajuda, para os abrigos dos municípios afetados pelo desastre.

Algumas das transportadoras voluntárias são: Rede de Supermercados Comper e SESC, desde Florianópolis; Eletrosul para Santa Catarina; Zigomar, desde São Paulo e Rio Grande do Sul; e Fundação Nacional de Saúde, desde São Paulo. As quantidades e os tipos de doações que já foram encaminhadas, ainda não foram contabilizadas, devido ao grande número. A contagem final só poderá ser divulgada no final dos trabalhos, pois a relação deverá ser enviada por cada central de distribuição. 

As empresas que fazem doações podem requerer a isenção do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), utilizando o código CFOP na nota fiscal 5910. Também deve constar em complemento: “Doação para Defesa Civil do Estado de Santa Catarina”. 

Algumas das doações já registradas pela Defesa Civil: 25 toneladas de macarrão e seis toneladas de biscoito, enviadas pela Associação Brasileira de Farinhas e Massas; seis toneladas de biscoitos, pela empresa ADAS; 50 toneladas de margarina, pela Sadia; duas mil peças de vestuário intimo feminino e cinco mil litros de água, por uma empresa que preferiu não ser identificada; 30 mil litros de leite, por um deputado estadual; 50 toneladas de roupas e alimentos, por uma empresa de São Paulo; dois carretas de alimentos vestuários, brinquedos e material de higiene pessoal, por uma transportadora de São Paulo; 150 copos de água por dia, pelo Governo do Estado de Minas Gerais; 30 toneladas; caminhões com cereais, água e achocolatados, pela Nestlé; 30 toneladas de arroz e outros, pela Fecomercio de São Paulo; entre centenas de outras.  

 

Secretaria da saúde esclarece sobre doações de sangue


A Hemorrede publica de Santa Catariana, HEMOSC, está preparada e sem problemas em relação às enchentes, os nossos Hemocentros estão atendendo normalmente as pessoas que se dispuserem a doar sangue.  

As entidades civis, os órgãos de governo e militares que quiseram doar sangue podem fazer na Hemorrede de SC que o sangue será disponibilizado, assim que processado para as regiões atingidas pela calamidade e que necessitem de hemocomponentes. Para fazer estas doações solicitamos que façam contato direto nos setores de Captação de Doadores do hemocentro de sua região. Este setor está apto a orientar todas as duvidas necessárias.
Sugerimos ainda que os grupos de militares, que quiserem fazer doações entrem em contato com os hemocentros e façam as doações em grupos de até 30 doadores por dia, para que o estoque seja mantido por um período de tempo maior, uma vez que o sangue tem uma validade curta.
 Abaixo seguem os locais de coleta da Hemorrede HEMOSC. 
Horário de atendimento: 07h30min às 18h30min.

HEMOSC FLORIANÓPOLIS
Rua: Othon Gama D’eça, 756,
CentroFlorianópolis Tel. (48) 3251-9711
 
 
HEMOCENTRO REGIONAL DE CHAPECÓ

Rua São Leopoldo, 391, Esq. Nsa. Sra. Desterro – Quadra 1309 - Bairro EsplanadaChapecó- SC - CEP –89811-050  Tel. (49) 3329-0550 

HEMOCENTRO REGIONAL DE JOAÇABA
Av. XV de Novembro, 23, Centro - Joaçaba - SC -
CEP - 89600-000   Tel. (49) 3522-2811

HEMOCENTRO REGIONAL DE LAGES
Rua Felipe Schmidt, 33

 

 

Fonte: Defesa Civil de Santa Catarina

 

Palavras-chave: Doações, Santa Catarina, Tragédia

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