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Agosto 2008

Agosto 01, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/06/uma-vaca-cosmopolita.html

* Os poetas Giancarlo Huapaya e Rodrigo Flores (segundo plano), durante o festival Tordesilhas.

Primeiro o polissexualzinho Giancarlo Huapaya Cárdenas - Gianca - publicou o trabalho do Coletivo Vacamarela na Lapsus, collage editorial peruana. Link aqui.

* Os poetas/tradutores Fábio Aristimunho Vargas e Joan Navarro.

Agora foi a vez do queridíssimo Joan Navarro publicar alguns poemas dos membros do Coletivo Vacamarela na sua prestigiada Séria Alfa (link aqui). Neste número 38, a revista eletrônica editada pelo poeta e professor de filosofia valenciano trouxe alguns poemas das vaquinhas, bem como suas respectivas versões em espanhol e catalão.

A vaca começa a sair do brejo e ganhar o mundo! Muuuuu!

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/06/paulo-moura.html


É advogado e mestre em Direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco da Universidade de São Paulo. Tem poemas publicados pela revista FNX da Academia de Letras da referida faculdade. É co-fundador do coletivo Vacamarela, entidade que edita o jornal de literatura contemporânea O Casulo e organiza a FLAP!.
Paulo é um precursor da poesia alheia [veja o manifesto completo aqui].
Querida

você tem razão,
isso aqui acaba sendo
um exercício escolástico,

às vezes a gente até sabe
que está errado,

mas ainda assim
vamos discutindo
pelo gosto

de discutir.
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De Paris
se ainda houver alguém,
essa mensagem é só para dizer
que este é meu último dia
de paris - espero que o último
com esse maldito teclado.
balanço? não, daqui não
sairá um romance nem
um poeminha sequer.
baudelairianamente falando,
andei por toda paris.
cruzei-a de ponta à ponta:
todos os meios de transportes
(quer dizer, menos barco).
talvez essa seja minha maior impressão,
que mais que lidar com paris,
tive que lidar comigo mesmo.
quando a boca cala,
sobra mais tempo
para mente inventar coisas.
gostei da bagunça em meio a toda
ordem meio clássica, a toda a "razão".
paris muda, disse baudelaire
-errou. paris quase não muda.
o que muda é a sua periferia.
muito rica, com todas as
contribuições possíveis,
na paris que todos conhecemos
ouve-se um pouco de tudo.
menos francês...
(ainda há algumas horas para flanar).
*************************************************************************************
Mágoas

se foi-se é foice,
então, cálice,
digo, calo-me
e digo
que é criativo
mas não inovador.
*************************************************************************************
O que é sentido?

o que é sentido?
juro que jamais
entendi essa crítica.
como disse o octávio paz,
as imagens
não nos levam a outra coisa
como acontece com a prosa,
mas nos colocam diante
de uma realidade
concreta...
orações e frases são meios.
a imagem não é meio;
sustentada em si mesma,
ela é seu sentido.
o poema não explica
nem representa:
apresenta...
a imagem não explica:
convida-nos a recriá-la
e, literalmente,
a revivê-la.
era só isso.

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/06/rafael-daud.html


Rafael Rocha Daud nasceu em São Paulo. Bacharel em Direito por acidente, ex-burocrata e atual psicanalista. O mais importante sobre ele: sempre teimando em fazer literatura. Atende no http://homelupus.weblog.com.pt/.

Stardust

Embora escorra pó brilhante das galáxias
pelos meus cabelos
Embora os bárbaros guerreiros invejem
minha roupagem vagabunda
E ainda que a chuva alague o país
Serei o manco, o manco
E às vezes também o gago

Espera

Telefono para meu amante; ele não está
Ou não quer me atender.
Sei que ele se culpa por me
deixar na mão
ou por demonstrar um desprezo que
não sente.
Planeja transfigurar sua falta
tratando-me com decoro;
Promete, sem que eu o saiba,
compensar-me, cumular-me
com bens que julga possuir
(é mesmo uma prova de que os possua).

Devo, no entanto, ficar atenta,
presa a qualquer sinal
que indique o momento preciso de seu arrependimento.
Poderei então, calmamente, transmitir-lhe o inofensivo da situação
e prometer-lhe, mentindo, que tudo permanece como antes.

Due scene

I

Teu cabelo dourado
me assombra; fosse antes vermelho,
de um vermelho impossível nesta noite fria,
que nos chama ao calor do pub fechado

onde espero, após a longa e tediosa promessa,
ouvindo bandas tocadas em timbre agudo, original,
feita ainda com o vento sibilante em nossos ouvidos,
quando à porta fechada nosso desejo tinha pressa;

agora sei que o acaso não nos favorece,
pois trabalha firme por encontros casuais
e o nosso não teria sido um encontro casual.
Não posso chamá-la, Níobe, e o nosso amor arrefece.

II

Adoraria ter um filho
Amanhã temos que acordar cedo
Hoje escolhi um bom lugar pra sentar, ao seu lado
Você fica tão bonita quando fala

O inconsciente não pode ser determinado
A segurança não é uma preocupação
Pelo menos vocês conseguem fazer alguma coisa com isso
A Virgem costurando sapatinhos de lã para o menino Jesus

Estive em Nova York e não ouvi nada parecido
Eu não estou dizendo que deva ser assim
Ele vive me perguntando o que fiz com ele
mas quem não consegue mais dormir sozinha sou eu

A dança exige dedicação constante
Viemos só nós hoje
A cerveja não está gelada
A noção de causa não está resolvida na filosofia

je crains qu'il soit trop tard para voltarmos
Duas vezes na semana é demais
Uma superfície límpida, clara
Você não disse que gostava?

Posso emprestar-lhe o carro, se você precisar
Penso que hoje é segunda-feira, não é mesmo?
Ele vive me perguntando o que fiz com ele
mas quem não consegue mais dormir sozinha sou eu

