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Abril 2009

Abril 01, 2009

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http://hay-tomates.blogspot.com/2009/04/convite.html







COLEÇÃO POESIAS DE ESPANHA



Os 70 anos do encerramento da Guerra Civil Espanhola, um dos episódios mais cruéis e de maior impacto do séc. XX, serão lembrados no dia 1º de abril de 2009. Para marcar a data, a editora Hedra lança, no dia 3 de abril na Casa das Rosas, a coleção Poesias de Espanha: das origens à Guerra Civil, uma antologia poética em quatro volumes que reúne as literaturas galega, espanhola, catalã e basca, todas elas profundamente marcadas pela Guerra Civil Espanhola.

Os volumes que serão lançados, intitulados Poesia galega, Poesia espanhola, Poesia catalã e Poesia basca, todos com o subtítulo “das origens à Guerra Civil”, reúnem uma seleção de poemas e autores representativos dos principais períodos históricos de cada literatura, desde suas origens como manifestação literária, a partir do séc. XII, até a Guerra Civil Espanhola, encerrada em 1º de abril de 1939.

O corte temporal, além de abarcar as origens da poesia de cada uma das línguas, destaca a importância da Guerra Civil Espanhola para as quatro literaturas, simultaneamente como elemento de ruptura e fator de convergência, na medida em que representa o desaparecimento de toda uma geração de escritores perdida na guerra ou no exílio.

Com organização e tradução de Fábio Aristimunho Vargas, a antologia conta ainda com um amplo aparato crítico: uma apresentação geral à coleção seguida dos prefácios específicos para cada língua, notas biobibliográficas dos autores e poemas, um quadro sinótico, fonética sintática e guia comparativo das ortografias portuguesa, galega, castelhana, catalã e basca.

Entre os autores reunidos figuram nomes tão diversos como Martim Codax, Rosalía de Castro, Manuel Antonio (Poesia galega), Gonzalo de Berceo, Garcilaso de la Vega, Federico García Lorca (Poesia espanhola), Ausiàs March, Jacint Verdaguer, Bartomeu Rosselló-Pòrcel (Poesia catalã), Bernat Etxepare, José María Iparraguirre, Lauaxeta (Poesia basca), entre vários outros, além de composições e cantigas de origem popular.

O livro dedicado à poesia catalã foi premiado pelo Institut Ramon Llull, entidade responsável pela projeção no exterior da língua e da cultura catalãs, com sede em Barcelona, com a concessão de apoio à tradução em 2009.



SOBRE O ORGANIZADOR

Fábio Aristimunho Vargas é professor, escritor e advogado. Cursou direito e letras na USP. É mestre em direito internacional pela USP, especialista em direito internacional privado pela Universidad de Salamanca e especialista em estudos bascos pela Fundación Asmoz de Eusko Ikaskuntza e pela Universidad del País Vasco. Traduziu para o português os livros Atlas: Correspondência 2005--2007 [Edicions sèrieAlfa, 2008], do poeta valenciano Joan Navarro e do artista plástico catalão Pere Salinas; La entrañable costumbre [Mantis Editores, 2008], do mexicano Luis Aguilar, entre outros. É co-organizador e tradutor ao castelhano da coletânea de jovens poetas Antologia Vacamarela: português, espanhol e inglês [Edição dos autores, 2007]. Mantém o blogue medianeiro.blogspot.com



DEBATE E RECITAL

Paralelamente ao lançamento haverá um debate e um recital quinquelíngue de poesia. O debate abordará o tema “O impacto da Guerra Civil nas literaturas galega, espanhola, catalã e basca”. Dele participarão Estebe Ormazabal, professor de língua basca; Miguel Afonso Linhares, linguista e professor de espanhol em Roraima; Fábio Aristimunho Vargas, organizador e tradutor da coleção Poesias de Espanha, e Paulo Ferraz, poeta e editor.

No Recital Quinquelíngue, escritores convidados farão leituras de poemas em galego, castelhano, catalão e basco, com as respectivas traduções ao português. Participarão das leituras, entre outros escritores, Alfredo Fressia, Ana Rüsche, Andréa Catrópa, Dirceu Villa e Ruy Proença. Ao final, serão apresentados vídeos com canções e baladas antigas.



APOIO
Institut Ramon Llull
Casa das Rosas



DIVULGAÇÃO
Euskal Etxea Brasil
Associação Cultural Catalonia
Coletivo Vacamarela
Instituto Cervantes



SERVIÇO
Coleção Poesias de Espanha, em quatro volumes: Poesia galega: das origens à Guerra Civil, Poesia espanhola: das origens à Guerra Civil, Poesia catalã: das origens à Guerra Civil e Poesia basca: das origens à Guerra Civil, editora Hedra, 2009.
Organização e tradução Fábio Aristimunho Vargas
· Lançamento: dia 03 de abril, a partir das 19h
· Debate: O impacto da Guerra Civil nas literaturas galega, espanhola, catalã e basca.
· Recital quinquelíngue com a participação de escritores convidados.
Casa das Rosas
Av. Paulista, 37 -Bela Vista – São PauloFone: 11 3285-6986/ 3288-9447Funcionamento: de terça a sexta, das 10h às 22h. Sábados e domingos, das 10h às 18h.



INFORMAÇÕES À IMPRENSA

Marcele Rocha
11. 9417 – 0169 11. 3097 – 8304
marcele@hedra.com.br

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Abril 04, 2009

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/07/flap-20-08.html

FLAP! 2.0 08
Zona Franca - Viva La Conexión!

www.flap2008.worpress.com

De 1º a 8 de agosto | São Paulo, gratuito


Zona Franca nos remete à idéia da troca comercial entre nações e delimita um território onde há o estímulo à circulação do capital financeiro. A proposta da FLAP! 2008 é adulterar esse conceito, transplantando-o para contexto cultural. A exemplo do Festival Tordesilhas, que em 2007 propôs um amplo debate de autores ibero-americanos, a FLAP! alarga suas fronteiras, convidando para sua quarta edição mais de 20 escritores latino-americanos.

O programa traz uma semana inteira de eventos, com trocas de experiências entre diferentes gerações, saberes e lugares. Da zona leste a oeste, passando pelo sul e sem abandonar o centro, a FLAP! acontecerá em centros culturais diversos, estimulando o contato entre autores, produtores culturais, acadêmicos, estudantes e interessados em geral. Como essencial ao espírito do evento, permanecem a informalidade, os debates apaixonados e a ampla participação do público.

O portuñol será idioma oficial do evento, que por oito dias agregará uma comunidade cujo principal traço é o interesse pela literatura contemporânea e a sua relação com as outras artes. No melhor espírito 2.0 08 e com tecnologias simples, nada além de um blogue e uma webcam, os organizadores transmitem, ao vivo e com chat, discussões sobre o evento e leitura de poemas (via www.ustream.tv). Outra inovação é evidenciar a rede de blogues amigos, o uso do twitter e contar detalhes de "como se organiza o evento" nas postagens. Os convidados latinos também poderão escrever diretamente no blogue oficial do evento. Y viva la conexión!

Blogue: www.flap2008.wordpress.com

Programa: http://flap2008.wordpress.com/programacao-sp

Contato: contato.vacamarela@gmail.com

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/06/cacto-no-blog-do-noblat.html

O Blog do Noblat publicou ontem, 29/6, meu poema "O cacto".

Para ver clique aqui.


Gostei da surpresa. Obrigado ao Noblat!

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/12/casulo-10-lanamento.html




O lançamento do jornal de literatura contemporânea O Casulo n. 10ocorrerá na Biblioteca Alceu Amoroso Lima (R. Henrique Schaumman, 777), quarta-feira, dia 17 de dezembro, às 19 h.

Durante o lançamento haverá um bate-papo sobre a obra de José Paulo Paes, uma performance do poeta Márcio-André e um sarau aberto com a participação dos poetas publicados no jornal.

Sintam-se a vontade para ir, pegar seu exemplar gratuitamente e ler seus poemas no palco.

Destaques desta edição:

- entrevista com Armando Freitas Filho
- resenha de Decalques, livro de estréia de Diniz Gonçalves Jr.
- homenagem a José Paulo Paes
- artigo crítico sobre a poesia de Paulo Ferraz
- poemas de Danilo Bueno, Márcio-André e Valéria Tarelho
- tradução de poemas de Kim Doré
- mais crônicas e novos poetas

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/12/lanamento-poesia-mexicana.html


Na próxima terça-feira, 9 de dezembro, às 19h, será realizada na CASA DAS ROSAS uma conversa com os poetas mexicanos Luis Armenta e Luis Aguilar, autores respectivamente dos livros O CÉU MAIS LÍQUIDO, traduzido por Paulo Ferraz, e O ENTRANHÁVEL COSTUME OU EL LIBRO DE FELIPE, traduzido por Fábio Aristimunho Vargas, numa parceria entre o Selo Sebastião Grifo e a Mantis editores, do México. Após haverá leitura com os autores e o lançamento dos livros.

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/11/sexta-bsica-com-carol-marossi.h


MÚSICA POPULAR E POESIA CONTEMPORÂNEA NA CASA DAS ROSAS

O músico Renato Gama e a poeta Carol Marossi se apresentam no dia 21/11, a partir das 19 horas, no projeto Sexta Básica

A Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura continua oferecendo espetáculos mensais e gratuitos no projeto Sexta Básica, que promove a divulgação músicos e poetas contemporâneos. No dia 21 de novembro é a vez do músico Renato Gama e da poeta Carol Marossi participarem do evento. "Além de divulgar novos artistas, o Sexta Básica revela um universo de criação cultural, associando literatura e música", afirma Donny Correia, coordenador cultural da Casa das Rosas.

