
A escritora Nélida Piñon venceu o prêmio literário Casa de las Americas, na categoria literatura brasileira, pelo livro de ensaios "O Aprendiz de Homero"
(Editora Record). O anúncio foi feito na manhã de ontem. A obra reúne
24 ensaios da autora dos últimos cinco anos e expõe as referências
literárias de Piñon, como leitora e escritora. O livro é seu primeiro
desde "Vozes do Deserto", de 2005, quando a autora venceu o Prêmio
Jabuti, nas categorias romance e livro do Ano. Nélida Piñon foi a primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras. (Jornal Folha de São Paulo, 30.01.10)
Primeira mulher a presidir a
Academia Brasileira de Letras, Nelida lançou o livro de 24 ensaios cinco anos
depois de "Vozes do deserto", vencedor do Prêmio Jabuti 2005 nas
categorias Romance e Livro do Ano. Nélida estreou com seu primeiro romance em
1961, "Guia-mapa de Gabriel Arcanjo". Ao longo de sua carreira,
colaborou em publicações nacionais e estrangeiras, proferiu conferências em
diversos países, onde foi igualmente traduzida. A escritora foi agraciada com o
Prêmio Príncipe de Astúrias das Letras de 2005, concedido pela fundação de
mesmo nome, da Espanha.
Colheita
Um rosto proibido desde que crescera. Dominava as paisagens no modo
ativo de agrupar frutos e os comia nas sendas minúsculas das montanhas,
e ainda pela alegria com que distribuía sementes. A cada terra a sua
verdade de semente, ele se dizia sorrindo. Quando se fez homem
encontrou a mulher, ela sorriu, era altiva como ele, embora seu
silêncio fosse de ouro, olhava-o mais do que explicava a história do
universo. Esta reserva mineral o encantava e por ela unicamente passou
a dividir o mundo entre amor e seus objetos. Um amor que se fazia
profundo a ponto de se dedicarem a escavações, refazerem cidades
submersas em lava.
A aldeia rejeitava o proceder de quem habita terras raras. Pareciam os
dois soldados de uma fronteira estrangeira, para se transitar por eles,
além do cheiro da carne amorosa, exigiam eles passaporte, depoimentos
ideológicos. Eles se preocupavam apenas com o fundo da terra, que é o
nosso interior, ela também completou seu pensamento. Inspirava-lhes o
sentimento a conspiração das raízes que a própria árvore, atraída pelo
sol e exposta à terra, não podia alcançar, embora se soubesse nelas.
Até que ele decidiu partir. Competiam-lhe andanças, traçar as linhas
finais de um mapa cuja composição havia se iniciado e ele sabia
hesitante. Explicou à mulher que para a amar melhor não dispensava o
mundo, a transgressão das leis, os distúrbios dos pássaros migratórios.
Ao contrário, as criaturas lhe pareciam em suas peregrinações simples
peças aladas cercando alturas raras.
Ela reagiu, confiava no choro. Apesar do rosto exibir naqueles dias uma
beleza esplêndida a ponto de ele pensar estando o amor com ela por que
buscá-lo em terras onde dificilmente o encontrarei, insistia na
independência. Sempre os de sua raça adotaram comportamento de potro.
Ainda que ele em especial dependesse dela para reparar certas omissões
fatais.
Viveram juntos todas as horas disponíveis até a separação. Sua última
frase foi simples: com você conheci o paraíso. A delicadeza comoveu a
mulher, embora os diálogos do homem a inquietassem. A partir desta data
trancou-se dentro de casa. Como os caramujos que se ressentem com o
excesso da claridade. Compreendendo que talvez devesse preservar a vida
de modo mais intenso, para quando ele voltasse. Em nenhum momento
deixava de alimentar a fé, fornecer porções diárias de carpas oriundas
de águas orientais ao seu amor exagerado.