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/06/maiara-gouveia.html

Maiara Gouveia nasceu em 1983, em São Paulo. Seus poemas e artigos sobre cinema e literatura estão espalhados em sites da internet, revistas e jornais. Em 2006, foi finalista do Prêmio Nascente, com o livro de poemas O Silêncio Encantado. A obra inaugural sofreu alterações e hoje se chama Pleno Deserto.
Mantém o blog A Certeza de Fazer o Mal (http://maiaragouveia.blogspot.com) e espera, ansiosamente, a publicação de seu primeiro livro: virá em breve.
No Sumidouro
Ao redor do quarto
migra um cortejo de aves. Não vemos
pois estamos fechados.
Ao redor do quarto
um barco repousa em um mar sem ondas. Não vemos
pois estamos partindo.
Ao redor do quarto
baleias abertas e peixes mortos cobrem a angra. Não vemos
pois estamos sangrando.
Porque estamos sozinhos não vemos
suicidas engolfados nas brânquias tóxicas
dos cardumes. Não vemos
a morte solitária dos corais. Não vemos
a embarcação vazia permanecer
no silêncio das águas. Não vemos:
pois estamos no escuro.
*************************************************************************************
Outra Vez o Corpo
O fruto da bondade
não explodiu nesse solo rude.
Somos o Corpo e outra vez o corpo.
Animal divino que saqueia e fere,
cobre de lírios esse ventre estrangulado.
*************************************************************************************
Migrar
Matrimônio de vogais: agora nada.
Fica a distância entre o corpo e a palavra.
Sequer a marca do sol ou da sarça.
Faróis azuis na memória, e mais nada.
Além do mar, o tempo não traga.
Gaivotas mergulham sem regressar ao quadro.
Nenhum nome persiste além do enigma: migrar sempre.
E esta noite é tudo o que temos.
Toda palavra é precária: flor, pauta de aves, rosa clara.
Nada persiste além da chaga.
Seus instantes de amor, suor e toque, a enseada.
A solidão não une. Tudo nos separa.
Além do mar.
Negro, meu espírito recorda exílio prolongado.
O golpe solar não muda esta noite, minha pele.
Todo nome é grave e transfigura.
Só posso oferecer esta noite, e mais nada.
A morte eclode em cada verso. Nudez necessária.
E só posso oferecer isto: o sonho primitivo
dos corpos sem busca. A mágoa.
Renuncio ao amor, pois sou precária.
Outros amantes espalham gemidos pela casa.
São todos comuns em seus homicídios e meias-verdades.
Uma vez foi dito: é para sempre. Ao meio-dia, uma vez e basta.
O espelho sempre nos mostra o que nos falta.
Mesmo esta paisagem sucumbe em seus vocábulos.
É belo naufragar entre os meus lábios.
Renuncio a ti, amor, pois sou precária.
Além do mar, um país sem nome me aguarda.

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/06/andra-catrpa.html


Andréa Catrópa nasceu em São Paulo, em 1974. É mestre em Teoria Literária, co-editora do jornal de literatura O Casulo (http://o-casulo.blogspot.com/) e atualmente coordena a série de programas de rádio sobre poesia contemporânea Ondas Literárias (http://ondasliterarias.blogspot.com/).
Legítima defesa

o que eu quero é incomodar. dependendo do ponto-de-vista, há criaturas que só vivem para isso: a ferroada, o desconforto, o mal estar. entenda minha intenção. este é só um carinho diferente, talvez inverso. não sou tímido o bastante para me calar. as palavras rumam para a boca como um exército de formigas. furiosas. espalham-se, deleite precoce. e o arrependimento é igualmente curto para que eu me esqueça e repita tudo como da primeira vez. como se os deuses tivessem ressuscitado para me dar uma punição exemplar. as formigas. se não as liberto, é contra mim que se voltam.
*************************************************************************************
Fosso

desgosto de tudo
não sei se doença
a aura inversa das coisas
ilumina-se
em saturno
sonhos de chumbo
são mote e blecaute
fantasmas de fumo
abrem o cadeado da pele
penetram pelos poros
pulmões são cinza massa
encefálica medula óssea
e há sempre um lugar mais fundo
onde cavar

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/06/renan-nuernberger.html

* Foto: Fernanda Serra Azul.
Poeta e estudante de Letras na USP (português/alemão). Recebeu o primeiro lugar, na categoria romance, do Prêmio Juvenil Ferreira de Castro (Portugal, 2005), pelo livro Adeus, Pasárgada e organiza sua primeira coletânea de poemas. Escreve no Esboço de Arte Poética (http://esbocodearte.blogspot.com) e coordena o blog O Casulo (http://o-casulo.blogspot.com).

Diamantes cravejados na garganta
Pigarra e cospe
(a voz) melodias
reluzentes.
O senhor engravatado e
a mulata faceira
tão brasil, bandeira,
assistem convictos
que é preciso
machucar-se (o artista).
Em pé (a cantora)
expõe orgulho
na garganta ferida
pelo público vale
tudo, esgaçar-se
inclusive.
Encerrada a audição
vão-se embora (todos)
sem remorso, sem
nenhum sentimento
expresso no palco:
fim do ato, aplausos.
*************************************************************************************

E não o contrário

mordiscadas entre dedos:
o risco de enganar-se
primeiro pelas unhas
(mastigar)
seguindo
ossos, sangue, órgãos
engolir-se por inteiro
esquecendo displicente
dos respingos nesta
página: morrer se
...........eternizar

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/05/eliza-andrade-buzzo.html


Elisa Andrade Buzzo nasceu na cidade de São Paulo em 1981. É jornalista formada pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Depois de seu primeiro livro de poesias, Se lá no sol (Rio de Janeiro, 7Letras, 2005), seus trabalhos apareceram em revistas e antologias como Caos portátil, poesía contemporánea del Brasil (Cidade do México, El Billar de Lucrecia, 2007) e Poesia do dia – poetas de hoje para leitores de agora (São Paulo, Ática, 2008). Co-edita a revista de literatura e artes visuais Mininas. Na internet, mantém o blog Calíope (http://caliope.zip.net) e uma coluna no Digestivo Cultural (http://www.digestivocultural.com).
Mulatinho classe A
........................................ Um moreno de alta classe
........................................ Não precisa harpa nem lira (...)
........................................ Sai dançando pela rua
........................................ Feliz por ser dos morenos.
........................................ (Cecília Meireles)
Vi nas ruas:
mulatinho classe A
óculos barba e celular
um tipo Machado de Assis
monóculo casaca e guaraná
estilo Cruz e Souza
colônia estrelas e tralalá
ou ainda Lima Barreto
com o tempo virou popstar
*************************************************************************************
Ilusórias sensações de estar no mundo:
a velocidade estonteante dos carros
o ruído que se espraia das borracharias
o chiado do rádio numa estação aleatória.
*************************************************************************************
vai madrugar?
Elisa A.Buzzo diz (00:50):
ai, este pais tao longinquo chamado msn
Rodrigo diz (00:51):
calma... isso são devaneios de quem está com sono...
Rodrigo diz (00:51):

