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        <title><![CDATA[Alexandre Hannud Abdo : Blog]]></title>
        <description><![CDATA[Blog de Alexandre Hannud Abdo, hospedado no Stoa.]]></description>
        <generator>Elgg</generator>
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            <title><![CDATA[Wikipédia, objetivismo e recombinação]]></title>
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            <pubDate>Mon, 27 Feb 2012 07:11:05 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[<p>Ni!</p>
<p>
<iframe src="http://player.vimeo.com/video/10772241?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0"  width="400"  height="225"  frameborder="0"></iframe></p>
<p><a href="http://vimeo.com/10772241">Florian Cramer (DE/NL) The German WikiWars and the limits of objectivism</a> from <a href="http://vimeo.com/networkcultures">network cultures</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Acabei trombando com <a href="http://vimeo.com/10772241">este vídeo</a> por uma mensagem do <a href="http://rhwinter.com/">Roberto Winter</a> na lista do curso Futuro da Informação. Nele o palestrante argumenta que a Wikipédia é uma construção de inspiração neoliberal baseada no objetivismo filosófico de Ayn Rand, justificando-se num raciocínio sobre a forma de funcionamento da Wikipédia - e do Software Livre - e nas inclinações filosóficas de seus dois fundadores, em particular de Jimmy Wales.</p>
<p>Há alguns problemas sérios na argumentação do sujeito, que destaco abaixo, numa revisão ponto a ponto dos argumentos levantados no vídeo...</p>
<p>O vídeo começa com o palestrante contrastando um suposto potencial transformador da Internet com o que seria a realidade. Há já aí alguns enganos.</p>
<p> Confundir autores de filosofia inspiracional, como pierre levi, com análises rigorosas e realistas da questão da colaboração. -- Sem nenhum demérito para o que esses autores fazem, as obras deles não tem como objetivo entender o presente a partir dos fatos da realidade, mas apontar destinos potenciais, para serem perseguidos ao avançarmos e que, sem prejuízo, acabarão em outra forma que não a imaginada.<br /><br />A partir disso, dizer que a wikipédia e software livre são as únicas formas de coautoria em larga escala efetivas na Internet, desconsiderando os vastos repositórios de cultura e tecnologia gerados por redes par-a-par, apenas porque estes não se enquadram em uma definição extremada e inspiracional que nunca teve como objetivo descrever a realidade - ou por desconhecimento mesmo.<br /><br />Em particular, parece que ele nunca escutou hiphop, nem visitou um hackerspace, ou acessou uma imageboard, e abre o youtube só para canais de grandes produtoras. Não entendeu que a produção par-a-par na troca de arquivos é precisamente o mesmo processo operando numa outra categoria, nem nunca recebeu um demotivator, nem percebeu que expressões concretas não são o único objeto passível de remix, internet memes e tais.<br /><br />Por fim, chegando ao assunto, ele trata a Wikipédia como uma criação intencional e exclusiva de um ou dois indivíduos, e salta a sugerir que a ideologia desses membros fundadores contamina de tal maneira sua natureza que todo resultado do processo é uma manifestação dessa ideologia.<br /><br />Bem, basta investigar para ver que a primeira afirmação é falsa e que a segunda é ilógica. A Wikipédia não foi a criação programada e intencional de dois indivíduos obcecados por uma ideologia única e, mesmo que fôsse, isso não implicaria que seu resultado será uma manifestação inescapável e exclusiva dessa ideologia.<br /><br />Ele então afirma que o conceito de Ponto de Vista Neutro da Wikipédia é um produto do consenso atingível pelo diálogo entre visões supostas objetivas da realidade, em busca de uma objetividade extremada; quando, muito pelo contrário, ele é um consenso a respeito da soma das visões dessa realidade consideradas relevantes pelos mecanismos que a própria sociedade já desenvolveu e mantém com o fim de atribuir relevância e confiança às informações, como a academia e a imprensa.<br /><br />Acho difícil alguém argumentar que a academia e a imprensa são construções neoliberais do objetivismo randiano ;-)<br /><br />Depois ele vai dizer que o Software Livre tem por natureza ser genérico. Mas isso não é uma particularidade do Software Livre, e sim uma ideia básica da engenharia de software ou, mais geralmente, da engenharia. Os sistemas UNIX tem tanto sucesso justamente por serem feitos de componentes reutilizáveis, minimizando o esforço repetitivo de produção e depuração, independente de serem UNIXes livres ou proprietários. Um tijolo é algo genérico, assim como as pedras das pirâmides.<br /><br />Após isso, faz alguma alusão sobre a wikipédia ser genérica e sugere que a Wikipédia é crucial para o Pagerank do Google. Bem, ou ele não sabe como funciona o Pagerank, ou ele não se expressou claramente. O Google usa dados da Wikipédia, mas não é algo crucial.<br /><br />Depois ele identifica, sem nenhuma explicação, a opção por modularidade e interfaces genéricas no software - e portanto nas pirâmides - com o objetivismo filosófico, ao invés de reconhecer que trata-se de uma mera questão de bom senso no emprego do trabalho, perdendo-se na sopa de palavras.