(esqueceu?)

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Novembro 20, 2009

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http://hay-tomates.blogspot.com/2009/10/invention-of-solitude.html

Marc Chagall, Self portrait with muse.
“Everything can change at any moment, suddenly and forever."
Paul Auster.
*** "Surround me", 3-11 Porter.

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http://medianeiro.blogspot.com/2009/10/deu-no-euskal-kultura-iv.html

Reseña en O Globo sobre el libro de poesía vasca, catalana, gallega y castellana de Fabio Aristimunho
14/10/2009

El diario brasileño 'O Globo' publicaba el pasado sábado, 10 de octubre, un artículo y reseña sobre la colección de cuatro volúmenes sobre poesía española, gallega, catalana y vasca, respectivamente, publicado en portugués por el escritor y traductor brasileño Fabio Aristimunho Vargas, de mano de la editorial Hedra. Bella Jozef firma el texto, titulado 'Muchas caras de un país', en el que califica la obra como de una buena oportunidad de conocer obras de no fácil acceso para los lectores brasileños, calificando la breve antología como de un llamado de atención al aficionado, y un aviso de que "hay más literatura española, catalana, gallega y vasca" por descubrir.

Reseña en O Globo sobre el libro de poesía vasca, catalana, gallega y castellana de Fabio Aristimunho

La reseña publicada por O Globo el pasado viernes

Sao Paulo, Brasil. Como recordarán nuestros lectores, cada uno de los cuatro volúmenes de esta colección realiza una presentación general a la poesía de una de las cuatro lenguas mencionadas, bajo los títulos de 'Poesia espanhola das origens à Guerra Cilvil', 'Poesia galega das origens à Guerra Civil', 'Poesia catalá das origens à Guerra Civil', y 'Poesia basca das origens à Guerra Civil'.

Los cuatro volúmenes son asimismo pequeñas antologías bilingües, en la lengua original más la traducción al portugués, realizado todo ello bajo la coordinación y traducción de Fabio Aristimunho Vargas, publicado por la Editorial Hedra, con 160 páginas, 128 páginas, 160 páginas y 160 páginas, respectivamente, y a la venta a un precio de 15 reales brasileños (1 real, aproximadamente 0,58 dólares estadounidenses) por volumen.

La reseña señala, entre otros valores que posee la colección, el de llamar la atención al lector brasileño o en lengua portuguesa sobre unas literaturas --particularmente las gallega, catalana y vasca-- sobre las que no tiene fácil acceso, con la virtud de que la antología recoge los poemas y textos originales seleccionados junto a su traducción portuguesa, lo que posibilita un contacto directo con las obras y las lenguas. Si lo que has visto te ha llamado la atención, parece decir, "que sepas que no es sino una pequeña muestra, porque hay mucho más".


Fonte: site do Euskal Kultura em espanhol.


*

Fabio Aristimunhoren euskal, katalan, galiziar eta espainiar poesia liburuez artikulua argitaratu du O Globok
2009/10/14

Brasilgo 'O Globo' egunkari garrantzitsuak, Fabio Aristimunho Vargas poeta eta itzultzaileak espainiar, galiziar, katalan eta euskal poesiez portugesez plazaratu dituen sail bereko lau liburuez artikulu erreseina argitaratu zuen joan den ostiralean. Bella Jozef irakasleak sinatzen du lana 'Herrialde baten aurpegi anitzak' izenburupean, eta aukera edertzat jotzen ditu liburuak Brasilen gutxi ezagutzen diren literatura hauetara hurbildu eta konturatzeko horra bildu dena zatiño txiki bat baino ez dela.

Fabio Aristimunhoren euskal, katalan, galiziar eta espainiar poesia liburuez artikulua argitaratu du O Globok

Joan den ostiralean O Globok argitara emandako artikulu edo erreseina

Sao Paulo, Brasil. Orrialde hauetan aurretik ere azaldu bezala, jatorri euskalduna duen Fabio Aristimunho brasildarraren lau liburukiok aurkezpen orokorra egiten dute lau literatura horietako bakoitzari buruz, honako izenburuez: 'Poesia espanhola das origens à Guerra Cilvil', 'Poesia galega das origens à Guerra Civil', 'Poesia catalá das origens à Guerra Civil', eta 'Poesia basca das origens à Guerra Civil'.

