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Julho 2008

Julho 01, 2008

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Julho 02, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/07/lilian-aquino.html


Graduada em Letras pela Universidade de São Paulo, tem poemas publicados nas revistas Inimigo Rumor, Mininas, Metamorforse, Zunái e no jornal de poesia O Casulo. Nascida em São Paulo, em 1979, Lilian é membro do Coletivo Vacamarela.

Mudador

De lá pra cá
vai sair em cores
e
chegar voando
– leve –
e pousar em casa
levando
uma muda
de roupa
e
fotografias.
E esse (des)locamento
é seu compromisso
de troca e de amor
de ir e vir e de ficar
se quiser
– móvel, em todos os cômodos.
************************************************************************************

Água-viva

O homem encharcado
atravessa a rua e entra
rápido pelo portão de casa:
precisa dar um telefonema.
Chove muito
como chovia há quase um ano,
mas era maio, ele disse.
Se pudesse, falaria que
naquele verão
tarde de fevereiro
já não molhava mais.
Mas disse
hoje não use guarda-chuva
e venha para casa
porque te espero.
Chove muito
e sorri líquido o homem,
água-viva.
*************************************************************************************

Carta

agora parei de fumar
de ouvir bossa nova
porque ser roda é problema
e ser regido pelo tempo
é sofrimento.
(as gaivotas são o tempo
desenhado
mas o tempo do baralho
não é o meu
ele está nas asas das gaivotas
– que não fazem vento)
parei
porque me distraio olhando lírios
ou ursos
: as 36 cartas escrevem
um caminho cheio de distrações.
mas é preciso rodar
ora alto, ora baixo
repetir, voltar a escutar
e fumaça.
*************************************************************************************

Promessa

Olho
pra cima querendo saber
se você está dormindo
e te velo pra entender
por que essa respiração
tão longa
Escalo suas paredes
tentando te alcançar
vou te cutucar
no meio da noite
e se você sorrir
será mais um retrato
no meu altar
Mas um dia
não verei seu terço
pendurado na cabeceira
– você reza em outro lugar
Olho
a parafina escorrendo
sete dias

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Julho 06, 2008

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http://latrinadasletras.blogspot.com/2008/07/apresentao.html


Quem sou eu?

Mais um sonho frustrado que se fez carne
E veio para atormentar;
Cutucar as feridas de um mundo pútrido.
Mais uma mosca azulada rodeando tuas chagas.
Sou o berne que te corrói por dentro
Até brotar de tua pele:
Uma borboleta azul profetizando absurdos!

Eis aqui teu poeta alucinado.
Eis aqui teu asco comedido.
Eis aqui teu reflexo
Numa casa de espelhos tortos.
Tua própria repulsa tira o chapéu
E te dá um abraço caloroso.

Seja bem vindo!

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Julho 07, 2008

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Julho 09, 2008

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Julho 10, 2008

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http://latrinadasletras.blogspot.com/2008/06/asco.html



Vomito na latrina
A sopa de letrinhas da refeição passada.
Poesia bruta, repulssiva, que nasce às golfadas;
Com um pouco de macarrão
E suas palavras cordiais, nem doces nem salgadas
Que tive de engolir quase a empurrar com a mão.

A convivência sem sabor causa indigestão
E faz mal às porcelanas...

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http://latrinadasletras.blogspot.com/2008/06/vale-pena-ver-de-novo.html

A dona de casa, tricotando,
Desenrola o novelo
E assiste à novela,
Que de novo não tem nada.
Pra quê, afinal, o folhetim
Se temos todos os dramas aqui
Bem ao nosso lado?
É chato não ter o intervalo
Para recorrer à geladeira?
A realidade é mais gelada...

Deus nos valha!
Brilha a navalha:
Um corpo na vala.
A chama na vela
E o pranto da velha
Por um filho morto. (quem foi o canalha?)
A água na calha
Escoa, ecoa
Como num vale de lágrimas.
Um rio salgado e vermelho
Flui vistoso, viscoso e alheio ao mundo
Numa sarjeta suja
Num subúrbio qualquer.
É mais um que não pode mais reclamar.
Vamos aos reclames;
Um comercial de sabão em pó é bom pra lavar a alma,
Já que o canal não muda.

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http://latrinadasletras.blogspot.com/2008/06/ambguo.html

Luto pela Política.
Avós, pais, netos;
Gente branca e negra
Constrói a história
Da sociedade.
E sou forte!

Luto pela Política.
A voz? Pó, mais nada.
Minhas vestes são negras
E me corrói a escólia
Da saciedade.
Estou farto!

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http://latrinadasletras.blogspot.com/2008/06/dica-de-filme-lavourarcaica.htm


É triste ver como um filme genial desses acaba sendo ignorado pelo grande público...
Sem dúvida alguma, LavourArcaica, se não for um dos melhores filmes brasileiros já feitos, é pelo menos um dos mais maduros e artisticamente bem-elaborados. Parecendo uma poesia de três horas, a obra lembra muito uma peça de teatro, em razão das falas com trejeitos líricos e os momentos de profunda densidade psicológica e tensão emocional.
Basicamente, trata-se de uma releitura da parábola do filho pródigo, mas que, em vez de passar a mensagem paternalista de "volte para os braços do lar e aceite o generoso perdão do Pai", encena um retrato genial do eterno embate entre tradicionalismo e sede de liberdade.
Como redigir críticas de filmes não é o meu forte, não vou nem tentar escrever um artigo; me limito a deixar um trechinho e a recomendar o título a quem quer que seja.
Única advertência: não é um filme para ser visto a qualquer hora, uma vez que demanda uma atenção enorme e não combina muito com crianças correndo pela sala ou com seus pais berrando pela casa.
ASSISTAM ESSE TRECHO! ABRA O LINK!
http://www.youtube.com/watch?v=Kky6p9dGt6s

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http://latrinadasletras.blogspot.com/2008/06/o-paulo-capital.html

São Paulo;
são paulos, josés e marias sem sobrenome,
que acordam dia após dia para servir
até o dia em que não mais acordam ou que não servem mais.
O motor da metrópole é movido a sangue e suor humano.
É a gente consumida.

São Paulo;
são paulos, josés e marias de sobrenome europeu,
que acordam nos seus apartamentos nos Jardins e se servem
do que há de melhor na boa cidade grande.
A metrópole tem assentos confortáveis reservados na cabine de comando.
É a gente que consome.

Duas São Paulos,
a dos noticiários e a dos guias turísticos;
o que há de nobre e o que há de pobre
convivendo sem se misturar.
É o petróleo que bóia feio manchando as águas límpidas
e mostrando o que é o progresso.

Quando se encontram (uma só cidade, uma sociedade),
rompe-se o silêncio:
É o tilintar da moeda atirada;
é o tiro pela mão magra calejada;
é o absurdo batendo à porta
e a hipocrisia perguntando: “Quem é?”

Olhai por nós, São Paulo,
já que aqui ninguém olha pro lado,
a não ser pra virar a cara.


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http://latrinadasletras.blogspot.com/2008/06/poeta-rascunho.html



Raso! Raso!
Rasgo um poema raso
E arraso a rosa
Que desabrochava risonha.
Ri! Sonha!
Antes que te desfolhem
E te pisem no pântano
Raso. Raso.

(junho de 2008)

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/07/fbio-aristimunho-vargas.html



Fábio Aristimunho Vargas. Advogado, poeta e tradutor. Bacharel em Direito e mestre em Direito Internacional pela USP. Autor do livro Medianeira (Quinze & Trinta, 2005). Foi presidente da Academia de Letras da FDUSP (1999/2000). Organizador do Tordesilhas – Festival Ibero-Americano de Poesia Contemporânea.
Mantém o blogue Medianeiro: (http://medianeiro.blogspot.com)
Palindrômica
1. alvariana
a ira cá bate: tabacaria

2. canto general
“a vaga vida dure”, neruda divagava

3. advertência
– aí, dr., ardia

4. constatação
é verborrágico o cigarro breve

5. terra
mesmo com, sem

6. emílio no espelho, 1969
– ato idiota

7. nova constatação
a ira, vejo hoje, varia

8. oração
- orem: "oh, homero..."
*************************************************************************************
Suspensória

a foto dos peitos da juliana paes
suspendendo o espaço
suspende no tempo
os peitos da juliana paes

a minha mão
espaço e tempo suspensos
na bunda da juliana paes

na outra mão
o suspense
de uma calça arriada.
*************************************************************************************
Re: Re: estelionato literário

sinceramente
roubou tá roubado
nada de antigo proprietário
receptador curioso
gente que pensa.
educados para repetir
o tempo todo
copiando alguém
usando frases imagens
mesmo sem perceber.

sinceramente toda poesia
é alheia. exemplo:
um poema sobre Roma
sobre um viajante que procura
ver roma em roma
nas ruínas de roma
feito e refeito
ao longo dos séculos.
e eu tenho esse
sinceramente.