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/05/ivan-antunes.html


Realiza atividades culturais na Casa Amarela, zona sul de São Paulo, Santo Amaro. Responsável pelo projeto "As treze visões do Largo Treze de Maio" contemplado pelo VAI em 2008. Estudante de Letras- USP (linguística/ Português), co-fundador do Coletivo Vacamarela, oficineiro do programa "São Paulo é uma Escola" foi um dos articuladores do Sarauê, mantém o blogue www.otatubola.blogspot.com e produz de tempos em tempos o Zine-Mentolado com poemas próprios.
Brasil
brasa-mora?
brother meu brow
brava gente
embriagada
de híbridos
pobremas
britadeiras cibernéticas
brotam
brevidades bregas
brejas e baladas dominicais
brejos de beijos e discursos
bricolados
na cabeça bruta
brasileira
braços armados
abrem no nosso futuro
embromam no nosso presente
brincam nas nossas crianças
enganam nossos mobrais
fazem
obras
refazem
obras
trasfazem
obras
brava gente mansa
massa
aceita abrigar
idéias ambrosais
odores brúmicos
gente usada e abraçada
abusada branca
pacífica demais
*************************************************************************************
Sexa Feira
sexa sexa sexa feira
dizia a atendente do supermercado
sexa feira gorda gorda gorda
sexa sexa sexa
queria emagrecer tudo a atendente
queria poder amar
transformar a sexa em sexo
em diet em sexa sussa light
a sexa era gorda gorda gorda
o patrão era gordo gordo gordo
o lucro era sujo e pesado
- não havia in natura que resolvesse o tal problema da obesidade.
*************************************************************************************
Mutações
carcarás
marcaram épocas
caravanas de carrancas
com pessoas mascaradas
que arriscaram novos cardápios
cartografaram novos terrenos
encararam a própria cara
da crise
criaram crimes
cremaram tradições
viajaram cactos e cabaças
deixaram manuscritos,
deuses, cristos
suas bochechas coradas
ainda enceram nossos sapatos.

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/05/jlia-lima.html


Estuda Direito na Universidade de São Paulo (USP). É membro da Academia de Letras da FDUSP, trabalha na Secretaria Municipal de Cultura e é uma das organizadoras da FLAP!. Futura advogada, pretensa tradutora e escritora, mantém o blogue http://juliaeoquati.blogspot.com

Eleanor

That was just the logical consequence of walking away, the solitude of all the songs that you can't hear, all the colors you can't see and all the words you can't pronounce because: YOU ARE ALONE. And this insuperable condition was exactly what defined her, not who she once were, not who she was, not all she could ever be, the simple existence came down to two little words that nobody could spill out, otherwise the world would collapse in consciousness and they just couldn't le t that happen. All they did was let her suffer such collapse, isolated, making it look like she carried a contagious illness so distressful that the mere gaze of her eyes were enough to make me sick.
*************************************************************************************
Consumação
desiste, contrariado,
dos olhos entregues
que a ela não mais pertencem
aqueles esperados
cigarros esporádicos
(o isqueiro verde,
é o mais procurado, sabia?)
o novo arde no velho

evita olhá-los o fundo teme ver toda a verdade que queima
.....ansiosamente
no desejo de se revelar
sempre soube que eram seus
e que diriam palavras fantásticas
*************************************************************************************

Verdades Inconvenientes - I

você foi só
mais um pequeno
com o qual
eu tive de fingir

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/05/ana-paula-ferraz.html

* Foto de Sissy Eiko
Ana Paula Ferraz é poeta e paulistana da safra de 1979.
porque os tempos são de guerra e a pista é vazia
desejei o colo do tanque
do canhão.
e assim amei o imoldável
até descolar pele de metal e perceber
os curtos braços
o longo asfalto
a pouca vista.
ficou em lugar algum minha luta
, que era outra.
blindado não abraça
e fui esmagada de cima dos trilhos.
*************************************************************************************
sou feita de profundezas
gargantas íntimas, uterinas
e grito –
estou de ecos até o pescoço.
nessas estreitezas de quente/frágil
sublimes vapores se adensam
ao toque
de amígdalas e estalagmites.
*************************************************************************************
aqui molhamos os pés na areia -
somos uns secos bancos brancos
cabisbaixos, desmergulhados
que confundem suas costas rasas
a de baleias.

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/05/victor-del-franco.html


Poeta integrante do Coletivo Vacamarela e da comissão organizadora da Flap!. Em 2007, fez parte da organização do Festival Tordesilhas. Colaborador do Jornal de Literatura Contemporânea - O Casulo. Livros publicados: A urdidura da tramA (Giordano, 1998), O elemento subterrâneO (Demônio Negro, 2007). Blog: http://foton.zip.net
des
fio
o
fio
da
fi
na
malha
no
fio
da
na
valha
des
a
fio
*************************************************************************************
A arqueologia do homem
almoça e janta
as entranhas da terra
enquanto escava as ruínas
da própria existência
.....................sítio sem fundo
aqui
uma Pedra de Roseta no rim
e um crânio mumificado
.......................................................acolá
uma epiderme de manuscritos leprosos
e um branco sudário envolvendo um coração pagão
quem sabe ainda um farol
..................(de Alexandria?)
...................no fim do túnel.
*************************************************************************************
Escavação
em meio
a lugar nenhum,
ossos e resquícios
de uma história
..............mal
..............contada
a cidade
que emerge em
.................ruínas
revela seus
pequenos pecados
o fogo cerimonial é aceso
para conter a ira dos deuses
e o jovem guerreiro
oferece o coração
.................em sacrifício
sobressalto
de uma noite
em descompasso
falta de ar
transpiração
e o sol
ainda nem despontou
....................na moldura
....................do quarto
............Dédalo
ergue paredes tortuosas
em sua própria cabeça
travessia incerta
alucinação
a luz
........a luz
................a luz
travesseiro de pedra
ônibus
em circulação
.......vomitam
.......carbono
sem promessas
o dia amanhece
e ponto.
lavar o rosto,
espantar o sono
e encarar o fantasma
..................no espelho
trinta e poucos anos
- sim,
estes ossos devem pertencer
a um homem de uns
trinta e poucos anos
máscara sagrada
de algum ritual,
invocação dos espíritos:
...deuses da chuva
...deuses da terra
...deuses de todas
...as forças da Natureza,
abençoai nossas plantações
potes de cereais
- sim,
estes cacos de cerâmica
nos dão mostras
de uma civilização
bem desenvolvida
fazer as contas
na ponta do lápis
e separar o dinheiro
do supermercado
um quilo de batatas
meia dúzia de tomates
um pacote de arroz
de um solstício
............a outro
a Terra deixa sinais
de suas translações.

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/05/pablo-araujo.html



Pablo Araujo vive no Rio de Janeiro desde 1981. Cursa Medicina na UFF. É co-editor da Revista Confraria do Vento: www.confrariadovento.com
*Mini-bio fornecida pelo autor.