Serviço SEXTA BÁSICA
Evento Gratuito

Dia: 21/11/08, sexta-feira, 19h
Local: Hall da Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Endereço: Av. Paulista, 37, Bela Vista - próximo à Estação Brigadeiro do Metrô
São Paulo – SP
Tels: (11)3285-6986 ou (11) 3288-9447
www.poiesis.org.br
Estacionamento conveniado: Al.Santos, 74




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O Miguel Afonso Linhares, cearense que vive em Roraima e estudioso de línguas românicas, é um grande amigo virtual que deu uma importante colaboração ao meu livro Poesias de Espanha, que está no prelo. Ele é um dos responsáveis pelo curso virtual de catalão abaixo, que recomendo enfaticamente aos interessados. O curso terá três enfoques: língua, literatura/história e cultura/sociedade.

________________________


CURSO VIRTUAL DE CATALÃO

O Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência Raimundo Lúlio (www.ramonllull.net) preparou um curso virtual de catalão, na plataforma Moodle, que será ministrado pelo Prof. Miguel Afonso Linhares (CEFET-RR) e Profa. Paula da Costa Souza (USP).

Módulo Básico:
Início das aulas dia 10/11/2008 e término no dia 28/02/2009 (recesso do dia 19/12/2008 ao 05/01/2009).
Só serão admitidos os 50 primeiros que se inscreverem.
O último dia para inscrever-se é 08/11/2008.
O preço é de R$ 40,00 pelo módulo.
Cada aula dura uma semana, de segunda a domingo.
Inscrições diretamente com o Prof. Miguel: afonsolinhares@hotmail.com

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Livro conjunto do artista plástico Pere Salinas, catalão, e do poeta Joan Navarro, valenciano.

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/11/lanamento-meu-mestre-de-histria

Livro do caríssimo Luiz Roberto Guedes.



Luiz Roberto Guedes, a Sociedade da Sombra & Nankin Editorial
convidam para o lançamento de
MEU MESTRE DE HISTÓRIA SOBRENATURAL
Meu mestre de história sobrenatural


VIAGEM AOS MUNDOS
DA LITERATURA FANTÁSTICA

Meu Mestre de História Sobrenatural mescla o fantástico, o sobrenatural
e a ficção científica num caleidoscópio de histórias, um bazar bizarro
que evoca a magia da literatura e celebra os vôos da imaginação.

Gil Pinheiro
(LEIA MAIS)


| MEU MESTRE DE HISTÓRIA SOBRENATURAL| LUIZ ROBERTO GUEDES| 120 p. | R$25,00 |
Ilustrações de Rubens Matuck

Novela selecionada no PAC 2007, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo
Livraria da Vila
13 de novembro de 2008, quinta-feira,
a partir das 19h30, na Livraria da Vila
Rua Fradique Coutinho, 915
Vila Madalena - Tel. (11) 3814 5811

[ Serviço de valet no local ]

A Nankin respeita a sua privacidade e é contra o spam na rede. Esperamos que você tenha apreciado esta mensagem. Se você não deseja mais receber e-mails da Nankin, clique aqui e indique Remover.



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http://medianeiro.blogspot.com/2008/10/lanamento_30.html


O poeta amigo Dirceu Villa lança seu terceiro livro, Icterofagia, no dia 6 de novembro na Livraria da Vila em São Paulo.

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/10/estria-ondas-literrias.html

A série Ondas Literárias, programa de rádio sobre poesia contemporânea produzido por Andréa Catropa com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, estréia no próximo sábado, dia 25/10/08, às 10h30

Foram produzidos 24 programas ao todo, que trazem entrevistas, adaptações sonoras de textos e dicas culturais de poetas como Carlito Azevedo, Frederico Barbosa, Alice Ruiz, Ruy Proença, Donizete galvão, Paulo Ferraz, Ana Rüsche e Fábio Aristimunho Vargas, entre outros.

A série já foi veiculada no interior de São Paulo, pela Cultura FM de Amparo, e agora estreará na Rádio Cultura Brasil (1200 kHZ). O programa pode ser ouvido no mesmo horário pelo site .

Blog do Ondas Literárias:
.

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"Roberto Piva e Francisco dos Santos", do poeta português Luís Serguilha.




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A ordem secreta dos ornitorrincos, de Maria Alzira Brum Lemos.


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CADERNOS DE LITERATURA EM TRADUÇÃO
número 9

A Editora Humanitas tem o
prazer de convidá-lo para o
lançamento da revista


CADERNOS DE
LITERATURA
EM TRADUÇÃO
n. 9

O evento será realizado no dia
10 de Outubro de 2008,
das 19h30

Local: Finnegan's Pub
Rua Cristiano Viana, 358
Pinheiros, São Paulo - SP
Telefone: (11) 3062-3232

Colaboradores:

Alípio Correia de Franca Neto
Augusto Rodrigues
Belkiss J. Rabelo
Bronislawa Altman Mello
Daniela Osvald Ramos
Dirceu Villa
Dirce Waltrick do Amarante
Sérgio Medeiros
Eclair Antonio Almeida Filho
Fábio Aristimunho
Guilherme da Silva Braga
John Milton
Lavinia Silvares Fiorussi
Luciana Carvalho
Marcelo Tápia
Marco Syrayama de Pinto
Marina Della Valle
Priscila Fernanda Furlanetto
Roberto de Sousa Causo
Rodrigo Carvalho Alva
Sérgio Bento

Humanitas, 2008
São Paulo
300 p.


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http://medianeiro.blogspot.com/2008/09/enquanto-isso-no-pas-basco.html

Foto de Isidoro Riezu Asurmendi em Andoain, Guipúscoa

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/09/palestra-no-encuentro-de-escrit

Situación de las políticas públicas para la literatura en Brasil


Fábio Aristimunho Vargas

_________________________________________________________

Ponencia presentada en el XXVI Encuentro de Escritores Patagónicos, mesaLiteratura, sociedad y políticas culturales del Brasil”. Puerto Madryn, Argentina, 17 de agosto de 2008.
_________________________________________________________


El Estado Brasileño, en sus niveles federal, estadual (equivalente a provincial) y municipal, tiene un histórico prestigioso de políticas públicas vueltas a la cultura y a manifestaciones artísticas diversas, sobre todo a la producción de películas, teatro, música, cultura indígena y africana, artes plásticas, circo, entre otras manifestaciones culturales.

Sin embargo, en relación a la literatura las políticas públicas brasileñas lamentablemente se han históricamente orientado por algunos pequeños prejuicios infundidos en la sociedad. Tal situación se viene cambiando a los pocos en los últimos años, pero es importante conocer el histórico de políticas públicas para la literatura en Brasil para mejor comprender su realidad actual.

Para tanto enumero a algunos prejuicios infundidos en la sociedad con relación a la literatura y, después, explicaré su correlación con las políticas públicas entonces practicadas.

Primer prejuicio: escritores son personas muertas, o entonces personas que aparecen en la tele para hablar de temas que no les tocan, y por eso igualmente intangibles, lejanos de la realidad cotidiana. Como si no hubiera escritores vivos produciendo literatura hoy en día, como si escritores no tendrían el derecho de tener una obra todavía no consagrada, como si no les fuera permitido un tiempo para alcanzar la madurez de su obra, no les fuera permitido ser personas vivas.

Segundo prejuicio: literatura sirve para el vestibular. Es como si la literatura tuviera un objetivo práctico, el de preparar los jóvenes para el ingreso en la universidad. Vestibular, en Brasil, es el examen de admisión a la universidad y su grado de dificultad varía según el prestigio de la universidad a que se intenta ingresar. En Brasil la universidad pública es de muy mejor calidad que la universidad privada, mientras que la secundaria privada es de mejor calidad que la secundaria pública, de lo que resulta que la mayoría de lo estudiantes que ingresan en la universidad pública provienen de la secundaria privada, mientras que los estudiantes de la secundaria pública ingresan en la universidad privada. El vestibular resulta ser, así, un instrumento de perpetuación de la injusticia social.

Tercer prejuicio: sólo existe literatura relevante en grandes tiradas. Este prejuicio se debe a las características del país. Como Brasil es un país con amplia dimensión territorial y una población de 190 millones, se cree que solamente las grandes tiradas interesan, en la medida en que puedan alcanzar la amplitud del territorio nacional.

Estos son tres de los prejuicios más o menos infundidos en la sociedad en relación a la literatura, que, sin embargo, como todo prejuicio, no resisten a un análisis mínimamente racional y se deshacen en el aire. Son prejuicios, nada más. Lo cruel, sin embargo, es que estos prejuicios históricamente orientan las políticas públicas para la literatura en Brasil. A ver.

El primer prejuicio, “escritores son personas muertas”, condice con el criterio adoptado para seleccionarse a autores merecedores de recibir el fomento público. Sólo habría políticas públicas para publicarse a escritores canónicos, consagrados, aunque haya una saturación de ediciones de sus obras. Es como si, subvirtiéndose el dicho políticamente incorrecto de los cowboys americanos de otros tiempos, según los cuales “un indio bueno es un indio muerto” (sic), las políticas públicas para la literatura partieron del principio de que “un escritor bueno es un escritor muerto”.

El segundo prejuicio, “literatura sirve para el vestibular”, es el que más caracteriza las políticas públicas para la literatura. Las inversiones públicas en la literatura en general se confunden con inversiones en la educación formal. Con sus inversiones en la publicación de obras canónicas de lectura obligatoria para el vestibular, el gobierno considera cumplidos dos de sus obligaciones constitucionales: fomento a la cultura y fomento a la educación. “Matar dois coelhos com uma cajadada”, o matar a dos conejos con un solo golpe, se diría en portugués.

El tercer prejuicio, de que sólo grandes tiradas valen la pena, corresponde a una actitud típica de las políticas culturales en general. Si hay fomento público, la tirada es invariablemente grande. Tiradas de centenas de millares de ejemplares. De tal orientación resulta que el fomento público se queda vuelto sobre todo a la industria del libro, y no propiamente a la producción y creación literaria, lo que es claramente una inversión de valores.