Em toda a aldeia a atitude do homem representou uma rebelião a se
temer. Seu nome procuravam banir de qualquer conversa. Esforçavam-se em
demolir o rosto livre e sempre que passavam pela casa da mulher faziam
de conta que jamais ela pertencera a ele. Enviavam-lhe presentes,
pedaços de toicinho, cestas de pêra, e poesias esparsas. Para que ela
interpretasse através daqueles recursos o quanto a consideravam
disponível, sem marca de boi e as iniciais do homem em sua pele.
A mulher raramente admitia uma presença em sua casa. Os presentes
entravam pela janela da frente, sempre aberta para que o sol
testemunhasse a sua própria vida, mas abandonavam a casa pela porta dos
fundos, todos aparentemente intocáveis. A aldeia ia lá para inspecionar
os objetos que de algum modo a presenciaram e eles não, pois
dificilmente aceitavam a rigidez dos costumes. Às vezes ela se socorria
de um parente, para as compras indispensáveis. Deixavam eles então os
pedidos aos seus pés, e na rápida passagem pelo interior da casa
procuravam a tudo investigar. De certo modo ela consentia para que
vissem o homem ainda imperar nas coisas sagradas daquela casa.
Jamais faltou uma flor diariamente renovada próxima ao retrato do
homem. Seu semblante de águia. Mas, com o tempo, além de mudar a cor do
vestido, antes triste agora sempre vermelho, e alterar o penteado, pois
decidira manter os cabelos curtos, aparados rentes à cabeça — decidiu
por eliminar o retrato. Não foi fácil a decisão. Durante dias rondava o
retrato, sondou os olhos obscuros do homem, ora o condenava, ora o
absolvia: porque você precisou da sua rebeldia, eu vivo só, não sei se
a guerra tragou você, não sei sequer se devo comemorar sua morte com o
sacrifício da minha vida.
Durante a noite, confiando nas sombras, retirou o retrato e o jogou
rudemente sobre o armário. Pôde descansar após a atitude assumida.
Acreditou deste modo poder provar aos inimigos que ele habitava seu
corpo independente da homenagem. Talvez tivesse murmurado a algum dos
parentes, entre descuidada e oprimida, que o destino da mulher era
olhar o mundo e sonhar com o rei da terra.
Recordava a fala do homem em seus momentos de tensão. Seu rosto então
igualava-se à pedra, vigoroso, uma saliência em que se inscreveria uma
sentença, para permanecer. Não sabia quem entre os dois era mais
sensível à violência. Ele que se havia ido, ela que tivera que ficar.
Só com os anos foi compreendendo que se ele ainda vivia tardava a
regressar. Mas, se morrera, ela dependia de algum sinal para
providenciar seu fim. E repetia temerosa e exaltada: algum sinal para
providenciar meu fim. A morte era uma vertente exagerada, pensou ela
olhando o pálido brilho das unhas, as cortinas limpas, e começou a
sentir que unicamente conservando a vida homenagearia aquele amor mais
pungente que búfalo, carne final da sua espécie, embora tivesse
conhecido a coroa quando das planícies.
Quando já se tornava penoso em excesso conservar-se dentro dos limites
da casa, pois começara a agitar nela uma determinação de amar apenas as
coisas venerandas, fossem pó, aranha, tapete rasgado, panela sem cabo,
como que adivinhando ele chegou. A aldeia viu o modo de ele bater na
porta com a certeza de se avizinhar ao paraíso. Bateu três vezes, ela
não respondeu. Mais três e ela, como que tangida à reclusão, não
admitia estranhos. Ele ainda herói bateu algumas vezes mais, até que
gritou seu nome, sou eu, então não vê, então não sente, ou já não vive
mais, serei eu logo o único a cumprir a promessa?
Ela sabia agora que era ele. Não consultou o coração para agitar-se,
melhor viver a sua paixão. Abriu a porta e fez da madeira seu escudo.
Ele imaginou que escarneciam da sua volta, não restava alegria em quem
o recebia. Ainda apurou a verdade: se não for você, nem preciso entrar.
Talvez tivesse esquecido que ele mesmo manifestara um dia que seu
regresso jamais seria comemorado, odiaria o povo abundante na rua vendo
o silêncio dos dois após tanto castigo.