De nada ou muito pouco
Adiantam o Livro......a Casa......a Roupa.
A Mulher- O Homem: equívoco de toda e maior explicação.
Obliqüidade do Amor: menos......mais......contra.
Ler ou escrever não são nada
se não........se vive e se é: Isto.
*************************************************************************************
Fúria: e não destrói as coisas.
Coloca-se cada coisa no próprio lugar
arruma-se..........e pronto: o que não há de chegar
o que há: não move um passo
o centro do gesto.........inteiro...........definitivo.
Antes e depois..........ainda enquanto.
..............................:......Por quantas vezes
ler tudo isto.............e não se sabe ler.
*************************************************************************************
Toda viagem é traição: o caminho do meio passa por extremos.
Pressentimento........Afinal:........
Ninguém o diz. Todos dizem. Um poema se faz e não se faz
o que não se vê o que não se ouve o que não se diz
o que não se sente o que não se pensa.......: a dança da dificuldade.
Há dias que não se sabe qual é o dia nem como os dias passam.
A verdade é que essa coisa de verdade e mentira é tudo mentira.
Pouco mais: pouco menos......Excesso. Falta tudo.
Qual é o jogo? Qual é a regra? Todos sabem. Ninguém o sabe.
a todo momento mudam-se regras e jogos.
Isto não se conta a ninguém......: Alguém. Alguéns. Qualquer um
pareceba quem e se puder..........E quando e se chegarmos?
Não sabemos muito bem o que faremos.
Não se trata de poema algum.....: a vida se faz e não se faz
por qualquer viagem que apareça
não há jogo..............regra nenhuma.........: Festa Furiosa.

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/05/leandro-jardim.html

Leandro Jardim é carioca, poeta, letrista, compositor, comunicador e outras coisas mais em que o transforma o tempo. Recentemente lançou Todas as vozes cantam (7Letras, 2008), seu primeiro livro publicado oficialmente. Antes, porém, ele já havia editado de forma semi-artesanal e independente seus minilivros de minipoemas Gotas e Petálas, da série de 2006 que chamou de Poesia Presente. Série essa que já começa a ser ampliada com obras de outros autores como a Nathalie Lourenço que em 2007 apresentou seu Lusco-fusco no mesmo formato, editado pelo Jardim. Colaborador em diversos blogs Leandro Jardim centraliza sua criação no www.florespragasesementes.blogspot.com que apresenta links para seus diversos trabalhos.
*Mini-bio fornecida pelo autor.

(do silêncio)

palavras ao vento
quando não voltam
mostram seu dom de pássaros
estranha natureza
às vezes me faz preferir bumerangues

*do livro Todas as vozes cantam
*************************************************************************************

Só me restam palavras

Só me restam palavras.
Só, me restam palavras.
Some, restam palavras
e pontuações.

*do minilivro Pétalas
*************************************************************************************

Foi

Foi tão bom, tão bom,
que é ruim.
É ruim porque é foi.

*do minilivro Gotas

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/05/urgente.html

FLAP! 2008 - Teste ao vivo hoje...


Se quiserem ver se funciona, transmitiremos um teste pra FLAP! 2008 hoje às 20h, horário de Brasília.
Estarei presente, ainda que toda 'endubida' por causa de uma gripe chata! As vaquinhas do Coletivo Vacamarela e outras pessoas fofas também estarão na maison do Caqui para a transmissão. Garantimos boas risadas.

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/05/thiago-ponce-de-moraes.html


Thiago Ponce de Moraes é poeta e editor da revista Confraria do Vento. Estuda Literaturas Inglesa e Norte-americana na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Pesquisa a obra de Fernando Pessoa, é membro do Coletivo Vacamarela e da comissão organizadora da FLAP! Rio. Seu primeiro livro de poemas, Imp., foi publicado em dezembro de 2006. Escreve diariamente no blogue www.thiagoponce.blogspot.com.
Sobre a superfície
Assim principia: esculpes areia, é escuro. Sem rugas
darias fisionomia às datas - incólume paisagem no
entulho.
De passagem, prestes também ao inefável, emudeces,
mudas de figura: abbild und nachbild perdes, tudo
perdes, é escuro.
Ausência fia restos de sombra, vaga ressonância,
vultos: o não-dito, rente ao alcance que então significa,
esculpes.
*************************************************************************************
Psicotecelagem da vida cotidiana
Se não tiro das idéias
A singela tecelã...
Oh, tão bela tecelã,
Teça as bordas da manhã
Teça as bordas feito teias,
Feito veias, feito lã.
Se não tiro das idéias
A singela tecelã
Algum motivo deve haver?
Ouvi dizer que deve haver.
*************************************************************************************
Alheamento
Aqui jaz sob
Sono
Retorno algum.
Aqui jaz. Folhas
Ao longo e ao largo
Sonhas
Simples números, traços, coisas
Simples.
Tens pouca luz, tens
Bastante;
.........Entanto
Nadas - íris verdes -
....Juras.

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/05/recomeo.html

Após uma série de postagens sobre filmes inéditos (outros nem tão inéditos assim), recomeço com uma série contendo poemas de jovens autores - aqueles da chamada geração '00', ainda que eu tenha sérias restrições aos rótulos em geral, totalmente dispensáveis nesses tempos de tormentas e caos.
A idéia é postar um jovem autor(a) por dia. Vejamos se consigo manter a disciplina após tantos meses de exílio voluntário, dialogando insanamente com páginas e páginas de uma dissertação acadêmica que se mostrou tão útil quanto a manutenção deste blogue.



A jovem autora de hoje é ex-estudante de cinema, diretora de teatro, excelente poeta, companhia das melhores, amiga visceral, lúdica e extremamente inteligente. Muito, muito querida, enfim. Trata-se da carioca Diana de Hollanda, que mantém o blogue http://www.meuscotos.wordpress.com e publicou Dois que não o amor em 2007 pela 7 Letras. Diana tem outros poemas espalhados por aí.
felicidade universal é um embuste.
à maioria das tragédias.
o universalismo serve aos políticos religiosos idiotas não a mim.
que a fortuna seja mínima e sirva minimamente a poucos
contanto que sirva a mim.
felicidade universal tal como consciência universal
é de estupidez tamanha que posso pregá-las a todos
desde que esse todo me seja alheio miserável e EU durma feliz.
*************************************************************************************
a palavra é da ânsia.
do carente que se proclama suicida.
fala quem se afoga na brandura da esperança de ser compreendido.
se de verdade me for matar; neste dia, haverá só silêncio.
*************************************************************************************
não doíam. pousavam no pensamento, lençol à pele.
os dois, confinados no edifício das memórias, transparentes.
não se doíam, os dois que tinham se enlameado há poucos dias;
chafurdado em expectativas, terra ao lado.
como se não houvessem no solo úmido apalpado minhocas e alfaces,
os corpos não se doíam, embrulhados no asfalto do presente.
não doíam os dois dentro dos corpos que não se doíam,
e nada doía, que dores plantavam os homens crentes.

