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Setembro 2008

Setembro 01, 2008

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/09/veja-sp.html

A capa da Vejinha dessa semana está mais que ridícula. Putz, tá faltando pauta pra esses jornalistas da Abril, né?

O Desafio dos 30 Reais é a "headline", e o subtítulo traz algo como "personalidades paulistanas garimpam produtos e serviços bacanas com pouco dinheiro no bolso". Poxa, como se 30 mangos fosse pouco! Tem gente que passa uma semana inteira comendo com essa grana, ou menos! E eles vêm com gracinha de desafio para famosos que fazem vestidos de R$4.000,00 e refeições a partir de R$300,00...

Poxa, por que não colocam alguém quem nem 30 paus tem pra ver o que ele compra? A Galisteu tem uma coleção de 1200 biquinis e gastou o "dinheirinho" dela em... mais um par. O pior é que ela gastou a maior parte do dinheiro na tanga do biquini, e na parte de cima, ela amarrou 2 bandanas. Poxa, apelou né, desde quando isso é bacana? Isso é mais adaptação de pobre na praia que 'estilo' minha filha...

Outra que me tirou do sério foi a Constanza Pascolato. Ela comprou um par de óculos escuros num brechó, 20 conto... Mas aí ela recomenda que troquem a lente para garantir que não fará mal aos olhos. Poxa, trapaceou legal. Quanto ficam lentes escuras novas na ótica do Iguatemi? R$30,00 my ass...

Por fim, a Julia Petit, que comprou calcinha e soutien nas Americanas. Poxa, certeza que com 30 contos dá pra comprar coisa bem melhor. E se ela tá precisando de underwear, vai no depósito São Jorge na 25 de maio, né? Pelo menos a qualidade é melhor...

Putz, por que é que eu ainda leio a veja mesmo?

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Setembro 03, 2008

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http://stoa.usp.br/rafaelprince/files/-1/6074/Proposta+Omb

Proposta do Ombudsman do C.A. XI de Agosto para a redivisão de verbas e o destino dos 5,5 milhões de reais.

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Setembro 04, 2008

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/09/um-beijo-roubado.html

Acabei de assistir "My Blueberry Nights" do Wong Kar Wai, achei maravilhoso. Um filme muito sensível, apesar de uns poucos clichês. Um filme belo e simples, apesar dos stars hollywoodianos. Uma trilha sonora fantástica. Um filme para esboçar sorrisos e deixar os olhos lacrimosos.

Wong Kar Wai é o mesmo diretor do último segmento do "Eros", último filme do Michelangelo Antonioni (filme que também tem um segmento dirigido pelo Soderbergh, que eu não sei o porque foi escolhido, mas...). A primera parte do filme se chama "Il filo pericoloso delle cose" ou, no meu italiano macarrônico, o fio perigoso das coisas.

A parte do Soderbergh, bem sem graça e desnecessária, chama-se Equilibrium, e apesar de um elenco notável (Alan Arkin como um psicólogo bizarro e Roberto Downey Jr. como o paciente inquieto), causa bem uma vontade de ir embora do cinema. Acho que porque deve ter se esquecido de fazer o roteiro deste terço do filme e o Steven resolveru improvisar, hehe.

O trecho final é intitulado "The Hand", e conta a história de um alfaiate pobre e humilde que se apaixona por uma concubina. Ele faz vestidos, um mais bonito que o outro, para ela, de graça. Ele assume a tecelagem, vai enriquecendo, enquanto ela se torna cada vez mais pobre, até ficar doente. É também um filme sensível e belo, e eu vi muitas semelhanças com "Um Beijo Roubado".

A tradução do título para o português, como sempre, deixa a desejar. Mas eu adorei assistir esse filme. Não queria que acabasse! Para não escrever nenhum spoiler, falo só da minha cena preferida.

Lizzie, depois de sair de NY e ir até Memphis, Tennessee (god knows why), trabalha num Diner durante o dia e num bar à noite. Ela foge de NY porque foi deixada pelo namorado, que a trocou por outra. Ela sai em busca de algo que nem ela mesma sabe. Servindo no bar, conhece Arnie, um poilicial alcoólatra que bebe todas as noites pelo desgosto de ter sido deixado pela esposa. Lizzie simpatiza (e empatiza, claramente) com ele imediatamente. Uma bela noite, A tal ex-mulher, lindamente encenada pela Rachel Weisz, entra no bar para ir ao banheiro, e Arnie fica desconcertado no seu banquinho, olhando pela janela para o novo jovem namorado dela.

Numa outra noite, Arnie já mais do que bêbado, dá uma surra no tal namoradinho da Sue Lynne (sim, esse é o horroroso nome dela). Ela volta ao bar, enfurecida, gritando e xingando o ex-marido. Caçoa dele e se vira para ir embora, quando ele saca sua arma. Arnie diz que se ela se for, ele vai matá-la, no que ela responde "what are you gonna do? It's over!" e vai embora, denxando-o prostrado com a arma em punho.

Já numa terceira noite, Arnie sai do bar, dizendo para Lizzie que não precisava mais das suas fichas do A.A., que ele havia esquecido. Sai do bar e enfia seu carro num poste. "Disseram que foi um acidente. Que ele não conseguia ver a rua direito e acabou se descontrolando e batendo no poste." But we all know better.

Na noite seguinte, Sue Lynne entra no bar meio fora de si, todos olham para ela como se fosse culpa dela, inclusive Lizzie. Ela se senta no mesmo banquinho do ex-marido e pede uma vodka. Se vira para Lizzie que a está servindo, e diz: "This is my first drink in six years". E aí vemos que ela não abandonou o Arnie à toa não. Ninguém nesse mundo é tão inocente assim. Ela fica bêbada e na hora de ir embora, o dono do bar dá a conta do Arnie para Sue Lynne pagar. São meses de pedidos fiados, quase 800 dólares. Ela fica puta da vida, xinga, esperneia, chora. Lizzie sai atrás dela na rua, para encontrá-la sentada em frente ao local do acidente.

Chorando, ela diz que havia conhecido Arnie bem ali, quando ele havia perguntado para ela se estava dirigindo embriagada. "Quem diria que eu iria me apaixonar por um policial?". Mas que ele era tão louco por ela que ela estava se sufocando, e que toda noite eles bebiam para reencontrar o amor perdido. Mas que na manhã seguinte, alguma coisa continuava errada. Sempre. Até que ela o deixou. E ela desejava que ele morresse todos os dias, para que pudesse ser deixada em paz. E que, agora que ele tinha ido mesmo, ela sentia a maior dor do mundo.

Lizzie não diz nada, apenas ouve as confissões daquela "ex-viúva", tão perdida, tão machucada. E abraça Sue Lynne de um jeito muito carinhoso e reconfortante. Fiquei pensando o sentido dessa cena. Sue Lynne era exatamente igual ao ex-namorado de Lizzie. Ela abandonou o marido e arranjou outro, mesmo o Arnie sendo louco por ela. Elizabeth também não conseguia se imaginar vivendo sem o namorado (ela diz exatamente isso no começo do filme), e ele, ainda assim, a pretere por outra mulher.

Na verdade, ela está abraçando alguém exatamente igual a quem a fez sofrer, numa ironia tão crua, e ao mesmo tempo tão verdadeira. Num momento em que ela poderia abstratamente se vingar dos "traidores" do mundo, ela entende, silenciosamente, que as pessoas também têm suas razões para fazer as coisas. Bons ou ruins, cada um tem seus motivos. E no fim, não há certo ou errado, o lado do mocinho e da bandida. Todo mundo tá aí na vida "screwing up other people".

Essa seqüência no filme é tão bonita, tão profunda. Fiquei muito mexida com tudo. Fique pensando se teria a bondade de consolar alguém como Sue Lynne. Se conseguiria ser "magnânima" (por falta de outra palavra) daquele jeito. Se veria as coisas claramente como vejo agora. Fuck. Todo mundo erra, e a gente fica passing judgement sobre cada tropecinho alheio. E eu odeio que fiquem me julgando. Tenho sempre uma justificativa, um desculpa para cada escorrego. Don't others have them too?

Esse filme não tem nada a ver com encontrar o amor verdadeiro, ou encontrar amor em geral. Não tem nada a ver com a história de um casal, não tem nada a vez com casais. It's just fucking human life, wether you like it or not. 'Cause you don't really have a choice but to change!

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Setembro 05, 2008

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/09/faubourg-saint-denis-et-tu-tais

Faubourg Saint-Denis

et tu étais admise bien sur
tu as quitté boston pour aménager à Paris
un petit apartement dans la rue de Faubourg Saint-Denis
je t'ai montré notre quartier
mes bars, mon école
je t'ai présenté à mes amis, à mes parents
j'ai écouté les textes que tu répétais
tes chantes, tes espoirs, tes désirs, ta musique
tu écoutais la mienne
mon italian, mon allemand,
mes brics de russe
je t'ai donné un walkmand
tu m'as offert un oreiller
et un jour, tu m'as embrassé
le temps passait, le temps filait
et tous parait si facile
si simple, libre, si nouveau et si unique
on allait au cinéma
on allait danser
faire des courses
on riait, tu pleurais,
on nageait, on fumait, on se rasait
de temps en autre tu criais
sans aucune raison, ou avec raison parfois
oui, avec raison parfois
je t'accompagnais au conservatoire
je révisais mes éxamens
j'écoutais tes exercices de chant
tes espoirs, tes désirs, ta musique
tu écoutais la mienne
nous étions proches, si proches
toujours plus proche
nous allions au cinéma,
nous allions nager, rions ensemble
tu criais
avec une raison parfois
et parfois sans
le temps passait
le temps filait
je t'accompagnais au conservatoire
je révisais mes examens
tu m'écutais parler italien, allemand, russe, français
je révisais mes examens
tu criais
parfois avec raison
le temps passait, sans raison
tu criais, sans raison
je révisais mes examens
mes examens, mes examens, mes examens
le temps passait
tu criais, tu criais, tu criais
j'allais au cinéma
(il pleure et dit "pardone-moi, Francine")
...

Thomas, are you listening to me?
No, I see you.

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/09/info.html

Algumas coisas que você não sabe sobre mim.

eu calço sempre o pé direito primeiro, inclusive quando visto meia-calça.
eu visto sempre o braço direito das blusas e camisetas.

eu raspo sempre a perna esquerda primeiro, no banho, contrariando a lógica dos sapatos.

eu sempre lavo as mãos antes de ir ao banheiro e depois. mas não tenho mania de lavar antes das refeições.

eu organizo as minhas músicas no iTunes por artistas e por álbuns. só faço download de discos inteiros, não baixo músicas avulsas.

eu não gosto do youtube.

só comecei a usar torrents ontem.

eu não gosto do facebook. ainda assim eu uso o youtube e o facebook.

ao contrário do que eu sempre falo, minha comida preferida é junk food.

eu tenho a ilusão de que milhares de pessoas estão lendo o meu twitter. e pra piorar, tenho certeza que estão rindo pra cacete das minhas piadinhas e comentários sarcásticos.

eu tenho fantasias de como seria me matar: me jogando da janela, overdose, enfiando o carro numa árvore. nunca me dou o trabalho de mexer um dedo para concretizar nada.

eu esqueço de rezar às vezes. e só às vezes não me sinto culpada. sou preguiçosa mesmo.

eu não sou católica, mas sim budista. e por que deveria me sentir culpada como se seguisse uma religião judaico-cristã?

eu tenho muito medo de me tornar igual à minha mãe. e eu me sinto culpada demais por isso. ela é uma pessoa tão boa.

me sinto também culpada por não fazer mais pelo mundo, pelos pobres, pelos diabéticos, pelos que têm câncer, pelos discriminados, pelo aquecimento global, pela inflação alta, pela concentração de terra, pela corrupção. mas também não me dou o trabalho de fazer nada para aplacar essa culpa. acho que se antes fizesse...

eu odeio e amo o meu chefe. alguém aí também?

eu tenho sempre a sensação de que, um dia, algo grandioso vai acontecer comigo. mas aí sempre vem a ressaca de pensar que com 6 bilhões no mundo, o raio ou o jackpot nunca vão cair em mim. é triste ser mediana.

eu queria conseguir me contentar com ser mediana. juro.

eu odeio comunistas, eu odeio reacionários, eu odeio muita coisa. acho que vou virar anarquista.

eu queria que a minha irmã me admirasse. eu não faria jus a essa admiração, porém.

eu não gosto de ter a minha vida exposta, mas, também, quem lê esse blog?

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Setembro 06, 2008

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http://minimae.blogspot.com/2008/09/dessa-vez-parece-que-msica-viro

Dessa vez parece que a música virou renda
e que a fita no seu cabelo é de vento.

Havin' trouble tellin'
how I feel but I
can dance, dance, dance.

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http://minimae.blogspot.com/2008/09/agora-parece-ontem-e-voc-to-lon

Agora parece ontem,
e você tão longe,
que parece que um pouco mais
e você estaria do meu lado,
dado a volta no mundo.

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Setembro 07, 2008

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http://minimae.blogspot.com/2008/09/acordei-com-o-relgio-piscando-c

Acordei com o relógio piscando,
contando de uma chuva que eu não ouvi
mas que pelo visto arrancou nossa casa do chão.

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http://minimae.blogspot.com/2008/09/meu-ipod-est-cheio-de-msicas-ve

Meu Ipod está cheio de músicas velhas,
de um tempo em que eu queria gostar das pessoas
mais do que esperava que elas gostassem de mim.

E pensando bem,
não sei mais se fui eu que fiquei egocêntrico,

mas acho que estou enganando todo mundo
muito melhor do que naquela época.

Diz aí,
por dois segundos você achou que eu tinha um coração, né?

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http://minimae.blogspot.com/2008/09/e-agora-voc-vai-sentar-e-vai-me

E agora você vai sentar aí,
e vai me ouvir falar sobre umarelaçãoquevocênãosabequeexistemasqueésósua:
eu faço cada besteira por você...

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http://minimae.blogspot.com/2008/09/blog-post.html

(...) saí escondendo cartas pelos livros,
contando mentiras,
planejando a hora certa para elas chegarem.

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/09/quando-o-seu-ideal-de-parceiro.

Quando o seu ideal de parceiro masculino parece cada vez mais com um super-herói e menos com um humano, talvez seja a hora de rever os seus conceitos, avaliando o que você realmente precisa num homem, ao invés do que você deseja.

Meu horóscopo tá brincando comigo, né?
Nêgo vem falar de reavaliar o que eu procuro num homem? Filho, se balança mas fica em pé, a gente aceita...

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Setembro 08, 2008

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/09/family-autopsy-parte-1.html

Helena era uma criança mirrada, aquelas pra quem as mães preparariam língua ou bifes de fígado. Se fosse hoje, dariam achocolatados feitos especialmente para que seu filho tenha fome de.... urso. Mas, nos anos 50, o que se usava mesmo era uma bela mamadeira cheia de leite, ovos crus e açúcar, do jeitinho que qualquer criança a-do-ra. E a gente fala das cicatrizes que nossos pais nos causam, achando os nossos avós adoráveis. Não foi a primeira nem a última filha; não era a mais bonita, mas também não era feia; nem a mais inteligente era. Helena chegou ao mundo já atrás no placar que a gente mantém com a vida, como se fadada a uma mediocridade de horóscopo. Estava sempre em terceiro lugar, medalha de bronze.


Como toda criança comum, Helena não se lembra de seus primeiros aniversários. Mas não vai se esquecer nunca do 7º, já que seu irmão mais novo nasceu 20 dias antes dele. A comoção familiar denunciava todo o descaso com uma terceira filha, que só por ser filha, já vinha em desvantagem. Como aqueles produtos que compramos em outlets: com a costura defeituosa ou uma pequena manchinha que derrubam o preço pela metade e que, por isso, sempre ficam num lugar de menor destaque no guarda-roupas. Helena era uma calça de barra malfeita.


Rafael, por outro lado, chegou já com o reinado pronto para a coroação. Tanto fez no parto que deixou a mãe de cama por um mês. Com 2 anos, algum charlatão decidiu que deveriam retirar suas amídalas. A cirurgia foi tão bem feita que o excesso de anestesia o deixou molhando a cama até os 10 anos de idade. Nada mais simbólico. Toda noite a mesma novela se repetia, por anos: ele se levantava e ia até a “babá”/ “empregada”, que pacientemente trocava-lhe o pijama, os lençóis e o acolhia na cama. Às vezes dizia para a mãe, que acordava impaciente: “mas mãe, foi só uma rodinha!”, olhando discaradamente para uma poça amarela que secava no calor de setembro.


Era também folgado, preguiçoso e malandro. Daquelas crianças que aprontam e têm a cara de anjo caído. Negava tudo até a morte, mas todo mundo bem sabia o que Rafael fazia.


Pois no aniversário da irmã, com 20 dias, ele já mostrou para quê tinha nascido. A mãe, ainda de resguardo, se lamuriava na cama, enfornada num quarto escuro e abafado. As aleluias rondavam e deixavam suas asas num cemitério nojento que se formava no chão. O “parabéns pra você” tinha trilha sonora das cordas vocais de Rafael, que incessantemente berrava. E o pai só reclamava que tinha que voltar pra loja. Uma cena quase fúnebre. Helena comemorou seus sete anos aos pés da cama da mãe que dizia estar à beira da morte, ao lado do irmão histérico e do pai ríspido que só queria mesmo acabar logo com aquilo.


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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/09/dj-vu.html

"Julia is a teenage dreamer girl that discovers the magic of poetry. As literature grows inside her, the world around her tries to put her feet on the ground. Her only friends are a strange guy called Francis and her journal. Together, they start living in fantasy world, perfect, painless..."

Isso é a sinopse de um curta brasileiro chamado "O Diário de Julia", do Rafael Fracacio

Except from Francis, this is basically the story of my life... How weird is that?

