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janeiro 18, 2009

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Ni!

 Para quem interessar assinar e divulgar, uma petição de caráter
pacifista, sem colocações partidárias, proposta por uma organização
bastante interessante, a AVAAZ, que objetiva maior democracia na
política internacional.

 Essa petição tem relevância particular pois os recursos desta
organização serão empregados para divulgá-la a realizar pressão efetiva.

http://www.avaaz.org/po/gaza_time_for_peace/

 Abreijos,

abdo
~~

Palavras-chave: gaza, paz, petição

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 7 usuários votaram. 7 votos

Comentários

  1. Tom escreveu:

    Legal o site, Abdo.

    Acabei assinando também uma petição nesse site em relação ao conflito em Darfur

     http://www.avaaz.org/en/darfur/

    É Interessante comparar o número de assinaturas. Na petição de Darfur temos 27 mil, enquanto na de Gaza mais de 500 mil. Em Darfur há estimativas de que morreram várias dezenas de milhares de pessoas.

    Obviamente sem querer minimizar o absurdo que está ocorrendo na Palestina, é interessante pensarmos sobre o pouco que sai na mídia sobre o conflito no Sudão, África.

    default user iconTom ‒ domingo, 18 janeiro 2009, 11:30 -02 # Link |

  2. Tom escreveu:

    Ainda quero criar um post sobre o Darfur, mas ainda estou me informando sobre o caso. Mas qualquer pesquisa no google já é suficiente para achar sites explicando o assunto.

    default user iconTom ‒ domingo, 18 janeiro 2009, 11:31 -02 # Link |

  3. Benedito Ubirata da Silva escreveu:

    Pô cara!

    É por aí mesmo. Assim alguém fica sabendo, ou pessoal de Gaza,  que tem muita gente se sentindo mal com o que acontece por lá. As vezes pode ser muito pouc, mas a sensação de solidariedade pode diminuir a sede de vingança e o continuar dessa guerra insana.

     

    default user iconBenedito Ubirata da Silva ‒ domingo, 18 janeiro 2009, 20:00 -02 # Link |

  4. Alexandre Hannud Abdo escreveu:

    Tom,

     Se os jornais editassem o que acontece na África, as pessoas não acreditariam.

    ~Ni!~

    Alexandre Hannud AbdoAlexandre Hannud Abdo ‒ quinta, 22 janeiro 2009, 03:42 -02 # Link |

  5. Visitante escreveu:

    Já morreram mais de 1 milhão de pessoas em Darfur nos últimos 3 anos. Um verdadeiro genocídio. E A IMPRENSA NÃO FALA NADA!!! Eu quero ver uma foto! Uma manchete! Parece que só interessa falar de Israel. 

    Israel está se defendendo contra terroristas insanos que se escondem atras de crianças e o mundo inteiro condena... não faz sentido vocês ficarem falando assim de Israel enquanto vocês nem dão o mínimo de atenção aos verdadeiros genocídios no mundo. Até no Brasil morrem mais pessoas POR MÊS do que lá em Gaza. É uma palhaçada.

    default user iconVisitante ‒ sexta, 23 janeiro 2009, 19:33 -02 # Link |

  6. Alexandre Hannud Abdo escreveu:

    Caro visitante não identificado, tenha a coragem de mostrar sua cara, nós não mordemos.

     

    Como disse o Tom acima, e eu concordei veementemente em minha resposta, Darfur é humanitariamente um caso muito mais grave que o conflito na palestina, e não é o único.

    Isso não invalida de forma alguma as pessoas darem atenção ao conflito palestino-israelense, pelo contrário, abominar um conflito fortalece o abomínio de todos, basta ver que meu post fez o Tom descobrir Darfur e trazer a questão para cá também.

     

    Israel está se defendendo sim: se defendendo de todas as formas que pode de enfrentar o fato de que está cometendo os mesmos crimes que justificaram sua criação.

    O Hamas atacou Israel para chamar atenção à razão pela qual não renovou o cessar fogo: Israel não cumprira seus termos, nominalmente acabar com um bloqueio militar sobre a Palestina que, por acaso, constitui crime de guerra. Para piorar, Israel havia violado o cessar fogo anteriormente.

    Israel, por sua vez, atacou a Palestina para manipular uma eleição. Se aqui os políticos distribuem cestas básicas, lá eles distribuem cadáveres. E o povo vibra da mesma maneira.

    Na Palestina morreram mais de mil e sofreram milhares, a maioria esmagadora civis. Destruiram-se hospitais e escolas, a irracionalidade e desumanidade tamanha que nem mesmo a Cruz Vermelha ou a ONU foram poupadas.

    Em Israel morreram treze, a maioria militares.

     

    E isso apenas numa análise dos fatos recentes. Multiplique essa desonestidade, oportunismo e crueldade por quarenta anos e você entenderá a dimensão dos crimes do governo Israelense, dos quais os povos palestino e israelense são vítimas.

    Que são crimes do governo americano também, que os armou e os financia para usar o povo Israelense, aí sim, como escudo humano para desestabilizar o oriente médio em busca de controlar o petróleo e, anteriormente, também para conter a influência Soviética na região.

