Stoa :: Albert Richerd Carnier Guedes :: Blog

novembro 04, 2012

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Postado por Equipe Stoa

[Atualizado 14/11: alguns esclarecimentos e mudanças no cronograma]

Após um ano e meio de deliberações, debates e desenvolvimento, estamos prontos para migrar a Rede Social Stoa para um novo plataforma. Sob liderença de Paulo Mereiles e Fabio Kon do CCSL a equipe de desenvolvedores do Colivre implementou dezenas de melhorias e adaptações para a USP no Noosfero, o software livre e brasileiro para redes sociais.

Além de contar com tecnologia da Web moderna, algumas outras novidades incluem:

  • agora é possível convidar pessoas sem número USP a participara da rede;
  • chat entre contatos;
  • um interface de personalização do perfil amigável;
  • mais tipos de conteúdo: vários tipos de documentos, blogs (mais do que um por perfil), fóruns, galerias.
  • melhores ferramentas de gestão para administradores de grupos

O plano de migração é o seguinte:

  1. Na quarta dia 15, às 14:00: impedir novos cadastros, posts ou upload de arquivos no Stoa antigo.
  2. Começar o script da migração de conteúdo. Isto moverá posts, arquivos e alguns elementos do perfil  do stoa.usp.br/nome-do-perfil para social.stoa.usp.br/nome-do-perfil. O script deverá demorar 2 a 3 dias para completar a migração dos 50 mil perfis.
  3. Habilitar cadastros novos no novo sistema.

O login e senha de usuários existentes não mudarão (esperamos implementar o login via número USP a tempo). 

Após o dia 15 o conteúdo no Stoa antigo (stoa.usp.br/*) ainda ficará acessível e editável por um período (sobretudo para fins de fazer cópias manuais), mas a idéia é tirar o serviço do ar no início de 2013 (quando teremos certeza que tudo está tudo copiado corretamente para social.stoa.usp.br).

Para os usuários do Moodle do Stoa não vai mudar nada: continuarão se logando no Moodle do Stoa com o login e senha da Rede Social.

 

Para sugestões (qualquer passo do plano pode ser modificado) ou dúvidas, comente aqui ou entre em contato via suporte@stoa.usp.br

Ewout ter Haar

Palavras-chave: noticia

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outubro 29, 2012

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Postado por Daros

Não se pode dizer que se ama a justiça e ainda assim votar num partido de direita econômica.

Um conceito muito importante, na Bíblia, é o de Tsedacá¹ (justiça social), que - basicamente - se refere a distribuir renda. Por vezes é usado para referir-se ao abastado que divide sua riqueza com os pobres. Neste caso, a atitude não é uma simples caridade, mas uma verdadeira justiça; porque nada nos pertence realmente, mas deve ser dividido entre todos. "E, respondendo [João Batista], disse [à multidão]: Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira" (Lucas 3:11).

Mas, por definição, a "direita" econômica é a posição política dos que pleiteiam manter as diferenças sociais entre ricos e pobres. Mas é maldito o que perverte o direito do pobre, porque está escrito: "Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém" (Deuteronômio 27:19).

A Bíblia proíbe que uma dívida se estenda por mais de 6 anos (sendo perdoada no sétimo ou antes, caso caia-se no ano do Jubileu, a cada 50 anos; cf. Ex. 23 e muitos outros). Também proíbe que se cobre a dívida ou o penhor do pobre ou que se venda alguém como escravo, e ainda ordena que se deixe boa parte da colheita para os pobres, estrangeiros, órfãos e viúvas, e proíbe que se explore o empregado (Dt 24 e muitos outros trechos). Institui o dia do sábado para que o empregado descanse de seu trabalho para o patrão (Ex 20; 23 e outros).

Castigo é prometido a quem perverter o direito dos pobres e oprimir o necessitado: "Porque o seu redentor é poderoso; e pleiteará a causa deles contra ti" (Provérbios 23:11).

Penso, portanto, que é flagrantemente contrário à Bíblia apoiar pensamentos políticos de direita. E não faz sentido argumentar que a religião nada tem a ver com política. Porque a fé verdadeira permeia o comportamento da pessoa em todas as esferas da sua vida. E sabemos, tando judeus quanto cristãos, que todas as leis da Torah e dos Profetas (toda a Bíblia) se resumem a "Amar a D'us sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo", como ensinam atualmente os rabinos e como Jesus ensinou. Pois "a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom" (Romanos 7:12).


¹Interessante que essa mesma palavra, que é usada para "caridade", significa "justiça". Ou seja: quando você divide seu dinheiro com alguém, não está - num português claro - "fazendo mais que a sua obrigação". Porque o que a justiça divina estabelece é que aquele dinheiro não pertence só a você. O fato de os recursos, muitas vezes, estarem concentrados em poucas mãos é um acidente devido a injustiças sociais. A justiça divina requer que tudo seja repartido.

Assim era na comunidade dos primeiros cristãos, liderados pelos Apóstolos: "Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham. Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus, e grandiosa graça estava sobre todos eles. Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um" (Atos 4:32-35)

http://pontosupercritico.blogspot.com.br/

Palavras-chave: Bíblia, Direita, Esquerda, Justiça, Tsedacá

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outubro 28, 2012

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Postado por Equipe Stoa

Neste domingo, dia 28 de outubro, o Stoa (assim como outros serviços da USP) ficou indisponível das 17h até 21h devido a um problema no datacenter da USP


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outubro 24, 2012

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Postado por Daros

Ilustres membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC),

Uma notícia de maio deste ano, divulgada na página do Jornal da Ciência¹ (JC), acaba de chegar a meu conhecimento, tendo-me deixado chocado. Não sei se o autor da mesma expressou-se mal, se eu entendi de maneira equivocada ou se minha interpretação foi correta. Se for este o caso, resta-me pouco mais que apenas lamentar que a ABC tenha assumido tal postura.