Pero tal panorama, como se ha dicho, se viene cambiando en los últimos tres o cuatro años en Brasil. Es difícil precisar el marco a partir del cual la situación de las políticas públicas comenzó a cambiarse en Brasil, pero sí se puede destacar la importancia de la organización y de los movimientos de escritores que pasaron a hacerse oír por los poderes públicos y a luchar por sus reivindicaciones. Una de estas iniciativas fue el Movimento Literatura Urgente, de 2004, de que participaron más de 120 escritores brasileños de renombre. Su manifiesto, llamado Temos fome de literatura, o “Tenemos hambre de literatura”, reivindicaba políticas públicas para la creación literaria, entre otras propuestas más o menos polémicas. Este manifiesto fue entregue al Ministerio de la Cultura y a otras autoridades gubernamentales y sus frutos comienzan a hacerse sentir en las políticas públicas.

Con el reciente cambio de orientación de las políticas culturales para la literatura, hoy en día se pueden observar a diversas iniciativas de fomento público para la literatura en los niveles federal, estadual y municipal. Concretamente, el Ministerio de la Cultura, la Secretaría de Estado de la Cultura de San Pablo y la municipalidad de San Pablo patrocinan importantes convocatorias para la selección de proyectos de patrocinio a la creación literaria y otras actividades relacionadas a la literatura actualmente producida, además de las convocatorias de empresas estatales, tales como las de la Petrobras y del banco Caixa Econômica Federal.

Como ejemplos de este cambio de actitud, puedo citar a algunos proyectos de que participé directamente y que merecieron el patrocinio público:

1. el periódico O Casulo, de cuyo consejo editorial soy miembro, que publica sobre todo poesía de autores brasileños contemporáneos y que, en sus orígenes, era mantenido exclusivamente por donaciones de los editores y por anuncios pagos. O Casulo ganó por dos veces la convocatoria de la municipalidad de San Pablo para publicarse en una tirada de 30 mil ejemplares a partir de su número 5 (actualmente está en el número 9), siendo distribuido en escuelas públicas de la ciudad;

2. el encuentro Tordesilhas – Festival Ibero-Americano de Poesia Contemporânea, desarrollado en 2007 en San Pablo, de que fui uno de los organizadores, que proporcionó la participación de cerca de 40 escritores de países como España, Portugal, Cuba, México, Perú, Ecuador, Paraguay, Chile, Uruguay y Argentina. Este encuentro tuvo el patrocinio del banco Caixa Econômica Federal, tras ganar una grande convocatoria pública nacional y demasiado concurrida;

3. el encuentro FLAP!, celebrado en San Pablo y Río de Janeiro, que en su cuarta edición en agosto de 2008 se convirtió en un festival internacional, del cual participaron escritores de diversos países de Latino América (Argentina, Uruguay, Chile, Ecuador, México, Guatemala, Cuba). El encuentro tuvo el patrocinio de, entre otras entidades, la Associação Paulista de Amigos da Arte, vinculada a la Secretaría de Estado de la Cultura de San Pablo. El intercambio de experiencias que proporcionan festivales como estos, a ejemplo del presente Encuentro de Escritores Patagónicos, es de inmensurable importancia para el desarrollo de la producción literaria actual.

A título de conclusión, se puede decir que finalmente se pueden constatar unas consistentes políticas públicas para la literatura en Brasil, a ejemplo de lo que hace mucho tiempo se hace en áreas como el cine, el teatro, la música y muchas otras manifestaciones artísticas. No se quiere con ello decir que el gobierno no debería patrocinarlas a todas – sí que lo debe, pues que es su obligación constitucional fomentar las artes y la cultura, pero que no se olvide de la literatura, sobre todo la literatura practicada por escritores vivos.

Una lección que se puede aprovechar de este reciente cambio de postura de las políticas públicas para la literatura en Brasil es lo importante que es la unión de los escritores en defensa de sus intereses, que en última instancia es una defensa de los intereses de toda la sociedad, en la medida en que la literatura viva es un patrimonio cultural irrenunciable de un pueblo.

Publicado no Jornal do Anglo, n. 93, 10/9/08


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http://medianeiro.blogspot.com/2008/09/flap-rio-interferncias.html

FLAP! Rio - Interferências
Data: 20 e 21 de setembro de 2008
Local: Marquês de São Vicente, 225, Gávea. Campus da PUC-Rio, Auditório del Castilho - 2º andar, Prédio RDC (Ed. Rio Datacentro) Mapa: http://www.puc-rio.br/sobrepuc/campus/mapa/index.html
Horário: 14:00 às 19:00

Em sua terceira edição carioca, a FLAP! assume o tema INTERFERÊNCIAS.

Em dois dias - 20 e 21 de setembro - a PUC será o palco de 4 debates, 2 saraus e a exibição de dois curtas.

Abaixo confira a programação.

Inscreva-se para receber o Boletim da FLAP!
Comunidade no Orkut

dia 20 de setembro

14h - Abertura: a abertura do evento ficará a cargo da poeta e filósofa Viviane Mosé.

14h30 - Geração Espontânea
Geração Mimeógrafo, 00, 80, 90… Uma estratégia de venda ou um retrato, um instantâneo de um momento literário? Quem define, o que difere? Para situar ou para estigmatizar? São válidos esses rótulos?
Mediadora: Heloísa Buarque de Hollanda (editora da Aeroplano e professora da UFRJ)
Flávio Izhaki (escritor)
Miguel Conde (jornalista de literatura dO Globo)
Viviane Mosé (poeta)

16h20 – Sarau Movimento InVerso - Clauky Saba
Adriana Monteiro de Barros / Betina Koop / Madame Kaos (juju hollanda, beatriz provasi e marcela giannini) / Marcella Maria / Priscila Andrade

16h50 – Empório de palavras
Sebos, livrarias de bairro, virtuais, grandes redes. Produções artesanais vendidas em portas de teatro, e-books disponíveis em sites e blogs. Busdoors propagandeando – e vendendo! - o mais novo título de auto-ajuda. Quem é o leitor de literatura brasileira? Qual o caminho para os novos autores? Poesia não vai para as vitrines porque não vende ou não vende porque não vai para as vitrines?
Mediador: Tanussi Cardoso (poeta e editor)
Eucanaã Ferraz (poeta)
Claufe Rodrigues (poeta e jornalista)
João Emanuel Magalhães Pinto (editor da Guarda-Chuva)
Victor Paes (poeta e editor da Confraria do Vento)

18h40 – Exibição do curta 'POR ACASO GULLAR', de Maria Rezende e Rodrigo Bittencourt

19h – Encerramento

dia 21 de setembro

14h - Abertura
Leitura de Lorca

14h30 - Palavras nos meios: tecnologia e miscigenação.
Vídeos, CD’S, blogs, sites colaborativos, compartilhamento na web.
O diálogo da literatura entre mídias é uma evidente característica da produção contemporânea. Mas até que ponto os diferentes suportes interferem diretamente na escrita? De que maneira essa interação se torna positiva ou valoriza o texto que não se sustenta? Como está escrevendo a geração de escritores que utiliza a internet como principal ferramenta de publicação?
Mediador: Ramon Mello (escritor e jornalista)
Lucas Viriato (poeta e editor do jornal Plástico Bolha)
Olga Savary (poeta e tradutora)
Omar Salomão (poeta)
Alice Sant’Anna (poeta)

16h20 – Sarau Castelinho do Flamengo - João Pedro Roriz
Manoel Herculano (ator e escritor) / Marcelo Girard (jornalista e escritor) / João Pedro Roriz (ator e poeta)

16h50 - Vanguarda
Artistas de vanguarda protagonizaram movimentos marcantes como a Semana de Arte Moderna de 22 e a Poesia Concreta, rompendo com alguns padrões e características estéticas de sua época e re-significando outros. Mas, em 2008, o que é possível encontrar de novo? Ainda existe a possibilidade de vanguarda na literatura atual?
Mediador: Leandro Jardim (poeta e letrista)
Beatriz Resende (crítica literária)
Dado Amaral (poeta, ator e cineasta)
Paulo Henriques Britto (poeta, contista, tradutor e professor da PUC-Rio)

18h40 – Exibição de curta 'PROCURANDO DRUMMOND', de Rodrigo Bittencourt

19h – Encerramento

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/09/11-de-setembro-dia-nacional-da.

A celebração da Data Nacional de Catalunha foi histórica em São Paulo


São Paulo (Brasil) 12-09-2008

Os catalães de São Paulo e seus descendentes,viveram ontem à noite momentos memoráveis e cheios de emoção na celebração da Data Nacional de Catalunha.

Pela primeira vez, nos mais de 100 anos de história da imigração catalã no Brasil, celebrou-se o Onze de Setembro de forma oficial na cidade mais importante da América Latina e motor econômico do Brasil, que ostenta a cifra de mais de 20 milhões de habitantes na sua região metropolitana.

A Data Nacional de Catalunha foi incluída de forma oficial no Calendário de Datas e Comemorações Oficiais da cidade de São Paulo, de acordo com a Lei Municipal nº 14.823, aprovada pela Câmara Municipal no dia 28 de agosto passado.

A iniciativa surgiu por ocasião de uma conversa mantida entre os diretores da Associação Cultural Catalonia, único centro catalão no Brasil, com o Vereador Aurélio Miguel, um dos principais membros da câmara municipal paulista, filho de imigrantes catalães e grande esportista. Considerado um ícone do judô brasileiro, já conquistou muitos títulos para o país, tais como a medalha de ouro nos jogos olímpicos de Seul no ano de 1988. Como homenagem à sua destacada trajetória no esporte nacional foi designado portador da bandeira do Brasil, encabeçando a delegação do país na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Barcelona no ano de 1992.