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/09/hoje.html


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Setembro 09, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/09/apontamentos-sobre-o-amor-i.htm

O amor deve ser aprendido. O amor a si próprio, a responsabilidade e o cuidado com o seu próximo também devem sê-lo, mas Eistein disse um dia algo mais ou menos assim: é um milagre que o sistema educacional não tenha reprimido a sagrada curiosidade de questionamento, pois essa delicada planta depende muito da necessidade de liberdade, sem a qual ela se arruína e morre. Tenho que concordar, até mesmo porque sempre fui (e ainda sou, amém!) uma criatura curiosa, que dedica muitas e muitas horas do dia observando e tentando aparar incômodas arestas.
Nessas de overthinker, acabo percebendo muitas coisas e é sobre elas que pretendo tratar nesse e nos próximos posts. Melhor, pretendo discorrer sobre o que eu penso sobre o amor, esse sentimento que alguns imputam ser o cúmulo da breguice, mas que a mim parece ser tudo o que realmente importa para sermos considerados verdadeiramente humanos, no melhor sentido que esta palavra pode ter.
Pois bem, acredito que a maioria de nós nunca teve lições acerca do amor e, se as tivemos, muitas vezes as ignoramos. Em algum ponto estagnamos, daí essa massa de zumbis crescidos, solitários, alienados, perdidos, zangados, descontentes, etc, etc, que estamos tão acostumados a ver por aí e, quiçá, até façamos parte dela. Zumbis não sabem quem são, onde estão ou como chegaram. Não têm idéia de para aonde vão, como chegarão lá, nem do que farão ao chegarem. Não têm idéia do que possuem, do que querem, nem de como desenvolvê-lo. Se vocês não são um deles, um dia já foram e, se acham que não os conhecem, calma: certamente vocês foram ou serão vítimas de um deles algum dia!
Essas pessoas são, em essência, como robôs enferrujados, vivendo no passado, confusas no presente, como medo do futuro. Em momento algum elas foram apresentadas ao amor como um fenômeno que se aprende. O que aprenderam de amor foi de forma indireta, como um acaso. Sua maior orientação - e que provavelmente constitui-se no seu único aprendizado - foi recebida mediante os meios de comunicação de massa, que sempre exploraram o amor para fins nada bonitos. Certamente um grupo de poetas frustrados, apoiados pela Metro-Goldwyn-Mayer e pela 20th Century Fox criaram o amor romântico para o mercado mundial. Seu conceito de amor, em geral, não vai além disso: rapaz encontra moça, moça briga com o rapaz (ou vice-versa), o rapaz perde a moça, a moça e o rapaz se entendem por algum passe de mágica, casam-se e vivem felizes para sempre. Há algumas variações, claro, e as histórias dos irmãos Grimm e as novelas globais também têm seu quinhão nisso tudo.
No cinema, os clássicos do tempo da vovó, protagonizados pelo galã Rock Hudson e pela diva Doris Day, ilustram bem esse aspecto. Rock encontra Doris. Rock a corteja com atenção, flores, presentes, palavras doces e gentis, perseguições frenéticas e boas maneiras. Doris foge das investidas de Rock durante aproximadamente uns 4 rolos de filme, se não mais. Por fim, Doris não pode mais resistir e se entrega a Rock. Ele a carrega por toda a tela, rumo a um incandescente pôr-do-sol. The end.
Morro de curiosidade para ver o que acontece depois disso, mas não precisamos ser lá muito espertos para intuir. Qualquer moçoila do tipo da personagem que Doris faz, que fugiu de um homem durante 4 rolos de filme, certamente é frígida. Ou louca. Qualquer homem que se ocupou com tal absurdo deve sofrer de ejaculação precoce. Eles se merecem. E não é curioso como muita gente, talvez até eu e vocês, ainda procure se enquadrar nessa fórmula? Pior, muita gente se acomoda no the end e acha que tudo vai dar certo, assim, por milagre. Pior ainda, a maioria de nós, por não saber o que é o amor, pula fora ao menor sinal de que a aquela paixão avassaladora, tão típica dos inícios, vai se retirar. Beep, paixão é uma reação química que dura, no máximo, dois anos. Amor é outra coisa.
Reafirmando essa concepção maluca de amor, temos ainda esses anúncios de desodorantes (já repararam nas propagandas do Axe?), os antigos comerciais de cigarro, os anúncios de cosméticos, de carros, etc. Eles costumam dar a noção de que o amor 'acontece', em geral à primeira vista. A mensagem subliminar é: você não tem que batalhar pelo amor, afinal ele não precisa ser aprendido; você 'entra' no amor se seguir determinadas regras e 'jogar' de acordo com elas.
Não sei quanto a vocês, mas eu não gostaria (apesar de estar reincidindo no erro nos últimos tempos, seja por ingenuidade, seja pelo cinismo alheio) de dedicar o projeto de uma casa a um arquiteto que tenha precários conhecimentos sobre construção, nem aplicaria na bolsa com o auxílio de um corretor que não sabe nada sobre o mercado de capitais. Ainda assim, formamos relações amorosas - que esperamos invariavelmente que sejam permamentes - com pessoas que dificilmente têm conhecimentos sobre o amor. Igualam amor ao sexo, à atração, à necessidade, à segurança, ao romance, à consideração e milhares de outras coisas. Aviso aos navegantes, o amor é tudo isso e nada disso.
Na verdade, a grande maioria de nós nunca aprende a amar totalmente, até porque muitos sequer cultivam aquele amor latu sensu, por todas as criaturas; não as respeitamos; somos desleais, imaturos e egoístas. Muitos querem somente a satisfação imediata dos seus desejos. O resultado são os zumbis: representam no amor, imitam amantes, fingem, mentem, traem, desrespeitam, tratam-no como um jogo. Não é surpreendente, então, que muitos de nós estejamos morrendo de solidão, pulando de relação em relação tentando preencher um enorme vazio. Estamos tão ansiosos e incompletos, mesmo em relações aparentemente íntimas; buscamos sempre algo mais do que sentimos que deveria existir. Is it all that exists? , diz uma canção da Ella Fitzgerald.
Existe algo mais, sim. É simplesmente isso, o ilimitado potencial do amor dentro de cada indivíduo, pronto para ser reconhecido, esperando ser desenvolvido, desejando crescer. Se desejamos amar, devemos começar o processo de descobrir seu real significado, quais as qualidades de uma pessoa amorosa, o que é preciso fazer para desenvolvê-las.
Cada pessoa tem o potencial para o amor, mas ele nunca é percebido sem esforço. Isso pode se traduzir, muitas vezes, em sofrimento, mas digo que o amor é melhor aprendido na alegria e na paz. Vocês estão em paz? Nesse momento eu não estou, mas é que costumo optar pelo caminho mais pedregoso.
*** "Layla", Eric Clapton.

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Setembro 11, 2008

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/07/lanamento-do-casulo-n-9.html

O número 9 do jornal O Casulo será lançado nesta sexta-feira, 1º de agosto, na abertura da FLAP.

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/07/flap-20-08.html

FLAP! 2.0 08
Zona Franca - Viva La Conexión!

www.flap2008.worpress.com

De 1º a 8 de agosto | São Paulo, gratuito


Zona Franca nos remete à idéia da troca comercial entre nações e delimita um território onde há o estímulo à circulação do capital financeiro. A proposta da FLAP! 2008 é adulterar esse conceito, transplantando-o para contexto cultural. A exemplo do Festival Tordesilhas, que em 2007 propôs um amplo debate de autores ibero-americanos, a FLAP! alarga suas fronteiras, convidando para sua quarta edição mais de 20 escritores latino-americanos.

O programa traz uma semana inteira de eventos, com trocas de experiências entre diferentes gerações, saberes e lugares. Da zona leste a oeste, passando pelo sul e sem abandonar o centro, a FLAP! acontecerá em centros culturais diversos, estimulando o contato entre autores, produtores culturais, acadêmicos, estudantes e interessados em geral. Como essencial ao espírito do evento, permanecem a informalidade, os debates apaixonados e a ampla participação do público.

O portuñol será idioma oficial do evento, que por oito dias agregará uma comunidade cujo principal traço é o interesse pela literatura contemporânea e a sua relação com as outras artes. No melhor espírito 2.0 08 e com tecnologias simples, nada além de um blogue e uma webcam, os organizadores transmitem, ao vivo e com chat, discussões sobre o evento e leitura de poemas (via www.ustream.tv). Outra inovação é evidenciar a rede de blogues amigos, o uso do twitter e contar detalhes de "como se organiza o evento" nas postagens. Os convidados latinos também poderão escrever diretamente no blogue oficial do evento. Y viva la conexión!

Blogue: www.flap2008.wordpress.com

Programa: http://flap2008.wordpress.com/programacao-sp

Contato: contato.vacamarela@gmail.com

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/06/cacto-no-blog-do-noblat.html

O Blog do Noblat publicou ontem, 29/6, meu poema "O cacto".

Para ver clique aqui.


Gostei da surpresa. Obrigado ao Noblat!

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/06/gerao-vacamarela.html



Acaba de sair o número 38 da Revista sèrieAlfa, editada pelo amigo Joan Navarro. Esta edição traz um dossiê com os poetas do Coletivo Vacamarela, em versão trilíngüe português-catalão-espanhol:


sèrieAlfa
núm. 38
estiu de 2008


Geração Vacamarela

[17 poetes brasilers del segle XXI]



Elisa Andrade Buzzo

Ivan Antunes



Lilian Aquino

Fábio Aristimunho

Gustavo Assano



Vinicius Baião

Andrea Catrópa

Donny Correia



Ana Paula Ferraz

Victor Del Franco

Eduardo Lacerda



Julia Lima

Carol Marossi

Paulo Moura



Renan Nuernberg

Thiago Ponce de Moraes

Ana Rüsche





[Traducció:]

Fábio Aristimunho Vargas

Alfredo Fressia

Joan Navarro

[Vinyeta de la portada:]

Carmen Martínez Albors

[Fotografies interior:]

Joan Navarro

[Agraïments:]

Carles Belda

Fábio Aristimunho Vargas



http://perso.wanadoo.es/joan-navarro/home.htm

http://www.sapiens.ya.com/joan-navarro/alfa/indexalf.htm


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http://medianeiro.blogspot.com/2008/05/problema-de-expresso.html

O grupo Clã canta "Problema de Expressão" no Gato Fedorento, programa do canal português RTV.

"A tua língua está tão perto da minha
Mas o que eu digo está tão longe
Do que manda o Lindley Cintra..."


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http://medianeiro.blogspot.com/2008/05/cantiga-basca-neska-ontziratua.


A cantiga basca Neska ontziratua (A moça raptada), também conhecida por seu verso inicial, Brodatzen ari nintzen (Estava bordando), foi transmitida por tradição oral até o séc. XIX, quando foi por fim compilada. Aqui vai uma bela interpretação, o texto e a minha tradução, baseada na versão espanhola de Billabeitia/Kortazar.




Neska ontziratua


Brodatzen ari nintzen
ene salan jarririk
aire bat entzun nuen
itsasoko aldetik
Itsasoko aldetik
untzian kantaturik.

Brodatzea utzirik
gan nintzen amagana
hean jaliko nintzen
gibeleko leihora
gibeleko leihora
itsasoko aldera.

Bai habil, haurra, habil
erron kapitainari
jin dadin afaitera
hemen deskantsatzera
hemen deskantsatzera
salaren ikustera.

Jaun Kapitaina, amak
igortzen nau zugana
jin zaiten afaitera
hantxet deskantsatzera
hantxet deskantsatzera
salaren ikustera.

Andre gazte xarmanta
hori ezin ditekena
iphar haizea dugu
gan behar dut aintzina
ezin ilkia baitut
hauxe da ene pena.

Andre gazte xarmanta
zu sar zaite untzira
gurekin afaitera
eta deskantsatzera
hortxet deskantsatzera
salaren ikustera.

Andre gazte xarmanta
igaiten da untzira
han emaiten diote
lo belharra papora
eta untzi handian
lo dago gaixo haurra.

Jaun kapitaina, nora
deramazu zuk haurra?
Zaluxko itzulazu
hartu duzun lekura
hartu duzun lekura
aita amen gortera.

Nere mariñel ona
heda zak heda bela
bethi nahi nuena
jina zaitak aldera
ez duk hain usu
jiten zoriona eskura.

Jaun kapitaina, nora
ekarri nauzu huna?
Zalu itzul nezazu
hartu nauzun lekura
hartu nauzun lekura
aita amen gortera.

Andre gazte xarmanta
hori ezin egina
hiru ehun lekhutan
juanak gira aintzina
ene meneko zira
orain duzu orena.

Andre gazte xarmantak
hor hartzen du ezpata
bihotzetik sartzen ta
hila doa lurrera
aldiz haren arima
hegaldaka zerura!

Nere kapitain jauna
hauxe duzu malurra.
Nere mariñel ona
norat aurthiki haurra?
orat aurthiki haurra?
Hortxet itsas zolara.

Hiru ehun lekhutan
dago itsas leihorra.
Oi Ama anderea
so egizu leihora
zur’alaba gaixoa
uhinak derabila.


A moça raptada


Eu estava bordando
sentada em minha sala
quando ouvi uma canção
vinda da beira-mar
vinda da beira-mar
entoada de um barco.

Larguei o meu bordado
e fui a minha mãe
pedir para eu olhar
da janela de trás
da janela de trás
que dá vista pro mar.

Sim, pode ir, minha filha,
e diga ao capitão
que venha aqui jantar,
venha aqui descansar
venha aqui descansar
e ver nossa morada.

Senhor capitão, minha
mãe me envia para
convidá-lo a jantar,
a descansar ali
a descansar ali
e ver nossa morada.

Encantadora jovem,
não me será possível.
O vento norte sopra,
vou partir para longe,
já não posso aportar.
Tenho aqui minha pena.

Encantadora jovem,
suba a bordo do barco
para jantar conosco
e para descansar,
a descansar aqui
e ver nossa morada.

A encantadora jovem
sobe a bordo do barco.
Ao rosto lhe aproximam
uma erva sonífera
e no enorme navio
adormece a infeliz.

Senhor capitão, leva
para onde essa menina?
Leve-a já de volta
para onde a encontrou
para onde a encontrou
na terra de seus pais.

Meu caro marinheiro,
ice a vela, ice a vela.
Tudo o que sempre quis
acabou vindo a mim.
Não tenho tão amiúde
tal alegria à mão.

Ó senhor capitão,
para onde me trouxe?
Leve-me já de volta
aonde me encontrou
aonde me encontrou
na terra de meus pais.

Encantadora jovem,
já não posso fazê-lo.
De lá nos afastamos
umas trezentas léguas.
Está em meu poder,
chegou a sua hora.

A encantadora jovem
pega a espada, trespassa
o próprio coração
e o seu corpo cai morto
no chão; já a sua alma
vai voando para o céu.

Meu senhor capitão,
mas que enorme tragédia!
Meu caro marinheiro,
onde a atiraremos?
onde a atiraremos?
No fundo do oceano.

Estende-se em trezentas
léguas a beira-mar.
Ó Senhora mãe, veja
através da janela:
as ondas balançando
a tua pobre filha.

.........Trad. Fábio Aristimunho Vargas


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Não esquecendo que palavras diriam mais do que imagens, aí vai um pouquinho do Tordesilhas.

anúncio pago

Caixa Cultural - primeira mesa: "Nosotros latinoamericanos"

público da primeira mesa

ônibus

Juan Kruz, Joan Navarro e Luis Carlos Mussó em visita a Fábio Aristimunho

Julia e Juliana na fila do almoço, com Joan ao fundo

Galpão do Folias - leitura noturna

Galpão do Folias 2 - Luís Serguilha

o mestre Glauco Mattoso

público no Instituto Cervantes

mesa: “Poesia espanhola hoje” – Javier Díaz Gil, Juan Kruz Igerabide, Fábio Aristimunho, Joan Navarro, Adolfo Montejo Navas

Joan Navarro lê poemas de “Atlas: Correspondència (2005-2007)”

Praça Roosevelt - lançamento Antologia Vacamarela: Carol, Victor, Julia, Fábio

com Alfredo Fressia, que assina o posfácio da Antologia

Antologia Vacamarela à venda: quer pagar quanto?

leitura bilíngüe do grupo Vacamarela com os convidados estrangeiros

leitura com Mario Bojórquez

Vacamarela: (em pé) Andréa Catrópa, Paulo Moura, Donny Correia, Julia Lima, Elisa Andrade Buzzo, Ana Paula Ferraz, Lilian Aquino, Ivan Antunes, Renan Nuernberger, Carol Marossi, Victor Del Franco, Fábio Aristimunho, (abaixados) Eduardo Lacerda, Vinicius Baião, Thiago Ponce de Moraes, Ana Rüsche, Gustavo Assano

noite de autógrafos: os amigos Lilian Aquino, Luis Carlos Mussó, Giancarlo Huapaya Cárdenas & Delmo Montenegro

mesa: Poesia portuguesa contemporânea

leitura – Frederico Barbosa

a Caixa Cultural, em sua altivez

a poesia vista por outro ângulo

Juan Kruz

leitura bilíngüe: Javier Díaz Gil & Fábio Aristimunho lendo os poemas de "Morir en Iguazú"

busão

Academia Internacional de Cinema

Pocket Show – Marcelo Sahea

Virna Teixeira & María Eugenia López

Café São Paulo - primeira festa de encerramento

turminha 1

turminha 2

eu, Joan & Virna

Ligia Dabul & María Eugenia

Virna & Tavinho Paes (a Lenda Viva!)

el meu amic valencià

vitral da Caixa Cultural

Alan Mills, Paulo Ferraz & Ana Rüsche

a poesia e o vil metal

restaurante nordestino - segunda festa de encerramento

João Henriques, Julia, Novo, Caqui

Caqui, Ana & Francesc

na casa do Caqui: Luis Carlos, esperando a vez; João Henriques, só no narguilê; Nícollas, entediado

Tordesilhas - Festival Ibero-Americano de Poesia Contemporânea
São Paulo, 30 de outubro a 4 de novembro de 2007
http://www.festivaltordesilhas.net/

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Um poema de Salvador Espriu (1913-1985).