A notícia inicia com a seguinte delaração: "Acadêmicos reforçam preocupação com o aumento de informações sobre o criacionismo e o chamado design inteligente" (grifos meus).

Em seguida, afirma que "(...) a Academia Brasileira de Ciências (ABC) publicou, em março, uma carta repudiando a divulgação de conceitos criacionistas".

Tenho firme esperança de que as palavras do autor desse texto tenham sido apenas infelizes. Do contrário, sou obrigado a entender que a ABC está combatendo a simples divulgação de informações sobre uma ideia que discorda da ciência paradigmática.

Pergunta-se muito sobre qual a diferença entre ciência e religião. Na minha humilde opinião, uma das melhores respostas que se podem dar é a de que a primeira é o espaço da dúvida enquanto a segunda é o espaço da certeza.

Sabemos o quão má tornou-se a imagem atual da religião, frequentemente associada a fanatismos, extremismos, perseguições e terroristas. Qualquer detentor de senso crítico deve se perguntar em que grau essa imagem não é estereotipada e em que grau expressa uma realidade. Mas não é esse o ponto que desejo apontar aqui. Minha preocupação é no sentido de que a ABC tenha dado uma declaração que coloque a Ciência em uma situação muito similar à dos famigerados tribunais da Santa Inquisição medieval.

Lembremos do Index, a lista dos livros proibidos. Lendo essa notícia do JC, o que logo me vêm à mente é a perturbadora imagem de uma fogueira onde são lançados livros e outros escritos criacionistas. Quase que obrigatória é outra imagem, ainda mais estarrecedora, a seguir: a dos próprios criacionistas sendo beneficiados pelas chamas purificadoras, com o perdão da ironia. Mas, afinal, essa imagem não é em si mesma uma medonha ironia histórica, guardadas as devidas proporções?

Felizmente a nossa atual Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos não simpatizam com a ideia de torturas e fogueiras. Esses mesmos documentos, a propósito, declaram como um dos direitos inalienáveis e mais sagrados do homem aquele que se refere à liberdade de pensamento e de expressão.

Sendo levado pela minha total concordância quanto a esse direito e pelas lúcidas colocações dos que se debruçaram sobre a Ciência como objeto de pesquisa - acadêmicos das áreas de História, Filosofia e Sociologia da Ciência - não posso deixar de preocupar-me com a possibilidade de que haja acadêmicos que pretendam assumir a sucessão dos Tribunais do Santo Ofício no século XXI.

Aguns poderão argumentar que o caso é totalmente diferente, porque a Ciência detém a verdade. Mas eu me perguntaria qual foi o ditador ou inquisidor que não pensava o mesmo sobre si. Também me recordaria do fato de que teorias científicas de muito sucesso chegaram a ser substituídas por outras - fato que, aliás, originou grande questionamento epistemológico no século passado. Esse interesse esteve particularmente presente em pensadores com sólida formação em Física, como Paul Feyerabend ou Thomas S. Kuhn, os quais viriam a ser clássicos autores de disciplinas referentes à Teoria do Conhecimento Científico.

Contudo, ainda que a ciência fosse detentora certa da Verdade, tal fato não justificaria a "eliminação da concorrência". Dar-se-ia justamente o oposto. O físico Richard Feynman, laureado com o prêmio Nobel, embora não fosse profundo conhecedor das disciplinas "metacientíficas", defendia que a Ciência não deveria temer questionamentos².

Se me permitem estender ainda um pouco essa minha declaração, gostaria de esclarecer que sou cristão convertido há menos de um ano. Isso coloco para contextualizar o seguinte: Nós, cristãos, cremos nas profecias bíblicas. Dentre essas, uma tem especial atenção dos crentes: a de que haverá uma época³, às vésperas do "Fim dos Tempos", em que os cristãos voltarão a ser perseguidos - mas de forma ainda pior que a dada nos primeiros séculos de Cristianismo. É comum que as pessoas estranhem uma tal profecia; afinal, nosso mundo preza tanto a liberdade de crença, pensamento e expressão, não?

Pois é... Essa indagação perde o sentido quando nos deparamos com uma notícia como essa do JC, que mostra que uma tão abominável desolação não é lá tão improvável no mundo contemporâneo.

Mas, como disse no início, tenho esperança de que tudo isso não passe de um mal entendido.

Cordialmente,
Leandro


¹http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=82259
²http://laserstars.org/bio/Feynman.html
³Se num futuro próximo ou distante é um ponto em que não há consenso entre os exegetas. Há mesmo quem interprete tal profecia como não literal.

Palavras-chave: Academia Brasileira de Ciências, Ciência, Criacionismo, , Inquisição, Religião

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outubro 17, 2012

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Postado por Daros
Você conhece alguma religião assim?

"O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios."

1 Timóteo 4:1

Diz mais:

"Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada".
1 Timóteo 4:2

Quer um exemplo de "homem hipócrita e mentiroso"? Seria o caso de um que diz escrever um Evangelho segundo ele mesmo (quem ler entenda) e afirma haver reencarnação, quando o Evangelho prega justamente o oposto?

Portanto, tenham todos a liberdade de seguir a doutrina que quiserem. Mas, se ela fere a Bíblia e ainda assim se diz nela baseada, então ela mente. E homens mentirosos deveriam ser evitados.

Palavras-chave: Espiritismo

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Postado por Daros

Segundo a doutrina adventista, a Torah se divide em dois tipos de leis: as cerimoniais e as morais.

As primeiras são preparadoras para a primeira vinda do Messias. Logo, deixaram de valer após a vinda de Cristo. As segundas correspondem aos 10 mandamentos, escritos na pedra pelo dedo divino (www.iasdemfoco.net).