Aurkezpen orokor hori biltzeaz gain, liburuki bakoitza antologia txiki edo labur bat da, hautatutako poema bakoitzaren aldamenean, jatorriko hizkuntzan alegia, itzulpen portugesa dakarrelarik, guztia Fabio Aristimunho-ren itzulpenez eta bere koordinaziopean egina. Argitaletxea Editorial Hedra da eta liburukiek 160 orrialde, 128 orrialde, 160 orrialde eta 160 orrialde dauzkate hurrenez-hurren. Bakoitza Brasilgo 15 errealetan dago salgai (errealak, 0,58 dolar estatubatuar balio du gutxi gora behera).

O Globok argitara emandako artikuluak irakurle eta zaletu brasildarrari edo portuges hizkuntzaz irakurtzen duenari normalean eskura ez dauzkan errealitate eta literatura batzuetara hurbiltzeko aukera polita izana aipatzen du, kontaktu hori aregotzen delarik poema bakoitza jatorriko hizkuntzan ekartzearekin, portugesezko itzulpenarekin batera. Asmoa erakartzea bada, lortzen du helburua, egarria edo gosea pizten baitu zer gehiago dagoen poesia eta literatura horietan jakiteko.


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Novembro 15, 2009

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http://hay-tomates.blogspot.com/2009/06/beckett-on.html

Every word is like an unnecessary stain on silence and nothingness.

*** "Enjoy the silence", Depeche Mode.

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http://medianeiro.blogspot.com/2009/05/fotos-do-lancamento-no-salao.ht

Entre os dias 1º e 10 de maio foi realizado o Salão Internacional do Livro - Foz do Iguaçu 2009. Participei do evento com o lançamento da Coleção Poesias de Espanha, no dia 4, ocasião em que fiz uma palestra sobre "Os 70 anos da Guerra Civil Espanhola e seu impacto nas literaturas galega, espanhola, catalã e basca". Eis as fotos da minha participação:



Auditório cheio

Minha mãe







Minha irmã Tania lendo Garcilaso de la Vega

Meu alunos também leram, como a Adriana

Vera, minha aluna de Filosofia, lendo Santa Teresa de Ávila

Com meus alunos de RI

Marineuza, minha aluna de Direito Internacional

Com a Ju

Com minhas alunas de Filosofia

Com a família

Professores da FAA: Patricia, eu, Lisbeth e Tania

Com Ju e minha mãe

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http://minimae.blogspot.com/2009/08/tem-uma-urgencia-enorme-crescen

Tem uma urgência enorme crescendo em mim,
e parece que eu vou quebrar as paredes.

Please don't slow me down
if I'm going too fast.

Tá ótimo assim.

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http://minimae.blogspot.com/2009/08/ive-got-sweet-little-angel-i-lo

I've got a sweet little angel,
I love the way she spreads her wings.

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http://minimae.blogspot.com/2009/08/charadas.html

Como é que pode, que eu tenho mais tempo que você?

* * *

2 vezes 1... diz aí, quanté?

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http://hay-tomates.blogspot.com/2009/05/abstinencia.html

Ryan in the tub, NAN GOLDIN.
Perception of an object costs
Precise the object’s loss.
Emily Dickinson.
*** "Some other time", Bill Evans.

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2009/03/100.html

este é o centésimo post do blog, que anda abandonado... vamos ver se, com o centenário, a gente resgata isso aqui.

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2009/03/empoeirado_24.html

torpor

desperta no ímpeto planejado
crueldade das palavra que se espalham com o vento
vento fogo folha seca queima

eu trago à tona o pior em você, sem saber, esperando que cada letra não se torne mais
uma arma contra mim

cada elo contaminado doentiamente
fui eu que incubei

desespera-se o silêncio, imploro para que o universo para de se expandir
mas o universo continua se expandindo
e eu já não posso mais impedi-lo

todos se sujam
já não há mais vacina
só o imprestável desperta

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2009/03/empoeirado.html

amory se deu conta de que seus interesses estavam ligados aos interesses de uma certa pessoa, mutável, variável, cujo rótulo, a fim de que seu passado sempre pudesse ser identificado com ele, era Amory Blaine.
ele caracterizava-se como um jovem de sorte, capaz de infinita capacidade para o bem e para o mal.
não se considerava uma "personalidade forte", mas confiava em sua facilidade (aprender coisas com rapidez) e em sua mentalidade superior (ler uma porção de livros profundos).
orgulhava-o o fato de que jamais poderia vir a ser um gênio da mecânica ou da ciência.
não lhe era impossível galgar qualquer outra atitude.