<br /><br />Só resta concluirmos que Ayn Rand era uma viajante do tempo! :D<br /><br />Por fim, ele passa o resto do vídeo viajando nessa sopa que ele preparou, onde objetivismo randiano neoliberal está equacionado com escolhas de bom senso em engenharia e onde ponto de vista neutro é entendido como consenso objetivista e não como a coleção dos pontos de vista considerados válidos pela sociedade através de instituições que predatam o objetivismo séculos, se não milênios.<br /><br />E para justificar esse raciocínio, ele aponta muito brevemente a existência de alguns casos na Wikipédia alemã onde, segundo ele, há problemas profundos de escala no processo, mas não oferece nenhum exemplo concreto de como ele descreveria esse objetivismo afetando a tomada de decisões. À parte, ignora que a Wikipédia em língua inglesa mesmo sendo muito maior não sofreu da mesma forma, ignora que há diferenças profundas em como a wikipédia em diferentes línguas organiza-se e que, dentre todas, a alemã é muito particular - e não numa direção objetivista randiana, até porque qual alemão vai dar bola pra uma pop-filósofa norte-americana? - e ignora, por fim, que a tal "guerra" na wikipédia alemã teve fim.<br /><br />Pra encerrar a palestra, ele ainda categoriza como "bizarro" o conhecimento que não cabe numa enciclopédia britânica e o software que uma microsoft não desenolve. Bem, com isso, se não demonstra que a wikipédia é randiana, ao menos revela-se um novo tipo de fundamentalista estético ;)<br /><br />E aí entra a aluna dele, faz uma alusão sem grandes méritos a Brecht, e aponta que as pessoas devem ter uma olhar crítico para a informação da wikipédia, como se isso fôsse uma novidade! Era um bom momento para sugerirem também um olhar crítico sobre eles mesmos, pelo menos salvaria o Brecht.<br /><br />Ela passa daí a mostrar um trabalho focado no "quem escreveu", onde ignora-se todo o contexto do processo de revisão par-a-par a posteriori em ação na enciclopédia, que constringe a atuação individual e frequentemente tem mais protagonismo que o autor em si.<br /><br />A ideia da teatro é muito chamativa, mas uma sequência de edições não é uma expressão dialética, os atores não são apenas quem editou, e o produto final não é um diálogo, mas uma enciclopédia. Que é escrita nessa voz, mais uma vez, desde séculos antes do neoliberalismo ou randianismo serem concebidos.</p>
<p>.~´</p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[O Software Livre como ecossistema]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/abdo/weblog/99962.html</link>
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            <pubDate>Sat, 21 Jan 2012 03:01:40 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[stallman]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[software livre]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[software]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[usp]]></dc:subject>
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		<dc:subject><![CDATA[kuhn]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[ime]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[ecossistema]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[darwin]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>A capacidade de testar ideias sobre o mundo e recombiná-las inteligentemente forma a base da ciência, observou Thomas Kuhn em meio ao século passado. Muito antes, Darwin descreveu a capacidade de organismos competirem no ambiente e recombinarem-se adaptativamente como a base generativa da vida. Ambos os processos, eles próprios resultantes de longa evolução, dependem fundamentalmente da recombinação de padrões, expressos em linguagem científica ou genética.<br /><br />Quando Turing concebeu o computador moderno, originou-se ali um outro sistema onde novos padrões, os softwares, comportavam-se com características similares. Dessa vida primitiva nos mainframes acadêmicos e militares à sua presença abundante permeando as interações entre quase todos os seres humanos, o software sofreu diversas transformações na sua forma de produção, derivadas de dois conflitos particulares à sua natureza:<br /><br />Primeiro, porque o software tem a peculiaridade de ser tecnologia e informação ao mesmo tempo, o que transfere à informação a característica alienante da tecnologia: aquilo que você pode utilizar sem compreender.<br /><br />Segundo, porque por ser uma manifestação codificada, acabou circunscrito por uma legislação concebida para outros fins, aplicada levianamente para restringir ainda mais seu ciclo de vida informacional.<br /><br />Nesse contexto, a propriedade de livre recombinação, fundamental para a evolução dos ecossistemas, foi gravemente ameaçada.<br /><br />Mais grave do que isso, aos poucos ficou evidente que a primeira forma de restrição à recombinação tinha um efeito secundário, de inibir a própria competição em si, eliminando de uma vez os dois pés do processo evolutivo.<br /><br />Na década de 80, quando essas contradições começavam a atingir amplamente a sociedade, Richard Stallman concebeu o que chamou de Software Livre, referindo-se a um método para preservar o ecossistema de código recombinante que existia.