Restam, então, algumas dúvidas:

1. As leis sobre o cashrut (comida casher) não estão nos 10 mandamentos. Além disso, elas estabelecem que o contato com carne imunda é um ato que acarreta impureza ritual, a qual expira após um banho e o pôr-do-sol (como muitas outras leis do templo). Logo, é claramente uma lei cerimonial. Pelo critério adventista das 2 leis, o cashrut não deveria ser mais obedecido. Por que, então, os adventistas o observam?

2. Nos 10 mandamentos está expressa a proibição de adulterar. As leis acerca de outros pecados sexuais (como o incesto) estão fora do Decálogo. Então, seriam leis cerimoniais e, como tal, estariam abolidas? Assim também estariam abolidas as leis referentes aos dízimos e doações para sacerdotes, órfãos, viúvas e estrangeiros?

3. Quando a Torah chama os dias santos de "shabbats", esses dias, então, passam a exigir a guarda prescrita no Decálogo? Se é assim, então por que eles não são guardados pelos adventistas?

 
Ao que parece, essas "doutrinas" não passam de ensinamentos de homens. E seus seguidores deveriam se ater mais à Palavra de D'us que à dos homens.

Palavras-chave: adventista, bíblia, igreja, lei, religião, torah

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agosto 14, 2012

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Postado por Claudete Mira

Brilhante Ustra em foto de arquivo (Agência Estado)SÃO PAULO. A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, na tarde desta terça-feira, a sentença que apontou o coronel da reserva Carlos Brilhante Ustra como responsável por torturas no período da ditadura militar.

Por 3 votos a 0, os desembargados negaram o recurso da defesa de Ustra, que evocava a Comissão da Verdade, a Lei de Anistia e a lei de 2002 que define reparações para anistiados para argumentar que não caberia à Justiça definir responsabilidade por acontecimentos do período da ditadura.

O processo movido pela família Teles começou a tramitar em 2005. A sentença de primeira instância, do juiz Gustavo Teodoro, da 23º Vara Cível, havia sido dada em 2008 e reconhecia a responsabilidade civil de Ustra por torturas praticadas na sede do Destacamento de Operações e Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) de São Paulo. Ustra comandou a unidade entre 1970 e 1974.

Palavras-chave: Ustra nunca mais; ditadura; direitos humanos;

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agosto 02, 2012

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Postado por Daros

Atribuem ao laureado físico Richard Feynman a pérola "A filosofia da ciência é tão importante para o cientista quanto a ornitologia o é para os pássaros".

 

Pois bem: uma alma iluminada¹ ter-lhe-ia respondido "Então se eu quiser saber sobre ornitologia eu não perguntarei aos pássaros".

 

Cientistas sabem conteúdos técnicos de suas próprias ciências², ou pelo menos esperamos que saibam. Mas é muito diferente saber ciência e saber sobre ciência.

Li uma vez que Ramsés II foi o mais próspero faraó do Egito³. Mas acho muito provável que, se pudéssemos viajar no tempo e falar com ele, não saberia nos dar muitas informações sobre seu papel na história dessa civilização.

Aliás, por falar em história, alguém uma vez disse que "A filosofia da ciência sem a história da ciência é vazia; a história da ciência sem a filosofia da ciência é cega"⁴.

O cientista pensa sobre seu tema de pesquisa e não sobre sua prática de investigação (pelo menos não de maneira a desenvolver teorias elaboradas sobre isso, salvo algumas excessões que demonstram a incipiência da epistemologia feita por cientistas, ou seja, amadores).

Por irônico (ou talvez apropriado) que pareça, quem estuda a ciência não está com isso fazendo uma ciência (embora haja quem goste de usar o termo metaciência para isso). É um filósofo da ciência, estudioso da teoria do conhecimento ou simplesmente epistemólogo. Houve uns muito bons no século recém-terminado. Uns muito bons mesmo. Meu preferido é o austríaco Paul Feyerabend: sujeito de ideias inovadoras e controversas, mas isso é só mais um pleonasmo.

Houve sujeitos famosos como Thomas Kuhn e Karl Popper. Para se ter uma ideia, o primeiro considerava-se mais historiador que filósofo da ciência. De fato, forneceu-nos uma boa teoria sobre como os paradigmas evoluem. Ficou tão famoso que o termo "paradigma" veio a ser tão desgastado quanto impreciso na forma como é aplicado hoje por áreas bem diversas daquela em que ele debruçou-se: a Física.

Teve também quem ficasse mais às margens em países com tradição anglossaxônica mais arraigada; caso de um francês de filosofia mais hermética chamado Gastón Bachelard, que, aliás, deixou-nos boas contribuições no campo da Educação. Teria ele dito que todo conhecimento é resposta a uma pergunta. E, vejam só, nós achamos muitas vezes que dar aula se restringe a entrar numa sala e começar a expor informações que não nos foram solicitadas: o conhecimento que oferecemos aos alunos surge como resposta a uma pergunta que não foi feita por eles. Talvez aí a história tenha novamente um papel indispensável: dar-me a entender que posso dispor da pergunta que outro fizera como herança. Afinal, nosso conhecimento, nossa arte, nossa língua e toda a nossa cultura fazem parte de um tesouro que temos herdado das gerações anteriores. Tesouro esse que deixa incrustrações no inconsciente coletivo, segundo Jung.

Se colocamos em termos de história, essa - verídica (ou pelo menos assim dizem) - tem uma moral muito clara: mesmo o mais experiente dos cientistas provavelmente não saberá responder a uma pergunta que lhe deveria ocupar a curiosidade: o que é ciência, afinal?⁵ Ora, Feynman já nos ensinou que o cientista deverá perguntar isso a outra pessoa.

 

¹Infelizmente não me recordo do nome do brilhante cidadão.

² Embora frequentemente de apenas uma fatia muito estreita em que é especializado, diga-se de passagem.

³ Seja lá o que for isso.