F. S. Fitzgerald - Este Lado do Paraíso

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/11/elsa.html

They called her Elsa, even though it wasn't her real name. At school, on the first day, our previous teacher tried to teach us how to correctly say, in the german accent, Helga. But all the children in the class could only produce vaguely similar sounds, and she settled for Elsa. Helga wasn't too thrilled to have moved here from Europe, and also to have her name changed by a bunch of 7 year-old-children. We'll keep calling her Elsa, afterall, hard habits... die old.

The principle had decided that learning Spanish was too average-like for our forward and progressive school program, so she introduced German and French as foreign optional languages. Untill this day, i have no idea whay 7 year-old-children would be interested in learning, in the most stupid way ever, Bonjour or Guttentag, needless to say these were subjects in which everyone got B's or A's and for them were able to convince daddy (ten years latter, of course) that it was a brilliant idea to spend a summer in France, to perfeccionate the language they had so passionately studied as a child!

At the time we left middle-school, we had learned nothing but greetings, days of the week, numbers, seasons, directions and classic oral constructions that could serve us to not starve, to find some place; and most importantly a) where's the toilet and b) dou you accept credit card? Despite the poor didatics and the low level of progress in the foreing languages department, fun was guaranteed in Elsa's classes.

She was a large fortyish german with pink skin and light yellow hair that looked as if it had never been touched by a brush. She also sweated a lot and had some sorte of compulsive disorder about organization.

Every Wednesday, at 9 sharp, she would enter the room and wait untill we rearrenged the desks (yes, she drew a little map and made copies for the whole class to know her sitting arrangements). Then, at 9h05 she would play the Guttentag, Guttenmorgen, Guttenwhatever song. During the first time she played it, we were just supposed to listen. The second round, we had to sing aloud during the chorous, when she smartly dimmed down the radio. By the fifth round, already halfway through class' time, we were singing without the old tape recorder, with different voices and tones, as a real choir would. She even taught us moves to match some parts of the song, which were actually helpful, since we only understood the Guttenmorgen, Guttenmorgen, Guttentag! part of the song. The rest was almost like learning German in Libras.

The last half of our productive class was all about writting. We made up words for about twenty minutes and spent lhe las fun moments watching Elsas's mania in organizing her collection of porcelan cats, dogs, turtles, owls, frogs, and all sorts of species. Each class she organized the antiques by a different criteria. One week would be Darwin, another week, Lamarck; and yet another week, by their colour pallets. Very amusing.

Anyway, Elsa really liked summertime, when she'd put on a two-piece bikini and show off her very white and voluptous figure. I remember on fild trip to the Water Park outside the city, the wholw school was there. Elsa was wearing a new pair, red thongs... A bit scary for the children, funny for the staff and embarassing for the other teachers. We could see the blond and curly hair around her bottom part and under her arm pitts. She wasn't too careful when it came to looks.

Night came and we had to go back home. But Elsa wasn't feeling too well, she had a fever, was sweating, shanking, really sick. The headmaster decided to make a pit stop at the ER before going back to school, where our parents waited for us. We're all curious to know what had taken our German Teacher down.

She left, went in the hospital, was there for 20 minutes and came back, very timidly, saying it was all okay. We were delivered ack to our families and a few months passed before we discovered what had made Elsa sick. Another teacher, at a Xmas' party, drank too much eggnog and spilled out the beans: she had forgotten a tampon, an internal woman's menstrual pad, inside, for two months. It had gotten so bad, she developed an infection, and had to take antibiotics for a long time.

Elsa never new all the students had found out about her little oblivion, but nobody never, ever, dared to get closer to her...

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/10/blog-post.html

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/09/dj-vu.html

"Julia is a teenage dreamer girl that discovers the magic of poetry. As literature grows inside her, the world around her tries to put her feet on the ground. Her only friends are a strange guy called Francis and her journal. Together, they start living in fantasy world, perfect, painless..."

Isso é a sinopse de um curta brasileiro chamado "O Diário de Julia", do Rafael Fracacio

Except from Francis, this is basically the story of my life... How weird is that?