O ato que celebrou a Data Nacional de Catalunha realizou-se ontem às sete da noite no plenário da Câmara Municipal de São Paulo. Durante o mesmo foi lida uma mensagem de saudação do presidente do Parlamento da Catalunha, Ernest Benach, onde destacava que “É para mim uma grande honra encaminhar esta carta com motivo da celebração da Data Nacional de Catalunha em São Paulo , data esta incluída, pela primeira vez, no calendário oficial de datas comemorativas desta cidade. Oficializa-se, assim, um anseio, um desejo, que hoje toma forma: fazer uma celebração do 11 de Setembro para solidificar o laço que une Catalunha e São Paulo, os catalães dos dois lados do Atlântico.”O presidente acrescentava ainda “Quero expressar, portanto, o reconhecimento da câmara catalã e até a emoção que sinto pessoalmente pelo trabalho firme e decidido da Associação Cultural Catalonia de São Paulo. As comunidades catalãs do exterior, que representam uma parte importante da historia da Catalunha, que tiveram papel fundamental para manter viva a nossa identidade, até o momento não receberam o reconhecimento necessário. A Catalunha do século XXI tem uma dívida para com “as Catalunhas” do exílio, com a gente que teve que sair do país, mas que nunca esqueceu a sua terra.”

Por outra parte, o presidente da Associação Cultural Catalonia, Màrius Vendrell, no seu discurso destacou “Os imigrantes catalães que tivemos que abandonar a nossa terra, por motivos diversos, ao longo dos últimos 100 anos, encontramos em São Paulo um segundo lar para nossas famílias e estamos construindo aqui o nosso futuro. Poucos foram os que tiveram a sorte de “fazer a América”, podendo realizar aqui de forma completa todos os seus anseios, e sonhos, mas sem dúvida, tivemos a possibilidade de viver aqui em liberdade para manter a nossa identidade própria e poder transmiti-la aos nossos descendentes. Somos catalães-brasileiros e brasileiros-catalães pois temos o privilégio de termos duas pátrias”.

Durante o evento o coral do Catalonia cantou os hinos nacionais da Catalunha e do Brasil e a canção “Senyor Sant Jordi”, numa atuação que causou uma profunda emoção ao público presente.

Ao fim da celebração, o grupo “Castellers do Brasil”, formada por jovens brasileiros, atuou publicamente pela primeira vez, formando diversos castells (torres humanas). Trata-se de um projeto social levado a cabo pela Associação Cultural Catalonia junto com a Associação Evangélica Beneficente (AEB), Universidade Adventista de São Paulo (UNASP) e que conta também com o suporte técnico e colaboração dos “Castellers de Vilafranca”. Pela primeira vez no Brasil está sendo utilizado a tradição catalã das torres humanas, para obter a inserção social de jovens da periferia de uma grande cidade, à semelhança do que os mesmos “Castellers de Vilafranca” já fizeram no ano passado no Chile.

Agora, pois, todos os anos, os catalães de São Paulo poderemos celebrar a nossa data de forma oficial.

Divulgação Associação Cultural Catalonia
www.catalonia.com.br






Diada Nacional de Catalunya fou històrica a São Paulo


São Paulo (Brasil) 12-09-2008

Els catalans de São Paulo i els seus descendents, vàrem gaudir ahir de una jornada memorable i plena d'emoció celebrant-hi la Diada Nacional de Catalunya.

Per primera vegada en més de 100 anys de la història de la immigració catalana al Brasil, es va celebrar l'Onze de Setembre de una manera oficial a la ciutat més important d'Amèrica Llatina i motor econòmic del Brasil, que compta amb més de 20 milions d'habitants en la seva regió metropolitana.

La Diada Nacional de Catalunya, ha estat inclosa de forma oficial en el calendari de dates i celebracions oficials de la ciutat de São Paulo, segons la Llei Municipal nº 14.823 aprovada el dia 28 d'agost passat per la Cambra Municipal.

L'iniciativa va sorgir a través d'una conversa entre la directiva de la Associació Cultural Catalonia, l'únic casal català del Brasil, amb el Vereador Aurélio Miguel, un dels principals membres de la cambra municipal paulista , fill d'immigrants catalans i gran deportista . Considerat una icona del judo brasiler ha guanyat molts títols per el país, com la medalla d'or als jocs olímpics de Seul l'any 1988. Com a homenatge a la seva destacada trajectòria al deport nacional va portar la bandera del Brasil encapçalant la delegació d'aquest país als jocs olímpics de Barcelona l'any 1992.

L'acte que va celebrar la Diada de Catalunya es va realitzar ahir a les set del vespre a la sala de plens de la Cambra Municipal de São Paulo. Durant l'acte es va llegir un missatge de salutació del president del Parlament de Catalunya, Ernest Benach, on destacava que “ És per a mi tot un honor adreçar-los aquesta carta amb motiu de la celebració de la Diada Nacional de Catalunya a São Paulo, per primera vegada inclosa al calendari oficial de dates commemoratives d'aquesta ciutat. S'oficialitza , d'aquesta manera, un anhel, un desig, que avui pren forma: fer una celebració oficial de l'11 de setembre per estrènyer el llaç que uneix Catalunya i São Paulo, els catalans dels dos costats de l'Atlàntic”. El president afegia també que “ Els vull expressar, doncs, el reconeixement de la cambra catalana i fins i tot l'emoció que personalment em comporta la tasca ferma i decidida de l'Associació Cultural Catalonia de São Paulo. Les comunitats catalanes de l'exterior, que representen una part important de la història de Catalunya, que han tingut paper fonamental per mantenir viva la nostra identitat, fins ara no ha rebut el reconeixement necessari. La Catalunya del segle XXI està em deute amb “les Catalunyes” de l'exili, amb la gent que va haver de marxar del país però que mai no ha oblidat la seva terra”.

Per la seva part, el president de la Associació Cultural Catalonia, Màrius Vendrell, en el seu discurs va destacar “ Els immigrants catalans que vàrem haver de deixar la nostra terra, per motius diversos, al llarg dels darrers 100 anys, hem trobat a São Paulo una segona llar per les nostres families i hem construit aquí el nostre futur. Molt pocs han tingut la sort de “fer l'Amèrica” i assolir realitzar aquí de un manera complerta tots els seus anhels, però hem pogut viure aquí amb llibertat per mantenir la nostra identitat pròpia i poguer-la transmetre als nostres descendents. “ Som catalans-brasilers i brasilers-catalans perquè tenim el privilegi de tenir dues pàtries”.

El Coral del Catalonia va cantar els himnes nacionals de Catalunya i del Brasil i la cançó Senyor Sant Jordi , en una actuació que va emocionar a tots.

Al final de la jornada, la colla Castellers do Brasil, formada per joves brasilers, va actuar públicament per primera vegada, carregant i descarregant-hi diversos castells. Aquest es un projecte social dut a terme per la Associació Cultural Catalonia juntament amb l' Associação Evangélica Beneficente (AEB), Universidade Adventista de São Paulo (UNASP) i que compta també amb el suport tècnic i col.laboració dels Castellers de Vilafranca. Per primera vegada al Brasil s'està utilitzant el fet casteller per assolir l'inserció social de joves de la perifèria d'una gran ciutat, tal com els Castellers de Vilafranca varen implementar l'any passat a Xile.

Doncs ara , tots els anys, els catalans de São Paulo podrem celebrar la nostra Diada oficialment.

Divulgació: Associació Cultural Catalonia
www.catalonia.com.br

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/08/fla-2008-viva-la-conexin.html

Um breve registro fotográfico do que foi a FLAP! 2008 em São Paulo, que nesta edição contou com a presença de diversos convidados latino-americanos.


FLAP! 2008 - Zona Franca - Viva la Conexión!

FLAP! à moda antiga: mesa Zona Franca II, com Renan Nuernberger, Cidinha da Silva, Emerson da Cruz Inácio (FFLCH/USP), Jocelyn Pantoja (México), Maria Elisa Cevasco (FFLCH/USP)

público no B_arco

mesa Porto Libre I 1o. bloco, com Alan Mills (Guatemala), Andréa Del Fuego, Lorena Saucedo (México), Benjamín Morales (México), Diana de Hollanda

mesa Porto Libre I 2o. bloco, com Ernesto Carrión (Equador), Enrique Winter (Chile), Marcelino Freire, Ruy Proença

chorinho no Ó do Borogodó

Casa das Rosas

mesa Poesia-Poesía, com Leandro Jardim (coord.), Berimba de Jesus, Ernesto Carrión (Equador), Fábio Aristimunho Vargas, Virginia Fuente (Argentina) e Luis Paniagua (México)

minha leitura

Ivanito na Globo

mesa Poesia-Poesía 2nd round, com Andréa Catrópa, Lorena Saucedo (México), Elizandra Souza, Julia Lima e Victor Coral (Peru)

Carrión durmiendo

Frederico Barbosa, Alfredo Fressia, Fábio Aristimunho Vargas

mesa Puerto Libre II com Quadrinhos do Quarto Mundo

desenhistas

registro artístico da leitura

Cursinho da Poli, mesa Porto Libre IV, com Rafael Rocha Daud, Virginia Fuente (Argentina), Lorena Saucedo (México), Alberto Trejo (México), Maiara Gouveia, Victor Del Franco, Luis Paniagua (México)

público no Cursinho da Poli

TV Cultura, programa Metrópolis

Sarau do Binho

mesa Literatura periférica: geografia ou estilo?, com Paloma Kiss, Alan Mills (Guatemala), Allan da Rosa, Antonio Vicente Pietroforte, Serginho poeta

mesa na FFLCH/USP, com Rodrigo Flores (México), Profa. Vima Lia Martin, Reinaldo Montero (Cuba)

confraternização Posto da Polícia Aduaneira

Jocelyn Pantoja

Andréa Catrópa


Estes registros vão dos dias 02/8 (sábado) a 05/8 (terça-feira), dias que pude acompanhar a FLAP. Faltam portanto registros dos dias 1º, 6, 7 e 8, além de todas as histórias que já entraram para o anedotário da FLAP.

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O número 9 do jornal O Casulo será lançado nesta sexta-feira, 1º de agosto, na abertura da FLAP.