Ela assinalou na madeira a sua resposta. E ele achou que devia
surpreendê-la segundo o seu gosto. Fingia a mulher não perceber seu
ingresso casa adentro, mais velho sim, a poeira colorindo original as
suas vestes. Olharam-se como se ausculta a intrepidez do cristal, seus
veios limpos, a calma de perder-se na transparência. Agarrou a mão da
mulher, assegurava-se de que seus olhos, apesar do pecado das
modificações, ainda o enxergavam com o antigo amor, agora mais provado.
Disse-lhe: voltei. Também poderia ter dito: já não te quero mais.
Confiava na mulher; ela saberia organizar as palavras expressas com
descuido. Nem a verdade, ou sua imagem contrária, denunciaria seu hino
interior. Deveria ser como se ambos conduzindo o amor jamais o tivessem
interrompido.
Ela o beijou também com cuidado. Não procurou sua boca e ele se deixou
comovido. Quis somente sua testa, alisou-lhe os cabelos. Fez-lhe ver o
seu sofrimento, fora tão difícil que nem seu retrato pôde suportar.
Onde estive então nesta casa, perguntou ele, procure e em achando
haveremos de conversar. O homem se sentiu atingido por tais palavras.
Mas as peregrinações lhe haviam ensinado que mesmo para dentro de casa
se trazem os desafios.
Debaixo do sofá, da mesa, sobre a cama, entre os lençóis, mesmo no
galinheiro, ele procurou, sempre prosseguindo, quase lhe perguntava:
estou quente ou frio. A mulher não seguia suas buscas, agasalhada em um
longo casaco de lã, agora descascava batatas imitando as mulheres que
encontram alegria neste engenho. Esta disposição da mulher como que o
confortava. Em vez de conversarem, quando tinham tanto a se dizer, sem
querer eles haviam começado a brigar. E procurando ele pensava onde
teria estado quando ali não estava, ao menos visivelmente pela casa.
Quase desistindo encontrou o retrato sobre o armário, o vidro da
moldura todo quebrado. Ela tivera o cuidado de esconder seu rosto entre
cacos de vidro, quem sabe tormentas e outras feridas mais. Ela o trouxe
pela mão até a cozinha. Ele não se queria deixar ir. Então, o que
queres fazer aqui? Ele respondeu: quero a mulher. Ela consentiu. Depois
porém ela falou: agora me siga até a cozinha.
— O que há na cozinha?
Deixou-o sentado na cadeira. Fez a comida, se alimentaram em silêncio.
Depois limpou o chão, lavou os pratos, fez a cama recém-desarrumada,
tirou o pó da casa, abriu todas as janelas quase sempre fechadas
naqueles anos de sua ausência. Procedia como se ele ainda não tivesse
chegado, ou como se jamais houvesse abandonado a casa, mas se faziam
preparativos sim de festa. Vamos nos falar ao menos agora que eu
preciso?, ele disse.
— Tenho tanto a lhe contar. Percorri o mundo, a terra, sabe, e além do mais...
Eu sei, ela foi dizendo depressa, não consentindo que ele dissertasse
sobre a variedade da fauna, ou assegurasse a ela que os rincões
distantes ainda que apresentem certas particularidades de algum modo
são próximos a nossa terra, de onde você nunca se afastou porque você
jamais pretendeu a liberdade como eu. Não deixando que lhe contasse,
sim que as mulheres, embora louras, pálidas, morenas e de pele de
trigo, não ostentavam seu cheiro, a ela, ele a identificaria mesmo de
olhos fechados. Não deixando que ela soubesse das suas campanhas: andou
a cavalo, trem, veleiro, mesmo helicóptero, a terra era menor do que
supunha, visitara a prisão, razão de ter assimilado uma rara
concentração de vida que em nenhuma parte senão ali jamais encontrou,
pois todos os que ali estavam não tinham outro modo de ser senão
atingindo diariamente a expiação.