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/09/family-autopsy-parte-1.html

Helena era uma criança mirrada, aquelas pra quem as mães preparariam língua ou bifes de fígado. Se fosse hoje, dariam achocolatados feitos especialmente para que seu filho tenha fome de.... urso. Mas, nos anos 50, o que se usava mesmo era uma bela mamadeira cheia de leite, ovos crus e açúcar, do jeitinho que qualquer criança a-do-ra. E a gente fala das cicatrizes que nossos pais nos causam, achando os nossos avós adoráveis. Não foi a primeira nem a última filha; não era a mais bonita, mas também não era feia; nem a mais inteligente era. Helena chegou ao mundo já atrás no placar que a gente mantém com a vida, como se fadada a uma mediocridade de horóscopo. Estava sempre em terceiro lugar, medalha de bronze.


Como toda criança comum, Helena não se lembra de seus primeiros aniversários. Mas não vai se esquecer nunca do 7º, já que seu irmão mais novo nasceu 20 dias antes dele. A comoção familiar denunciava todo o descaso com uma terceira filha, que só por ser filha, já vinha em desvantagem. Como aqueles produtos que compramos em outlets: com a costura defeituosa ou uma pequena manchinha que derrubam o preço pela metade e que, por isso, sempre ficam num lugar de menor destaque no guarda-roupas. Helena era uma calça de barra malfeita.


Rafael, por outro lado, chegou já com o reinado pronto para a coroação. Tanto fez no parto que deixou a mãe de cama por um mês. Com 2 anos, algum charlatão decidiu que deveriam retirar suas amídalas. A cirurgia foi tão bem feita que o excesso de anestesia o deixou molhando a cama até os 10 anos de idade. Nada mais simbólico. Toda noite a mesma novela se repetia, por anos: ele se levantava e ia até a “babá”/ “empregada”, que pacientemente trocava-lhe o pijama, os lençóis e o acolhia na cama. Às vezes dizia para a mãe, que acordava impaciente: “mas mãe, foi só uma rodinha!”, olhando discaradamente para uma poça amarela que secava no calor de setembro.


Era também folgado, preguiçoso e malandro. Daquelas crianças que aprontam e têm a cara de anjo caído. Negava tudo até a morte, mas todo mundo bem sabia o que Rafael fazia.


Pois no aniversário da irmã, com 20 dias, ele já mostrou para quê tinha nascido. A mãe, ainda de resguardo, se lamuriava na cama, enfornada num quarto escuro e abafado. As aleluias rondavam e deixavam suas asas num cemitério nojento que se formava no chão. O “parabéns pra você” tinha trilha sonora das cordas vocais de Rafael, que incessantemente berrava. E o pai só reclamava que tinha que voltar pra loja. Uma cena quase fúnebre. Helena comemorou seus sete anos aos pés da cama da mãe que dizia estar à beira da morte, ao lado do irmão histérico e do pai ríspido que só queria mesmo acabar logo com aquilo.


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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/09/quando-o-seu-ideal-de-parceiro.

Quando o seu ideal de parceiro masculino parece cada vez mais com um super-herói e menos com um humano, talvez seja a hora de rever os seus conceitos, avaliando o que você realmente precisa num homem, ao invés do que você deseja.

Meu horóscopo tá brincando comigo, né?
Nêgo vem falar de reavaliar o que eu procuro num homem? Filho, se balança mas fica em pé, a gente aceita...

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/09/info.html

post removido por motivos de força menor.

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/09/faubourg-saint-denis-et-tu-tais

Faubourg Saint-Denis

et tu étais admise bien sur
tu as quitté boston pour aménager à Paris
un petit apartement dans la rue de Faubourg Saint-Denis
je t'ai montré notre quartier
mes bars, mon école
je t'ai présenté à mes amis, à mes parents
j'ai écouté les textes que tu répétais
tes chantes, tes espoirs, tes désirs, ta musique
tu écoutais la mienne
mon italian, mon allemand,
mes brics de russe
je t'ai donné un walkmand
tu m'as offert un oreiller
et un jour, tu m'as embrassé
le temps passait, le temps filait
et tous parait si facile
si simple, libre, si nouveau et si unique
on allait au cinéma
on allait danser
faire des courses
on riait, tu pleurais,
on nageait, on fumait, on se rasait
de temps en autre tu criais
sans aucune raison, ou avec raison parfois
oui, avec raison parfois
je t'accompagnais au conservatoire
je révisais mes éxamens
j'écoutais tes exercices de chant
tes espoirs, tes désirs, ta musique
tu écoutais la mienne
nous étions proches, si proches
toujours plus proche
nous allions au cinéma,
nous allions nager, rions ensemble
tu criais
avec une raison parfois
et parfois sans
le temps passait
le temps filait
je t'accompagnais au conservatoire
je révisais mes examens
tu m'écutais parler italien, allemand, russe, français
je révisais mes examens
tu criais
parfois avec raison
le temps passait, sans raison
tu criais, sans raison
je révisais mes examens
mes examens, mes examens, mes examens
le temps passait
tu criais, tu criais, tu criais
j'allais au cinéma
(il pleure et dit "pardone-moi, Francine")
...