A vegades és necessari i forçós
que un home mori per un poble,
però mai no ha de morir tot un poble
per un home sol:
recorda sempre això, Sepharad.
Fes que siguin segurs els ponts del diàleg
i mira de comprendre i estimar
les raons i les parles diverses dels teus fills.
Que la pluja caigui a poc a poc en els sembrats
i l’aire passi com una estesa mà
suau i molt benigna damunt els amples camps.
Que Sepharad visqui eternament
en l’ordre i en la pau, en el treball,
en la difícil i merescuda
llibertat.


...Salvador Espriu
...in La pell de brau, 1960


A tradução:

Às vezes é necessário e forçoso
que um homem morra por um povo,
mas jamais terá de morrer todo um povo
por um só homem:
sempre se lembre disso, Sepharad.
Faça que sejam seguras as pontes do diálogo
e busque compreender e adivinhar
as razões e as dizeres diversos dos teus filhos.
Que a chuva caia aos poucos na plantação
e o ar passe como uma mão estendida,
suave e benigna sobre os amplos campos.
Que Sepharad viva eternamente
na ordem e na paz, no trabalho,
na difícil e merecida
liberdade.


...Salvador Espriu
...in ‘A pele de bravo’, 1960
...Trad. Fábio Aristimunho



N.T.: Sepharad (verso 5º) é uma toponímia bíblica de localização incerta, modernamente identificada com a Península Ibérica. Sepharad também designa a Espanha no hebreu moderno.

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http://medianeiro.blogspot.com/2007/11/lngua-basca-diferente-e-univers

Existe uma língua na Europa que luta para sobreviver, provando para si mesma e para o seu entorno sócio-cultural que é válida para a comunicação intercultural em um mundo cada vez mais globalizado e difícil. É uma língua que, além disso, está presente em inúmeros lares de todo o mundo, com grande implantação na América Latina e na América do Norte. Trata-se de uma língua cujas raízes os estudiosos ainda não encontraram, e que durante séculos produziu rios de literatura, favorável e contrária, sem motivo aparente para que seus detratores assim procedam.

Trata-se da língua basca – o euskara – que, sendo falada por não mais do que um milhão de pessoas em todo o mundo, gozou e goza do sentimento de apoio de muitíssimas mais. Almas que vêem nessa língua o testemunho milenar de um povo que, situado em um pequenino solar europeu, luta para mostrar ao mundo que toda ação em busca da diferenciação é positiva, sempre que feita a partir do ponto de vista da solidariedade e da integração, e nunca da imposição. Algo que, ademais, dificilmente a língua basca conseguiria, se a lei quisesse impô-la em virtude de sua debilidade crônica.

Não se trata de atacar seus perseguidores, o que também se poderia, mas sim de reivindicar para o euskara um lugar no contexto internacional, junto ao espanhol, inglês, francês, guarani, chinês, quéchua, navajo e todas as demais línguas do mundo. O idioma basco é testemunho vivo da psiquê de um povo ancestral, cujas raízes se perdem na noite da historia. Quando uma língua se deprecia, se está depreciando a própria civilização, a riqueza cultural. É uma grande falha na trama da humanidade, a produzida pelos que, amparados na razão que dá a força, injuriam e desdenham dos que apenas podem usar a força da razão.

A língua basca, falada por milhares de americanos desde o Canadá até o Cone Sul, necessita de apoios internacionais, como o que a cada ano recebe no seu dia comemorativo, 3 de dezembro. A Sociedade de Estudos Bascos (www.eusko-ikaskuntza.org) realiza de 15 de novembro a 3 de dezembro uma campanha mundial a favor da língua basca, motivo de orgulho de um pequeno povo europeu que deu origem, há séculos, a modos de vida distantes geograficamente, mostrando que se pode ser diferente a partir da universalidade.

JOSEMARI VELEZ DE MENDIZABAL
Escritor e Acadêmico Correspondente da Real Academia da Língua Basca

(Tradução: Fábio Aristimunho)

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http://medianeiro.blogspot.com/2007/11/livros-que-ficaram-do-tordesilh

Tenho tanto a dizer sobre o Tordesilhas, e tanto para ler depois dele, que mal sei por onde começar. Decidi começar organizando minhas leituras pendentes dos amigos que já foram mas que de alguma forma ficaram.

Livros de amigos que vieram para incrementar minha pequena biblioteca:


DÍAZ GIL, Javier. Hallazgo de la visión. Piedrabuena: Colección Yedra, 2000. IV Premio de Poesía “Nicolás del Hierro”.

DIEGUES, Douglas. La camaleoa. Asunción: Yiyi Jambo, 2007.

Entretanto. Revista de literatura. Ano I, número 1, 2007.

HUAPAYA, Giancarlo. Polisexual. Lima: Hipocampo, 2007.

IGERABIDE, Juan Kruz. También las verdade mueren. Irun: Alga, 2004.

______. Milu isila / Martillo silencioso. Edición bilingüe euskera/español.
Madrid: Palas Atenea, 2004.

______. Hosto gorri, hosto berde / Hoja roja, hoja verde / Feuille rouge, feuille verte. Edición trilingüe euskera/español/francés. Madrid: Palas Atenea, 2005.

IGLESIAS, Silvia. Cuerpos perfectos. Neuquén: Limón, 2006.

MUSSÓ, Luis Carlos. Tiniebla de esplendor. Quito: CCE, 2006. Premio Nacional de Poesía Jorge Carrera Andrade 2006.

MUSSÓ, Luis Carlos et. al. Porque nuestro es el exilio: poesía. Quito: Eskeletra, 2006.

NAVARRO, Joan. Magrana. València: Brosquil, 2004.

______. Bardissa de foc. Barcelona: Del Mall, 1981.

______. Tria personal: 1973 – 1987. València: Edicions de la Guerra, 1992.

______. Sauvage! Edition bilingue français/catalan. Caminel: Les Noeud des Miroirs, 2007.

______. Drumcondra. València: 3i4, 1991.

NEIRA, Elizabeth. ABYECTA: (express). Buenos Aires: Re-Cabeza, 2005.

______. El soliloquio de la reina. Rosario: Junco y Capulí, 2005.


Livros gentilmente presenteados pelos amigos Juan Kruz e Joan Navarro:


- Literatura basca:

ALDEKOA, Iñaki. Historia de la literatura vasca. Donostia: Erein, 2004.

BILLELABEITIA, Miren M.; KORTAZAR, Jon (Ed. y Trad.). Euskal baladak eta kantu herrikoiak / Baladas y canciones tradicionales vascas. Edición bilingüe euskera/español. Madrid: Palas Atenea, 2002.

LIZARDI, Xabier (José María Aguirre). Biotz begietan / En el corazón y en los ojos. Edición bilingüe. [S.l.]: La Navarra, [s.d.].


- Literatura catalã:

Ausiàs Marc / Joan Fuster. Antologia poètica. València, 3i4, 2001.

BROSSA, Joan. Els ulls de l’òliba. València: 3i4, 1982.

CASTELLET, J. M.; MOLAS, J. (Orgs.). Antologia general de la poesia catalana. Barcelona: Edicions 62, 2000.

FOIX, J. V. On he deixat les claus... Barcelona: Quaderns Crema, 2006.

PAPASSEIT, Joan Salvat; PÒRCEL, Bartomeu Rosselló; TORRES, Màrius. Poesia. Barcelona: Edicions 62, [1995?].

SERRA, Jean. Convocat silenci. [València?]: 3i4, 2003.

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A edição 7 do jornal de literatura contemporânea O Casulo, que contou com o apoio do VAI (Valorização de Iniciativas Culturais da Prefeitura de São Paulo) nos dois últimos números, será lançado dia 1º de dezembro na Casa das Rosas (Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura), a partir de 19h.

O lançamento é um dos marcos da reabertura da Casa das Rosas como pólo literário da cidade, após a exposição CAD Brasil (Casa Arte & Design), que se encerrou em outubro deste ano.

Haverá também leitura de poemas, inclusive com a participação dos alunos de ensino médio da rede pública, vencedores do concurso literário Saia do Casulo.

Conheça mais sobre a história da publicação em release anexado a esta mensagem, e confira também o convite do lançamento.

Abaixo, prévia do conteúdo de O Casulo número 7:

Poemas
de Alberto Pucheu (RJ)
de Ana Elisa Ribeiro (MG)
de Lígia Dabul (RJ)

Tradução
de poemas do norte-americano Bill Knott, por Reuben da Cunha (MA)

Conheça
a história de Roberta Maria da Conceição e Severino Manoel de Souza, que criaram a Biblioteca Comunitária Prestes Maia. E saiba o que eles fazem, onde vivem e o que aconteceu com a biblioteca depois da desocupação do Edifício Prestes Maia, no centro de São Paulo.

Resultado do Concurso Saia do Casulo
confira os textos premiados de alunos de Ensino Médio da rede pública

Arte da capa e ilustrações
de Angelina Camelo (MG)

Mais ilustrações
de 2 em 1 digital - Rafael Agra & Andrea Pedro (SP)


No mesmo dia será oferecida na Casa das Rosas a oficina "Poesia brasileira contemporânea e o exílio na especificidade" por Andréa Catrópa, uma das editoras do jornal.


Lançamento jornal O Casulo – literatura contemporânea – número 7 - com leitura e participação dos ganhadores do Concurso Saia do Casulo
Casa das Rosas (Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura)
Avenida Paulista, 37 – próximo à estação Brigadeiro do Metrô
Dia 1º de dezembro – a partir das 19h
Ainda no dia 1º, oficina de poesia (por Andréa Catrópa) - das 10h às 14h30 - 20 vagas
Telefone: (11) 3288-9447
http://o-casulo.blogspot.com
http://www.casadasrosas.sp.gov .br
Todas as atividades são gratuitas

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RAVE CULTURAL – 3 ANOS DE ESPAÇO HAROLDO DE CAMPOS
Dias 8 e 9 de dezembro de 2007

PROGRAMAÇÃO
DIA 8 - Sábado

14h – MARRAGONI - Recriação sobre o texto original de Bertolt Brecht e Kurt Weill, a peça conta e canta a história de Paulo Pimenta, lenhador da Amazônia que chega em Marragoni, a cidade-arapuca dos nossos sonhos e ilusões.
Baseado no texto Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, de Bertolt Brecht.
Adaptação: Núcleo Arruaça!
Direção: Ana Roxo.

16h – Inauguração da visitação à Biblioteca Haroldo de Campos e do novo site da Casa das Rosas. Apresentação da exposição “Da Bibliocasa” - Livros do acervo Haroldo de Campos escolhidos pelo Professor e Tradutor Trajano Vieira, especialista na literatura grega, que colaborou na tradução que Haroldo fez da Ilíada, de Homero. Na seqüência haverá depoimentos sobre a Casa das Rosas com a participação dos ex-diretores do espaço.

17h – Desconcertos - a voz da prosa no aquecimento para a II RAVE CULTURAL, com leituras dos escritores Marcelino Freire e Paulo de Tarso. Curadoria de Claudinei Vieira, que criou este projeto na Casa das Rosas há três anos, tendo trazido para nosso espaço mais de 30 novos prosadores desde então.

18h - Choro – Com um repertório formado por ícones da MPB, como Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Chico Buarque, além de grandes nomes do samba como Cartola, Noel Rosa e Geraldo Pereira, integrantes da Banda do Canil da Usp se juntam aos músicos do grupo Coisa Linda de Deus para formar o quinteto que promete agitar o início da noite de sábado.
Henrique Gomide (piano e escaleta), Zé Motta (vocais), João Fideles (percussão), Gustavo Angimahtz (violão) e Lucas Nobile (cavaquinho).

19h – Saraus da Casa das Rosas – 1. Chama Poética. A agitadora cultural Fernanda de Almeida Prado convida os poetas Antônio Lázaro de Almeida Prado e Cássio Junqueira para declamarem poemas com o tema “Alegria”. Além disso, o sarau conta com a presença do grupo No mesmo barco, e dos músicos Ozias Stafuzza, Mariana Avena, Neno Miranda, Aurora Maciel e Cristina Pini.

20h – Alice Ruiz e Rogéria Holtz – No Show Música e Poesia de Alice Ruiz são apresentadas composições musicais da poeta com diversos parceiros, como Alzira Espíndola, Arnaldo Antunes, Itamar Assumpção, Rogéria Holtz, Zé Miguel Wisnik e Waltel Branco. Entre as músicas, Alice Ruiz apresenta também seus poemas. Rogéria Holtz é a convidada que, além de parceira, está gravando, no momento o CD No País de Alice. O show é uma prévia do lançamento do CD.

21h – José Roberto Aguilar e a Banda Performática - grupo formado em 1981 que vem mostrando desde então o melhor da música de invenção e a performance multimídia.
Giba (guitarra) , Marcos (baixo), Marcelo (bateria), César Maluf (teclados), Loop B (percussão), Daniela, Gabi e Aguilar (vocais), Nelson (vídeo) e Lenira (coreógrafa).

21h – Fábio Vietnica - O VDj apresenta, na sala 1, performances de imagens e sons lounge, criando um espaço para a videoarte e a música ambiente.

22h30 – Sala 2 – CAMA DE POESIA, performance cênica criada e dirigida por José Roberto Aguilar, com a atriz Denise Passos.

23h – Saraokê – No “Saraokê”, ao invés de cantar, o público é convidado a recitar poemas com um fundo musical especialmente criado pelos músicos Gustavo Melo, Lu Horta, Paulo Padilha e Marcelo Ferretti. Esta é uma ousada e divertida experiência de improvisação coletiva. Nenhum verso sairá como chegou e nenhum poeta também.

Dia 9 – Domingo

1h - Saraus da Casa das Rosas – 2. Rascunhos Poéticos. O segundo sarau de três constantes da Casa das Rosas. Apresenta o grupo de criação poética dirigido por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli.

2h – Trio Zabumbão - Forró para continuar a madrugada dançante na Casa das Rosas. Flavio Lima (Triângulo e voz), Chambinho (Acordeom) e Fabinho (Zabumba), e nos apresenta o melhor do forró madrugada a dentro.

4h – Saraus da Casa das Rosas – 3. Sarau da VACAMARELA, coletivo formado por jovens poetas, que busca divulgar as tendências da poesia contemporânea. Além de promover o debate literário FLAP, a VACAMARELA edita o jornal literário O Casulo.

5h – Pedro Osmar e amigos - apresentam o melhor da música de invenção. Com a presença de Zeh Rocha, Cauê, Rafa Barreto, Gleiziane Pinheiro e Fábio Barros.

7h – Café da manhã

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CURSOS DE DEZEMBRO 2007

Poesia brasileira contemporânea e o exílio na especificidade
Por Andréa Catropa

Dia 1 de dezembro das 10 às 14:30
Vagas: 20
Gratuito

O objetivo desta oficina é fornecer aos participantes algumas ferramentas para sua reflexão acerca da poesia contemporânea brasileira. Para isto, faremos um breve panorama dos principais eventos da poesia moderna nacional e um detalhamento de algumas características do cenário literário, desde a década de 70 até a atualidade. Também iremos nos deter na leitura de alguns textos deste período, para que os elementos teóricos sejam confrontados com a produção poética atual.


OFICINA DE HAIKAIS
Por Alice Ruiz

Dias 12, 13 e 14 de dezembro, das 19 às 21hs
Vagas: 30
Inscrição: R$ 10,00

Essa oficina se propõe a familiarizar os participantes à técnica e prática do haikai- poesia mínima de origem japonesa, analisando e cotejando a produção de haikais japoneses e brasileiros, em conjunto, tendo assim um rápido apanhado histórico. Na parte prática, o participante inicia com exercícios de tradução passando para a criação em conjunto, e com a coordenadora, havendo espaço, é claro, para as produções individuais.

OFICINA DE NARRATIVAS BREVES
Por Marcelino Freire

Dias 12, 13 e 15 de dezembro, das 19 às 21hs, (sábado, dia 15, das 15 às 17hs)
Vagas: 30
Inscrição: R$ 10,00

O autor de “Contos Negreiros”, “Balé Ralé” e “Angu de Sangue”, dentre outros, Marcelino Freire ministrará esta oficina em que mostrará aos participantes os passos para se construir uma narrativa breve que prime pela qualidade através da forma concisa.

As inscrições devem ser feitas pessoalmente na Casa das Rosas, com Fernanda César, de segunda a sexta, das 10 às 18h.

Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av. Paulista, 37 – Bela Vista
São Paulo – SP
Tel: 3288-9447
www.casadasrosas.sp.gov.br

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O Coletivo Vacamarela, formado neste ano por jovens escritores que realizam publicações e eventos literários, lança a Antologia Vacamarela (edição trilíngüe português/espanhol/inglês), na madrugada do dia 2 de novembro na Praça Roosevelt, em São Paulo. O lançamento é parte da programação do Tordesilhas, Festival Ibero-americano de poesia contemporânea (http://www.festivaltordesilhas.net). Poetas estrangeiros convidados do festival e do coletivo deverão realizar uma leitura conjunta.

Em formato paisagem e com projeto gráfico leve, e ao mesmo tempo sofisticado, a antologia traz textos dos 17 poetas do grupo, no espírito de variedade de estilos e temas que caracterizam a nova poesia brasileira do século XXI. A tradução de todo o conteúdo para o espanhol e o inglês representa um esforço de superação da barreira da língua para a poesia em língua portuguesa. O prefácio é assinado pelo poeta e crítico Frederico Barbosa e tem posfácio do professor, poeta e crítico literário uruguaio Alfredo Fressia.


Serviço:
Antologia Vacamarela – lançamento dia 2 de novembro, às 24h na Praça Roosevelt (Centro, São Paulo – SP)
Preço promocional de lançamento: R$ 15,00
80 pp.

Leitura com poetas do Coletivo Vacamarela (mais participações especiais de poetas do Festival Tordesilhas):

Ana Paula Ferraz/ Ana Rüsche/ Andréa Catrópa/ Carol Marossi/ Donny Correia/ Eduardo Lacerda/ Elisa Andrade Buzzo/ Fábio Aristimunho/ Gustavo Assano/ Ivan Antunes/ Julia Lima/ Lilian Aquino/ Paulo Moura/ Renan Nuernberger/ Thiago Ponce de Moraes/ Victor Del Franco/ Vinicius Baião


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Mais de 50 poetas confirmados

Tordesilhas - Festival Ibero-americano de Poesia Contemporânea terá participantes do Brasil, América Latina e Península Ibérica

O Tordesilhas – Festival Ibero Americano de Poesia Contemporânea acaba de definir sua lista de participantes. São mais de 50 poetas confirmados no evento, entre eles mais de 25 poetas da América Latina e Península Ibérica, com trabalhos representativos e de reconhecido destaque internacional, além de poetas de todo o país. Também participarão acadêmicos, críticos e editores de poesia interessados na temática ibero-americana.