<br /><br />Formaram-se assim dois ecossitemas contraditórios regulando cada vez mais o fluxo e processamento da informação mundial, informação que, nesse mesmo período tornou-se o bem mais valioso da economia global.<br /><br />Nessas condições, esses ecossistemas, o do Software Livre em oposição ao do software proprietário, impõem crescentemente à sociedade desenvolvida em seu meio as próprias características que os organizam.<br /><br />Assim, mais do que uma estratégia evolucionária de sobrevivência, essa questão ética foi uma das principais motivações dos pioneiros do Software Livre.<br /><br />Em 2002, cerca de vinte anos após dar início ao movimento, o próprio Stallman publica uma coletânea de ensaios seus entitulada, assertivamente, "Software Livre, Sociedade Livre".<br /><br />Nessa mesma época, um advogado chamado Lawrence Lessig publica um livro chamado "Código" explicando, se não pela primeira vez, ao menos com uma clareza sem precedentes, como o software gradativamente substituirá o papel do direito em muitos aspectos da sociedade.<br /><br />A questão do ecossistema do software torna-se, então, uma questão ética e política, que interessa não apenas a programadores - ou /hackers/ - mas a todos os seres humanos.<br /><br />A computação partiu o mundo em dois e criou um novo espaço, onde convivemos entre nós e com as máquinas. Como nas grandes navegações, esse novo mundo acabará por fundir-se com seu genitor e, quem sabe, até suplantá-lo.<br /><br />Se falharmos em garantir ali os mesmos mecanismos contra a elitização do conhecimento e do controle dos recursos e das leis, promovendo sua recombinação e experimentação aberta e participativa, estaremos condenando junto todas as lutas por justiça e solidariedade neste mundo.</p>
<p>Ni!</p>
<p><em>Texto usado como guia para uma aula no <a href="http://www.labmap.ime.usp.br/curso-linux">Curso de administração de redes GNU/Linux do LabMap</a>, no IME-USP, em 20
 de janeiro de 2012.</em></p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Defenda sua liberdade de pensar por si!]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/abdo/weblog/98647.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/abdo/weblog/98647.html</guid>
            <pubDate>Mon, 17 Oct 2011 05:28:46 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[liberdades fundamentais]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[restricted boot]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[secure boot]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[software]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[software livre]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[direitos humanos]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Ni!<br /><br />Caros, começou essa semana uma batalha tecnológica que direcionará o futuro da condição humana.<br /><br />A Microsoft - e seguramente não está sozinha nisso - está pressionando fabricantes de hardware a produzir computadores que, por construção, <strong>só rodem os sistemas operacionais que o fabricante autorizar previamente</strong>. A primeira consequência disso será a dificuldade ou até impossibilidade dos usuários sequer optarem por um sistema operacional livre, como o GNU/Linux.<br /><br />Permitir o avanço dessa prática significa que, muito em breve, pode se tornar difícil, se não impossível, adquirir um computador sem tal mecanismo de controle ou que permita desativá-lo, e há notícias de que alguns fabricantes já pretendem impedir a sua desativação.<br /><br />Mais claramente, <em>parte dos nossos cérebros - o vulgo computador - será necessariamente controlado por uma empresa, sem sequer a possibilidade física de você optar por uma solução autônoma</em>.<br /><br />Peço-lhes, assim, que considerem assinar o documento abaixo, <strong>tornando público o compromisso de não adquirir um computador que implemente e vede desabilitar esse sistema de controle</strong>:<br /><br /><a href="http://www.fsf.org/campaigns/secure-boot-vs-restricted-boot/statement">http://www.fsf.org/campaigns/secure-boot-vs-restricted-boo</a><br /><br />A única coisa a tornar-se mais segura com tal restrição absoluta é o negócio dessas empresas, ao custo de liberdades básicas que nos definem como humanos.</p>
<p>Obrigado pela atenção e, peço-lhes compartilhar esta mensagem.</p>
<p> </p>
<p>ale .:.</p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Informação, Comunicação e a Sociedade do Conhecimento - 2o semestre 2011]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/abdo/weblog/92772.html</link>
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            <pubDate>Tue, 28 Jun 2011 07:05:18 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[2011]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[sociedade]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[informação]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[imre simon]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[colaboração]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[disciplina]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[conhecimento]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[comunicação]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[compartilhamento]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[USP]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[IME]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Ni!</p>