⁴ LAKATOS, Imre. History of science and its rational reconstructions. In: HACKING, I. (org.) Scientific revolutions. Hong-Kong: Oxford University, 1983; p. 107. Lakatos é um importante ícone da epistemologia contemporânea.

⁵ Título de um livro de divulgação sobre epistemologia (o "Mundo de Sofia" da filosofia da ciência), cujo autor é David Chalmers. Também recomendo o livro "Introdução à Teoria da Ciência", de Luiz Henrique de Araújo Dutra, da UFSC, 2010.

http://pontosupercritico.blogspot.com.br/

Palavras-chave: autoridade da ciência, ciência, ensino de ciências, epistemologia, feyerabend, feynman, filosofia, filosofia da ciência, história, história da ciência, kuhn, lakatos, lógica, metaciência, o que é ciência, popper, teoria do conhecimento

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julho 03, 2012

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Postado por Claudete Mira

 

 

Carta Verde

Gabriel Bonis

Tocantins

02.07.2012 17:13

Justiça condena prefeito de Palmas por construção de praia artificial em APP

A costumeira violação da lei ambiental nos nove estados da região Amazônica resultou na sexta-feira 30 na condenação de uma autoridade pública. O Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1) sentenciou Raul Filho, prefeito de Palmas, capital do Tocantins, a um ano de prisão por crime ambiental. Segundo o tribunal, Raul Filho (eleito pelo PT e hoje sem partido) construiu sem licença válida uma casa de mais de 114 metros quadrados, um rancho de 64 metros quadrados e uma praia artificial com área lavada de 8 metros de largura por 45 metros de comprimento. Tudo isso em uma área de preservação permanente (APP) no município de Iracema, às margens do lago da usina hidrelétrica de Lageado. Ainda cabe recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as obras – que também incluem um muro de arrimo de 32 metros – causaram danos ambientais irreversíveis à APP. Raul Filho terá, no entanto, 120 dias para recuperar a área sob risco de perder o terreno e será multado.

 

Segundo coordenadas do Ibama-TO, esta é a área afetada pela intervenção de Raul Filho. Foto: Google Earth/Reprodução

 

A conduta do prefeito durante o processo também é questionada. De acordo com a Justiça, a licença ambiental para a obra surgiu apenas durante a ação criminal. Expedida por órgão ambiental estadual, foi considerada inválida. O documento dizia não haver dano ambiental na área, uma observação contestada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). “O tribunal mandou o Ibama realizar outra perícia mais detalhada, que identificou uma invasão e deterioração do meio ambiente quase irreparável, apenas para lazer e uso privado. Não há possibilidade de regeneração de fauna e flora”, diz Juliano Baiocchi Villa-Verde de Carvalho, procurador da Procuradoria Regional da República (PRR1) e autor da ação penal.

Para o procurador, o prefeito tentou “dar uma impressão de legalidade” à sua conduta utilizando “órgãos estatais em benefício pessoal”. “Isso pode, inclusive, agravar a pena neste sentido”, ressalta. Ele completa que o prefeito optou por construir na parte de seu terreno onde sequer seria possível conseguir um licenciamento, além de ignorar um embargo do Ibama.

O TRF1 aponta que Raul Filho desmatou a vegetação nativa – 87% do território do estado é coberto por cerrado e o restante por floresta de transição amazônica – para realizar o plantio de vegetação exótica. Isso causou compactação e impermeabilização do solo, provocando erosão das margens do lago e assoreamento.

Carvalho acredita que este é o primeiro precedente no TRF1, que abrange 13 estados, de uma condenação por crime ambiental a um prefeito com foro privilegiado. O que também pode torná-lo inelegível, segundo os critérios da Lei da Ficha Limpa. “Ainda dependemos do trânsito em julgado da condenação e dos recursos”, aponta o procurador.

O prefeito foi procurado pela reportagem, mas não quis conceder entrevista. Em nota, afirmou que recorrerá da decisão. Ele diz que “as benfeitorias” realizadas na área possuem licenciamento ambiental do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e aprovação da Marinha do Brasil. “Não realizamos obra de supressão de vegetação nativa, nem a substituímos por espécies de vegetais exóticos. Também não fizemos a compactação e impermeabilização de solo, provocando erosão, conforme afirma a decisão do Tribunal Regional Federal”, apontou. Segundo ele, a interferência na mata nativa ocorreu para replantio da vegetação degradada. O muro, alega, foi feito para evitar o assoreamento.

O processo tem como base uma ação civil pública ajuizada pela Procuradoria da República no Tocantins à Justiça Federal no Tocantins. Como o prefeito tem foro privilegiado, os autos foram encaminhados à Procuradoria Regional da República, que denunciou Raul Filho por crime ambiental ao TRF1. A ação civil pública para a demolição tramita na primeira instância e pode condenar Raul Filho a se desfazer das obras poluidoras às margens do lago, sob pena de multa diária.

Ligação com Cachoeira

Não bastassem os problemas de ordem ambiental, o programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou no domingo 1º um vídeo no qual Raul Filho aparece negociando com o bicheiro Carlinhos Cachoeira oportunidades de investimento para o contraventor em Palmas. À época, em 2004, o petista disputava a prefeitura da cidade. As imagens fazem parte da operação Monte Carlo da Polícia federal, que investiga os negócios de Cachoeira.

No vídeo, um suposto assessor de Raul Filho também aparece negociando um pagamento de 150 mil reais para ele e o prefeito.

Em Palmas, a Delta Construções, empresa apontada pela PF como uma das integrantes do esquema do bicheiro, possui contratos de limpeza urbana. Os acordos são de 72 milhões de reais e o Ministério Público suspeita de irregularidades na licitação.