Entre os poetas estrangeiros, destacamos Joan Navarro (Espanha), Roberto Echavarren (Uruguai), Coral Bracho (México), Luís Serguilha (Portugal), Lorenzo da Veiga (Cuba/USA), Mário Bojórguez (México) e Víctor Sosa (Uruguai/México), para citar alguns, além de vários poetas jovens ibero-americanos.

O Festival será realizado entre os dias 30 de outubro e 4 de novembro no Edifício da Caixa Cultural, na Praça da Sé, em São Paulo, com programação noturna itinerante, que inclui o Instituto Cervantes, o Espaço Parlapatões na Praça Roosevelt, o teatro Galpão de Folias e a Academia Internacional de Cinema. Debates, leituras e lançamentos de livros fazem parte da programação. O objetivo do evento literário é propiciar o mútuo conhecimento da produção de poesia contemporânea desses países, e intensificar as relações culturais do Brasil com países de língua portuguesa e espanhola.

O evento é patrocinado pela Caixa Econômica Federal e pelo Instituto Cervantes. A curadoria é dos poetas Cláudio Daniel e Virna Teixeira.

Confira, abaixo, a lista completa dos convidados.


Poetas estrangeiros confirmados

Participações especiais

Tamara Kamenszain (Argentina)
Efrain Santana (Cuba)
Adolfo Montejo Navas (Espanha)
Javier Díaz Gil (Espanha)
Joan Navarro (Espanha)
Juan Kruz Igerabide (Espanha)
Andrés Ordóñez (Cônsul-Geral do México)
Coral Bracho (México)
Mario Bojórquez (México)
León Félix Batista (República Dominicana)
Alfredo Fressia (Uruguai)
Roberto Echavarren (Uruguai)
Víctor Sosa (Uruguai/México)

Convidados estrangeiros

Anahí Mallol (Argentina)
María Eugenia López (Argentina)
Ammy Amorette (Chile)
Christian Aedo (Chile)
David Bustos (Chile)
Víctor López (Chile)
Luis Carlos Mussó (Equador)
Allan Mills (Guatemala)
Alberto Trejo (México)
Jair Cortés (México)
Rodrigo Flores (México)
Cristino Bogado (Paraguai)
Montserrat Álvarez (Paraguai)
Fernando Pomareda (Perú)
Giancarlo Huapaya Cárdenas (Perú)
Joao Miguel Henriques (Portugal)
Luís Serguilha (Portugal)

Convidados brasileiros confirmados

Participações especiais

Antônio Vicente Pietroforte (SP)
Ademir Asssunção (SP)
Contador Borges (SP)
Donizete Galvão (SP)
Glauco Mattoso (SP)
Horácio Costa (SP)
Frederico Barbosa (SP)
Ivã Lopes (SP)

Convidados nacionais

Adriana Zapparolli (SP)
Ana Maria Ramiro (SP/DF)
Andrea Catropa (SP)
Annita Costa Malufe (SP)
Antônio Moura (PA)
Bruna Beber (RJ)
Camilla Del Valle (RJ)
Delmo Montenegro (PE)
Douglas Diegues (MT)
Eduardo Jorge (CE)
Flávia Rocha (SP)
Lígia Dabul (RJ)
Leonardo Gandolfi (RJ)
Marcelo Chagas (SP)
Marcelo Montenegro (SP)
Marcelo Sahea (DF)
Micheliny Verunsck (PE)
Nícollas Pessoa (MG)
Paulo Ferraz (MT/SP)
Ruy Proença (SP)
Thiago Ponce (RJ)

Patrocínio:

Caixa Econômica Federal

Realização:

Projeto Tordesilhas
Amauta Editorial
Instituto Cervantes

Apoio:

Companhia Os Satyros
Espaço Parlapatões
Galpão de Folias
Academia Internacional de Cinema

Produção:

Torresan

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http://medianeiro.blogspot.com/2007/09/3-prmio-bravo-prime-de-cultura.

A 3.ª edição do Prêmio Bravo! Prime de Cultura ocorre na segunda-feira, dia 1º de outubro, na Sala São Paulo, e premia os melhores das artes em oito categorias. Também será escolhida a Personalidade Cultural do Ano, a casa com a Melhor Programação e o Artista Prime do Ano.

Estamos na torcida pelo amigo Paulo Ferraz na categoria Melhor Livro!

Categorias:

Melhor Livro
Macho não ganha flor, de Dalton Trevisan
A Máquina do ser, de João Gilberto Noll
De novo nada, de Paulo Ferraz

Melhor Filme Nacional
O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger
Pro dia nascer feliz, de João Jardim
O céu de Suely, de Karim Aïnouz

Melhor Espetáculo de Teatro
O homem provisório, de Cacá Carvalho
Gaivota – Tema para um conta curto, de Enrique Diaz
O avarento, de Felipe Hirsch

Melhor Espetáculo de Dança
Pequenas Frestas de Ficção sobre Realidade Insistente, Grupo Cena 11 de Dança
Still, sob o estado das coisas, de Gustavo Ciríaco
Disposições Transitórias ou Pequenas Mortes, de Vera Sala

Melhor Show
Ângelo Ro Ro, no Sesc
Dentro do mar tem rio, Maria Bethânia
Noites de gala, samba na rua, Mônica Salmaso

Melhor CD Popular
Transfiguração, Cordel do Fogo Encantado
Social, Marcelinho da Lua
1000 Trutas 1000 Tretas, Racionais MCs

Melhor CD Erudito
Schumann & Schubert, Antonio Meneses
Piano Trasncriptions, Ira Levin
Beethoven, Piano Sonatas, Nelson Freire

Melhor Exposição
O marco amador – Sessão Cursos, Paulo Meira
Mundus Admirabilis, Regina Silveira
Matemática Rápida, Renata Lucas

Personalidade Cultural do Ano
Luiz Schwarcz
Maria Alice Vergueiro
Pedro Herz

Melhor Programação
Espaço dos Satyros
Museu da Língua Portuguesa
Sesc São Paulo

Artista Prime do Ano
Ariano Suassuna
Caetano Veloso
Cao Hamburger
Manoel Carlos
Paulo Autran


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POEMAS DE: Ana Carolina Marossi, Ana Rüsche, Ana Paula Ferraz, Andréa Catrópa, Donny Correia, Eduardo Lacerda, Fabio Aristimunho Vargas, Gustavo Assano, Ivan Antunes, Lilian Aquino, Renan Nuernberger e Victor Dela Franco. PARTICIPAÇÃO ESPECIAL do músico Rafael Agra.


QUINTA, 13/09, ÀS 19H30
SARAU + ENTREVISTA VACAMARELA
SESC CONSOLAÇÃO
R. Dr. Vila Nova,245


SEXTA, 14/09, ÀS 19H30
SARAU + SARAU ABERTO (LEVE SEU POEMA)
BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA
R. Henrique Schaumann, 777 (esq. com R.Cardeal Arcoverde)

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Setembro 13, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/09/apontamentos-sobre-o-amor-ii.ht

Como eu dizia no post anterior, acredito que o amor é uma reação emocional que se aprende. Trata-se de uma resposta para um grupo de estímulos e comportamentos aprendidos e, como qualquer comportamento aprendido, é provocado pela interação daquele que aprende com seu meio, com sua habilidade/disposição para aprender e com as espécies e as forças das retribuições. Retribuições? É isso mesmo: como, quando e qual o limite de cada indivíduo para responder ao amor que expressa.
Daí que o tal amor é uma interação das mais dinâmicas, vivida em todos os momentos da vida, durante toda ela. É tudo a todo instante. Ou pelo mesmo deveria ser assim. Por isso não gosto dessa frase ficar apaixonado/a. Não acredito que ninguém fique ou deixe de estar apaixonado. Isso é minimalismo grosseiro; é equiparar o amor ao desejo, à atração, à necessidade, etc. e tal.
As pessoas podem reagir de uma forma particular, num certo grau, a determinados estímulos específicos. Nisso consiste um indicador visível do amor que sentem. Assim, as pessoas não têm mais amor para se apaixonar ou desapaixonar do que em qualquer outro momento da vida delas. Acho mais preciso dizer que se cresce no amor, isto é, quanto mais se aprende, mais se tem oportunidade de modificar as respostas comportamentais e então expandir a capacidade de amar. Não há muitas opções: ou estamos crescendo no amor ou então estamos morrendo. Dessa forma, então, as ações estarão se modificando durante a vida, assim como as interações.
Se alguém deseja conhecer o amor, deve viver o amor em suas ações. Pensar, ler, escrever ou fazer discursos sobre o amor pode até ser útil, mas em última análise trará pouca ou nenhuma resposta efetiva, posto que tais coisas só têm valor quando apresentam questões para serem vividas. O amor só é aprendido com uma compreensão que nos estimule a partir de cada novo conhecimento, por ínfimo que seja, e mediante o qual se age e reage. É isso ou qualquer conhecimento não terá nenhum valor. Para amarmos devemos viver as questões, mas para vivê-las é necessário que elas se apresentem.
Dessa forma, vivenciando as questões, aprenderemos muitas 'verdades' sobre o amor, entre elas que o amor não é uma coisa, uma mercadoria que se possa comprar, trocar ou vender. O amor não é algo que pode ser forçado ou que pertença a alguém. Ele só pode ser dado voluntariamente, com a maior confiança em si próprio e no outro (deve ser por acusa disso, aliás, que Erich Fromm dizia que qualquer pessoa de pouca confiança é também uma pessoa de pouco amor).
Mas então, por que existem tantas pessoas que se dispõem a vender seu corpo, sua mente e seu espírito em nome do amor? Não percebem que estão profundamente enganadas? Pode-se comprar o corpo de outra pessoa, seu tempo, suas posses, quiçá até mesmo suas necessidades e sonhos mais profundos, mas é impossível comprar seu amor. Contudo, muitas pessoas podem escolher obter o amor por um preço e isto é uma arte dramática que tem sido aperfeiçoada por muitos de nós ao ponto de ser impossível para qualquer um perceber a fraude. E por que não percebemos? Ora, porque muitas vezes não nos encaixamos no tremendo enredo de mal gosto que algumas pessoas insistem em nos imputar. Não há papel para nosotros nesse teatro! Essas pessoas estão tão longe de merecerem sentar ao nosso lado que não há mesmo meios de entender o porquê de algumas delas serem assim como são.
Minto, há sim, essas pessoas manipulam a realidade facilmente, são tipinhos que usam máscaras e sabem subverter, mentir descaradamente sem falsear. Eu cairia numa dessas; vocês também. E isto pelo ingênuo fato de gente como eu e alguns de vocês terem mais o que fazer na vida do que ficar armando maneiras de foder outras pessoas. Muitos de nós até temos caráter, princípios e tentar explicar porque essas pessoas são como são é perda de tempo: são assim porque não podem nascer de novo. Ponto final.
Trata-se, portanto, de um fato irrefutável: eu e vocês (quase) sempre vamos errar; vez ou outra daremos chance pra quem não merece, para quem não sabe mesmo o que é o amor ou para quem é uma pessoa 'de pouco amor'.
Continuo achando, de qualquer modo, que esses tipos de jogos de amor não são fáceis: o custo é muito grande. Nunca valem o preço.
*** "Suddenly I see", KT Tunstall.

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Setembro 14, 2008

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A celebração da Data Nacional de Catalunha foi histórica em São Paulo


São Paulo (Brasil) 12-09-2008

Os catalães de São Paulo e seus descendentes,viveram ontem à noite momentos memoráveis e cheios de emoção na celebração da Data Nacional de Catalunha.

Pela primeira vez, nos mais de 100 anos de história da imigração catalã no Brasil, celebrou-se o Onze de Setembro de forma oficial na cidade mais importante da América Latina e motor econômico do Brasil, que ostenta a cifra de mais de 20 milhões de habitantes na sua região metropolitana.

A Data Nacional de Catalunha foi incluída de forma oficial no Calendário de Datas e Comemorações Oficiais da cidade de São Paulo, de acordo com a Lei Municipal nº 14.823, aprovada pela Câmara Municipal no dia 28 de agosto passado.

A iniciativa surgiu por ocasião de uma conversa mantida entre os diretores da Associação Cultural Catalonia, único centro catalão no Brasil, com o Vereador Aurélio Miguel, um dos principais membros da câmara municipal paulista, filho de imigrantes catalães e grande esportista. Considerado um ícone do judô brasileiro, já conquistou muitos títulos para o país, tais como a medalha de ouro nos jogos olímpicos de Seul no ano de 1988. Como homenagem à sua destacada trajetória no esporte nacional foi designado portador da bandeira do Brasil, encabeçando a delegação do país na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Barcelona no ano de 1992.

O ato que celebrou a Data Nacional de Catalunha realizou-se ontem às sete da noite no plenário da Câmara Municipal de São Paulo. Durante o mesmo foi lida uma mensagem de saudação do presidente do Parlamento da Catalunha, Ernest Benach, onde destacava que “É para mim uma grande honra encaminhar esta carta com motivo da celebração da Data Nacional de Catalunha em São Paulo , data esta incluída, pela primeira vez, no calendário oficial de datas comemorativas desta cidade. Oficializa-se, assim, um anseio, um desejo, que hoje toma forma: fazer uma celebração do 11 de Setembro para solidificar o laço que une Catalunha e São Paulo, os catalães dos dois lados do Atlântico.”O presidente acrescentava ainda “Quero expressar, portanto, o reconhecimento da câmara catalã e até a emoção que sinto pessoalmente pelo trabalho firme e decidido da Associação Cultural Catalonia de São Paulo. As comunidades catalãs do exterior, que representam uma parte importante da historia da Catalunha, que tiveram papel fundamental para manter viva a nossa identidade, até o momento não receberam o reconhecimento necessário. A Catalunha do século XXI tem uma dívida para com “as Catalunhas” do exílio, com a gente que teve que sair do país, mas que nunca esqueceu a sua terra.”

Por outra parte, o presidente da Associação Cultural Catalonia, Màrius Vendrell, no seu discurso destacou “Os imigrantes catalães que tivemos que abandonar a nossa terra, por motivos diversos, ao longo dos últimos 100 anos, encontramos em São Paulo um segundo lar para nossas famílias e estamos construindo aqui o nosso futuro. Poucos foram os que tiveram a sorte de “fazer a América”, podendo realizar aqui de forma completa todos os seus anseios, e sonhos, mas sem dúvida, tivemos a possibilidade de viver aqui em liberdade para manter a nossa identidade própria e poder transmiti-la aos nossos descendentes. Somos catalães-brasileiros e brasileiros-catalães pois temos o privilégio de termos duas pátrias”.

Durante o evento o coral do Catalonia cantou os hinos nacionais da Catalunha e do Brasil e a canção “Senyor Sant Jordi”, numa atuação que causou uma profunda emoção ao público presente.

Ao fim da celebração, o grupo “Castellers do Brasil”, formada por jovens brasileiros, atuou publicamente pela primeira vez, formando diversos castells (torres humanas). Trata-se de um projeto social levado a cabo pela Associação Cultural Catalonia junto com a Associação Evangélica Beneficente (AEB), Universidade Adventista de São Paulo (UNASP) e que conta também com o suporte técnico e colaboração dos “Castellers de Vilafranca”. Pela primeira vez no Brasil está sendo utilizado a tradição catalã das torres humanas, para obter a inserção social de jovens da periferia de uma grande cidade, à semelhança do que os mesmos “Castellers de Vilafranca” já fizeram no ano passado no Chile.

Agora, pois, todos os anos, os catalães de São Paulo poderemos celebrar a nossa data de forma oficial.

Divulgação Associação Cultural Catalonia
www.catalonia.com.br






Diada Nacional de Catalunya fou històrica a São Paulo


São Paulo (Brasil) 12-09-2008

Els catalans de São Paulo i els seus descendents, vàrem gaudir ahir de una jornada memorable i plena d'emoció celebrant-hi la Diada Nacional de Catalunya.

Per primera vegada en més de 100 anys de la història de la immigració catalana al Brasil, es va celebrar l'Onze de Setembre de una manera oficial a la ciutat més important d'Amèrica Llatina i motor econòmic del Brasil, que compta amb més de 20 milions d'habitants en la seva regió metropolitana.

La Diada Nacional de Catalunya, ha estat inclosa de forma oficial en el calendari de dates i celebracions oficials de la ciutat de São Paulo, segons la Llei Municipal nº 14.823 aprovada el dia 28 d'agost passat per la Cambra Municipal.

L'iniciativa va sorgir a través d'una conversa entre la directiva de la Associació Cultural Catalonia, l'únic casal català del Brasil, amb el Vereador Aurélio Miguel, un dels principals membres de la cambra municipal paulista , fill d'immigrants catalans i gran deportista . Considerat una icona del judo brasiler ha guanyat molts títols per el país, com la medalla d'or als jocs olímpics de Seul l'any 1988. Com a homenatge a la seva destacada trajectòria al deport nacional va portar la bandera del Brasil encapçalant la delegació d'aquest país als jocs olímpics de Barcelona l'any 1992.