<p><strong>ATUALIZAÇÃO (07jul):</strong> <em>a disciplina <a href="https://janus.usp.br/janus/TurmaLista?sgldis=MAC5800">já aparece no Janus</a>!</em></p>
<p>Caros amigos colegas,<br /><br />É com muita alegria que compartilho a notícia da reativação da disciplina Informação, Comunicação e a Sociedade do Conhecimento, criada pelo professor Imre em 1999 e por ele lecionada até 2008, no Instituto de Matemática e Estatística da USP, e convido-os a participar e divulgá-la entre seus alunos e colegas.<br /><br />A disciplina é oferecida neste segundo semestre simultaneamente para a graduação e pós-graduação, com os códigos respectivos MAC0339 e MAC5800, e aceita alunos de todas as unidades, assim como alunos especiais e ouvintes. Seu horário será segunda e quarta-feira das 14h às 15h40m.<br /><br />(Ciente da passagem do primeiro período de matrículas da gradução, encaminho esta mensagem com efeito aos alunos de pós-graduação e, também, na oportunidade do segundo e terceiro período de matrículas da graduação.)<br /><br />A proposta da disciplina é elaborar os principais temas e exemplos onde a computação afetou a capacidade humana de colaboração e compartilhamento, em profundidade de investigação teórica e prática, com o desenvolvimento de pesquisas e projetos pelos alunos.</p>
<p><em>Estudar a organização da Wikipédia, do Software Livre, da infra-estrutura da Internet, a economia e teoria política da informação, as licenças colaborativas de copyright e patentes, as tecnologias capilares (peer-to-peer) para o compartilhamento de informações, o impacto desses processos na educação e produção de conhecimento, a criptografia e certificação na gestão de identidade e crédito, a relação entre blogosfera e jornalismo, o desenvolvimento de hardware aberto, a sociedade modelada como sistema complexo, as questões políticas e potencial democrático da rede, e também práticas colaborativas anteriores à Internet, como a própria Ciência e outros arranjos comunitários.</em><br /><br />Contaremos, no decorrer das atividades, com a participação de professores e pesquisadores de diversos institutos da USP, do seu Centro de Competência em Software Livre, e também de outras universidades, movimentos sociais, instituições e centros culturais.<br /><br />Além disso, o conteúdo produzido no curso será desenvolvido publicamente em plataformas de colaboração com uma licença livre (CC-BY[-SA]), como a Wikipédia e Wikiversidade, para que possa ser recombinado, resignificado e ofereça aos alunos a experiência de sua própria proposta.<br /><br />Por fim, dentro de um programa a que chamamos Lab Escola Imre Simon, a disciplina ocorre em dueto com o ciclo O Futuro da Informação, organizado em centros culturais no semestre complementar, cujo registro da última instância podem conhecer aqui:<br /><br /><a href="http://pt.wikiversity.org/wiki/O_Futuro_da_Informação/CCESP_2011">http://pt.wikiversity.org/wiki/O_Futuro_da_Informação/CCESP_2011</a><br /><br />Peço a todos o apoio na divulgação e também convido-os a colaborar na construção dessa iniciativa que, em sua história, já conta com a participação de todos vocês.<br /><br />Qualquer dificuldade de matrícula ou em encontrar as disciplinas nos sistemas - a de pós-graduação, por exemplo, só aparecerá com o início das matrículas - entrem em contato comigo neste blog ou pelo e-mail &lt;abdo@member.fsf.org&gt;.<br /><br />Saudações e paz e amor,<br /><br />ale<br />.:.<br />Dr. Alexandre Hannud Abdo<br />Pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz<br />Professor convidado do IME-USP</p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Vergonha da SBF]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/abdo/weblog/92770.html</link>
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            <pubDate>Tue, 28 Jun 2011 03:34:50 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[acesso negado]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[vergonha]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[sbf]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[reserva de mercado]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[liberdade]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[acesso aberto]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Ni!</p>
<p>A SBF, que ainda ostenta com mérito algumas glórias, tem se tornado palco para propostas de idoneidade duvidosa.</p>
<p>Não apenas seus processos decisórios andam pouco visíveis aos membros, tendo avançado pouco dentro das atuais tecnologias de comunicação, como vem perseguindo recentemente duas atitudades inaceitáveis.</p>
<p>Primeiro, já concretizada, fechou o acesso ao Brazilian Journal of Physics a não membros, quando o único propósito legítimo da existência de tal revista é destacar a física brasileira ao mundo exterior.</p>