     

    ~Ni!~

    Alexandre Hannud AbdoAlexandre Hannud Abdo ‒ sexta, 23 janeiro 2009, 20:14 -02 # Link |

  7. Tom escreveu:

    basta ver que meu post fez o Tom descobrir Darfur e trazer a questão para cá também.

    Abdo, na realidade que já conhecia a situação de Darfur faz tempo. Apenas me incomodou ter ouvido muito pouco sobre esse conflito na mídia.

    Seu post apenas me deixou curioso para ver se nesse site havia uma petição pelos crimes em Darfur. Há. E o númeo de assinatura é bem baixo.

    Talvez devemos trazer algumas crianças da África para bons centros de estudo e educá-las, para o quadro da mídia (acho que academia também, o que influenciará a mídia) mudar um pouco nesse aspecto.

    default user iconTom ‒ sexta, 23 janeiro 2009, 22:58 -02 # Link |

  8. Visitante escreveu:

    Sobre Gueto de Gaza


    Internacional
    Escrito por José Saramago e outros intelectuais
    Qui, 22 de janeiro de 2009 13:02


    Não é uma guerra, não há exércitos se enfrentando. É uma matança.

    Não é uma represália, não são os foguetes artesanais que voltaram a cair sobre o território israelense, mas uma campanha eleitoral que desencadeou o ataque.

    Não é uma resposta ao fim de uma trégua, porque durante o tempo em que a trégua estava vigente, o exército israelense endureceu ainda mais o bloqueio sobre Gaza e não deixou de levar adiante mortíferas operações com a cínica justificativa de que seu objetivo era atingir membros do Hamas. Por acaso ser membro do Hamas tira a condição humana de um corpo desmembrado pelo impacto de um míssil e o suposto assassinato seletivo da condição de assassinato?

    Não é uma violência que fugiu ao controle. É uma ofensiva planificada e anunciada pela potência invasora. Um passo a mais na estratégia de aniquilação da resistência da população palestina, submetida ao inferno cotidiano da ocupação da Cisjordânia e Gaza, assediada pela fome e cujo último episódio é esta carnificina que neste dias ocupa nossos televisores em meio a mensagens amáveis e festivas de ano novo.

    Não é um fracasso da diplomacia internacional. É mais uma prova da cumplicidade com Israel. E não se trata somente dos Estados Unidos, que não é referência moral e nem política, mas sim parte de Israel neste conflito; trata-se da Europa, da decepcionante debilidade, ambigüidade e hipocrisia da diplomacia européia.

    O mais escandaloso que se passa em Gaza é que tudo isto pode passar sem que nada de mais aconteça. Não se questiona a impunidade de Israel. A violação continuada das leis internacionais, dos termos da Convenção de Genebra e das normas mínimas de humanidade não têm conseqüências.

    Mas, muito pelo contrário, tudo indica que se premia Israel, com acordos comerciais, como propostas para a sua entrada na OCSE, e que desta imoralidade resultam frases de alguns políticos dividindo as responsabilidades igualmente entre as partes, entre ocupante e ocupado, entre quem agride e quem é agredido, entre o carrasco e a vítima. Como é indecente esta pretendida eqüidistância, que equipara o oprimido com o opressor. Esta linguagem não é inocente. As palavras não matam, porém ajudam a justificar os crimes e a cometê-los.

    Em Gaza está se cometendo um crime. E há tempos está sendo cometido ante os olhos do mundo. E ninguém poderá dizer, como em outros tempos se disse na Europa, que não sabíamos.

    José Saramago, Laura Restrepo, Teresa Aranguren, Belén Gopegui, e outros.

    default user iconVisitante ‒ quinta, 29 janeiro 2009, 15:32 -02 # Link |

  9. Benedito Ubirata da Silva escreveu:

    É depois desse escrito deixado pelo colega visitante, por intelectuais de peso no mundo, dá pra se perceber pq realmente são grandes. E nisso é que tenho que corrigir, sobre uma parte do meu coment´rio. Na parte em que escrevi "... guerra insana". Por si só, toda guerra é insana. Porém pelo modo como os intelectuais escreveram é bonito de perceber a diferença de uma Guerra mesmo que insana, ao que ocorre em Gaza. Ela, uma Guerra, pelo menos é feita entre dois exércitos, aonde cada um dos lados qdo dispara um artefato, o soldado que o fez, pelo menos se coloca na posição que o fez por estar lutando. E se o artefato atingu seu alvo, em eficiência e morte do alvo, seu inimigo, com certeza, ele não se sentirá um assassino cruel. Só um lutador ardiloso que derrubou seu adversário por motivos unicos de preparação a aquilo, por algum motivo mais que seu rival.