***"Gota d'água", Chico Buarque de Hollanda.

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Agosto 05, 2008

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/quando-o-sol-se-espatifou-milha

Quando o Sol se espatifou,
milhares de pedaços queimando o céu,
a água do canal ficou mais quente
e a cidade se acendeu toda,
como se essa ilha
fosse um gigantesco fósforo.

Your hand in mine.

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/isso-aqui-quebra-1a.html

Isso aqui quebra (1a. voz)
Quebra como um osso (2a. voz)
Quebra devagar (3a. voz)

Todas juntas, na minha cabeça, antes de dormir, faziam sentido.

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/uma-mscara-um-relgio-quebrado-e

Uma máscara,
um relógio quebrado
e luvas para a primavera.

Será que você vai gostar?

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Agosto 06, 2008

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http://latrinadasletras.blogspot.com/2008/08/da-vida.html


Vou partir
Se puder
E Perder
O pudor
Sem pedir
Seu perdão

Pra dar pé
Pra ser deus
Pra ser pó.

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/07/o-que-de-chico.html



Zaíra: A pessoa já nasce avisada! Vai sofrer. Olha que vai sofrer. E o que faz? A pessoa vai e sofre…
BUARQUE DE HOLLANDA, Chico; PONTES, Paulo. Gota d' água. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975, pág. 12.
*** "Gota d'água", Chico Buarque.

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Agosto 09, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/08/como-podemos.html


Cómo pudimos? Ser boca o ser bocado, cazador o cazado. Merecíamos desprecio, o a losumo lástima. En la intemperie enemiga, nadie nos respetaba y nadienos temia. La noche y la selva nos davan terror. Éramos los bichos más vulnerables de la zoología terrestre, cachorros inútiles, adultos pocacosa, sin garras, ni grandes colmillos, ni patas veloces, ni olfato largo. Nuestra historia primera se nos pierde en la neblina. Según parece, estábamos dedicados no más que a partir piedras y a repartir garrotazos. Pero uno bien puede preguntarse: No habremos sido capaces de sobrevivir, cuando sobrevivir era imposible, porque supimos defendernos juntos y compartir la comida? Esta humanidad de ahora, esta civilización del sálvese quien pueda y cada cual a lo suyo, habria durado algo más que un ratito en el mundo?
GALEANO, Eduardo. Espejos.
*** "Sentimental", Chico Buarque.

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/08/lanando-p.html

Já tinha escutado muitas vezes, mas talvez tenha me esquecido desse trecho bíblico ("Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas") e do seu real significado, afinal há tempos deixei a adolescência e a curta 'vocação religiosa', por algum tempo exercitada nas aulas de catequese. Quem diria, então, que um amigo ateu, preocupado com minhas angústias, seria o responsável por relembrar tal passagem do evangelho de Matheus?
Obviamente ele não usou as mesmas palavras abaixo, mas bem que poderia. Assim sendo, o meu mais sincero obrigada, meu amigo!
"Não lançar pérolas aos porcos é não oferecer os tesouros do ser a quem come apenas lama e babugem, e pisará em nossos tesouros do coração por não ver valor algum em pérolas da alma, assim como é também não oferecer nossos bens do coração aos que apenas pisarão sobre tal riqueza
interior.

As pérolas são as virtudes em nós, as mais íntimas e preciosas, que só devem ser compartilhadas com quem lhes dá valor.

O insensato é que abre seu coração e expõe todo o seu interior àqueles que têm no coração a fome e o apetite dos porcos - por lama - e têm ojeriza aos bens do ser.

Veja com quem você abre seu coração!

Veja com quem você divide sua intimidade humana e espiritual!

Veja a quem você serve as preciosidades de seu ser!

Não basta que a pessoa seja “boa”. Isso não significa nada. Amigos de alma e de tesouros são raros, e só se os conhece com o tempo, em meio à fidelidade na dor e nas dificuldades da existência.

Toda hora vejo alguém servindo suas preciosidades de alma a quem não tem uma alma. O resultado é previsto: eles pisam nas pérolas e depois devoram aqueles que as serviram.

Seu tesouro está em seu coração. Seja cuidadoso na entrega de sua intimidade. Procure antes comer muito sal com a pessoa. Não se exponha a quem não dá valor à alma.

Muita dor acontece em razão do romantismo de se pensar que basta a nossa sinceridade. Não! Não basta. Do outro lado tem de haver gente. Do contrário, o que se faz é apenas entregar nossa intimidade a quem se utilizará dela para nos destruir.

Infelizmente o mundo está cheio de suínos existenciais, os quais se alimentam de homens e abominam os tesouros da alma.

Ora, essa máxima serve de alerta, nos protege daqueles que se oferecem como amigos, namorados, companheiros e irmãos, mas que não têm espírito de amor e de cuidado com a alma do próximo.

Ao contrário, para tais pessoas esses segredos das verdades mais íntimas do coração são apenas alças para que nelas se agarrem a fim de nos comerem vivos.

Portanto, veja a quem você está dando os seus tesouros de intimidade, verdade e preciosidades em sua vida.

Não namore ou se case com o suíno com esperança de ser bem tratado(a). Não fique amigo de suínos existenciais, pois além de não enxergarem você, eles ainda vão pisar em sua vida e devorá-la.

Você jogaria suas pérolas aos porcos, na lama?"

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Agosto 10, 2008

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/escorri-da-cama-tarde-olhando-a

Escorri da cama tarde,
olhando as paredes,
(corrimões)
e a trilha de roupa,
tênis,
calça,
camisa,
eu.

A noite foi longa.

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/h-tantos-restos-de-voc-por-aqui

Há tantos restos de você por aqui.

Ando morando num cemitério de você,
e nem percebi.

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/so-duas-doses-por-noite-uma-par

São duas doses por noite:
uma para esquentar,
outra para esquecer.

E minha cama nunca foi tão boa quanto agora.

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/06/cacto-no-blog-do-noblat.html

O Blog do Noblat publicou ontem, 29/6, meu poema "O cacto".

Para ver clique aqui.


Gostei da surpresa. Obrigado ao Noblat!

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/de-repente-voc-estava-aqui-na-m

De repente você estava aqui,
na minha frente.

E eu morto de medo.

Como é que tudo mudou desse jeito?

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/agora-assim-que-gente-brinca-eu

Agora é assim que a gente brinca:
Eu quero, você não,
aí você quer, eu não,
aí não sei, é complicado.

Não sei se estou aliviado ou desesperado,

mas estou me esforçando muito,
pra na minha cabeça você já ir embora.

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/comment-season-is-open.html

Comment season is open.

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Agosto 12, 2008

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/viro-uma-brasa-na-chuva-fumegan

Viro uma brasa na chuva,
fumegando, exausto.
Por 10 minutos alí,
realmente não pensei em nada.