<p><a href="http://www.sbf1.sbfisica.org.br/boletim1/msg236.htm">Vejam a discussão extremamente urgente iniciada pelo professor Paulo Murilo Castro de Oliveira.</a></p>
<p>Segundo, ainda em discussão, a SBF vem apoiando algo que pode entrar para a lista dos grandes retrocessos históricos do desenvolvimento científico e tecnológico do país: o apoio à reserva de mercado através da regulamentação de uma suposta profissão de "Físico".</p>
<p>Defendem-se na base do imediatismo tupiniquim, dizendo que irão apenas dar acesso a físicos à atividades já reservadas a engenheiros.</p>
<p>Porém, ao criar-se uma regulamentação e as estruturas burocráticas e conselhos que irão implementá-las, autoriza-se e sedimenta-se ainda mais as reservas de mercado, estrangulando a luta justa e direita que seria por extinguir tal instrumento onde necessário para benefício dos físicos.</p>
<p>Reservas de mercado são uma abominação. Elas vão contra a meritocracia, vão contra a interdisciplinaridade, vão contra a economia de mercado, contra a gestão eficiente de recursos humanos, contra as liberdades individuais, e consultando quem acredita ainda constatar-se-á que vão contra o socialismo e contra Deus!</p>
<p>É uma ideia anacrônica que só interessa a conclaves, cabalas e cliques de politiqueiros e burrocratas de visão de curto alcance buscando promoção imediata de seus interesses e imagem pública.</p>
<p>Quando até dos jornalistas, ainda acordando para a realidade do século, extinguiu-se a reserva de mercado em sua área, a SBF flerta com a ideia de estimular essa monstruosidade, ao invés de aproveitar o impulso para combatê-la.</p>
<p>Há mais de um ano, <a href="http://www.sbfisica.org.br/v1/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=120&amp;Itemid=262">segundo as atas das reuniões</a>, não se tem notícia do progresso da proposta de regulmentação.</p>
<p>Mas a história contada pelo Prof. Paulo, de como deu-se o cerceamento do acesso ao Brazilian Journal of Physics, mostra um pouco do ambiente propício a ideias promíscuas que arrisca se tornar a SBF. Com isso, não é possível saber se o assunto da regulmentação esvaziou-se, para bem, ou se está sendo armado por baixo dos panos.</p>
<p>Uma pena que, diante de tudo isso, vários cientistas filiados e vários conselheiros continuam aceitando que se faça tão pouco de uma instituição com uma história tão nobre.</p>
<p>Saudações,</p>
<p>ale</p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Expressões da Revolução]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/abdo/weblog/92102.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/abdo/weblog/92102.html</guid>
            <pubDate>Mon, 23 May 2011 05:59:47 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[teleconferência]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[revolução]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[matilha]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[espanha]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[egito]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[cultural]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Ni!<br /><br />No sábado rolou um evento MUITO legal na Matilha Cultural, do qual fiquei sabendo só de última hora e acabei não divulgando[-1].<br /><br />Prévio à exibição de filmes relacionados aos conflitos no oriente médio, tivemos duas horas de teleconferência com Aalam Wassef[0], um artista egípcio que teve papel importante no encaminhar da revolução em seu país.<br /><br />Ele debutou, a partir de 2005, uma tática comunicativa que foi amplamente utilizada, ao romper com a tradição egípcia de sátira metafórica e passar à indiciação direta de Mubarak e seus comparsas, mas preservando o bom humor.<br /><br />Mas então, próximo ao final do bate-papo, uniu-se também à teleconferência um outro artista, Pedro Soler[1], direto da praça onde estão os manifestantes em Barcelona e em meio à gritaria.<br /><br />Esse por sua vez está bastante envolvido na organização da revolução espanhola e havia antes ido ao Cairo tomar registro das manifestações na praça Tahir.<br /><br />Foi um diálogo intenso, ligando as duas revoluções com este ponto distante do bananal, enquanto na rua a discreta e pacífica marcha da maconha levava paulada e gás da PM.<br /><br /><br />Mas, sobre a perspectiva de algo semelhante suceder por aqui, ainda continua pesando o fato de que essas revoluções estão ocorrendo onde foi maior o impacto econômico da crise financeira: Islândia, Tunísia, Egito, Wisconsin, Londres e agora Espanha.<br /><br />Se podemos ter algo dessa natureza por aqui, enquanto a economia vai bem e o estado de bem estar social se expande, é uma questão cuja resposta vai ter grande significado, justamente por ser incerto.<br /><br />Aliás, numa análise sistêmica, talvez a ótica adequada aqui seja a de que a revolução já tenha acontecido. Chamou-se "Diretas Já" e até agora rendeu-nos um coronel democrata, um playboy matador de marajás, um sociólogo neo-liberal, um líder sindical corporativista e uma guerrilheira desenvolvimentista.<br /><br />O brasil é, afinal, o país do surrealismo e das contradições ;D<br /><br />E talvez por isso mesmo, pra continuarmos absurdos, façamos mais uma revolução... "só pela graça".