Palavras-chave: meio ambiente; política; educação; políticas públicas; desigualdade social; ciência

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Postado por Claudete Mira | 1 comentário

julho 01, 2012

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“Onde estás?”, “quem serás?”, me pergunto amiúde.

Estás longe ou bem perto? Eu queria saber;

Mas tão logo esta dúvida vem-me a perder

Me recordo a resposta: é só Vós a virtude!

 

Ilumine-me, eu peço, quando a alma se ilude,

A Luz Vossa, constante, infinita, a fazer

Com que eu nunca me perca em tal dúvida, e a ver

Que em só Vós tenho amor, compreensão e saúde!

 

A tormenta e a tristeza jamais me serão,

Desse modo, medonhas, se ao lado Vos tenho

E se as sombras dissipa, gentil, Vossa Mão!

 

Se vierem-me, enfim, a franzir o meu cenho

As perguntas e dúvidas, sei que virão

Em socorro essa Luz e essa Mão com empenho!

 

(28/06/2012)

Palavras-chave: soneto

Postado por Martino Gabriel Musumeci em Reflexões Cristãs | 0 comentário

junho 05, 2012

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Postado por Equipe Stoa

Hoje, dia 5 de junho poucos minutos após meia-noite, a rede da USP e os seus serviços principais estão passando por dificuldades. Entre outros serviços, o Moodle do Stoa está indisponível. 

Divulgaremos aqui notícias assim que ficarão disponíveis.

Atualizado 9h27 05/05: Veja uma notícia do CCE.

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maio 23, 2012

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Postado por Equipe Stoa

[Atualizado 21h10 23/05] Hoje foi mandado, por engano, um email a uma fração pequena (5%) dos usuários do Stoa. O email disse:

Hi, Fulano do Tal
Welcome to Noosfero! To activate your account, follow the link:
http://test.stoa.usp.br/account/activate?activation_code=ae34136c06474d01c5e
Greetings,
--
Noosfero team.
http://test.stoa.usp.br

Este email foi mandado por engano e pode ser ignorado.

Estamos no processo de desenvolvimento do novo Stoa, que a partir do próximo semestre, usará a plataforma Noosfero (http://noosfero.org) como rede social. Uma série de funcionalidades estão sendo adaptadas no Noosfero para melhor atender as necessidades do ambiente colaborativo que é o Stoa. Várias delas já foram implementadas. Nosso próximo passo é colocar uma versão de homologação do ambiente no ar ainda no mês de maio.

Dessa forma, para fazermos os testes mais próximo da realidade dos nossos usuários, bem como simularmos como ficarão as informações do atual Stoa no novo Stoa, foi definido um plano de migração. No fim da tarde desta quarta-feira, 23/05/2012, infelizmente, cerca de 5% dos usuários cadastrados no Stoa receberam um e-mail (notificação) de boas-vindas do Noosfero indevidamente.

Assim que constatamos o problema tomamos as providências junto com eles. Agora, nosso teste de migração está sendo executado sem ocasionar nenhum tipo de incomodo aos usuários cadastrados no Stoa. Pedimos as sinceras desculpas e garantimos que falhas desse tipo não ocorrerão novamente.

Contamos com a compreensão de todos. Estamos trabalhando para oferecer, em breve, um novo e melhor Stoa.

atenciosamente,
Equipe Stoa

Palavras-chave: noosfero, stoa

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Postado por Equipe Stoa | 0 comentário

maio 13, 2012

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Postado por Equipe Stoa

(Atualizado 11h, 13/05)

O Moodle do Stoa (novo) estava inacessível de aprox. 7h até 10h30 de 13/05.

Os administradores de sistema do CCE foram avisados e estamos investigando o que  está aconteceu. Graças à rápida ação do MOC / CCE, o serviço já está no ar normalmente.

Ewout - Coordenador do Projeto Stoa

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maio 07, 2012

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Postado por Claudete Mira

 

Reinaldo Canto, Jornalista vEspecializado em Meio Ambiente

 

Há uma semana o Congresso Nacional “Ruralista” infringiu uma acachapante derrota ao Governo Dilma, aos ambientalistas e, o que é ainda pior, ao futuro equilibrado e sustentável do país.

O exaustivo processo de discussão em torno do novo texto para o Código Florestal e que havia sido acordado por meio de delicadas negociações no Senado Federal foi, simplesmente, “rasgado” pelas forças mais atrasadas que dominam a Câmara dos Deputados e a votação determinou com o placar de 274 votos a favor 184 contrários e duas abstenções.

Entre as diversas alterações em relação ao proposto pelo Senado, os deputados retiraram a possibilidade de o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de vetar a emissão de documento de controle de origem da madeira explorada em estados que não integram o sistema nacional de dados sobre a extração; a interrupção temporária das atividades agrícola ou pecuária em no máximo cinco anos até 25% da área produtiva e a exigência de planos diretores dos municípios, ou leis de uso do solo, observarem os limites gerais de áreas de preservação permanente (APPs) em torno de rios, lagos e outras formações para proteção em áreas urbanas e regiões metropolitanas.

Uma vitória de Pirro

Mas determinadas vitórias podem rapidamente se transformar em derrota quando os seus resultados forem vistos como algo pouco enobrecedor. Foi o que aconteceu na noite da quarta-feira da semana passada. Ao contemplar apenas o interesse de alguns, os ruralistas afrontaram não só o governo, mas boa parte da sociedade brasileira que já havia demonstrado através de pesquisas esperar do Congresso uma visão equilibrada e que de lá saísse um Código Florestal que contemplasse a produção agrícola com a preservação de nossos recursos naturais.

 

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Carta Verde

Reinaldo Canto

Reinaldo Canto

Guerra ambiental

03.05.2012 12:10

Código Florestal: Uma luta longe do seu final

Há uma semana o Congresso Nacional “Ruralista” infringiu uma acachapante derrota ao Governo Dilma, aos ambientalistas e, o que é ainda pior, ao futuro equilibrado e sustentável do país.