L'acte que va celebrar la Diada de Catalunya es va realitzar ahir a les set del vespre a la sala de plens de la Cambra Municipal de São Paulo. Durant l'acte es va llegir un missatge de salutació del president del Parlament de Catalunya, Ernest Benach, on destacava que “ És per a mi tot un honor adreçar-los aquesta carta amb motiu de la celebració de la Diada Nacional de Catalunya a São Paulo, per primera vegada inclosa al calendari oficial de dates commemoratives d'aquesta ciutat. S'oficialitza , d'aquesta manera, un anhel, un desig, que avui pren forma: fer una celebració oficial de l'11 de setembre per estrènyer el llaç que uneix Catalunya i São Paulo, els catalans dels dos costats de l'Atlàntic”. El president afegia també que “ Els vull expressar, doncs, el reconeixement de la cambra catalana i fins i tot l'emoció que personalment em comporta la tasca ferma i decidida de l'Associació Cultural Catalonia de São Paulo. Les comunitats catalanes de l'exterior, que representen una part important de la història de Catalunya, que han tingut paper fonamental per mantenir viva la nostra identitat, fins ara no ha rebut el reconeixement necessari. La Catalunya del segle XXI està em deute amb “les Catalunyes” de l'exili, amb la gent que va haver de marxar del país però que mai no ha oblidat la seva terra”.

Per la seva part, el president de la Associació Cultural Catalonia, Màrius Vendrell, en el seu discurs va destacar “ Els immigrants catalans que vàrem haver de deixar la nostra terra, per motius diversos, al llarg dels darrers 100 anys, hem trobat a São Paulo una segona llar per les nostres families i hem construit aquí el nostre futur. Molt pocs han tingut la sort de “fer l'Amèrica” i assolir realitzar aquí de un manera complerta tots els seus anhels, però hem pogut viure aquí amb llibertat per mantenir la nostra identitat pròpia i poguer-la transmetre als nostres descendents. “ Som catalans-brasilers i brasilers-catalans perquè tenim el privilegi de tenir dues pàtries”.

El Coral del Catalonia va cantar els himnes nacionals de Catalunya i del Brasil i la cançó Senyor Sant Jordi , en una actuació que va emocionar a tots.

Al final de la jornada, la colla Castellers do Brasil, formada per joves brasilers, va actuar públicament per primera vegada, carregant i descarregant-hi diversos castells. Aquest es un projecte social dut a terme per la Associació Cultural Catalonia juntament amb l' Associação Evangélica Beneficente (AEB), Universidade Adventista de São Paulo (UNASP) i que compta també amb el suport tècnic i col.laboració dels Castellers de Vilafranca. Per primera vegada al Brasil s'està utilitzant el fet casteller per assolir l'inserció social de joves de la perifèria d'una gran ciutat, tal com els Castellers de Vilafranca varen implementar l'any passat a Xile.

Doncs ara , tots els anys, els catalans de São Paulo podrem celebrar la nostra Diada oficialment.

Divulgació: Associació Cultural Catalonia
www.catalonia.com.br

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Setembro 16, 2008

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Belas Artes

Vai, Adolf!
ser guache na vida.

 

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http://talidomida.blogspot.com/2008/04/habemus-papam-mas-ser-o-benedit

 


Habemus papam

Mas será
o Benedito?


19.04.2005

 

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Clichê

Mond mond vast mond,
se me chamasse garamond, seria um tipo muito batido

 

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http://talidomida.blogspot.com/2007/11/tratar-com-cromwell-procuro-pes

 


Tratar com Cromwell

Procuro pessoa
para montar república

 

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http://talidomida.blogspot.com/2007/09/limpeza-tnica-deixa-muito-mais-

 


Limpeza étnica

Deixa muito mais
branco

 

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Reciclagem de PET

Meu cachorro virou
sabão

 

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Privatização

L'État c'est
toi

 

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http://talidomida.blogspot.com/2007/05/blow-job-desistiu-de-soprar-cas

 


Blow job

Desistiu de soprar casinhas
e foi atrás da chapeuzinho

 

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Atrito

Menino do Rio
calor que provoca arrepio


07.02.2007

 

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e-pístola

de: paulo@yahoo.il
para: corintios@yahoogrupos.gr

 

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AVC

Freud explica:
isso é coisa da sua cabeça


06.12.2004 - 19h30

 

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Labirinto

Boi da cara preta, pega
esse heleno que tem medo de careta

 

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Polidactilia

Desde pequeno
era cheio de dedos

 

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Hawking

Li Einstein
numa sentada só

 

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Talidomida

Mãe, você pode me dar
uma mãozinha?

 

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Incompetência

Here comes the story of the hurricane
The one the authorities came to blame


29.08.2005

 

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Morando na periferia

Troco asteróide por planeta decadente
Tratar com Pequeno Príncipe


24.08.2006

 

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Antigo ofício

No ócio te resta
o vício do orifício

 

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Arquétipo

Forever jung
I want to be forever jung

 

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Big Brother

Raúl sabe
a importância de ser fidel

 

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Praça de São Pedro

Dois tiros e
Ali tombou o papa


13.05.1981

 

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Baía dos Porcos

Nós vamos invadir
sua praia


17.04.1961

 

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Satisfação

Jagger continua igual
e a Hebe Camargo também

 

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Hiroshima

O crisântemo brigou com a rosa
e a rosa o despedaçou

 

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Para o fim de semana

Dizem que
Londres tá bombando


07.07.2005

 

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Setembro 17, 2008

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Marc Chagall

"A felicidade não é deste mundo."

Eclesiastes.

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Sobre a questão do merecimento, não me parece lógico também, mas nesses momentos de desespero, começo a considerar essas teorias metafísicas, esses dogmas religiosos a fim de procurar uma resposta praquilo que sequer foi questionado. Quando me sinto em frangalhos como hoje, penso que devo ter sido um pessoa bem ruim em outras vivências e que talvez essas dores todas sejam pra me fazer 'expiar' alguma coisa que nem eu mesma sei. São conjecturas idiotas, eu sei, mas de certa forma me dão a ilusão de que um dia terei uma resposta pra tudo isso. Sei também que são nesses momentos que crescemos mais, mas às vezes me pergunto pra que crescer e tentar ser alguém melhor, mais centrada (e repleta de auto-conhecimento) se vou continuar engolindo esse lixo todo e, veja, eu não sou melhor do que ninguém e nunca quis bancar a Grace! Eu realmente me preocupo com os outros, e não é porque quero fazê-los gostar de mim ou porque acho que assim serei "aceita" ou "amada", mas porque fui de fato criada pra gostar de gente. Quando eu era criança, por exemplo, meu pai levava crianças de rua pra comer na minha casa e brincar comigo, me levava pra visitar hospitais. Minha escala de valores parece não ser muito compatível com o que vivemos. Enfim, eu de fato gosto de pessoas, mas ultimamente elas têm me dado medo e, muitas vezes, nojo, muito nojo.
Veja esse último episódio. Nesse caso, garanto que não houve idealização: sabia bem das instabilidades, mas estava feliz ainda assim porque nos dávamos bem e aprendi faz um tempinho que as pessoas têm suas instabilidades, medos, neuroses, frustrações... Eu tolero muita coisa, porque também sou imperfeita, neurótica e 'n' outras coisas nesse sentido, mas respeito, por exemplo, não é algo que dê pra passar sem, ainda que vez ou outra todos nós escorreguemos pra lá e pra cá. A pessoa enganou todo mundo, sabe? Ou você acha que Y e Z, por exemplo, estão putos porque sempre foram meus melhores amigos e amam minha doçura e meus olhos castanhos? Não, é porque essas coisas chocam, magoam. É porque você percebe que uma pessoa dessa tem uma escala de valores tão maluca que acha que o que fez é tão inofensivo quanto furtar um lápis. E é nesse momento que eu me sinto uma idiota, de novo, e fico me perguntando qual é o meu problema afinal pra não saber diferenciar gente que definitivamente não vale a pena de gente que pode até valer.
Aí eu volto ao ponto final do primeiro e-mail: será que sou imbecil? será que sou ingênua? Em caso positivo, o que eu posso fazer pra me 'adequar'? Eu preciso mesmo me adequar? O problema sou eu e minha visão idílica de mundo ou são as pessoas que são cada vez menos 'pessoas'? Qual o lado certo nisso tudo?
O mundo me parece cada vez mais cindido. E acho que tenho informações demais nas mãos. Isso confunde qualquer croupier.
*** "Antichrist Television Blues", The Arcade Fire.

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Já tinha escutado muitas vezes, mas talvez tenha me esquecido desse trecho bíblico ("Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas") e do seu real significado, afinal há tempos deixei a adolescência e a curta 'vocação religiosa', por algum tempo exercitada nas aulas de catequese. Quem diria, então, que um amigo ateu, preocupado com minhas angústias, seria o responsável por relembrar tal passagem do evangelho de Matheus?
Obviamente ele não usou as mesmas palavras abaixo, mas bem que poderia. Assim sendo, o meu mais sincero obrigada, meu amigo!
"Não lançar pérolas aos porcos é não oferecer os tesouros do ser a quem come apenas lama e babugem, e pisará em nossos tesouros do coração por não ver valor algum em pérolas da alma, assim como é também não oferecer nossos bens do coração aos que apenas pisarão sobre tal riqueza
interior.

As pérolas são as virtudes em nós, as mais íntimas e preciosas, que só devem ser compartilhadas com quem lhes dá valor.

O insensato é que abre seu coração e expõe todo o seu interior àqueles que têm no coração a fome e o apetite dos porcos - por lama - e têm ojeriza aos bens do ser.

Veja com quem você abre seu coração!

Veja com quem você divide sua intimidade humana e espiritual!

Veja a quem você serve as preciosidades de seu ser!

Não basta que a pessoa seja “boa”. Isso não significa nada. Amigos de alma e de tesouros são raros, e só se os conhece com o tempo, em meio à fidelidade na dor e nas dificuldades da existência.

Toda hora vejo alguém servindo suas preciosidades de alma a quem não tem uma alma. O resultado é previsto: eles pisam nas pérolas e depois devoram aqueles que as serviram.

Seu tesouro está em seu coração. Seja cuidadoso na entrega de sua intimidade. Procure antes comer muito sal com a pessoa. Não se exponha a quem não dá valor à alma.

Muita dor acontece em razão do romantismo de se pensar que basta a nossa sinceridade. Não! Não basta. Do outro lado tem de haver gente. Do contrário, o que se faz é apenas entregar nossa intimidade a quem se utilizará dela para nos destruir.

Infelizmente o mundo está cheio de suínos existenciais, os quais se alimentam de homens e abominam os tesouros da alma.

Ora, essa máxima serve de alerta, nos protege daqueles que se oferecem como amigos, namorados, companheiros e irmãos, mas que não têm espírito de amor e de cuidado com a alma do próximo.

Ao contrário, para tais pessoas esses segredos das verdades mais íntimas do coração são apenas alças para que nelas se agarrem a fim de nos comerem vivos.

Portanto, veja a quem você está dando os seus tesouros de intimidade, verdade e preciosidades em sua vida.

Não namore ou se case com o suíno com esperança de ser bem tratado(a). Não fique amigo de suínos existenciais, pois além de não enxergarem você, eles ainda vão pisar em sua vida e devorá-la.

Você jogaria suas pérolas aos porcos, na lama?"

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Cómo pudimos? Ser boca o ser bocado, cazador o cazado. Merecíamos desprecio, o a losumo lástima. En la intemperie enemiga, nadie nos respetaba y nadienos temia. La noche y la selva nos davan terror. Éramos los bichos más vulnerables de la zoología terrestre, cachorros inútiles, adultos pocacosa, sin garras, ni grandes colmillos, ni patas veloces, ni olfato largo. Nuestra historia primera se nos pierde en la neblina. Según parece, estábamos dedicados no más que a partir piedras y a repartir garrotazos. Pero uno bien puede preguntarse: No habremos sido capaces de sobrevivir, cuando sobrevivir era imposible, porque supimos defendernos juntos y compartir la comida? Esta humanidad de ahora, esta civilización del sálvese quien pueda y cada cual a lo suyo, habria durado algo más que un ratito en el mundo?
GALEANO, Eduardo. Espejos.
*** "Sentimental", Chico Buarque.

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Zaíra: A pessoa já nasce avisada! Vai sofrer. Olha que vai sofrer. E o que faz? A pessoa vai e sofre…
BUARQUE DE HOLLANDA, Chico; PONTES, Paulo. Gota d' água. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975, pág. 12.
*** "Gota d'água", Chico Buarque.

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/07/e-flap-vem.html

Veja a programação completa aqui. E visite o blogue da FLAP! aqui.



Com o mote “Zona Franca - Viva la Conexión”, a quarta edição da FLAP! acontece em São Paulo entre os dias 1º e 8 de agosto, flertando com outras artes e apostando na integração latino-americana através da poesia e, por que não, pela internet. Por antecedência, a festa literária já começou de certa forma, já que pelo blog do evento são agendados encontros abertos ao vivo pelo sistema Ustream.tv.



Enquanto as edições anteriores tinham como base a Praça Roosevelt, no centro da cidade, a “festa”, na versão “2.0″, se desdobra com a presença em massa de escritores de diversos países da América Latina e se descentraliza por todas regiões de São Paulo em vinte locais de debates e leituras. Dentre eles, pontos tradicionais da poesia contemporânea, como a Casa das Rosas, a Biblioteca Temática de Poesia Alceu Amoroso Lima; mas também a Faculdade de Letras da USP, a PUC, o Paço Cultural Julio Guerra (Casa Amarela), bares e livrarias. Sem esquecer as origens, haverá também debates no Teatro Satyros I e outros pontos da Roosevelt.



Na programação, que inclui debates sobre música (”Zona Franca v: o rap atura a literatura (e vice-versa)”, se destaca a presença em massa de latinos, com mais de vinte escritores (Alan Mills, da Guatemala; Héctor Hernández Montesinos, do Chile; Virginia Fuente, da Argentina; Ernesto Carrión, do Equador; Rodrigo Flores, do México, dentre outros), além dos convidados brasileiros, alguns deles já presentes em outros anos.



Na noite de abertura, dia 1º na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, será lançada a edição número 9 do jornal de literatura contemporânea O Casulo, com poemas de Alckmar Santos, Érica Zíngano, Greta Benitez, ilustrações de Rogério Barbosa e entrevista com o poeta e editor Joan Navarro.



Vejo vocês lá, porque só não vai quem já morreu. E tenho dito!

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Crying girl, Roy Lichtenstein.
1. "Charles pega o queixo do narrador e deixa subir seus dedos magnetizados até as orelhas, "como os dedos de um cabeleireiro". Este gesto insignificante, que começo, é continuado por uma outra parte de mim; sem que nada, fisicamente, o interrompa, ele bifurca, passa da simples função ao sentido resplandecente, aquele do pedido de amor. O sentido (o destino) eletriza minha mão; vou rasgar o corpo opaco do outro, obrigá-lo (quer ele responda, quer se retire ou deixe ficar) a entrar no jogo do sentido: eu vou fazê-lo falar. No terreno amoroso não há acting-out: nenhuma pulsão, talvez mesmo nenhum prazer, nada a não ser signos, uma atividade tumultuada de fala: instalar, a cada ocasião furtiva, o sistema (o paradigma) da pergunta e da resposta."
PROUST, Marcel. O caminho de Guermantes.
2. "No incidente, não é a causa que me detém e repercute em mim, é a estrutura. Toda estrutura da relação vem a mim como se puxa uma toalha: seus dentilhados, suas armadilhas, seus impasses (assim como eu podia ver Paris e a Torre Eiffel na minúscula lente que enfeitava o porta-caneta de nacre). Não recrimino, não suspeito, não procuro as causas; vejo com temor a extensão da situação na qual estou envolvido; não sou homem de ressentimento, mas o da fatalidade.
(O incidente é para mim um signo, não um indício: o elemento de um sistema, não a floração de uma causalidade).
Às vezes, histericamente, meu próprio corpo produz o incidente: uma noite que eu seria como uma festa, uma declaração solene da qual eu esperava um efeito benfazejo, eu as bloqueio por uma dor de barriga, uma gripe: todos os substitutos possíveis da afonia histérica."
FREUD, Sigmund. A interpretação dos sonhos.
3. "Através desses julgamentos brilhantes, versáteis, subsiste uma impressão dolorosa: vejo que o outro persevera nele mesmo; ele é ele próprio essa perseverança, com a qual esbarro. Me desespero ao constatar que não posso deslocá-lo; o que quer que eu faça, o que quer que eu despenda por ele, ele não renuncia nunca ao seu próprio sistema. Ressinto o outro contraditoriamente como uma divindade caprichosa que varia constantemente de humor a meu respeito, e como uma coisa pesada, inveterada (essa coisa envelhecerá tal qual é, e é por isso que sofro). Ou ainda vejo o outro nos seus limites. Ou, finalmente, me pergunto: haverá um ponto, um só, no qual o outro poderá me surpreender? [...]"
BARTHES, Roland. Fragmentos de um discurso amoroso.

4. "Como termina um amor? - O quê? Termina? Em suma ninguém -exceto os outros - nunca sabe disso; uma espécie de inocência mascara o fim da coisa concebida, afirmada, vivida como se fosse eterna. O que quer que se torne o objeto amado, quer ele desapareça ou passe à região da amizade, de qualquer maneira, eu não o vejo nem mesmo se dissipar: o amor que termina se afasta para um outro mundo como uma nave espacial que deixa de piscar: o ser amado ressoava como um clamor, de repente ei-lo sem brilho (o outro nunca desaparece quando e como se esperava). Esse fenômeno resulta de uma imposição do discurso amoroso: eu mesmo (sujeito enamorado) não posso construir até o fim minha história de amor: sou o poeta (o recitante apenas do começo); o final dessa história, assim como a minha própria morte, pertence aos outros; eles que escrevam o romance, narrativa exterior, mítica."

BARTHES, Roland. Idem.
*** "Pois é", Los Hermanos.

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Knives, Andy Warhol.




Não querida, não é preciso correr assim do que
vivemos. O espaço arde. O perigo de viver.
Não, esta palavra.
O encarcerado só sabe que não vai morrer,
pinta as paredes da cela.
Deixa rastros possíveis, naquele curto espaço.
E se entala.
Estalam as tábuas no chão, o piso rompe, e todo sinal é uma
profecia.
Ou um acaso de que se escapa, incólume, a cada minuto.
CÉSAR, Ana C. Inéditos e Dispersos.
*** "You know who I am", Leonard Cohen.

