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fevereiro 22, 2010

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Mofado Caio De Um Sonho De Uma Noite De Verão

Em Uma História Sem Fim De Cinema!”

(ou Rascunho de Dragão em IV Ondas)


I.

além do jardim


ninguém fala a mesma língua

as dádivas cobradas selvagens

nos furtam do concreto

a alma distraída

que nos guia pela rua


o único de cada hora

é a repetitiva visão do amanhã


só que o azul do céu não é o sol

mas a tristeza da hora de partir


parto


II.

o coração leve


na monotonia da inconstância

todos filmes que chorei

são livros lacrados


obliteração fluida

de 1.000rps por semanas


não a freqüência constante das marés

mas a chuva de verão

a tempestade tropical

o furacão


o coração leve é o olho do furacão


III.

cada um está só no coração do mundo

atravessado por um raio de sol

e súbito crepúsculo


sem me ter, todo dia se arrasta

comigo, nenhuma noite é muito longa

… me ame menos, mas me ame por muito tempo


como se pudesse manter suspenso no ar

o coração leve – sempre há ventania,

sempre há tempestade tropical;


o coração leve é o olho do furacão

cercado pelos relâmpagos lendários do

oriente deste vendaval

enquanto desafiamos a gravidade


nos manter com todo peso em guarda – roupas encharcadas

de perto eletrizadas, sem tocar (por

medo das baforadas) – não dá pra seguir em frente

não dá pra deixar pra trás – nós

desafiando a gravidade


enquanto dançamos na beira do precipício contra-ad-

mirado mundo novo ao

som dos trovões se aproximando o

toque – não


podemos encher o espaço, um ao outro, preenchemos dentro de cada metade, adiante o inevitável colapso dos mundos, aproximando sem tocar, matemáticos contra os dragões, prenhes em cada fração fissurável até esgotar a leveza

engravida-de

parto


IV.

vestígios de um dia


você não dorme com o Gim, mas ele acorda com você

linguando a ressaca seca, irriga a garganta e gargalhada de perfume

mistura pau-no-pau o cheiro de borracha-de-vênus metida a lagartixa

num sol que não dura o sábado

a primeira escolha da manhã – 1ª


a madrugada divaga quem é você,

mas o dia só pergunta o quê fazer com ele...


e nada que explique o amanhecer vai te levar ao fim da noite /


eu sou um bocado

bêbado, um bocado viado, um bocado

louco, um bocado escritor;


mas um bocado é apenas um pedaço,

algo que explica quem é você ao fim do dia...


nas fossas marinhas das conversas de bar?!


Nenhum comentário de boutique, palavrão fora de hora, ou filosofia amanhecida de sexta-feira torna mais fácil levantar da cama e decidir o que fazer da sua vida.


Vá estereotipar a sua mãe!

(e não esqueça de converter o betamax em blue-ray, pra não ficar pesado...)

Palavras-chave: nnpp

Postado por Academia de Letras da Faculdade de Direito de São Paulo

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