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fevereiro 26, 2011

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Apologética prática: geralmente alguns me taxam de ‘criacionista’ (o que não sou), e quando são cristãos me taxam de liberal (o que também não sou), sou liberal no sentido mais ou menos político. Agora na minha vida ninguém me taxou de homofóbico, porque eu não sou, e tenho diversos colegas que são homossexuais, e eu os respeito.

A minha questão aqui é: alguns cristãos, ou teístas de forma geral, achar que nós queremos acabar com o homossexualismo, nós não queremos isso. Se algumas pessoas querem ser homossexuais podem ser, eu os respeito por isso, e não vou descriminá-los. Eles não devem ser descriminados.

Agora me perguntem, o que então eu defendo, e tenho defendido? O que defendo é que não podem tirar o meu direito de dizer para meu filho que “não concordamos com as práticas homossexuais”. Eu não descrimino, mas posso discordar (isso acontece com a maioria das pessoas, em relação aos mais diversos assuntos). Pois, me perdoe, mas ser homossexual não é a mesma coisa que ser branco ou negro, é realmente mudar seu ritmo e estilo de vida sexual, você vai “trocar” as coisas, que habitualmente acreditamos não precisar trocar, ou para alguns, que é absurdo esta “troca”.

Para a mesma coisa, a suposta guerra Ciência vs Religião – esta guerra, de fato, não existe (o que existe são entendimentos fracos e ruins, de ambos os lados: ateus e teístas). E, se existe, se deve à alguns cristãos um tanto quando, me perdoe o termo, “burros”. E, porque? Bem, depois da reforma o nível teológico de certa maneira diminuiu, quer dizer, o crescimento teológico diminuiu. Mas, depois de um tempo, tanto nos reformados quanto no catolicismo voltou-se as velhas e boas práticas teológicas – o que os quatro cavaleiros chamam de ‘teologia sofisticada’.

Entretanto, depois de um tempo, saiu de dentro da reforma algumas coisas bizarras, como o pentecostalismo-físico (acredita-se que Deus se manifesta e obriga a pessoa a fazer movimentos estranhos).

E com essas práticas, acreditavam que não precisavam da teologia, mas só do Espírito Santo para ler as escrituras. E, vou afirmar, é absurdo dizer isso, sem método histórico, hermenêutico, e exegético, não há como fazer uma boa interpretação bíblica. Ou seja, antes de afirmar qualquer inspiração do Espirito Santo, use o intelecto – use o método.

Dessa forma, em certa medida, tanto ateus, como teístas, tem responsabilidades intelectuais, e devo admitir, talvez pelo nível econômico e social das pessoas, elas não estão tão preocupadas com os assuntos e a *vida do espírito.

Ora, em relação ao homossexualismo a posição dos cristãos devem ficar clara  - política, e questão de liberdade de expressão e opinião; ou seja, devemos ser também contra a homofobia, no sentido, mais razoável da palavra. Em relação a vida do espírito também – nós cristãos temos responsabilidades, porque já passou da hora, de darmos a “razão de nossa fé” (ou seja, razão, não apenas o lado que nos “comove” a isso).

E, por apologética prática quero dizer, que em certos casos pastores acreditam que devem chegar e “evangelizar” (naquele sentido mais fraco teologicamente), e não se **COMPORTAR como alguém decente e racional. No dia a dia, há determinados momentos que são cruciais, não para para “ganhar alguém”, mas para simplesmente dizer e MOSTRAR “nós não somos como a maioria pensa”.

 

*Por vida do espírito, quero dizer apenas, e somente apenas, o estudo e a contemplação da verdade e do conhecimento, no sentido de mediação entre nós seres humanos, e a infinitude.

**Por comportar quero dizer no sentido de simplesmente se portar bem diante de pessoas que possuí um vida intelectual melhor, e não chegar, desde já, já falando asneiras e besteiras em nome de algo que, talvez, tal, não conheça direito. O conhecimento acaba sendo indispensável para aqueles que dizem serem “representantes”; ou seja, devem conhecer bem aquilo que representam. E, não é só o Espírito Santo que dá isso – a responsabilidade é nossa não da parte de Deus.

NOTA: sei que haverá católicos que talvez critiquem o meu texto, mas, talvez eu esteja interessado não exatamente em católicos ou reformados, mas em pessoas que possuem determinado comportamento caracterizado por irracionalidade.

Autor\Editor: Paulo J. de Oliveira

 

Fonte: Apologética prática | teismo.net

Este post é Domínio Público.

Postado por Albert Richerd Carnier Guedes

Comentários

  1. escreveu:

    Olá Albert,

    discutimos em um forum do terra, e fiquei curiosos sobre você, e acabei encontrado seu blog.

    http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/interna/0,,OI3409049-EI8410,00.html

    Gostaria que vc comentasse sobre essa matéria.

    default user icon ‒ segunda, 16 maio 2011, 23:41 -03 # Link |

  2. Albert Richerd Carnier Guedes escreveu:

    Já respondi lá Tessarollo. Abraços.