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A melhor sociedade será portanto aquela que isenta a potência de pensar do dever de obedecer, e guarda-se em seu próprio interesse de submetê-la à regra do Estado, que só vale para as ações. Enquanto o pensamento é livre, portanto vital, nada é comprometido; quando ele deixa de sê-lo, todas as outras opressões são possíveis, e já realizadas, toda ação torna-se culpável, toda vida ameaçada.
DELEUZE, Gilles.
*** "Rebellion", The Arcade Fire.

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The definition of love

The definition of love in many languages

Quaintly establishes

Identities of episodes

And makes the parallel

Of myth colloquial.

But, untranslatable,

Love remains

A future in brains.

Speech invents memory

Where there has been

Neither oblivion nor history.

And we remembering forget,

Mistake the future for the past,

Worrying fast

Back a long ago

Not yet to-morrow.



RIDING, Laura. Mindscapes.

***"Clube da esquina número 2", Milton Nascimento, Lô Borges e cia.

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Estudante de Letras na Unibero. Poeta e tradutor, é produtor cultural da Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.
Crepúsculo

E com a seda da navalha risonha
Alice acaricia o pulso
A vida lhe escapa de um soluço
E o sangue ralo beija a fronha
*************************************************************************************

Os Paradoxos Crônicos

Para Carmen Reis

E perguntas que dor trago secreta
A roer minha alegria e juventude?
E em vão procuras conhecer-me a angústia
Que nem tu tornarias menos rude?

Lord Byron

I

estradas /fragmentos de/
tri
quadrifurcadas

elementos de dor e prazer revezando-
se /r/

dizemos um ao outro que a miséria
é impulsiva, estática e insolúvel

dizemos que damos voltas no vácuo
e voltamos ao zero
como se o zero fosse a morada única
de nós (...) e que assim será

sou uma lata de anchovas lacrada
meu cérebro de aço oxidado
me fez desertá-la
mais do que desejá-la

você, em suas certezas, cerrou
a chave da razão
se eu não caibo,
/logo/
não existo
degenero e morro

se você não pode entrar por essa porta
prefere chutá-la não para abrir,
mas
para exilar

eu rastejo num mar de espinhos
cada um deles com um nome
um signo de pobreza afetiva
esses espinhos serão coroas
você usará as coroas?

II

como Kippling à cova de Gunga Din
profiro:

you’re far better human than me

empurrar teu coração para longe
não denota repulsa, mas cautela
se o homem mata tudo aquilo que ama
então, não sou homem
sou limbo, sou gauche
amor que não mata
amor que transcende
e que não adentra tuas razões

III

vivemos no tênue fio da faca que separa
o carinho e a indiferença
como se fadados a equilibramos
nossos corpos cansados
no trapézio do dilema
no gume cego da contradição

não é mais tempo de amor
nem de ódio
o tempo é uma bigorna
o tempo tem o peso dos orgasmos
e dos insultos

mas o tempo muda os escombros
e reergue fortalezas
reduz a dor e cura os engulhos
o tempo refloresta o deserto
e engole as contradições

IV

de todo desespero descabido
serei escravo, quando em cada gota
de aniquilação nas retinas insones
sua silhueta branca vier cobrar meus
erros

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/07/fbio-aristimunho-vargas.html



Fábio Aristimunho Vargas. Advogado, poeta e tradutor. Bacharel em Direito e mestre em Direito Internacional pela USP. Autor do livro Medianeira (Quinze & Trinta, 2005). Foi presidente da Academia de Letras da FDUSP (1999/2000). Organizador do Tordesilhas – Festival Ibero-Americano de Poesia Contemporânea.
Mantém o blogue Medianeiro: (http://medianeiro.blogspot.com)
Palindrômica
1. alvariana
a ira cá bate: tabacaria

2. canto general
“a vaga vida dure”, neruda divagava

3. advertência
– aí, dr., ardia

4. constatação
é verborrágico o cigarro breve

5. terra
mesmo com, sem

6. emílio no espelho, 1969
– ato idiota

7. nova constatação
a ira, vejo hoje, varia

8. oração
- orem: "oh, homero..."
*************************************************************************************
Suspensória

a foto dos peitos da juliana paes
suspendendo o espaço
suspende no tempo
os peitos da juliana paes

a minha mão
espaço e tempo suspensos
na bunda da juliana paes

na outra mão
o suspense
de uma calça arriada.
*************************************************************************************
Re: Re: estelionato literário

sinceramente
roubou tá roubado
nada de antigo proprietário
receptador curioso
gente que pensa.
educados para repetir
o tempo todo
copiando alguém
usando frases imagens
mesmo sem perceber.

sinceramente toda poesia
é alheia. exemplo:
um poema sobre Roma
sobre um viajante que procura
ver roma em roma
nas ruínas de roma
feito e refeito
ao longo dos séculos.
e eu tenho esse
sinceramente.




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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/07/lilian-aquino.html


Graduada em Letras pela Universidade de São Paulo, tem poemas publicados nas revistas Inimigo Rumor, Mininas, Metamorforse, Zunái e no jornal de poesia O Casulo. Nascida em São Paulo, em 1979, Lilian é membro do Coletivo Vacamarela.

Mudador

De lá pra cá
vai sair em cores
e
chegar voando
– leve –
e pousar em casa
levando
uma muda
de roupa
e
fotografias.
E esse (des)locamento
é seu compromisso
de troca e de amor
de ir e vir e de ficar
se quiser
– móvel, em todos os cômodos.
************************************************************************************

Água-viva

O homem encharcado
atravessa a rua e entra
rápido pelo portão de casa:
precisa dar um telefonema.
Chove muito
como chovia há quase um ano,
mas era maio, ele disse.
Se pudesse, falaria que
naquele verão
tarde de fevereiro
já não molhava mais.
Mas disse
hoje não use guarda-chuva
e venha para casa
porque te espero.
Chove muito
e sorri líquido o homem,
água-viva.
*************************************************************************************

Carta

agora parei de fumar
de ouvir bossa nova
porque ser roda é problema
e ser regido pelo tempo
é sofrimento.
(as gaivotas são o tempo
desenhado
mas o tempo do baralho
não é o meu
ele está nas asas das gaivotas
– que não fazem vento)
parei
porque me distraio olhando lírios
ou ursos
: as 36 cartas escrevem
um caminho cheio de distrações.
mas é preciso rodar
ora alto, ora baixo
repetir, voltar a escutar
e fumaça.
*************************************************************************************

Promessa

Olho
pra cima querendo saber
se você está dormindo
e te velo pra entender
por que essa respiração
tão longa
Escalo suas paredes
tentando te alcançar
vou te cutucar
no meio da noite
e se você sorrir
será mais um retrato
no meu altar
Mas um dia
não verei seu terço
pendurado na cabeceira
– você reza em outro lugar
Olho
a parafina escorrendo
sete dias

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/06/uma-vaca-cosmopolita.html

* Os poetas Giancarlo Huapaya e Rodrigo Flores (segundo plano), durante o festival Tordesilhas.

Primeiro o polissexualzinho Giancarlo Huapaya Cárdenas - Gianca - publicou o trabalho do Coletivo Vacamarela na Lapsus, collage editorial peruana. Link aqui.

* Os poetas/tradutores Fábio Aristimunho Vargas e Joan Navarro.

Agora foi a vez do queridíssimo Joan Navarro publicar alguns poemas dos membros do Coletivo Vacamarela na sua prestigiada Séria Alfa (link aqui). Neste número 38, a revista eletrônica editada pelo poeta e professor de filosofia valenciano trouxe alguns poemas das vaquinhas, bem como suas respectivas versões em espanhol e catalão.

A vaca começa a sair do brejo e ganhar o mundo! Muuuuu!

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É advogado e mestre em Direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco da Universidade de São Paulo. Tem poemas publicados pela revista FNX da Academia de Letras da referida faculdade. É co-fundador do coletivo Vacamarela, entidade que edita o jornal de literatura contemporânea O Casulo e organiza a FLAP!.
Paulo é um precursor da poesia alheia [veja o manifesto completo aqui].
Querida

você tem razão,
isso aqui acaba sendo
um exercício escolástico,

às vezes a gente até sabe
que está errado,

mas ainda assim
vamos discutindo
pelo gosto

de discutir.
*************************************************************************************
De Paris
se ainda houver alguém,
essa mensagem é só para dizer
que este é meu último dia
de paris - espero que o último
com esse maldito teclado.
balanço? não, daqui não
sairá um romance nem
um poeminha sequer.
baudelairianamente falando,
andei por toda paris.
cruzei-a de ponta à ponta:
todos os meios de transportes
(quer dizer, menos barco).
talvez essa seja minha maior impressão,
que mais que lidar com paris,
tive que lidar comigo mesmo.
quando a boca cala,
sobra mais tempo
para mente inventar coisas.
gostei da bagunça em meio a toda
ordem meio clássica, a toda a "razão".
paris muda, disse baudelaire
-errou. paris quase não muda.
o que muda é a sua periferia.
muito rica, com todas as
contribuições possíveis,
na paris que todos conhecemos
ouve-se um pouco de tudo.
menos francês...
(ainda há algumas horas para flanar).
*************************************************************************************
Mágoas

se foi-se é foice,
então, cálice,
digo, calo-me
e digo
que é criativo
mas não inovador.
*************************************************************************************
O que é sentido?

o que é sentido?
juro que jamais
entendi essa crítica.
como disse o octávio paz,
as imagens
não nos levam a outra coisa
como acontece com a prosa,
mas nos colocam diante
de uma realidade
concreta...
orações e frases são meios.
a imagem não é meio;
sustentada em si mesma,
ela é seu sentido.
o poema não explica
nem representa:
apresenta...
a imagem não explica:
convida-nos a recriá-la
e, literalmente,
a revivê-la.
era só isso.

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Rafael Rocha Daud nasceu em São Paulo. Bacharel em Direito por acidente, ex-burocrata e atual psicanalista. O mais importante sobre ele: sempre teimando em fazer literatura. Atende no http://homelupus.weblog.com.pt/.

Stardust

Embora escorra pó brilhante das galáxias
pelos meus cabelos
Embora os bárbaros guerreiros invejem
minha roupagem vagabunda
E ainda que a chuva alague o país
Serei o manco, o manco
E às vezes também o gago

Espera

Telefono para meu amante; ele não está
Ou não quer me atender.
Sei que ele se culpa por me
deixar na mão
ou por demonstrar um desprezo que
não sente.
Planeja transfigurar sua falta
tratando-me com decoro;
Promete, sem que eu o saiba,
compensar-me, cumular-me
com bens que julga possuir
(é mesmo uma prova de que os possua).

Devo, no entanto, ficar atenta,
presa a qualquer sinal
que indique o momento preciso de seu arrependimento.
Poderei então, calmamente, transmitir-lhe o inofensivo da situação
e prometer-lhe, mentindo, que tudo permanece como antes.

Due scene

I

Teu cabelo dourado
me assombra; fosse antes vermelho,
de um vermelho impossível nesta noite fria,
que nos chama ao calor do pub fechado

onde espero, após a longa e tediosa promessa,
ouvindo bandas tocadas em timbre agudo, original,
feita ainda com o vento sibilante em nossos ouvidos,
quando à porta fechada nosso desejo tinha pressa;

agora sei que o acaso não nos favorece,
pois trabalha firme por encontros casuais
e o nosso não teria sido um encontro casual.
Não posso chamá-la, Níobe, e o nosso amor arrefece.

II

Adoraria ter um filho
Amanhã temos que acordar cedo
Hoje escolhi um bom lugar pra sentar, ao seu lado
Você fica tão bonita quando fala

O inconsciente não pode ser determinado
A segurança não é uma preocupação
Pelo menos vocês conseguem fazer alguma coisa com isso
A Virgem costurando sapatinhos de lã para o menino Jesus

Estive em Nova York e não ouvi nada parecido
Eu não estou dizendo que deva ser assim
Ele vive me perguntando o que fiz com ele
mas quem não consegue mais dormir sozinha sou eu

A dança exige dedicação constante
Viemos só nós hoje
A cerveja não está gelada
A noção de causa não está resolvida na filosofia

je crains qu'il soit trop tard para voltarmos
Duas vezes na semana é demais
Uma superfície límpida, clara
Você não disse que gostava?

Posso emprestar-lhe o carro, se você precisar
Penso que hoje é segunda-feira, não é mesmo?
Ele vive me perguntando o que fiz com ele
mas quem não consegue mais dormir sozinha sou eu

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Maiara Gouveia nasceu em 1983, em São Paulo. Seus poemas e artigos sobre cinema e literatura estão espalhados em sites da internet, revistas e jornais. Em 2006, foi finalista do Prêmio Nascente, com o livro de poemas O Silêncio Encantado. A obra inaugural sofreu alterações e hoje se chama Pleno Deserto.
Mantém o blog A Certeza de Fazer o Mal (http://maiaragouveia.blogspot.com) e espera, ansiosamente, a publicação de seu primeiro livro: virá em breve.
No Sumidouro
Ao redor do quarto
migra um cortejo de aves. Não vemos
pois estamos fechados.
Ao redor do quarto
um barco repousa em um mar sem ondas. Não vemos
pois estamos partindo.
Ao redor do quarto
baleias abertas e peixes mortos cobrem a angra. Não vemos
pois estamos sangrando.
Porque estamos sozinhos não vemos
suicidas engolfados nas brânquias tóxicas
dos cardumes. Não vemos
a morte solitária dos corais. Não vemos
a embarcação vazia permanecer
no silêncio das águas. Não vemos:
pois estamos no escuro.
*************************************************************************************
Outra Vez o Corpo
O fruto da bondade
não explodiu nesse solo rude.
Somos o Corpo e outra vez o corpo.
Animal divino que saqueia e fere,
cobre de lírios esse ventre estrangulado.
*************************************************************************************
Migrar
Matrimônio de vogais: agora nada.
Fica a distância entre o corpo e a palavra.
Sequer a marca do sol ou da sarça.
Faróis azuis na memória, e mais nada.
Além do mar, o tempo não traga.
Gaivotas mergulham sem regressar ao quadro.
Nenhum nome persiste além do enigma: migrar sempre.
E esta noite é tudo o que temos.
Toda palavra é precária: flor, pauta de aves, rosa clara.
Nada persiste além da chaga.
Seus instantes de amor, suor e toque, a enseada.
A solidão não une. Tudo nos separa.
Além do mar.
Negro, meu espírito recorda exílio prolongado.
O golpe solar não muda esta noite, minha pele.
Todo nome é grave e transfigura.
Só posso oferecer esta noite, e mais nada.
A morte eclode em cada verso. Nudez necessária.
E só posso oferecer isto: o sonho primitivo
dos corpos sem busca. A mágoa.
Renuncio ao amor, pois sou precária.
Outros amantes espalham gemidos pela casa.
São todos comuns em seus homicídios e meias-verdades.
Uma vez foi dito: é para sempre. Ao meio-dia, uma vez e basta.
O espelho sempre nos mostra o que nos falta.
Mesmo esta paisagem sucumbe em seus vocábulos.
É belo naufragar entre os meus lábios.
Renuncio a ti, amor, pois sou precária.
Além do mar, um país sem nome me aguarda.

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Andréa Catrópa nasceu em São Paulo, em 1974. É mestre em Teoria Literária, co-editora do jornal de literatura O Casulo (http://o-casulo.blogspot.com/) e atualmente coordena a série de programas de rádio sobre poesia contemporânea Ondas Literárias (http://ondasliterarias.blogspot.com/).
Legítima defesa

o que eu quero é incomodar. dependendo do ponto-de-vista, há criaturas que só vivem para isso: a ferroada, o desconforto, o mal estar. entenda minha intenção. este é só um carinho diferente, talvez inverso. não sou tímido o bastante para me calar. as palavras rumam para a boca como um exército de formigas. furiosas. espalham-se, deleite precoce. e o arrependimento é igualmente curto para que eu me esqueça e repita tudo como da primeira vez. como se os deuses tivessem ressuscitado para me dar uma punição exemplar. as formigas. se não as liberto, é contra mim que se voltam.
*************************************************************************************
Fosso

desgosto de tudo
não sei se doença
a aura inversa das coisas
ilumina-se
em saturno
sonhos de chumbo
são mote e blecaute
fantasmas de fumo
abrem o cadeado da pele
penetram pelos poros
pulmões são cinza massa
encefálica medula óssea
e há sempre um lugar mais fundo
onde cavar

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/06/renan-nuernberger.html

* Foto: Fernanda Serra Azul.
Poeta e estudante de Letras na USP (português/alemão). Recebeu o primeiro lugar, na categoria romance, do Prêmio Juvenil Ferreira de Castro (Portugal, 2005), pelo livro Adeus, Pasárgada e organiza sua primeira coletânea de poemas. Escreve no Esboço de Arte Poética (http://esbocodearte.blogspot.com) e coordena o blog O Casulo (http://o-casulo.blogspot.com).