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Julho 12, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/07/donny-correia.html


Estudante de Letras na Unibero. Poeta e tradutor, é produtor cultural da Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.
Crepúsculo

E com a seda da navalha risonha
Alice acaricia o pulso
A vida lhe escapa de um soluço
E o sangue ralo beija a fronha
*************************************************************************************

Os Paradoxos Crônicos

Para Carmen Reis

E perguntas que dor trago secreta
A roer minha alegria e juventude?
E em vão procuras conhecer-me a angústia
Que nem tu tornarias menos rude?

Lord Byron

I

estradas /fragmentos de/
tri
quadrifurcadas

elementos de dor e prazer revezando-
se /r/

dizemos um ao outro que a miséria
é impulsiva, estática e insolúvel

dizemos que damos voltas no vácuo
e voltamos ao zero
como se o zero fosse a morada única
de nós (...) e que assim será

sou uma lata de anchovas lacrada
meu cérebro de aço oxidado
me fez desertá-la
mais do que desejá-la

você, em suas certezas, cerrou
a chave da razão
se eu não caibo,
/logo/
não existo
degenero e morro

se você não pode entrar por essa porta
prefere chutá-la não para abrir,
mas
para exilar

eu rastejo num mar de espinhos
cada um deles com um nome
um signo de pobreza afetiva
esses espinhos serão coroas
você usará as coroas?

II

como Kippling à cova de Gunga Din
profiro:

you’re far better human than me

empurrar teu coração para longe
não denota repulsa, mas cautela
se o homem mata tudo aquilo que ama
então, não sou homem
sou limbo, sou gauche
amor que não mata
amor que transcende
e que não adentra tuas razões

III

vivemos no tênue fio da faca que separa
o carinho e a indiferença
como se fadados a equilibramos
nossos corpos cansados
no trapézio do dilema
no gume cego da contradição

não é mais tempo de amor
nem de ódio
o tempo é uma bigorna
o tempo tem o peso dos orgasmos
e dos insultos

mas o tempo muda os escombros
e reergue fortalezas
reduz a dor e cura os engulhos
o tempo refloresta o deserto
e engole as contradições

IV

de todo desespero descabido
serei escravo, quando em cada gota
de aniquilação nas retinas insones
sua silhueta branca vier cobrar meus
erros

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Julho 16, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/07/did-ms-riding-say-right-thing.h



The definition of love

The definition of love in many languages

Quaintly establishes

Identities of episodes

And makes the parallel

Of myth colloquial.

But, untranslatable,

Love remains

A future in brains.

Speech invents memory

Where there has been

Neither oblivion nor history.

And we remembering forget,

Mistake the future for the past,

Worrying fast

Back a long ago

Not yet to-morrow.



RIDING, Laura. Mindscapes.

***"Clube da esquina número 2", Milton Nascimento, Lô Borges e cia.

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Julho 17, 2008

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http://latrinadasletras.blogspot.com/2008/07/desbravador.html

Cabelos entre dedos,
Dedos entre pernas.
Tateando pedras no escuro,
As mãos se queimam, vacilam, recuam,
Ao tocar a brasa viva
Que faz dos lençóis um firmamento.

Na cegueira da noite,
Leio em braile a poesia
De tua pele arrepiada.
Invado teus poemas mais íntimos
E os guardo na ponta da língua.
Não preciso de olhos pra te sentir bem perto;
O bafo quente contra o meu rosto
Traz sussurros atrevidos,
Muito mais sórdidos
Que a tempestade do deserto;
E muito mais meigos
Que a brisa tímida da manhã.
O vapor da tua voz não sacia minha sede.

Eu, que me satisfazia ao navegar seguro
Perdido nas vagas de seus cabelos,
Abandono o navio e mergulho de cabeça
No maremoto de teu corpo revolto.
Eu quero os beijos da sereia!
A areia nos olhos, o sal na garganta.
Só aprende a navegar
Quem desafia o mar em fúria.
Eu quero é me afogar em tua saliva!
O gosto de mar na boca do náufrago
É o teu suor, que embriaga e reconforta.

Bóia o corpo do nadador da madrugada
Quando o beijo na testa diz que já é dia.
Ela senta na praia e espera
A maré
Perseguir os passos na areia.

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Julho 19, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/07/i-feel-like-screaming.html

A melhor sociedade será portanto aquela que isenta a potência de pensar do dever de obedecer, e guarda-se em seu próprio interesse de submetê-la à regra do Estado, que só vale para as ações. Enquanto o pensamento é livre, portanto vital, nada é comprometido; quando ele deixa de sê-lo, todas as outras opressões são possíveis, e já realizadas, toda ação torna-se culpável, toda vida ameaçada.
Gilles Deleuze.
*** "Rebellion", The Arcade Fire.

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Julho 21, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/07/troco-de-mo-e-comeo-ordenar-o-c

Knives, Andy Warhol.




Não querida, não é preciso correr assim do que
vivemos. O espaço arde. O perigo de viver.
Não, esta palavra.
O encarcerado só sabe que não vai morrer,
pinta as paredes da cela.
Deixa rastros possíveis, naquele curto espaço.
E se entala.
Estalam as tábuas no chão, o piso rompe, e todo sinal é uma
profecia.
Ou um acaso de que se escapa, incólume, a cada minuto.
CÉSAR, Ana C. Inéditos e Dispersos.
*** "You know who I am", Leonard Cohen.

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Julho 22, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/07/fragmentos.html

Crying girl, Roy Lichtenstein.
1. "Charles pega o queixo do narrador e deixa subir seus dedos magnetizados até as orelhas, "como os dedos de um cabeleireiro". Este gesto insignificante, que começo, é continuado por uma outra parte de mim; sem que nada, fisicamente, o interrompa, ele bifurca, passa da simples função ao sentido resplandecente, aquele do pedido de amor. O sentido (o destino) eletriza minha mão; vou rasgar o corpo opaco do outro, obrigá-lo (quer ele responda, quer se retire ou deixe ficar) a entrar no jogo do sentido: eu vou fazê-lo falar. No terreno amoroso não há acting-out: nenhuma pulsão, talvez mesmo nenhum prazer, nada a não ser signos, uma atividade tumultuada de fala: instalar, a cada ocasião furtiva, o sistema (o paradigma) da pergunta e da resposta."
PROUST, Marcel. O caminho de Guermantes.
2. "No incidente, não é a causa que me detém e repercute em mim, é a estrutura. Toda estrutura da relação vem a mim como se puxa uma toalha: seus dentilhados, suas armadilhas, seus impasses (assim como eu podia ver Paris e a Torre Eiffel na minúscula lente que enfeitava o porta-cantea de nacre). Não recrimino, não suspeito, não procuro as causas; vejo com temor a extensão da situação na qual estou envolvido; não sou homem de ressentimento, mas o da fatalidade.
(O incidente é para mim um signo, não um indício: o elemento de um sistema, não a floração de uma causalidade).
Às vezes, histericamente, meu próprio corpo produz o incidente: uma noite que eu seria como uma festa, uma declaração solene da qual eu esperava um efeito benfazejo, eu as bloqueio por uma dor de barriga, uma gripe: todos os substitutos possíveis da afonia histérica."
FREUD, Sigmund. A interpretação dos sonhos.
3. "Através desses julgamentos brilhantes, versáteis, subsiste uma impressão dolorosa: vejo que o outro persevera nele mesmo; ele é ele próprio essa perseverança, com a qual esbarro. Me desespero ao constatar que não posso deslocá-lo; o que quer que eu faça, o que quer que eu despenda por ele, ele não renuncia nunca ao seu próprio sistema. Ressinto o outro contraditoriamente como uma divindade caprichosa que varia constantemente de humor a meu respeito, e como uma coisa pesada, inveterada (essa coisa envelhecerá tal qual é, e é por isso que sofro). Ou ainda vejo o outro nos seus limites. Ou, finalmente, me pergunto: haverá um ponto, um só no qual o outro poderá me surpreender? [...]"
E então eu disse, olhando incrédula para o espelho: o dia chegou.
BARTHES, Roland. Fragmentos de um discurso amoroso.