O exaustivo processo de discussão em torno do novo texto para o Código Florestal e que havia sido acordado por meio de delicadas negociações no Senado Federal foi, simplesmente, “rasgado” pelas forças mais atrasadas que dominam a Câmara dos Deputados e a votação determinou com o placar de 274 votos a favor 184 contrários e duas abstenções.

Entre as diversas alterações em relação ao proposto pelo Senado, os deputados retiraram a possibilidade de o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de vetar a emissão de documento de controle de origem da madeira explorada em estados que não integram o sistema nacional de dados sobre a extração; a interrupção temporária das atividades agrícola ou pecuária em no máximo cinco anos até 25% da área produtiva e a exigência de planos diretores dos municípios, ou leis de uso do solo, observarem os limites gerais de áreas de preservação permanente (APPs) em torno de rios, lagos e outras formações para proteção em áreas urbanas e regiões metropolitanas.

Uma vitória de Pirro

Mas determinadas vitórias podem rapidamente se transformar em derrota quando os seus resultados forem vistos como algo pouco enobrecedor. Foi o que aconteceu na noite da quarta-feira da semana passada. Ao contemplar apenas o interesse de alguns, os ruralistas afrontaram não só o governo, mas boa parte da sociedade brasileira que já havia demonstrado através de pesquisas esperar do Congresso uma visão equilibrada e que de lá saísse um Código Florestal que contemplasse a produção agrícola com a preservação de nossos recursos naturais.

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Tratamento de esgoto é a cura para todos os males

A rebelião das águas

Felizmente, manifestações de repulsa a toda essa truculência tem surgido de muitos setores e não só daqueles comprometidos diretamente com a defesa do meio ambiente. Entre elas, a da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) que divulgou nota oficial afirmando sua profunda preocupação com o projeto de lei recém aprovado e de senadores de várias correntes, participantes da negociação anterior, perplexos com o desfecho desse processo.

O governo também já se pronunciou e espera-se nos próximos dias o veto total ou parcial ao texto do novo Código. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, sinalizou que a presidenta Dilma Rousseff deverá vetar “aquilo que representar a anistia (aos desmatadores), não terá respaldo do governo”.

Insegurança Jurídica

Toda a celeuma em torno do que vai valer ou não para a produção agrícola brasileira traz prejuízo e insegurança generalizada no campo. Muita gente encontra-se num limbo jurídico e deixa de investir ou regularizar suas propriedades por falta de clareza nas regras vigentes. Uma lei justa e equilibrada teria o mérito de esclarecer o proprietário rural sobre o que efetivamente ele deve ou não fazer para estar regular e poder assim se beneficiar da lei para produzir com todo apoio e tranquilidade.

Esse é caso do projeto “Agricultura Legal – Produzindo Sustentabilidade em Piedade”, desenvolvido em parceria entre a ONG Iniciativa Verde, o Funbio (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) e a Prefeitura de Piedade, cidade localizada na região sudoeste do Estado de São Paulo detentora de 39% de seu território constituído por remanescentes da Mata Atlântica e 53% de sua população vivendo na zona rural.

O programa tem o objetivo de colaborar com os proprietários rurais para que eles consigam a regularização ambiental de suas terras e desse modo estejam aptos, entre outros, a receber créditos agrícolas para os processos de licenciamento ambiental; a facilitação na outorga do uso da água; além de obterem as condições para participar dos programas de PSA – Pagamentos por Serviços Ambientais – e de Servidão Florestal, o que poderá representar uma nova fonte de renda para esses agricultores.

Os custos do projeto estão totalmente cobertos pelo Funbio e parceiros. Isso quer dizer que os agricultores não precisam pagar nada para participar. Mesmo assim, a adesão tem sido baixa, em parte graças às indefinições relativas ao novo Código Florestal.

Este é apenas um caso, entre milhares, que aguardam a prevalência do bom senso para alcançarmos a paz no campo. O primeiro passo é garantir que a campanha “VETA DILMA” atinja seu objetivo de excluir os artigos polêmicos e assim retomar as bases para um diálogo construtivo.

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Gianni Carta

Revista Veja e Cachoeira

03.05.2012 12:28

Civita, o nosso Murdoch

Rupert Murdoch durante depoimento em Londres, nesta quinta-feira 26. Foto: Pool/AFP

Rupert Murdoch, o magnata mais poderoso da mídia do Reino Unido, 81 anos, é interrogado horas a fio pela comissão parlamentar do Inquérito Leveson. Isso seria possível no Brasil de Roberto Civita? Foto: Pool/AFP

Policarpo Jr., diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, trocou 200 ligações com Carlinhos Cachoeira. O bicheiro goiano, escreveu o correspondente de CartaCapital em Brasília, Leandro Fortes, alega ser o pai de “todos os furos” da revista.  E Cachoeira disse estar pronto a detalhar as histórias que contou para Policarpo Jr. na CPI.

O patrão da Editora Abril, Roberto Civita, 75 anos, sabia quem era a fonte de todos aqueles “furos” da semanal mais lucrativa de sua empresa? Se for convocado para depor na CPI do Cachoeira, Civita reconhecerá que a Veja não respeitou a ética jornalística? Usar como parceiro de reportagem um criminoso com estreitos elos (às vezes acompanhados de subornos) com um senador, deputados, governadores e uma empreiteira foge à regra essencial do jornalismo: a de apurar as duas ou mais versões da mesma história.

Mas o patrão da Abril provavelmente não dará o ar da graça na CPI. Isso porque os jornalões e a tevê Globo agem em bloco para que isso não aconteça. São dois os motivos. O bicheiro, atualmente atrás das grades, favorecia os “furos” a envolver os inimigos “esquerdistas” da mídia tucana, principalmente petistas e ministros. Segundo motivo: jornalistas de outros orgãos da mídia também obtinham seus “furos” de Cachoeira.