Diamantes cravejados na garganta
Pigarra e cospe
(a voz) melodias
reluzentes.
O senhor engravatado e
a mulata faceira
tão brasil, bandeira,
assistem convictos
que é preciso
machucar-se (o artista).
Em pé (a cantora)
expõe orgulho
na garganta ferida
pelo público vale
tudo, esgaçar-se
inclusive.
Encerrada a audição
vão-se embora (todos)
sem remorso, sem
nenhum sentimento
expresso no palco:
fim do ato, aplausos.
*************************************************************************************

E não o contrário

mordiscadas entre dedos:
o risco de enganar-se
primeiro pelas unhas
(mastigar)
seguindo
ossos, sangue, órgãos
engolir-se por inteiro
esquecendo displicente
dos respingos nesta
página: morrer se
...........eternizar

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/05/eliza-andrade-buzzo.html


Elisa Andrade Buzzo nasceu na cidade de São Paulo em 1981. É jornalista formada pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Depois de seu primeiro livro de poesias, Se lá no sol (Rio de Janeiro, 7Letras, 2005), seus trabalhos apareceram em revistas e antologias como Caos portátil, poesía contemporánea del Brasil (Cidade do México, El Billar de Lucrecia, 2007) e Poesia do dia – poetas de hoje para leitores de agora (São Paulo, Ática, 2008). Co-edita a revista de literatura e artes visuais Mininas. Na internet, mantém o blog Calíope (http://caliope.zip.net) e uma coluna no Digestivo Cultural (http://www.digestivocultural.com).
Mulatinho classe A
........................................ Um moreno de alta classe
........................................ Não precisa harpa nem lira (...)
........................................ Sai dançando pela rua
........................................ Feliz por ser dos morenos.
........................................ (Cecília Meireles)
Vi nas ruas:
mulatinho classe A
óculos barba e celular
um tipo Machado de Assis
monóculo casaca e guaraná
estilo Cruz e Souza
colônia estrelas e tralalá
ou ainda Lima Barreto
com o tempo virou popstar
*************************************************************************************
Ilusórias sensações de estar no mundo:
a velocidade estonteante dos carros
o ruído que se espraia das borracharias
o chiado do rádio numa estação aleatória.
*************************************************************************************
vai madrugar?
Elisa A.Buzzo diz (00:50):
ai, este pais tao longinquo chamado msn
Rodrigo diz (00:51):
calma... isso são devaneios de quem está com sono...
Rodrigo diz (00:51):

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Setembro 18, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/08/em-busca-do-meu-nome.html

Henri-Cartier Bresson
LXXVI

Quando ingressa na vida,
o homem é terno e fraco;
quanto morre,
é duro e forte.
Ao entrarem na vida, as plantas
são tenras e frágeis.
Quando morrem,
são secas e duras.
Por isso os duros e fortes
são companheiros da morte,
e os tenros e frágeis
são companheiros da vida.

Por isso:
se as armas são fortes, não sairão vitoriosas;
quando as árvores são duras, são abatidas.
O que é grande e forte diminui.
O que é suave e fraco prospera.

Fragmento do Tao-te king, de Lao Tzu.

*** "Love's Divine", Seal.

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Setembro 19, 2008

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/09/flap-rio-interferncias.html

FLAP! Rio - Interferências
Data: 20 e 21 de setembro de 2008
Local: Marquês de São Vicente, 225, Gávea. Campus da PUC-Rio, Auditório del Castilho - 2º andar, Prédio RDC (Ed. Rio Datacentro) Mapa: http://www.puc-rio.br/sobrepuc/campus/mapa/index.html
Horário: 14:00 às 19:00

Em sua terceira edição carioca, a FLAP! assume o tema INTERFERÊNCIAS.

Em dois dias - 20 e 21 de setembro - a PUC será o palco de 4 debates, 2 saraus e a exibição de dois curtas.

Abaixo confira a programação.

Inscreva-se para receber o Boletim da FLAP!
Comunidade no Orkut

dia 20 de setembro

14h - Abertura: a abertura do evento ficará a cargo da poeta e filósofa Viviane Mosé.

14h30 - Geração Espontânea
Geração Mimeógrafo, 00, 80, 90… Uma estratégia de venda ou um retrato, um instantâneo de um momento literário? Quem define, o que difere? Para situar ou para estigmatizar? São válidos esses rótulos?
Mediadora: Heloísa Buarque de Hollanda (editora da Aeroplano e professora da UFRJ)
Flávio Izhaki (escritor)
Miguel Conde (jornalista de literatura dO Globo)
Viviane Mosé (poeta)

16h20 – Sarau Movimento InVerso - Clauky Saba
Adriana Monteiro de Barros / Betina Koop / Madame Kaos (juju hollanda, beatriz provasi e marcela giannini) / Marcella Maria / Priscila Andrade

16h50 – Empório de palavras
Sebos, livrarias de bairro, virtuais, grandes redes. Produções artesanais vendidas em portas de teatro, e-books disponíveis em sites e blogs. Busdoors propagandeando – e vendendo! - o mais novo título de auto-ajuda. Quem é o leitor de literatura brasileira? Qual o caminho para os novos autores? Poesia não vai para as vitrines porque não vende ou não vende porque não vai para as vitrines?
Mediador: Tanussi Cardoso (poeta e editor)
Eucanaã Ferraz (poeta)
Claufe Rodrigues (poeta e jornalista)
João Emanuel Magalhães Pinto (editor da Guarda-Chuva)
Victor Paes (poeta e editor da Confraria do Vento)

18h40 – Exibição do curta 'POR ACASO GULLAR', de Maria Rezende e Rodrigo Bittencourt

19h – Encerramento

dia 21 de setembro

14h - Abertura
Leitura de Lorca

14h30 - Palavras nos meios: tecnologia e miscigenação.
Vídeos, CD’S, blogs, sites colaborativos, compartilhamento na web.
O diálogo da literatura entre mídias é uma evidente característica da produção contemporânea. Mas até que ponto os diferentes suportes interferem diretamente na escrita? De que maneira essa interação se torna positiva ou valoriza o texto que não se sustenta? Como está escrevendo a geração de escritores que utiliza a internet como principal ferramenta de publicação?
Mediador: Ramon Mello (escritor e jornalista)
Lucas Viriato (poeta e editor do jornal Plástico Bolha)
Olga Savary (poeta e tradutora)
Omar Salomão (poeta)
Alice Sant’Anna (poeta)

16h20 – Sarau Castelinho do Flamengo - João Pedro Roriz
Manoel Herculano (ator e escritor) / Marcelo Girard (jornalista e escritor) / João Pedro Roriz (ator e poeta)

16h50 - Vanguarda
Artistas de vanguarda protagonizaram movimentos marcantes como a Semana de Arte Moderna de 22 e a Poesia Concreta, rompendo com alguns padrões e características estéticas de sua época e re-significando outros. Mas, em 2008, o que é possível encontrar de novo? Ainda existe a possibilidade de vanguarda na literatura atual?
Mediador: Leandro Jardim (poeta e letrista)
Beatriz Resende (crítica literária)
Dado Amaral (poeta, ator e cineasta)
Paulo Henriques Britto (poeta, contista, tradutor e professor da PUC-Rio)

18h40 – Exibição de curta 'PROCURANDO DRUMMOND', de Rodrigo Bittencourt

19h – Encerramento

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Setembro 21, 2008

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http://stoa.usp.br/rafaelprince/files/-1/6228/Rafael_Princ

Tese de Láurea (monografia de conclusão de curso) apresentada à Faculdade de Direito da USP.

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Setembro 22, 2008

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/09/palestra-no-encuentro-de-escrit

Situación de las políticas públicas para la literatura en Brasil


Fábio Aristimunho Vargas

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Ponencia presentada en el XXVI Encuentro de Escritores Patagónicos, mesaLiteratura, sociedad y políticas culturales del Brasil”. Puerto Madryn, Argentina, 17 de agosto de 2008.
_________________________________________________________


El Estado Brasileño, en sus niveles federal, estadual (equivalente a provincial) y municipal, tiene un histórico prestigioso de políticas públicas vueltas a la cultura y a manifestaciones artísticas diversas, sobre todo a la producción de películas, teatro, música, cultura indígena y africana, artes plásticas, circo, entre otras manifestaciones culturales.

Sin embargo, en relación a la literatura las políticas públicas brasileñas lamentablemente se han históricamente orientado por algunos pequeños prejuicios infundidos en la sociedad. Tal situación se viene cambiando a los pocos en los últimos años, pero es importante conocer el histórico de políticas públicas para la literatura en Brasil para mejor comprender su realidad actual.

Para tanto enumero a algunos prejuicios infundidos en la sociedad con relación a la literatura y, después, explicaré su correlación con las políticas públicas entonces practicadas.

Primer prejuicio: escritores son personas muertas, o entonces personas que aparecen en la tele para hablar de temas que no les tocan, y por eso igualmente intangibles, lejanos de la realidad cotidiana. Como si no hubiera escritores vivos produciendo literatura hoy en día, como si escritores no tendrían el derecho de tener una obra todavía no consagrada, como si no les fuera permitido un tiempo para alcanzar la madurez de su obra, no les fuera permitido ser personas vivas.

Segundo prejuicio: literatura sirve para el vestibular. Es como si la literatura tuviera un objetivo práctico, el de preparar los jóvenes para el ingreso en la universidad. Vestibular, en Brasil, es el examen de admisión a la universidad y su grado de dificultad varía según el prestigio de la universidad a que se intenta ingresar. En Brasil la universidad pública es de muy mejor calidad que la universidad privada, mientras que la secundaria privada es de mejor calidad que la secundaria pública, de lo que resulta que la mayoría de lo estudiantes que ingresan en la universidad pública provienen de la secundaria privada, mientras que los estudiantes de la secundaria pública ingresan en la universidad privada. El vestibular resulta ser, así, un instrumento de perpetuación de la injusticia social.

Tercer prejuicio: sólo existe literatura relevante en grandes tiradas. Este prejuicio se debe a las características del país. Como Brasil es un país con amplia dimensión territorial y una población de 190 millones, se cree que solamente las grandes tiradas interesan, en la medida en que puedan alcanzar la amplitud del territorio nacional.

Estos son tres de los prejuicios más o menos infundidos en la sociedad en relación a la literatura, que, sin embargo, como todo prejuicio, no resisten a un análisis mínimamente racional y se deshacen en el aire. Son prejuicios, nada más. Lo cruel, sin embargo, es que estos prejuicios históricamente orientan las políticas públicas para la literatura en Brasil. A ver.

El primer prejuicio, “escritores son personas muertas”, condice con el criterio adoptado para seleccionarse a autores merecedores de recibir el fomento público. Sólo habría políticas públicas para publicarse a escritores canónicos, consagrados, aunque haya una saturación de ediciones de sus obras. Es como si, subvirtiéndose el dicho políticamente incorrecto de los cowboys americanos de otros tiempos, según los cuales “un indio bueno es un indio muerto” (sic), las políticas públicas para la literatura partieron del principio de que “un escritor bueno es un escritor muerto”.

El segundo prejuicio, “literatura sirve para el vestibular”, es el que más caracteriza las políticas públicas para la literatura. Las inversiones públicas en la literatura en general se confunden con inversiones en la educación formal. Con sus inversiones en la publicación de obras canónicas de lectura obligatoria para el vestibular, el gobierno considera cumplidos dos de sus obligaciones constitucionales: fomento a la cultura y fomento a la educación. “Matar dois coelhos com uma cajadada”, o matar a dos conejos con un solo golpe, se diría en portugués.

El tercer prejuicio, de que sólo grandes tiradas valen la pena, corresponde a una actitud típica de las políticas culturales en general. Si hay fomento público, la tirada es invariablemente grande. Tiradas de centenas de millares de ejemplares. De tal orientación resulta que el fomento público se queda vuelto sobre todo a la industria del libro, y no propiamente a la producción y creación literaria, lo que es claramente una inversión de valores.

Pero tal panorama, como se ha dicho, se viene cambiando en los últimos tres o cuatro años en Brasil. Es difícil precisar el marco a partir del cual la situación de las políticas públicas comenzó a cambiarse en Brasil, pero sí se puede destacar la importancia de la organización y de los movimientos de escritores que pasaron a hacerse oír por los poderes públicos y a luchar por sus reivindicaciones. Una de estas iniciativas fue el Movimento Literatura Urgente, de 2004, de que participaron más de 120 escritores brasileños de renombre. Su manifiesto, llamado Temos fome de literatura, o “Tenemos hambre de literatura”, reivindicaba políticas públicas para la creación literaria, entre otras propuestas más o menos polémicas. Este manifiesto fue entregue al Ministerio de la Cultura y a otras autoridades gubernamentales y sus frutos comienzan a hacerse sentir en las políticas públicas.

Con el reciente cambio de orientación de las políticas culturales para la literatura, hoy en día se pueden observar a diversas iniciativas de fomento público para la literatura en los niveles federal, estadual y municipal. Concretamente, el Ministerio de la Cultura, la Secretaría de Estado de la Cultura de San Pablo y la municipalidad de San Pablo patrocinan importantes convocatorias para la selección de proyectos de patrocinio a la creación literaria y otras actividades relacionadas a la literatura actualmente producida, además de las convocatorias de empresas estatales, tales como las de la Petrobras y del banco Caixa Econômica Federal.

Como ejemplos de este cambio de actitud, puedo citar a algunos proyectos de que participé directamente y que merecieron el patrocinio público:

1. el periódico O Casulo, de cuyo consejo editorial soy miembro, que publica sobre todo poesía de autores brasileños contemporáneos y que, en sus orígenes, era mantenido exclusivamente por donaciones de los editores y por anuncios pagos. O Casulo ganó por dos veces la convocatoria de la municipalidad de San Pablo para publicarse en una tirada de 30 mil ejemplares a partir de su número 5 (actualmente está en el número 9), siendo distribuido en escuelas públicas de la ciudad;

2. el encuentro Tordesilhas – Festival Ibero-Americano de Poesia Contemporânea, desarrollado en 2007 en San Pablo, de que fui uno de los organizadores, que proporcionó la participación de cerca de 40 escritores de países como España, Portugal, Cuba, México, Perú, Ecuador, Paraguay, Chile, Uruguay y Argentina. Este encuentro tuvo el patrocinio del banco Caixa Econômica Federal, tras ganar una grande convocatoria pública nacional y demasiado concurrida;

3. el encuentro FLAP!, celebrado en San Pablo y Río de Janeiro, que en su cuarta edición en agosto de 2008 se convirtió en un festival internacional, del cual participaron escritores de diversos países de Latino América (Argentina, Uruguay, Chile, Ecuador, México, Guatemala, Cuba). El encuentro tuvo el patrocinio de, entre otras entidades, la Associação Paulista de Amigos da Arte, vinculada a la Secretaría de Estado de la Cultura de San Pablo. El intercambio de experiencias que proporcionan festivales como estos, a ejemplo del presente Encuentro de Escritores Patagónicos, es de inmensurable importancia para el desarrollo de la producción literaria actual.

A título de conclusión, se puede decir que finalmente se pueden constatar unas consistentes políticas públicas para la literatura en Brasil, a ejemplo de lo que hace mucho tiempo se hace en áreas como el cine, el teatro, la música y muchas otras manifestaciones artísticas. No se quiere con ello decir que el gobierno no debería patrocinarlas a todas – sí que lo debe, pues que es su obligación constitucional fomentar las artes y la cultura, pero que no se olvide de la literatura, sobre todo la literatura practicada por escritores vivos.

Una lección que se puede aprovechar de este reciente cambio de postura de las políticas públicas para la literatura en Brasil es lo importante que es la unión de los escritores en defensa de sus intereses, que en última instancia es una defensa de los intereses de toda la sociedad, en la medida en que la literatura viva es un patrimonio cultural irrenunciable de un pueblo.

Publicado no Jornal do Anglo, n. 93, 10/9/08


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Setembro 24, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/09/apontamentos-sobre-o-amor-iii.h

Pois bem, acho que já disse o que queria, ainda que de maneira verborrágica, apaixonada e muito, muito nonsense. Conseqüentemente, dou-me agora o sagrado direito de contraditar alguns dos pontos abordados nos posts anteriores. E ela deve fazer isso? - perguntam vocês. Claro que sim, afinal muitas vezes sou meio Whitman: eu me contradigo ? Pois muito bem, eu me contradigo. Sou amplo, contenho multidões.
O amor acaba
Paulo Mendes Campos
1) O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.
E a versão do Antônio Prata...
2) O amor acaba. Assim foi e assim será. Numa quarta-feira de Cinzas, num sábado de Carnaval. O amor se perde, entre o rebolado de duas passistas, debaixo da saia da baiana, o bumbo ecoando as batidas que já não vêm do coração. O amor encolhe, anoréxico, suicida-se de melancolia; acaba num átomo, de infarto - "tão jovem!" dirão -, ou aos poucos, pingando, em lenta e imperceptível hemorragia, pálido amor; morre de velhice, de obesidade, de preguiça; o amor desaparece no fundo de uma gaveta, entre cartas de amor e contas de luz de 1987: o amor embolora, cria fungos, amarela; acaba entre um sorriso e um soluço, no meio do filme, no cinema, no movimento da mão que busca a outra na poltrona, mas mão já não há; acaba no papel de bala amassado, metido no bolso: lá vai ele, tão fragil, o amor; acaba no mesmo colo de sempre, na cama, num gozo triste, na distância entre dois corpos dormentes, num cafuné estéril, cadê o amor que estava aqui? O gato comeu, o ladrão levou, o anel que tu me destes era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas, cadê, meu Deus, o amor? O amor escorre, escapa, dissolve, seca, evapora-se de nós, pobres criaturas "feitas apenas para amar e sofrer de amor"; o amor acaba nas férias, na praia, no sol, em segundas-feiras cinzentas nos escritórios, em piscinas e cinzeiros, em abraços e ofensas, o amor acaba com o ódio, acaba mesmo com o amor, nem tanto, um tanto só, de amor; acaba sozinho, culpado, acaba em conjunto, triste; esquece-se o amor, como uma música de infância, uma tarde em que morremos de rir, uma cidade inteira onde já estivemos e já não está mais dentro de nós; onde foi parar, o amor? Foi-se embora para Pasárgada, onde é amigo do rei (de nós, certamente, já não é), fugiu para Maracangalha (com Amália?), aposentou-se no Beleléu, foi pro inferno, pro limbo, pro céu ou, quem sabe, reside agora num baú, num sótão, numa rua calma em Santa Rita do Passa Quatro; o amor não escolhe o momento de terminar, vai-se no susto de um pôr-do-sol interrompido por uma buzina, no primeiro ônibus da manhã, é soterrado pela pilha de jornais atiradas diante da porta, vai embora com a borra de café; "em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba!".
*** "Dance Me To The End Of Love", Madeleine Peyroux.

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Setembro 25, 2008

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/08/fla-2008-viva-la-conexin.html

Um breve registro fotográfico do que foi a FLAP! 2008 em São Paulo, que nesta edição contou com a presença de diversos convidados latino-americanos.


FLAP! 2008 - Zona Franca - Viva la Conexión!