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Abril 08, 2009

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/um-dia-eu-tenho-certeza-vou-esq

Um dia, eu tenho certeza,
vou esquecer de você.
Aí você vai entender quando eu digo que a nossa cama é enorme.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/meu-quarto-anda-muito-muito-des

Meu quarto anda muito,
muito desarrumado.

São os dias que esqueci de mim,
pensando que talvez,
você estivesse me cuidando.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/as-cinco-e-meia-bate-o-sol-no-p

Às cinco e meia bate o Sol no prédio da frente,
e é como se tudo estivesse invertido,
Sol se pondo ao contrário,
e um mar dourado invadisse o décimo segundo.

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Abril 09, 2009

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http://medianeiro.blogspot.com/2009/04/fotos-do-lancamento.html

Fotos do lançamento da Coleção Poesias de Espanha: das origens à Guerra Civil, realizado na Casa das Rosas, em São Paulo, no dia 03 de abril de 2009. O lançamento foi tudo de bom! Pra quem não se lembra, neste mês de abril de 2009 são lembrados os 70 anos do fim da Guerra Civil Espanhola.

Os livros da noite, de cima pra baixo: Poesia catalã, Poesia galega, Poesia basca e Poesia espanhola (São Paulo: Hedra, 2009).
"Minha obra deixe, quem não está triste,
ou triste alguma vez não haja estado"...
(Ausiàs March)

Debate "O impacto da Guerra Civil nas literaturas galega, espanhola, catalã e basca", com Paulo Ferraz, Fábio Aristimunho Vargas, Estebe Ormazabal e Miguel Afonso Linhares.
"Escuta, Espanha, a voz de um filho
que fala em língua não castelhana"
(Joan Maragall)


Casa cheia!
"branca, louçã, cortês, polida e lhana,
casa de humildes dons, castos amores"
(Teodor Llorente)

Intervalo entre o debate e o recital.
"Os prazeres e os dulçores
desta vida trabalhada"
(Jorge Manrique)


Eu, tia Marli e minha prima Bárbara.
"Meu coração transborda de alegria,
e dos de casa já escuto a voz"
(Jean Baptiste Elizanburu)

Autógrafo com Felipe Oliva.
"nem eu tenho mais que dar-te
nem tens mais que me pedir"
(Rosalía de Castro)

Ana Rüsche fazendo as vezes de mucama.
"Livre-me Deus desta carga
mais que o aço árdua de suster,
que morro por não morrer"
(Santa Teresa de Ávila)


Aldredo Fressia, Dirceu Villa e Ana Rüsche.
"Como dize Aristótiles, cosa es verdadera,
el mundo por dos cosas trabaja: la primera..."
(Juan Ruiz, Arcipreste de Hita)


Sarau quinquelíngue: Miguel Afonso Linhares e Andréa Catrópa na leitura do galego.
"Ai desperta, adorada Galiza,
desse sono em que estás debruçada"
(Francisco Añón)


Sarau: Estebe Ormazabal e Paulo Ferraz na leitura do basco.
"Muitos gostam dos bascos
sem sua língua falar,
e agora ao euskara
poderão comprovar"
(Bernat Etxepare)


Baladas antigas.
"Mas agora pague o mico"
(anònim, segle XIX)

Pós-lançamento de sempre...
..."que dois copos depois, o terceiro é um dever"!
(Salvat Monho)

Tércio Redondo, Ruy e Marisa Proença.
"Era mais de meia-noite,
contam as velhas histórias"...
(José de Espronceda)


"Mas tenho sede! Passem-me a garrafa!"
(Betiri Olhondo)

Padrinhos, madrinhas e afilhados: Ju, Claudia, Marco Antonio, Melissa e eu.
..."rodeados de amigos,
que o prazer nos recordam"...
(Eduardo Pondal)


Eu e a Ju, que me apoiou - e aguentou! - nesses dois anos de Poesias de Espanha.
"De quantas coisas que no mundo estão,
não vejo eu bem quais podem semelhar"
(Paio Gomez Charinho)



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Aberrações devem ficar no circo, não no seu apartamento.
*** "Valsa dos clowns", Chico Buarque.

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Abril 11, 2009

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http://medianeiro.blogspot.com/2009/03/poesias-de-espanha.html

Assista e ouça a todas as interpretações musicais de composições indicadas na antologia Poesias de Espanha: das origens à Guerra Civil (São Paulo: Hedra, 2009. Organização e tradução de Fábio Aristimunho Vargas), coletânea em quatro volumes que reúne as poesias galega, espanhola, catalã e basca do séc. XII a 1939, ano do fim da Guerra Civil Espanhola.


As línguas da Espanha



POESIA GALEGA


Ondas do Mar de Vigo

Cantiga de autoria de Martim Codax (séc. XIII).

Créditos da interpretação: Synfonye. Dir. Stevie Wishart.

Fonte: o link original da música.


Santa Maria, Strela do dia (Santa Maria, Estrela do dia)

Cantiga que integra o cancioneiro das Cantigas de Santa Maria, cuja autoria é tradicionalmente atribuída a Afonso X o Sábio (1221-1284).

Créditos da interpretação: Petrônio Joabe, Elton Becker e João Omar, integrantes do Projeto Música e Literatura.

Fonte: o link original. Neste endereço há transcrições e melodias de todas as Cantigas de Santa Maria. Já neste endereço há fac-símiles e gravuras dos manuscritos medievais.



POESIA ESPANHOLA


Vivo sin vivir en mí (Vivo sem viver em mim)

Poema de Santa Teresa de Ávila.

Créditos da interpretação: não discriminados.

Fonte: o link original da interpretação.



POESIA CATALÃ


La cançó del comte l’Arnau (A canção do conde Arnau)

Famosa canção popular surgida por volta do séc. XV.


Créditos da interpretação: Montserrat Figueras i Francesc Garrigosa, en Cançons de la Catalunya Mil·lenària. Planys & llegendes. Capella Reial de Catalunya, dirigida per Jordi Savall. Audivis-Astrée (1991).

Fontes: o link original da música, que traz outras interpretações da canção, e a tradução do Medianeiro.


El mariner (O marinheiro)

Canção popular do séc. XVI.


Créditos da interpretação: Llibre de cançons - crestomatia de cançons tradicionals catalanes. Edició amb les melodies i els textos íntegres, revisats i comentats a cura de Joaquim Maideu i Puig. EUMO Editorial. Secció II: Cançons baladístiques o líriconarratives.

Fonte: o link original da música.


Un lloro, un moro, un mico, i un senyor de Puerto Rico (Um louro, um mouro, um mico, e um senhor de Porto Rico)

Canção novecentista de autoria desconhecida, até hoje bastante popular.

Créditos da interpretação: gravação da banda Dijous Paella, que pode ser baixada gratuitamente no endereço eletrônico do grupo sob o nome Un Senyor de Puerto Rico.

Fontes: o link original da música e a tradução do Medianeiro.


La Balanguera (A Balangueira)

Poema de Joan Alcover (1854-1926) musicado por Amadeu Vives (1871-1932), alçado a hino oficial de Maiorca em 1996.


Créditos da interpretação: Maria del Mar Bonet - Concert de presentació de 'Raixa', al Palau de la Música Catalana de Barcelona.

Fonte: o link original, que apresenta diversas versões oficiais e livres do hino. Aqui há outra interpretação.


POESIA BASCA


Neska ontziratua (A moça raptada)

Balada basca de origem popular, também conhecida por seu verso inicial, Brodatzen ari nintzen (Eu estava bordando), datada do séc. XVIII-XIX.


Créditos da interpretação: Mikel Urdangarin.

Fontes: o link original e a tradução do Medianeiro.


Maiteak erran zerautan (Minha amada me perguntou)

Canção basca de origem popular, datada do séc. XVIII-XIX.


Créditos da interpretação: Iñigo Salaberria eta Arantza Cuesta Ezeiza. Kantutegiaren egilea: R.M. AZKUE.

Fontes: o link original da música e um link com a transcrição.


Gernikako Arbola (A Árvore de Guernica)

Hino composto em 1853, com letra de José María Iparraguirre (1820-1882) e música de Juan María Blas de Altuna y Mascarua (1828-1868).


Créditos da interpretação: não discriminados.

Fonte: o link original.

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Abril 12, 2009

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http://talidomida.blogspot.com/2009/04/agnostico-nem-sim-nem-nao-muito

 


Agnóstico

Nem sim, nem não:
muito pelo contrário

 

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Abril 16, 2009

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/as-vezes-quando-os-cigarros-e-o

Às vezes,
quando os cigarros e o whisky acabam,
sinto muita falta do seu peso no meu quadril

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/esqueci-como-era-querer-conhece

Esqueci como era querer conhecer gente,
e parece que talvez,
bem talvez,
fosse mais feliz assim.

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Abril 17, 2009

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http://medianeiro.blogspot.com/2009/04/poesias-de-espanha-na-radio_16.

Entrevistas que concedi a rádios como organizador e tradutor da Coleção Poesias de Espanha: das origens à Guerra Civil, por ocasião do lançamento dos quatro volumes da coleção: Poesia galega, Poesia espanhola, Poesia catalã e Poesia basca (São Paulo: Hedra, 2009).

CBN – A rádio que toca notícia
Entrevista concedida à jornalista Simone Bagno, da Rádio CBN de São Paulo, programa CBN Noite Total, Boletim Tempo de Letras, que foi ao ar no dia 02/04/09, às 23h.
Fonte: site da CBN.

BLOG TEMPO DE LETRAS
Excerto que não foi ao ar da entrevista concedida à jornalista Simone Bagno, da Rádio CBN de São Paulo. Postado no blog institucional do programa em 02/04/09.

Fonte: Blog Tempo de Letras.

RÁDIO ELDORADO FM
Entrevista concedida à jornalista Vanessa di Sevo, da Rádio Eldorado FM de São Paulo, que foi ao ar no dia 1º/04/09, às 15h30. Chamada: “Mundo lembra os 70 anos do fim da Guerra Civil Espanhola”.
Fonte: site Território Eldorado.