Por essas e outras, Policarpo Jr. e a recomendável convocação de Civita para a CPI nunca estiveram no noticiário.

Enquanto isso, Rupert Murdoch, o magnata mais poderoso da mídia do Reino Unido, 81 anos, é interrogado horas a fio pela comissão parlamentar do Inquérito Leveson, que teve início em novembro de 2011. E na quarta-feira 2 até o Senado dos EUA entrou em contato com os investigadores britânicos para avaliar se abrirão um inquérito com o objetivo de investigar se a News Corporation passou a perna em leis norte-americanas.

Através de seus jornais – Times, Sunday Times, Sun e News of the World – Murdoch teve grande influência nas eleições dos primeiros-ministros conservadores Margaret Thatcher, John Major, David Cameron e Tony Blair. Até aí nada de errado. Publicações europeias apoiam candidatos políticos em seus editoriais, coisa que no Brasil acontece raramente. A mídia canarinho gosta de ficar em cima do muro enquanto distorce e manipula o noticiário a favor dos candidatos conservadores preferidos pelas elites. Enfim, prima a ambiguidade e a desinformação na mídia brasileira enquanto a mídia europeia se posiciona ideologicamente, o que lhe confere credibilidade. O leitor do vespertino francês Le Monde, por exemplo, sabe ter em mãos um diário de centro-esquerda que apoia o socialista François Hollande no segundo turno da presidencial, em 6 de maio.

O problema da mídia murdochiana foram os métodos por ela usados: escutas telefônicas ilegais e suborno de policiais por informações privilegiadas foram as mais graves. De fato, o tabloide News of the World foi fechado porque a acusações acima foram provadas. Jornalistas e um detetive contratado pelo jornal foram presos.

Agora o Inquérito Leveson quer se aprofundar mais na relação da mídia com políticos e funcionários públicos. Nesse contexto, investiga o grupo de Murdoch e outras empresas de comunicação. Ao mesmo tempo, pretende avaliar se o regime regulatório da imprensa da britânica falhou. Em suma, lá no reinado fazem o que não é feito aqui: uma CPI da mídia.

Murdoch admitiu no Inquérito Leveson ter sido “lento e defensivo” em relação às escutas telefônicas ilegais. Reconheceu ter falhado ao negar o conhecimento sobre a verdadeira escala dos grampos telefônicos até 2010 devido à conduta de subordinados que o deixaram sem informações. Ou será que Murdoch fingia que não sabia de nada?

São várias as semelhanças entre Roberto Civita e Rupert Murdoch. Ambos têm fascínio pelo “American Dream”, ou seja, a possibilidade de ganhar na vida na terra do Tio Sam, onde todos – eis aí um mito – podem fazer fortuna. E, por vezes, como se vê, a qualquer custo. Civita nasceu na Itália, mas aos dois anos, em 1938, foi com a família para os EUA, onde viveu por pouco mais de uma década. Depois de passar algum tempo no Brasil foi fazer universidade na Filadélfia.

Murdoch nasceu na Austrália, onde teve início sua carreira de empresário da mídia. Depois passou vários anos no Reino Unido, onde amealhou sua fortuna. E, finalmente, foi morar nos EUA para realizar seu sonho, o de obter a cidadania norte-americana e ser dono de um grande diário, no caso o Wall Street Journal.

Segundo o Inquérito Leveson, o patrão da News Corp. não tem “capacidade” para dirigir um grupo internacional. Isso seria possível no Brasil de Roberto Civita?

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abril 27, 2012

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Postado por Claudete Mira

Direitos Autorais 23 Abr 2012

 

Em relação ao ano passado, País passou de quarto para quinto lugar na pesquisa organizada pela Consumers International; queda, porém, não revela melhorias na legislação


 

A CI (Consumers International), federação que reúne mais de 220 entidades de defesa do consumidor em 115 países, divulgou nesta segunda-feira (23/4) a IP Watchlist 2012,  pesquisa que analisa a legislação autoral de vários países e suas possibilidades de concretização dos direitos dos consumidores, especialmente no que se refere ao acesso ao conhecimento. 
 
O Idec contribuiu com o levantamento e fez um relatório sobre a situação no Brasil levando em consideração as possibilidades trazidas pela legislação de propriedade intelectual, especialmente a lei de direitos autorais (LDA - Lei 9.610/98). Foram avaliados os quesitos como acesso dos consumidores a serviços e produtos culturais, exceções e limitações para uso educacionais de obras, efetiva proteção do autor, preservação cultural, acessibilidade, adaptação da lei aos novos modelos digitais e utilização privada dos bens culturais.
 
Em relação aos resultados de 2011, o Brasil - frequentemente entre as piores leis autorais avaliadas - passou de quarto para quinto lugar entre os piores regimes de direitos autorais do mundo. No total, 30 países foram avaliados.
 
A troca de posição não ocorreu devido às mudanças no País. O que se deu foi o ingresso da Jordânia, que não havia participado da pesquisa de 2011, entre os países avaliados. Além disso, o Chile concluiu sua reforma autoral, trazendo mais equilíbrio à relação entre autores e consumidores, por exemplo, na internet, deixando, assim, as piores posições. A Argentina também entrou no rol das piores leis autorais nesse ano. “Não foi o Brasil que subiu de posição no ranking, mas outros países que melhoraram ou pioraram. Na verdade, com a estagnação do processo de reforma da lei de direitos autorais, o Brasil não saiu do lugar”, revela o advogado do Idec, Guilherme Varella. 
 
No relatório de 2012, os cinco melhores regimes de direitos autorais avaliados foram Israel, Indonésia, Índia, Nova Zelândia e Estados Unidos. Os cinco piores foram Jordânia, Argentina, Reino Unido, Tailândia e Brasil. Confira aqui a íntegra da pesquisa (em inglês).
 