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/cidade-toda-levantou-os-braos-u

A cidade toda levantou os braços,
uma gigantesca oração,
cantada dos minaretos escuros.

A luz foi acabando,
as nuvens do dia sumindo
e restaram seus olhos apenas.

Os únicos.

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Agosto 13, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/08/os-dados-sobre-o-pano-verde.htm

Sobre a questão do merecimento, não me parece lógico também, mas nesses momentos de desespero, começo a considerar essas teorias metafísicas, esses dogmas religiosos a fim de procurar uma resposta praquilo que sequer foi questionado. Quando me sinto em frangalhos como hoje, penso que devo ter sido um pessoa bem ruim em outras vivências e que talvez essas dores todas sejam pra me fazer 'expiar' alguma coisa que nem eu mesma sei. São conjecturas idiotas, eu sei, mas de certa forma me dão a ilusão de que um dia terei uma resposta pra tudo isso. Sei também que são nesses momentos que crescemos mais, mas às vezes me pergunto pra que crescer e tentar ser alguém melhor, mais centrada (e repleta de auto-conhecimento) se vou continuar engolindo esse lixo todo e, veja, eu não sou melhor do que ninguém e nunca quis bancar a Grace! Eu realmente me preocupo com os outros, e não é porque quero fazê-los gostar de mim ou porque acho que assim serei "aceita" ou "amada", mas porque fui de fato criada pra gostar de gente. Quando eu era criança, por exemplo, meu pai levava crianças de rua pra comer na minha casa e brincar comigo, me levava pra visitar hospitais. Minha escala de valores parece não ser muito compatível com o que vivemos. Enfim, eu de fato gosto de pessoas, mas ultimamente elas têm me dado medo e, muitas vezes, nojo, muito nojo.
Veja esse último episódio. Nesse caso, garanto que não houve idealização: sabia bem das instabilidades, mas estava feliz ainda assim porque nos dávamos bem e aprendi faz um tempinho que as pessoas têm suas instabilidades, medos, neuroses, frustrações... Eu tolero muita coisa, porque também sou imperfeita, neurótica e 'n' outras coisas nesse sentido, mas respeito, por exemplo, não é algo que dê pra passar sem, ainda que vez ou outra todos nós escorreguemos pra lá e pra cá. A pessoa enganou todo mundo, sabe? Ou você acha que Y e Z, por exemplo, estão putos porque sempre foram meus melhores amigos e amam minha doçura e meus olhos castanhos? Não, é porque essas coisas chocam, magoam. É porque você percebe que uma pessoa dessas tem uma escala de valores tão maluca que acha que o que fez é tão inofensivo quanto furtar um lápis. E é nesse momento que eu me sinto uma idiota, de novo, e fico me perguntando qual é o meu problema afinal pra não saber diferenciar gente que definitivamente não vale a pena de gente que pode até valer.
Aí eu volto ao ponto final do primeiro e-mail: será que sou imbecil? será que sou ingênua? Em caso positivo, o que eu posso fazer pra me 'adequar'? Eu preciso mesmo me adequar? O problema sou eu e minha visão idílica de mundo ou são as pessoas que são cada vez menos 'pessoas'? Qual o lado certo nisso tudo? O mundo me parece cada vez mais cindido.
Eu acho que tenho informações demais nas mãos. Isso confunde qualquer croupier.
*** "Antichrist Television Blues", The Arcade Fire.

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Agosto 14, 2008

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/08/rise-from-dead.html

No, just from the ICU...

O blog ainda não morreu... ainda. Se bem que esteve correndo risco de morte nos últimos meses né? Isso que dá trabalhar por um salário ridículo.

Voltando ao objetivo do blog, posto alguns poemas do Estimado Cliente, livro do Rodrigo Flores, que eu traduzi e que provavelmente vai sair pelo Demônio Negro.

I.

Que quiçá dizer distância

seja a maneira de

enclausurar a

distância

a maneira do quiçá

da clausura

Que quiçá representar

a distância

seja impossível na Cidade

porque esta retém

as clausuras

em compartimentos de

impossibilidade

em maneiras claudicantes

em reiterações de quiçás

que não de afirmações

que não de figuras ou figurações

que não de legitimidade

mas de revestimentos

de dúvidas que são quiçás

Não dúvidas

senão discursos da dúvida

módulos do não

edificações do não

É dizer

figurar a distância

sua plenitude

é uma

imagem contingente

revestimento opaco

recorrente

tralha mística

Um caminhar é a distância

Uma imagem do pedestre é a distância

Uma negação da imagem do caminho é a

distância

A clausura do não do que caminha é uma

representação da Cidade


II.

Se procede a dizer que

a distância é a distância

é a distância um país Se procede

a omitir que um país não tem corpo

tem distância Corpo ausente Se

procede a representar um país

corpo ausente

distância

ausência de representação

Se procede

a corporificar

uma representação

um país

a distância

Carpe Diem

procede a se ausentar

centro da Crueldade

III.

Haverá que reconsiderar

As projeções

da distância

sobre o corpo

Haverá que projetar

as reconsiderações

os corpos

os elementos da distância

suas plenitudes

seus módulos de dizer e calar

seus procedimentos

claudicantes

seu Quiçá

IV.

A distância não é

Distância Com

tém migrações

corpos países

reiterações

de módulos do Não

quiçá legitimações

de impossibilidade

quiçá

Não

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/esqueci-como-dormir-acompanhado

Esqueci como é dormir acompanhado
e acordei felizmente moído do seu lado,
esquecida da vida.

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/sleep-pretty-darling-do-not-cry

Sleep pretty darling, do not cry.

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Agosto 15, 2008

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/08/da-tristeza-e-dos-insultos.html

É difícil se sentir injuriada e não poder se defender. Me lembro de um texto do Jhering, "A Luta pelo Direito". Sei que o juridiquês estava banido deste blog, mas este texto é especialmete importante para mim e creio que é bem importante conhecê-lo. Fiz um trabalho sobre ele, e como epígrafe coloquei trecho do poeta Eduardo Alves da Costa:

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.


Depois de reler o poema, escrevi isso...


Eu não quero que sinta pena ou raiva ou qualquer outra coisa. Quero somente que me leia com o coração aberto.

Fiquei preocupada, nervosa, aliviada. Não a quero mal, muito pelo contrário.

Escrevi num momento de ódio. Não disse nada sobre ela. A outra, sim, estava muito triste (e eu também, afinal, era meu amigo).

Não pedi que o ignorassem. Nada tinha que ver com o problema. Mas decidiram me chamar de tudo de ruim que há no mundo. Porque eu tentei protegê-la.

Ninguém esperou o ônibus partir. E não foi culpa minha.