4. "Como termina um amor? - O quê? Termina? Em suma ninguém -exceto os outros - nunca sabe disso; uma espécie de inocência mascara o fim da coisa concebida, afirmada, vivida como se fosse eterna. O que quer que se torne o objeto amado, quer ele desapareça ou passe à região da amizade, de qualquer maneira, eu não o vejo nem mesmo se dissipar: o amor que termina se afasta para um outro mundo como uma nave espacial que deixa de piscar: o ser amado ressoava como um clamor, de repente ei-lo sem brilho (o outro nunca desaparece quando e como se esperava). Esse fenômeno resulta de uma imposição do discurso amoroso: eu mesmo (sujeito enamorado) não posso construir até o fim na minha história de amor: sou o poeta (o recitante apenas do começo); o final dessa história, assim como a minha própria morte, pertence aos outros; eles que escrevam o romance, narrativa exterior, mítica."

BARTHES, Roland. Idem.
*** "Pois é", Los Hermanos.

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Julho 23, 2008

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/07/flap-2008.html




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Julho 24, 2008

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/07/flap-20-08.html

FLAP! 2.0 08
Zona Franca - Viva La Conexión!

www.flap2008.worpress.com

De 1º a 8 de agosto | São Paulo, gratuito


Zona Franca nos remete à idéia da troca comercial entre nações e delimita um território onde há o estímulo à circulação do capital financeiro. A proposta da FLAP! 2008 é adulterar esse conceito, transplantando-o para contexto cultural. A exemplo do Festival Tordesilhas, que em 2007 propôs um amplo debate de autores ibero-americanos, a FLAP! alarga suas fronteiras, convidando para sua quarta edição mais de 20 escritores latino-americanos.

O programa traz uma semana inteira de eventos, com trocas de experiências entre diferentes gerações, saberes e lugares. Da zona leste a oeste, passando pelo sul e sem abandonar o centro, a FLAP! acontecerá em centros culturais diversos, estimulando o contato entre autores, produtores culturais, acadêmicos, estudantes e interessados em geral. Como essencial ao espírito do evento, permanecem a informalidade, os debates apaixonados e a ampla participação do público.

O portuñol será idioma oficial do evento, que por oito dias agregará uma comunidade cujo principal traço é o interesse pela literatura contemporânea e a sua relação com as outras artes. No melhor espírito 2.0 08 e com tecnologias simples, nada além de um blogue e uma webcam, os organizadores transmitem, ao vivo e com chat, discussões sobre o evento e leitura de poemas (via www.ustream.tv). Outra inovação é evidenciar a rede de blogues amigos, o uso do twitter e contar detalhes de "como se organiza o evento" nas postagens. Os convidados latinos também poderão escrever diretamente no blogue oficial do evento. Y viva la conexión!

Blogue: www.flap2008.wordpress.com

Programa: http://flap2008.wordpress.com/programacao-sp

Contato: contato.vacamarela@gmail.com

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Julho 25, 2008

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/06/gerao-vacamarela.html



Acaba de sair o número 38 da Revista sèrieAlfa, editada pelo amigo Joan Navarro. Esta edição traz um dossiê com os poetas do Coletivo Vacamarela, em versão trilíngüe português-catalão-espanhol:


sèrieAlfa
núm. 38
estiu de 2008


Geração Vacamarela

[17 poetes brasilers del segle XXI]



Elisa Andrade Buzzo

Ivan Antunes



Lilian Aquino

Fábio Aristimunho

Gustavo Assano



Vinicius Baião

Andrea Catrópa

Donny Correia



Ana Paula Ferraz

Victor Del Franco

Eduardo Lacerda



Julia Lima

Carol Marossi

Paulo Moura



Renan Nuernberg

Thiago Ponce de Moraes

Ana Rüsche





[Traducció:]

Fábio Aristimunho Vargas

Alfredo Fressia

Joan Navarro

[Vinyeta de la portada:]

Carmen Martínez Albors

[Fotografies interior:]

Joan Navarro

[Agraïments:]

Carles Belda

Fábio Aristimunho Vargas



http://perso.wanadoo.es/joan-navarro/home.htm

http://www.sapiens.ya.com/joan-navarro/alfa/indexalf.htm


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http://medianeiro.blogspot.com/2008/05/problema-de-expresso.html

O grupo Clã canta "Problema de Expressão" no Gato Fedorento, programa do canal português RTV.

"A tua língua está tão perto da minha
Mas o que eu digo está tão longe
Do que manda o Lindley Cintra..."


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http://medianeiro.blogspot.com/2008/05/cantiga-basca-neska-ontziratua.


A cantiga basca Neska ontziratua (A moça raptada), também conhecida por seu verso inicial, Brodatzen ari nintzen (Estava bordando), foi transmitida por tradição oral até o séc. XIX, quando foi por fim compilada. Aqui vai uma bela interpretação, o texto e a minha tradução, baseada na versão espanhola de Billabeitia/Kortazar.




Neska ontziratua


Brodatzen ari nintzen
ene salan jarririk
aire bat entzun nuen
itsasoko aldetik
Itsasoko aldetik
untzian kantaturik.

Brodatzea utzirik
gan nintzen amagana
hean jaliko nintzen
gibeleko leihora
gibeleko leihora
itsasoko aldera.

Bai habil, haurra, habil
erron kapitainari
jin dadin afaitera
hemen deskantsatzera
hemen deskantsatzera
salaren ikustera.

Jaun Kapitaina, amak
igortzen nau zugana
jin zaiten afaitera
hantxet deskantsatzera
hantxet deskantsatzera
salaren ikustera.

Andre gazte xarmanta
hori ezin ditekena
iphar haizea dugu
gan behar dut aintzina
ezin ilkia baitut
hauxe da ene pena.

Andre gazte xarmanta
zu sar zaite untzira
gurekin afaitera
eta deskantsatzera
hortxet deskantsatzera
salaren ikustera.

Andre gazte xarmanta
igaiten da untzira
han emaiten diote
lo belharra papora
eta untzi handian
lo dago gaixo haurra.

Jaun kapitaina, nora
deramazu zuk haurra?
Zaluxko itzulazu
hartu duzun lekura
hartu duzun lekura
aita amen gortera.

Nere mariñel ona
heda zak heda bela
bethi nahi nuena
jina zaitak aldera
ez duk hain usu
jiten zoriona eskura.

Jaun kapitaina, nora
ekarri nauzu huna?
Zalu itzul nezazu
hartu nauzun lekura
hartu nauzun lekura
aita amen gortera.

Andre gazte xarmanta
hori ezin egina
hiru ehun lekhutan
juanak gira aintzina
ene meneko zira
orain duzu orena.

Andre gazte xarmantak
hor hartzen du ezpata
bihotzetik sartzen ta
hila doa lurrera
aldiz haren arima
hegaldaka zerura!

Nere kapitain jauna
hauxe duzu malurra.
Nere mariñel ona
norat aurthiki haurra?
orat aurthiki haurra?
Hortxet itsas zolara.

Hiru ehun lekhutan
dago itsas leihorra.
Oi Ama anderea
so egizu leihora
zur’alaba gaixoa
uhinak derabila.


A moça raptada


Eu estava bordando
sentada em minha sala
quando ouvi uma canção
vinda da beira-mar
vinda da beira-mar
entoada de um barco.

Larguei o meu bordado
e fui a minha mãe
pedir para eu olhar
da janela de trás
da janela de trás
que dá vista pro mar.

Sim, pode ir, minha filha,
e diga ao capitão
que venha aqui jantar,
venha aqui descansar
venha aqui descansar
e ver nossa morada.