E ela, não deixando ele contar o que fora o registro da sua vida, ia
substituindo com palavras dela então o que ela havia sim vivido. E de
tal modo falava como se ela é que houvesse abandonado a aldeia, feito
campanhas abolicionistas, inaugurado pontes, vencido domínios
marítimos, conhecido mulheres e homens, e entre eles se perdendo pois
quem sabe não seria de sua vocação reconhecer pelo amor as criaturas.
Só que ela falando dispensava semelhantes assuntos, sua riqueza era
enumerar com volúpia os afazeres diários a que estivera confinada desde
a sua partida, como limpava a casa, ou inventara um prato talvez de
origem dinamarquesa, e o cobriu de verdura, diante dele fingia-se
coelho, logo assumindo o estado que lhe trazia graça, alimentava-se com
a mão e sentia-se mulher; como também simulava escrever cartas jamais
enviadas pois ignorava onde encontrá-lo; o quanto fora penoso
decidir-se sobre o destino a dar a seu retrato, pois, ainda que
praticasse a violência contra ele, não podia esquecer que o homem
sempre estaria presente; seu modo de descascar frutas, tecendo
delicadas combinações de desenho sobre a casca, ora pondo em relevo um
trecho maior da polpa, ora deixando o fruto revestido apenas de rápidos
fiapos de pele; e ainda a solução encontrada para se alimentar sem
deixar a fazenda em que sua casa se convertera, cuidara então em
admitir unicamente os de seu sangue sob condição da rápida permanência,
o tempo suficiente para que eles vissem que apesar da distância do
homem ela tudo fazia para homenageá-lo, alguns da aldeia porém, que ele
soubesse agora, teimaram em lhe fazer regalos, que, se antes a
irritavam, terminaram por agradá-la.
— De outro modo, como vingar-me deles?
Recolhia os donativos, mesmo os poemas, e deixava as coisas
permanecerem sobre a mesa por breves instantes, como se assim se
comunicasse com a vida. Mas, logo que todas as reservas do mundo que
ela pensava existirem nos objetos se esgotavam, ela os atirava à porta
dos fundos. Confiava que eles próprios recolhessem o material para não
deteriorar em sua porta.
E tanto ela ia relatando os longos anos de sua espera, um cotidiano que
em sua boca alcançava vigor, que temia ele interromper um só momento o
que ela projetava dentro da casa como se cuspisse pérolas, cachorros
miniaturas, e uma grama viçosa, mesmo a pretexto de viver junto com ela
as coisas que ele havia vivido sozinho. Pois quanto mais ela adensava a
narrativa, mais ele sentia que além de a ter ferido com o seu profundo
conhecimento da terra, o seu profundo conhecimento da terra afinal não
significava nada. Ela era mais capaz do que ele de atingir a
intensidade, e muito mais sensível porque viveu entre grades, mais
voluntariosa por ter resistido com bravura os galanteios. A fé que ele
com neutralidade dispensara ao mundo a ponto de ser incapaz de recolher
de volta para seu corpo o que deixara tombar indolente, ela soubera
fazer crescer, e concentrara no domínio da sua vida as suas razões mais
intensas.
À medida que as virtudes da mulher o sufocavam, as suas vitórias e
experiências iam-se transformando em uma massa confusa, desorientada,
já não sabendo ele o que fazer dela. Duvidava mesmo se havia partido,
se não teria ficado todos estes anos a apenas alguns quilômetros dali,
em degredo como ela, mas sem igual poder narrativo.
Seguramente ele não lhe apresentava a mesma dignidade, sequer soubera
conquistar seu quinhão na terra. Nada fizera senão andar e pensar que
aprendeu verdades diante das quais a mulher haveria de capitular. No
entanto, ela confessando a jornada dos legumes, a confecção misteriosa
de uma sopa, selava sobre ele um penoso silêncio. A vergonha de ter
composto uma falsa história o abatia. Sem dúvida estivera ali com a
mulher todo o tempo, jamais abandonara a casa, a aldeia, o torpor a que
o destinaram desde o nascimento, e cujos limites ele altivo pensou ter
rompido.
