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Julho 2009

Julho 26, 2009

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Ni!

No início deste mês o PLoS ONE, importante periódico científico de acesso aberto, publicou uma investigação ampla de dezenas de métodos para calcular a relevância de publicações e trabalhos científicos:

A Principal Component Analysis of 39 Scientific Impact Measures

Há vários detalhes interessantes, mas uma das conclusões centrais é que o Fator de Impacto (JIF), utilizado por diversas instituições brasileiras para atribuir relevância a trabalhos científicos, é uma medida periférica de reação lenta da popularidade.

Ou seja, não entra em acordo com outras medidas, mede o quanto os artigos são populares e não prestigiosos, e reflete tendências da  rede de citações apenas a longo prazo.

Outro mérito desse artigo é justamente conseguir derivar uma classificação semântica das medidas, nessas linhas "periférica/central", "popularidade/prestígio" e "reação lenta/rápida".

 

Já passou da hora da comunidade científica cobrar o abandono definitivo de medidas como o JIF. Há alternativas superiores e provas inequívocas de que o JIF privilegia as pesquisas erradas.

Mas não se deve perder de vista o passo adiante. Abandonar o JIF seria apenas um paliativo. O que é necessário é caminha na direção e uma avaliação participativa e transparente da ciência, que preveja uma multiplicidade de prioridades e use adequadamente essas medidas de impacto, ao invés de abusá-las para instalar uma numerocracia que só interessa a burocratas preguiçosos e interesses privados.

Abreijos,

abdo

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Palavras-chave: cnpq, fapesp, fator de impacto, impacto científico, instituições científicas, numerocracia, Open Access, plos one, usp

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 3 usuários votaram. 3 votos | 14 comentários