RÁDIO CULTURA BRASIL
Entrevista concedida à escritora e apresentadora Andréa Catrópa, da Rádio Cultura Brasil, programa Ondas Literárias, que foi ao ar no dia 28/03/09, às 10h30.
Fontes: site da Rádio Cultura Brasil e blogue Ondas Literárias.


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Abril 19, 2009

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http://medianeiro.blogspot.com/2009/04/resenha-na-folha-de-s-paulo.htm

Folha de S. Paulo
Caderno Ilustrada
São Paulo, sábado, 18 de abril de 2009


RODAPÉ LITERÁRIO

A esfera infinita da poesia

________________________________

Nova coleção reúne diversas tradições

poéticas das regiões espanholas, dos
versos galegos aos bascos
________________________________


MANUEL DA COSTA PINTO

COLUNISTA DA FOLHA

TENDO EM comum o subtítulo "Das Origens à Guerra Civil", os quatro volumes sobre a "poesia de Espanha" organizados por Fábio Aristimunho Vargas são um notável trabalho de síntese: apresenta tradições literárias derivadas de vertentes linguísticas distintas -castelhana, catalã, galega, basca- e acaba demonstrando como o idioma da poesia constitui um país sobreposto ao território (mesmo quando incorpora suas tensões).
Pode-se dizer que a Espanha, como unidade política, é uma metonímia do mundo globalizado: compreende vários países dentro de sua extensão geográfica, possui uma metrópole hegemônica (Madri), que entretanto não cancela outros polos -um pouco como a esfera infinita de Pascal, "cujo centro está em toda parte e a circunferência em parte nenhuma".
E se alguns desses centros conquistaram o estatuto de comunidades autônomas por pressão do violento nacionalismo basco ou do separatismo cultural catalão, a literatura -cuja nacionalidade é a língua- não pode prescindir do comércio com outros domínios. O maior exemplo está no volume "Poesia Espanhola", em que Vargas indica como Garcilaso de la Vega foi influenciado pelo valenciano Ausiàs March, que aparece em "Poesia Catalã". E há ainda, em "Poesia Galega", um dos poemas nesse idioma feitos por Federico García Lorca (cuja obra foi escrita essencialmente em castelhano).
As apresentações dos volumes são breves e esclarecedoras, indicando peculiaridades histórico-culturais; as traduções trazem, ao final, o poema na língua de origem; e os apêndices incluem, além da biografia dos escritores, quadros que colocam essas literaturas em paralelismo cronológico e ortográfico.
Dito isso, é digno de nota que as intempéries políticas -que se estenderam para além da Guerra Civil vencida pelo "generalíssimo" Francisco Franco em 1939- muitas vezes congelaram as tradições poéticas dos territórios submetidos. Enquanto a Espanha vivia seus "Séculos de Ouro" (renascimento e barroco), com Garcilaso, Góngora, Quevedo e Calderón de la Barca, a Galícia entrava nos "Séculos Escuros" de uma produção literária "praticamente nula", segundo Vargas.
E, no caso basco, alguns poemas parecem confinados a temas como a celebração da paisagem e a luta pela independência. Mesmo aqui, há momentos de impacto, como no verso que abre "Contrapasso", de Bernat Etxepare: "Euskara,/ mostra a tua cara", que o leitor certamente vai associar à música de Cazuza ("Brasil, mostra a tua cara") -e que prova como o tradutor soube recriar poemas que sobrevivem a seu contexto original graças à língua basca (euskara) e não à utopia regressiva da "nação basca" (Euskal Herria).

________________________________

POESIA ESPANHOLA / POESIA CATALÃ / POESIA GALEGA / POESIA BASCA: DAS ORIGENS À GUERRA CIVIL
Autor: vários
Tradução: Fábio Aristimunho Vargas
Editora: Hedra
Quanto: R$ 15 (cada volume de 160 págs. em média)
Avaliação: ótimo


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Abril 20, 2009

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http://medianeiro.blogspot.com/2009/04/politica-publica-y-literatura-e

Foi publicado um artigo meu em espanhol, "Política pública y literatura en Brasil", na revista Tela de Rayón, de Puerto Madryn, Argentina. Recebi recentemente os exemplares enviados por minha amiga Sylvia Iglesias.


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Bamian

A fé move
montanhas

 

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Cianureto

Para as dores da vida,
alívio rápido e prolongado

 

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United Colors of Benetton

Obama na
Casa Branca

 

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http://talidomida.blogspot.com/2009/01/psicopata-amar-verbo-defectivo.

 


Psicopata

Amar
verbo defectivo

 

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Abril 21, 2009

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http://medianeiro.blogspot.com/2009/03/lancamento-colecao-poesias-de-e



COLEÇÃO POESIAS DE ESPANHA


Os 70 anos do encerramento da Guerra Civil Espanhola, um dos episódios mais cruéis e de maior impacto do séc. XX, serão lembrados no dia 1º de abril de 2009. Para marcar a data, a editora Hedra lança, no dia 3 de abril na Casa das Rosas, a coleção Poesias de Espanha: das origens à Guerra Civil, uma antologia poética em quatro volumes que reúne as literaturas galega, espanhola, catalã e basca, todas elas profundamente marcadas pela Guerra Civil Espanhola.


Os volumes que serão lançados, intitulados Poesia galega, Poesia espanhola, Poesia catalã e Poesia basca, todos com o subtítulo “das origens à Guerra Civil”, reúnem uma seleção de poemas e autores representativos dos principais períodos históricos de cada literatura, desde suas origens como manifestação literária, a partir do séc. XII, até a Guerra Civil Espanhola, encerrada em 1º de abril de 1939.


O corte temporal, além de abarcar as origens da poesia de cada uma das línguas, destaca a importância da Guerra Civil Espanhola para as quatro literaturas, simultaneamente como elemento de ruptura e fator de convergência, na medida em que representa o desaparecimento de toda uma geração de escritores perdida na guerra ou no exílio.


Com organização e tradução de Fábio Aristimunho Vargas, a antologia conta ainda com um amplo aparato crítico: uma apresentação geral à coleção seguida dos prefácios específicos para cada língua, notas biobibliográficas dos autores e poemas, um quadro sinótico, fonética sintática e guia comparativo das ortografias portuguesa, galega, castelhana, catalã e basca.


Entre os autores reunidos figuram nomes tão diversos como Martim Codax, Rosalía de Castro, Manuel Antonio (Poesia galega), Gonzalo de Berceo, Garcilaso de la Vega, Federico García Lorca (Poesia espanhola), Ausiàs March, Jacint Verdaguer, Bartomeu Rosselló-Pòrcel (Poesia catalã), Bernat Etxepare, José María Iparraguirre, Lauaxeta (Poesia basca), entre vários outros, além de composições e cantigas de origem popular.


O livro dedicado à poesia catalã foi premiado pelo Institut Ramon Llull, entidade responsável pela projeção no exterior da língua e da cultura catalãs, com sede em Barcelona, com a concessão de apoio à tradução em 2009.


SOBRE O ORGANIZADOR


Fábio Aristimunho Vargas é professor, escritor e advogado. Cursou direito e letras na USP. É mestre em direito internacional pela USP, especialista em direito internacional privado pela Universidad de Salamanca e especialista em estudos bascos pela Fundación Asmoz de Eusko Ikaskuntza e pela Universidad del País Vasco. Traduziu para o português os livros Atlas: Correspondência 2005--2007 [Edicions sèrieAlfa, 2008], do poeta valenciano Joan Navarro e do artista plástico catalão Pere Salinas; La entrañable costumbre [Mantis Editores, 2008], do mexicano Luis Aguilar, entre outros. É co-organizador e tradutor ao castelhano da coletânea de jovens poetas Antologia Vacamarela: português, espanhol e inglês [Edição dos autores, 2007]. Mantém o blogue Medianeiro.


DEBATE E RECITAL


Paralelamente ao lançamento haverá um debate e um recital quinquelíngue de poesia. O DEBATE abordará o tema “O impacto da Guerra Civil nas literaturas galega, espanhola, catalã e basca”. Dele participarão, entre outros, Estebe Ormazabal, professor de língua basca; Miguel Afonso Linhares, linguista e professor de espanhol em Roraima, e Fábio Aristimunho Vargas, organizador e tradutor da coleção Poesias de Espanha.


No RECITAL QUINQUELÍNGUE, escritores convidados farão leituras de poemas em galego, castelhano, catalão e basco, com as respectivas traduções ao português. Participarão das leituras, entre outros escritores, Paulo Ferraz, Alan Mills, Andréa Catrópa e Dirceu Villa. Ao final, serão apresentados vídeos com canções e baladas antigas.


APOIO

Institut Ramon Llull

Casa das Rosas


DIVULGAÇÃO

Euskal Etxea Brasil

Associação Cultural Catalonia

Coletivo Vacamarela

Instituto Cervantes


SERVIÇO


Coleção Poesias de Espanha, em quatro volumes: Poesia galega: das origens à Guerra Civil, Poesia espanhola: das origens à Guerra Civil, Poesia catalã: das origens à Guerra Civil e Poesia basca: das origens à Guerra Civil, editora Hedra, 2009.

Organização e tradução Fábio Aristimunho Vargas.

  • Lançamento: dia 03 de abril, a partir das 19h,
  • Debate: O impacto da Guerra Civil nas literaturas galega, espanhola, catalã e basca.
  • Recital quinquelíngue com a participação de escritores convidados.


Casa das Rosas

Av. Paulista, 37 -Bela Vista
Fone: 11 3285-6986/ 3288-9447
Funcionamento: de terça a sexta, das 10h às 22h. Sábados e domingos, das 10h às 18h.