Senhor capitão, minha
mãe me envia para
convidá-lo a jantar,
a descansar ali
a descansar ali
e ver nossa morada.

Encantadora jovem,
não me será possível.
O vento norte sopra,
vou partir para longe,
já não posso aportar.
Tenho aqui minha pena.

Encantadora jovem,
suba a bordo do barco
para jantar conosco
e para descansar,
a descansar aqui
e ver nossa morada.

A encantadora jovem
sobe a bordo do barco.
Ao rosto lhe aproximam
uma erva sonífera
e no enorme navio
adormece a infeliz.

Senhor capitão, leva
para onde essa menina?
Leve-a já de volta
para onde a encontrou
para onde a encontrou
na terra de seus pais.

Meu caro marinheiro,
ice a vela, ice a vela.
Tudo o que sempre quis
acabou vindo a mim.
Não tenho tão amiúde
tal alegria à mão.

Ó senhor capitão,
para onde me trouxe?
Leve-me já de volta
aonde me encontrou
aonde me encontrou
na terra de meus pais.

Encantadora jovem,
já não posso fazê-lo.
De lá nos afastamos
umas trezentas léguas.
Está em meu poder,
chegou a sua hora.

A encantadora jovem
pega a espada, trespassa
o próprio coração
e o seu corpo cai morto
no chão; já a sua alma
vai voando para o céu.

Meu senhor capitão,
mas que enorme tragédia!
Meu caro marinheiro,
onde a atiraremos?
onde a atiraremos?
No fundo do oceano.

Estende-se em trezentas
léguas a beira-mar.
Ó Senhora mãe, veja
através da janela:
as ondas balançando
a tua pobre filha.

.........Trad. Fábio Aristimunho Vargas


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Não esquecendo que palavras diriam mais do que imagens, aí vai um pouquinho do Tordesilhas.

anúncio pago

Caixa Cultural - primeira mesa: "Nosotros latinoamericanos"

público da primeira mesa

ônibus

Juan Kruz, Joan Navarro e Luis Carlos Mussó em visita a Fábio Aristimunho

Julia e Juliana na fila do almoço, com Joan ao fundo

Galpão do Folias - leitura noturna

Galpão do Folias 2 - Luís Serguilha

o mestre Glauco Mattoso

público no Instituto Cervantes

mesa: “Poesia espanhola hoje” – Javier Díaz Gil, Juan Kruz Igerabide, Fábio Aristimunho, Joan Navarro, Adolfo Montejo Navas

Joan Navarro lê poemas de “Atlas: Correspondència (2005-2007)”

Praça Roosevelt - lançamento Antologia Vacamarela: Carol, Victor, Julia, Fábio

com Alfredo Fressia, que assina o posfácio da Antologia

Antologia Vacamarela à venda: quer pagar quanto?

leitura bilíngüe do grupo Vacamarela com os convidados estrangeiros

leitura com Mario Bojórquez

Vacamarela: (em pé) Andréa Catrópa, Paulo Moura, Donny Correia, Julia Lima, Elisa Andrade Buzzo, Ana Paula Ferraz, Lilian Aquino, Ivan Antunes, Renan Nuernberger, Carol Marossi, Victor Del Franco, Fábio Aristimunho, (abaixados) Eduardo Lacerda, Vinicius Baião, Thiago Ponce de Moraes, Ana Rüsche, Gustavo Assano

noite de autógrafos: os amigos Lilian Aquino, Luis Carlos Mussó, Giancarlo Huapaya Cárdenas & Delmo Montenegro

mesa: Poesia portuguesa contemporânea

leitura – Frederico Barbosa

a Caixa Cultural, em sua altivez

a poesia vista por outro ângulo

Juan Kruz

leitura bilíngüe: Javier Díaz Gil & Fábio Aristimunho lendo os poemas de "Morir en Iguazú"

busão

Academia Internacional de Cinema

Pocket Show – Marcelo Sahea

Virna Teixeira & María Eugenia López

Café São Paulo - primeira festa de encerramento

turminha 1

turminha 2

eu, Joan & Virna

Ligia Dabul & María Eugenia

Virna & Tavinho Paes (a Lenda Viva!)

el meu amic valencià

vitral da Caixa Cultural

Alan Mills, Paulo Ferraz & Ana Rüsche

a poesia e o vil metal

restaurante nordestino - segunda festa de encerramento

João Henriques, Julia, Novo, Caqui

Caqui, Ana & Francesc

na casa do Caqui: Luis Carlos, esperando a vez; João Henriques, só no narguilê; Nícollas, entediado

Tordesilhas - Festival Ibero-Americano de Poesia Contemporânea
São Paulo, 30 de outubro a 4 de novembro de 2007
http://www.festivaltordesilhas.net/

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http://medianeiro.blogspot.com/2007/11/s-vezes-necessrio-e-foroso.html

Um poema de Salvador Espriu (1913-1985).


A vegades és necessari i forçós
que un home mori per un poble,
però mai no ha de morir tot un poble
per un home sol:
recorda sempre això, Sepharad.
Fes que siguin segurs els ponts del diàleg
i mira de comprendre i estimar
les raons i les parles diverses dels teus fills.
Que la pluja caigui a poc a poc en els sembrats
i l’aire passi com una estesa mà
suau i molt benigna damunt els amples camps.
Que Sepharad visqui eternament
en l’ordre i en la pau, en el treball,
en la difícil i merescuda
llibertat.


...Salvador Espriu
...in La pell de brau, 1960


A tradução:

Às vezes é necessário e forçoso
que um homem morra por um povo,
mas jamais terá de morrer todo um povo
por um só homem:
sempre se lembre disso, Sepharad.
Faça que sejam seguras as pontes do diálogo
e busque compreender e adivinhar
as razões e as dizeres diversos dos teus filhos.
Que a chuva caia aos poucos na plantação
e o ar passe como uma mão estendida,
suave e benigna sobre os amplos campos.
Que Sepharad viva eternamente
na ordem e na paz, no trabalho,
na difícil e merecida
liberdade.


...Salvador Espriu
...in ‘A pele de bravo’, 1960
...Trad. Fábio Aristimunho



N.T.: Sepharad (verso 5º) é uma toponímia bíblica de localização incerta, modernamente identificada com a Península Ibérica. Sepharad também designa a Espanha no hebreu moderno.

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http://medianeiro.blogspot.com/2007/11/lngua-basca-diferente-e-univers

Existe uma língua na Europa que luta para sobreviver, provando para si mesma e para o seu entorno sócio-cultural que é válida para a comunicação intercultural em um mundo cada vez mais globalizado e difícil. É uma língua que, além disso, está presente em inúmeros lares de todo o mundo, com grande implantação na América Latina e na América do Norte. Trata-se de uma língua cujas raízes os estudiosos ainda não encontraram, e que durante séculos produziu rios de literatura, favorável e contrária, sem motivo aparente para que seus detratores assim procedam.

Trata-se da língua basca – o euskara – que, sendo falada por não mais do que um milhão de pessoas em todo o mundo, gozou e goza do sentimento de apoio de muitíssimas mais. Almas que vêem nessa língua o testemunho milenar de um povo que, situado em um pequenino solar europeu, luta para mostrar ao mundo que toda ação em busca da diferenciação é positiva, sempre que feita a partir do ponto de vista da solidariedade e da integração, e nunca da imposição. Algo que, ademais, dificilmente a língua basca conseguiria, se a lei quisesse impô-la em virtude de sua debilidade crônica.

Não se trata de atacar seus perseguidores, o que também se poderia, mas sim de reivindicar para o euskara um lugar no contexto internacional, junto ao espanhol, inglês, francês, guarani, chinês, quéchua, navajo e todas as demais línguas do mundo. O idioma basco é testemunho vivo da psiquê de um povo ancestral, cujas raízes se perdem na noite da historia. Quando uma língua se deprecia, se está depreciando a própria civilização, a riqueza cultural. É uma grande falha na trama da humanidade, a produzida pelos que, amparados na razão que dá a força, injuriam e desdenham dos que apenas podem usar a força da razão.