    Albert Richerd Carnier GuedesAlbert Richerd Carnier Guedes ‒ sexta, 20 maio 2011, 12:57 -03 # Link |

  3. Visitante escreveu:

    BREVE CRÍTICA AL PROFETISMO JUDÍO DEL ANTIGUO TESTAMENTO: La relación entre la fe y la razón expuesta parabolicamente por Cristo al ciego de nacimiento (Juan IX, 39), nos enseña la necesidad del raciocinio para hacer juicio justo de nuestras creencias, a fin de disolver las falsas certezas de la fe que nos hacen ciegos a la verdad mediante el discernimiento de los textos bíblicos. Lo cual nos exige criticar el profetismo judío o revelación para indagar la verdad que hay en los textos bíblicos. Enmarcado la crítica al profetismo judío en el fenómeno espiritual de la trasformación humana, abordado por la doctrina y la teoría de la trascendencia humana conceptualizada por la sabiduría védica, instruida por Buda e ilustrada por Cristo; la cual concuerda con los planteamientos de la filosofía clásica y moderna, y las respuestas que la ciencia ha dado a los planteamientos trascendentales: (psicología, psicoterapia, logoterápia, desarrollo humano, etc.), y utilizando los principios universales del saber filosófico y espiritual como tabla rasa a fin de deslindar y hacer objetivo “que es” o “no es” del mundo del espíritu. Método o criterio que nos ayuda a discernir objetivamente __la verdad o el error en los textos bíblicos analizando los diferentes aspectos y características que integran la triada preteológica: (la fenomenología, la explicación y la aplicación, del encuentro cercano escritos en los textos bíblicos). Vg: la conducta de los profetas mayores (Abraham y Moisés), no es la conducta de los místicos; la directriz del pensamiento de Abraham, es el deseo intenso de llegar a tener: una descendencia numerosísima y llegar a ser un país rico como el de Ur, deseo intenso y obsesivo que es opuesto al despego de las cosas materiales que orienta a los místicos; es por ello, que la respuestas del dios de Abraham son contestatarias de los deseos del patriarca, y no tienen nada que ver con el mundo del espíritu. La directriz del pensamiento de Moisés, es la existencia de Israel entre la naciones a fin de llegar a ser la principal de las naciones, que es opuesta a la directriz de vida eterna o existencia después de la vida que orienta el pensamiento místico (Vg: la moradas celestiales, la salvación o perdición eterna a causa del bien o mal de nuestras obras en el juicio final de nuestra vida terrenal, abordadas por Cristo); el encuentro cercano descrito por Moisés en la zarza ardiente describe el fuego fatuo, el pie del rayo que pasa por el altar erigido por Moisés en el Monte Horeb, describe un fenómeno meteorológico, el pacto del Sinaí o mito fundacional de Israel como nación entre las naciones a fin de gobernar y unir los doce tribus en una sola nación y hacer de Israel la principal de todas las naciones por voluntad divina, descripciones que no corresponden al encuentro cercano expresado por Cristo al experimentar la común unión, la cual coincide con la descrita por los místicos iluminados: “El Padre y Yo, somos una misma cosa”. Las leyes de la guerra dictadas por Moisés en el Deuteronomio causales del despojo y exterminio de las doce tribus cananeas y del actual genocidio del pueblo palestino, hacen evidente la ideología racista, criminal y genocida serial que sigue el pueblo judío desde tiempos bíblicos hasta hoy en día__ Discernimiento que nos aporta las pruebas o elementos de juicio que nos dan la certeza que el profetismo judío o revelación bíblica es un mito perverso que nada tienen que ver con el mundo del espíritu. http://www.scribd.com/doc/33094675/BREVE-JUICIO-SUMARIO-AL-JUDEO-CRISTIANISMO-EN-DEFENSA-DEL-ESTADO-LA-IGLESIA-Y-LA-SOCIEDAD

     

    default user iconVisitante ‒ domingo, 03 julho 2011, 04:51 -03 # Link |

  4. escreveu:

    Só errou em uma coisa amigo, ninguém quer ser homosexual, vc simplesmente nasce homossexual, desenvolve naturalmente o desejo pelo mesmo sexo. Ninguém de livre e espontâneaa vontade desejaria ser algo  condenável pela maioria dos indivíduos de seu grupo.Vc discorda que o homosexualismo seja algo natural, vá lá, mas dizer que que as pessoas sejam assim pq querem é falta total de noção.

    default user icon ‒ quinta, 06 setembro 2012, 00:00 -03 # Link |

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