Nunca xinguei ninguém. Nem insultei ninguém. Não chamei ninguém de amendoim ou cachorro. Foi tudo muito baixo, e se alguém tem que estar triste, sou eu. Sei que não mereço. Sei que fizemos o nosso melhor.

Me disseram que não devemos nos esquecer dos que estão a nossa volta. E foi exatamente o que eu fiz. Fiz para que não nos esquecêssemos de protegê-la.

Sinto muito que tudo chegou a esse ponto. Pensei que havia respeito humano entre nós, mas estava errada. Eu os respeitei, mas fui desrespeitada. E isso dói muito

Tristeza nem começa a descrever o que sinto agora.

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/08/torpeza.html

torpor


desperta maldade ímpeto planejado
desperta crueldade com palavras que se espalham com vento fogo folha
seca
queimada

trago à tona o pior em você e faço isso sem saber, esperando que cada letra não se torne mais uma arma contra mim

cada elo se contamina doentiamente, e o vírus
fui eu que incubei
selvageria

tremo salgada e silencio para que o universo pare de se expandir
mas o universo continua se expandindo
e eu já não posso mais impedi-lo

todos se sujam, inofensivamente, e a doença
fui eu que passei
brutalidade

surto irrupção epidemia
só o imprestável acorda
e eu já não tenho mais vacina



quem provoca o vento, não sobrevive para ver a tempestade

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/08/um-passo-alm.html

Marc Chagall
"A felicidade não é deste mundo", Eclesiastes.

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Agosto 17, 2008

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Agosto 18, 2008

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/08/culpada-pela-barriga-proeminent

a culpada pela barriga proeminente é a cerveja
e pela impotência, a mulher

pelas artérias entupidas, a manteiga
e pelas safenas, a mulher

pelo enfisema pulmonar, o cigarro
pela falta de ar, a mulher

maridos são sempre inocentes

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/pode-me-odiar.html

Pode me odiar.

Eu mereço.

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/passei-meus-vinte-minutos-matin

Passei meus vinte minutos matinais,
em que fico olhando a parede,
pensando no nada,
pensando em você,
e nas besteiras que eu fiz com você.

Mas que culpa tenho eu
se eu não te quero assim?

Perdi, perdeu, perdemos.

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Agosto 19, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/08/em-busca-do-meu-nome.html

Henri-Cartier Bresson
LXXVI

Quando ingressa na vida,
o homem é terno e fraco;
quanto morre,
é duro e forte.
Ao entrarem na vida, as plantas
são tenras e frágeis.
Quando morrem,
são secas e duras.
Por isso os duros e fortes
são companheiros da morte,
e os tenros e frágeis
são companheiros da vida.

Por isso:
se as armas são fortes, não sairão vitoriosas;
quando as árvores são duras, são abatidas.
O que é grande e forte diminui.
O que é suave e fraco prospera.

Fragmento do Lao-te king, de Lao Tzu.

*** "Love's Divine", Seal.

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/08/someecards.html
















totally inspired by Pinheiro Neto Advogados...

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Agosto 20, 2008

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/08/so-long-farewell.html

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/08/fla-2008-viva-la-conexin.html

Um breve registro fotográfico do que foi a FLAP! 2008 em São Paulo, que nesta edição contou com a presença de diversos convidados latino-americanos.


FLAP! 2008 - Zona Franca - Viva la Conexión!

FLAP! à moda antiga: mesa Zona Franca II, com Renan Nuernberger, Cidinha da Silva, Emerson da Cruz Inácio (FFLCH/USP), Jocelyn Pantoja (México), Maria Elisa Cevasco (FFLCH/USP)

público no B_arco

mesa Porto Libre I 1o. bloco, com Alan Mills (Guatemala), Andréa Del Fuego, Lorena Saucedo (México), Benjamín Morales (México), Diana de Hollanda

mesa Porto Libre I 2o. bloco, com Ernesto Carrión (Equador), Enrique Winter (Chile), Marcelino Freire, Ruy Proença

chorinho no Ó do Borogodó

Casa das Rosas

mesa Poesia-Poesía, com Leandro Jardim (coord.), Berimba de Jesus, Ernesto Carrión (Equador), Fábio Aristimunho Vargas, Virginia Fuente (Argentina) e Luis Paniagua (México)

minha leitura

Ivanito na Globo

mesa Poesia-Poesía 2nd round, com Andréa Catrópa, Lorena Saucedo (México), Elizandra Souza, Julia Lima e Victor Coral (Peru)

Carrión durmiendo

Frederico Barbosa, Alfredo Fressia, Fábio Aristimunho Vargas

mesa Puerto Libre II com Quadrinhos do Quarto Mundo

desenhistas

registro artístico da leitura

Cursinho da Poli, mesa Porto Libre IV, com Rafael Rocha Daud, Virginia Fuente (Argentina), Lorena Saucedo (México), Alberto Trejo (México), Maiara Gouveia, Victor Del Franco, Luis Paniagua (México)

público no Cursinho da Poli

TV Cultura, programa Metrópolis

Sarau do Binho

mesa Literatura periférica: geografia ou estilo?, com Paloma Kiss, Alan Mills (Guatemala), Allan da Rosa, Antonio Vicente Pietroforte, Serginho poeta

mesa na FFLCH/USP, com Rodrigo Flores (México), Profa. Vima Lia Martin, Reinaldo Montero (Cuba)

confraternização Posto da Polícia Aduaneira

Jocelyn Pantoja

Andréa Catrópa


Estes registros vão dos dias 02/8 (sábado) a 05/8 (terça-feira), dias que pude acompanhar a FLAP. Faltam portanto registros dos dias 1º, 6, 7 e 8, além de todas as histórias que já entraram para o anedotário da FLAP.

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/08/sobre-arte-da-reflexo.html



XXIX

Querer conquistar e manipular o mundo,
sei por experiência que não dá certo.
O mundo é uma coisa espiritual,
que não se deve manipular.
Quem o manipula o destrói,
quem quiser segurá-lo, perde-o.
As coisas ora se adiantam, ora se atrasam,
ora irradiam calor, ora sopram geladas,
ora são fortes, ora delgadas,
ora flutuam na superfície, ora despecam.
Por isso o Sábio evita
todo o excesso: de quantidade, de número e de medida.


Fragmento do Tao-te King, de Lao Tzu.


*** "Por que", Otto.

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Agosto 21, 2008

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http://stoa.usp.br/rafaelprince/weblog/30268.html

A partir de hoje, acordo cedo todo dia.

Quem sabe esses novos hábitos matinais me façam reativar este blog...