FLAP! à moda antiga: mesa Zona Franca II, com Renan Nuernberger, Cidinha da Silva, Emerson da Cruz Inácio (FFLCH/USP), Jocelyn Pantoja (México), Maria Elisa Cevasco (FFLCH/USP)

público no B_arco

mesa Porto Libre I 1o. bloco, com Alan Mills (Guatemala), Andréa Del Fuego, Lorena Saucedo (México), Benjamín Morales (México), Diana de Hollanda

mesa Porto Libre I 2o. bloco, com Ernesto Carrión (Equador), Enrique Winter (Chile), Marcelino Freire, Ruy Proença

chorinho no Ó do Borogodó

Casa das Rosas

mesa Poesia-Poesía, com Leandro Jardim (coord.), Berimba de Jesus, Ernesto Carrión (Equador), Fábio Aristimunho Vargas, Virginia Fuente (Argentina) e Luis Paniagua (México)

minha leitura

Ivanito na Globo

mesa Poesia-Poesía 2nd round, com Andréa Catrópa, Lorena Saucedo (México), Elizandra Souza, Julia Lima e Victor Coral (Peru)

Carrión durmiendo

Frederico Barbosa, Alfredo Fressia, Fábio Aristimunho Vargas

mesa Puerto Libre II com Quadrinhos do Quarto Mundo

desenhistas

registro artístico da leitura

Cursinho da Poli, mesa Porto Libre IV, com Rafael Rocha Daud, Virginia Fuente (Argentina), Lorena Saucedo (México), Alberto Trejo (México), Maiara Gouveia, Victor Del Franco, Luis Paniagua (México)

público no Cursinho da Poli

TV Cultura, programa Metrópolis

Sarau do Binho

mesa Literatura periférica: geografia ou estilo?, com Paloma Kiss, Alan Mills (Guatemala), Allan da Rosa, Antonio Vicente Pietroforte, Serginho poeta

mesa na FFLCH/USP, com Rodrigo Flores (México), Profa. Vima Lia Martin, Reinaldo Montero (Cuba)

confraternização Posto da Polícia Aduaneira

Jocelyn Pantoja

Andréa Catrópa


Estes registros vão dos dias 02/8 (sábado) a 05/8 (terça-feira), dias que pude acompanhar a FLAP. Faltam portanto registros dos dias 1º, 6, 7 e 8, além de todas as histórias que já entraram para o anedotário da FLAP.

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/09/enquanto-isso-no-pas-basco.html

Foto de Isidoro Riezu Asurmendi em Andoain, Guipúscoa

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Setembro 26, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/08/rilke-e-o-ch-das-cinco.html

"Nem tudo se pode saber ou dizer, como nos querem fazer acreditar. Quase tudo o que sucede é inexprimível e decorre num espaço que a palavra jamais alcançou".

Rilke

*** "Amie", Damien Rice.

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/08/sobre-arte-da-reflexo.html



XXIX

Querer conquistar e manipular o mundo,
sei por experiência que não dá certo.
O mundo é uma coisa espiritual,
que não se deve manipular.
Quem o manipula o destrói,
quem quiser segurá-lo, perde-o.
As coisas ora se adiantam, ora se atrasam,
ora irradiam calor, ora sopram geladas,
ora são fortes, ora delgadas,
ora flutuam na superfície, ora despecam.
Por isso o Sábio evita
todo o excesso: de quantidade, de número e de medida.


Fragmento do Tao-te King, de Lao Tzu.


*** "Por que", Otto.

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Setembro 27, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/09/apontamentos-sobre-o-amor-parte

Além de tais problemas administrativos, havia também uma miscelânea de injunções psicológicas que poderiam impedir alguém de retribuir o amor de uma alma aparentemente ideal, em favor de outra insatisfatória, mas misteriosamente mais sedutora. Na excentricidade de nossas escolhas, nós revelamos o matiz que impomos ao processo supostamente direto, mas na prática complicado, de dar e receber afeição. Incapaz de apaixonar-nos coincidentemente, permanecemos tolhidos pelos critérios. Os critérios podem ser benignos, uma preferência por olhos alegres, matemáticos de testa alta, ou debutantes de quadris estreitos, ou podem compreender tendências menos agradáveis, uma compulsão para casar-se com aristocratas, alcóolatras, histéricos ou abandonados pela mãe. Falar apenas dos valores que escolhemos nos outros deixa de lado quanto tempo passamos apaziguando nossas necessidades psicológicas historicamente determinadas e com freqüência inconscientes, pólos compatíveis no mostrador sadomasoquista, neuroses comuns, de preferência a um gosto comum por ópera ou esportes de inverno.

O que tinha parecido uma compatibilidade inerente era restrito a um ambiente específico.
BOTTON, Alain de. Nos mínimos detalhes.
*** "Brothers on a hotel bed", Death Cab for Cutie.

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http://minimae.blogspot.com/2008/09/s-vezes-passo-dias-sem-lembrar-

Às vezes passo dias sem lembrar de você,
mas o que me deixa angustiado mesmo
são os segundos que te quero na minha boca.

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http://minimae.blogspot.com/2008/09/marina-se-estende-um-filete-sob

A marina se estende um filete sobre o mar.
Fico olhando dias a corrosão que esse vendo faz em meus ossos.
E se eu me perdesse?

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http://minimae.blogspot.com/2008/09/estou-de-novo-com-aquele-medo-a

Estou de novo com aquele medo,
aquela certeza de que cada erro será punido.

E se me faltar demais?

Preciso correr mais...

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http://stoa.usp.br/rafaelprince/weblog/33034.html

A César o que é de Deus: magia, mito e sacralidade do Direito

1 ABRACADABRA

     Direito e religião: eis o nosso tema. Não falamos aqui das relações entre Estado e igreja, da liberdade de culto, da influência da religião dos juízes nas suas decisões ou coisas parecidas. Esse é o “caminho óbvio, mais trilhado, e mais desinteressante”(1). Não é nosso objetivo saber como o direito lida com a religião, mas sim, abordar os aspectos religiosos do próprio direito. Feita essa advertência inicial, expliquemos sobre o que vamos discorrer.
     O direito sempre teve um quê de sagrado, de mágico, de transcendental. É temido e incompreendido pela ampla maioria da população. Os advogados, com seus ternos, gravatas e fala difícil, são seres que transitam entre dois mundos: o mundo real, da vida cotidiana, e um mundo inacessível, habitado por juízes de toga, seres misteriosos e imprevisíveis, que, com uma só palavra, podem mudar para sempre o destino dos pobres mortais.
     Mesmo os estudiosos do direito, iniciados nesses mistérios, fazem sempre a distinção entre “o mundo dos fatos” e o “mundo do direito”, cientes de que o objeto de seus estudos é algo que não possui existência concreta na realidade, mas, supostamente, está situado além dela, em um plano apartado, em uma “outra dimensão de existência”.
     Essa aura mística que envolve o fenômeno jurídico o torna muito mais adequado aos moldes sacramentais da religião que às amarras racionalistas da ciência, às quais nsistem em querer enquadrá-lo (2). Não afirmamos que o direito deva ser místico e religioso, não fazemos aqui um juízo de valor, mas uma constatação: o temor reverencial que temos elas leis e pelo Estado acaba por instituir um mito, uma verdadeira “religião civil”, em moldes muito parecidos com as religiões tradicionais.
     Abramos a porta do templo, e adentremos. Encaremos, frente a frente, a face da deusa da Justiça. Desvendemos os seus mistérios, desmascaremos os seus desígnios, raduzamos as suas palavras mágicas e incompreensíveis.
     Abracadabra!

(1) CUNHA, 2005, p. 13.

(2) Acerca da impossibilidade metódica da ciência do direito: “O direito é um fenômeno complexo e confuso. Jamais logicamente dedutível, tampouco se afigura como um dado natural ou racional. É imprevisto e nem pretende ser prenunciado. Inserindo-se na imprevisibilidade, apenas almeja minimizá-la, buscando, não raro
com algum malogro, reduzir as desconexões e as complicações. Suas entranhas são obscuras e repletas de incertezas. A pretensa ciência do direito, entretanto, insiste em permanecer abstrata e dedutiva, como se o espírito humano não fosse capaz de criar algo mais elevado que entidades errantes que, quanto mais abstratas são, tanto mais se distanciam da realidade” (CASTRO FILHO, 2007, p. 29-30).

 

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Eis a introdução da minha tese de láurea (TCC, monografia de final de curso) sobre "direito e magia", que está toda disponível online. Ainda faltam algumas correçõezinhas, mas nada grave.

 

Tese final (em pdf):

http://stoa.usp.br/rafaelprince/files/-1/6228/Rafael%20Pri

 

Relatório Parcial:

http://stoa.usp.br/rafaelprince/weblog/17496.html

 

Projeto de Pesquisa

http://stoa.usp.br/rafaelprince/weblog/7117.html

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Setembro 28, 2008

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http://altctrlodel.blogspot.com/2006/08/ii-erro-no-identificado.html

Canal certo, veículo usual, autores consagrados. Onde estava? Meio de semana ordinário, problemas?, sim. Algo errado! Notícias pedindo botóx, mas algum schrubles emanava positivismo de psico-esoto-baboseira. Seria um vírus-hippie? Cadê a desesperança da imprensa? Chato não era, só instigava. Quadro após quadro as prisões, brigaiadas e posicionamentos pareciam ir para algum lugar. Dava mais medo que um Emo. Dia tosco.

Nunca tive pressa de chegar no “para onde vamos”. E se eu não gostar do lugar?

Existencialistas-de-merda são péssimos agentes de viagem; eu provavelmente acabaria com um bilhete de retorno da Varig (bem feito por trepar com leitores de Sartre). Mas, se estávamos indo, era melhor eu descobrir a destinação e me preparar.

“33”. Não precisava de protetor solar, só de sorte. Morria com 32 e escapava da DR com minha vida. Discutir o relacionamento com o mundo pra quê? Pra mim o sentido da vida sempre foi 33. Tava bom; e eu chegava feliz no próximo “Mochileiro da Galáxia”. Peraí!

- Vocês não tão entendendo nada, né? Puxa o controle e vamos reduzindo

Trinta-e-três é o sentido da vida ou é quando entramos numa sala de conferência para discussões mais aprofundadas? Como o sentido da vida não devia ser o inferno, tava mais pro número da sala. Mas demora pra descobrir...

A primeira pessoa confiável que voltou do Tibet me garantiu ter ouvido do Lama que a resposta era 33. Eu estava com um terço da minha filosofia de vida resolvida... Até que fiquei preso numa fila com um numerólogo cabalista. Inferno. Cismou de entregar que 3 é o eterno e que aos 33 anos (ele devia ser cristão...) me depararia com uma “crise espiritual”. Puta troço chato. Mas como eu não queria virar um cabaço-balzaquiano-gatão-radical-chic-em-crise, resolvi viver só até os 32. Viva Cazuza! Viva Cássia Eller!

Adonai seja louvado! Se você for acreditar em cabala, é melhor ouvir de um Rabino do que da Madonna. Ou, pelo menos, de um judeu. Perguntei num jantar e levei uma sacaneada. Você encontra um 33 a qualquer momento, seu shmokale. Sempre que você tem problemas de falta ou excesso de tempo, você lembra que não é eterno – fácil! Era só eu deixar de ser um vagabundo workaholic.

Mas isso não resolvia meu problema com o jornal...

Se todo mundo estava se deparando com a existência ao mesmo tempo, aí tinha. Em alguma página, alguma notícia tinha que explicar aquela crise de positivismo-hippie entre os jornalistas. E lá estavam elas na página 3:

Solstício: O que fazer na mais longa noite do ano?
Morte: Comoções durante homenagem a Bussunda.
Incertezas: Brasil deverá efetuar mudanças na Copa?

Entrei em crise, sinto muito...


Altivo Oliveira Neto
22/06/06

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http://altctrlodel.blogspot.com/2006/08/i-vou-te-falar-do-meu-povo.html

Nascemos dispersos, estranhos ao decalque esperado pelo molde. Uma obra nascida do erro, cujo traço engrandece o conjunto – sem nunca fazer parte. Cujo autor nunca reconhece. Somos arte. Somos a transgressão original

A um passo de um ctrl+z

Gritamos e protegemos. Nos justificamos. Nosso primeiro refúgio, o sorriso desarmante, denominaria o nosso tipo ~ eternamente alegres por viver; este esgar deslumbrado nos esconderia muito no futuro – somos falsos. Somos fadas, demônios, duendes, teatro, somos as asas

Em busca da liberdade de um palco

E voamos longe pra nos entender. Sem você pedir. Aprendemos inglês, fomos estudar fora, viramos comissários, turistas profissionais, diplomatas até. Nós abrimos as fronteiras deste mundo e conquistamos as Índias

Mas você não estava lá

[←] os que ficaram enlouqueceram. Fugiram para dentro [de si] o negro do universo. A minha gente drogada, reclusa ou chorando [...] alimentando o câncer [nós chacinamos os sonhos de bilhares] e além__ Terias meu coturno em sua casa, se não nos matássemos aos quinze anos. Somos adúlteros, nazistas e suicidas

Então emigramos

Fugimos para as maiores cidades do planeta e construímos nossos guetos. Brigamos, marchamos por eles. Fomos grandes. Mas vocês estavam longe, e nos perdemos em nossa solidão. Perdemos nossa moral. Viramos estetas, hedonistas, narcisistas. Optamos por esquecer a nossa dor, e redesenhamos o mundo. Coreografamos e estilizamos e fotografamos até construir o nosso conto-de-fadas

Até que a praga veio

E vocês nos jogaram na cara que fazíamos parte do seu mundo. Debaixo de toda maquiagem, dança e erudição, precisávamos crescer. E nós não tínhamos tempo. Queríamos ser adolescentes depois dos vinte anos, recuperar o não aproveitado, entende? E toda uma geração se perdeu. Somos aidéticos

E o peso deste novo sangue urrou de dor

Reconstruímos nossas casas, nossos bairros, e o gueto abriu as portas para que marchássemos. Não tivemos uma diáspora, nascemos dispersos. Na regra da ironia das denominações, correríamos o mundo tentando virar caricaturas – nossos rostos de palhaços tristes (e maldosos) evitaRiam o contato mútuo na idade – mas tenho medo de morrer só. E agora iríamos nos reunir

Que cada porta fosse marcada com uma bandeira

Que cada bairro de cada cidade gritasse: estamos aqui e não vamos morrer sós. Uma vez por ano, amor, escancaramos as portas dos nossos guetos, nos organizamos como uma comunidade e tentamos voltar pra casa. Uma vez por ano eu sou a regra, e não a exceção. Uma vez por ano eu ando em nosso bairro e meu povo pendura bandeiras nas portas das casas, e eu não preciso procurar a outra ponta do arco-íris

E eu me lembro de você, e de como era gostoso estar em casa contigo

Quem sabe estar em nossa sala e encontrar o seu sorriso este domingo. Eu tento encontrar forças nas esquinas deste bairro. Enquanto isso eu marcho. Para lembrar ou esquecer. Mas sei que aqui estão nossos restaurantes, aqui estão nossas boates, nossos bares, teatros, galerias, casas. E aqui eu vou marchar. Os peregrinos seguem para os templos, o ano-novo fica no bairro oriental, as quermesses nos bairros italianos e as paradas nos bairros gays

E marcharemos em desfile até todos estarmos em casa

E o seu povo marchar com o meu povo

Só não demore, pois tenho saudades.

Altivo Oliveira Neto

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Setembro 29, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/09/minding-gap.html

Skull, Andy Warhol.

VI : When did we three last meet?
RU :
Let us not speak. [Silence]
FLO : Ru?
RU :
Yes.
FLO : What do you think of Vi?
RU : I see little change. [FLO moves to centre seat, whispers in RU's ear]. Oh! [They look at each other. FLO puts her finger to her lips] Does she not realize?
FLO :
God grant not. [FLO and RU turn back front, resume pose. Silence]. Just sit together as we used to, in the playground at Miss Wade's.
RU : On the log. [Silence] Vi?
VI :
Yes.
RU: How do you find FLO?
VI : She seems much the same. [RU moves to centre seat, whispers in VI's ear]. Oh! [They look at each other. RU puts her finger to her lips]. Has she not been told?
RU :
God forbid. [Enter FLO. RU and VI turn back front, resume pose]. Holding hands . . . that way.
FLO :
Dreaming of . . . love. [Silence. Exit RU right. Silence].
VI : Flo?
FLO : Yes.
VI : How do you think Ru is looking?
FLO :
One sees little in this light. [VI moves centre seat, whispers in FLO's ear]. Oh! [They look at each other. VI puts her finger to her lips]. Does she not know?
VI : Please God not. [Enter RU. VI and FLO turn back front, resume pose. RU sits right. Silence]. May we not speak of the old days? [Silence]. Of what came after? [Silence]. Shall we hold hands in the old way?

[After a moment they join hands as follows : VI's right hand with RU's right hand. VI's left hand with FLO's left hand, FLO's right hand with RU's left hand, VI's arms being above RU's left arm and FLO's right arm. The three pairs of clasped hands rest on the three laps. Silence].

FLO: I can feel the rings. [Silence].

Came and Go, Samuel Beckett.

*** "Night and day", U2.

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Setembro 30, 2008

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/09/lanamento-cadernos-de-traduo.ht

CADERNOS DE LITERATURA EM TRADUÇÃO
número 9

A Editora Humanitas tem o
prazer de convidá-lo para o
lançamento da revista


CADERNOS DE
LITERATURA
EM TRADUÇÃO
n. 9

O evento será realizado no dia
10 de Outubro de 2008,
das 19h30

Local: Finnegan's Pub
Rua Cristiano Viana, 358
Pinheiros, São Paulo - SP
Telefone: (11) 3062-3232

Colaboradores:

Alípio Correia de Franca Neto
Augusto Rodrigues
Belkiss J. Rabelo
Bronislawa Altman Mello
Daniela Osvald Ramos
Dirceu Villa
Dirce Waltrick do Amarante
Sérgio Medeiros
Eclair Antonio Almeida Filho
Fábio Aristimunho
Guilherme da Silva Braga
John Milton
Lavinia Silvares Fiorussi
Luciana Carvalho
Marcelo Tápia
Marco Syrayama de Pinto
Marina Della Valle
Priscila Fernanda Furlanetto
Roberto de Sousa Causo
Rodrigo Carvalho Alva
Sérgio Bento

Humanitas, 2008
São Paulo
300 p.


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