A língua basca, falada por milhares de americanos desde o Canadá até o Cone Sul, necessita de apoios internacionais, como o que a cada ano recebe no seu dia comemorativo, 3 de dezembro. A Sociedade de Estudos Bascos (www.eusko-ikaskuntza.org) realiza de 15 de novembro a 3 de dezembro uma campanha mundial a favor da língua basca, motivo de orgulho de um pequeno povo europeu que deu origem, há séculos, a modos de vida distantes geograficamente, mostrando que se pode ser diferente a partir da universalidade.

JOSEMARI VELEZ DE MENDIZABAL
Escritor e Acadêmico Correspondente da Real Academia da Língua Basca

(Tradução: Fábio Aristimunho)

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Tenho tanto a dizer sobre o Tordesilhas, e tanto para ler depois dele, que mal sei por onde começar. Decidi começar organizando minhas leituras pendentes dos amigos que já foram mas que de alguma forma ficaram.

Livros de amigos que vieram para incrementar minha pequena biblioteca:


DÍAZ GIL, Javier. Hallazgo de la visión. Piedrabuena: Colección Yedra, 2000. IV Premio de Poesía “Nicolás del Hierro”.

DIEGUES, Douglas. La camaleoa. Asunción: Yiyi Jambo, 2007.

Entretanto. Revista de literatura. Ano I, número 1, 2007.

HUAPAYA, Giancarlo. Polisexual. Lima: Hipocampo, 2007.

IGERABIDE, Juan Kruz. También las verdade mueren. Irun: Alga, 2004.

______. Milu isila / Martillo silencioso. Edición bilingüe euskera/español.
Madrid: Palas Atenea, 2004.

______. Hosto gorri, hosto berde / Hoja roja, hoja verde / Feuille rouge, feuille verte. Edición trilingüe euskera/español/francés. Madrid: Palas Atenea, 2005.

IGLESIAS, Silvia. Cuerpos perfectos. Neuquén: Limón, 2006.

MUSSÓ, Luis Carlos. Tiniebla de esplendor. Quito: CCE, 2006. Premio Nacional de Poesía Jorge Carrera Andrade 2006.

MUSSÓ, Luis Carlos et. al. Porque nuestro es el exilio: poesía. Quito: Eskeletra, 2006.

NAVARRO, Joan. Magrana. València: Brosquil, 2004.

______. Bardissa de foc. Barcelona: Del Mall, 1981.

______. Tria personal: 1973 – 1987. València: Edicions de la Guerra, 1992.

______. Sauvage! Edition bilingue français/catalan. Caminel: Les Noeud des Miroirs, 2007.

______. Drumcondra. València: 3i4, 1991.

NEIRA, Elizabeth. ABYECTA: (express). Buenos Aires: Re-Cabeza, 2005.

______. El soliloquio de la reina. Rosario: Junco y Capulí, 2005.


Livros gentilmente presenteados pelos amigos Juan Kruz e Joan Navarro:


- Literatura basca:

ALDEKOA, Iñaki. Historia de la literatura vasca. Donostia: Erein, 2004.

BILLELABEITIA, Miren M.; KORTAZAR, Jon (Ed. y Trad.). Euskal baladak eta kantu herrikoiak / Baladas y canciones tradicionales vascas. Edición bilingüe euskera/español. Madrid: Palas Atenea, 2002.

LIZARDI, Xabier (José María Aguirre). Biotz begietan / En el corazón y en los ojos. Edición bilingüe. [S.l.]: La Navarra, [s.d.].


- Literatura catalã:

Ausiàs Marc / Joan Fuster. Antologia poètica. València, 3i4, 2001.

BROSSA, Joan. Els ulls de l’òliba. València: 3i4, 1982.

CASTELLET, J. M.; MOLAS, J. (Orgs.). Antologia general de la poesia catalana. Barcelona: Edicions 62, 2000.

FOIX, J. V. On he deixat les claus... Barcelona: Quaderns Crema, 2006.

PAPASSEIT, Joan Salvat; PÒRCEL, Bartomeu Rosselló; TORRES, Màrius. Poesia. Barcelona: Edicions 62, [1995?].

SERRA, Jean. Convocat silenci. [València?]: 3i4, 2003.

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A edição 7 do jornal de literatura contemporânea O Casulo, que contou com o apoio do VAI (Valorização de Iniciativas Culturais da Prefeitura de São Paulo) nos dois últimos números, será lançado dia 1º de dezembro na Casa das Rosas (Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura), a partir de 19h.

O lançamento é um dos marcos da reabertura da Casa das Rosas como pólo literário da cidade, após a exposição CAD Brasil (Casa Arte & Design), que se encerrou em outubro deste ano.

Haverá também leitura de poemas, inclusive com a participação dos alunos de ensino médio da rede pública, vencedores do concurso literário Saia do Casulo.

Conheça mais sobre a história da publicação em release anexado a esta mensagem, e confira também o convite do lançamento.

Abaixo, prévia do conteúdo de O Casulo número 7:

Poemas
de Alberto Pucheu (RJ)
de Ana Elisa Ribeiro (MG)
de Lígia Dabul (RJ)

Tradução
de poemas do norte-americano Bill Knott, por Reuben da Cunha (MA)

Conheça
a história de Roberta Maria da Conceição e Severino Manoel de Souza, que criaram a Biblioteca Comunitária Prestes Maia. E saiba o que eles fazem, onde vivem e o que aconteceu com a biblioteca depois da desocupação do Edifício Prestes Maia, no centro de São Paulo.

Resultado do Concurso Saia do Casulo
confira os textos premiados de alunos de Ensino Médio da rede pública

Arte da capa e ilustrações
de Angelina Camelo (MG)

Mais ilustrações
de 2 em 1 digital - Rafael Agra & Andrea Pedro (SP)


No mesmo dia será oferecida na Casa das Rosas a oficina "Poesia brasileira contemporânea e o exílio na especificidade" por Andréa Catrópa, uma das editoras do jornal.


Lançamento jornal O Casulo – literatura contemporânea – número 7 - com leitura e participação dos ganhadores do Concurso Saia do Casulo
Casa das Rosas (Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura)
Avenida Paulista, 37 – próximo à estação Brigadeiro do Metrô
Dia 1º de dezembro – a partir das 19h
Ainda no dia 1º, oficina de poesia (por Andréa Catrópa) - das 10h às 14h30 - 20 vagas
Telefone: (11) 3288-9447
http://o-casulo.blogspot.com
http://www.casadasrosas.sp.gov .br
Todas as atividades são gratuitas

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RAVE CULTURAL – 3 ANOS DE ESPAÇO HAROLDO DE CAMPOS
Dias 8 e 9 de dezembro de 2007

PROGRAMAÇÃO
DIA 8 - Sábado

14h – MARRAGONI - Recriação sobre o texto original de Bertolt Brecht e Kurt Weill, a peça conta e canta a história de Paulo Pimenta, lenhador da Amazônia que chega em Marragoni, a cidade-arapuca dos nossos sonhos e ilusões.
Baseado no texto Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, de Bertolt Brecht.
Adaptação: Núcleo Arruaça!
Direção: Ana Roxo.

16h – Inauguração da visitação à Biblioteca Haroldo de Campos e do novo site da Casa das Rosas. Apresentação da exposição “Da Bibliocasa” - Livros do acervo Haroldo de Campos escolhidos pelo Professor e Tradutor Trajano Vieira, especialista na literatura grega, que colaborou na tradução que Haroldo fez da Ilíada, de Homero. Na seqüência haverá depoimentos sobre a Casa das Rosas com a participação dos ex-diretores do espaço.

17h – Desconcertos - a voz da prosa no aquecimento para a II RAVE CULTURAL, com leituras dos escritores Marcelino Freire e Paulo de Tarso. Curadoria de Claudinei Vieira, que criou este projeto na Casa das Rosas há três anos, tendo trazido para nosso espaço mais de 30 novos prosadores desde então.

18h - Choro – Com um repertório formado por ícones da MPB, como Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Chico Buarque, além de grandes nomes do samba como Cartola, Noel Rosa e Geraldo Pereira, integrantes da Banda do Canil da Usp se juntam aos músicos do grupo Coisa Linda de Deus para formar o quinteto que promete agitar o início da noite de sábado.
Henrique Gomide (piano e escaleta), Zé Motta (vocais), João Fideles (percussão), Gustavo Angimahtz (violão) e Lucas Nobile (cavaquinho).