Reforma na Lei de Direitos Autorais
De acordo com Varella, a situação do Brasil é ruim comparada aos demais países da pesquisa. Apesar de ter apresentado um projeto de reforma da LDA, o texto do anteprojeto ficou aberto à consulta pública em 2010 e, até agora, ainda não saiu do papel.
 
“É essencial que a LDA seja reformada, de modo a equilibrar os direitos dos usuários e consumidores com os direitos dos autores. O acesso ao conhecimento, à cultura e à informação são direitos fundamentais não compatibilizados, na legislação brasileira, com os direitos dos criadores, que, de seu lado, não possuem efetiva proteção e garantia”, destaca o advogado. Segundo ele, a lei precisa ser atualizada para incorporar as novas demandas do mundo digital e tirar da marginalidade milhões de consumidores que utilizam a internet  para acessar cultura de forma legítima, através de condutas corriqueiras e socialmente aceitas, como baixar músicas e digitalizar conteúdos.
 
Novidade da IP Watchlist 2012
No ranking deste ano, uma nova questão analisada foi a presença de taxas cobradas das bibliotecas para o empréstimo de livros. “Isso não está previsto no Brasil, mas a situação das bibliotecas e das lojas de segunda mão, como os sebos, não está totalmente amparada pela legislação autoral, o que traz lacunas e deixa esse segmento sem a segurança jurídica necessária para atuar”, ressalta o advogado.
 
Boas e más práticas
Além do levantamento, a CI também elege as melhores e piores práticas em determinadas áreas da pesquisa. Entre as piores práticas estão a extensão do prazo de Direitos Autorais e as propostas que preveem o bloqueio de sites que compartilham conteúdos ou que supostamente ferem direitos autorais. No Brasil, o prazo é o mais extenso possível - 70 anos após a morte do autor -, o que diminui demasiadamente o acesso. Existem inúmeros projetos de lei que pretendem criminalizar o compartilhamento na internet, como o PL 84/99, fortemente contestado pelo Idec e outras organizações, que empreenderam uma grande campanha pela sua rejeição no Congresso.
 
Na IP Watchlist 2012, uma boa prática destacada foi o uso da legislação de defesa do consumidor contra abusos baseados em direitos de propriedade intelectual, como os direitos autorais. A Watchlist mostrou que alguns países possuem legislações consumeristas consistentes - como o CDC (Código de Defesa do Consumidor) brasileiro - que servem de ferramenta para ampliar a garantia dos consumidores de acesso aos bens, produtos e serviços culturais e evitar violações baseadas na proteção autoral.
 
Outra boa prática, presente em alguns países, é a criação de alternativas para evitar o DRM (Digital Rigths Management) nos produtos digitais como músicas, filmes e livros. Também chamadas de “restrições tecnológicas”, essas travas impedem a fruição integral dos conteúdos adquiridos pelos consumidores e, em grande parte das vezes, não são anunciadas pelas empresas. Geralmente as informações são criptografadas e impedem, por exemplo, que uma música comprada só toque em um ou dois aparelhos, restringem a utilização em determinadas plataformas, como softwares, e impedem a cópia para back-up.
 
“O problema das restrições tecnológicas é muito sério no Brasil e só ocorre porque a legislação autoral permite, ainda que o CDC tenha normas muito claras para evitar abusos como esses”, explica Varella. A reforma da LDA, além de evitar os abusos dos DRMs, permitiria a compatibilização da legislação autoral com o CDC.
 
Pesquisas recentes do Idec sobre compra de músicas e filmes online demonstraram isso.

 

 

Palavras-chave: direitos autorais; educação; políticas públicas, divulgação científica

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abril 11, 2012

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Postado por Gabriel em Física

O Grupo Etapa está selecionando graduandos ou graduados em Física (Bach. ou Licenciatura) para trabalhar com elaboração e revisão de material didático. Carga horária flexível. Interessados por favor encaminhem currículo para fred@etapa.com.br .

Palavras-chave: emprego física bacharelado licenciatura material didático revisão editoração produção

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abril 02, 2012

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Postado por Equipe Stoa

Por volta de 8h28 de hoje, dia 2 de abril, apareceram problemas com o base de dados por trás do Moodle do Stoa novo. 

Chamamos os administradores de sistema e analistas do CCE e IME, que nesta instante estão trabalhando para diagnostizar e consertar o problema.

Em breve deixaremos mais notícias sobre o ocorrido aqui.

Atualizado 15h dia 2 de abril: recuperamos o sistema.

Importante:  dados, posts, envios de arquivos etc. inseridos entre 8h28 e 15h de hoje, segunda-feira dia 2 e abril, devem ser re-enviados!

Apuramos que a causa do problema era a falha na rede "SAN" que provê os storage dos nossos (e outros) servidores. Este problema afetou vários serviços da USP e o CCE está neste momento investigando o que aconteceu e tomando providências para evitar a re-occorência. 

Lamentamos o occorido e vamos analisar como melhorar

  1. o sistema de monitoramento (mais pessoas podiam ter sido avisados, o que poderia ter diminuido o tempo de recupearação um pouco)
  2. a robustez do sistema: nada vai manter um base de dados no ar quando o sistema de arquivos debaixo dele some, mas é possível configurar uma arquitetura com mais redundância, o que neste caso poderia ter feita a diferença entre um interrupção de algumas horas e uma de alguns minutos. 

 

Agradecemos o apoio ágil dos equipes do CCSL / IME e o CCE que ajudaram na recuperação da base.

Ewout ter Haar - Equipe Stoa

Palavras-chave: moodle do stoa, mysql, stoa

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março 04, 2012

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Postado por Ana A. S. Cesar

"Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz."  (Madre Teresa de Calcutá )

Palavras-chave: Citações

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

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