    No caso de Gaza, é vomitar contra o ventilador, pois não existem dois exércitos, são homens desarmardos, para o momento da invasão, sedentos em vingança, por ver seus pequenos mortos, sem chance de escapatória perante a um armamento extremamente bem nivelado com os dos melhores armamentos do mundo. E o pior com a crítica mundial de pessoas, que tentam ser imparciais, mas cai na parcialidade da imbecilidade, de não analisar, que sentir dor, por si só gera vontade de vingança, seja ela traiçoeira, ou não. Porém a dor de sentir dor pela visão dos seus caídos nos braços de uma senhora mãe como todas as mães do universo. É sentir vontade de vingança, sendo ela traiçoeira ou não. Por muito menos, ou por muito mais, qdo Exércitos acionaram seus artefatos, e invadiram territórios, sem escolher quem iria morrer, seja soldado, ou civil, muita morte aconteceu até que o Exército invasor se pusesse na condição de rendido. Mas qq atitude daquele que foi invadido, fora perdoada.

    Senão Hiroshima, não deveria ser perdoada, em função  de Pear Habour invadido e massacrado, por falta de aviso, não sabemos se teria um massacre se estivessem esperando, afinal lá tinha muita coisa pesada que não foi usada.

    Portanto o Palestino, sente duas dores, a de sentir vontade de vingança e a de discriminação por querer se vingar. No mínimo, alguns o determinarão como terroristas, ou homicidas, e os soldados Israelenses, de soldados. Apenas, como se ser soldado, não poderá por si só ser Assassino frio, e cruel. Pois ele tem mira telecóspica noturna, e tanta parafernália eletrônica. Roupas apropriadas, muito dinheiro pra defendê-lo em Mídia no mundo. Muito poder para defende-lo em moral na diplomacia.

    E o outro, se vendo e vendo os seus pequenos tombarem perante um tiro de tanque de guerra, aqueles que poderíamos salvar do desejo insano da vingança, pois estão em período de educação. Morrem sem saber o pq realmente estão morrendo.

    E do outro lado, o que será que acontece? Criam coragem, pra não dizer covardia, de dizer que massacram, por foguetes, "tão poderosos", que qdo atingem um alvo, nem por inteiro se destroem. Isso é plausível como um dos milhares de argumentos pra dizer que Israel covardemente atinge seus interesses?

    Por que não pedem pra eles buscarem fraguimentos da Enola Gay no Japão, para ver se ela era forte ou não? E depois pede pra alguém do Japão pra ir até Israel próximo a Gaza fazer a coleta  de fragmentos, se é que se pode falar em fraguimentos, mas sim partes restantes da dita arma, chamada de Qassam? Não tem nem comparação, nem precisa fazer isso, convidando geológos pra rastrear o que sobrou de 1945 em sedimentos. Não sobrou nada, mesmo Lavoisier diga que nada se perde. Só sobrou então uma transformação que ficará no escopo dos Físicos em lousa fazer calculos de físico-química do que se transformou a dita bomba. Isso lhe confere o poder, a real força de uma arma. Some e desaparece com tudo!!!

    Aí se compara a ação de um e a de outros.

    As vezes, ficar chateado lendo no jornal, qdo um político iraniano, determina que gostaria de ter poder nuclear suficiente pra varrer os israelenses do mapa, e por demais ingênuo. Porque seria muito díficil se nós não tivessemos armamento muito maior que nossos blogs, não retaliar Israel, só pela força da emoção das imagens horríveis de moradias destruídas por eles  do que eles chamam de terror a sua gente. Eles destruiram centros de culto religioso. Qdo um padre fora assassinado na Turquia anos atrás, o maior da Igreja, o Papa, se sentiu triste e enojado pelo tiro nas costas do ser assassinado na frente do seu altar na sua igreja, na nossa igreja.

    Porque um Aiatolá não pode se sentir enojado pela mesquita destruída por um canhão, e em diversos tiros? Só porque por via de regra, não podemos torcer para os não mocinhos. Já que Holywood a maior fabricante de mocinhos e vilões do mundo tem um certo grupo acionista em peso e não permitiria se fazer de Israel a vilã?

    Poxa se mataram Saddam Hussein, pelo atos barbaros cometidos, que o façam em tribunal internacional a primeira ministra israelense. Afinal ela pode impedir esse avanço ignóbil. Se não o faz é por conivência política.

    Perdoem-me. Apenas o que peço no fim, é só uma repetição do que todos estão pedindo em diversas linguas pelo mundo afora, sendo estes pequenos como eu, ou grandes pessoas como os que escreveram no texto inserido no comentário do Alexandre aqui no Stoa, antes do meu.

    Tinha que fazê-lo tbm. Mesmo sendo semelhante a tantos. Só pra não se sentir mais um covarde.

    default user iconBenedito Ubirata da Silva ‒ quinta, 29 janeiro 2009, 17:05 -02 # Link |

  10. Tom escreveu:

    É importante não nos calarmos diantes de injustiças. No futuro o que estamos registrando aqui fará parte da cruel história da humanidade. Quem sabe algum dia aprendemos algo.

    default user iconTom ‒ quinta, 29 janeiro 2009, 17:16 -02 # Link |

  11. Visitante escreveu:

    default user iconVisitante ‒ quinta, 29 janeiro 2009, 18:15 -02 # Link |

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