19h – Saraus da Casa das Rosas – 1. Chama Poética. A agitadora cultural Fernanda de Almeida Prado convida os poetas Antônio Lázaro de Almeida Prado e Cássio Junqueira para declamarem poemas com o tema “Alegria”. Além disso, o sarau conta com a presença do grupo No mesmo barco, e dos músicos Ozias Stafuzza, Mariana Avena, Neno Miranda, Aurora Maciel e Cristina Pini.

20h – Alice Ruiz e Rogéria Holtz – No Show Música e Poesia de Alice Ruiz são apresentadas composições musicais da poeta com diversos parceiros, como Alzira Espíndola, Arnaldo Antunes, Itamar Assumpção, Rogéria Holtz, Zé Miguel Wisnik e Waltel Branco. Entre as músicas, Alice Ruiz apresenta também seus poemas. Rogéria Holtz é a convidada que, além de parceira, está gravando, no momento o CD No País de Alice. O show é uma prévia do lançamento do CD.

21h – José Roberto Aguilar e a Banda Performática - grupo formado em 1981 que vem mostrando desde então o melhor da música de invenção e a performance multimídia.
Giba (guitarra) , Marcos (baixo), Marcelo (bateria), César Maluf (teclados), Loop B (percussão), Daniela, Gabi e Aguilar (vocais), Nelson (vídeo) e Lenira (coreógrafa).

21h – Fábio Vietnica - O VDj apresenta, na sala 1, performances de imagens e sons lounge, criando um espaço para a videoarte e a música ambiente.

22h30 – Sala 2 – CAMA DE POESIA, performance cênica criada e dirigida por José Roberto Aguilar, com a atriz Denise Passos.

23h – Saraokê – No “Saraokê”, ao invés de cantar, o público é convidado a recitar poemas com um fundo musical especialmente criado pelos músicos Gustavo Melo, Lu Horta, Paulo Padilha e Marcelo Ferretti. Esta é uma ousada e divertida experiência de improvisação coletiva. Nenhum verso sairá como chegou e nenhum poeta também.

Dia 9 – Domingo

1h - Saraus da Casa das Rosas – 2. Rascunhos Poéticos. O segundo sarau de três constantes da Casa das Rosas. Apresenta o grupo de criação poética dirigido por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli.

2h – Trio Zabumbão - Forró para continuar a madrugada dançante na Casa das Rosas. Flavio Lima (Triângulo e voz), Chambinho (Acordeom) e Fabinho (Zabumba), e nos apresenta o melhor do forró madrugada a dentro.

4h – Saraus da Casa das Rosas – 3. Sarau da VACAMARELA, coletivo formado por jovens poetas, que busca divulgar as tendências da poesia contemporânea. Além de promover o debate literário FLAP, a VACAMARELA edita o jornal literário O Casulo.

5h – Pedro Osmar e amigos - apresentam o melhor da música de invenção. Com a presença de Zeh Rocha, Cauê, Rafa Barreto, Gleiziane Pinheiro e Fábio Barros.

7h – Café da manhã

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CURSOS DE DEZEMBRO 2007

Poesia brasileira contemporânea e o exílio na especificidade
Por Andréa Catropa

Dia 1 de dezembro das 10 às 14:30
Vagas: 20
Gratuito

O objetivo desta oficina é fornecer aos participantes algumas ferramentas para sua reflexão acerca da poesia contemporânea brasileira. Para isto, faremos um breve panorama dos principais eventos da poesia moderna nacional e um detalhamento de algumas características do cenário literário, desde a década de 70 até a atualidade. Também iremos nos deter na leitura de alguns textos deste período, para que os elementos teóricos sejam confrontados com a produção poética atual.


OFICINA DE HAIKAIS
Por Alice Ruiz

Dias 12, 13 e 14 de dezembro, das 19 às 21hs
Vagas: 30
Inscrição: R$ 10,00

Essa oficina se propõe a familiarizar os participantes à técnica e prática do haikai- poesia mínima de origem japonesa, analisando e cotejando a produção de haikais japoneses e brasileiros, em conjunto, tendo assim um rápido apanhado histórico. Na parte prática, o participante inicia com exercícios de tradução passando para a criação em conjunto, e com a coordenadora, havendo espaço, é claro, para as produções individuais.

OFICINA DE NARRATIVAS BREVES
Por Marcelino Freire

Dias 12, 13 e 15 de dezembro, das 19 às 21hs, (sábado, dia 15, das 15 às 17hs)
Vagas: 30
Inscrição: R$ 10,00

O autor de “Contos Negreiros”, “Balé Ralé” e “Angu de Sangue”, dentre outros, Marcelino Freire ministrará esta oficina em que mostrará aos participantes os passos para se construir uma narrativa breve que prime pela qualidade através da forma concisa.

As inscrições devem ser feitas pessoalmente na Casa das Rosas, com Fernanda César, de segunda a sexta, das 10 às 18h.

Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av. Paulista, 37 – Bela Vista
São Paulo – SP
Tel: 3288-9447
www.casadasrosas.sp.gov.br

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O Coletivo Vacamarela, formado neste ano por jovens escritores que realizam publicações e eventos literários, lança a Antologia Vacamarela (edição trilíngüe português/espanhol/inglês), na madrugada do dia 2 de novembro na Praça Roosevelt, em São Paulo. O lançamento é parte da programação do Tordesilhas, Festival Ibero-americano de poesia contemporânea (http://www.festivaltordesilhas.net). Poetas estrangeiros convidados do festival e do coletivo deverão realizar uma leitura conjunta.

Em formato paisagem e com projeto gráfico leve, e ao mesmo tempo sofisticado, a antologia traz textos dos 17 poetas do grupo, no espírito de variedade de estilos e temas que caracterizam a nova poesia brasileira do século XXI. A tradução de todo o conteúdo para o espanhol e o inglês representa um esforço de superação da barreira da língua para a poesia em língua portuguesa. O prefácio é assinado pelo poeta e crítico Frederico Barbosa e tem posfácio do professor, poeta e crítico literário uruguaio Alfredo Fressia.


Serviço:
Antologia Vacamarela – lançamento dia 2 de novembro, às 24h na Praça Roosevelt (Centro, São Paulo – SP)
Preço promocional de lançamento: R$ 15,00
80 pp.

Leitura com poetas do Coletivo Vacamarela (mais participações especiais de poetas do Festival Tordesilhas):

Ana Paula Ferraz/ Ana Rüsche/ Andréa Catrópa/ Carol Marossi/ Donny Correia/ Eduardo Lacerda/ Elisa Andrade Buzzo/ Fábio Aristimunho/ Gustavo Assano/ Ivan Antunes/ Julia Lima/ Lilian Aquino/ Paulo Moura/ Renan Nuernberger/ Thiago Ponce de Moraes/ Victor Del Franco/ Vinicius Baião


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Mais de 50 poetas confirmados

Tordesilhas - Festival Ibero-americano de Poesia Contemporânea terá participantes do Brasil, América Latina e Península Ibérica

O Tordesilhas – Festival Ibero Americano de Poesia Contemporânea acaba de definir sua lista de participantes. São mais de 50 poetas confirmados no evento, entre eles mais de 25 poetas da América Latina e Península Ibérica, com trabalhos representativos e de reconhecido destaque internacional, além de poetas de todo o país. Também participarão acadêmicos, críticos e editores de poesia interessados na temática ibero-americana.

Entre os poetas estrangeiros, destacamos Joan Navarro (Espanha), Roberto Echavarren (Uruguai), Coral Bracho (México), Luís Serguilha (Portugal), Lorenzo da Veiga (Cuba/USA), Mário Bojórguez (México) e Víctor Sosa (Uruguai/México), para citar alguns, além de vários poetas jovens ibero-americanos.

O Festival será realizado entre os dias 30 de outubro e 4 de novembro no Edifício da Caixa Cultural, na Praça da Sé, em São Paulo, com programação noturna itinerante, que inclui o Instituto Cervantes, o Espaço Parlapatões na Praça Roosevelt, o teatro Galpão de Folias e a Academia Internacional de Cinema. Debates, leituras e lançamentos de livros fazem parte da programação. O objetivo do evento literário é propiciar o mútuo conhecimento da produção de poesia contemporânea desses países, e intensificar as relações culturais do Brasil com países de língua portuguesa e espanhola.