<br /><br />Abs :)<br /><br /><br />[-1] <a href="http://www.matilhacultural.com.br/programacao-matilha-cultural/cinema/item/283-mostra-express%C3%B5es-da-revolu%C3%A7%C3%A3o-olhares-sobre-o-mundo-%C3%A1rabe.html">http://www.matilhacultural.com.br/programacao-matilha-cultural/cinema/ite</a><br /><br />[0] <a href="http://ahmadsherif.wordpress.com/">http://ahmadsherif.wordpress.com/</a><br /> "Ahmad Sherif" era o pseudônimo com que se protegia antes da revolução<br /><br />[1] <a href="http://root.ps/">http://root.ps/</a><br /> tb conhecido por qdo dirigiu o centro de artes <a href="http://www.hangar.org/">http://www.hangar.org/</a><br /><br /><br />~*~</p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Revoluções recombinantes]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/abdo/weblog/86926.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/abdo/weblog/86926.html</guid>
            <pubDate>Mon, 28 Feb 2011 20:53:09 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[Internet]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[revolução]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[recombinação]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[laboratório]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[imre simon]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[escola]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[debate]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[curso]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[centro cultural da  espanha em são paulo]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[aula]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[CCE_SP]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Ni!</p>
<p>Olá mundo,</p>
<p>Estão abertas as inscrições para o ciclo de aulas-debate <a href="http://pt.wikiversity.org/wiki/O_Futuro_da_Informa%C3%A7%C3%A3o">O Futuro da Informação: compartilhamento, colaboração e a sociedade do conhecimento</a>, que este ano acontece no Centro Cultural da Espanha em São Paulo (CCE_SP).</p>
<p>Eis um pequeno texto de divulgação que escrevi...</p>
<blockquote>
<p>Revoluções recombinantes – como o Software Livre, o conhecimento livre, 
melhor representado pela Wikipédia, e movimentos correspondentes na 
produção da cultura, hardware e organização social, – de suas origens em
 ideias iluministas e reemergência com a contra-cultura, gestaram a 
Internet e hoje fazem dela seu principal catalizador.</p>
<p>Tais revoluções apóiam-se em instrumentos técnicos e jurídicos que 
desenvolvem, como processos colaborativos e softwares que os integram, padrões e protocolos 
abertos e licenças de direito autoral, mas fundamentalmente em sua ética
 orientada à liberdade e à comunidade.</p>
<p>Em função dessas práticas, modelos econômicos e arranjos produtivos 
pouco explorados tornaram-se subitamente espontâneos, a ponto de em 
poucos anos originar grandes empresas, como a Red Hat e o Google, e 
fundações, como a Wikimedia e a Document Foundation.</p>
<p>Desse ambiente informacional recombinante surge, também, uma esfera 
pública interconectada, de novas formas políticas e bases democráticas: 
na blogosfera, em fóruns e plataformas de rede social, através de 
Partidos Piratas e em projetos como MySociety e Wikileaks.</p>
<p><strong>Neste curso abordaremos as transformações econômicas, culturais e 
políticas que acompanham a Internet, através de exemplos e debates com 
protagonistas das mesmas. As várias teorias que nos permitem entender 
melhor esses fenômenos serão explicadas enquanto questionados os limites
 de sua validade, estimulando um pensamento crítico a respeito do mundo 
permeado pela rede.</strong></p>
<p>Ministrado desde 2010 em centros culturais, O Futuro da Informação dá
 sequência a um trabalho de dez anos iniciado na USP pelo Prof. Imre 
Simon, em 1998. O organizador desta instância é Alexandre Hannud Abdo.</p>
</blockquote>
<p><strong>Quando</strong></p>
<p>Aulas às terças-feiras das 19h às 22h, 
exceto nos dias do AVLab – atividade parceira do curso. Início dia 22 de
 março, término dia 14 de junho.</p>
<p><strong>Onde</strong></p>
<p>O CCE_SP fica na Avenida Angélica 1091, em Higienópolis, próximo ao metrô Marechal Deodoro. Há também vários ônibus que descem a Angélica, parando em frente ao centro.</p>
<p><strong>Inscrições</strong></p>
<p>Para inscrever-se, mande um e-mail para <a href="mailto:cultura4@ccebrasil.org.br">cultura4@ccebrasil.org.br</a></p>
<p>O curso é gratuito e são até 30 vagas.</p>
<p><strong>Ligações</strong></p>
<p>Para conhecer e colaborar com a ementa do curso, <a href="http://pt.wikiversity.org/wiki/O_Futuro_da_Informa%C3%A7%C3%A3o/CCESP_2011">veja a página na Wikiversidade</a>.</p>
<p>Há também a <a href="http://ww2.ccebrasil.org.br/programacao/2011/3/1/o-futuro-da-informacao">página de divulgação no sítio do CCE_SP</a>.</p>
<p>Dúvidas ou ideias, comentem aqui ou pelo meu e-mail <a href="mailto:abdo@member.fsf.org">abdo@member.fsf.org</a></p>
<p>Um abraço,</p>
<p>ale</p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[A quem serve a Creative Commons?]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/abdo/weblog/85547.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/abdo/weblog/85547.html</guid>