INFORMAÇÕES À IMPRENSA


Marcele Rocha

11. 9417 – 0169 | 11. 3097 – 8304

marcele@hedra.com.br




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Abril 22, 2009

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http://medianeiro.blogspot.com/2009/04/video-poema-de-um-trabalhador.h

Vídeo-poema feito sob encomenda do Instituto Cervantes para o evento "Poesia y Guerra Civil Española: diálogos e intervenciones", realizado no dia 23 de abril de 2009 na sede do IC em São Paulo. A organização do evento propôs a diversos escritores latino-americanos que realizassem um "diálogo" com algum poema da época da Guerra Civil.



De um trabalhador confiscado na Ponte da Amizade


...........A partir do poema “A um trabalhador assassinado”

...........(Langille eraildu bati), do poeta basco Lauaxeta

...........(1905-1937),que morreu fuzilado na Guerra Civil


Como trabalhadores, todos somos

um pouco a cada dia assassinados.

A cada dia um pouco relembrados

que trazemos em nossos cromossomos


o que podíamos ser mas não fomos

por nossa culpa, pois não estudados.

Nessa guerra incivil dos tributados,

nossa bagagem tanta, feito os pomos-


-de-Adão dos travestis, nos denuncia

à distância à polícia aduaneira,

que sabe aliviar toda caçamba


dos excessos. Vivemos na fronteira

de nós mesmos, e somos nós a muamba

que é confiscada um pouco a cada dia.


...........Foz do Iguaçu, abril de 2009



_________________________


Comentário sobre o processo criativo


A Guerra Civil Espanhola teve grande impacto sobre quatro literaturas que convivem sobrepostas no território da Espanha. As literaturas galega, espanhola, catalã e basca sofreram igualmente com o desaparecimento de toda uma geração de escritores, perdida na guerra e no exílio.


Decidi homenagear um escritor basco, que escrevia em uma língua praticamente inacessível para além de suas fronteiras linguísticas. A obra do poeta Lauaxeta (1905-1937), que morreu fuzilado na Guerra Civil, causou por si mesma uma revolução nas letras bascas, introduzindo-as diretamente na Modernidade. Seu prematuro desaparecimento, aos 32 anos de idade, foi uma dentre as muitas perdas que a literatura basca demoraria a superar.


O poema que selecionei, “A um trabalhador assassinado” (Langille eraildu bati), trata de um dos temas que estavam na pauta original da Guerra Civil: a justiça social nas relações trabalhistas e o uso do aparato estatal para reprimir a classe trabalhadora.


Trasladando esse tema para meu tempo e lugar, a fronteira Brasil–Paraguai neste final da primeira década do séc. XXI, constato que permanece na pauta do dia o uso da força policial para reprimir trabalhadores que não têm outra perspectiva – a menos que se considere a criminalidade uma perspectiva – senão viverem na informalidade.


Diariamente são apreendidos na fronteira grandes volumes de mercadorias que seriam revendidas a preço baixo em diferentes pontos do território brasileiro. Mercadorias como brinquedos, eletrônicos e quinquilharias, responsáveis por colocar o pão na mesa de inúmeras famílias.


Em meu poema “De um trabalhador confiscado na Ponte da Amizade” procuro dar voz a um desses trabalhadores que vivem na fronteira de si mesmos.


____________



Este vídeo-poema também está no YouTube.



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http://talidomida.blogspot.com/2008/12/socialismo-tupiniquim-welcome-t

 


Socialismo tupiniquim

Welcome to
the Jango

 

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http://talidomida.blogspot.com/2008/04/belas-artes-vai-adolf-ser-guach

 


Belas Artes

Vai, Adolf!
ser guache na vida.

 

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http://talidomida.blogspot.com/2008/04/habemus-papam-mas-ser-o-benedit

 


Habemus papam

Mas será
o Benedito?


19.04.2005

 

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Clichê

Mond mond vast mond,
se me chamasse garamond, seria um tipo muito batido

 

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Tratar com Cromwell

Procuro pessoa
para montar república

 

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http://talidomida.blogspot.com/2007/09/limpeza-tnica-deixa-muito-mais-

 


Limpeza étnica

Deixa muito mais
branco

 

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Reciclagem de PET

Meu cachorro virou
sabão

 

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Privatização

L'État c'est
toi

 

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http://talidomida.blogspot.com/2007/05/blow-job-desistiu-de-soprar-cas

 


Blow job

Desistiu de soprar casinhas
e foi atrás da chapeuzinho

 

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Atrito

Menino do Rio
calor que provoca arrepio


07.02.2007

 

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e-pístola

de: paulo@yahoo.il
para: corintios@yahoogrupos.gr

 

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AVC

Freud explica:
isso é coisa da sua cabeça


06.12.2004 - 19h30

 

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Labirinto

Boi da cara preta, pega
esse heleno que tem medo de careta

 

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Polidactilia

Desde pequeno
era cheio de dedos

 

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Hawking

Li Einstein
numa sentada só

 

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Talidomida

Mãe, você pode me dar
uma mãozinha?

 

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Incompetência

Here comes the story of the hurricane
The one the authorities came to blame


29.08.2005

 

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http://talidomida.blogspot.com/2006/09/blog-post_27.html

 


Morando na periferia

Troco asteróide por planeta decadente
Tratar com Pequeno Príncipe


24.08.2006

 

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http://talidomida.blogspot.com/2006/09/blog-post_26.html

 


Antigo ofício

No ócio te resta
o vício do orifício

 

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Arquétipo

Forever jung
I want to be forever jung

 

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Abril 23, 2009

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http://medianeiro.blogspot.com/2009/04/poesia-e-guerra-civil-dialogos-

Fui convidado a participar do evento "Poesia e Guerra Civil: diálogos e intervenções", promovido pelo Instituto Cervantes no Dia Mundial do Livro. Colaborei com o vídeo-poema da postagem anterior.

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Abril 24, 2009

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http://medianeiro.blogspot.com/2009/04/lancamento-de-poesias-de-espanh

Vou participar do Salão Internacional do Livro - Foz do Iguaçu 2009. O lançamento da Coleção Poesias de Espanha será no dia 4 de maio, a partir das 19h30, quando darei uma palestra sobre "Os 70 anos da Guerra Civil Espanhola e seu impacto nas literaturas galega, espanhola, catalã e basca".

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/achei-sua-foto-perdida-bem-do-l

Achei sua foto perdida,
bem do lado da minha cama.
Pai, você faz tanta falta...

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/eu-so-queria-que-voce-dissesse-

Eu só queria que você dissesse,
na minha cara,
porque você faz tanta falta assim.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/one-bourbon-one-scotch-and-one-

Faz dias que eu não chego sóbrio em casa,
e talvez faça dias a menos,
e talvez faça dias demais,
mas preciso esquecer que eu existo
pra dormir direito.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/sinto-uma-vontade-imensa-de-me-

Sinto uma vontade imensa
de me perder nas suas pernas,
mas aí paro pra lembrar
que faz tempo demais,
que já esqueci como é o cheiro
de você exausta.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/seu-decote-tem-crescido-na-minh

Seu decote tem crescido na minha cabeça,
e você tem ficado cada vez mais linda.
Acho que estou precisando de alguém pra acordar comigo.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/queria-acordar-tarde-mecher-no-

Queria acordar tarde, mecher no seu cabelo,
virar para o lado e pensar em café, te acordar,
e cheirar seu pescoço pedindo banho.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/ohhhh-i-had-woman-she-was-nice-

Ohhhh i had a woman
she was nice and lovin to me in every way

Caralho, B.B., precisa doer tanto pra falar tão pouco?

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/vou-acordar-na-rua-qualquer-dia

Vou acordar na rua qualquer dia desses,
olhar para os lados, acender o cigarro,
e achar que é justo amar tanto assim
a pessoa mais errada possível.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/o-ceu-cinza-engoliu-tudo-chaman

O céu cinza engoliu tudo,
chamando Maio como sempre,
lembrando que essa época do ano é uma merda.

Por que você tinha que ir embora?

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/eu-te-dei-tudo-o-que-podia-e-vo

Eu te dei tudo o que podia
e você pediu maismaismaismais.
Cansei de te dar sangue.

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Abril 25, 2009

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/percebi-morto-de-medo-que-e-voc

Percebi, morto de medo,
que é você, e nada em mim,
que me salva de sumir.

E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?
E se eu perder você?

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/vi-de-repente-que-vai-tudo-rapi

Vi, de repente, que vai tudo rápido,
e que estou perdendo tempo demais,
sendo um milagre em mim mesmo,
esquecendo que o milagre em mim,
é vocêvocêvocê.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/foi-de-proposito-que-tive-que-v

Foi de propósito, que tive que voltar.

Ou você achou que esqueci minha vida no seu sofá por nada?

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/minha-guitarra-quando-chego-mui

A minha guitarra, quando chego muito mal,
é minha única amiga, e grita aguda pela palheta.

Dódódódódódódódódó.

Mas vai por mim, tinha um bend lindo alí.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/quando-eu-nasci-nao-tinha-anjo-

Quando eu nasci,
não tinha anjo nenhum.
Então vou me fodendo...

Mas vamos lá,
podia ser pior.

Eu podia gostar de você.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/ja-faz-tres-anos-de-minimae.htm

Já faz três anos de minimae.
Que horror, estou velho,
e ainda sim, morto de saudade,
escrevo achando que você vai me repreender.

Não sonho mais com você há anos,
e cada vez mais, o barulho de chave na porta,
é só uma certeza de que nunca será você.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/i-wish-i-was-catfish.html

I wish I was a catfish.

Sei lá, se o B.B. King falou, eu também quero.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/grita-bem-alto-no-meu-ouvido-qu

Grita bem alto no meu ouvido,
que eu te quero.
Pode ser mentira, mas talvez,
se me irritar o bastante,
pode parecer que eu te amo.