O evento é patrocinado pela Caixa Econômica Federal e pelo Instituto Cervantes. A curadoria é dos poetas Cláudio Daniel e Virna Teixeira.

Confira, abaixo, a lista completa dos convidados.


Poetas estrangeiros confirmados

Participações especiais

Tamara Kamenszain (Argentina)
Efrain Santana (Cuba)
Adolfo Montejo Navas (Espanha)
Javier Díaz Gil (Espanha)
Joan Navarro (Espanha)
Juan Kruz Igerabide (Espanha)
Andrés Ordóñez (Cônsul-Geral do México)
Coral Bracho (México)
Mario Bojórquez (México)
León Félix Batista (República Dominicana)
Alfredo Fressia (Uruguai)
Roberto Echavarren (Uruguai)
Víctor Sosa (Uruguai/México)

Convidados estrangeiros

Anahí Mallol (Argentina)
María Eugenia López (Argentina)
Ammy Amorette (Chile)
Christian Aedo (Chile)
David Bustos (Chile)
Víctor López (Chile)
Luis Carlos Mussó (Equador)
Allan Mills (Guatemala)
Alberto Trejo (México)
Jair Cortés (México)
Rodrigo Flores (México)
Cristino Bogado (Paraguai)
Montserrat Álvarez (Paraguai)
Fernando Pomareda (Perú)
Giancarlo Huapaya Cárdenas (Perú)
Joao Miguel Henriques (Portugal)
Luís Serguilha (Portugal)

Convidados brasileiros confirmados

Participações especiais

Antônio Vicente Pietroforte (SP)
Ademir Asssunção (SP)
Contador Borges (SP)
Donizete Galvão (SP)
Glauco Mattoso (SP)
Horácio Costa (SP)
Frederico Barbosa (SP)
Ivã Lopes (SP)

Convidados nacionais

Adriana Zapparolli (SP)
Ana Maria Ramiro (SP/DF)
Andrea Catropa (SP)
Annita Costa Malufe (SP)
Antônio Moura (PA)
Bruna Beber (RJ)
Camilla Del Valle (RJ)
Delmo Montenegro (PE)
Douglas Diegues (MT)
Eduardo Jorge (CE)
Flávia Rocha (SP)
Lígia Dabul (RJ)
Leonardo Gandolfi (RJ)
Marcelo Chagas (SP)
Marcelo Montenegro (SP)
Marcelo Sahea (DF)
Micheliny Verunsck (PE)
Nícollas Pessoa (MG)
Paulo Ferraz (MT/SP)
Ruy Proença (SP)
Thiago Ponce (RJ)

Patrocínio:

Caixa Econômica Federal

Realização:

Projeto Tordesilhas
Amauta Editorial
Instituto Cervantes

Apoio:

Companhia Os Satyros
Espaço Parlapatões
Galpão de Folias
Academia Internacional de Cinema

Produção:

Torresan

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A 3.ª edição do Prêmio Bravo! Prime de Cultura ocorre na segunda-feira, dia 1º de outubro, na Sala São Paulo, e premia os melhores das artes em oito categorias. Também será escolhida a Personalidade Cultural do Ano, a casa com a Melhor Programação e o Artista Prime do Ano.

Estamos na torcida pelo amigo Paulo Ferraz na categoria Melhor Livro!

Categorias:

Melhor Livro
Macho não ganha flor, de Dalton Trevisan
A Máquina do ser, de João Gilberto Noll
De novo nada, de Paulo Ferraz

Melhor Filme Nacional
O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger
Pro dia nascer feliz, de João Jardim
O céu de Suely, de Karim Aïnouz

Melhor Espetáculo de Teatro
O homem provisório, de Cacá Carvalho
Gaivota – Tema para um conta curto, de Enrique Diaz
O avarento, de Felipe Hirsch

Melhor Espetáculo de Dança
Pequenas Frestas de Ficção sobre Realidade Insistente, Grupo Cena 11 de Dança
Still, sob o estado das coisas, de Gustavo Ciríaco
Disposições Transitórias ou Pequenas Mortes, de Vera Sala

Melhor Show
Ângelo Ro Ro, no Sesc
Dentro do mar tem rio, Maria Bethânia
Noites de gala, samba na rua, Mônica Salmaso

Melhor CD Popular
Transfiguração, Cordel do Fogo Encantado
Social, Marcelinho da Lua
1000 Trutas 1000 Tretas, Racionais MCs

Melhor CD Erudito
Schumann & Schubert, Antonio Meneses
Piano Trasncriptions, Ira Levin
Beethoven, Piano Sonatas, Nelson Freire

Melhor Exposição
O marco amador – Sessão Cursos, Paulo Meira
Mundus Admirabilis, Regina Silveira
Matemática Rápida, Renata Lucas

Personalidade Cultural do Ano
Luiz Schwarcz
Maria Alice Vergueiro
Pedro Herz

Melhor Programação
Espaço dos Satyros
Museu da Língua Portuguesa
Sesc São Paulo

Artista Prime do Ano
Ariano Suassuna
Caetano Veloso
Cao Hamburger
Manoel Carlos
Paulo Autran


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POEMAS DE: Ana Carolina Marossi, Ana Rüsche, Ana Paula Ferraz, Andréa Catrópa, Donny Correia, Eduardo Lacerda, Fabio Aristimunho Vargas, Gustavo Assano, Ivan Antunes, Lilian Aquino, Renan Nuernberger e Victor Dela Franco. PARTICIPAÇÃO ESPECIAL do músico Rafael Agra.


QUINTA, 13/09, ÀS 19H30
SARAU + ENTREVISTA VACAMARELA
SESC CONSOLAÇÃO
R. Dr. Vila Nova,245


SEXTA, 14/09, ÀS 19H30
SARAU + SARAU ABERTO (LEVE SEU POEMA)
BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA
R. Henrique Schaumann, 777 (esq. com R.Cardeal Arcoverde)

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http://medianeiro.blogspot.com/2007/08/lanamento-o-casulo-n-6.html

O jornal de literatura contemporânea O Casulo no. 6 será lançado na noite do dia 10 de agosto na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, com sarau aberto ao público e apresentações musicais. Em anexo a esta mensagem enviamos os seguintes arquivos com informações sobre a nova fase do jornal neste semestre: release, convite eletrônico e imagem da capa da edição 6.

Os destaques deste número são: entrevista exclusiva com o músico Zeca Baleiro, poemas de Angélica Freitas, Marcelo Montenegro e Ronald Polito . A capa e as ilustrações do miolo são de Luli Penna e a ilustração da contracapa é de Francisco dos Santos.

Como reconhecimento ao trabalho realizado desde 2005, O Casulo recebeu neste ano o apoio do VAI – Valorização de Iniciativas Culturais, projeto da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo. A tiragem do jornal passará, nos números seis e sete, de 3 mil para 30 mil exemplares com distribuição gratuita em espaços culturais, teatros, cinemas, universidades, nas 88 bibliotecas públicas da cidade e em 150 escolas de ensino médio da rede pública (municipal e estadual).

Ainda com o apoio da Prefeitura de São Paulo serão realizadas 20 oficinas de criação literária e o 1º Concurso Literário "Saia do Casulo", destinado aos alunos do ensino médio da cidade.

Escritores e editoras que desejarem divulgação no jornal podem apoiar doando livros para a premiação do concurso. Até o momento, as editoras Azougue , Escrituras e Lucerna/Zeus doaram mais de 150 livros e terão seus logos publicados e títulos divulgados na edição de novembro da publicação.

Para qualquer informação adicional entre em contato por este e-mail, pelo endereço eletrônico ocasulo@gmail.com, ou mesmo por telefone (11) 6104-8873 (com Eduardo Lacerda).