Thomas, are you listening to me?
No, I see you.

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/09/um-beijo-roubado.html

Acabei de assistir "My Blueberry Nights" do Wong Kar Wai, achei maravilhoso. Um filme muito sensível, apesar de uns poucos clichês. Um filme belo e simples, apesar dos stars hollywoodianos. Uma trilha sonora fantástica. Um filme para esboçar sorrisos e deixar os olhos lacrimosos.

Wong Kar Wai é o mesmo diretor do último segmento do "Eros", último filme do Michelangelo Antonioni (filme que também tem um segmento dirigido pelo Soderbergh, que eu não sei o porque foi escolhido, mas...). A primera parte do filme se chama "Il filo pericoloso delle cose" ou, no meu italiano macarrônico, o fio perigoso das coisas.

A parte do Soderbergh, bem sem graça e desnecessária, chama-se Equilibrium, e apesar de um elenco notável (Alan Arkin como um psicólogo bizarro e Roberto Downey Jr. como o paciente inquieto), causa bem uma vontade de ir embora do cinema. Acho que porque deve ter se esquecido de fazer o roteiro deste terço do filme e o Steven resolveru improvisar, hehe.

O trecho final é intitulado "The Hand", e conta a história de um alfaiate pobre e humilde que se apaixona por uma concubina. Ele faz vestidos, um mais bonito que o outro, para ela, de graça. Ele assume a tecelagem, vai enriquecendo, enquanto ela se torna cada vez mais pobre, até ficar doente. É também um filme sensível e belo, e eu vi muitas semelhanças com "Um Beijo Roubado".

A tradução do título para o português, como sempre, deixa a desejar. Mas eu adorei assistir esse filme. Não queria que acabasse! Para não escrever nenhum spoiler, falo só da minha cena preferida.

Lizzie, depois de sair de NY e ir até Memphis, Tennessee (god knows why), trabalha num Diner durante o dia e num bar à noite. Ela foge de NY porque foi deixada pelo namorado, que a trocou por outra. Ela sai em busca de algo que nem ela mesma sabe. Servindo no bar, conhece Arnie, um poilicial alcoólatra que bebe todas as noites pelo desgosto de ter sido deixado pela esposa. Lizzie simpatiza (e empatiza, claramente) com ele imediatamente. Uma bela noite, A tal ex-mulher, lindamente encenada pela Rachel Weisz, entra no bar para ir ao banheiro, e Arnie fica desconcertado no seu banquinho, olhando pela janela para o novo jovem namorado dela.

Numa outra noite, Arnie já mais do que bêbado, dá uma surra no tal namoradinho da Sue Lynne (sim, esse é o horroroso nome dela). Ela volta ao bar, enfurecida, gritando e xingando o ex-marido. Caçoa dele e se vira para ir embora, quando ele saca sua arma. Arnie diz que se ela se for, ele vai matá-la, no que ela responde "what are you gonna do? It's over!" e vai embora, denxando-o prostrado com a arma em punho.

Já numa terceira noite, Arnie sai do bar, dizendo para Lizzie que não precisava mais das suas fichas do A.A., que ele havia esquecido. Sai do bar e enfia seu carro num poste. "Disseram que foi um acidente. Que ele não conseguia ver a rua direito e acabou se descontrolando e batendo no poste." But we all know better.

Na noite seguinte, Sue Lynne entra no bar meio fora de si, todos olham para ela como se fosse culpa dela, inclusive Lizzie. Ela se senta no mesmo banquinho do ex-marido e pede uma vodka. Se vira para Lizzie que a está servindo, e diz: "This is my first drink in six years". E aí vemos que ela não abandonou o Arnie à toa não. Ninguém nesse mundo é tão inocente assim. Ela fica bêbada e na hora de ir embora, o dono do bar dá a conta do Arnie para Sue Lynne pagar. São meses de pedidos fiados, quase 800 dólares. Ela fica puta da vida, xinga, esperneia, chora. Lizzie sai atrás dela na rua, para encontrá-la sentada em frente ao local do acidente.