Ela não cessava de se apoderar das palavras, pela primeira vez em tanto
tempo explicava sua vida, tinha prazer de recolher no ventre, como um
tumor que coça as paredes íntimas, o som da sua voz. E, enquanto ouvia
a mulher, devagar ele foi rasgando o seu retrato, sem ela o impedir,
implorasse não, esta é a minha mais fecunda lembrança. Comprazia-se com
a nova paixão, o mundo antes obscurecido que ela descobriu ao retorno
do homem.
Ele jogou o retrato picado no lixo e seu gesto não sofreu ainda desta
vez advertência. Os atos favoreciam a claridade e, para não esgotar as
tarefas a que pretendia dedicar-se, ele foi arrumando a casa, passou
pano molhado nos armários, fingindo ouvi-Ia ia esquecendo a terra no
arrebato da limpeza. E, quando a cozinha se apresentou imaculada, ele
recomeçou tudo de novo, então descascando frutas para a compota
enquanto ela lhe fornecia histórias indispensáveis ao mundo que
precisaria apreender uma vez que a ele pretendia dedicar-se para
sempre. Mas de tal modo agora arrebatava-se que parecia distraído, como
pudesse dispensar as palavras encantadas da mulher para adotar afinal o
seu universo.
Nélida Piñon, jornalista, romancista, contista, professora, é carioca
de Vila Isabel, Rio de Janeiro, RJ. Nasceu em 3 de maio de 1937. Eleita
em 27 de julho de 1989 para a Cadeira n. 30, na sucessão de Aurélio
Buarque de Holanda, foi recebida em 3 de maio de 1990, pelo acadêmico
Lêdo Ivo.
Foi a primeira mulher, nos mais de 100 anos de existência da ABL, a
integrar a Diretoria e ocupar a presidência da Casa de Machado de
Assis, no ano do seu I Centenário.
Sua produção literária está traduzida para países como Alemanha,
Itália, Espanha, União Soviética, Estados Unidos, Cuba e Nicarágua.
Contos seus encontram-se publicados em centenas de revistas e fazem
parte de antologias brasileiras e estrangeiras.
Recebeu vários prêmios literários: Prêmio Walmap, pelo romance Fundador
(1970); Prêmio Mário de Andrade, pelo romance A casa da paixão (1973);
Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte e Prêmio Ficção Pen
Clube pelo romance A República dos sonhos (1985); Prêmio José Geraldo
Vieira, da União Brasileira de Escritores de São Paulo, pelo romance A
doce canção de Caetana (1987); Prêmio Golfinho de Ouro, pelo Conjunto
de Obras, conferido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro (1990);
Prêmio Bienal Nestlé, pelo Conjunto de Obras (1991); Prêmio
Internacional de Literatura Juan Rulfo, o mais importante da América
Latina e do Caribe, concedido pela primeira vez a uma mulher e a um
autor de língua portuguesa (1995); Prêmio Menéndez Pelayo, concedido
pela universidade espanhola de mesmo nome, em 2003.
Obras
Guia-mapa de Gabriel Arcanjo, romance (1961)
Madeira feita de cruz, romance (1963)
Tempo das frutas, contos (1966)
Fundador, romance (1969)
A casa da paixão, romance (1977)
Sala de armas, contos (1973)
Tebas do meu coração, romance (1974)
A força do destino, romance (1977)
O calor das coisas, contos (1980)
A república dos sonhos, romance (1984)
A doce canção de Caetana, romance (1987)
O pão de cada dia: fragmentos, contos (1994)
A roda do vento, romance infanto-juvenil (1996)
Até amanhã, outra vez, romance (1999)
Cortejo do Divino e outros contos escolhidos, contos (2001)
O presumível coração da América, discursos (2002)
Vozes do deserto, romance (2004)
O ritual da arte, ensaio sobre a criação literária (inédito).
O texto acima foi publicado no livro "Sala de Armas", Editora Record - Rio de Janeiro, 1997, pág. 263.