Serviço:
O Casulo - Jornal de Literatura Contemporânea
Lançamento da edição número 6
Dia 10 de agosto, às 20h
Biblioteca Alceu Amoroso Lima
Rua Henrique Schaumann, 777 - Pinheiros
São Paulo – SP


Realização:
Prefeitura de São Paulo
VAI – Valorização de Iniciativas Culturais

Apoio:
Casa das Rosas - www.casadasrosas.sp.gov.br
Observador Cultural - www.observadorcultural.org




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http://medianeiro.blogspot.com/2007/08/sarau-vacamarela-lanamento-o-ca

Lançamento do número 6 do Jornal O Casulo + Sarau vacamarela
dia 10/08 - 19h30

Programação

19h30 - abertura com o poeta Marcelo Montenegro.

20h00 - sarau vacamarela (Celso Borges e Carol Martins lêem poemas do grupo vacamarela com intervenções do músico Rafael Agra).

20h30 - dois pocket-shows com os músicos Kadu, e depois, Vinix.

21h15 - sarau aberto ao público. Para participar, inscreva-se na entrada do auditório.

Biblioteca Alceu Amoroso Lima
R. Henrique Schaumann, 777 (esq. com Cardeal Arcoverde)


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http://minimae.blogspot.com/2008/07/as-catedrais-todas-erguidas-con

As catedrais todas,
erguidas contra um mundo todo de sombra
soam óbivas, juntas,
avisando quem ama
a hora de se esquecer.

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http://minimae.blogspot.com/2008/07/segui-rodopiando-pela-ponte-que

segui rodopiando pela ponte,
que foi ficando cada vez maior enquanto eu caia dentro do rio,
trombando com as pedras.
Eram estátuas enormes
e um cristo que me perdoava por tudo

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http://minimae.blogspot.com/2008/07/fez-tanto-sentido-tantotanto-ve

Fez tanto sentido, tantotanto
ver as nuvens se fechando sobre nós
e o mundo todo caindo,
como se fossemos os únicos culpados.

As ruas vazias.
Era como se tivessemos uma época do mundo só nossa.

O whisky para mim,
o vinho para você
e o mundo todo fugiu
(se escondendo da chuva quente do leste do fim do mundo).

Só tinhamos sons,
e éramos tao felizes.

Fugimos entre as casas, e as ruas estreitas com acentos nos ts
escondidos entre versos imensos de esquecimento,
como se a ausência bastasse e o mundo todo tivesse exausto de nós.

E me engano em cada uma que passa com o mesmo jeito,
como se a chuva fosse uma enorme névoa e a névoa me enganasse.

Você nao volta.

E os sons das trombetas,
todos, umcontrapontocontraoutrocontraponto,
nao sao a sua voz e estao todos do outro lado do rio.

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http://minimae.blogspot.com/2008/07/faz-uma-eternidade-que-nao-me-v

Faz uma eternidade que nao me vejo assim,
tao perdido entre acentos e perdicao e ausência de acentos.

Faz uma eternidade.

E nao sao nem seis meses.

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Julho 26, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/07/elegia-indo-para-o-leito-vem-da


Elegia: indo para o leito
Vem, Dama, que eu desafio a paz;
Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como o inimigo diante do inimigo,
Canso-me de esperar se nunca brigo.
Solta esse cinto sideral que vela,
Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata esse corpete constelado,
Feito para deter o olhar ousado.
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
O que ele guarda, quieto, tão de perto.
O corpo que de tuas saias sai
É um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca essa grinalda armada e deixa
Que cresça o diadema da madeixa.
Tira os sapatos e entra sem receio
Nesse templo de amor que é nosso leito.
Os anjos mostram-se num branco véu aos homens.
Tu, meu Anjo, é como o Céu De Maomé.
E se no branco têm contigo
Semelhança os espíritos, distingo:
O que o meu Anjo branco põe não é
O cabelo mas sim a carne em pé.
.................................Deixa que a minha mão errante adentre
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha América! Minha terra à vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha Mina preciosa, meu Império!
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
Onde cai minha mão, meu selo gravo.
.................................Nudez total! Todo prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo)
Sem vestes. As jóias que mulher ostenta
São como bolas de ouro de Atalanta:
Os olhos do tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados, a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns (a quem tal graça se consente)
É dado lê-la. Eu sou um que sabe;
Como se diante da parteira, abre-Te:
Atira, sim, o linho branco fora,
Nem penitência nem decência agora.
..............................Para ensinar-te eu me desnudo antes:
A coberta de um homem te é bastante.
John Donne
*** "Not enough time", INXS.

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http://minimae.blogspot.com/2008/07/o-sol-demora-dias-para-ir-e-chu

O sol tem demorado dias para ir.

Achei que nunca mais ia te ver.

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Julho 29, 2008

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http://medianeiro.blogspot.com/2008/07/lanamento-do-casulo-n-9.html

O número 9 do jornal O Casulo será lançado nesta sexta-feira, 1º de agosto, na abertura da FLAP.

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Julho 30, 2008

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http://hay-tomates.blogspot.com/2008/07/e-flap-vem.html

Veja a programação completa aqui. E visite o blogue da FLAP! aqui.
Com o mote “Zona Franca - Viva la Conexión”, a quarta edição da FLAP! acontece em São Paulo entre os dias 1º e 8 de agosto, flertando com outras artes e apostando na integração latino-americana através da poesia e, por que não, pela internet. Por antecedência, a festa literária já começou de certa forma, já que pelo blog do evento são agendados encontros abertos ao vivo pelo sistema Ustream.tv.

Enquanto as edições anteriores tinham como base a Praça Roosevelt, no centro da cidade, a “festa”, na versão “2.0″, se desdobra com a presença em massa de escritores de diversos países da América Latina e se descentraliza por todas regiões de São Paulo em vinte locais de debates e leituras. Dentre eles, pontos tradicionais da poesia contemporânea, como a Casa das Rosas, a Biblioteca Temática de Poesia Alceu Amoroso Lima; mas também a Faculdade de Letras da USP, a PUC, o Paço Cultural Julio Guerra (Casa Amarela), bares e livrarias. Sem esquecer as origens, haverá também debates no Teatro Satyros I e outros pontos da Roosevelt.

Na programação, que inclui debates sobre música (”Zona Franca v: o rap atura a literatura (e vice-versa)”, se destaca a presença em massa de latinos, com mais de vinte escritores (Alan Mills, da Guatemala; Héctor Hernández Montesinos, do Chile; Virginia Fuente, da Argentina; Ernesto Carrión, do Equador; Rodrigo Flores, do México, dentre outros), além dos convidados brasileiros, alguns deles já presentes em outros anos.

Na noite de abertura, dia 1º na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, será lançada a edição número 9 do jornal de literatura contemporânea O Casulo, com poemas de Alckmar Santos, Érica Zíngano, Greta Benitez, ilustrações de Rogério Barbosa e entrevista com o poeta e editor Joan Navarro.
Vejo vocês lá, porque só não vai quem já morreu. E tenho dito!

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Julho 31, 2008

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http://minimae.blogspot.com/2008/07/ponteponteponteponteponte.html

ponte,ponte,ponte,ponte,ponte.
Sempre achei que perdicao fosse outra coisa
que nao um monte de ruas lindas
e sem nome.

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http://minimae.blogspot.com/2008/07/me-disseram-que-essa-gua-imunda

Me disseram que essa água é imunda,
mas enquanto o Sol finalmente se afoga,
deixando para trás um calor que me faz entender o número de igrejas,
é essa água que quer me levar para casa.

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http://minimae.blogspot.com/2008/07/houve-um-tempo-em-que-agora-mes

Houve um tempo em que agora mesmo estariamos lavando a roupa suja,
milhares de ofensas escondendo o que todo mundo sabia.
Acho que matei tudo, afinal de contas.

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http://minimae.blogspot.com/2008/07/apaguei-cada-pegada-ignorei-tod

Apaguei cada pegada,
ignorei todas as pessoas certas,
troquei minhas roupas,
meu cabelo e a minha língua.

E tudo isso para me lembrar que você achava lindo quando eu falava italiano.

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http://minimae.blogspot.com/2008/07/cada-ano-um-centimetro-menos-da

A cada ano é um centimetro a menos
da cidade mais linda que eu já vi.
E em três dias foi como se eu tivesse afundado metros e metros.

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http://minimae.blogspot.com/2008/07/fiz-primeira-coisa-certa-em-mes

Fiz a primeira coisa certa em meses,
e já sinto como se daqui para frente
nenhuma coisa certa vá doer menos.

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