            <pubDate>Tue, 01 Feb 2011 10:33:56 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[direito autoral]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[creative commons]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[copyright]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[confiança]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[Estado]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[ONG]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Ni!</p>
<p>Este texto começou, como muitos outros, duma explicação a um e-mail amigo. Desta vez do Rubens, na lista do CORO, coletivo brasileiro - e um pouco internacional - de artistas-ativistas.</p>
<p>Ali reproduzia-se, dentro do assunto "novo Ministério da Cultura", um argumento frequente de desconfiança sobre a <a href="http://creativecommons.org/">Creative Commons</a>: "a quem ela serve? Por que devemos adotar as licenças sugeridas por uma organização estrangeira? Não seria mais democrático o Estado legislar a respeito?"</p>
<p> Sou extremamente cético com ONGs. Encontro-me frequentemente aconselhando amigos a passarem longe de muitas delas. Também considero mal direcionado o alarde em torno de algumas ações do novo MinC, como retirar a licença Creative Commons do seu site.<br /><br />Contudo, esse tipo de "suspeita" sobre a Creative Commons não tem fundamento. Não é trivial entender o porquê, mas parece-me importante neste momento.<br /><br /> Qualquer lei de direito autoral, por ser um monopólio artificial realizado pela coerção do Estado, sofre de um problema sério de externalidade de rede no contexto da sua internacionalização e, por isso, passa por um processo chamado harmonização.<br /><br /> Em termos práticos, esse processo implica que ou a lei de direito autoral de um país é equivalente à estadunidense, ou ela é inútil internacionalmente. Esse "é igual" fortifica-se por acordos internacionais sujeitos a sanções comerciais violentas em caso de desrespeito, efetivamente enrijecendo todo o sistema.<br /><br /> Por isso, infelizmente, Estado nenhum no planeta tem como legislar inovativamente a respeito. A tal reforma da lei que se fala aqui não muda nada de fundamental, apenas afrouxa o laço. E só pode fazer isso porque o laço brasileiro, sabe-se lá por que, está apertado mais que o estadunidense.<br /><br /> Por conta disso, qualquer sistema alternativo de direito de autor precisa, necessariamente, ser construído por fora do Estado e baseando-se nessa harmonização das leis atuais.<br /><br /> Para piorar, por serem baseados nessas leis extremamente restritivas, os sistemas alternativos acabam sendo incompatíveis entre si.<br /><br /> Essa incompatibilidade recria no nível local as mesmas externalidades que se aplicam internacionalmente, de forma que o sistema só realiza seu potencial se for único.<br /><br /> Assim, pela incapacidade dos Estados de legislar e pela necessidade dessa unicidade, acaba que a também única maneira de construir alternativas realistas ao sistema atual de direito autoral é haver uma organização que faça o papel de um "governo mundial para assunto específico".<br /><br /> É isso que a Creative Commons faz.<br /><br /> E faz muito bem, sendo uma das ONGs mais transparentes e participativas que se tem notícia, tendo criado uma rede internacional de instituições para garantir presença e voz em todos os países onde algum grupo de ativistas tenha demonstrado interesse nesse processo, e consultando constantemente autores e acadêmicos de todo o planeta sobre os melhores rumos a seguir.<br /><br /> Outro fato positivo, apesar do tanto que malhamos aquela terra ao norte, é que está sediada nos EUA. A legislação deles sobre transparência e auditoria de ONGs é extremamente avançada.<br /><br /> Assim, não é exagero nem demagogia dizer que a Creative Commons serve a todos. Ela foi construída com esse propósito e está organizada para executá-lo de forma dedicada.<br /><br /> Isso, porém, não significa que as licenças dela contenham todas as alternativas possíveis e imagináveis, até porque antes dela surgir já existiam licenças amplamente adotadas, como a GNU-GPL para softwares livres, que para seus fins tomam precedência sobre as CC.<br /><br /> Assim também, pela sua finalidade global e seus recursos limitados, ela foca seu esforço no menor número de licenças que cubram a maior parte dos casos. Adapta, com o tempo, seu desenvolvimento de licenças para servir esse propósito.<br /><br /> Bem, espero ter esclarecido um pouco a falácia do argumento "a quem serve a CC?". Como eu disse, não é trivial e ninguém deve mesmo ser censurado por questionar, mas se acharam a explicação satisfatória e de importante entendimento, agradeço se passarem adiante.<br /><br />[Breve declaração: eu não represento de forma alguma a CC, nem tenho qualquer envolvimento profissional com quem a represente. Fora gostar de estudar a respeito, sou apenas um usuário das licenças que faz doações anuais para manter o projeto caminhando o mais rápido possível.]<br /><br />Abreijos,<br /><br />ale<br />b<br />d<br />o</p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[O aspecto não econômico e não cultural do direito autoral]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/abdo/weblog/85341.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/abdo/weblog/85341.html</guid>