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/08/beautiful-mess.html




















far far, there's this little girl
she was praying for something to happen to her
everyday she writes words and more words
just to speak out the thoughts that keep floating inside
and she's strong when the dreams come cos' they
take her, cover her, they are all over
the reality looks far now, but don't go

how can you stay outside?
there's a beautiful mess inside
how can you stay outside?
there's a beautiful mess inside
oh oh oh oh

far far, there's this little girl
she was praying for something good to happen to her
from time to time there're colors and shapes
dazeling her eyes, tickeling her hands
they invent her a new world with
oil skies and aquarel rivers
but don't you run away already
please don't go oh oh

how can you stay outside?
there's a beautiful mess inside
how an you stay outside?
there's a beautiful mess inside
take a deep breath and dive
there's a beautiful mess inside
how can you stay outside?
There's a beautiful mess
beautiful mess inside

oh beautiful, beautiful

far far there's this little girl
she was praying for something big to happen to her
every night she ears beautiful strange music
it's everywhere there's nowhere to hide
but if it fades she begs
"oh lord don't take it from me, don't take it yourselves"

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http://stoa.usp.br/rafaelprince/weblog/30280.html

Os coquetéis promovidos pela Associação de Antigos Alunos da Faculdade de Direito da USP são sempre lúdicos. São, ao lado das Récitas da Academia de Letras no Túmulo de Julius Frank, os únicos eventos com bebida alcoólicas permitidos dentro da faculdade. Velhinhos bêbados cantando o "quim-quim-querum" e contando suas estripulias dos tempos de estudante.  Certa vez, um deles contava, com um sorriso nostálgico, como levava as suas namoradas para o apartamento de um colega. Outro apontava, num grupo de velhinhas, quais já lhe tinham passado pela mão.

Ontem, tivemos mais um desses famigerados coquetéis, em homenagem ao ex-aluno Antônio Cândido, que foi agraciado com o título de "Intelectual do Ano" pela União Brasileira de Escritores. Muita champanhe e comida de passarinho para todos.

Dessa vez, um desses ébrios senhores insistia na importância de se fazer uma previdência privada, lamentando-se da miserável auxílio que recebia e da CAASP. Ele, Ele, que outrora desdenhou a possibilidade de ser nomeado juiz pelo "quinto" , porque recebia quase cinco vezes mais do que um magistrado...

Mas, numa análise geral,  apesar da presença de ilustres antigos alunos, autoridades e personalidades dos meios culturais, não foi capaz de superar o coquetel da Semana Européia, em que os cônsules de vários países da UE trouxeram, cada qual,a bebida típica de seu país,  de cerveja tcheca a vodka polonesa. E ainda lembro das lições do cônsul da Polônia, segundo o qual a vodka deve ser sempre bebida em doses pares, "uma pra cada perna".

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/decidi-que-no-vou-te-esperar.ht

Decidi que não vou te esperar.
Vou fazer alguma coisa de mim
e torcer,
torcer muito,
pra estar, de novo,
no lugar certo, na hora certa.

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/08/rilke-e-o-ch-das-cinco.html

"Nem tudo se pode saber ou dizer, como nos querem fazer acreditar. Quase tudo o que sucede é inexprimível e decorre num espaço que a palavra jamais alcançou".

Rilke

*** "Amie", Damien Rice.

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Agosto 24, 2008

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http://minimae.blogspot.com/2008/08/0-1-1-1-0-0-1-1-0-1-1-0-0-0-0-1

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Agosto 25, 2008

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Agosto 26, 2008

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/08/se-voc-no-quiser-se-rebaixar-eu

"se você não quiser se rebaixar, eu não tenho problema nenhum em fazer por você"...

uma conversa de MSN qualquer........


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Fui na pré-estréia de 'Blindness', do Fernando Meirelles, ontem. Adentrei o mundo de Caras com uma coca-cola na mão, recusei a pipoca gratuita, esbarrei no Daniel Oliveira na entrada da sala, e mergulhei na cegueira branca do cinema. Acompanhada do Thi, do ECINE (lá da Secretaria de Cultura), foram quase três horas de visualização de um dos melhores livros que eu já li.

Provavelmente vai-se dizer muito que o filme estava aquém das expectativas, seja porque não quebrou o paradigma do cinema brasileiro de novo, como já tinha acontecido com 'Cidade de Deus', seja porque o livro não foi tão bem retratado quanto esperavam.

Eu fiquei agradavelmente surpresa com o Ensaio Sobre a Cegueira na tela. Primeiro, porque sou bem contrária ao clichê "uma imagem vale mais que mil palavras". Acho que no caso do cinema, as imagens estão sempre tentando alcançar as palavras espalhadas pelo papel. Isso porque, quando adapta-se um livro, mesmo que curto, é muito difícil reproduzir as páginas de uma história em cenas de segundos.

Por exemplo, toda a reflexão do Saramago sobre a cegueira e a natureza humana que se revela com essa epidemia inexplicável, toda a "filosofação" que se desenvolve no livro, não é bem trazida pro filme. Acho que iria ser um filme extremamente chato se não se prendesse mais à história do que à filosofia. Não que não haja questionamentos, nem pontos profundos. Mas o "overall" é mais raso e linear.

Em segundo lugar, todo roteiro adaptado é um desafio. As pessoas todas têm na sua cabeça como deveriam ser os personagens, os lugares, o ritmo de narração. Esse até foi um defeito, acabou ficando meio corrido... Mas visualmente o Meirelles inovou de novo. São vários takes, sem exagero, na medida certa, sem foco, no escuro, ou com muita luz. Provocam sensaçoes físicas na platéia. Temos um pequeno gostinho do que os personagens estão passando.

Claro que nem tudo são flores. Me desgostou um pouco o Gael como rei da Ala 3 (ou Camarata 3), já que na minha cabeça ele seria uma figura horrenda, daquelas que só de olhar temos náusea. Não seria lindo nem tão educado, não seria o Gael. A Julianne Moore (que estava ontem lá, ui!) também nem foi taaanto o que eu esperava. O Mark Ruffalo, por outro lado, tava super bem. A angústia dele parecia de quem estava de verdade passando por aquilo. E a Alice Braga achei bem ruinzinha...

Sobre a fotografia, achei perfeita. Não acho que mudaria nada. Foi bem fantástico ver a mudança de cenas filmadas em cidades diferentes formando um único lugar não-identificável, que poderia ser Paris, França ou Bahia (como diria minha mãe). A Direção também, obviamente, é fantástica. Gostei como exploraram todo o jogo de luzes e sombras, bem diferente. A parte da Direção de Arte, por outro lado, poderia ter arriscado mais, e sujado mais as locações. Nisso concordo com o Thi, acho que no livro tudo é bem mais sujo e nojento...

Por fim, como leiga total, dou nota 8 pro filme. Muito bom, three thumbs up.

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Agosto 27, 2008

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Agosto 28, 2008

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