Chorando, ela diz que havia conhecido Arnie bem ali, quando ele havia perguntado para ela se estava dirigindo embriagada. "Quem diria que eu iria me apaixonar por um policial?". Mas que ele era tão louco por ela que ela estava se sufocando, e que toda noite eles bebiam para reencontrar o amor perdido. Mas que na manhã seguinte, alguma coisa continuava errada. Sempre. Até que ela o deixou. E ela desejava que ele morresse todos os dias, para que pudesse ser deixada em paz. E que, agora que ele tinha ido mesmo, ela sentia a maior dor do mundo.

Lizzie não diz nada, apenas ouve as confissões daquela "ex-viúva", tão perdida, tão machucada. E abraça Sue Lynne de um jeito muito carinhoso e reconfortante. Fiquei pensando o sentido dessa cena. Sue Lynne era exatamente igual ao ex-namorado de Lizzie. Ela abandonou o marido e arranjou outro, mesmo o Arnie sendo louco por ela. Elizabeth também não conseguia se imaginar vivendo sem o namorado (ela diz exatamente isso no começo do filme), e ele, ainda assim, a pretere por outra mulher.

Na verdade, ela está abraçando alguém exatamente igual a quem a fez sofrer, numa ironia tão crua, e ao mesmo tempo tão verdadeira. Num momento em que ela poderia abstratamente se vingar dos "traidores" do mundo, ela entende, silenciosamente, que as pessoas também têm suas razões para fazer as coisas. Bons ou ruins, cada um tem seus motivos. E no fim, não há certo ou errado, o lado do mocinho e da bandida. Todo mundo tá aí na vida "screwing up other people".

Essa seqüência no filme é tão bonita, tão profunda. Fiquei muito mexida com tudo. Fique pensando se teria a bondade de consolar alguém como Sue Lynne. Se conseguiria ser "magnânima" (por falta de outra palavra) daquele jeito. Se veria as coisas claramente como vejo agora. Fuck. Todo mundo erra, e a gente fica passing judgement sobre cada tropecinho alheio. E eu odeio que fiquem me julgando. Tenho sempre uma justificativa, um desculpa para cada escorrego. Don't others have them too?

Esse filme não tem nada a ver com encontrar o amor verdadeiro, ou encontrar amor em geral. Não tem nada a ver com a história de um casal, não tem nada a vez com casais. It's just fucking human life, wether you like it or not. 'Cause you don't really have a choice but to change!

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http://juliaeoquati.blogspot.com/2008/09/veja-sp.html

A capa da Vejinha dessa semana está mais que ridícula. Putz, tá faltando pauta pra esses jornalistas da Abril, né?

O Desafio dos 30 Reais é a "headline", e o subtítulo traz algo como "personalidades paulistanas garimpam produtos e serviços bacanas com pouco dinheiro no bolso". Poxa, como se 30 mangos fosse pouco! Tem gente que passa uma semana inteira comendo com essa grana, ou menos! E eles vêm com gracinha de desafio para famosos que fazem vestidos de R$4.000,00 e refeições a partir de R$300,00...

Poxa, por que não colocam alguém quem nem 30 paus tem pra ver o que ele compra? A Galisteu tem uma coleção de 1200 biquinis e gastou o "dinheirinho" dela em... mais um par. O pior é que ela gastou a maior parte do dinheiro na tanga do biquini, e na parte de cima, ela amarrou 2 bandanas. Poxa, apelou né, desde quando isso é bacana? Isso é mais adaptação de pobre na praia que 'estilo' minha filha...

Outra que me tirou do sério foi a Constanza Pascolato. Ela comprou um par de óculos escuros num brechó, 20 conto... Mas aí ela recomenda que troquem a lente para garantir que não fará mal aos olhos. Poxa, trapaceou legal. Quanto ficam lentes escuras novas na ótica do Iguatemi? R$30,00 my ass...

Por fim, a Julia Petit, que comprou calcinha e soutien nas Americanas. Poxa, certeza que com 30 contos dá pra comprar coisa bem melhor. E se ela tá precisando de underwear, vai no depósito São Jorge na 25 de maio, né? Pelo menos a qualidade é melhor...

Putz, por que é que eu ainda leio a veja mesmo?

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