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Abril 27, 2009

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http://hay-tomates.blogspot.com/2009/04/cest-fini.html


C'est fini. E é assim, com uma gripe forte, uma foto da Brooklyn Bridge tirada in loco no mês passado e umas linhas suicidas do meu queridinho Langston Hughes que anuncio a morte - premeditadíssima, claro! Sou uma mulher de touro com taras por excel e modos menos convencionais de planejar as coisas - desse canteiro. Agradeço a todos, queridos ou não, e digo au revoir, assim, sem lágrimas nos olhos.
Suicide's Note
The calm,
Cool face of the river
Asked me for a kiss.

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Abril 28, 2009

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/voce-se-estragou-tropecou-quase

Você se estragou,
tropecou, quase caiu no chão,
e tentei te ajudar.

Erro meu, o bom é ver gente caindo.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/o-reboque-amacado-do-corredor-s

O reboque amaçado do corredor
serve para lembrar de dias melhores,
de tropeços que ensinaram qualquer coisa.

Faz dias que esqueço de sair de mim para dormir,
e passo as noites pensando no dia que passou,
pedindo muito para acordar e ser outro dia,
outra chance de errar mais feio.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/estou-amargo-de-novo-pronto-par

Estou amargo de novo,
pronto para te jogar na cara
aquilo que te faz pior.

Não consigo mais sair dessa casca
que eu mesmo fiz,
anos e anos de tomar porrada,
só para não deixar ninguém chegar perto.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/tenho-sonhado-com-voce-de-vez-e

Tenho sonhado com você de vez em quando,
você me dizendo o quanto eu errei,
me lembrando da competição que viramos.

Tinhamos tanto para dar certo,
e eu tenho certeza agora,
que nuncanunca mais vamos nos ver.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/somos-um-povo-abandonado-sem-he

Somos um povo abandonado sem heróis,
olhando o chão enquanto tentamos lembrar
o que era mesmo que nos fazia especiais.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/cada-pequeno-erro-parece-puxar-

Cada pequeno erro parece puxar para o fundo, e cada arrependimento não vem seguido do seu perdão. Você foi embora e eu nem disse tchau, achei besteira. Podia ter tentado te segurar pelo braço, tentado dizer que eu queria você, e que tinha sido um erro.

Acho que deixei escapar tudo.

Será que eu nunca vou perceber que não há misericórdia?

So kiss me hard, cause this will be the last time that I let you.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/tentei-de-todo-jeito-te-trancar

Tentei de todo jeito te trancar pra fora,
inclusive jogando a chave fora,
esquecendo que isso me trancava também.

Você nunca sai da minha porta,
e vou morrendo de fome
dentro de você.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/tregua-acabou-e-os-muros-cairam

A trégua acabou, e os muros cairam todos,
tiro por tiro, desculpa por desculpa.
Me perdi muito nesses últimos tempos.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/sua-boca-esta-com-gosto-de-outr

Sua boca está com gosto de outros lábios,
e minha garganta arde de sentir você por perto,
como se seu cheiro me fizesse querer morrer.

O telefone tocou muito tarde, dentro d'água.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/esse-adeus-esta-durando-para-se

Esse adeus está durando para sempre,
e já passaram três metrôs que te levariam para casa.

Acho que não sei mais onde eu moro.

Acho que só conheço sua casa.

Acho que estou esquecendo de respirar
pensando que amanhã você pode sumir.

E talvez eu nem te diga tchau.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/estou-esquecendo-de-olhar-meus-

Estou esquecendo de olhar meus recados,
e quando penso que podem ser seus esses gritos,
me dá um arrepio enorme.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/queria-poder-dizer-que-foi-melh

Queria poder dizer que foi melhor,
mas faz tempo demais que não sei o que fazer,
pra ter certeza de que qualquer coisa faz sentido.

Vou pensando que a qualquer momento
você pode entrar no meu ônibus,
e que acho que eu teria tanto medo de te olhar,
que ia conseguir me esquecer, ali mesmo,
que eu sequer te conheço.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/eu-virei-de-costas-e-foram-os-c

Eu virei de costas,
e foram os cinco andares mais longos do mundo,
meu bolso leve sem sua chave.

Engoli o golpe como um remédio,
amargo demais para não fazer mal.

Mas quando será que esse gosto vai embora?

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/eu-ja-conheco-essa-amargura-e-e

Eu já conheço essa amargura,
e ela é um sinal.

As coisas ainda vão piorar muito esse ano.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/minha-roupa-esta-imunda-de-voce

Minha roupa está imunda de você
e do seu cheiro de fim da linha.

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/quando-dei-por-mim-eram-duas-da

quando dei por mim,
eram duas da manhã,
e eu estava fora de mais uma.

Voltei para casa,
certo de que depois das duas,
nada de bom acontece.

Vou esperar amanhã,
ver o que sai
desse monte de sonho que eu tive na cadeira,
pensando que estava sentindo você.

Vou esperar amanhã,
quem sabe você não sorri mais,
quando não está caindo de bêbada.

Palavras-chave: nnpp

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http://minimae.blogspot.com/2009/04/se-deus-esta-olhando-e-se-ele-f

Se Deus está olhando, e se Ele faz sentido, não há perdão. Se Ele tem alguma coerência, vamos todos pro inferno.

Palavras-chave: nnpp

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Abril 29, 2009

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http://medianeiro.blogspot.com/2009/04/resenha-na-gazeta-do-iguacu.htm

A Gazeta do Iguaçu, quinta-feira, 22 de abril de 2009

Coleção Poesias de Espanha será lançada em Foz


Entre os autores reunidos, figuram nomes diversos como Martim Codax e Federico García Lorca


....Os 70 anos do encerramento da Guerra Civil Espanhola, um dos episódios mais cruéis e de maior impacto do séc. XX, são lembrados neste mês de abril de 2009. Para marcar a efeméride, a editora Hedra lança a coleção Poesias de Espanha: das origens à Guerra Civil, uma antologia poética em quatro volumes que reúne as literaturas galega, espanhola, catalã e basca, todas elas profundamente marcadas pela Guerra Civil Espanhola.

.... Os volumes lançados, intitulados Poesia galega, Poesia espanhola, Poesia catalã e Poesia basca, todos com o subtítulo “das origens à Guerra Civil”, reúnem uma seleção de poemas e autores representativos dos principais períodos históricos de cada literatura, desde suas origens como manifestação literária, a partir do séc. XII, até a Guerra Civil Espanhola, encerrada em 1º de abril de 1939.

.... O corte temporal, além de abarcar as origens da poesia de cada uma das línguas, destaca a importância da Guerra Civil Espanhola para as quatro literaturas, simultaneamente como elemento de ruptura e fator de convergência, na medida em que representa o desaparecimento de toda uma geração de escritores perdida na guerra ou no exílio.

.... Com organização e tradução de Fábio Aristimunho Vargas, a antologia conta ainda com um amplo aparato crítico: uma apresentação geral à coleção seguida dos prefácios específicos para cada língua, notas biobibliográficas dos autores e poemas, um quadro sinótico, fonética sintática e guia comparativo das ortografias portuguesa, galega, castelhana, catalã e basca.

.... Entre os autores reunidos figuram nomes tão diversos como Martim Codax, Rosalía de Castro, Manuel Antonio (Poesia galega), Gonzalo de Berceo, Garcilaso de la Vega, Federico García Lorca (Poesia espanhola), Ausiàs March, Jacint Verdaguer, Bartomeu Rosselló-Pòrcel (Poesia catalã), Bernat Etxepare, José María Iparraguirre, Lauaxeta (Poesia basca), entre vários outros, além de composições e cantigas de origem popular.

.... O livro dedicado à poesia catalã foi premiado pelo Institut Ramon Llull, entidade responsável pela projeção no exterior da língua e da cultura catalãs, com sede em Barcelona, com a concessão de apoio à tradução em 2009.


SOBRE O ORGANIZADOR

.... Fábio Aristimunho Vargas é professor, escritor e advogado. Cursou direito e letras na USP. É mestre em direito internacional pela USP, especialista em direito internacional privado pela Universidad de Salamanca e especialista em estudos bascos pela Fundación Asmoz de Eusko Ikaskuntza e pela Universidad del País Vasco. Traduziu para o português os livros Atlas: Correspondência 2005--2007 [Edicions sèrieAlfa, 2008], do poeta valenciano Joan Navarro e do artista plástico catalão Pere Salinas; La entrañable costumbre [Mantis Editores, 2008], do mexicano Luis Aguilar, entre outros. É co-organizador e tradutor ao castelhano da coletânea de jovens poetas Antologia Vacamarela: português, espanhol e inglês [Edição dos autores, 2007]. Mantém o blogue medianeiro.blogspot.com.


PALESTRA E LANÇAMENTO EM FOZ DO IGUAÇU

.... A coleção Poesias de Espanha: das origens à Guerra Civil será lançada em Foz do Iguaçu durante o Salão Internacional do Livro, no dia 04 de maio, às 19h30. Na ocasião o organizador-tradutor ministrará uma palestra sobre “Os 70 anos da Guerra Civil Espanhola e seu impacto nas literaturas galega, espanhola, catalã e basca”, seguida da leitura de poemas e apresentação de canções e baladas antigas em vídeo. O primeiro lançamento da coleção ocorreu em São Paulo, no dia 03 de abril, na Casa das Rosas, e teve grande repercussão.


APOIO

.... Institut Ramon Llull


SERVIÇO

.... Coleção Poesias de Espanha, em quatro volumes: Poesia galega: das origens à Guerra Civil, Poesia espanhola: das origens à Guerra Civil, Poesia catalã: das origens à Guerra Civil e Poesia basca: das origens à Guerra Civil (São Paulo: Hedra, 2009).

.... Organização e tradução Fábio Aristimunho Vargas

.... · Lançamento: Salão Internacional do Livro Foz do Iguaçu - 2009, dia 04 de maio, a partir das 19h30, Auditório 2

.... · Palestra: Os 70 anos da Guerra Civil Espanhola e seu impacto nas literaturas galega, espanhola, catalã e basca.

.... · Leitura de poemas e apresentação de canções e baladas antigas em vídeo.


chamada na capa do jornal:


Palavras-chave: nnpp

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