            <pubDate>Tue, 18 Jan 2011 05:00:01 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[psicologia]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[política]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[liberdade]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[ideologia]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[direitos humanos]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[direito autoral]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[cultura]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[copyright]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[censura]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[abolição]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[alforria]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Novo texto meu no Trezentos!</p>
<p><a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=4082">http://www.trezentos.blog.br/?p=4082</a></p>
<p>Resumo: Além da visão econômica e cultural, há uma outra perspectiva do direito autoral na cultura, em geral menosprezada nas discussões pela sua complexidade e sutileza: seu aspecto simultaneamente psicológico e político-ideológico, cujas consequências vem a ser ainda mais contundentes.</p>]]></description>
        </item>
                
        <item>
            <title><![CDATA[Literatura eletrônica?]]></title>
            <link>http://stoa.usp.br/abdo/weblog/85300.html</link>
            <guid isPermaLink="true">http://stoa.usp.br/abdo/weblog/85300.html</guid>
            <pubDate>Mon, 10 Jan 2011 08:34:24 GMT</pubDate>
		<dc:subject><![CDATA[rpg]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[multimídia]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[literatura]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[livro]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[jogos eletrônicos]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[interatividade]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[games]]></dc:subject>
		<dc:subject><![CDATA[graphic novel]]></dc:subject>
            <description><![CDATA[<p>Curioso notar que na academia hoje fale-se, até celebra-se, em literatura eletrônica multimídia e interativa como fronteira do ousado e inovador.<br /><br />Penso no fato que mesmo a literatura impressa tem muito mais possibilidades multimidiáticas e interativas do que os autores costumam aplicar e os críticos apreciar.<br /><br />Possibilidades de multimídia literária impressa foram exploradas em graphic novels entrelaçadas com textos, como no caso de Watchmen e outras histórias do Allan Moore.<br /><br />Mas outros casos de qualidade semelhante são raros, apesar da possibilidade de produção e distribuição em massa estar presente há décadas.<br /><br />Mesmo o Allan Moore atualmente publica primariamente apenas texto.<br /><br />Já no quesito interatividade literária impressa, havia os livros-jogo, como as séries de Steve Jackson e Ian Livingston. E depois, já com computadores, os jogos estilo Adventure que nasceram no texto e aos poucos incorporaram o audiovisual e então, nos primórdios da Internet, os Multi-User-Dungeons.<br /><br />Portanto é dúbio se exaltadas proposições atuais em multimídia e interatividade literária justificam-se para além de aproveitar-se da "febre digital" para reapresentar temas já explorados como novos... possivelmente sem reconhecer tais caminhos.<br /><br />Evidente que são muito mais ricas as possibilidades atuais.<br /><br />Mas talvez haja uma falta de percepção do papel da literatura em manifestações ainda mais modernas, já existentes e popularizadas, como nos jogos de computador e nas franquias:<br /><br />Jogadores de World of Warcraft podem passar dias contando a história de Azeroth, que eles leram dentro e fora do jogo.<br /><br />Já mais e completamente interativos, fãs de Star Wars, Star Trek ou Senhor dos Anéis - para não falar em todo o universo Otaku - podem passar semanas narrando capítulos paralelos às sagas canônicas, que eles leram em livros, em jogos, escreveram de próprio punho ou representaram em sessões de Role-Playing-Games.<br /><br />Assim fico em dúvida se uma literatura multimidiática e interativa muito mais rica do que os experimentalistas propõem já não está presente há tempos, em vezes até qualidade superior e mais ousada que o trabalho desses.<br /><br />Agora, se trata-se apenas de atualizar o formato do livro, retorno ao começo deste texto para apontar, com certo ceticismo, que o "livro interativo multimídia" é pré-eletrônico e apenas um ponto intermediário entre a literatura pura e manifestações literárias já bem difundidas mais ricas em multimídia e interatividade. E que, como ponto intermediário, tem uma trajetória histórica tipicamente aquém de ambos seus vizinhos.</p>
<p>Toda experimentação é bem vinda, mas que reconheça seu contexto para que reconheça a si mesma e, assim, seja construtiva e não redundante!</p>
<p>Abraços,<br /><br />ale<br />h<br />a</p>]]></description>
        </item>
        
    </channel>
</rss>
